Capítulo 3

A verdade escondida.

Na bacia o líquido acinzentado revoluteava mais que nunca. Harry reparou que era um líquido muito espesso.

- Primeiro tu, Harry. - disse Dumbledore.

Harry levantou-se e mergulhou na escuridão.

Quando os seus pés aterraram em terra reparou que estava numa casa enorme.

Nesse momento Dumbledore apareceu a seu lado.

Repararam então que um homem estava na sala. Um homem que por momentos Harry achou que fosse Voldemort com 16 ou 17 anos, mas rapidamente percebeu que era o pai de Voldemort.

Nesse momento uma rapariga entrou em casa. Subitamente, Harry reconheceu-a.

- É a Merope!- exclamou Harry.

- Sim - confirmou Dumbledore.

Nesse preciso momento Merope aproximou-se de Tom Riddle e pregou-lhe uma enorme bofetada.

- Seu grande cabrão! - Gritou Merope.

- O quê?... - balbuciou Riddle. - Do que raios estás a falar?

- Cala-te! - gritou Merope. - Acabei de saber tudo! Acabei de saber de tudo!

- Importas-te de dizer o que acabaste de saber? - Disse Riddle com o ar mais calmo possível, o que lhe fez levar outra bofetada.

- Sei que andaste enrolado com um gajo! - gritou Merope.

- Sim. - disse Riddle. - E andei. Afinal... Tu é que paraste de me dar a poção de amor...

Harry fitou Dumbledore embasbacado. Dumbledore sorriu-lhe.

- Ai assumes isso assim? - gritou novamente Merope.

- Claro! - disse Riddle com toda a naturalidade. - E sabes mais alguma coisa?

Merope olhou-o espantada.

- Não... - disse Merope baixinho. - Não sei...

Riddle sorriu. Um sorriso frio como Harry vira em Voldemort.

- Bem, eu conto-te. - disse Riddle. - Olha só... O tal gajo como tu disseste que eu me envolvi é feiticeiro.

Neste momento a cara de Merope ficou lívida.

- E... - continuou Riddle. - Eu vou ter um filho. Que neste momento está na minha barriga.

- Seu grande filho da puta! - gritou Merope.

- Querida. - disse Riddle. - Somos iguais. Tu querias-me para ti. Deste-me a poção de amor. Quando achaste que eu já te amava, e já não tinha necessidade de a tomar paraste de ma dar. O problema de tudo é que eu não gosto de mulheres. E claro... Meti-te os palitos. Mas vê o lado positivo da coisa, nunca nos casámos... Por isso, podes fazer as malinhas e ir-te embora.

- Vai-te foder! - gritou Merope retirando a varinha do bolso.

- Uhuhuhuhuhuhuh! - disse Riddle com um medo fingido - Deixa ver... Vais-me matar?

Riddle retirou também uma varinha do bolso.

- Oh! - disse Merope. - Tu não sabes fazer magia! És um muggle idiota!

- Eu não sei quê? - perguntou Riddle com malícia - Tu achas que eu andei com um feiticeiro só a dar umas quecas?

- Expeliarmus! - gritou Merope.

- Avada Kedavra! - gritou Riddle.

Nesse momento Harry gritou.

Merope caiu ao chão. Estava morta.

- Já chega, Harry. - disse Dumbledore pegando no cotovelo de Harry.

De regresso ao escritório de Dumbledore, Harry afundou-se na cadeira.

- Explica-me o que se passa, Albus. - pediu Harry. - A minha cabeça está a latejar.

- Bem, Harry. - começou Dumbledore. - Como deves ter entendido, Voldemort não é filho de Merope mas sim de Tom Riddle.

- Sim, - respondeu Harry. - Mas quem é o outro homem?

Dumbledore sorriu.

- Olivander. - respondeu Dumbledore.

- O quê?! - exclamou Harry. - O Olivander?

- Sim... - disse Dumbledore. - É triste de facto. Ainda por cima ele não sabe, nem Voldemort creio eu. Há muito tempo que soube e apaguei a recordação da cabeça dele. Olivander não fez o que fez intencionalmente. Não sei se sabes, Harry, mas para que dois homens consigam gerar um filho tem que haver vontade de pelo menos um deles.

- Sim. - disse Harry. - Já tinha ouvido dizer.

- O que acontece, - continuou Dumbledore. - É que Riddle pensou nisso. Não sei a que propósito. Talvez para se vingar de Merope, não sei.

- Mas, a Merope não morreu no orfanato? - perguntou Harry.

- Uma mentira colocada nas cabeças dessas pessoas por Riddle. - respondeu Dumbledore. - Ele tornou-se um feiticeiro quase tão bom como o próprio filho… apesar de não ter chegado aos extremos de Voldemort, é claro.

- Mas, Voldemort sabe? - perguntou Harry.

- Que é filho de dois homens? - perguntou Dumbledore. Harry anuiu. - Sim, sabe. E é aqui que tudo começa. Quando Voldemort descobriu o que aconteceu, Voldemort quis vingar-se. E adivinha o que ele fez, Harry?

- Não faço ideia, Albus. - respondeu Harry.

- Fez com que o amor entre dois homens desaparecesse. Alterou os sentimentos.

- Mas, porque voltou agora? - perguntou Harry. - O que aconteceu? Ele está a ficar mais fraco?

- Não, Harry. - respondeu Dumbledore. - O que aconteceu foi que ao destruir a Horcrux do anel, esse sentimento voltou a existir.

- Então... - começou Harry. - As Horcruxes não encerram só bocados da alma de Voldemort?

- A do anel não. - respondeu Dumbledore. - As outras não sei. Mas eu penso que não. No mundo nada mais desapareceu.

- Então… - disse Harry um pouco a medo - É por isso que eu agora te amo?

- Sim, é Harry. - respondeu Dumbledore com simplicidade.

- Mas... - começou Harry. - Albus... Temos uma diferença enorme de idades...

Dumbledore sorriu e colocou as palmas das mãos nos ombros de Harry.

- Sabes, Harry. - começou Dumbledore. - Ao haver uma união de dois homens feiticeiros com idades muito diferentes, o homem mais velho irá ficar com o corpo e aspecto da mesma idade do seu parceiro.

Harry ficou de boca aberta.

- Então, tu irás ficar com 17 anos? - perguntou Harry.

- De corpo sim. - respondeu Dumbledore. - Mas as minhas recordações, a minha forma de pensar continuam iguais. Portanto... Ainda estás preocupado com a idade?

- Não. - respondeu Harry sorridente - Nem um bocadinho.

Dumbledore sorriu e abraçou Harry.

Harry também o abraçou. Nesse momento ambos sentiram que estavam completos.

As bocas dos dois uniram-se com paixão. Beijaram-se intensamente. Quando pararam o beijo ambos disseram:

- Amo-te.

Nesse momento Dumbledore foi envolvido por uma intensa luz azul, o que fez com que harry se alarmasse. Quando a luz se dissipou Harry quase que desmaiava.À sua frente estava Dumbledore com 17 anos de idade. Tinha o cabelo castanho, curto, um pouco de barba mas bastante rala e um físico muito desportivo. Não usava óculos.

Quando Harry fitou Dumbledore nos olhos reparou numa coisa. O azul penetrante dos olhos do velho Dumbledore não mudara.

- O que foi, Harry? - perguntou Dumbledore com uma voz jovial. - Estás decepcionado?

- Não. - disse Harry a sorrir. - Acho que estou... humnmn. Muito satisfeito.

Dumbledore riu. Os dois rapazes olharam-se de novo e abraçaram-se felizes.

Harry pensou para consigo mesmo que nunca na vida se tinha sentido tão feliz.

N/B: Bem, pra kem estava 'preocupado' (pra não dizer outra coisa) c/ a diferença de idades entre o Harry e o Dumbledore, acho k já ficou esclarecido não? lool Continuem a seguir a história… isto vai aquecer!