Título: Blue Eyes
Autor: Rafael9692 (para entrar em contato, vá ao meu perfil).
Shipper: Harry x Draco/ Draco x Rony
Classificação: Para maiores de 13, só por precaução.
Gênero: Romance, Yaoi e, se eu conseguir, Angst
Partes: Nem eu sei se vai ter fim...
Disclaimer: os personagens, definitivamente NÃO me pertencem... É tudo da JK, eu só tomei emprestado pra fazer essa fic. Eu não ganho NADA fazendo essa fic... só horas na frente do computador e suas maravilhosas reviews ^^
Summary: Draco excede os níveis mágicos após uma súbita proteção, ele é um espião, mas de quem é a sua lealdade? Harry quer Gina de volta, mas por que não consegue conversar com ela? Um bebê, Voldemort, ofidioglosia, horcruxes. Quem vencerá? Bem ou mal? YAOI HPxDM / DMxRW (o summary inteiro esta no final da apresentação)
Aviso 1: Essa fic é YAOI, e tem insinuações mais que claras de relacionamento homossexual, então se num gosta de dois homens se agarrando e outras coisas mais... Cai fora. Vai me criticar? Que não seja por ser Yaoi, porque isso não vai mudar.
Aviso 2: Vai usar uma idéia minha? Me avisa... Os personagens não são meus, mas a idéia tenha a certeza que me pertence, então pense antes de copiar algo sem permissão.
HyD
A casa dos Dursleys não mudou nada todos esses anos, ao passar pela porta da frente pode-se ver um corredor direto para a sala de estar e uma escada a direita que leva para os quartos e um banheiro. Seguindo pela sala de estar, tem a cozinha à frente e uma porta a direita que leva para o pequeno jardim. Desde a chegada inesperada de três bruxos à quase 17 anos, a única coisa que indica que o tempo passou são as fotos em cima da lareira, mostrando uma família aparentemente perfeita. Contudo, uma pessoa que não esta presente nessas recordações se encontra no andar de cima.
O garoto que mora nesta casa, a número quatro da Rua dos Alfeneiros, parece ter sofrido um grande estirão neste verão. Harry ainda com seus cabelos rebeldes e negros, pele morena, dono de maravilhosos olhos verdes, agora aparentava ter alcançado, finalmente, um metro e oitenta centímetros.
Harry meditava sobre algumas coisas em seu quarto. Ele continuou com o antigo quarto de Duda, o menor da casa. Assim como tinha prometido a Dumbledore, ficou na casa dos Dursleys até completar dezessete anos, já que após este prazo o feitiço de proteção dado pelo sangue de tia Petúnia acabaria. Agora, que atingiu a maioridade, aos dezessete anos tinha total liberdade para fazer magia, dias antes mandou uma coruja para o Sr. Weasley pedindo para passar na toca o resto das suas férias (o que o surpreendeu foi não ter recebido um convite antes). Não que ele esperasse uma resposta negativa, Arthur, Molly e seus filhos o tratam como um membro da família, mas a educação o impedia de aparecer por lá sem um aviso prévio.
O único problema seria como ir para lá, já que nos anos anteriores ele foi de carro voador, com o pó flú e de...
"É claro, como não tinha pensado nisso" exclamou Harry.
Tinha esquecido quase que completamente que Arthur tinha ligado a casa dos Dursleys com a rede de flú. O meio de transporte já estava resolvido, só faltava Edwiges chegar com a resposta dos Weasleys.
Harry não tinha medo de ficar alguns dias após o aniversário na casa de seus tios, pois os únicos que sabiam a verdade sobre a proteção do sangue de Pétúnia eram Dumbledore, agora morto, e Snape, que mostrou sua fidelidade inabalável pela Ordem da Fênix.
Harry ainda tentava processar tudo o que lhe foi explicado por um membro da ordem. Ele sabia que Dumbledore, após lutar com Voldemort no ano retrasado, seu quinto ano em Hogwarts, recebeu uma maldição, com efeito retardado, que deixou o braço negro e sem vida, e que após isso Severus Snape impediu que a maldição se espalhasse ainda mais pelo corpo.
O que Harry definitivamente não sabia era que Severus não conseguiu impedir a maldição de se espalhar, e sim, apenas retardar o seu efeito. É uma maldição com efeitos estranhos, pois não mata de uma vez, mas se espalha da ponta dos dedos e vai escurecendo o trajeto até o coração, onde termina o seu efeito transformando o sangue em veneno.
Felizmente a maldição tem cura, porém fazê-la demoraria MUITO tempo, e já seria tarde demais. Outro problema na cura era achar a única pessoa que conseguiu se salvar da maldição. Sim, pois não se encontra em nenhum livro e somente um homem sabia como curá-la. O difícil de achar o homem era que ele só aparecia para alguns, e segundo boatos, a cura tinha certos efeitos colaterais desagradáveis. Na noite em que Dumbledore morreu, faltava apenas alguns centímetros para que ela alcançasse o seu coração. Por esse motivo Dumbledore pediu para Severus o matar naquela noite, isto é, se o jovem Malfoy não o matasse antes. Com Snape matando o diretor, a Ordem apenas o perderia um mês mais cedo e teria um espião sendo o braço esquerdo de Voldemort já que Severus Snape matou o único bruxo que Você-Sabe-Quem um dia temeu. E podia ainda descobrir a localização das demais horcruxes.
Após vários dias Harry finalmente conseguiu digerir tudo o que lhe foi passado, e conseguiu entender o porquê de Snape fugir com Malfoy naquele dia. Já que ele não sabia disso, provavelmente os mataria sem pensar duas vezes.
Eles?
Com toda essa confusão a sua volta tinha esquecido completamente de Malfoy. Não esqueceria o que ele fez, pois ele quase matara Dumbledore. QUASE. Ele iria desistir se não fosse aqueles Comensais da Morte entrando na torre. Não conseguia entender porque ele virou um Comensal se ele sequer conseguia lançar uma maldição da morte. Viu medo naqueles olhos, um Malfoy com medo. Parecia querer estar em qualquer lugar menos ali e naquela posição, mas se não fossem os comensais... O quê? Dumbledore só viveria no máximo um mês após aquele dia, a não ser que a cura descesse do céu. Sem falar da poção que Dumbledore tomara... Provavelmente morreria antes de ser curado.
Harry seguiu noite adentro pensando sobre isso até que sua coruja branca como a neve entrou no aposento com uma carta no bico.
Muito longe dali, provavelmente do outro lado do país, um certo garoto de cabelos loiro platinado, parecia pensativo com alguma coisa. Draco estava com uma aparência um tanto maltratada. Não crescera muito esse verão, pois não comera quase nada. Estava na Mansão Malfoy. Pela varanda de seu quarto, dava para ver o portão de entrada com o brasão dos Malfoys, e um jardim gigantesco, ao qual sua mãe vivia sempre cuidando, provavelmente para se ocupar com alguma coisa. A sua direita estava à piscina, onde ele passava quase toda noite, ignorando o frio que fazia naquela região. Os olhos que observavam essa paisagem, ainda eram frios, mas nem tanto quanto os do pai. Nesse momento um elfo doméstico entrou em seu quarto.
"Sr. Malfoy, Sr. Malfoy chegou e exige sua presença em seu escritório."
Draco ainda não conseguiu sequer pensar numa desculpa plausível para dar ao pai sobre o porquê de não ter matado o velho caduco. Era óbvio que se falasse a verdade levaria um Crucio até chegar à insanidade. O que levaria muito, muito, muito tempo mesmo. Dezessete anos levando Crucios e Imperius como castigos, lhe deram uma resistência ridícula contra essas maldições. Ganhava até do próprio Voldemort na resistência dessas maldições. Na verdade, duvidava que um dia Voldemort tenha sido amaldiçoado de qualquer forma.
Mas agora não podia deixar seu pai esperando lá embaixo. Teve muita sorte, pois seu pai escapou de Azkaban, e ficou refugiado. Sorte, que acabou até ele fazer aquela porcaria na missão. Não lançar um simples Avada Kedavra, duas palavras, mas tinha certa noção do motivo de não conseguir. Não tinha prazer em matar, já fora uma vez com seu pai torturar alguns trouxas, mas aquilo lhe deu nojo. Foi lá, na copa mundial de Quadribol. Aproveitara que seu pai se distraíra fazendo os trouxas voarem, e se escondeu na multidão que corria apavorada.
Mas agora que seu pai deixou o refúgio e veio para a própria casa, provavelmente não o estava convidando para uma festa de retorno ao lar. Já esperava uma coisa bem pior que a deserdação, provavelmente levaria a maldição que não pôde pronunciar. Morreria ou nas mãos de seu pai ou nas mãos do próprio Lorde Negro.
Tomou um banho rápido, trocou-se, e desceu. O elfo doméstico lhe disse que seu pai o aguardava em seu escritório. Como o caminho para o escritório era longo, ele ainda teve como apreciar os poucos minutos de sua pobre e tão pouco aproveitada vida. Foi apreciando os quadros na parede. Toda a sua descendência tinha um quadro naquela mansão. Muitos o olhavam com pena, talvez já sabendo o triste destino que o aguardava.
Viu um quadro saindo quando ele se aproximou, e o reconheceu como sendo um dos diretores de Hogwarts. Sabia que ele era um espião, e a muito tentava descobrir os planos de seu pai, a mando de Dumbledore. Jamais comentara isso com seu pai, não que ele fosse descuidado, mas aquele quadro jamais conseguiria escutar nada mesmo.
Finalmente chegara. Ao entrar Lúcio sequer levantou a vista do livro de maldições negras que ele estava nas mãos, o reconheceu logo de cara. Era o preferido de seu pai. Dobby virara cobaia para muitas das maldições que estavam no livro, talvez estivesse apenas confirmando o seu efeito. Já temendo algo pior que um simples Avada Kedavra, que é rápido e indolor. Pigarreou(1) para anunciar que já havia chegado.
Seu pai levantou os olhos de gelo, lá só tinha o mais puro ódio.
"Você sequer imagina o estrago que você fez para o nosso lado", a voz de Lúcio era baixa, mas deixava transparecer totalmente o ódio que ele sentia pela criatura a sua frente. O tempo estava frio, mas nem se comparava a temperatura da voz dele. "Perdemos nosso espião, e nosso Lorde está muito, mais muito zangado mesmo. Só não fui morto porque tenho grande influência no mundo bruxo, ou talvez por pura sorte, porém, quanto a você, espero que esteja preparado para o ...".
Aquela frase não pôde ser terminada, pois pelas janelas do escritório pôde-se ver claramente a Marca Negra pairando na Mansão.
Fim do primeiro capítulo
N/A: (1) Pigarrear é aquele barulho com a garganta, se esse não for o nome me dêem um toque.
N/A (Nota do Autor): Essa fic surgiu do nada... Mas eu tava tão empolgado que fiz o primeiro e o segundo capítulos de uma vez. Comecei a fazer revisão e adicionar uma coisa ali e outra aqui. Mas consegui um Beta que esta me ajudando muito (eu sou sortudo, não?). E eu quero reviews, já tenho boa parte da fic pronta, mas reviews estimulam o autor bastante... E quem quiser me dar idéias, fique a vontade. =D
Dêem uma passadinha em "O Animago"... Fic escrita pelo meu beta. Muito boa!
Mas eu sei o que vocês estão pensando... mas sim, os capítulos serão grandes assim mesmo. Mas tudo tem seu lado bom, no meu, é que a "fabricação" de fics é bem rápida e a atualização também. Talvez eu até atualize a maioria antes de duas semanas. Tenho o próximo cápitulo ja escrito, porém quero ter outro pronto antes de postar esse segundo. Quer dizer, final de ano e um tempo extra fazem milagres, por isso acho que vocês não vão esperar muito não.
N/B (Nota do Beta): Quando comecei a ler esta fic me apaixonei logo de cara, ainda sei pouco sobre a história, mas estou super empolgado. Agora não sei o que vocês acharam, mas é tão interessante como Harry bobo Potter não consegue ficar um segundo sem pensar em Malfoy. Tsc, tsc... =D Apertos de seu amigo Kalyl Clyve.
