Capítulo 2

A revelação.

Como de costume o salão principal de Hogwarts estava apinhado de gente.

Harry, Hermione e Ron, este ainda com o coração acelerado, assistiam calmamente à selecção dos novos alunos.

- Óptimo! - exclamou Harry. - Temos muitos Griffindors novos! Vai ser óptimo para o Quidditch!

Ron e Hermione acenaram entusiasticamente.

No fim da selecção todos olharam para a mesa dos professores.

Albus Dumbledore colocou-se de pé com os braços abertos. E nesse momento Harry entendeu.

O homem que vira durante toda a viagem a chamá-lo era nada mais nada menos do que Albus Dumbledore.

No momento em que chegava a essa conclusão, ouviu dentro da sua cabeça a voz de Dumbledore:

- Harry. Sei que deves estar assustado. Vem ter comigo a seguir ao jantar, e por favor. Aprecia a festa e acalma-te. Explico-te tudo depois.

Enquanto ouvia isto fitava Dumbledore. Este piscou-lhe um olho. Harry sorriu-lhe.

Seguiu-se o habitual discurso de início de ano e logo em seguida, os pratos dourados encheram-se de comida.

Harry devorou o empadão de carne, e para sobremesa comeu o que mais adorava. Tarte de melaço.

Depois do jantar Harry correu a toda a pressa para a torre dos Griffindor. Queria chegar antes dos outros estudantes.

Ao chegar ao pé da Dama Gorda, disse a senha que lhe tinham dito no salão:

- Olhos esgazeados.

O retrato da Dama gorda desviou-se para o lado e Harry entrou.

Correu a toda a pressa ao seu dormitório, abriu o seu malão, e cobriu-se com o manto da invisibilidade.

Saiu da torre e encaminhou-se para o escritório de Dumbledore.

Mas, ao chegar ao pé da gárgula que guardava a entrada lembrou-se que não sabia a senha.

- Será que... - pensou Harry. E murmurou. - Harry.

A gárgula animou-se e desviou-se para o lado.

Harry subiu a escada de caracol o mais depressa que pôde e abriu a porta do gabinete de Dumbledore.

Como seria de esperar, Dumbledore estava sentado com as mãos cruzadas.

Quando Harry fechou a porta, Dumbledore disse:

- Podes tirar o manto, Harry.

Harry corou. Tinha-se esquecido que vinha com ele. Tirou-o e fitou o Director.

- Senta-te. - disse ele.

Harry sentou-se numa cadeira que Dumbledore fizera aparecer com a sua varinha.

- Sei que deves estar confuso e assustado com tudo, não? - perguntou Dumbledore.

Harry fitou Dumbledore e respondeu:

- Sim. Mas... porquê agora... porquê isto, professor?...

- Tira o professor se fazes favor. - interrompeu Dumbledore. - Ah, e trata-me por tu.

- Ok, Albus. - disse Harry.

- Vou-te explicar o que se passa. - começou Dumbledore. - Talvez aches estranho mas tem tudo a haver com Voldemort.

- Voldemort? - inquiriu Harry. - Mas... O que ele pretende com isto?

- Ele não pretende nada, - esclareceu Dumbledore. - É bastante complicado explicar. Irás perceber tudo de uma forma mais fácil.

Dumbledore levantou-se foi a um dos seus armários e tirou de lá o pensatório.

Retirou do bolso um frasco que abriu e despejou o seu conteúdo na bacia de pedra.

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N/B: e aqui vai mais um!! Hummmmmm… ora, o k será que eles vão ver ali?? Aha, eu sei! (coisas boas em ser beta… hehe) Mas não vou contar. Vejam por vocês próprios… (beta a entrar em histerismo… profundo!)