Capítulo 11
Passaram-se mais alguns segundo e eu abri meus olhos. Notei que não estava ferida, no entanto no chão estava Armand. Dei um passo para trás, assustada. O que tinha acontecido?
Uma mão tocou meu braço de leve.
– Está tudo bem agora. – era ele, meu anjo, Erik. Como ele havia me encontrado?
– Está. – murmurei, sorrindo.
Percebi que a polícia havia chegado e começava a entrar na casa, tirando as meninas e trazendo um médico.
– Ela está bem? – um policial perguntou a Erik.
– É claro. – ele respondeu, me tirando daquela sala pavorosa.
Cheguei lá fora e Meg veio correndo falar comigo.
– Christine! – ela me abraçou – ah, minha amiga, você quase me matou de susto.
– Como vocês descobriram que eu estava aqui? – perguntei, finalmente.
Ela então me explicou que, quando desceu do palco, pensou ter visto alguém indo na direção dos fundos do Teatro e não ligou. Mas, a partir do momento que não me encontrou, que não encontrou as outras divas e não achou Armand, ligou os fatos. Foi buscando ajuda, mas ninguém a escutava, pois só pensavam no espetáculo. Então, Erik, em fim apareceu preocupado. Então vieram os dois a casa de Armand.
Antes de partir, avisaram a polícia que iria chegar logo depois. Quando chegaram, segundo ela, ficaram do lado de fora esperando a polícia, mas quando Erik percebeu a que ponto as coisas haviam chegado, não esperou mais, entrando e atirando em Armand sem pensar.
Depois que saímos da confusão em volta da casa. Um homem de terno preto, junto com outros dois vestidos de mesmo modo, veio até mim.
– Parabéns, diga ao seu mestre que estão contratados.
– Contratados? – Meg perguntou.
– Em nossa agência de detetives. Erik? Não é o nome dele? Ele foi chamado para trabalhar conosco e essa missão seria um teste, ele então disse que levaria vocês. Onde ele está?
Olhei para Meg, e finalmente podemos entender o que realmente fazíamos ali. Virei para achar Erik, mas ele já não estava ali.
– Ele estava aqui. – Eu disse a eles.
– Devia estar ocupado. – ele disse entregando-me uma carta – Entregue isto a ele, por favor. – O homem falou desaparecendo na multidão.
