Capítulo 2
Maio de 1996
Snape matara Dumbledore.
Fazia mais de um mês que Eileen não via o amado. Hagrid era sua única companhia, não havia nada para fazer no castelo, então ele passava dias inteiros na casa dela.
Estava tudo muito calmo. Calmo demais.
O Profeta Diário era sua única fonte de informação sobre Snape. Hagrid trazia o jornal para ela, todos os dias.
Agosto 1996
O Profeta Diário trouxe uma notícia que a fez pular de felicidade.
HOGWARTS TEM NOVO DIRETOR: SEVERUS SNAPE
Severus Prince Snape, acaba de ser nomeado Diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, pelo novo Ministro, Phius Tickneese. Snape é um conhecido Comensal da Morte, tendo trabalhado como espião na citada escola, para aquele-que-não-deve-ser-nomeado, por mais de 15 anos. Foi o assassino do antigo Diretor, Albus Dumbledore. Leia mais na página 15.
Snape chegou em casa naquela mesma noite.
Eileen o recebeu com lágrimas de felicidade e um jantar maravilhoso.
Foram tomar um banho juntos, Snape estava exausto.
- Não adianta tentar me seduzir, Lyn... estou morto.
- Ahm... Sev. - reclamou ela.
- Hoje, não, Lyn. Amanhã eu tenho o dia inteiro para ficar com você...
Foram deitar.
Depois de um tempo:
- Sev, eu não consigo dormir... - murmurou ela.
- O que é, Lyn?
- Uma coceira...
Ele bufou.
- Onde?
- Aqui. – ela apontou a parte interna da coxa.
- Quer que eu busque uma poção? - ele fez que ia se levantar.
- Não... é melhor eu tirar este pijama... deve ser o tecido que me dá coceira.
Ela tirou a roupa, lentamente, a calcinha junto com a calça do pijama.
Ele bufou, sentando na cama, jogando as cobertas no chão. Se pôs entre as pernas dela e puxou a camisa do pijama dela pra cima, fitando-a nua.
- O que você está fazendo? - exclamou ela.
- O que você me pediu. - ele sorriu de canto, sexy, enquanto levava o rosto ao meio dela
- Severus! Ah! - ela gemeu deliciada quando sentiu a língua dele.
Snape observou-a cravar as mãos no lençol da cama, quando sua língua invadiu seu sexo. Sentiu-a arquear o corpo e abrir mais as pernas. Ouviu seu nome sendo gemido diversas vezes, em meio a frases incoerentes. Penetrou um dedo nela, sentindo as paredes dela o apertarem, e não pode conter um gemido de satisfação. Retirou o dedo, explorando cada centímetro da entrada exageradamente molhada, deslizou dois dedos para dentro dela, sentindo a pressão ao redor deles aumentar. Eileen ficou tensa, ele sorriu, malicioso, e voltou a atenção ao ponto externo mais sensível dela, mantendo os dedos, sem se mover, dentro dela. Não demorou muito para sentí-la empurrando o quadril contra seus dedos, mas segurou a vontade de mover os dedos, mantendo-os dentro dela, acariciando-a com a língua, intensamente. Queria sentí-la, descobrir como era vê-la gozando.
Eileen se agarrou aos cabelos dele, colocando os pés em seus ombros, dando total acesso à lingua dele para sua entrada. E o prazer a invadiu.
Snape sentiu as pernas em seus ombros tremerem, as paredes dela se fecharam sobre seus dedos, viu-a jogar a cabeça para trás, os olhos fechados, arfando. O gosto dela em seus lábios... agora quem não conseguiria dormir era ele. Seu membro pulsava de desejo. Mandou o cansaço pros infernos e, num murmúrio, estava nu. Eileen não notara sua intenção, e gritou de prazer ao sentí-lo penetrá-la, estocando-a, impiedosamente.
Ela segurou até onde pode, mas quando o prazer se tornou insuportavelmente gostoso, deixou o corpo relaxar e a única coisa que conseguiu foi gritar o nome dele, sentindo-o se despejar em seu interior.
Snape rolou para o lado dela, ainda arfando, puxando-a para seus braços, as respirações se acalmando.
- E então? - perguntou ele.
- Hmmm? - tudo o que ela conseguiu articular foi um gemido.
- Será que agora, que parou a "coceira",... você vai conseguir me deixar dormir?
Ela sorriu, adormecendo, quase que imediatamente, nos braços dele.
No outro dia, Snape foi para o castelo, um tanto receoso com o fato de Eileen ir passear com o meio-gigante pelo povoado de Hogsmead, naquela tarde. Mas ele permitiu, sob a condição de que seria um passeio rápido.
Eileen e Hagrid caminhavam pelas ruas desertas do belo vilarejo, voltavam para o castelo. Os únicos estabelecimentos abertos eram um bar, chamado Três Vassouras, e uma loja de doces, a Dedosdemel.
No bar o movimento era intenso. Neste momento dois homens saíam de lá, suas capas indicando que eram aurores. Eileen gelou.
- Hagrid, o Ministério está me procurando. - murmurou ela, aflita. - Vamos!
- Eles são ex-alunos de Hogwarts, eu os conheço. - falou o meio-gigante, inocentemente.
- Eles estão atrás de mim!
- Certo. Vamos seguir...
- Hey, Hagrid! - gritou um deles. - Como vai?
Eileen tremeu, olhando para o amigo.
- Não deixe eles se aproximarem... - pediu ela, assustada.
- Olá, Johnson! Quanto tempo! - Hagrid andou um pouco até eles. - Oi, Garret!
- Oi, Hagrid! Quem é a sua amiga?
- Ah, ela é uma amiga... - enrolou ele, não soando nem um pouco convincente. - Está hospedada em minha casa, em Hogwarts.
- Nós não mordemos, moça! - gritou Garret. - Pode se aproximar!
- Ela não é daqui. É francesa, sobrinha de Madame Maxime.
- Hmm... francesa.
- Ela é casada, meninos.
- Mas que droga, Hagrid! - reclamou Johnson, brincando.
- Bem, eu tenho que ir. Até. - disse Hagrid.
- Vamos com vocês até a bifurcação da estrada.
O meio-gigante hesitou, antes de seguir caminhando, nervoso. Os dois homens o seguiram até Eileen. Ela cobriu a cabeça com o capuz, tentando esconder o rosto. Os homens conversavam com Hagrid.
- E a senhorita? Tem nome? - perguntou Garret.
- Não entendo... - ela falou, baixo, forçando um sotaque que parecesse francês.
- Ela não fala português, rapazes.
- Que pena. Lindos olhos...
Chegaram a bifurcação, eles se despediram e sumiram pela estrada.
- Graças à Merlin! Eu quase me borrei!
Eileen riu, nervosamente, do comentário do amigo.
- Nem me fale...
Os dois aurores seguiam pela outra estrada.
- Você disse que ela tinha belos olhos, Garret?
- Sim. Olhos bem incomuns, de um azul escuro, lindos.
- Azul escuro? - confirmou Johnson.
- Sim. Como os daquela trouxa que estamos procurando... Eileen Warwick... - ele parou o que falava, entendendo.
- Hagrid está escondendo ela! - gritou Johnson.
E eles correram de volta pelo caminho, tomando a estrada para Hogwarts. Ao longe podiam ver a sombra do meio-gigante.
- Stupefy!
E Eileen foi ao chão, desacordada. Hagrid a pegou no colo, gritando com eles.
- O que vocês pensam que estão fazendo?
- Sabemos quem ela é, Hagrid. Você pode se encrencar escondendo uma fugitiva do Ministério!
- Uma fugitiva? Eileen não fez nada contra ninguém!
- Não nos interessa, temos ordens para prendê-la.
- Eu não vou permitir que vocês a levem!
Eles atacaram Hagrid juntos:
- Stupefy! - repetidas vezes, até que o meio-gigante caiu, desacordado, Eileen ao seu lado.
Eles a pegaram, aparatando.
Era noite, quando Hagrid acordou, no chão frio da estrada. E percebeu que Eileen não estava mais ali. Correu para Hogwarts.
Na sala do diretor de Hogwarts...
- Snape. O meio-gigante paspalhão está aqui fora.
- O que ele quer, Aleto? - rosnou ele, disfarçando a preocupação que surgia.
- Falar com você.
- É meio óbvio que ele quer falar comigo, sua imbecil. - rosnou ele. - Eu quero saber o assunto.
- Ele disse apenas que é urgente.
- Mande-o entrar e suma! - ele se levantou, pegando a capa. Hagrid entrou. - O que aconteceu?
- Eles a levaram! Dois aurores! Johnson e Garret!
- Maldição! - foi á lareira, jogando o pó de Floo, mas Hagrid o impediu.
- Pense bem, Severus. Eles vão devolvê-la ao mundo dela. Lá ela, talvez, esteja mais segura.
- Eu preciso saber se ela está bem, Hagrid!
- Eu vou lá. A Ordem precisa de você! Mesmo que eles não saibam disso, ainda.
Snape respirou fundo. Hagrid estava certo.
- Vá e me traga notícias.
E o meio-gigante sumiu nas chamas da lareira.
Eram mais de 4 hs da manhã, quando Hagrid reapareceu na sala do diretor em Hogwarts.
Snape estava adormecido na poltrona em frente à lareira.
- Severus!
- Hagrid! - ele acordou, sobressaltado. - Onde ela está?
- Eu não trago boas notícias...
- Eles a mataram? - desespero tomando conta.
- Não. Apenas a mandaram de volta para a casa dela. Com a memória dos últimos meses apagada.
- Isso não... não pode ser. Eu voltei a ser apenas uma lembrança da adolescência para Lyn... - ele andou de um lado para o outro, exasperado.
- Talvez assim seja melhor, Severus. Pense. Ela está mais segura...
- Rosier está atrás dela, Hagrid!
- Eu vou contatar a Ordem, vou contar isso à eles e vão protegê-la.
E a Ordem da Fênix passou a vigiar a casa de Eileen.
Vou responder as reviews das manas lindas:
TatiHopkins e NinaRickman: que bom que vocês estão de bem! As duas podem comentar a fic, não precisam discutir! Eu também tô apaixonada por Sev-Lene! To muito curiosa para saber das "aventuras" dela de volta no futuro! Muitos beijos!
REVIEWS!
