Destino

Na manhã seguinte, acordei tarde, troquei de roupa o mais rápido possível e fui para a recepção esperar meu anjo. Era o dia da apresentação e eu mal podia esperar.

Não demorou muito para que um homem entrasse pela porta anunciando:

– Uma carruagem a espera, Mademoiselle!

Levantei-me e fui ao encontro de Erik. No caminho, não falamos muito, porém eu fiquei pensando em tudo que poderia vir me acontecer em poucas horas. Eu poderia ser seqüestrada, talvez não tivesse a mesma sorte que as outras podendo até morrer.

Deus, que horrores esperam por mim? Que destino o Fantasma planeja para mim? Olhei para ele, para os olhos que desta vez não queimavam de raiva, pelo contrário estavam tranqüilos. A carruagem parou.

– Estarei no camarote 5 – ele falou – ao término, me espere na entrada da ópera. Procure ficar a salvo, perto das pessoas, de forma que seja difícil dele te capturar.

– Sim. – respondi descendo da carruagem.

Quando entrei na ópera todos me olhavam com um ar de alívio e preocupação, ao mesmo tempo. Alivio, devia ser por eu ter aparecido e deviam estar preocupados comigo, ou apenas se eu ia estar em condições de me apresentar.

– Christine! – Gritou Meg assim que entrei – Onde esteve?

– Estive com Erik... – eu ia começar a lhe contar, porém várias pessoas vieram ao meu redor, dizendo-me que tinha que me arrumar logo, já que estava atrasada.

Queria contar a Meg o que houve na noite passada, sobre a perseguição de Armand, o fantasma... Mas não dava. Várias empregadas me levaram até o camarim para tomar banho, depois me deram meu figurino. Era um longo vestido vermelho, um pouco escandaloso e talvez, até indecente. Meu cabelo ficou solto apenas com um enfeite brilhoso prendendo um dos lados.

Eu estava pronta, me olhava no espelho, desta vez desejando com todas as minhas forças que o anjo aparecesse para me salvar, no entanto ele havia planejado tudo, eu não tinha nenhuma saída.