Tempo de Amar


Disclaimer: Jensen Ackles e Jared Padalecki não me pertencem. Eu não os conheço nem sei o que se passa com eles, isso tudo é fruto apenas da minha imaginação.

Sinopse: Um precisava esquecer para seguir adiante, o outro buscava um motivo para continuar no caminho. PADACKLES J2.

Beta: hehe... o que é isso? Todos os erros são meus, não tenho ninguém com quem dividi-los.

Avisos: 1. Atenção, essa fic é slash, ou seja, relação homossexual masculina, se você não gosta, não leia. Se gosta, sinta-se a vontade para ler e comentar.

2. contém lemon, isto é, relação sexual, se vc é menor de 18 anos, é aconselhável que não leia, mas isso quem decide é você.


N/A: 1. nessa história, Jared está com 23 anos e Jensen com 27.

2. alguns "detalhes" da vida dos dois foram trocados: i. o irmão de Jensen, Josh Ackles, em Tempo de Amar, não é mais velho, como na "vida real" e sim mais novo do que ele; ii. Megan Padalecki, irmã mais nova de Jared, aqui virou sobrinha dele.

3. qualquer semelhança com o filme Shelter não é mera coincidência. Eu me inspirei nele para escrever essa fic.

4. haverá participação especial de dois personagens de Supernatural, e não são Dean e Sam. =)


Capítulo 3: Novos sentimentos.

As últimas três semanas não haviam sido o que Jensen esperava. Ele não aguentava mais a vida que estava levando na Califórnia. O seu apartamento, os lugares que frequentava, até seus amigos o faziam lembrar-se dele. E Jensen não suportava mais. Ele precisava seguir adiante, sim, precisava continuar vivendo. Mas não conseguiria se desvencilhar de seu passado se continuasse onde estava. Por isso decidiu voltar ao Texas. Para tentar seguir em frente. Retroceder para progredir, podia até não fazer sentido logo de cara, mas Jensen sabia que era o melhor a fazer.

Não que ele quisesse passar uma borracha em tudo que viveram juntos, longe disso. Aliás, era exatamente o contrário. Queria poder encarar seu passado de forma saudável, sem estar acorrentado ou sufocado por ele. Queria lembrar de todo amor que recebera daquele homem de uma forma que o deixasse feliz, não que o machucasse, como estava acontecendo.

Bem, como ia dizendo, essas últimas três semanas não haviam sido como imaginara. Não se encontrara ainda com os pais nem com o irmão, um de seus objetivos nessa viagem. Mas isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, então estava tranquilo, na medida do possível, quanto a isso. Tentaria uma aproximação, e se eles não aceitassem, pelo menos estaria com sua consciência tranquila.

Além do mais, tinha prometido a ele procurar se entender com os pais novamente.

Mas nesse tempo em que estava de volta, só conseguira pensar e se dedicar a uma única coisa, ou melhor, uma única pessoa: Jared Padalecki. O melhor amigo de seu irmão mais novo era, sem dúvida, a presença mais constante em sua vida agora.

O basquete, no começo, era a desculpa. Agora não precisavam mais de uma. Viam-se todos os dias, haviam-se tornado amigos, ele ousaria dizer.

Mas algo naquele rapaz o intrigava. Não sabia se por conhecê-lo desde pequeno, embora não fossem tão próximos, e não ter podido deixar de se surpreender com o homem que ele havia se tornado, ou se por algum outro motivo, mas Jared mexia com ele.

Não que não tivesse reparado no jovem com olhos luxuriosos, era impossível não reparar. A primeira vez em que o viu, na quadra nos fundos de casa, pensou que aquele era realmente um homem muito gostoso. E não mudara de opinião, afinal, ele era mesmo. Mas Jared tinha algo a mais. Não era só um corpo perfeito e esculpido especialmente para fazer pobres pecadores afundarem ainda mais na teia dos pensamentos impuros, aquele homem tinha um sorriso que fazia Jensen querer pegá-lo no colo e protegê-lo de todo e qualquer mal que quisesse assolá-lo. Sentia-se irremediavelmente atraído por Jared Padalecki, e isso o deixava apavorado, às vezes. Primeiro porque o moreno era bastante hétero, pelo que sabia, então nem cogitaria uma possibilidade dessas com Jensen; segundo, ele era amigo de seu irmão, os dois tinham uma relação muito forte, o loiro nunca faria nada que ameaçasse a amizade dos dois; terceiro, mas não menos importante, não sabia se estava pronto para iniciar um romance, não depois de tudo. Um romance sim, porque se fosse só pelo sexo não haveria problema. Já havia transado nesses oito meses, tudo muito superficial, somente para saciar suas necessidades, seus desejos. Mas Jared não era um homem para trepar e jogar fora. Com certeza não. Ele seria incapaz de agir dessa forma com o moreno. Jared Padalacki era um homem para ser amado. Mas não seria por ele, Jensen, disso tinha plena convicção. Pelo menos até aquela noite, no bar.

Em casa, já na cama, tentando dormir, Jensen tentava se convencer de que tudo não passara de uma brincadeira. Jared estava apenas o ajudando a se livrar da garota, como ele mesmo havia dito. Mas algo no olhar do moreno, na voz dele em seu ouvido, dizia que não era só aquilo. Devia estar ficando louco. Porque era loucura isso, não poderia se envolver com ninguém agora, não estava pronto, sofreria e faria a pessoa sofrer.

Jensen dormiu decidido a esquecer esses pensamentos e cuidar para que nada atrapalhasse a relação de amizade que estava construindo com Jared, pois tinha medo de que o mais novo tivesse se assustado com suas atitudes do lado de fora do bar. Esperava não ter estragado tudo. De qualquer forma, ainda poderia dizer que tinha bebido demais. Mas... Será que Jared sabia que ele era gay, perguntou-se finalmente Jensen. "Idiota, é claro que ele sabe, a cidade toda deve saber, você mesmo providenciou isso, lembra?" Realmente torcia para não ter assustado o amigo...

-J2-

Jared chegou em casa quase às 2 da madrugada naquela noite. Havia ficado no bar até tarde com Jensen porque amanhã era sábado, ele não trabalhava nem estudava, então se dera ao luxo de extrapolar o horário. Agora pensava que talvez tivesse sido melhor ter voltado para casa mais cedo. O que aconteceu naquele bar estava mexendo com ele. Por mais que não quisesse admitir, tinha sido desconfortável ver Jensen com aquela mulher. Agiu sem pensar, talvez, mas é ai que mora a sinceridade dos sentimentos, nos impulsos. E era terrível admitir, mas seu primeiro impulso havia sido voltar àquela mesa e tirar aquela mulher de cima de Jensen pelos cabelos.

"O que está acontecendo comigo?" Perguntou-se Jared, enquanto preparava-se para dormir.

Como se já não bastassem todos os problemas que tinha em família, o trabalho, a faculdade, o término do namoro com Sandy, agora se via envolvido com esse homem de uma forma totalmente diferente de qualquer outra relação que já tivera.

Jensen era irmão do seu melhor amigo, e Jared nunca faria nada que ameaçasse sua amizade com Josh. Jensen também era uma incógnita para Jared, o moreno não tinha certeza sobre as preferências do outro, porque o que vira naquele sótão já fazia muito tempo, muita coisa poderia ter mudado até ali. Além do mais... E nota mental: esse não deveria ser o primeiro item da lista?... Enfim, além do mais, Jared era hétero. Não poderia estar tendo esse tipo pensamentos sobre outro homem. Não, por mais que Jensen fosse um belo homem, sim, porque ele era, e não havia problema em admitir isso. Ou havia? Por mais que Jensen fosse bonito e atraente e... Não, Jared, não pense nisso...

O moreno revirava-se na cama, tentando afastar essas ideais de sua mente. O melhor a fazer agora era dormir.

Dez minutos depois, sem conseguir nem uma coisa nem outra, ele desiste.

"Porra, ele é mesmo bonito pra caramba (1) e aquela boca é simplesmente..." Afundou o rosto no travesseiro. "Não, isso não. Não em voz alta." Resmungou sozinho no quarto. Embora em pensamento ele tenha completado a frase..."fodível".

Aquela mão em seu peito horas atrás, a voz rouca de Jensen dizendo "eu estou exatamente onde eu queria estar"... Essas lembranças o estavam assombrando e não o deixariam dormir essa noite. Isso se não fizessem coisa pior.

Amanhã. Amanhã ele veria o loiro e esqueceria tudo que não aconteceu naquele maldito bar.

-J2-

Na oficina de Bobby, havia algo que Jared sabia que com certeza agradaria Jensen. Pensara naquilo durante a noite, já que não conseguira dormir mesmo. O loiro disse que precisava de um carro, ele tinha um carro perfeito. Só precisava convencer o velho Bobby disso.

Sábado pela manha, telefonou para o chefe.

"Hei, Bobby, é o Jay."

"O que foi garoto, o que te faz me ligar às 7 da madrugada, num sábado?" Respondeu o homem, com a delicadeza de sempre.

"Sabe, eu acho que tenho alguém interessado na sua princesinha, você disse que estava pensando em vender um tempo atrás, mas que só faria isso se achasse alguém de confiança, então... eu acho que o Jensen Ackles está interessado."

"Jensen Ackles? Quando aquele cretino voltou à cidade?" Perguntou Bobby surpreso.

"Calma aí, vocês se conhecem?" Agora era o moreno quem estava curioso.

"Claro que eu conheço, ele já trabalhou aqui na oficina. Aliás, foi ele quem começou a restaurar aquela preciosidade. Traga-o aqui que eu penso no seu caso." Disse e desligou o telefone, sem dar tempo a Jared para mais perguntas.

O moreno então seguiu para a casa dos Ackles. Ia fazer uma bela surpresa a Jensen, e sentia-se estranhamente feliz por isso.

-J2-

Quando chegaram à oficina, foram recebidos por Bobby, que veio cumprimentá-los pessoalmente. Jared não trabalhava aos sábados, aliás só o dono e seus dois filhos ficavam ali nos finais de semana. Mas Bobby sequer se dirigiu ao rapaz mais alto, passando direto para dar um forte abraço em Jensen.

"Que bom te ver garoto." Disse o homem mais velho e depois, afrouxando o abraço, que se transformou num leve tapa na nuca de Jensen, completou "Você vai embora e esquece dos amigos, não é, seu ingrato."

Jensen fingiu que doeu, mas sorriu um sorriso amarelo logo depois.

"Eu nunca esqueço dos meus amigos Bobby, eu só não mantive muito contato."

"Sei, se é assim que você chama." Virou-se para Jared pela primeira vez. "Vão logo rapazes, e lembrem-se, eu só estou fazendo isso porque é por vocês."

Jared ia dizer algo sobre Bobby só agora ter notado sua presença, mas quando viu a confusão nos olhos de Jensen só conseguiu sorrir travessamente e concordou com a cabeça para o chefe, que voltou para onde estava logo em seguida.

Jensen olhava para Jared como se dissesse "Estou esperando uma explicação", então o moreno voltou a sorrir e indicou com a cabeça para que o loiro o seguisse.

Os dois entraram num galpão nos fundos da oficina. Havia um carro coberto com uma lona no centro do lugar. Jensen ficou parado esperando o próximo movimento de Jared, que rapidamente puxou a lona e descobriu o carro.

Não pôde evitar o riso de contentamento quando olhou a expressão no rosto do mais velho. Jensen estava simplesmente de queixo caído.

"Meu Deus." Foi tudo que Jensen conseguiu formular. "Eu achei que Bobby já tivesse se livrado dele". O loiro não tirara os olhos do carro por um segundo sequer, e tentava não piscar também.

Estavam diante de um Chevy Impala 1967 totalmente restaurado, pintura preta, lindo. Era incrível, ele tinha "achado" esse carro na oficina de Bobby quando tinha 17 anos, e praticamente implorou ao homem para que o deixasse trabalhar nele, restaurá-lo. Aquilo era mais uma coisa que tinha deixado para trás.

Jensen já disse que o carro era lindo? Pois é, era. Recuperou o fôlego e olhou totalmente embasbacado para Jared.

"Você disse que tinha o carro perfeito pra mim. Estava falando desse carro?" Disse o loiro, com os olhos arregalados, voltando a fitar o carro.

Jared sorria bobamente, simplesmente não conseguia parar de sorrir. Ver o outro feliz daquele jeito era reconfortante. Sentia-se bem como há muito tempo não se sentia.

"Sim, era exatamente desse carro que eu estava falando. Eu só não fazia ideia de que já era um caso de amor antigo. Fico feliz em ter juntado os dois novamente. Espero que sejam felizes. Ah, e eu quero ser o padrinho. Eu e o Bobby." Disse, com a cara mais inocente que conseguiu fazer, com os braços cruzados sobre o peito, observando Jensen, que só então resolveu tirar os olhos do carro e encarar o mais novo.

"Jared, eu... Eu não sei o que dizer. Aliás, eu não o que fazer pra te agradecer porque, sério cara, você não imagina o quanto eu gosto desse carro." Jensen tinha o olhar sincero, seus olhos realmente brilhavam, e isto estava deixando Jared extremamente feliz, embora ele não entendesse bem o porquê.

"Que bom, eu também fico feliz por você, Jen." O moreno disse sorrindo. "Mas ele não está totalmente pronto, e como você já trabalhou nele, acho que pode me ajudar a dar os retoques finais, o que acha?" Ele perguntou, sabendo que o outro não recusaria, é claro.

"Claro, claro... mas, você fez isso tudo sozinho? Quer dizer, quando eu me mandei o carro ainda estava uma droga, e agora ele é simplesmente perfeito." Jensen não pararia de babar tão cedo.

"Bem, o Bobby me ajudou no começo, mas, é, eu fiz praticamente sozinho, sim." Disse Jared, sem tentar ser modesto.

"Uau, então você é realmente muito talentoso com as mãos, Jay." Jensen falou devagar e num tom de voz suave. Jared baixou os olhos e o loiro se repreendeu mentalmente, não era boa ideia começar a flertar, tinha que se convencer disso.

Mas a resposta do moreno o pegou de surpresa. Jared levantou os olhos e encarou o mais velho sorrindo torto.

"Você ainda não viu nada."

-J2-

Os dois passaram a manhã inteira na oficina. Pararam para o almoço, e depois voltaram ao trabalho no carro. No fim da tarde, já estava praticamente pronto.

Bobby apareceu no galpão, olhou o carro por um tempo, depois para os dois jovens e disse, dirigindo-se a Jensen.

"Então você finalmente veio pegar o que é seu?"

"Ei, Bobby, eu soube que você está disposto a vender e acredite, eu estou muito disposto a comprar esse carro. Então, podemos fechar negócio?" Perguntou Jensen, claramente ansioso.

"Vender? Como assim vender? Você acha mesmo que eu venderia esse carro, moleque?" Disse o homem mais velho, com a cara fechada.

A decepção era inegável no rosto do loiro, e Jared já ia começar a discutir com Bobby.

"Mas Bobby, você disse que..." Iniciou o moreno, quando Bobby o interrompeu.

"Esse carro é mais de vocês do que meu, garotos. Jensen, foi você quem o viu primeiro, quem brigou por ele. Se não fosse por você eu o teria mandado para um ferro-velho. Jared, você trabalha nesse carro há mais de um ano, você quem fez todo o trabalho sujo. Se não fosse por você também, eu o teria mandado para um ferro-velho. O carro é de vocês, resolvam quem vai ficar com ele, esse problema não é mais meu." Disse isso e se virou para sair, estava indo para casa, já era fim de expediente na oficina.

"Terminem o trabalho e tranque tudo quando vocês saírem, Jared. Até segunda." E o homem foi embora, deixando os dois sozinhos na oficina.

Jensen e Jared terminaram com o carro, e estavam ambos ansiosos para ouvir o ronco do motor do Impala, então Jared pegou a chave, girou-a nos dedos e jogou para Jensen.

"É todo seu." Disse o moreno.

Jensen segurou a chave no ar, surpreso. "Mas o carro também é seu, você ouviu o que o Bobby disse."

"Sim, ouvi, mas eu te trouxe aqui pra levar o carro, lembra? E olha que eu nem sabia do casinho de vocês." Disse Jared, desdenhando.

"Hum, eu acho que alguém está com ciúmes. Diz aí, Jay, do carro ou de mim?" Jensen sorriu de lado. Mas ao mesmo tempo, se amaldiçoou. "Idiota, quer estragar tudo? Se controla Jensen, se controla."

"Ciúmes, eu? Não brinca, Jen." O mais novo se aproximou do loiro, parando ao lado dele. Ambos observavam a obra-prima que tinhm a sua frente.

Jensen então ofereceu as chaves a Jared, que já ia negar e dizer que o carro era do mais velho quando o outro falou.

"Ei, você perdeu sua chance, o carro é meu e ninguém tasca." Disse divertido. "Mas eu gostaria que você desse a partida primeiro." E entregou as chaves de volta para o moreno.

Jared segurou-as e suas mãos se tocaram. Eles permaneceram se encarando até que Jensen desviou o olhar e acenou com a cabeça para que Jared entrasse no carro.

O moreno obedeceu, deu a volta e entrou no Impala. Sentou-se no banco do motorista e abriu a porta por dentro para que Jensen entrasse. O loiro entrou no carro sentando-se no banco do carona. Ficaram calados por alguns instantes, sentados dentro do carro ainda no galpão da oficina.

-J2-

"Você pode ir quando quiser." Disse Jensen, olhando para o outro que continuava imóvel dentro do carro mesmo depois de alguns minutos.

"Ah, sim. Lá vamos nós, então." Jared parecia voltar de algum devaneio. Ligou a ignição, deu a partida. O ronco do motor fez o carro tremer. O barulho era música para os ouvidos dos jovens. Os corações deles batiam acelerados agora. E ambos tentavam acreditar que era apenas pela emoção de estar naquele carro.

Jared, então, desligou o carro novamente.

"É, parece que funciona. Nós fizemos um ótimo trabalho." Disse Jared, relaxando mais contra o banco do carro.

"Sim, acho que formamos uma bela dupla, Jay."

"Hum, que tal montarmos um negócio, então. Algo com restauração de carros antigos." O moreno virou um pouco a cabeça para olhar o mais velho.

Jensen pensou por um segundo, então complementou. "Ok, vai se chamar J2. O que você acha?" Virou-se também para o mais novo, os dois se encaravam.

"J2? Talvez, mas, já existe uma banda com um nome parecido, o U2, já ouviu falar?" Agora ele estava sendo sarcástico.

Mas Jensen não se deu por vencido. "Que tal algo com nossos sobrenomes, então. Ackles, Padalecki. Padalecki, Ackles..." Pensou um pouco mais e disse: "Padackles!" Exclamou o loiro como se dissesse "eureca".

"Padackles?! Que diabo de nome é esse?" Sorria divertindo-se o moreno.

"Nossa, acho melhor dar um tempo nos empreendimentos, por hora. Nem um nome a gente consegue achar." Disse Jensen, tentando parecer contrariado.

E o silêncio reinou mais uma vez. Na verdade, havia muitas coisas que ambos gostariam de falar, mas nenhum dos dois conseguia tomar a iniciativa. Tentavam pensar em algo para puxar assunto e acabar com aquele silêncio quase constrangedor quando Jared resolveu dizer algo que já queria falar a um bom tempo.

"Sabe..." Começou, chamando a atenção do mais velho. "Foi muito bom você ter voltado. Eu gostei muito de ter me aproximado de você. Quer dizer, você é irmão do Josh, mas, nós nunca chegamos a ser amigos, não é mesmo?" Jensen voltou a encarar Jared.

"Verdade. Eu sempre te vi só como melhor amigo do meu irmão, não achava que um dia pudéssemos nos tornar amigos." Ele continuou encarando o mais jovem, queria saber que rumo aquela conversa tomaria.

"Olha, você tem sido muito importante pra mim, sabe. Minha vida anda meio conturbada nesses últimos tempos. Você sabe, não é? O problema do meu irmão, o fora que eu levei da Sandy, trabalho, faculdade, o meu melhor amigo do outro lado do mundo. Essa amizade tem sido um porto seguro pra mim, acho que você tem me ajudado a suportar tudo." Disse aquilo sem olhar nos olhos do mais velho, e quando virou para encará-lo, Jensen tinha uma expressão totalmente diferente. Jared não entendeu, teria dito alguma coisa errada? O loiro parecia abatido.

Mas então Jensen suavizou um pouco a expressão e deu um sorriso amarelo.

"É irônico, sabia?" Ele perguntou, voltando-se para Jared.

"O que?" O moreno perguntou.

"Você diz que eu tenho te apoiado, que sou um porto seguro, mas eu acho que é justamente o contrário: você é quem está me ajudando a suportar. É você quem tem me apoiado, Jay."

Jared agora encarava o outro curioso.

"Sabe, no dia em que eu voltei e te encontrei naquela quadra, você queria saber por que eu tinha voltado, lembra?" Jared fez que sim com a cabeça. "Eu disse que não queria falar sobre o assunto, não foi? Pois é, eu fugi da sua pergunta assim como estou fugindo do meu passado, Jared. Aliás, eu estou tentando superar o meu passado, pra poder continuar vivendo, entende?" O moreno acenou positivamente de novo. "Você tem me ajudado, Jay. A superar, sabe. Porque quando eu estou com você é como se eu soubesse que minha vida ainda tem sentido. Eu sei que não acabou por aqui." Jensen parou e esperou a reação do mais novo. Já tinha ido longe demais para parar agora.

"Fico feliz em poder ajudar." Disse Jared, depois de um tempo pensando. "Mas eu não retiro o que disse, você tem sido um apoio pra mim também. No fim das contas, você tinha razão, formamos uma bela dupla."

Voltaram a ficar em silêncio, porém sem quebrar o contato visual dessa vez.

Foi de novo Jensen quem desistiu primeiro e voltou-se para frente, encarando o para-choque do carro. Jared imitou seu movimento em seguida, e ambos ficaram bastante relaxados nos bancos do Impala.

"Mas, do que você está fugindo, afinal, Jen?" Não tinha como ser mais direto, mas já que eles haviam começado...

Jensen não voltou a encarar Jared, pareceu refletir por um momento, então falou:

"Me desculpa, Jay, mas eu realmente não estou pronto pra falar sobre isso. Mas assim que eu estiver, você será o primeiro a ouvir minha história, eu prometo." Jensen sorriu docemente para o moreno, esperando que ele entendesse suas razões. Jared retribuiu com o mesmo sorriso, então o loiro abriu um sorriso ainda mais largo e balançou a cabeça.

"O que foi?" Perguntou um confuso Jared.

"Nada, é que... é que eu achei que o mais complicado hoje seria falar sobre ontem à noite, no bar. Vejo que estava enganado." Jensen ainda sorria.

"Ontem à noite no bar não foi complicado. Você estava com problemas e eu fui te ajudar, foi só isso."

"E desde quando uma loira daquelas é um problema?" Perguntou o mais velho, queria ver a reação do outro.

"Você não parecia muito interessado." Disse, tentando soar indiferente.

"E realmente não estava." Olhou nos olhos de Jared. "Você não quer saber por quê?"

"Bem, já que você tocou no assunto, por que não, Jensen?" O moreno arqueou uma sobrancelha depois de fazer a pergunta.

"Hei, sabe, eu não te contei uma coisa, Jay..." Agora Jensen parecia até um pouco nervoso, no que Jared não pôde evitar dar uma risada.

"O que foi?" Perguntou Jensen, surpreso, não esperava essa reação do outro.

"Você está tentando me dizer que é gay, Jensen?"

"Como você sabe?" Jensen estava realmente surpreso, mas foi só pensar um pouco e... "Ah, claro, a cidade toda deve saber, não é? As pessoas ainda comentam bobre esse assunto aqui?" Jensen perguntou curioso.

"Eu não precisei de boatos pra saber." Disse Jared. Jensen tinha as sobrancelhas franzidas, agora.

"Lembra de uma festa que seus pais deram para um cliente, há uns dez anos?" Perguntou o mais novo.

"De nenhuma especificamente, eles davam muitas festas." Respondeu o loiro.

"Pois bem, tem uma festa dessas que eu nunca consegui esquecer. Eu o Josh tínhamos aprontado alguma e ele me deixou sozinho pra levar bronca, como de costume. Pois bem, eu fui procurá-lo pela casa, não ia arcar com tudo sozinho daquela vez. Eu achei que ele tivesse ido de esconder no sótão, então fui lá procurá-lo." Jensen a essa altura já parecia estar entendendo melhor. "Aí eu tive uma grande surpresa, ao invés do Josh, eu achei você, dando uns amassos com outro garoto." Jared olhou para Jensen.

"Keith Fisher." O loiro riu baixo. "Acho que agora eu me lembro dessa festa." Então Jensen olhou para o moreno e falou: "Engraçado, o Josh nunca comentou sobre isso comigo."

"Isso é porque eu nunca comentei com ele."

"Por que não?" Jensen estava realmente intrigado.

"Sei lá, não achei que fosse da minha conta." Respondeu Jared, sem encarar o mais velho.

"Muito maduro para um garoto de treze anos."

Seus olhares se encontraram e eles riram sem querer. O clima no carro ia de "0 a 100 em três segundos". Ora pesado, ora leve. Quando Jensen conseguiu se conter, voltou a falar, sem esconder o divertimento.

"Espero que não tenha sido muito traumático para você." Ficou esperando a resposta de Jared.

O moreno corou um pouco e virou o rosto para a janela do carro. Lembrava-se das noites que ficara acordado com aquela cena na cabeça durante a adolescência. Lembrou-se até de ter-se tocado naquele dia, dez anos atrás, ainda com aquela lembrança fresca na mente.

"Não, não foi traumático." Jared respondeu, voltando-se de novo para o outro. Ficaram calados. A respiração de ambos era ofegante. Queriam acreditar que era por causa do ataque de risos recente. O peito de Jared arfava, subindo e descendo rapidamente. Jensen tocou o peito do moreno novamente, como na noite anterior. O mais novo segurou a mão do loiro sob a sua, acariciando-a levemente. Ainda havia um pouco de graxa e óleo em ambas.

-J2-

O mais velho subiu a mão, ainda escoltada pela de Jared, até o rosto do moreno, acariciando-o levemente. Foi diminuindo a distância entre ambos devagar, dando todas as chances para Jared fugir quando quisesse. Mas ao invés disso, o moreno fechou os olhos e desceu a mão pelo braço de Jensen, que se aproximou ainda mais. Seus rostos estavam tão próximos que Jared, de olhos fechados, podia sentir a respiração do outro.

Jensen então selou os lábios de ambos. Foi um beijo tímido, Jared permaneceu sem abrir os olhos. Jensen separou-se do mais novo. Teve medo, medo de ter posto tudo a perder, de ter se precipitado, de ter pressionado Jared para isso.

Jared continuava de olhos fechados, sem dizer nada. Jensen ajustou-se no banco do carona, e já ia pedir desculpas pela burrada que tinha feito quando, de súbito, sentiu Jared mover-se rapidamente, não para sair do carro, como imaginou, mas para passar também para o banco do carona, sentando-se nas pernas de Jensen e atacando sua boca com desespero. Foi tudo tão rápido que o loiro sequer teve tempo de entender o que estava acontecendo, já tinha a língua do outro pedindo passagem entre seus lábios, que se abriram, permitindo a invasão.

Jensen não entendia como o moreno conseguiu ser tão rápido e habilidoso para trocar de banco assim, mas isso agora não importava mais, porque tinha Jared sentado no seu colo, apoiando os joelhos de cada lado do banco e com as mãos agarradas ao seu cabelo, beijando-o de uma forma surpreendentemente selvagem.

Quando finalmente separam-se para tomar fôlego, Jensen tentou dizer algo.

"Jay,..."

Mas foi prontamente interrompido pelo moreno. "Não diz nada, Jen. Cala a boca e me beija, ok.

Jensen obedeceu. Voltaram a beijar-se avidamente, explorando o máximo da boca um do outro. As mãos do loiro agora passeavam pelas costas de Jared, subiam até sua nuca, agarravam-se aos cabelos do moreno, puxando e empurrando ao mesmo tempo.

Jared desvencilhou-se dos lábios do outro, encarando-o por breves segundos. Quando Jensen abriu os olhos cheios de dúvidas, o mais novo tocou seu rosto com ambas as mãos, passando os polegares pelos lábios vermelhos, inchados e úmidos do loiro. Passou a língua levemente pelos lábios de Jensen, até a ponta do nariz. Jensen gemeu, Jared baixou as mãos espalmadas para o peito do outro, depois aproximou seus rostos e beijou a face do loiro, passando em seguida ao queixo, passeou pelo maxilar até chegar ao lóbulo da orelha.

Jensen definitivamente não conseguia mais raciocinar. Enfiou suas mãos por dentro da camiseta de Jared, arrepiando-se por completo ao sentir o contato com a pele do outro. O moreno estava quente.

A essa altura, ambos estavam excitados, e na medida em que Jared torturava o mais velho com a boca em seu pescoço e orelha, os movimentos dos dois permitiram que um pudesse sentir a ereção do outro. Quando Jared se deu conta de que já haviam perdido o controle sobre isso, simplesmente afastou-se mais uma vez, empurrando Jensen com as mãos ainda em seu peito. Olhou o loiro, e este não encontrou nada além de desejo e luxuria no olhar do mais novo. Jensen estava assustado com Jared, não esperava aquilo dele, por mais que desejasse, mas não imaginava. Não sabia o que estava havendo com o mais novo, mas era tarde demais para desistir, ou para pensar nas consequências. Estava na beirada de um abismo, a única coisa a fazer agora era se jogar e torcer para que a queda nunca terminasse.

"Eu pensei muito nisso, sabia." Disse Jared, por fim. "Mas eu acho que pensei demais nas coisas a minha vida inteira. Agora eu só quero fazer o que realmente tenho vontade, pelo menos uma vez."

E sem dar tempo para Jensen replicar, inclinou-se um pouco sobre o outro, apoiando a mão direita em seu ombro e abaixando o banco do carro com a esquerda. Agora Jensen estava praticamente deitado, com Jared sobre suas coxas. Aquilo deveria ser um sonho. Um daqueles que ele tinha nos últimos dias, que o faziam acordar no meio da noite totalmente duro. Mas então o mais novo abaixou-se e encostou seus rostos, apoiando as mãos no banco, ao lado do tronco de Jensen. Voltou a beijar seu queixo, depois os lábios, mas sem aprofundar o beijo. Subiu as mãos novamente, passando pelo peito do loiro, até chegar ao primeiro botão da camisa que Jensen ainda vestia.

Abriu o botão devagar, olhando para Jensen, que parecia ter ficado mudo e só conseguia gemer e apertar os lábios. Abriu o segundo botão, o terceiro, o quarto... Abriu totalmente a camisa do outro, afastando-a para ter a visão daquele peitoral definido, daquela pele clara e sardenta que o deixava louco. Atacou o pescoço do loiro com pressa, lambendo toda a pele do local. Sugava em alguns locais que provavelmente ficariam marcados.

Jensen então resolveu sair do torpor que era ter Jared assim, do jeito que ele queria, e decidiu agir. Dois podiam jogar esse jogo. Ergueu-se um pouco no banco. Voltou a agarrar os cabelos do moreno, passeando com a outra mão por dentro da camiseta do outro. Puxou Jared para um beijo e passou a atacar seu pescoço. O moreno se movia sem jeito em cima de Jensen, estava com as costas curvadas, era muito alto e sua cabeça batia no teto do carro enquanto Jensen brincava com a língua em seu pescoço.

Os gemidos dos dois tomavam conta do ambiente e os vidros do Impala já estavam totalmente embaçados. Quem olhasse de longe teria plena noção do que estava acontecendo, só não conseguiria saber quem eram os envolvidos.

Jensen pôs as duas mãos dentro da camisa do mais novo e a puxou para cima, retirando-a com um pouco de dificuldade. A visão de Jared com o torso nu acabou deixando o loiro muito mais excitado e muito mais duro. Ele movimentou o quadril, pressionando sua ereção contra a do outro, que gemeu em resposta. Voltaram a se beijar. Suas mãos percorriam livremente o corpo um do outro.

Entretanto, quando Jensen puxou o cós da calça de Jared e deu a entender que queria abrí-la, Jared retesou. Impulsivamente, segurou as mãos do loiro e parou o beijo.

"O que foi?" Perguntou Jensen, preocupado.

"Acho que nós já passamos dos limites." Disse o moreno, engolindo seco e recuperando o fôlego.

Os dois se olharam por um tempo. Jensen parecia decepcionado, Jared baixou os olhos, como se estivesse envergonhado. O loiro então tirou as mãos do cós calça de Jared e tocou seu queixo, levantando seu rosto.

"Tudo bem. Me desculpe, eu fui muito afoito, não quero te forçar a nada, Jay, não precisa se preocupar." Ele disse num sussurro.

Jared mordeu o lábio inferior, tinha baixado os olhos de novo.

"Eu, eu não sei o que deu em mim, mas... mas eu gostei muito do que aconteceu, Jen. Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo, mas eu tenho desejado fazer isso desde o dia que você voltou." Encarou o mais velho.

"Nossa, eu ainda nem acredito no que aconteceu, Jay. Tem certeza que eu não estou sonhando." Disse Jensen, enquanto colocava uma das mãos em torno da cintura do mais novo e apoiava-se num dos cotovelos. "Eu não fazia ideia de que você também queria, Jay, porque eu já venho querendo isso a um bom tempo."

Jared apoiou os braços nos ombros do loiro, cruzando-os por trás da cabeça dele.

"Eu não planejei nada disso, sério, eu estava tentando até ignorar o que eu sinto quando estou com você, mas hoje, agora, nesse carro, não deu mais pra resistir. Quando você me beijou..." Ele aproximou a boca do ouvido de Jensen, falando num sussurro. "Quando você me beijou, eu achei que meu coração fosse parar." Seus lábios encostaram de leve na orelha de Jensen.

"Eu ainda acho que meu coração pode parar a qualquer momento, Jay." Disse o mais velho, tentando se controlar. "Acho melhor você voltar pro seu banco." Ele disse, com os olhos fechados.

Jared passou para o banco do motorista novamente, pegando sua camisa e vestindo-a. Jensen abriu os olhos no exato momento em que o moreno tentava acomodar sua ereção dentro do jeans. Teve de fechá-los novamente.

Ficaram em silêncio por mais alguns instantes. Jensen resolveu falar.

"Nós devíamos ir para casa."

Jared retesou de novo.

"Cada um pra sua casa, eu quis dizer." Disse Jensen, percebendo que o outro entendera errado. "Eu te dou uma carona." Olhou para o outro e piscou para Jared, que sorriu de um jeito que mostrou aquelas suas covinhas.

"Estou encrencado." Pensou Jensen. "Muito encrencado."

"Está bem, mas... você dirige." Disse Jared, depois saiu do carro, para que o outro pudesse sentar ao volante do Impala, dando a volta para entrar pelo outro lado.

Jensen passou para o outro banco e fechou os botões de sua camisa, não sem antes tentar também acomodar o volume entre suas pernas dentro das calças. Jared abriu a porta e antes de entrar no carro, ajeitou o banco do carona, então entrou e sentou-se.

Os dois saíram da oficina, mas Jared teve de voltar e fechar tudo, depois seguiram até a casa do moreno. Quando chegaram, Jensen comentou.

"O carro é mesmo ótimo." Disse sorrindo, depois de parar na frente da casa de Jared.

"Ótimo." Respondeu o moreno, inclinando-se um pouco para Jensen. "Eu te vejo amanhã. Boa noite." E deu um selinho nos lábios do loiro, saindo do carro logo em seguida. Jensen seguiu para casa.

-J2-

Quando entrou em casa, Jared seguiu direto para seu quarto. Quando já estava na porta, teve de voltar, abrir a porta do quarto de Megan para ver se a garota já dormia. Com certeza tinha esperado pelo tio até pegar no sono. Amanhã compensaria a garota, mas agora, só conseguia pensar em uma coisa.

Jensen chegou em casa e foi direto para o chuveiro, precisava de um banho frio. Ainda não tinha digerido tudo que acontecera essa noite.

A vida de ambos mudaria totalmente a partir daquele dia, embora nenhum deles ainda tivesse realmente noção da grandeza de tudo aquilo.

Mas uma coisa era certa, mal podiam esperar para se verem novamente.

-J2-

Continua...


N/A: (1) Gente, não resisti, me inspirei na "garota da laje revoltada" para essa fala do Jared... hehehe... Só faltou ele dizer que o Jensen É TODO NATURAAAAL!!! XD

Não sabe quem é a garota da laje revoltada? (¬¬) Procura no youtube! Hehehe, to com preguiça de botar o link... u.u


N/A 2: Olá, queridos leitores. Mais um capítulo de Tempo de Amar, espero que estejam gostando. =) Especialmente postado no domingo. Sou muito ansiosa, não aguento ter o capítulo pronto e não postar. Mas quinta-feira tem atualização, não se preocupem. XD

Gostaria de agradecer a todos que leem e deixam comentários. Um beijo especial para Mary Spn, Danilo, KarlaWinchester, Cami Sakurazawa pelas reviews! Valeu mesmo!

Ah, quem não estiver logado pode deixar o e-mail, se quiser, para que eu possa agradecer e responder os comentários. É só dar espaço, tipo, [fulano arroba algumlugar . com . br], se não o site não publica. ;)

E ai? Gostaram das participações especiais? Bobby e o Impala saíram direto de Supernatural para Tempo de Amar... hehehe

Ah, começou a pegação, ein! Vocês querem mais no próximo capítulo? Tenho minhas dúvidas... u.u

Bem, é isso então. E lembrem-se: Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, eu podia estar cheirando cola, mas eu estou escrevendo fics, só o que peço é uma review como pagamento! A opinião de quem lê é importante para quem escreve.

Até quinta-feira.

*___* Reviews, please!

Bjos a todos! :***