Capítulo 12
No dia seguinte, finalmente, voltamos à Opera de Paris. Todos queriam saber o que houve e por que tínhamos ido a Versailles. Deixei Meg inventar as desculpas. Cumprimentei todos e corri a Madame Giry, abracei-a com saudade.
– Ele já está aqui? – perguntei. E ela levantou as mãos me mostrando a rosa vermelha.
– Acho que sim. Por que não vai até seu quarto?
Agradeci a ela, e fui até lá.
Era bom estar de volta, no meu quarto, no meu Teatro. Na cabeceira tinha uma carta.
Agora já sabe o motivo por que foi até lá. Apesar se ter se arriscado gostaria muito que você trabalhasse comigo nisso. É claro que não vai deixar o teatro, nem a música, afinal eles já fazem parte tanto de você como de mim.
Quero lhe dizer que só desapareci ontem à noite, porque ainda não quero aparecer para ninguém da agência. Posso ajudá-los, mas minha identidade deve ficar em segredo, como sempre. Espero que possa me ajudar com isso.
F.O.
Cada palavra parecia estar dentro de mim, o fantasma da ópera estava dentro de mim, podia sentir. A idéia de ter um trabalho como esse podia ser estranha, porém fascinante. Antes que eu me decidisse, uma voz chamou.
– Anjo da Música. – a voz cantarolou. Olhei para dentro do espelho. Desta vez, não era sonho, ele realmente estava lá, esperando por mim. – Venha para mim, meu anjo da música.
Fui em direção ao espelho, ele pegou a minha mão e foi me levando. Levando-me para dentro do espelho, para seu misterioso lar subterrâneo, para seu belo reino da música, para mundos desconhecidos por mim. E eu, simplesmente, segui-o. Afinal, que mistérios aguardavam por mim nesta ópera do fantasma?
