Tempo de Amar
Disclaimer: Jensen Ackles e Jared Padalecki não me pertencem. Eu não os conheço nem sei o que se passa com eles, isso tudo é fruto apenas da minha imaginação.
Sinopse: Um precisava esquecer para seguir adiante, o outro buscava um motivo para continuar no caminho. PADACKLES J2.
Beta: hehe... o que é isso? Todos os erros são meus, não tenho ninguém com quem dividi-los.
Avisos: 1. Atenção, essa fic é slash, ou seja, relação homossexual masculina, se você não gosta, não leia. Se gosta, sinta-se a vontade para ler e comentar.
2. contém lemon, isto é, relação sexual, se vc é menor de 18 anos, é aconselhável que não leia, mas isso quem decide é você.
N/A: 1. nessa história, Jared está com 23 anos e Jensen com 27.
2. alguns "detalhes" da vida dos dois foram trocados: i. o irmão de Jensen, Josh Ackles, em Tempo de Amar, não é mais velho, como na "vida real" e sim mais novo do que ele; ii. Megan Padalecki, irmã mais nova de Jared, aqui virou sobrinha dele.
3. qualquer semelhança com o filme Shelter não é mera coincidência. Eu me inspirei nele para escrever essa fic.
Capítulo 9: Reconciliação.
No dia seguinte, quando Jensen acordou encontrou apenas Megan na cama. Jared já havia levantado. O loiro então desceu da cama com cuidado, para que a menina não acordasse, e foi procurar por Jared.
O moreno estava na cozinha, preparando o café. Caminhou devagar, pé ante pé até chegar à porta.
"Bom dia, Jay." Disse Jensen enquanto entrava na cozinha, atraído pelo aroma forte do café.
"Bom dia, amor. Já de pé? Pensei que você fosse dormir um pouco mais hoje."
"Bem, acho que não vai dar pra dormir mais nem se eu quisesse." Jensen falou enquanto se aproximava de Jared e abraçava sua cintura.
"Não me diga que a Megan fez xixi na cama?"
Jensen deu uma gargalhada sonora.
"É sério, ela ainda faz isso às vezes." Insistiu o moreno.
"Não, Jay, não foi nada disso." Jensen arqueou uma das sobrancelhas. "Meus pais estão voltando hoje, lembra?"
Jared arregalou os olhos. Ele tinha esquecido completamente.
"Oh, droga! Jen, me desculpa, eu tinha esquecido..." Jared tentava se explicar. "Como eu posso ter esquecido isso?"
"Tudo bem, calma. Não é como se você já não estivesse cheio de problemas, não é mesmo?" Disse Jensen, enquanto beijava o pescoço do mais novo.
"Mesmo assim, você nunca se esquece dos meus problemas, e eu tenho sido tão egoísta com você." Jared falava sério.
"Do que você está falando?" Jensen tinha a testa franzida.
"Eu só fico te amolando com os meus abacaxis, Jensen, o tempo todo. E você está sempre me ajudando, me apoiando. E o que eu faço por você? E os seus problemas?" Jared balançou a cabeça. "Eu acho que tenho sido um péssimo namorado."
Jensen sorriu torto. Jared continuava com o semblante sério.
"Eu tô falando sério, Jen." Disse o moreno.
"Ok, então. Eu serei obrigado a concordar. E infelizmente, pela sua péssima atuação como namorado, eu terei de castigá-lo." Disse o loiro fingindo estar decepcionado, e então deu um belo beliscão na bunda de Jared, que deu um pulo com o susto. Jensen não resistiu e voltou a gargalhar.
Agora era Jared quem estava de cara fechada. "Eu estou tentando falar sério com você." Disse, encarando Jensen que ainda não havia parado de rir.
"Ah, Jay, por favor." Disse Jensen, enquanto limpava uma lágrima do canto de um dos olhos. "Que papo é esse de egoísmo? Você tem os seus problemas e eles te afetam bastante, o que afeta a mim também. E eu fico com você porque eu quero, porque eu gosto de você. Porque eu te amo." Voltou a abraçar a cintura de Jared. "Não é nenhum sacrifício pra mim cuidar de você, e você me ajuda muito mais com os meus problemas do que pode imaginar."
"Mas eu não devia ter esquecido que seus pais voltam hoje." O moreno se virou e ficou de frente para Jensen. "Você vai ficar bem? Quer dizer, está tudo bem com você, quanto a isso?"
"Eu não sei. Quer dizer, eu não faço ideia de como vai ser a reação dos meus pais, Jay, já faz nove anos que eu não tenho uma conversa decente com eles." Soltaram-se do abraço e Jensen se encostou ao balcão da cozinha, de frente para o mais alto. "Mas eu tô tranquilo, eu vou tentar falar com eles, se não der, bem, aí eu acho que a gente vai ter que procurar uma casa mais rápido do que eu imaginava." Jensen sorriu para Jared.
"Eu espero que dê tudo certo com vocês. E aconteça o que acontecer, eu vou estar do seu lado, ok?" Jared deu aquele sorriso. É, esse mesmo, o das covinhas. Também conhecido como "a perdição de Jensen Ackles".
"Bom saber disso." Jensen sorriu maliciosamente. "E será que vai ter um lugar na sua cama pra mim caso as coisas não se saiam bem?"
"Na minha cama e em onde mais você quiser." Respondeu Jared no mesmo tom. Mas antes que Jensen tivesse tempo de retrucar, Megan apareceu na cozinha, com os cabelos totalmente assanhados e as bochechas ainda marcadas pelos vincos do travesseiro.
"Vocês me deixaram sozinha." Reclamou a menina, com voz de sono ainda.
"A gente não quis te acordar." Disse Jared, enquanto a menina chegava mais perto dos dois e sentava-se à mesa.
"Tô com fome, Jay." Disse Megan, coçando os olhos. Jared e Jensen se olharam e sorriram um para o outro e a manhã se seguiu extremamente agradável na casa dos Padalecki.
Antes do almoço, Jensen se despediu de Jared e de Megan, e foi para casa. Seus pais chegariam antes do almoço, e provavelmente a família Ackles se reuniria novamente depois de nove anos.
-J2-
Ao chegar em casa, Jensen encontrou Josh na sala, sentado no sofá e parecendo pensativo.
"E aí, maninho, você está parecendo meio nervoso, o que foi?" Perguntou o mais velho, enquanto sentava-se no sofá ao lado de Josh.
"Sei lá, cara, eu só não tô conseguindo relaxar, sabe. Não sei por que." Josh esfregava as mãos.
"Onde está a Gabrielle?" Perguntou Jensen.
"Você não sabe?" Josh virou-se para Jensen. "Ela foi embora."
"Sério? Mas o que aconteceu, vocês brigaram?"
"Não, não. Sem brigas. A gente conversou e se entendeu." O rapaz sorriu. "Já tava na hora de eu tomar um rumo na vida, não?"
Jensen sorriu de volta para o irmão. "É, um dia todo homem tem que tomar um rumo, Josh."
"E você, Jen? Já tomou o seu?" Indagou o mais novo, e antes que Jensen tivesse tempo de responder, ouviram o barulho de um carro parando em frente a casa. Eles deviam ter chegado.
Jensen levantou-se e sentiu um frio no estômago. Respirou fundo enquanto observava a porta, que logo seria aberta e faria com que ele encarasse os pais novamente. Ainda havia muitas mágoas, mas não era como se os dois lados não tivessem errado, então valia a pena tentar consertar as coisas.
Quando a porta enfim se abriu, Jensen deu de cara com sua mãe, num lindo vestido branco e um chapéu no mesmo tom, entrando em casa sorridente e com uma expressão aliviada no rosto. Seu pai vinha logo atrás, com a bagagem dos dois, sendo ajudado também pelo motorista do táxi.
Josh se adiantou a ele e foi ao encontro de Donna, abraçando a mãe de forma carinhosa. Roger se aproximou dos dois e abraçou o filho também. Jensen apenas observava tudo do meio da sala, completamente paralisado. Era como se ele estivesse invisível, ou coisa do tipo.
Entretanto, antes mesmo de separar-se do filho mais novo, Donna bateu os olhos em Jensen e ele pôde ter certeza de que não, não estava invisível. Sua mãe o havia visto e... Aquilo era um sorriso em seus lábios? Sim, um sorriso, sem dúvida. Jensen não conseguiu não retribuir.
Donna afastou-se aos poucos de Josh e caminhou até o mais velho. Parou de frente para Jensen e, sem dizer uma palavra, abraçou o filho. Jensen se surpreendeu, no início, não estava acostumado com esse tipo de atitude da mãe, geralmente eram brigas, acusações, desentendimento, mas isso, esse abraço, não se lembrava de quando fora a última vez que a mãe o abraçara daquela forma. Talvez ela nunca o tenha feito. E antes que percebesse estava correspondendo a esse carinho, porque no fundo, isso era tudo que ele queria. Roger observava os dois e sua expressão era séria. Mas não chateada ou incomodada, apenas ciente de que aquele momento seria essencial na vida daquela família dali para frente.
"Jensen." Disse o homem, chamando a atenção do filho, que por um instante sentiu-se novamente com dezessete anos e prestes a levar uma bronca.
Mas a expressão de seu pai era serena. Mesmo assim, Jensen o encarou como se dissesse Eu estou pronto para ouvir qualquer coisa, pai.
"Fico feliz que você tenha voltado, meu filho."
Ele suspirou aliviado e quando olhou para a mãe novamente, viu que a mulher tinha os olhos marejados.
-J2-
Em casa, Jared terminava de almoçar com Megan quando o telefone tocou. Era do hospital, o moreno recebeu a notícia de que o irmão receberia alta no dia seguinte, e que poderia voltar para casa.
Jensen quase não acreditou, depois de tanto tento e tantas incertezas, o irmão estaria de volta, e quase totalmente recuperado.
Por mais que ele não tivesse tido a oportunidade de conversar com Jeff após ele acordar do coma, Jared sentia-se estranhamente confiante de que ele e o irmão voltariam a se entender. Sabia disso desde que o vira naquela noite, no hospital, assim que Jeff retomou a consciência. Aquele aperto de mão significava muito, Jared tinha certeza.
Seu primeiro impulso foi ligar para Jensen, contar a boa notícia e esperar que o namorado viesse e ficasse com ele. Mas riu na mesma hora de seus próprios pensamentos.
Primeiro, estava levando essa história de ser gay realmente muito a sério, pensou. Isso de pensar em Jensen o tempo inteiro e ficar feito um bobo por ele... Meu Deus, onde eu fui me meter. Segundo, constatou que realmente era um cara muito egoísta, porque mais uma vez bastou apenas alguns segundos para que ele esquecesse novamente do encontro de Jensen com os pais. E dessa vez realmente se odiou por isso.
Enfim, ele contaria a Jensen depois, porque sabia que os dois ainda teriam muito tempo dali por diante. Agora ia contar tudo à Megan, e então ambos iriam preparar a casa para receber Jeff de volta.
-J2-
Na casa dos Ackles, a cena que se podia ver era a de um típico almoço de domingo em família. Pai, mãe e seus dois filhos sentados à mesa, comendo, conversando e rindo como se tudo fosse parte de um belo quadro em movimento. Ou de um comercial de margarina. Mas havia tensão ali ainda, todos podiam sentir. Todavia, nenhum dos Ackles queria estragar aquele momento, há tanto tempo perdido. Ou que quem sabe nunca tivesse sequer acontecido.
Mas eles estavam ali e teriam que ter aquela conversa. Precisavam disso, e não adiariam mais aquilo. Josh resolveu deixar o irmão e os pais a sós após o almoço, ele sabia que eles levariam um bom tempo para se resolverem.
Agora, na sala, estavam Jensen, Donna e Roger.
"Jensen." Disse a mulher. "Acho que muitos erros foram cometidos nesses últimos anos. Por todos nós."
"Mas isso não significa que nós tenhamos que permanecer nesses erros para sempre." Dessa vez era Roger quem falava.
"Sim, eu também acho. E foi por isso que eu voltei. Pai, mãe, eu sei que eu posso não ter sido o filho perfeito, o filho com o qual vocês sempre sonharam, mas nada do que eu fiz esse tempo todo foi pra machucar vocês. Não de verdade." Jensen já sentia a voz embargar um pouco. "Eu só queria que vocês me entendessem."
"Jensen, meu filho, nós temos mais culpa nisso tudo do que você." Roger também estava emocionado. "Nós pensávamos apenas em nós mesmos e em nossa reputação, acabamos ignorando o que você sentia."
"Sim, Jensen, demorou muito até que nós admitíssemos que estávamos errados. Talvez até tempo demais." Dessa vez era Donna quem falava.
"Não é tarde demais pra gente, mãe." Disse Jensen. "Eu sinceramente quero ficar bem com vocês de novo. Eu quero fazer parte dessa família de novo, e quero que vocês voltem a fazer parte da minha vida."
Donna não pode mais segurar a emoção e deixou as lágrimas correrem pelo seu rosto. Levantou-se e abraçou novamente o filho.
"Me perdoa, meu filho." Disse na orelha de Jensen. "Nós queremos que você volte para o seu lugar."
"Eu nunca quis ir embora, mãe." Agora Jensen também não segurava mais as lágrimas.
"Me perdoa, Jensen." A mulher voltou a dizer, mas dessa vez olhando nos olhos do filho.
"Mãe, eu já disse, eu quero voltar a fazer parte dessa família, é claro que eu te perdoo." E abraçaram-se novamente.
Roger observava a cena e refletia. Também tinha muito a dizer ao filho. Talvez não chorasse. Aliás, com certeza não choraria. Não fora criado dessa forma, não sabia se expressar assim. Mas isso não quer dizer que seus sentimentos fossem menos intensos ou verdadeiros.
"Jensen." Roger chamou a atenção do filho. "Eu também te devo desculpas. Eu agi das piores formas possíveis com você, meu filho, não te aceitando como você é de verdade. Mas nós, eu e sua mãe, queremos conquistar de novo sua confiança."
Jensen não pensou duas vezes antes de se adiantar e abraçar o pai. Não lembrava qual a última vez que havia feito aquilo. Já teria feito aquilo alguma vez? Bem, isso não importava agora.
Roger pareceu um pouco desconfortável no começo, ele sempre fora um homem muito frio, muito austero. Mas estava disposto a mudar isso, se fosse para o bem de sua família. Abraçou o filho de volta e fechou os olhos. Aquilo era bom. De fato, haviam perdido muito tempo.
"Olha, Jensen." Disse Roger, separando-se do abraço. "Não pense que foi um processo fácil, ou rápido. Não se muda a mentalidade, assim, do dia para a noite. Eu e sua mãe levamos muito tempo para admitir o quanto tínhamos errado com você."
"Eu também fui muito cabeça dura nesses nove anos."
"Mas isso não justifica nossas atitudes. E não pense que era fácil não procurar por você, Jensen, não saber o que se passava na sua vida. Nos seus aniversários, no Natal, enfim, não foram poucas às vezes em que nos pensamos em te procurar. Mas o orgulho acabava falando mais alto." Donna falava com toda sinceridade.
"Então, filho? Você acha que nós podemos tentar? Ser uma família novamente?"
"Claro que podemos. Claro que sim."
Os três permaneceram conversando por horas. Josh veio logo depois e se juntou ao restante da família. Havia muito assunto para tratarem, muitas histórias, enfim, nove anos de ausências e silêncios.
Jensen falou sobre Michael. E foi incrível a facilidade com que ele conseguiu falar sobre seu casamento e sobre a tragédia com o marido. Não que não doesse mais, ou que ele tivesse esquecido, mas conseguia centrar-se agora apenas nas coisas boas que Michael trouxe para sua vida. O casal Ackles e Josh ficaram realmente impressionados, e Donna e Roger sentiram profundamente que Jensen tivesse passado por algo tão difícil sozinho.
-J2-
Jared chegou ao hospital com Megan e se encaminhou ao quarto de Jeff. Ele estava ansioso para ver o irmão e a sobrinha estava muito contente com a volta do pai.
Megan era uma garota esperta, ele sabia que o pai tinha seus problemas. Coisas de adulto, que ela poderia não compreender totalmente, mas que a ajudava a relevar certas atitudes de Jeff. Porque o homem, infelizmente, não era o que se podia chamar de um verdadeiro exemplo de pai. Ele era ausente, descuidado, e quando estava bêbado Megan quase tinha medo dele. Ela gostava do pai, gostava de quando ele estava sóbrio, mas se tinha alguém que ela tinha como verdadeira referência paterna, era Jared, seu tio. Era ele quem estava com ela desde que a menina se lembrava, em todos os momentos. Quando ela adoecia, quando ia mal na escola, quando estava triste. Era em Jared que ela confiava.
"Seu pai vai finalmente voltar pra casa, não é maravilhoso, Megan?" Perguntou Jared, enquanto eles esperavam que os médicos fizessem os últimos exames antes de poderem entrar e falar com Jeff.
"É sim, Jay." A menina não parecia muito animada.
"O que foi, Megan, aconteceu alguma coisa com você?" Jared notou que a garota estava diferente, muito mais calada que o habitual.
"Nada não, Jay, é só..."
"Só o que?" Jared se ajoelhou em frente à sobrinha, ficando com os olhos no mesmo nível dos da menina. "Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? Você pode me contar tudo, Megan."
Megan não respondeu nada. Ela baixou o olhar e mordeu o lábio inferior. Jared sorriu de leve, ele fazia a mesma coisa quando queria dizer algo e não conseguia.
"Jay, o papai vai ficar bom? Sabe, não só do acidente, do resto também?" Megan olhou para o tio com os olhos marejados, e Jared teve vontade de abraçar a menina bem forte e dizer que tudo ficaria bem, e que a família deles seria perfeita a partir dali. Mas a verdade é que ele também não sabia o que iria acontecer.
"Olha, meu bem, o seu pai vai se recuperar aos poucos, viu? Eu tenho certeza que a partir de agora ele não vai mais fazer as coisas que ele fazia antes." O moreno disse enquanto segurava o queixo da sobrinha e enxugava uma lágrima que escorria pelo canto de um de seus olhos.
"Eu queria que você fosse meu pai."
Se Jared não estivesse ajoelhado ele com certeza sentiria suas pernas tremerem.
"Megan, você já tem um pai, e ele te ama muito, nunca duvide disso. Além do mais, eu sou seu tio, é quase a mesma coisa." Ele sorriu para a menina.
"Mas pra mim o meu pai é você."
Jared finalmente abraçou a sobrinha e deu um beijo em sua testa. "Eu te amo, viu?"
"A Amber... ela disse uma coisa pra mim."
Jared ficou sério de repente e respirou fundo. Sentia que isso não seria boa coisa. Mas tentou se controlar e ficar calmo.
"O que ela te falou?"
"Ela disse que o pai tá doente, e que não vai mais poder cuidar de mim. E disse também que agora você não vai mais me querer, porque você vai morar com o Jensen." Ela baixou os olhos de novo e Jared quase não conseguiu controlar a vontade de socar alguma coisa, mesmo que fosse a parede. "Eu disse que você ia me levar também, se fosse morar com ele, mas aí ela falou que você não podia, e que também não ia me querer morando com vocês." Mais lágrimas escorriam pelo rosto da menina.
"Ela disse isso naquele dia em que você foi até o meu quarto à noite? Quando você não estava conseguindo dormir?" Megan apenas acenou positivamente com a cabeça.
"Olha, Megan." Jared parecia bem sério agora. "Eu nunca te abandonaria, meu amor, nunca, por nada nesse mundo, nem pelo Jensen nem por ninguém. Eu nunca vou deixar de cuidar de você. Se a sua mãe disse essas coisas é porque ela realmente não me conhece. Você não precisa se preocupar com isso."
"Mas você vai morar mesmo com o Jensen?"
"Eu não sei, Megan, quer dizer, um dia, talvez..."
"E você me levaria com você? Será que o Jen ia querer que eu morasse com vocês?" A menina voltou a morder o lábio inferior.
"Eu com certeza não iria querer morar com ele se ele não te quisesse também."
Ambos sorriram e se abraçaram novamente. Foi quando o médico de Jeff saiu do quarto e disse que eles poderiam entrar.
Jared então levantou-se e segurou a mão de Megan. Eles entraram no quarto e viram Jeff acordado, sentado na cama enquanto uma enfermeira terminava de retirar o soro a que ele ainda estava conectado. O homem sorriu quando viu Jared e Megan entrando. Sorriu de uma forma que já não fazia há muito tempo, um riso satisfeito, verdadeiro, e naquele momento Jeff realmente agradeceu a Deus o fato de ainda estar vivo, de ter recebido uma segunda chance, mesmo sabendo não ser merecedor de uma. Mas ele faria por merecer, ele seria grato eternamente por não ter partido antes de poder concertar a sua vida novamente. Ele precisava fazer muita coisa ainda, e pedir perdão às pessoas a quem ele tinha feito sofrer era a primeira delas.
Megan correu para o pai e o abraçou. Jeff ainda estava um pouco fraco e quase não conseguiu corresponder. Jared então se aproximou e levantou a menina, colocando-a em cima da cama, ao lado do pai. Jeff olhou agradecido, mas ao mesmo tempo envergonhado para o irmão. Conseguiu abraçar a filha melhor e não conteve mais o choro. Sim, queria chorar, precisava chorar para lavar a alma.
-J2-
"Então, Jensen, como você conheceu o Michael?" Perguntou Roger ao filho. Os dois conversavam no escritório do casal Ackles enquanto Donna ia conferir os estragos que, com certeza, os dois filhos tinham feito na casa.
"Foi pouco tempo depois de eu chegar à cidade. Eu estava procurando um apartamento e um amigo disse que tinha um amigo que era arquiteto..." Jensen sorria enquanto falava, era bom lembrar-se daquilo. Estranhamente bom. "... aí ele acabou me convencendo tanto de que o apartamento era perfeito quanto de que eu deveria aceitar o convite dele para jantar." Terminou de falar e olhou para o pai. Ainda era um pouco desconfortável falar sobre essas coisas com ele.
Roger parecia sério encarando o filho. Depois abriu um sorriso, o que fez Jensen sorrir também.
"Sabe que ouvindo isso assim, agora, é até difícil acreditar que eu pude ser tão insensível quanto às suas preferências, meu filho." Roger olhou para Jensen, que estava sentado a sua frente e voltou a ficar sério. "Mas o problema nunca foi você, ou os rapazes. Nós tínhamos medo era da reação das pessoas. Do que os nossos amigos, os nossos sócios pudessem pensar se soubessem que você era... era gay."
"Isso não é uma coisa tão ruim, pai, acredite."
"Eu sei, eu sei, filho. Acho que eu finalmente entendi. Com alguns anos de atraso, mas enfim..." Roger respirou fundo. "Mas o que você não sabe, Jensen, nem o Josh, foi como nós finalmente entendemos."
Jensen arqueou uma sobrancelha, porque, por mais que a reação dos seus pais o tivesse surpreendido, ele ainda estava curioso sobre o porquê dessa mudança. Quando ia falar alguma coisa, Josh e Donna entraram no escritório discutindo.
"Roger, você acredita que ele trouxe uma mulher da Holanda pra casa." Donna parecia indignada.
"Ai, mãe, quanto drama, meu Deus, ela até já foi embora." Josh sentou-se ao lado de Jensen.
"Olha, eu só não vou falar mais nada porque..." Nessa hora, Donna olhou para o marido, ele estava sério e ela entendeu que deveriam estar falando de algum assunto delicado.
"Meu bem, acho que eles precisam saber o que aconteceu." Disse Roger e a mulher apenas assentiu com a cabeça. Sentou-se junto dos filhos, enquanto o marido começava a falar.
"Há um ano nós descobrimos que a nossa firma de advocacia estava sendo fraudada." Disse o homem mais velho.
A surpresa era evidente no rosto dos irmãos.
"As pessoas que nós mais consideramos nos últimos anos – continuou Roger - que nós tínhamos como amigos e com quem nos importávamos a ponto de discutir com o nosso filho por medo das suas opiniões estavam nos enganando, nos roubando."
"Mas o que aconteceu?" Perguntou Jensen.
"Os nossos tão amados sócios estavam fraudando a empresa há quase dois anos, Jensen." Dessa vez era Donna quem falava. "Nós descobrimos tudo ao analisar um relatório que não batia. Achamos estranho e quando fomos investigar, aquilo era só a ponta do iceberg."
"E o que houve, então? Como eu não fiquei sabendo de nada?" Josh estava realmente abismado.
"Nós conseguimos resolver tudo internamente, sem envolver a polícia e a imprensa, consequentemente. Mas não foi fácil. As pessoas em quem nós mais confiávamos nos traíram, e nós pudemos ver o quanto as tínhamos superestimado." Donna olhou para o filho mais velho.
"Mas vocês foram muito prejudicados?" Jensen realmente estava impressionado.
"Nós perdemos um bom dinheiro, sem dúvida, mas o grande prejuízo foi o moral, com certeza." Roger continuou. "Foi por isso que nós resolvemos viajar, dar um tempo e reorganizar a nossa vida, nossa família. O trabalho consumiu quase todo nosso tempo nos últimos anos, agora é hora de viver de verdade."
"E nós vendemos a firma." Disse Donna.
Josh ficou simplesmente boquiaberto e Jensen não acreditou.
"Como assim venderam a firma?" Josh perguntou. "Vocês viveram por essa firma, e sempre diziam que queriam que um de nós..."
"É, nós queríamos que um de vocês assumisse a empresa, mas as coisas não saíram bem assim, não é mesmo?" Roger encarou o filho. "O Jensen já deixou bem claro que essa não é a vontade dele e Josh, você só faz faculdade de direito porque nós ameaçamos cortar sua mesada se você fizesse outro curso."
Agora sim Josh estava de queixo caído. Mas também não tinha como negar, era verdade.
"Eu posso trocar de curso, então?" Perguntou o rapaz. Melhor não perder essa oportunidade.
"A gente conversa sobre isso depois, Josh." Respondeu Donna.
Ficaram todos calados por alguns instantes.
"E vocês estão bem? Quer dizer, em relação à firma, vão se afastar de vez do trabalho?" Jensen quebrou o silencio.
"Nós nos afastamos temporariamente, mas ainda temos parte das ações, então ainda fazemos parte do negócio." Disse Roger, e Jensen sorriu para o pai. Certos hábitos não morrem mesmo.
"Bem, mas nós não queremos falar sobre trabalho agora." Donna virou-se animada para Jensen. "Então, meu filho, como vai sua vida amorosa, você já está saindo com alguém?"
Jensen e Josh se encararam e não puderam evitar o riso.
-J2-
Ao final do dia, Jensen e Jared finalmente se encontraram de novo, na casa do moreno. O dia havia sido excepcional para os dois e havia muita coisa a se falar.
Passaram um bom tempo com Megan no quarto da menina, e Jensen passou quase duas horas lendo para ela, que adorava o jeito como ele contava as histórias dos seus livros. Alguma ela já conhecia de cor, mas ele as fazia parecerem totalmente novas aos seus ouvidos e a sua imaginação.
Quando a menina finalmente pegou no sono, Jared já nem estava mais no quarto com eles. Havia descido antes que ele mesmo acabasse dormindo. Jensen então acomodou Megan melhor na cama e a cobriu com o lençol. Ainda ficou olhando a menina por um tempo antes de imitar o tio da garota e pousar um beijo em sua testa. Levantou-se e saiu do quarto, fechando a porta e apagando a luz.
Desceu as escadas e encontrou Jared sentado no sofá, com o TV ligada mas sem realmente prestar atenção nela. Aproximou-se por trás dele no sofá e pôs as mãos nos ombros de Jared, abaixando-se e beijando o topo de sua cabeça.
"Um beijo pelos seus pensamentos." Disse Jensen.
"Proposta tentadora." Respondeu o moreno.
Jensen então saiu de onde estava e deu a volta no sofá para se sentar também. Ficou ao lado de Jared, sentando-se com as pernas dobradas sobre o sofá.
"Você está bem?"
"Agora eu acho que sim. Mas e aí, como é que foi mesmo com os seus pais?" Jared disse enquanto puxava um dos pés de Jensen para cima de sua coxa e iniciava uma massagem. "Eles aceitaram tudo assim, de boa?"
Jensen sorriu. "É, totalmente de boa. Incrível, não?" O loiro já fechava os olhos com a sensação extremamente boa que a massagem de Jared lhe proporcionava.
"Você contou sobre nós?"
"Contei." Jensen abriu os olhos e encarou Jared. "Ou eu contava ou o Josh ia contar. E eles querem que você peça minha mão oficialmente em namoro."
Os dois riram. Jensen tinha o poder de fazer Jared relaxar, até mesmo quando era o moreno quem estava fazendo uma massagem nele.
"Eu estou falando sério, meus pais querem que você vá jantar lá em casa qualquer dia desses." Continuou Jensen.
"Jensen, eu sempre faço isso, eu fui criado quase lá, esqueceu?" Jared sorriu torto para o loiro, e se aproximou mais ainda dele. "Mas agora eu não quero falar sobre os seus pais, nem sobre mais nada."
Jared então beijou Jensen, deitando-se praticamente sobre o loiro no sofá. O mais velho correspondeu ao beijo com avidez, levando as mãos aos cabelos do outro. Os dois continuaram se beijando e se acariciando por um tempo, parando apenas para tomar fôlego e dizerem coisas sem muito sentido. Ou com todo sentido do mundo, como "Senti sua falta", "Preciso de você", ou "Eu te amo".
Quando Jared moveu o quadril sobre Jensen e sentiu a ereção do loiro já bastante evidente dentro de suas calças, sentou-se novamente no sofá tentou se recompor.
"Melhor a gente ir lá pra cima, Jen..."
"Eu sei, eu sei, a Megan pode aparecer."
"Desculpa, mas é que..."
"Não precisa se desculpar. Eu também não quero uma menina de sete anos veja a gente fazendo essas coisas." Disse e se levantou. "Vem, vamos para o quarto."
Jared o seguiu e heroicamente conseguiu controlar a vontade de empurrar Jensen contra a parede ou fodê-lo nos degraus da escada mesmo, aguentando até que ambos chegassem ao quarto.
Depois que a porta foi trancada, não demorou nem dois segundos para que eles estivessem com os corpos colados novamente. Beijavam-se com desejo, mas sem desespero. Era nos braços um do outro que encontravam segurança, afinal. Jared foi empurrando Jensen aos poucos até que ele estivesse com as costas coladas à parede. Passou a beijar-lhe o pescoço, enquanto desabotoava o jeans do loiro e baixava suas calças. Ambos tentavam se controlar para não gemerem alto demais. Jared se abaixou e liberou a ereção de Jensen de dentro da boxer, que já implorava por alívio. Chupou com vontade, fazendo Jensen sentir-se quase como um massa amorfa e prestes a desabar a qualquer momento. Passava levemente os dentes pela extensão do pênis do outro, torturando-o até quase fazê-lo gozar. Quase. Porque quando Jensen sentiu que estava chegando ao seu limite, Jared levantou-se e, inesperadamente, o prensou contra a parede de um jeito que fez com que ele não tivesse outra escolha a não ser passar as pernas em torno da cintura do mais alto, que levou as mãos as suas nádegas e o levantou quase sem nenhum esforço.
Jensen já não sentia mais os pés no chão, e em poucos segundos, perdeu o contato também com a parede atrás de suas costas. Ainda assim, antes mesmo de abrir os olhos, já estava sendo jogado contra a cama, e tinha o corpo de Jared sobre o seu.
O moreno retirou a camisa que Jensen ainda vestia, deixando-o totalmente nu. Rapidamente livrou-se das próprias roupas, sendo ajudado pelo outro nessa tarefa, logicamente. Em pouco tempo já estavam se beijando novamente, Jared sobre Jensen, que passeava com as mãos pelas costas do mais novo. Jared pegou o lubrificante na gaveta e derramou sobre os próprios dedos. Voltou a posicionar-se sobre Jensen e passou a penetrá-lo com os dedos. O moreno estava ajoelhado entre as pernas do mais velho, que tinha os olhos fechados, as mãos apoiadas na cabeceira da cama e movimentava o quadril, indo de encontro aos dedos de Jared. Aquela visão o estava matando, queria prepará-lo um pouco mais, mas se não o penetrasse agora acabaria gozando, e seria um crime fazer isso se não fosse dentro de Jensen.
Quando sentiu Jared totalmente dentro de si, Jensen levantou mais o quadril e apoiou as duas pernas nos ombros do mais novo, aumentando mais o contato e fazendo com que ele fosse mais fundo a cada investida. Jared, por mais que tentasse, não conseguia manter os olhos fechados, porque ter Jensen na sua frente daquele jeito era um espetáculo que devia ser apreciado de olhos bem abertos. O loiro estava vermelho, o que evidenciava ainda mais as sardas em seu rosto. Gemia e mordia os lábios quando Jared o atingia naquele ponto em especial a cada estocada. Perfeito, simplesmente.
Jared gozou antes do que pretendia, mas não pôde evitar porque, além de estar dentro de Jensen, o que era para ele o sétimo céu, ainda ter aquela visão diante de si era realmente a coisa mais excitante que ele já vira.
Quando Jensen sentiu o outro se derramando dentro de si, segurou uma das mãos de Jared e a levou até seu membro, queria que ele o masturbasse. Mas ao invés disso, Jared saiu de dentro do loiro e posicionou-se sobre suas coxas, inclinou-se sobre ele e sussurrou em sua orelha.
"Dentro de mim, Jen."
Jensen abriu os olhos e encarou Jared. Como negar alguma coisa quando o moreno pedia daquele jeito? Pegou rapidamente o lubrificante que se encontrava esquecido em cima da cama e passou nos dedos, levando-os logo em seguida à entrada de Jared. Agora sim ele tinha pressa, porque já estava difícil de se segurar. Introduziu o segundo dedo e passou a movimentá-los rapidamente. Jared já tinha o rosto comprimido de prazer, debruçado sobre o mais velho. Quando Jensen fez menção de sentar-se para começar a penetrá-lo, Jared forçou as mãos em seu peito, fazendo com que ele continuasse na mesma posição. O moreno então passou a sentar-se sobre o membro de Jensen, trazendo-o completamente para dentro de si. Ele foi descendo devagar, até estar completamente empalado. Parou por um segundo e respirou fundo, de olhos fechados, só para se acostumar à invasão. Quando abriu os olhos, Jensen o encarava com nada menos que puro desejo no olhar.
Jared sorriu, aliás ele riu nesse momento.
"Sabe que eu sempre imaginei isso." Disse com a voz um pouco rouca, ainda sem se mover sobre Jensen.
"Imaginou o que?" Disse o loiro, enquanto tentava respirar compassadamente, já que estava quase arfando de prazer e de vontade de foder Jared com todas as suas forças.
"Isso." Disse e moveu-se em cima de Jensen. Devagar, saindo só um pouco e voltando com tudo logo em seguida.
"O que Jay?"
"Como seria..." Jared moveu-se novamente. "Sentir..." Mais uma vez. "Isso".
Jensen então levou as duas mãos ao quadril do moreno, e passou a ditar o ritmo com que ele rebolava sobre seu membro. Os dois ainda gemeram antes de Jensen falar.
"Você queria saber... como é sentir um pau dentro de você?" Perguntou entre gemidos, enquanto Jared aumentava a velocidade dos movimentos.
"Aham." O mais novo mordia o lábio inferior.
"E o que... ah..." Jensen realmente teve de fazer esforço muito grande para conseguir falar. "O que você achou?"
"Eu acho... eu acho que eu não sabia o que era sexo antes sentir isso."
Jensen não conseguiu conter um sorriso. Sentiu-se esvair dentro de Jared e não sabia se por ele ter intensificado os movimentos ou por ter ouvido aquilo do moreno.
Jared não parou de se mover enquanto Jensen gozava, e acabou se derramando sobre a barriga do loiro logo depois. Caiu exausto sobre Jensen na cama e virou-se para o lado. O mais velho conseguiu se recompor minimamente e olhou para o outro como se fosse a primeira vez que o visse. Jared retribuiu o olhar do mesmo jeito.
"O que foi? Eu estava falando sério." Jared disse inocentemente.
"Você ainda acaba comigo, sabia." Disse Jensen, enquanto se virava para abraçar o moreno.
-J2-
No dia seguinte, pela manhã, após o café, Jared e Megan se preparavam para ir ao hospital e trazer Jeff de volta para casa. Jensen observava os dois, mas sabia que teria de se afastar daquela casa, pelo menos por um tempo. Jeff com certeza não se sentiria a vontade com ele ali o tempo todo.
Quando Megan subiu para terminar de se aprontar, o mais velho aproveitou para falar com Jared.
"Eu acho que a gente vai se ver menos de agora em diante."
"Talvez." Jared se aproximou dele e o abraçou. "Mas a minha vontade é de nunca me separar de você." Disse sussurrando na orelha dele.
"Vem morar comigo, então." Jensen disse sorrindo.
Jared ficou sério, mas antes que pudesse responder qualquer coisa, a campainha tocou, e ele aproveitou a oportunidade para fugir de uma resposta imediata.
Quando abriu a porta, o moreno deu de cara com um oficial de justiça.
"Sr. Jared Padalecki?"
"Sim."
"Eu tenho uma intimação para o senhor, em nome da Sra. Amber Wendell. Ela abriu um processo pela guarda da menor Megan Padalecki, o senhor tem que assinar aqui." O homem disse, indicando o local onde Jared deveria assinar.
O rapaz não disse nada, apenas pegou a caneta que o ficial oferecia mecanicamente e assinou o nome.
Entrou em casa novamente e olhou para Jensen.
"Era uma intimação. A Amber entrou com o processo." Jared estava sem ação. Segurava um papel entre as mãos.
"Deixa eu ver isso." Jensen se adiantou e tomou o papel das mãos do moreno.
"Eu não acredito que ela fez isso." Jared balançava a cabeça. "Ela... ela falou com a Megan naquele dia, disse que eu não ia mais querer ficar com ela se fosse morar com você, Jen, você acredita que ela teve coragem de dizer isso pra uma criança?" Jared falava mais para si do que para Jensen, realmente.
"Fica calmo, tá bom. Ela ainda não tem nada, todas as circunstâncias estão a seu favor, Jared."
"Nem todas, Jensen." Ele olhou para o loiro e balançou a cabeça.
Nessa mesma hora Megan desceu as escadas e disse que já estava pronta. Jared ainda estava meio pálido, mas não quis demonstrar nada para a garota.
"Então vamos, certo?"
"Vamos, Jay. Por que você não vem com gente, Jen?"
"Bem, é que eu tenho muita coisa pra fazer agora pela manhã, Megan." Ele respondeu, sorrindo para a menina, mas sua preocupação era com Jared. Aquilo realmente o tinha abalado.
"Vão vocês dois que eu cuido de tudo por aqui, ok?"
Megan sorriu e saiu para a calçada. Jared ainda estava parado no mesmo local.
"Eu estava falando com você, Jay." Continuou o loiro. "Vai buscar o seu irmão que eu cuido disso, não se preocupe."
Jared então se encaminhou para a porta e ainda deu um beijo em Jensen antes de sair em direção ao hospital, sem dizer mais nada.
Jensen pegou a carta de intimação e foi para casa.
-J2-
"E então, o que vocês acham?" Ele perguntou ao pai quando o homem acabou de ler a intimação.
"Isso é bem sério, ela entrou com um processo e tem argumentos bem fortes." Disse Roger, encarando o filho.
Jensen balançou a cabeça. Sentou-se numa das poltronas do escritório dos pais.
"Isso quer dizer o que, que ela vai conseguir a guarda da Megan?" O loiro parecia não acreditar.
"Não foi isso que nós dissemos." Foi a vez de Donna intervir, aproximando-se dos dois. "Essa mulher parece disposta a comprar uma bela briga pela guarda da filha. Pois bem, nós daremos a ela uma guerra então." Ela disse e sorriu discretamente, levantando apenas o canto dos lábios.
"Ela vai ter de passar por cima do casal Ackles para ter o que quer e, acredite, essa não é uma tarefa fácil." Roger disse, sorrindo em cumplicidade com a esposa.
Jensen respirou aliviado, ele sabia que os pais não tinham gasto tanto tempo da vida naquela maldita firma de advocacia à toa. Era melhor Amber estar preparada.
-J2-
Continua...
N/A: Olá, queridos leitores. Em primeiro lugar já peço desculpas pela atraso com a atualização, mas eu realmente tenho tido dias bastante corridos nos últimos tempos, e não tive condições de postar mais cedo. Expliquei isso a quem costuma deixar review, espero que tenham entendido. =)
Pois bem, aqui está o nono capítulo, ou seja, o penúltimo. Eu acho... Oo
Um pouco mais curto, mas não dava para ser diferente.
Ok, também sinto que fiz os níveis de açucar no sangue de vocês subirem, não? Mas acho que ainda não precisa de um comunicado do Ministério da Saúde na fic. u.u
E é claro, não poderia deixar de agradecer aos que comentaram o capítulo 8: Rouge Apple, Darts of Pleasure, Mary Spn, Alexia e Dan Padackles. Muito obrigada a todos!! Tanto aos que acompanham desde o começo quanto as duas leitoras novas!! Valeu!
Ah, Amanda Padackles, sei que você não vai ler isso agora, mas valeu pela review também!!
Well, vou esperar os comentários de vocês, meus amores!! Gostaram do casal Ackles??
É isso, então!!
E já aviso que novamente será impossível para mim atualizar a fic no meio da semana, então provavelmete domingo eu poste o décimo capítulo. ;)
Devo começar a pensar seriamente em um epílogo? oO
Bjinhos, então!
Até domingo!
*___* Reviews, please!
Bjos a todos! :***
