Yo!

Esse capítulo demorou, sentimos muito. Era pra ter sido entregue em novembro =.='. A questão foi a seguinte. Tuka-chan é responsável de postar os capítulos, por isso não envolvam a NAty-chan, ela não é culpada. O PC da Tuka-chan 'tava com problema na Bios e ficou sem funcionar por mais de um mês... E como a fic tava nele, foi impossível para nós postá-lo.

No nosso planejamento o especial de natal vinha, originalmente, antes. Por sinal, esperamos que tenham gostado.


1 – " " – Aspas e itálico: Pensamento.

2 – * * - Asterisco e Negrito: Carinha que eles tão fazendo.

3 – N/A: Nota das autoras

4 – Não copie nada deste fanfiction, seja original, crie tudo! Garantimos que vão adorar.

5 – Kissu, boa leitura.


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~Tennki no Hana~

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Cap. 5 – Os Youkais-lobo dão uma festa e tanto!

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Terras do Elfos do Oeste, Palácio Taisho

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Rin estava deitada em uma cama enorme. No seu mundo chamariam aquilo que King-size. Ela olhava para o teto, entediada. Estava em um quarto tão grande que caberia aquela Academia da Kaede inteira. Duas janelas enormes ao oeste, um guarda-roupa enorme feito com o tronco de uma árvore gigantesca, dava até para ver os veios nas laterais. O teto estava pelo menos seis metros a acima de sua cabeça, onde tinha um lustre feito de galhos de árvore. As paredes eram cinza claro e, devido às árvores no lado de fora, a luz do sol da manhã entrava parcialmente no quarto, deixando um efeito de iluminação deslumbrante.

Ela levantou-se e pôs seus pés para fora da cama, sentindo-os aquecidos quando pisou no carpete de urso que cobria o chão. Mas ela não ligava para nada daquilo. Nem para a penteadeira marfim ao lado do guarda-roupa, nem para o espelho com bordas de ouro atrás da cama. Nada daquilo importava naquele momento. Rin só queria uma coisa: o Sesshoumaru. A Ninfa queria falar com ele, só com a ajuda dele ela cumpriria seus objetivos, e ficou surpresa na noite anterior por não encontrá-lo a sua espera. Por mais que o Tenshi se desculpasse e explicasse que ele votaria em dois dias e duas noites, ela não queria esperar, queria acabar logo com aquilo tudo.

Rin:- Tenshi. – ela falou calmamente. E ele surgiu quase que instantaneamente diante dela. – Me traga uma serva imediatamente. E... – ela parou para pensar. – Eu quero que alguém me mostre o local.

Tenshi:- Hai. – ele assentiu de mal grado. O elfo não sabia que seria assim. O jovem Igen havia lhe dito que se ela realmente estava do lado deles não teria de prendê-la, por isso ele a pôs em um quarto de hospedes até o seu mestre retornasse. – Agora mesmo. – Rin se acostumaria facilmente com aquilo, dar ordens... Parecia uma boa idéia. O louro sumiu, e pouco depois bateram na porta.

Rin:- Pode entrar. – uma elfa com cabelos verde-mata claro, e olhos da mesma cor entrou com um sorriso em seu rosto angelical.

Serva:- Precisa de algo Rin-sama?

Rin:- Seu nome. – disse secamente, e garota entendeu.

Serva:- Tenkogu Ikari, Ojou-sama.

Rin:- 'Tá certo, Ikari... Nada de me chamar de 'Ojou-sama', por favor... Me chame só de Rin. – a Ninfa sorriu. – Você vai ser a minha serva pessoal de hoje em diante, sempre que eu lhe chamar venha, e só obedeça a mim, fidelidade total... Combinado?

Ikari:- Hai, Rin. – ela falou o nome, receosa, esperando uma reação negativa, mas Rin mostrou-se satisfeita.

Rin:- Ótimo. Arranje-me uma roupa e prepare um banho, onegai. – a jovem saiu do quarto e fechou as enormes portas de madeira. Rin voltou a deitar-se e ficou perdida em pensamentos enquanto aguardava o retorno da elfa.

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_.--._.--._.--Yama no Mura--._.--._--._

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Um homem alto, moreno de cabelos negros entrou na vila, seguido de um grande grupo, o que chamou atenção dos humanos e youkais-lobo da região. As Terras dos Lobos do Sul originalmente eram um local apenas de Youkais, depois de uma grande disputa territorial, o clã dos Lobos tornou-se mais forte, por isso deu o nome às terras atuais. Os Youkais que não concordaram, foram para o mundo dos humanos, por isso mesmo, vários humanos se acharam no direito de morar nas Terras dos Lobos do sul.

O imperador foi muito receptivo, ele sabia que a ataque contra os Orcs não era culpa dos humanos, e os aceitou. Por isso viviam em paz. Tanto que o atual líder deles era praticamente um humano. Ookami Kouga, filho do antigo imperador, um hanyou, com uma humana.

Nobunaga olhava atentamente ao seu redor, provavelmente procurando algo ou alguém. Kagome, Kikyou, Sango e Bankotsu conversavam animadamente. Inuyasha, Miroku e Iruga apenas olhavam o local com curiosidade. As casas eram muito diferentes, todas redondas e pareciam feitas de barro. A maior delas ficava bem no final, ela não era redonda como as outras, mas também era de barro. Ela era circular, como o Coliseu, só que menor e com poucas janelas.

InuYasha:- Que lugar esquisito. – ele comentou com o Miroku.

Miroku:- Eu não me imagino morando em uma bola marrom. – o jovem afirmou.

InuYasha:- E aqui 'tá frio 'pra caramba! E olhe que eles usam roupas que nem cobre o corpo todo. – ele abraçou a si mesmo enquanto Miroku olhava uma youkai-lobo que usava uma saia de pele vermelha curta e um top com a mesma pele e metal nos ombros. Ele deu uma piscadela e ela sorriu sem graça.

Miroku:- Essa é a melhor parte. – um sorriso malicioso fluiu naturalmente nos lábios do rapaz.

Bankotsu:- Do que você está rindo Houshi-chan? – ela saiu de perto das garotas dependurou-se no pescoço do amigo, curiosa.

Miroku:- O tipo de coisa que você não entenderia. – ele afagou a franja dela como se faz com um cachorro.

InuYasha:- Bah! Esse idiota 'tava de olho nas mulheres de novo. – ele entregou o amigo sem hesitar.

Miroku:- Há-há! Que ótimo amigo eu tenho... – falou ironicamente.

Bankotsu:- Ainda tá 'pra nascer a mulher que vai te tirar dessa vida de safadeza. *u.ú* - ela lançou um olhar discreto para as garotas que conversavam animadamente atrás de si. – Ou já nasceu.

Miroku:- O que você quis dizer com isso? – ele estreitou os olhos desconfiadamente.

Bankotsu:- Nada... Só que acho que você está interessado em uma certa garota mais do que o normal. – ela sorriu maliciosamente.

Miroku:- Do que 'cê 'tá falando, Ban? Não enrola! – ele disse aborrecido. InuYasha pegou ar. Todo aquele papo estava enchendo.

InuYasha:- A BAN 'TÁ QUERENDO DIZER QUE VOCÊ 'TÁ AFIM DA TAIJIA! – ele gritou visivelmente irritado. – SERÁ QUE NÃO 'DAVA 'PRA IR DIRETO AO PONTO? – dessa vez ele olhou para a Bankotsu, que olhou para trás instantaneamente e viu uma Sango vermelha e Kagome comentando algo.

Miroku:- M-mas que absurdo! Eu não me interesso por mulher alguma. – ele virou-se. – bem Sangozinha, se você quiser eu... – ele não pôde terminar a frase porque foi atingido por uma sandália de madeira. – Itaai, itai, ai... Já entendi.

Nobunaga e Iruga:- Vocês querem parar de brincadeira e se concentrar na missão? – eles perguntaram em uníssono.

InuYasha:- Hey elfo, eu não te dei o direito de falar assim comigo, o Nobunaga sensei eu até entendo, mas você me deve respeito! – seus olhos cor de topázio fumegavam na direção de Iruga.

Miroku:- E desde quando vocês se dão tão bem, hein? Nobunaga-san, ele ainda é o inimigo, lembra? – falou um Miroku incrédulo.

Sango:- A Kaede-san disse que ele está do nosso lado, Houshi. Não o trate dessa forma. – as garotas que estavam mais para trás avançaram.

Bankotsu:- Gomen ne Sango-chan... Mas ele ainda é um elfo. – sempre que a Bankotsu dizia essa palavra parecia um pouco ressentida. As Garotas imaginaram que fosse por causa de sua irmã, a Tsuyo.

Nobunaga:- Miroku, depois explicaremos. Aposto como a Ban vai concordar comigo quando souber da história toda, por hora, só posso garantir que o Orelhudo é nosso aliado. – ela falou seriamente.

Iruga:- Arigatou gosaimasu pela confiança, Nobunaga-san. – ele arqueou a sobrancelha. – mas essa história de Orelhudo...

Kagome:- Gente, tem alguém nos olhando daquela casa... – ela interrompeu apontando para a casa maior.

Nobunaga:- Devem ser nossos anfitriões. Vamos nos apressar. – ele continuou o caminho, seguido do grupo.

Kikyou:- Kagome... – ela proferiu o nome da garota pela primeira vez na fanfiction. – Olha a porta dessa casa... Tantos youkais-lobo aqui, e tem uma raposa pintada logo na maior casa.

Kagome:- Aquilo é uma raposa? – ela olhava curiosamente, não havia reparado neste mero detalhe.

Nobunaga bateu três vezes na porta esperando que alguém a abrisse. Pouco depois dois youkais-lobo puxaram cada um o lado da porta dupla curvando-se para a passagem do grupo. Depois que todos entraram no recinto, eles se apresentaram.

- Ohayou gosaimasu, minna-sama. Chamo-me Hankei Hagaku. – o primeiro disse.

- E eu Hankei Ginta. Sejam bem-vindos a Residência Hankei. – o outro completou. Todos olhavam com curiosidade para o local. Era uma grande sala redonda com vários pedestais de barro na estrutura, e entre cada um deles havia uma porta de madeira. O chão da sala principal era muito estranho. Só depois que cruzaram o curtíssimo corredor que dava acesso ao local, descobriram a razão. Era como uma tábua de madeira redonda que não era fixa ao solo.

Uma enorme poltrona laranja estava de costa para eles, e Ginta e Hagaku foram cada um para um lado dela mover as duas alavancas que ali estavam, em um movimento único, como uma dança, o chão da sala começou a girar, e em poucos segundos, a Poltrona estava de frente para eles e no fim da sala. Nela havia uma criança... Uma criança? *O.O* Isso mesmo. Um jovem youkai-raposa estava sentado no local.

- Sejam bem vindos a Yama no Mura. Eu sou Hankei Shippou, o líder dessa vila. – ele levantou-se e correu na direção do grupo sorridente. – Muito prazer! Muito prazer, muito prazer, muito prazer! – a cada vez que ele repetia, cumprimentava uma pessoa diferente. – Muito prazer, muito prazer e muito prazer! – ele finalizou com InuYasha. – Eu sou o receptor do poder da raposa –kitsune–!

InuYasha:- Féh! Era só o que me faltava agora... – ele cruzou os braços e olhou para seu sensei. – Um fedelho com uma voz irritante vai se juntar ao grupo? Não precisamos de mais peso morto.

Hagaku:- Meça suas palavras, senhor. O jovem mestre é o melhor na arte de enganar e convencer as pessoas.

Ginta:- O jovem mestre é melhor do que qualquer um de vocês! – ele disse confiante.

Bankotsu:- Ahhhhhh! Kawaii! *--* Kawaii, Kawaii! – ela pegou Shippou pelas bochechas e começou a balançá-lo no ar. – Kami atendeu as minhas preces, precisávamos mesmo da alegria de uma criança em nosso grupo! – Shippou voltou para o chão e começou a massagear as bochechas vermelhas.

Shippou:- Eu não sou uma criança! Eu sou o mais fortes dos Youkais-raposa! – disse orgulhosamente.

Miroku:- E provavelmente o único. – ele murmurou.

Ginta:- Como ele sabia disso? – ele perguntou, e depois Miroku e InuYasha começaram a rir.

Hagaku:- Você é um completo idiota mesmo! – ele deu um croquete na cabeça do irmão mais novo.

Kagome:- Ele é tão fofo, nee Sango-chan? – ela perguntou para a colega.

Sango:- Hai! Me lembra um pouco a minha gatinha que está sozinha em casa. – ela sorriu tristemente.

Kagome:- Não fique assim, Sango-chan! – ela animou a morena. – Quando isso tudo acabar você vai poder voltar para casa.

Nobunaga:- Ai que confusão. – ele pôs os dedos na têmpora. – Criança pare, por favor. – ele respirou fundo. – Shippou-kun, seja bem-vindo a equipe. Nos apresentaremos durante o caminho, certo? Antes de mais nada temos que chegar ao Castelo Ashura.

Shippou:- Certo. Eu mandei arrumar três carruagens. Já devem estar a nossa espera no pé da montanha. – ele sorriu.

InuYasha:- Parece que ele não é assim tão inútil. – ele comentou desatento.

Hagaku:- O jovem mestre, é muito útil sim! Corajoso, poderoso... Ele que vai salvar todas as Ninfas. Pode apostar!

Iruga:- Onegai, não comecem novamente.

Miroku:- A gente vai ter que descer aquela escadaria? – ele perguntou incrédulo.

Ginta:- Exatamente!

Bankotsu:- Essa não... *=.=*

Todos saíram do recinto, Shippou deu um 'oi' para o líder provisório da vila, que aguardaria seu retorno, e foi para as escadas junto com o grupo. Desanimadamente, a maioria começou a descer os degraus. Shippou sorria. Finalmente o dia tão esperado chegou o dia da grande missão de sua vida.

O grupo desceu a montanha, agora maior. Três youkais andavam na frente para guiar o restante. Ao terminarem a cansativa descida, Kagome repara na presença de objetos estranhos na estrada. Com mais ou menos dois metros de altura, redondos e cada um preso a um lobo enorme.

Kagome:- Essas coisas são as carruagens? – perguntou curiosamente.

Ginta:- E o que mais seriam? – disse o youkai.

Bankotsu:- Credo, que cara grosso! – ela estendeu o braço a Kagome. Que aceitou. – Eu vou com a Ka-chan!

Kagome:- Kikyou, você vem com a gente? – ela perguntou simpaticamente. A amiga assentiu acompanhou as duas.

Miroku:- Dessa vez eu fico com as garotas! – ele sorriu maliciosamente. – Tudo bem 'pra você ir com o Inu, Sangozinha? – ele perguntou esperando que ela quisesse acompanhar as novas amigas.

Sango:- Tudo bem... MAS NÃO ME CHAME DE SANGOZINHA! – ela gritou irritada.

Shippou:- Eu vou com meus servos na primeira, o restante fica na que sobrou, - cada um entrou na sua respectiva carruagem e os lobos começaram a correr. Na carruagem no InuYasha, um rapaz de olhos dourados observava curioso uma morena.

InuYasha:- Porque você não foi com as garotas?

Sango:- Eu estou aqui para protegê-las, não vou misturar amizade com trabalho. Elas são a minha missão e não minhas amigas.

Nobunaga:- Você está certa Sango-san. Não se deve misturar as coisas.

Iruga:- Não concordo com isso. Sango-san, você 'tava se dando tão bem com as garotas... – ele olhou diretamente nos olhos dela.

InuYasha:- Eu também não entendo... Você não 'tá com cara de quem quer ficar longe delas... Você até 'tá meio triste. – ele falou enquanto analisava suas próprias unhas.

Nobunaga:- Francamente, quanto menos relações você tiver com as pessoas ao seu redor é melhor.

Iruga:- Tsc... Ignore-o Sango-san... Tem alguma razão por trás disso, não é? – a garota respirou fundo e assentiu.

Sango:- Não contem para elas, onegai... Quando eu era criança levava uma vida de campo em Hone no Mura. Amava o meu pai acima de tudo, foi ele quem me ensinou a lutar, eu me tornaria uma guardiã da vila. Minha mãe também era uma pessoa muito boa. – ela suspirou. – Há uns três meses atrás uma feiticeira youkai maligna, Kiken Tsubaki, apareceu lá na vila. – O rosto de Nobunaga se contraiu ao ouvir o nome. – Ela veio para cima de mim com uma história de porção, um dia depois que eu fiz dezesseis anos. Parece que ela queria que eu fosse um ingrediente ou algo assim por ser uma mulher virgem e muito forte. Obviamente eu não aceitei. – ela olhava fixamente para os próprios pés, e como eles se moviam no balanço da viagem. – Ela me amaldiçoou. Ela disse "De hoje em diante, todos aqueles que você amar morrerão. Mesmo que eles não a amem também. Esta é a sua maldição. Está destinada a uma vida de mortes e de solidão.". Por isso, fugi de casa, e fui procurar Kaede-sama, agora estou aqui.

Iruga:- Que situação. – ele sorriu tristemente, não imaginava que uma garota tão comum tivesse uma história tão triste.

InuYasha:- Báh! E você acreditou naquela feiticeira idiota? – ele cruzou os braços.

Nobunaga:- Não se brinca com magia InuYasha. A Sango-san fez o certo. Ela não pode gostar de alguém, nem se aproximar muito das pessoas. Só o fato de ela está aqui conversando conosco é um perigo.

Sango:- Gomen nasai. – ela lamentou-se.

Iruga:- Nada disso Sango-san. Você não tem culpa de nada. Quando essa missão terminar a Kaede-san vai resolver esse problema, nee?

Sango:- Sinceramente, espero que sim. – a garota fechou os olhos e suspirou. – Afinal, é por isso que estou aqui, nee?

InuYasha:- Que seja. Só não invente de se apaixonar por mim. – ele se acomodou e pôs as mãos atrás da cabeça despreocupadamente.

Sango:- Não se preocupe InuYasha, eu não costumo gostar de idiotas! – ela replicou.

InuYasha:- Féh! Olha quem fala. *¬¬'* - ele apontou para amorena irritada.

Nobunaga:- Crianças parem, por favor... *=.=* Não é hora nem lugar para vocês discutirem a relação.

InuYasha e Sango:- Tome cuidado com suas palavras se tem amor a sua vida Nobunaga-san. – os dois sorriam tranqüilamente, mas era possível ver uma aura maligna fluindo no local.

Iruga:- No-Nobunaga-san... Acho melhor você parar mesmo. – o elfo suava frio.

Nobunaga:- Têm razão. – ele sorria nervosamente. – Mas ainda acho que os dois formam um belo casal de esquentadinhos. – ele murmurou.

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_.--._.--._.--Terras do Elfos Vermelhos do Norte--._.--._--._

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Já era o segundo dia de viagem, e os elfos não encontraram nenhum vestígio da Ninfa. O vento forte agitava e movia ao máximo longos cabelos prateados na tentativa inútil de embaraçá-los. Sesshoumaru semi-cerrou os olhos, e virou-se para a densa floresta no começo da praia.

Sesshoumaru:- Eles estão vindo. – disse e em seguida moveu a cabeça lateralmente, dando a entender que queria que o jovem elfo que o acompanhava fosse até lá.

Elfo:- Hai, Mi Lorde. – ele avançou da direção da mata e ficou parado e atento. Pouco depois, dois elfos jovens surgiram. Com seus cabelos vermelhos emaranhados, olhos acinzentados e pele escura, os gêmeos olhavam intensamente para pequeno grupo de invasores.

Elfo vermelho:- Olha, veja só... – o garoto começou. – Este não é o Taisho Sesshoumaru? Filho daquele pobre infeliz que foi morto por Hanryuu-sama? – ele se referia a Tenchuu Hanryuu, o Imperador das Terras do Elfos Vermelhos do Norte, a pessoa que um certo Imperador das terras do oeste odiava acima de tudo, e um dos motivos, foi pelo assassinato de seu pai InuTaisho.

Elfa vermelha:- Tsc! Um velho, dois pirralhos e o Imperador... Que grande esquadrão de defesa esse! – ironizou uma elfa de cabelos muito curtos.

Hakudoushi:- Vocês deviam tomar mais cuidado com suas próprias palavras. – ele deu um sorriso torto.

Elfo vermelho:- Você está nos subestimando branquelo... – ele arfou irritado.

Elfo:- Não desrespeite Hakudoushi-sama, baka. – o jovem elfo que ajudava Sesshoumaru avançou três passos.

Elfa vermelha:- Deixa esse comigo onii-san. – ela praticamente jogou-se em cima do elfo, que apenas posicionou-se de lado e escapou com êxito da investida da moça. Ela olhava abismada. Como alguém poderia mover-se tão rápido? Não importava no momento, depois de tal humilhação aquela luta virou questão de honra.

A jovem elfa avançou novamente, desta vez posicionando-se para socá-lo com a direita. O elfo ficou de frente para ela e segurou seu punho. Os belos olhos acinzentados da garota estavam arregalados, ela usou a mão livre para dar um soco no estomago do rapaz, e funcionou. Ele deu um passo para trás, e ela continuou o ataque com um chute que acertou o lado esquerdo do rosto dele. Saiu um pouco de sangue, e ele sorriu marotamente.

Elfo:- Isto é o melhor que pode fazer? – ela não tinha entendido o porquê do sorriso, mas não desistiu. – Eu vou parar com a brincadeira... – por que todos os elfos do oeste são tão arrogantes? Bem, isto não importa no momento.

O elfo segurou a cabeça da garota entre suas mãos antes que ela pudesse reagir, e deu um cento e oitenta graus em seu pescoço. Só se pôde ouvir o estalo, e em seguida, quando o elfo largou o corpo, a queda da elfa no chão. O irmão dela ficou estático, aparentemente o mais fraco do grupo derrotou sua irmã tão facilmente que ele não conseguia manter a calma.

Elfo vermelho:- Vocês... Vocês são monstros! – ele observava o grupo, aterrorizado.

Sesshoumaru:- Avise ao seu mestre que me viu aqui, em suas terras. Corra. – o elfo não pensou duas vezes, saiu de lá imediatamente, num piscar de olhos havia sumido. – Em menos de um dia, ele vai chegar ao castelo.

Hakudoushi:- Temos que encontrar Konan logo... – os quatro seguiram seu caminho pelas praias das Terras dos Elfos Vermelhos do Oeste mais rapidamente, e a preocupação de Hakudoushi aumentava a cada passo.

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_.--._.--._.--Em algum lugar nas Terras dos Lobos do Sul--._.--._--._

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Três carruagens redondas guiadas por lobos gigantescos percorriam um grande deserto de gelo. As pessoas que estavam dentro analisavam a paisagem branca em silêncio.

Kikyou:- Essa neve foi tão repentina... – ela comentou mais para si mesma que para o resto. Em sua carruagem estavam, Kagome, Miroku e Bankotsu.

Kagome:- É... Estou com frio desde que cheguei àquela vila... – ela disse enquanto um arrepio percorria todo seu corpo.

Miroku:- Se quiser posso aquecê-las com o calor do meu corpo. – ele deu mais um daqueles seus sorrisos estonteantes e levou a mão ao queixo.

Kagome e Kikyou:- Dispensamos! – falaram em uníssono.

Bankotsu:- Não se preocupem garotas, daqui a algumas horas, estaremos no Castelo e com absoluta certeza, o lindo, maravilhoso, inteligente e corajoso Imperador Kouga-sama vai resolver esse problema! – ela falou com um sorriso de orelha a orelha.

Miroku:- Essa não... Começou... – ele gemeu. Bankotsu lhe lançou um olhar maligno.

Bankotsu:- Se você pode falar de mulher o tempo todo, porque eu não posso falar do Kouga-sama? – as garotas olhavam para os amigos sem entender o porquê da briga.

Kagome:- Ban... Pode falar do Kouga-san 'pra gente? – a Kagome arrumou uma solução para a discussão. Miroku suspirou dando-se por vencido.

Bankotsu:- Claaaaro que posso! – ela sorria ansiosa. – O Kouga-sama é praticamente humano, filho de um hanyou com uma humana. Ele é simplesmente perfeito!!! Gentil, educado, não fica passando a mão onde não deve como certos rapazes... – ela olhou para o Miroku. – Tem olhos azuis como um céu noturno sem nuvens ou estrelas e quando ele sorri é como se dissesse que tudo vai ficar bem... Ai, ai... Ele é o homem que eu amo. – ela fechou os olhos sonhadoramente.

Kagome:- Nossa Ban... Acho que nunca conheci alguém que fosse tão apaixonada. Não se preocupe! Vamos te ajudar com seu amor. – ela sorria enquanto segurava nas duas mãos da mais nova amiga.

Kikyou:- Vamos? – como a conversa sobre a neve havia parado naquilo? Kikyou já estava prevendo uma confusão descomunal.

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_.--._.--._.--Terras do Elfos do Oeste, Palácio Taisho.--._.--._--._

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Uma bela ninfa caminhava pelos corredores do palácio, entediada. Usava um belo vestido longo branco sem costuras e com um tecido ligeiramente tranlucido. Atrás dela estava Ikari, uma elfa que não tirava os olhos do chão. Elas param na sacada oeste do palácio e os olhos de Rin se iluminaram, literalmente.

Rin:- Kirei*... – ela atravessou a sacada oval que tinha mais ou menos seis metros quadrados nas medidas do mundo dela e apoiou-se no cercado de cimento de modo que Ikari quase teve um ataque pensando que ela fosse cair do segundo andar.*

Ikari:- Ojou-sama, ki o tsukete kudasai!* – sibilou aflita.

Rin:- Esse é simplesmente o lugar mais incrível que já vi em toda minha vida! – ela olhava estarrecida para um enorme jardim, incrivelmente colorido com espécies de plantas jamais vistas em seu mundo, flores redondas, árvores vermelhas, grama que parecia tão suave quanto veludo e outras coisas tão belas que chegavam ser indescritíveis. Mas o que mais chamou sua atenção estava bem no centro. Um vaso em forma de cálice que possua uma rosa. Uma rosa azul. – Eu só queria que a Ka-chan pudesse ver isso... – murmurou a Ninfa.

Ikari:- Disse algo, Ojou-sama? – perguntou uma elfa curiosa.

Rin:- Nan demo nai!* – falou uma Rin sem graça. – "Como eu ainda falo o nome daquela traidora! O pior esse aperto no peito... Mas não, definitivamente não estou arrependida. É só uma fase Rin, só uma fase... O que ela fez foi imperdoável." – ela pensou, e depois voltou a realidade. – Ikari, eu já não pedi que me chamasse de Rin?

Ikari:- Gomen nasai... É que... Por favor, deixe que eu me acostume com a idéia...

Rin:- 'Tá, 'tá... E que seja breve! Bem, por favor, me leve ao jardim. Eu quero ver aquela rosa de perto. – a morena apontou para a flor azul anil no centro do jardim.

Ikari:- Ahn... A Ojou-sama não quis dizer Biyue*? – corrigiu a serva.

Rin:- Na verdade não... Mas Biyue... Um belo nome... Vamos para lá? - a garota parecia anciosa.

Ikari:- Perdoe-me, Ojou-sama. Mas ninguém nem mesmo o Sesshoumaru-sama entra aí desde a morte de InuTaisho-sama.

Rin:- Mas aquela flor... O que ela representa... A fantasia, o impossível... Eu tenho chegar mais perto! – disse desesperadamente. (N/A: A Rin tem meio que uma obsessão por flores... Mais especificamente em fazer guirlandas com elas. Depois descobrirão a da Kagome... kukukuku!)

Ikari:- Eu não estou entendendo... – ela olhava completamente confusa para Rin emburrada.

Rin:- Se fosse a Ka-chan... – ela arregalou os olhos antes de terminar a frase. – "Kuso! Eu fiz de novo. Não! Higurashi Kagome não vai me derrotar. Eu sou melhor que ela todo mundo sabe disso!".

Ikari:- "Ka-chan"?

Rin:- Esqueça. Pelo visto vou ter que esperar esse tal de Sesshoumaru chegar 'pra isso também. – proferiu irritada. – Eu quero conhecer o resto palácio.

Ikari:- Hai, Ojou-sama! – ela sorriu simpaticamente, trazendo seus cabelos verde-claro para frente do rosto, ela se recompôs e voltou ao corredor.

Rin:- "Porque todos os elfos são perturbadoramente lindos? Quase me sinto inferior em beleza comparada a Ikari... Até o baka do Tenshi é terrivelmente bonito! Como será o Sesshoumaru? Pensando bem... acho que o InuYasha é um elfo... Só isso pode explicar tanta beleza." – ela sorria sonhadoramente enquanto lembrava de seu amado, mas essa felicidade mudou subitamente para tristeza ao lembrar-se do beijo que a amiga, ou melhor ex-amiga deu nele. Ela deu mais uma olhada no "jardim Secreto" que havia encontrado.

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_.--._.--._.—Em algum lugar nas Terras dos Lobos do Sul.--._.--._--._

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Os grupos viajaram o dia inteiro, o Castelo Ashura era muito distante, então eles tiveram que praticamente cruzar o país. Para a sorte deles, os lobos que guiavam à carruagem eram incrivelmente rápidos, até mesmo na neve. O sol já estava se pondo quando eles avistaram a torre mais alta do castelo. Os jovens seguiram o caminho até depararem-se com outra vila, desta vez ainda maior e com casas retangulares com a base menor no solo, poucas árvores como na primeira, bem no fundo um grande muro de barro.

Na carruagem da Kagome, Miroku olhava através da janela com visível tédio.

Miroku:- Eles têm algum tipo de obsessão por formas geométricas? – ele perguntou retoricamente.

Kikyou:- Provavelmente. Mas essas casas até que são mais comuns!

Kagome:- Nee... Parecem prédios só que menores e de barro. – falou sem interesse.

Bankotsu:- Isso não é barro! É timu, quase tão resistente quanto o cimento que os elfos inventaram.

Kagome:- Pelo menos tem uma coisa em comum com nosso mundo. – ela comentou.

Miroku:- Você sabe do que ele é feito? – perguntou um Miroku subitamente interessado na conversa. – Tentamos há anos produzir, mas só os elfos sabem como.

Kagome:- Ahh... É basicamente calcário, argila, gesso e pozolana ou escória ou filler calcário, muito simples.

Kikyou:- Desde quando entende de construção civil, Kagome? – porque uma estudante do ensino médio saberia do que é feito cimento? Ela não era filha de pedreiros, disso a Ninfa do ar tinha certeza.

Kagome:- Ah... Sei lá... De repente eu descobri. – ela deu de ombros.

Bankotsu:- Acho que alguém está começando a despertar poderes aqui! – ela sorria de orelha a orelha e olhava a amiga tranqüilamente.

Kikyou:- O que isso tem a ver com Terra? – questionou.

Bankotsu:- Vai saber! Mas é uma explicação plausível. – disse veemente. – Parece que chegamos! – ela falou quando a carruagem chegou aos grandes portões que estavam no paredão de barro, digo, de timu. – O Shippou-chan e seus amigos já desceram, vamos também! – ela puxou Kikyou e Kagome pelo antebraço, num só impulso e as duas sobrevoaram o solo lateralmente (N/A: Tipo a Sakura, de Tsubasa RESERvoir CHRoNiCLE, no primeiro episódio do anime.).

InuYasha, Sango, Nobunaga e Iruga já haviam se juntado ao grupo quando Miroku os alcançou. Ele parecia um pouco distraído enquanto caminhava, apenas Kagome havia reparado.

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_.--._.--._.--Terras do Elfos Vermelhos do Norte--._.--._--._

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Hakudoushi caminhava desconfiado. A floresta que tangenciava a praia havia terminado, tudo o que via era areia branca até onde a vista alcançava.

Hakudoushi:- Mi Lorde, já andamos bastante não acha? – Sesshoumaru não reagiu, já esperava esse comentário. – Ainda não encontramos nada, só aqueles elfos, nenhuma casa, nenhum animal... A noite cairá em breve... Tem certeza de que estamos no caminho correto?

Sesshoumaru:- Absoluta. De acordo com a descrição do ancião a casa fica próxima à praia, mesmo que seja no limite da fronteira, estará lá. – disse confiante.

Hakudoushi:- Demo... Sesshoumaru-sama! Devemos alcançar a fronteira em um dia, e se os nossos inimigos já a encontraram e apagaram os vestígios? Não estaríamos aqui só perdendo tempo? – ela parou repentinamente, agora unindo as sobrancelhas, preocupado.

Sesshoumaru:- Se você fosse nosso inimigo eu estaria preocupado. Eles são completos Idiotas Hakudoushi, nunca fariam isso. – disse mais seriamente. – E eu tenho uma noção de onde possa estar a Ninfa.

Elfo:- Então porque estamos andando tanto? – falou irritado. Hakudoushi segurou o jovem pelo pulso com muita força.

Hakudoushi:- Respeite o seu imperador! – ele cerrou seus olhos lilases de modo ameaçador enquanto o jovem se contorcia.

Sesshoumaru:- Deixe-o, Hakudoushi. A bruxa nos disse que Konan é um país, certo? – todos concordaram com um movimento único da cabeça. – Não necessariamente ele tem que fazer fronteira com o dos elfos vermelhos. Ele pode muito bem ser uma ilha muito oculta por assim dizer. Já que nem aquele energúmeno do Hanryuu sabe onde fica.

Hakudoushi:- Isso mesmo Mi Lorde, como eu não havia pensado nisso? – ele disse excitado. – Mas a gente deveria ter prestado atenção desde o começo e... O-O que eu estou dizendo? Provavelmente o Senhor fez isso, não é Sesshoumaru-sama? Comportamento impecável, como esperado. – ele olhou para o primo que nada disse, apenas deu um meio sorriso, como de costume.

Elfo ancião:- Bom, se me lembro bem, no meu sonho a praia tinha um céu escuro como se fosse um dia chuvoso... Ou talvez...

Sesshoumaru:- Neblina. Assim a ilha fica escondida das vistas dos viajantes. – Hakudoushi olhava o imperador com incredulidade. Sentia-se totalmente inferior ao Sesshoumaru. Ele nunca pensaria nisso tão rapidamente.

Elfo:- Vamos continuar. Se tivermos sorte... – ele olhou para o crepúsculo que se formava. – encontraremos antes do amanhecer.

Hakudoushi:- Hai. – concordou o elfo. – Vamos continuar.

Os Elfos do Oeste retomaram à jornada, agora mais motivados por terem descoberto o enigma principal. Agora seria bem mais fácil encontrar Konan, a Ilha misteriosa.

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_.--._.--._.—Terras dos Lobos do Sul, nos arredores do Castelo Ashura--._.--._--._

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InuYasha e seus amigos estavam diante do grande muro que haviam identificado metros antes. Agora que estavam mais próximos, eram capazes de ver o quanto o muro era bem trabalhado, e não simplesmente liso com as casas que estavam nas proximidades. O paredão estava coberto de desenhos estranhos, como um grande gibi*, só que sem falas.

Kagome observava mais atentamente que o restante do grupo. Ela estava interessada da semelhança que aquilo tinha com o que os egípcios faziam em seus palácios e pirâmides, o que a deixou intrigada. Mas tinham diferenças marcantes. Os desenhos eram feitos em tamanho real, e a parede provavelmente começou a ser desenhada depois que os youkais se dividiram, porque basicamente só tinham youkais-lobo nas figuras, fosse lutando contra elfos, monstros, ou até mesmo coroações e relacionamentos de amizade com humanos, a Ninfa da terra estava realmente interessada em saber qual a história daquele povo. Grandes portões estavam bem no centro do muro, e aparentemente, eram feitos de ouro. Absorta em seus pensamentos, a garota não percebeu que estava sozinha.

Bankotsu:- Ka-chan! Você vai ficar parada aí até quando? – ela gritou enquanto entrava no Castelo Ashura com os outros. – Se ficar aí mais tempo vai criar raízes, literalmente! – Bankotsu ria marotamente. Kagome adentrou os portões apressadamente.

Shippou:- Minna, Minna!* CHEGAMOS! – o jovem youkai-raposa sorria de orelha à orelha. Kikyou olhava o castelo, espantada.

Kikyou:- É impressão minha ou isso é uma típica residência japonesa tradicional? – ela dirigiu essa pergunta a Kagome, a única que sabia o que era o Japão.

Kagome:- Uhum. Se não fossem por aquelas três torres gigantescas ali... – ela apontou par a parte de trás do suposto castelo. – Seria idêntica! Isso é muito estranho, primeiro os kimonos, agora isso.

Kikyou:- Hai. 'Tô começando a achar que nosso mundo tem alguma influência por aqui... Ou vice e versa.

InuYasha:- Parem de papo furado, vamos entrar logo! – ele falou irritado. A Kagome ficou confusa, elas tinham feito algo de errado? Só estavam conversando um pouco afinal!

Nobunaga já estava em frente á porta deslizante em posição de seiza*, assim como Shippou, Ginta e Hagaku haviam feito. Kikyou e Kagome entenderam e logo fizeram o mesmo. Em pouco tempo, todos estavam na mesma posição.

Shippou:- Viemos aqui para falar com Ookami Kouga-sama – gritou o garoto com sua voz aguda. – Eu, Hankei Shippou, meus servos as Ninfas e seus companheiros. – antes mesmo de a frase ser terminada, a porta foi aberta tão bruscamente que a maioria ali pensou que ela fosse quebrar.

Youkai:- Vocês trouxeram as Ninfas? - um youkai-lobo adulto recebeu o grupo, ele tinha olhos pequenos e nariz avantajado, a única característica visível de youkai era sua grande cauda negra e felpuda. – Entrem onegai. – ele indicou o caminho com as mãos. – Sigam em frente, o Imperador aguarda ansiosamente. Enquanto o grupo passava, ele lançou um olhar de desaprovação para Iruga.

Eles passaram por mais uma porta deslizante ficaram pasmos com o que tinha do outro lado. No Canto esquerdo, uma mesa enorme com todo tipo de comida imaginável, no centro, um enorme tapete de pele de lobo, aparentemente, no centro um enorme trono de madeira talhado com cabeças de lobos saindo pela lateral e suas caldas eram como os braços de apoio do trono, com todos os detalhes em ouro. A escultura era tão magnífica dava a impressão de que a qualquer momento aqueles dois lobos sairiam dali correndo.

Uma mulher muito bonita tocava flauta ao lado dele, e vários youkais e humanos estavam em seiza, aparentemente aguardando a chegada dos convidados. Sentado ao trono estava o imperador, com seus olhos azuis e um sorriso jovial, quase fez Kagome esquecer-se que estava ali para uma missão, a pele morena encantadora, os lindos cabelos negros... Tudo exatamente igual ao que a Bankotsu descrevera, ele era realmente lindo.

Kouga:- Olá! Sejam muito bem-vindos ao Castelo Ashura. – ele sorriu novamente. – Aproximem-se, por favor. Já deve saber quem sou e é uma honra ter a Ninfas nessa humilde residência. – ele piscou para as garotas. Era assim tão óbvio que elas eram turistas? Elas não se sentiam tão diferente dos outros.

InuYasha:- Não gostei desse cara. – ele murmurou para o Miroku e o amigo concordou. – A Ban sempre falou tanto dele. Não imaginava que fosse assim...

Miroku:- Assim como? – perguntou em um tom de voz ainda mais baixo.

InuYasha:- Não sei, só não fui com a cara dele.

Shippou:- Kouga-sama, o senhor já nos conhece. Este homem. – ele indicou o Nobunaga. – Foi enviado por Kaede.

Nobunaga:- Chamo-me Nobunaga, muito prazer. Estes são os protetores das Ninfas: Taijia Sango, Hokori InuYasha, Kumo Bankotsu, Houshi Miroku e Taisho Iruga. – ele apontou para cada um. Kouga franziu a testa ao ver Iruga, um elfo. – E as Ninfas, Tooi Kikyou, Ninfa do ar e Higurashi Kagome Ninfa da terra. – Os olhos de Kouga brilharam ao ouvir o nome de Kagome, seu olhar era receptivo e esperançoso.

Kouga:- Por favor, fiquem a vontade, o que é meu pertence a vocês agora, serão meus hospedes de honra. Mas tarde falaremos sobre a viagem a Konan. Temos dezenas de quartos aqui, podem usar quantos quiserem. – ele saiu do trono e todos os que estavam ajoelhados levantaram-se e foram para a mesa de jantar no canto do salão imperial. O grupo também se dispersou, poucos ficaram para falar com o imperador.

Kagome:- Prazer em conhecê-lo, Imperador. – ela aproximou-se e se curvou. Mas ele pôs as mãos nos ombros dela antes que completasse o movimento.

Kouga:- Onegai, sem formalidades. Chame-me apenas de Kouga, seremos amigos de agora em diante.

Kagome:- Certo! – ele concordou contente e estendeu a mão.

Kouga:- O que é isso?

Kagome:- Não seremos amigos? Isso é um aperto de mão, oras! – ela falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Kouga:- Aperto... de mão? – ele uniu as sobrancelhas.

Kagome:- Vocês não têm disso por aqui? – ela pegou a mão dele e agitou cuidadosamente. – É assim que se faz. – ela sorriu com tranqüilidade.

Kouga:- Ah! Isso é um comprimento... Eu não conhecia. É do seu mundo não é mesmo? – ele ria com naturalidade, depois largou a mão dela. – Sua mão é muito macia Higurashi.

Kagome:- Agora eu que digo "sem formalidades"! Me chame só de Kagome. – ela pôs a mão no ombro dele inocentemente e sentiu um arrepio. Vibrações malignas vinham de algum canto do salão.

Bankotsu:- KAAaaAAAaaaaaAA-ChaaAANnn, quEriDaaaA. Venha PRovAAAr Estee peiiXeEE... Está DivIIIiiiNoOOO! – falou tão malignamente que as pessoas começaram a se afastar do local.

Kagome:- A-ah... Sinto muito Kouga *.*. De repente bateu uma fome... Sabe come é, nee? Uma viagem tãaao cansativa... – ela desapareceu antes Kouga pudesse impedir.

Kouga:- É ela com certeza. A Ninfa da Terra, que nos ajudará junto com Ashura-sama . – ele sorriu, animado.

Próximo aporta, InuYasha resmungava algo. Ao lado dele um Miroku distante que fingia estar prestando atenção.

InuYasha:- ... com uma garota como aquela, não é Miroku? – ele voltou-se para o amigo. – Miroku? AloooUu Kaze no Hana para Miroku, Kaze no Hana para Miroku, acorda! – ele estalou os dedos e como alguém subitamente tirado de um transe, ele despertou afobado.

Miroku:- O que? Onde é o incêndio? – ele olhava para todos os lados a procura de algo. – Ah... É só você. – ele olhou para o amigo decepcionado.

InuYasha:- Acho que aquela história de você estar apaixonado é mesmo verdade, como sempre... A Ban está certa.

Miroku:- Há-há! Nada disso Inu, Houshi Miroku não fica preso a ninguém! Sabe como é... As outras garotas ficariam decepcionadas... – ele piscou para uma youkai-lobo que passava e ela sorriu sem graça. – Mas... Do que você estava falando antes disso?

InuYasha:- Ah, sim... Eu só estava reparando que o idiota do Kouga 'tava dando em cima da idiota da Kagome, ele realmente merece uma garota como aquela. Formam um casal de completos idiotas. – Miroku não conseguiu se controlar, caiu no riso a ponto de lacrimejar.

Miroku:- Há-ha-ha-há! Olha só 'pra você Inu, depois sou eu o apaixonado. Parece mais um garoto gostando da primeira menina bonita que vê. Você está morrendo de C-I-Ú-M-E-S!

InuYasha:- Como alguém pode gostar de uma garota grossa daquela?! Você viu como ela me tratou hoje cedo. – disse emburrado.

Miroku:- Você só está assim porque ninguém nunca te tratou daquele modo antes. Se bem... Eu também acho que ela 'tava meio estranha. Quem sabe ela também não goste de você, hein garanhão? – ele riu ainda mais.

InuYasha:- Que Fye-sama me proteja disso. Aquela mulher assustadora. – falou desviando o olhar. – Vamos comer. Esse papo não tem futuro.

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_.--._.--._.--Terras do Elfos Vermelhos do Norte--._.--._--._

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Já havia escurecido quando Sesshoumaru viu algo no horizonte. Automaticamente, Hakudoushi e os outros olharam na mesma direção. Não era nada demais, apenas uma fumaça turva mais escura que a noite de lua crescente.

Elfo:- Encontramos! O que estamos esperando? Vamos lá? – ele disse excitado.

Elfo ancião:- Ainda não temos certeza. – advertiu o velho.

Hakudoushi:- Como chegaremos lá? – indagou curioso. – Nosso barco está do outro lado do continente.

Sesshoumaru:- Calem-se, este Sesshoumaru já pensou em tudo. Por hora, vamos descansar. Amanhã de manhã iremos a Konan. – Hakudoushi observava intrigado. Desde quando o Sesshoumaru deixa alguém descansar? Têm algo errado aqui, na certa, algo haver com o meio de transporte deles. Eles sentaram na areia da praia, Sesshoumaru ficava parado apenas olhando o oceano e sentindo a brisa noturna acariciar sua pele gentilmente. Ele sorriu satisfeito por um momento. Estava cada vez mais perto de concretizar seus anseios.

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Do outro lado da sala uma Bankotsu irritada falava com as garotas, ou melhor, gritava com as garotas.

Bankotsu:- Prestem atenção vocês três... Especialmente você Kagome. O Kouga-sama é meu. – aquele pronome possessivo parecia bem mais possessivo que o normal quando ela falava. - Eu gosto muito de todas vocês, mas quando se trata do Kouga-sama eu não perdôo.

Kagome:- Ca-calminha aí Ban... eu só estava sendo amigável, e lembre-se de que prometemos ajudá-la. Não se preocupe. – disse sem graça com o mal entendido.

Sango:- Wari*, mas eu vou estar muito ocupada treinando, garotas. – um sorriso amarelo surdiu em seu rosto.

Bankotsu:- Certo Ka-chan, vou confiar em você. Sango-chan, não se sinta mal, somos amigas do mesmo modo, nee?

Sango:- C-claro. – ela respondeu inserta, querendo saber se aquilo significava o mesmo que dizer que amava a nova amiga.

Kikyou:- É. E eu também irei ajudar. Deve ser o suficiente! – ela gritou a última frase e bebeu algo que estava em seu como retangular. – Oishii!* Na Terra não tem nada tão bom.

Kagome:- V-Você está bebendo? *O.O* - perguntou estática, sabendo a resposta.

Bankotsu:- Relaxa Ka-chan, curta a noite!

Ficou tarde e maior parte dos youkais já havia voltado para suas casas. Kagome já, Shippou, Ginta e Hagaku á haviam ido dormir. Kikyou e Bankotsu continuaram bebendo e Nobunaga resolveu reunir todos para falar sobre a missão. A Bankotsu teve de deixar Kikyou, pois foi levada por Miroku e InuYasha. Mas não precisou de muito esforço, depois que eles disseram a palavra mágica "Kouga" ela disparou.

Kikyou:- Acho que é... hip... melhor eu ir dor... hip... mir também. – a Ninfa estava quase fora de si. Visão turva, soluços persistentes, pernas bambas e aquela sensação de ardência na garganta... A bebida dos Lobos do Sul era muito mais forte do que ela pensava.

A garota levantou-se da cadeira e foi andando desajeitadamente até a porta do lado direito da sala. Ela deu de cara com um pequeno corredor ao ar livre e um paredão de portas deslizantes... Como encontraria seu quarto assim? Eram todas iguais, principalmente no estado em que estava.

Kikyou:- "Nota mental: Tenho que parar de beber!" – ela resolveu ir ao fim do corredor, mas pisou em falso e caiu no chão.

-Daijoubu ka?* – alguém perguntou, e simultaneamente ela sentiu mãos quentes segurando seus braços. Ela virou-se para ver quem era, e deu de cara com olhos lilases preocupados.

Kikyou:- Hai, arigatou Iruga... hip – ela riu sem graça.

Iruga:- Não é nada, você está completamente bêbada. – ele a suspendeu do chão. Ela bocejou. – Vou te levar ao seu quarto.

Kikyou:- "Nota mental: Tenho que beber com mais freqüência!" – ela sorriu.

Ele caminhou até o fim do corredor e abriu a antepenúltima porta. Entrou no quarto e colocou-a numa cama no fundo no aposento.

Kikyou:- E-espere. – ela disse antes de sair do quarto. Ele voltou e abaixou-se, pensando que provavelmente ela estivesse com uma dor de cabeça infernal, o que não seria nada espantoso. – Eu não o agradeci... hip... adequadamente.

A Ninfa passou o braço pelo pescoço dele para que se aproximasse, e o beijou repentinamente de modo sedento e ardente. Os gostos do álcool e da paixão misturavam-se harmonicamente, como um fim de tarde e a brisa do mar. Ele estava sem reação, simplesmente arregalou os olhos assustado. Pouco depois, ele fechou os olhos, mas agitou a cabeça como quem desperta e separou-se tentando não machucá-la.

Iruga:- Dame!* K-kikyou-san pare, v-você está embriagada! – ela afastou-se.

Kikyou:- Não use isso como desculpa... hip... para não me aceitar! Eu sei que... hip... não sou sexy, olho só, mal... hip... tenho peitos! – ela pôs as mãos no local citado e instantaneamente Iruga corou. – E tenho essa cara de mosca morta, nenhum homem iria me querer! – ela começou a chorar desesperadamente e enterrou o rosto no travesseiro.

Iruga:- C-claro que não Kikyou-san, na verdade você é muito bonita. – ele desviou os olhos dela. – Mas não é isso, é só que... Sinto muito, mas já tenho alguém de quem gosto. – ele se curvou e saiu do quarto rapidamente.

Kikyou:- Ele está só... hip... Tentando me agradar! Hip... Eu sei que eu sou horrí... – antes de terminar a frase ela caiu no sono.

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_.--._.--._.--Castelo Ashura, sala de reuniões--._.--._--._

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Nobunaga, InuYasha, Miroku, Hakudoushi e o Kouga aguardavam a chegada do Iruga, não podiam iniciar sem um dos membros, o assunto era de extrema importância.

Kouga:- É Nisso que dá confiar em elfos, eu ainda não acredito que eu recebi sem questionar. Tudo bem que eu acredito que nem todos os elfos sejam cruéis e trapaceiros como os poucos com quem tive o prazer de encontrar. Mas é difícil aceitar tão facilmente não acham? – Bankotsu e Miroku concordaram e Inuyasha deu de ombros. Ele também não gostava do Iruga, mas não queria concordar em nada com o Kouga.

Nobunaga:- Certo... Não se preocupem, antes da reunião começar explicaremos a situação dele. Vamos apenas aguardar. – Kouga assentiu e continuaram esperando por alguns minutos.

A porta deslizante foi aberta bruscamente, e todos olhavam agora um elfo de cabelos cinza-prateados, ofegante. Em segui, Iruga fechou a porta e sentou-se ao lado de Nobunaga.

Nobunaga:- O que você estava fazendo? Estamos te esperando já faz algum tempo. – ele olhou para o Iruga da cabeça aos pés. – Parece exausto.

Iruga:- Não se preocupe... Foi só uma corrida Noturna.

InuYasha:- Elfos são estranhos mesmo. – ele comentou com desinteresse. Iruga estreitou os olhos.

Nobunaga:- InuYasha, não diga bobagens. – ele repreendeu o aluno.

Miroku:- Enfim, vocês vão dizer ou não o motivo da aliança repentina? – ele perguntou impaciente.

Kouga:- Eu também quero saber. Seria bom se todos confiássemos uns nos outros de agora em diante. – ele explicou.

Nobunaga:- 'Tá é que... Quando a Kaede-san me mandou procurar a Kikyou-san com o Iruga nós tivemos uma conversa.

-Flash Back-

Um homem moreno andava em silêncio e emburrado ao lado de um elfo sem expressão. Iruga resolveu quebrar o silêncio tocando em um assunto delicado, mas era um diálogo extremamente necessário.

Iruga:- Nobunaga-san... A respeito do rapto da sua namorada. – ele começou nervoso.

Nobunaga:- Não quero falar com você, Orelhudo. – falou irritado. Porque a Kaede o forçou a trabalhar com um elfo? O castigo não podia ser pior.

Iruga:- Não diga nada, só me escute. A pessoa que raptou a Tsuyo-san, foi o meu irmão gêmeo, o Hashi, Taisho Hakudoushi. Mas foi a mando do Sesshoumaru, ele nunca faria isso com alguém.

Nobunaga:- He... Você quase me convenceu, Orelhudo... – ele zombou da falta de capacidade do Iruga de mentir.

Iruga:- Tenho quadros que comprovam a existência do Hashi, mas isso não importa agora. Só quero que saiba da verdade. Eu não estou envolvido nisto Nobunaga-san. Desde o começo eu sou contra os maus tratos contra a Ayame-san e a Tsuyo-san. Por isso estou aqui, Para ajudar. Vou dar o meu melhor nessa missão.

Nobunaga:- I-Isso não muda o fato de que vocês seqüestraram a Tsuyo. – ele disse nervosamente. – Você não sabe... Com é perder a pessoa que você mais amou durante toda sua vida, Iruga. – ele olhou para baixo pensativo.

Iruga:- Eu sei de algo parecido... Eu amo meu irmão, com todas as minhas forças. O Hashi sempre esteve ao meu lado, desde pequeno. Nossos pais morreram quando tínhamos seis anos apenas.

Nobunaga:- Não é a mesma coisa... Pelo menos você sabe que ele está bem. Já no meu caso... A Tsuyo com certeza está sofrendo muito. Dói-me só de lembrar dela, do quanto eu fui ineficiente em protegê-la... Ela merecia alguém melhor.

Iruga:- Não diga algo assim, Nobunaga-san. Eu prometo que algum modo nós recuperaremos a Tsuyo-san. Com certeza. E se possível, trarei o Hashi para o nosso lado.

Nobunaga:- Certo. Eu acredito em você. Vamos lutar lado a lado Orelhudo. – ele olhou diretamente nos profundos olhos lilases do elfo. E os dois beijaram o rosto um do outro, no lado esquerdo. Era o modo de selar um contrato, declarar trégua, ou iniciar uma amizade em Kaze no Hana.

-Fim do Flash Back-

Iruga:- Foi assim. Nós encontraremos e salvaremos a Tsuyo-san a qualquer custo. – disse confiantemente.

Kouga:- Então o Iruga-san é realmente uma boa pessoa... Vocês têm que contar para o restante do pessoal. Temos um aliado valioso. Com certeza ele sabe muita coisa sobre os elfos, será bem útil. – ele sorriu.

InuYasha:- Pelo visto eu também tenho que confiar no elfo. – falou um InuYasha emburrado.

Nobunaga:- Não se preocupe InuYasha, com o tempo você se acostuma. O Orelhudo aqui 'tá do nosso lado. É como o Kouga-sama disse, um aliado valioso. – ele deu um cascudo amistoso no elfo.

Iruga:- Eu já disse pra não me chamar de Orelhudo. – ele fez beicinho e todos riam descontraidamente, ou quase todos.

Bankotsu:- Ele disse que tinha quadros não foi? Dele com o "Hashi", o Iruga pode muito bem ter mandado pintar! – ela falava furiosamente. – Vocês não podem acreditar nele assim tão facilmente. Isso tudo pode ser um plano muito bem montado.

Nobunaga:- Ban... Eu estava olhando diretamente nos olhos dele. Com certeza saberia se ele estivesse mentindo, não acha? Ou não confia no meu julgamento. – ele falava num tom gentil e compreensivo. Sabia como ela estava se sentindo. Ele era idêntico ao cara que seqüestrou sua irmã, que era a coisa mais preciosa na vida da Ban.

Bankotsu:- Nobunaga sensei! – ela olhava com firmeza para o grupo. Olhos sedentos de vingança. – Eu aturei calada até agora, não posso deixar que ele fique aqui... O elfo que seqüestrou minha Tsuyo...

Iruga:- He... Eu sabia que isso aconteceria. Ban. Posso chamá-la assim, não é? Eu não sabia quando lhe dar isso. Acho que a ocasião exige. – ele retirou um pequeno lenço laranja e rosa do bolso, e entregou a ela. – Isso pertence a sua irmã... Melhor do que ninguém, você sabe disso. Afinal, você deu a ela. Ela pediu que eu deixasse um recado também.

Bankotsu:- Mas como... – ela olhava absorta para o pequeno lenço quadrado onde havia "K.T." bordado com fio dourado.

Iruga:- "Nii-chan, lembra-se da nossa promessa de proteger um ao outro? Então vou protegê-lo de si mesmo: O Iruga-kun me fez companhia, desde que cheguei aqui. Ele e a Aya se tornaram meus grandes amigos. Não o trate mal, onegai. Te amo, até breve. E Nobuo, mal posso esperar para te ver de novo, tenho fé de que dará tudo certo. Não se preocupe comigo, estou bem. Koishiteru*." Foi isso que ela disse. – Ban mal conseguia conter as lágrimas.

Bankotsu:- Vou confiar em você elfo. – disse com voz masculina. – Mas se nos trair eu acabarei com você com estas mãos. – ela cerrou os punhos.

Nobunaga:- É assim que se fala Ban, bem-vindo definitivamente a equipe, Orelhudo. – Iruga deu um sorriso maroto e todos na sala concordaram e acompanharam sua alegria no mesmo nível.

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Fim do capítulo 5.


O que acharam do capítulo? ^.^ O próximo já está pronto! E também estamos preparando novas fanfictions, mas é só pra Junho, Julho... Afinal essa está longe de terminar. =.='

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Personagens do mês:

|-- Hokori InuYasha--| Mora em Ningen no Mura (Kaze no Hana), tem 17 anos. Ele é um rapaz esquentado, às vezes meio tonto, mas legal. Sempre rodeado de amigos ele costuma dizer que nasceu para uma coisa grande, por isso sempre treina na vila dos youkais(Youkai no Mura), para ser mais forte e cumprir seu destino. Ele é convocado para ser um dos protetores das Ninfas da Terra, da Luz e do Ar, receptor do cachorro. Ele mora na mesma casa com seus dois amigos. Filho de Izayoi., perdeu a mãe cedo.

Aparência:- Um humano comum. Bastante forte, pele clara, olhos dourados e cabelos prateados.

|-- Taishou Sasshoumaru --| Mora nas Terras dos Elfos do Oeste (Kaze no Hana), tem ?? anos. O Lorde perdeu os pais um ano e meio atrás, e agora quer recuperar sua família que foi tragicamente perdida num ataque surpresa organizado pelos Elfos vermelhos do Norte. Ele agora planeja uma vingança cruel para aqueles que assassinaram seus pais, e para conseguir tudo que quer, ele vai precisar da Tempus Lótus e concomitantemente das almas das seis Ninfas elementares. Ele já capturou a da Água e a do Fogo, a da Luz veio de bom grado, e tem um plano para trazê-la de vez para o seu lado.

Aparência:- Um elfo alto, como pele extremamente clara e olhos dourados. Físico invejável, olhos dourados e longos(muito) cabelos prateados.

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Por hora só. Para os que acompanham a fic obrigada, e principalmente obrigada pelas reviews, graças a vocês continuamos escrevendo.(isso é mentira mas tudo bem xD) ^^

Matta ne!

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Vocabulário:

*Kirei: Lindo.

*Segundo andar: No Japão, eles começam a contar do térreo como primeiro andar, e já que essa fanfiction é baseada no mangá/anime InuYasha, faremos o mesmo.

*Ki o tsukete kudasai: Tome cuidado, por favor.

*Nan demo nai: Não é nada.

*Biyue: Na verdade, esse termo não existe. Misturamos japonês com chinês, do japonês Bi (beleza) e chinês Yue (lua).

*Gibi: Não usamos o termo mangá porque os cortes dos mangás muitas vezes são irregulares, e os do gibi geralmente são uniformes [retângulos de quadrados sucessivos,]

*Minna: Pessoal/Todo mundo.

*Seiza: Posição muito usada pelos japoneses, atualmente mais presente nas artes marciais, onde eles sentam encima das próprias pernas cruzadas.

*Wari: Foi mal/Desculpa. (também serve como 'tá bom').

*Oishii: Delicioso.

*Daijoubu ka: Está tudo bem? (quando acontece algo).

.*Dame: não pode/ruim/proibido...

*Koishiteru: Eu te amo. [usado entre amantes (namorados, noivos...). Enquanto Aishiteru também pode ser usado para família e amigos.]