Assunto sério: Olá pessoas, estamos aqui mais uma vez com o nosso não tão esperado capítulo mensal de Tennki no Hana. Na minha opinião (Tuka-chan)esse e o próximo capitulo são particular mente os mais engraçados. (por enquanto xD) Bom, amos ao que interessa. Nós havíamos postado essa fanfiction em 2008, só o 1º capítulo na verdade, e resolvemos nos empenhar mais nela e deu no que deu, já estamos no capítulo 6. Pra quem não acompanha não parece grande coisa, mas os leitores sabem quanta coisa já aconteceu e como deve ser trabalhoso ler essa fic.

Enfim, também é trabalhoso escrever. Nossas mentes não ficaram paradas enquanto escrevíamos, mais e mais idéias para histórias apareceram, mas rejeitamos todos por mais que fossem boa e respeito a vocês leitores e mais ainda aos que nos mandam reviews, pois só voltamos a ativa por causa deles, muito obrigada! ^^

Não trazemos boas novas. Nós não vamos postar a fic mês que vem, e não sabemos se a traremos no outro. A razão é bem simples, não queremos mas postar histórias para o vácuo. É realmente exaustivo escrever e revisar (mesmo nossas revisões fajutas), e nossa outra fic (cONTI – PPGZ) tem nos chamado bem mais atenção ultimamente e como os leitores são fiéis achamos que devemos algum respeito a eles.

Não achem que estamos pedindo mais reviews e só daí vamos postar, não é nada disso! Só gostamos de saber a reação das pessoas a nossa histórias e ele parecem estar bem mais interessados em nos mostrar isso. O próximo capítulo está pronto, não se preocupem. Nós só estamos dando um tempo em respeito aos nossos outros leitores. Até mais e curtam esse capítulo.

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1 – " " – Aspas e itálico: Pensamento.

2 – * * - Asterisco e Negrito: Carinha que eles tão fazendo.

3 – N/A: Nota das autoras

4 – Não copie nada deste fanfiction, seja original, crie tudo! Garantimos que vão adorar.

5 – Kissu, boa leitura.


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Tennki no Hana

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Cap. 6 – Konan, a ilha só de mulheres.

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_.--._.--._.—No Castelo Ashura, Quarto da Kagome--._.--._--._

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A garota deitada na cama parecia tranqüila. A pouca luz que entrava no recinto iluminava seu rosto discretamente. Kagome ainda não dormia, mas seus pensamentos não permitiam, um turbilhão de cenas, rostos e sons dominavam sua mente. Ela não conseguia parar de pensar em tudo que acontecera nos últimos dias, principalmente em sua amiga.

Kagome:- "Eu ainda não tenho absoluta certeza do que levou a Rin-chan... Ela disse que eu a havia traído, mas não me lembro de ter me aproximado do InuYasha em momento algum. E também... Só ela 'pra se apaixonar por um cara grosso como aquele, um completo idiota!" – ela estava lembrando o incidente no navio. – "'Tá bom que eu meio que comecei aquela discussão, mas ainda sim não é uma justificativa. De qualquer modo, tenho que manter distância dele. Como será que ela está? Aquele Sesshoumaru levou todas as Ninfas à força, devem bem estar em uma masmorra ou algo do tipo... Como a Rin-chan aceitou ir com tanta facilidade...? Eu me sinto tão incompleta sem ela. Tudo bem que tenho ótimas amigas, a Ban, a Kikyou, a Sango-chan... mas a Rin... É como se fosse mais que uma irmã, como se fosse uma parte de mim! Por mais que brigássemos nunca nos separávamos."

Um sorriso abatido tomou seu rosto; ela sentou-se na cama e observou a lua crescente através de uma pequena brecha da porta. A suave brisa embaraçava seus cabelos negros.

Kagome:- "Me lembro muito bem no dia em que a conheci. Era início de primavera, estávamos de férias. A okaa-san tinha me levado para ver as flores de sakura cair. A gente só tinha quatro anos, isso era bem comum. Lá estava ela tentando pegar as pétalas das flores. Quando ela me viu olhando sorriu e me chamou 'pra brincar com ela. Um garotinho chegou lá com dois crepes de chocolate e propôs que fizéssemos uma aposta. Quem pegasse mais pétalas ganhava um crepe. Eu ganhei, mas quando eu comecei a comer o crepe a Rin-chan começou a chorar. O garoto disse que dividia o dele com ela e eles ficaram comendo crepe juntos, só que ele derrubou sem querer. Então eu dividi o meu com eles. Lembro-me que nossas mães descobriram que morávamos no mesmo bairro e nos colocaram no mesmo colégio." – ela sorriu mais alegremente. – "Bons tempos aqueles. Quando a Rin-chan era mais delicada, boba, engraçada e mesmo quando estava triste procurava sorrir 'pra todo mundo ficar feliz também... Tudo bem que isso era uma idiotice completa, mas era o jeito Rin de ser.".

Kagome se levantou quando ouviu um barulho do lado de fora, no corredor. Ela abriu a porta cautelosamente e viu cabelos prateados movendo-se com o balanço do vento.

Kagome:- InuYasha? O que está fazendo aqui? – ela sentou-se ao lado dele, no chão, com as pernas no lado de fora da casa.

InuYasha:- Não é da sua conta. – ele nem olhou nos olhos dela para responder.

Kagome:- Uhum, senta na frente do meu quarto, ainda me acorda e diz "Não é da sua conta." Acha que está certo? – ela olhava diretamente para ele, mas ele

continuou olhando para o céu.

InuYasha:- Olha, eu não 'tô muito afim de discutir agora, garota. Me deixa em paz!

Kagome:- Baaaaka... – ela se levantou. – Também, eu não queria saber mesmo! – ela virou a cara.

InuYasha:- As pessoas do seu mundo são assim curiosas, ou só as Ninfas mesmo? – ele virou para a garota com um sorriso levado.

Kagome:- Vai me contar ou não? – disse corada. – Não sou curiosa, só acho que é importante saber... O que vocês estão tramando por que... Porque nós Ninfas temos que estar a par de tudo, é isso! – ela mostrou-se satisfeita com sua genialidade.

InuYasha:- Sei, sei... Okay, Ninfa da Areia. Daqui a trinta minutos uma serva do Kouga vai nos levar a Konan, uma terra esquecida que ninguém sabe onde fica, a não ser essa moça, que aparentemente já morou lá. Eu, o Miroku, o elfo, o sensei e a Ban vamos, a Ninfa das trevas estará lá. – ele suspirou. – Mais alguma coisa Ninfa?

Kagome:- Ninfa da Terra! E me chame pelo meu nome. Espero que não acorde mais ninguém. – ela resolveu voltar ao seu quarto, com passos firmes. InuYasha segurou o ombro dela, impedindo.

InuYasha:- Espera aí, Ninfa!

Kagome:- O que é? – ela olhou para o rapaz com impaciência.

InuYasha:- Báh! Eu não consigo te entender, sempre me tratando, com hostilidade... A gente 'tá numa missão juntos, não podemos ser inimigos. E já que eu também não quero ser amigo de uma garota afetada, vamos declarar trégua até encontrarmos todas as Ninfas, certo?

Kagome:- Então... Sem brigas, e também sem conversa... Não precisamos nem desejar bom dia um para o outro? – o rosto dela iluminou-se, isso era perfeito, agora a Rin-chan não teria motivos para ficar com o Sesshoumaru! Quando descobrisse que ela e o InuYasha nem se falavam, voltaria! – Feito, InuYasha!

InuYasha aproximou-se rapidamente, não deixando espaço entre os dois. Kagome não entendeu o que ele queria com aquilo, encurralando-a daquela forma. Ele então a beijou nos dois lados da face, não permitindo qualquer reação de sua parte. Rapidamente ela se esquivou, empurrando-o.

Kagome:- O que é isso, seu atrevido?! – ele corou fulminantemente. Por que ele tinha agido dessa maneira? Se Rin estivesse ali, com certeza estaria furiosa.

InuYasha:- O que eu fiz de errado, sua maluca? Só estava selando o contrato. No nosso mundo, promessa é algo muito sério que não deve ser quebrado. No lugar de onde você vem não te ensinam a honrar promessas?! -ele sorriu com um ar debochado.

Kagome:- Claro que ensinam, mas nós não "selamos" desse jeito... – disse corada e irritada – No máximo apertamos as mãos. Da próxima vez, avisa!

Miroku:- Inuu!! Nós vamos partir! – Miroku gritou de algum lugar.

InuYasha:- Esta é minha deixa, matta ne*, Ninfa! – ele saiu correndo para o salão principal, e uma Kagome satisfeita voltou ao seu quarto.

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- No dia seguinte... -

_.--._.--._.--Terras do Elfos do Oeste, Palácio Taisho--._.--._--._

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Tenshi estava na cozinha principal do palácio e andava de um lado para ou outro com as mãos nas têmporas, aparentemente muito preocupado com algo. O Louro tinha uma expressão cansada e estressada. Alguém chegou para ele, interessado no motivo de tanto afobamento.

Assistente de cozinha:- Tenshi-san... Precisa de algo? – um elfo alto, moreno com cabelos verde-escuro perguntava cautelosamente, temendo que Tenshi explodisse a qualquer momento. Os olhos verdes do elfo cruzaram com os do serviçal e expunham o desespero.

Tenshi:- É aquela Ninfa maldita! Uma garota cruel e sem escrúpulos... Ela só quer entrar onde é proibido, não pára de me mandar mudar os móveis de lugar dizendo que estão fora de moda, ela chama os servos para jogar os jogos do seu mundo e me encarrega de todas as funções deles, pergunta sobre o Sesshoumaru-sama a cada segundo... Ah... Mal posso esperar pelo retorno do Imperador... Ele vai trancá-la na masmorra junto com as outras duas Ninfas. Aí poderei descansar.

Rin:- Tenshi... – ela falou da porta da cozinha. – Onde você estava? Te procuramos por toda parte! – ao lado dela estava Ikari, como sempre. – Eu te chamei, mas você não veio... Quer que eu reporte isso ao Sesshoumaru quando ele chegar? – ela arqueou a sobrancelha. – Venha conosco. Eu não estou muito criativa hoje preciso de uma modelo, eu e a Ikari vamos criar um modelos para eu usar e você é o único que tem a minha altura! – ela levantou a tesoura e a agulha.

Tenshi:- Hai... ** - ele andou sem ânimo ate onde elas estavam.

Assistente de cozinha:- Pobre coitado... – murmurou. Ikari virou-se e estreitou os olhos.

Ikari:- O que disse?

Assistente de cozinha:- N-Nan demo nai! – ele sorriu sem graça, e os outros foram ao quarto da Rin. Esperar Sesshoumaru não estava sendo assim tão ruim.

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_.--._.--._.--Terras do Elfos Vermelhos do Norte--._.--._--._

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No lado leste do continente, um jovem elfo dormia a beira da praia enquanto os outros três ali presentes observavam o mar do sentido que vieram, para o sudeste, aparentemente aguardando algo. O vento marítimo lançou areia no rosto do jovem elfo que dormia, e toda a tranqüilidade presente em sua face transformou-se em repulsa quando sentiu o gosto da areia.

Elfo:- Kuso... A gente não pode nem mais dormir em paz. Pelo menos não vamos partir ao anoitecer. – ele levantou-se batendo em sua cabeça, na inútil tentativa de tirar as partículas de seu ouvido e depois se uniu ao grupo. – O que estão procurando? – perguntou ao perceber o interesse dos colegas pelo lado oposto ao da ilha que supostamente estava na névoa. – Konan não é para o outro lado?

Elfo ancião:- Ontem a noite, Sesshoumaru-sama falou com Amil Gaul-sama – o jovem elfo arrepiou-se ao ouvir o nome do deus da água, o protetor de seu país. – Ele concordou em nos ajudar, mas é claro que não sabia das Ninfas, achou que estivéssemos aqui em uma missão diplomática, mas fomos capturados e fugimos para o lado oposto ao que embarcamos. – ele deu uma pequena pausa antes de concluir. – Amil Gaul-sama vai mandar nosso navio até aqui.

Elfo:- V-vocês mentiram para o nosso deus! – ele arregalou os olhos com incredulidade absoluta. – Sesshoumaru-sama, o que está pensando?

Hakudoushi:- Não fale desse modo com o Imperador. – seus olhos fuzilavam o elfo, que deu um passo para trás. – Ele está fazendo isso para o nosso bem.

Elfo:- Para o nosso bem... Sei... A filha do Amil Gaul-sama está presa na masmorra, se ele descobrir, seremos extintos! – ele foi para frente do elfo de cabelos prateados. – Sesshoumaru-sama, sinto muito, mas não posso permitir que isso continue. Ou você liberta ela e desiste desse plano maluco, ou eu conto tudo para Amil Gaul-sama. Mentir para nosso deus foi a gota d'água.

Hakudoushi:- Baka! Nunca mais diga isso! – ele apertou o braço do elfo com tanta força que ele começou a sangrar.

Elfo:- Ah... Ótimo. O priminho do Sesshoumaru-sama, que sempre o seguiu cegamente entrou em ação! – ele riu com desdém.

Sesshoumaru:- Deixe-o, Hakudoushi. – falou tranqüilamente. – Ele pode contar se quiser, este Sesshoumaru não se importa.

Hakudoushi:- Demo... – ele unia as orelhas com raiva. – Ele vai nos trair.

Sesshoumaru:- Já fui informado, largue-o. O meu pai sempre deixou que os subordinados fizessem o que queriam, comigo não é diferente. – Hakudoushi obedeceu e baixou a cabeça. O elfo correu muito velozmente, concentrado em apenas distanciar-se, antes que o Sesshoumaru se arrependesse.

Um meio sorriso fluiu nos lábios de Sesshoumaru e seus olhos dourados estreitaram-se, e em meio segundo, um feixe de luz amarela surgiu entre seus longos dedos e partiu o elfo ao meio.

Sesshoumaru:- Os servos têm direito de tomar suas próprias decisões, e arcar com as conseqüências das mesmas. – ele falou mais friamente que o normal. O velho ancião suou frio e Hakudoushi ainda olhava para o elfo como se ele ainda estivesse correndo.

Ele não entendia o jeito do primo, porque não acabou com ele de vez? Porque ainda lhe deu uma pequena esperança e roubou-a subitamente? O sofrimento seria ainda maior... Provavelmente esse era o objetivo do Sesshoumaru.

Elfo ancião:- A-a embarcação já está a caminho! – ele apontou para o horizonte. Não podia vacilar como seu companheiro, sabia do que o Sesshoumaru era capaz.

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Shippou caminhava alegremente pelo corredor do castelo, havia acabado de tomar banho e estava indo ao salão principal para o desjejum, acompanhado de seus fiéis servos e amigos, Ginta e Hagaku. Ele sorria de orelha a orelha imaginando como seria a viagem a Konan, sempre disseram que era um lugar maravilhoso, com frutas deliciosas, praias quentes onde se podia nadar no mar, riachos com água cristalina e a chuva sempre vinha em dias exatos do ano, um local perfeito, em todos os aspectos. Ele chegou ao salão e deparou-se com uma mesa não tão cheia quanto deveria estar.

Kagome:- Ohayou, Shippou-chan, Ginta e Hagaku! – ela sorria enquanto comia uma maçã.

Shippou:- Ohayou Ka-chan! – ele correu para abraçá-la. Na noite anterior eles haviam ficado muito amigos, ele havia mostrado vários truques a Kagome, e, quando algum dava errado, os dois riam juntos. Ginta e Hagaku também estavam.

Ginta e Hagaku:- Ohayou gosaimasu, Kagome-san. – eles retribuíram o sorriso. – Ohayou Sango-san, Kikyou-san, Kouga-sama. – os youkais-lobo dirigiram-se aos outros.

Sango e Kikyou:- Bom dia para vocês também. – disseram em uníssono depois caíram na risada.

Kouga:- É bom que tenham chegado, sentem-se, quero falar com todos vocês. – todos obedeceram ao moreno e começaram a comer. – Ontem à noite Nobunaga-san, o Houshi, a Ban-san, o elfo e o Hokori foram 'pra Konan acompanhados de uma serva do palácio, não sabemos quando retornarão, mas não se preocupem. – ele olhou para Kikyou e Kagome. – Também sou um dos protetores das Ninfas, Ookami Kouga, e, como meu nome diz, receptor do poder do lobo –Ookami–.

Perdoem-me por não ter me apresentado devidamente ontem à noite.

Shippou:- QUÊEEEE? Eles foram para Konan sem mim? *O.O* - ele gritou exasperado. – Eu havia dito que queria ir, eu seria útil, com certeza! – lágrimas involuntárias molhavam seu rosto sem parar. – Era o meu sonho dede que eu era criança...

Kikyou:- Você ainda é uma criança... – disse a Ninfa do ar. – E pára de gritar, minha cabeça está doendo! – ela usou um tom mais áspero na segunda parte.

Shippou:- Não, eu não sou! – falou emburrado. – Eles vão me pagar, aposto que a idéia foi daquele baka do InuYasha...

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_.--._.--._.—Em alto mar, A caminho de Konan--._.--._--._

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InuYasha olhava entediado para o mar, até sentir um súbito calafrio.

InuYasha:- Acho que alguém 'tá falando mal de mim... – Miroku aproximou-se.

Miroku:- Inu, o que foi?

InuYasha:- Nada demais, só acho que aquele pivete-raposa acabou de acordar. – falou aparentando desinteresse.

Miroku:- Naze? – os olhos azuis escuros do rapaz estavam fixos no amigo.

InuYasha:- Tem alguém falando mal de mim. Lembra que fui eu quem insistiu em não trazer o, gaki*? Ele só ia atrapalhar...

Miroku:- É mesmo, no mínimo ele deve estar te amaldiçoando agora. – o rapaz riu imaginando se algo de ruim poderia acontecer na viagem.

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Depois do café-da-manhã, Kouga pediu a Kagome que o acompanhasse numa caminhada pelo jardim. Kagome descobriu que quando ele disse 'caminhada' não estava exagerando, ao lado do castelo havia uma grande área verde que ela não havia notado. A vegetação era bem comum, parecia muito mais uma praça do que um jardim. Possuía um pequeno lago com aves estranhas, do tamanho de uma águia americana, com apenas três penas na cauda de cor laranja e um bico arredondado. Os dois sentaram-se na grama admirando os pássaros.

Kagome:- Kouga-sama, porque me chamou aqui? – ela perguntou enquanto olhava a ave desconhecida.

Kouga:- Kagome-san... Você sabe que está nas terras de Ashura-sama, não é? O grande deus da terra. – a Ninfa assentiu. – Acho que ainda não lhe contaram tudo, porque não tiveram tempo. Mas depois que essa missão terminar, cada Ninfa tem o dever de proteger seu país, por ordem de seus pais.

Kagome:- Mas... Kouga-sama, eu pretendo voltar para o meu mundo... E viver lá com a Rin-chan e minha família. – ela falou assustada. Aquilo era uma novidade. Morar Nas Terras dos Lobos do Sul? Tudo bem que era um lugar maravilho, Kagome adorava o frio e as roupas que havia ganhado eram melhores que aqueles kimonos das Terras dos Humanos e Youkais.

Kouga:- "Rin-chan"? – ele concluiu que era a Ninfa sobre a qual Kaede havia comentado. – A Ninfa da Luz que foi para o lado dos elfos? – ele sorriu tristemente. – Eu sinceramente não acredito que ela volte para o nosso lado... – ela levantou-se imediatamente e encarou Kouga.

Kagome:- Kouga-sama, eu conheço minha amiga há anos! Vou trazê-la de volta, pode ter certeza. – ele a observou curioso e depois riu deliciado.

Kouga:- Calma Kagome-san... Você é muito vigorosa. Admiro toda essa sua força de vontade. Se você está dizendo que ela vai voltar, eu acredito. – ele sorriu e ela corou. Percebeu que tinha exagerado um pouquinho na reação.

Kagome:- Gomen nasai, Imperador. Mas é que estou sem a Rin-chan há algum tempo. Não consigo parar de pensar nela e se ela está bem... Não posso admitir que alguém me diga que não vou conseguir. – ela sentou-se novamente e olhou para o lago.

Kouga:- Vou te ajudar no que for possível. Estou decidido a viajar com vocês, vou protegê-las a qualquer custo. – falou um imperador obstinado.

Kagome:- QUÊEEEEEEE? D-demo... Você tem que cuidar do povo, se você sair... – ele pôs o dedo indicador nos lábios dela fazendo-a corar novamente... Porque ele tinha que ser tão lindo?

Kouga:- Se não encontrarmos as Ninfas antes do Sesshoumaru, não haverá nada que eu possa fazer pelo meu povo. Kagome-san, você me instigou a lutar por todos aqui, nunca conheci uma garota tão incrível... e nem tão bonita também... – ele olhou para baixo, a Kagome não estava gostando nenhum pouco do rumo que a conversa estava tomando. Kouga pegou a mão dela e pôs entre as suas, firmemente. – Kagome-san... Eu sei que isso é um pouco precipitado, mas, eu creio que não encontrarei outra mulher como você, então... Você aceita se casar comigo?

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, nas proximidades do castelo--._.--._--._

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Um garotinho brincava com suas bolinhas de cera da praça principal da cidade, que ficava ao redor do Castelo Ashura. Dois pequenos youkais-lobo aproximaram-se para brincar também. No exato instante em que ele "tecou" a bola para bater na do amigo algo aconteceu...

- QUÊEEEEEEEEEEE? – um grito extremamente alto e agudo chamou atenção.

Youkai-lobo:- A BOLINHA 'TÁ VIVA!!! – ele e seu amigo fugiram aterrorizados.

Garoto:- Só eu e você de novo bolinha! ** – a pobre criança sem amigos continuou chorando na dolorosa solidão de sua brincadeira, esperando que alguém de bom coração apareça para brincar com ele.

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Kagome:- QUÊEEEEEEEEEEE? – gritou uma Ninfa da terra completamente surpresa. – C-casamento! "O que eu faço? O Kouga-sama não está acostumado a ser contrariado e até onde eu saiba as noivas dos imperadores não tem o direito de decidir se querem casar ou não." Ko-Kouga-sama, eu não acho que seja uma boa idéia sabe... Er... Quero dizer, eu sou péssima na cozinha, varro muito mal, só falo tolices... Não sou uma escolha apropriada... Sabe a Ban? Ela é realmente linda, cozinha, limpa, tricota ela é uma garota excepcional! – Kagome não sabia realmente se sua amiga era prendada, mas estava rezando para que sim.

Kouga:- Kagome-san... Não se preocupe com isso! Tenho muitos empregados e não acho que você fale tolices, muito pelo contrário. De agora em diante você é minha noiva! – ele sorria com satisfação e alegria. – Você será a esposa mais linda de Kaze no Hana! Vamos espalhar as boas novas!

Kagome:- E-espere, por favor... Porque não esperamos os nossos amigos voltarem para fazer uma surpresa? – ela sorriu sem jeito.

Kouga:- Ótima idéia Kagome! – ela olhou estática. O que houve com o '-san'?

Kagome:- É... É sim... – Kagome havia ganhado mais tempo antes que ele resolvesse contar 'pra todo mundo. Ela tinha que se livrar daquele noivado o quanto antes. Antes que a Bankotsu voltasse, principalmente. Kagome mal chegara ao Castelo Ashura e já estava metida em uma confusão das grandes.

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_.--._.--._.—Chi no Umi, A caminho de Konan--._.--._--._

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Um elfo com cabelos cinza-prateados e pequenos olhos lilases, concentrava-se ao máximo para realizar a missão que o seu primo lhe ordenou: Manejar um navio que deveria ser movido por vinte humanos, com um elfo velho. Hakudoushi ia de um lado para o outro enquanto Sesshoumaru observava além da névoa.

Sesshoumaru:- Hakudoushi, sessenta graus a leste. Vá mais devagar, Konan está a cinco minutos de distância. – o jovem elfo obedeceu e mudou a direção das velas. Pouco tempo depois, sentiu algo freando a embarcação e lançou a âncora para a terra. Finalmente haviam chegado a Konan, o país esquecido pelo mundo.

Os elfos desceram do barco e se depararam com uma pequena floresta, adentraram um pouco e viram que era só fachada, com apenas nove passos a floresta havia acabado e viram uma grande vila. Muito bem organizada, quase tanto quanto as das Terras dos Elfos do Oeste. Uma mulher humana lavava roupas de couro em um pequeno riacho, meninas pequenas – youkais, elfas e humanas – brincavam de correr. Uma mulher cuidava do belo jardim que havia lá e espera aí... Só tem mulheres! Definitivamente não poderiam sair por aí perguntando se conheciam a Ninfa das trevas. Sesshoumaru poderia até matar todas até encontrar, mas seria muito desgastante.

Sesshoumaru:- Hakudoushi, pegue roupas femininas para você e para o velho. E algo para pôr na cabeça também. – Hakudoushi fez um movimento positivo com a cabeça e o elfo ancião pareceu intrigado.

Elfo ancião:- Sesshoumaru-sama, e suas roupas? – ele indagou com cautela, aparentemente tentando não irritar o elfo de olhos âmbar.

Sesshoumaru:- Acha mesmo que este Sesshoumaru se humilharia tanto? – ele perguntou retoricamente e ao mesmo tempo dando a resposta do servo.

Elfo ancião:- Claro que não, foi idiotice minha perguntar algo assim.

Sesshoumaru:- Bom que reconhece. Ele está voltando, pegue a roupa e vista-se logo. – o elfo assentiu e, quando Hakudoushi chegou, pegou uma roupa e foi se trocar.

Sesshoumaru saiu da floresta expondo sua perfeição para as mulheres do local, as crianças e algumas mulheres se assustaram, outras estavam surpresas, e a maior parte das mulheres ficou extasiada com a visão. Uma mulher youkai-raposa, aparentemente mais forte que as outras e com longos cabelos castanho-avermelhados, aproximou-se curiosa.

Youkai-raposa:- Como chegou aqui, homem? – ela olhou diretamente nos frios olhos dourados do imperador. Depois de devidamente vestidos, os dois ajudantes de Sesshoumaru juntaram-se ao grande grupo de mulheres, cada um segurando uma pequena rocha.

Sesshoumaru:- Não é óbvio? – perguntou inexpressivo. – Vim dos céus. – Ao ouvirem aquilo, formou-se uma nuvem de cochichos e conversas paralelas.

Youkai-raposa:- Silêncio! – ela disse firmemente, causando um sobressalto. – Como assim veio dos céus? Alguma espécie de magia?

Sesshoumaru:- Assim como todas as terras deste mundo, Konan também possui um deus. – as mulheres olhavam o elfo, assustadas. – Sou Yuki, o deus da neve, e vim reclamar meu lugar de direito.

Youkai-raposa:- Não me venha com essa. Aqui não neva, e não existe um deus da neve, fora que você parece um elfo.

Suposto Yuki:- Mas que insolente. Eu não permito que neve aqui, eu quero o melhor para minhas terras... Vocês permaneceram muito tempo desligadas do mundo, existem doze deuses agora. Ashura, da terra também parece muito com um elfo. – o Imperador já havia pensado em tudo, até mudou seu modo de falar, não era tão duro e frio como costumava ser. Estava mais expressivo que o comum e falava mais também, atuação de primeira.

Youkai-raposa:- Se... – ela respirou fundo. – Se isso é realmente verdade, prove-nos.

Suposto Yuki:- Realmente ousa duvidar de mim? – ele olhou com falsa decepção. – Muito bem. Mas se arrependerá. Apenas pessoas que moram aqui em Konan, e que têm observado a ilha há décadas podem saber o que acontece aqui. – várias elfas, youkais e humanas assentiram. – Fenômenos estranhos vêm ocorrendo recentemente, formação de vácuos, escuridões repentinas, desaparecimentos... – várias mulheres concordaram assustadas e surpresas. – Vim aqui hoje justamente para acabar com isso.

Aplausos tomaram o local; gritos de "viva ao Yuki-sama", agradecimentos... Apenas a líder estava desconfiada. Mas como quase todas as residentes da ilha o aceitaram como deus, ela não podia fazer nada.

Suposto Yuki:- Levem-me à garota que fez todas essas coisas, vou purificá-la antes que piore. – ele olhou para a youkai-raposa que fez o que seu deus (elfo) ordenou, e várias mulheres os seguiram, incluindo o primo de Sesshoumaru e o elfo que o acompanhava.

Hakudoushi não ficou surpreso com a ação do Imperador das Terras dos Elfos do Oeste. Ele sabia que a Ninfa das trevas estava lá em Konan no Shima, e falou várias características dos poderes do deus das trevas, Kanpeki. E a Tsubaki havia lhe dito que os poderes das Ninfas começariam a manifestar-se quando elas tivessem quinze anos, graças a isso e seu talento para atuação, o plano fora executado com êxito!

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Kikyou andava sozinha pelo castelo, aparentemente muito concentrada. Kagome a viu andando no pequeno corredor que dava nos quartos, um tanto confusa.

Kagome:- Kikyou? Está procurando seu quarto? – a pergunta dela era bem lógica, pois a portas eram todas iguais e era difícil saber onde começava uma e onde terminava a outra.

Kikyou:- Iie. É só... Eu não me lembro do que aconteceu ontem a noite... Só sei que bebi muito com a Ban e depois que ela saiu, eu 'tava indo pro meu quarto, caí aqui e só. – ela olhou para a amiga. – e eu acordei em um quarto, será que eu dormi e alguém me pôs lá?

Kagome:- Provavelmente, não se preocupe com isso! – ela sorriu... E depois lançou um olhar malicioso. – Kikyou-chaaaan... Eu meio que 'tô precisando de uma ajudinha sabe... Você vai ajudar sua amiga favorita, não vai?

Kikyou:- O que você quer Kagome-chan? – ela perguntou desconfiada.

Kagome:- Apenas concorde! – ela sorria de orelha a orelha.

Kikyou:- Okay, okay... Agora desembucha!

Kagome:- É que... Digamos que eu aceite uma proposta de casamento sem querer... Você tem que me ajudar a desfazer isso antes que a Ban volte! – falou com certo desespero no olhar.

Kikyou:- Como você fica noiva sem querer? E porque antes da Ban... – ela arregalou os olhos subitamente. – Uso*?

Kagome:- Hai... Kouga-sama me pediu em casamento. Sabe como é... Ele é o imperador, eu não podia negar assim... Fora que ele podia me abrigar... E ele parecia tão feliz... – ela disse chorosa, nunca um cara tão lindo havia pedido para sair com ela, que dirá em casamento, fora que ele era gentil, não era machista, e seu lugar favorito da casa era o jardim! Definitivamente não existem homens assim no mundo real.

Kikyou:- Você tem razão, kuso! Eu tinha que concordar antes de saber o que é? – perguntou mais para si mesma do que para a Kagome.

Kagome:- Você realmente ia me deixar na mão? *¬¬'*

Kikyou:- C-claro que não Ka-chan... Hey, por que o Kouga-sama ainda não anunciou o noivado? – ela parecia intrigada. Era comum avisar as pessoas antes e depois convidá-los para a festa de noivado.

Kagome:- Eu o convenci a fazer uma festa de noivado surpresa quando os outros retornarem... – disse sem muita animação. – Eu falei com o Shippou-chan e ele disse que provavelmente amanhã estariam de volta. Porque Konan é um lugar pacífico, provavelmente não encontrariam muita resistência quando chegassem lá.

Kikyou:- Certo, temos até amanhã para bolar um plano. Só você 'pra arranjar encrenca dessa maneira mesmo. – ela sacudiu a cabeça mostrando desaprovação e a Ninfa da terra riu sem graça.

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_.--._.--._.—Em alto mar, A caminho de Konan--._.--._--._

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InuYasha e Miroku receberam ordens de Nobunaga para ajudarem os servos a velejar, pois dois dos velejadores se machucaram. Bankotsu e Iruga olhavam os dois atrapalhados indo de um lado para o outro do navio, tropeçando em cordas, amaldiçoando objetos, rindo um da cara do outro... Bankotsu sempre os acompanhava na risada, mas Iruga estava inquieto.

Bankotsu:- O que foi Gaa-chan? – ela perguntou curiosa. – Aconteceu alguma coisa?

Iruga:- Nan demo nai. – respondeu secamente.

Bankotsu:- Vamos lá! Somos amigos agora! Pode me contar tudo. – ela deu seu belo sorriso confiante.

Iruga:- Tem certeza que quer saber? Não vai me ofender, nem gritar comigo? – ele perguntou com cautela. O elfo não sabia se era certo contar, mas precisava falar com alguém e talvez a recepção da Ban à notícia fosse a menos ruim.

Bankotsu:- Haaaai! – ela ainda sorria.

Iruga:- Certo. Olha... É que ontem à noite a Kikyou-san estava bêbada... Eu encontrei-a caída no chão enquanto ia ao quarto e a levei até ele. – o rapaz de olhos lilases completou receoso. – Daí quando eu a pus na cama... Ela meio que me agarrou, mas claro que eu não me aproveitei dela, não se preocupe! – ele acrescentou antes que a Ban tivesse tirado uma conclusão errada. – É que eu só não consigo parar de pensar nisso, e não sei como vou encará-la quando voltar.

Bankotsu:- Gaa-chan... – ela falou olhando bem nos olhos do elfo. – Você é tão kawaii! **---** - ela gritou e abraçou o Iruga com força, até que se ouviu estalos.

Iruga:- M-meus ossos Ban-san... Meus ossos! – ele falou com uma voz rouca.

Bankotsu:- Gomen ne... Eu me esqueço que sou super-forte às vezes. Mas... E aí? Quando você vai se declarar 'pra ela? – perguntou uma Bankotsu ansiosa e animada.

Iruga:- DE-DECLARAAAAR? – berrou assustado, a ponto de cair para trás e chamar atenção de todos os tripulantes. – Ma-mas eu nunca disse que gostava dela e... Ela estava bêbada, a gente não pode levar as ações dela em consideração.

Bankotsu:- Ahh... Fala sério, Gaa-chan! – ela apertou a bochecha do amigo. – Eu me lembro o quanto ela estava corada quando você chegou à Academia da Kaede-sensei segurando a mão dela. – ela relembrou. – Ela 'tá na sua, zettai*!

Iruga:- De qualquer forma... Ela é uma Ninfa. Não posso me relacionar com ela, agradeço seu conselho. – ele falou seriamente.

Bankotsu:- Demo... Gaa-chan! – ela pronunciou indignada. – O amor não se separa por espécie, idade e nem nada do tipo!

Iruga:- Você é muito sonhadora Ban... – foi a primeira vez que o elfo disse o nome dela sem formalidades, como era realmente. Ele sorriu tristemente e afagou a cabeça dela descendo a mão pela longa trança negra da amiga. – Mas a vida não é assim tão simples.

Bankotsu:- Não pense que vou desistir tão facilmente. – ela sorria obstinada. – vocês dois vão ficar juntos nem que eu tenha que fazer você se apaixonar por ela.

Iruga:- Eu sabia que diria isso. – ele largou o cabelo dela e retribuiu o sorriso.

Nobunaga:- Ban!!! Vem aqui ajudar! Outro tripulante se feriu! – ele gritou chamando a atenção dos dois.

Bankotsu:- Haaaai! – ela levantou-se. – Ja matta ne, Gaa-chan!

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_.--._.--._.--Konan no Shima--._.--._--._

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A youkai-raposa caminhava sem pressa. Sesshoumaru apenas a observava e seguia, agora que ele provara ser o deus do local, ela não faria nada. O elfo ancião e Hakudoushi andavam pouco atrás, junto com o grupo de mulheres, e com suas cabeças baixas para que ninguém desconfiasse. Pouco depois, os elfos avistaram uma pequena casa onde havia uma bela mulher para recepcioná-los.

A mulher era humana. Tinha olhos e cabelos castanho-escuros, estes presos em um coque ornamentado. Usava uma maquiagem extravagante, dois traços azuis que começavam nos olhos e afilavam-se até a altura da boca. Ela usava um kimono-armadura lilás com estampa de folhas, e seus olhos brilharam ao ver um certo elfo que caminhava em sua direção.

Youkai-raposa:- Eu me chamo Seigi. – disse a mulher de cabelos castanhos-avermelhados ao parar. – E esta é Jakotsu-san, a mãe da garota que procura. E a vergonha de toda Konan no Shima. – Sesshoumaru não precisou perguntar o porquê, a razão era óbvia.

Jakotsu:- Hajimemashite. – ela inclinou-se cumprimentando o deus (elfo) com uma voz esganiçada. – Sabe... Eu sempre achei que um deus maravilhoso protegesse nosso território... – ela aproximou-se perigosamente do Sesshoumaru. – Yuki-sama, aposto como a viagem foi cansativa e com certeza você quer relaxar um pouco. – ela sorria maliciosamente e Sesshoumaru estreitou os olhos.

Suposto Yuki:- Hai, realmente preciso. – Sesshoumaru não gostava nada da idéia de se relacionar com outros seres e muito menos com homens. Mas ele sabia que por trás daquele sorriso meigo havia um convite para uma conversa a sós.

Jakotsu:- Vamos Yuki-sama! – ela segurou Sesshoumaru pelo braço esquerdo, agora pareciam um casal de verdade. Ela puxou o deus (elfo) para dentro da casa.

Seigi:- Eu também vou. – ela disse dando um passo à frente.

Jakotsu:- Nada disso, você não iria querer saber o que vamos fazer lá dentro. – ela deu uma piscadela e murmúrios tomaram conta do local.

Elfo ancião:- Ótimo! Sesshoumaru-sama nos obriga a se vestir de mulher, e agora vai se divertir. – reclamou fracamente.

Hakudoushi:- É um homem. Jakotsu é um travesti. – ele disse secamente.

Elfo ancião:- Demo... Não parece nenhum pouco! – ele falou horrorizado. – Pelo visto Sesshoumaru-sama já tem um sucessor.

Hakudoushi:- Iie, eu não chego aos pés do Imperador. E não sou da família principal nem estou interessado no trono. Minha única razão é servir ao Sesshoumaru-sama. – falou o elfo. – Vamos invadir a casa pelo outro lado.

O elfo mais velho assentiu e os dois caminharam discretamente como se estivessem dialogando sobre o acontecido e entraram na floresta, caminharam mais rapidamente tangenciando a estranha casa feita de rocha e madeira até encontrar uma janela que estivesse fora da vista das residentes da ilha.

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Uma bela humana estava do lado de fora do castelo, vestia seu kimono rosa e verde usual, com um casaco de pele dado pelos serviçais do castelo. As Terras dos Lobos do Sul era o lugar mais frio da Kaze no Hana. Seus cabelos de tom castanho-médio balançavam ao vento, e ela segurava algo grande com uma mão e fazia movimentos repetitivos nele com a outra.

Uma Sango pensativa afiava o Osso Voador em plena luz do dia. Mas ela não estava desatenta ao ponto de errar o seu trabalho manual, afinal, ele era crucial para uma batalha. Ela pensava nas garotas, havia se distanciado delas a ponto de andar sozinha por aí. Mas com aquela maldição, qualquer um teria de fazer o mesmo. A garota achava que estava sendo muito indelicada e havia tomado uma decisão. (A verdadeira preocupação dela era que a garota estava praticamente sendo excluída da fanfiction e precisava chamar atenção de algum modo.)

Sango:- "Com certeza as garotas pensam que eu sou anti-social, se eu tiver sorte, tímida. No começo eu era muito mais presente, mas agora... Pareço apenas uma intrusa. Eu definitivamente tenho que contar a elas da maldição daquela baka-bruxa. Talvez elas até me ajudem. O único problema é que com certeza elas vão ficar com pena de mim. Eu detesto ser a coitadinha da história, sinceramente. Só não contei antes por essa razão, mas a situação já está ficando insuportável!" – a morena respirou fundo. – "Acho melhor esperar a Ban voltar, aproveito e conto para todos de uma só vez!" – seus pensamentos foram interrompidos por uma zoada por trás da garota.

- PANNNN! – Shippou batia em um disco metálico. Este desapareceu em uma fumaça rosa. Apesar do som irritante, os poderes do Shippou eram realmente formidáveis.

Shippou:- Sango-chan, Sango-chan! – ele gritou e foi abraçá-la. – O que 'cê 'tá fazendo aí? – perguntou sorrindo.

Sango:- Nada demais... Só afiando meu Osso Voador, doushita no?

Shippou:- É que á noite vai ter um festival na cidade, você quer vir conosco? – ele indagou para a humana. Ela pensou por um momento, se ela queria voltar a falar com as garotas, acabara de ganhar uma ótima oportunidade.

Sango:- Claro Shippou-chan. – ela sorria.

Shippou:- Yokatta*... Eu pensava que você não gostava de mim... – disse aliviado.

Sango:- De onde tirou essa idéia? Quem seria capaz de não gostar de você? – o rosto do jovem youkai-raposa iluminou-se (N/A: Nós não gostamos dessa coisinha pequena e irritante. *¬¬'*). Ele fez uma cara triste (N/A: Nem olha assim pra gente! *ù.Ú*).

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.--._.--._.--Terras do Elfos do Oeste, Palácio Taisho--._.--._--._

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Rin e Ikari estavam desleixadamente deitadas na cama da Ninfa e cobertas de roupas e acessórios, coisas felpudas, tecidos coloridos, linha, agulha, tesoura... Estavam exaustas! Tiveram uma manhã muito cansativa trocando as roupas no Tenshi, e às vezes botando até uma maquiagem élfica a prova d'água quando não tinham imaginação para saber como ficaria o look completo.

Rin:- Nossa... Acho que fizemos roupa para o ano inteiro... – ela falou espantada com sua própria capacidade de criação. – Acho que quando voltar pra terra vou virar estilista! – ela olhou para a elfa de cabelos ondulados. – Não se preocupe Ikari-chan, vou dedicar minha primeira coleção a você. – ela sorriu amigavelmente. A serva engoliu em seco.

Ikari:- Pretende mesmo voltar? Achei que estivesse se divertindo aqui.

Rin:- E como estou! Eu passei tanto tempo com a Kagome que esqueci como era passar o tempo com outras pessoas... – ela sentou-se na cama. Sempre que se lembrava da sua ex-amiga lembrava também do amor de sua vida, InuYasha. E pior ainda, lembrava do beijo deles dois. Sentia um tremendo aperto no peito.

Ikari:- Mas quando você for, a Kagome-san também vai, não é mesmo? Está tudo bem com isso? – ela sentou-se e pôs a mão no ombro da amiga. Elas já haviam passado tanto tempo juntas que o diálogo até ficara mais informal.

Rin:- Não havia pensado nisso, nunca mais quero ver aquela traidora... Jamais pensaria que ela fosse capaz de algo assim... Mas eu já te contei não foi? Do que eu fiz com ela no nosso último dia na terra? – a elfa assentiu. – Talvez tenha sido algum tipo de vingança, por isso não a culpo totalmente. Mas é o InuYasha, Ikari-chan... Um dia te mostrarei, ele é incrível! Aquele sorriso meigo, seu olhar aquecedor... Até mesmo quando é grosso ele é fofo.

Ikari:- Eu entendo Rin... Você realmente o ama. Mas por hora, existe algo mais importante. Você sabe que o Sesshoumaru-sama possui outras Ninfas, não é?

Rin:- Hai... Falando nisso eu não as encontrei... Onde estão?

Ikari:- No calabouço... E estou temerosa por você. Quando ele voltar com a Ninfa das trevas, não duvido nada que ponha as duas junto com as outras... Se não quiser arriscar, terá de fugir o quanto antes. – os olhos castanhos da Ninfa da Luz, ficaram preocupados a princípio, mas depois um largo sorriso alterou totalmente sua expressão.

Rin:- Ikari-chan, eu não gostei de saber das garotas. Devem estar numa situação horrível. Mas, sabe... Eu acredito que o Sesshoumaru não fará isso comigo. Estou disposta a ajudá-lo. Desde que ele realize o meu desejo de ficar com o InuYasha para sempre. Eu vim para cá sabendo do que encontraria... – ela suspirou. – Engano-me, eu não sabia que encontraria um lugar maravilhoso assim e nem uma nova amiga que se importa tanto comigo.

Ikari:- Rin... – os olhos verde-claros da elfa ficaram radiantes como o sol de meio-dia. Rin a abraçou com sinceridade. Obviamente ela não procurava uma substituta para a Kagome, apenas alguém que a ouvisse e ficasse ao seu lado.

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_.--._.--._.—Konan no Shima--._.--._--._

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Em uma estranha casa feita de rochas e madeira, uma bela mulher encarava o deus de sua ilha. Jakotsu não desviou da severidade dos olhos cor de topázio de Sesshoumaru por nenhum segundo.

Jakotsu:- Você veio levar minha filha, não é? – ela perguntou com a voz uma oitava mais grave. Sesshoumaru não disse nada, sabia que com Jakotsu não precisava criar diálogos desnecessários. – Eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde... E como vê, não posso lutar com você. Ter fingido ser o deus da ilha... Muito inteligente de sua parte... Pergunto-me de que lado você está. Não me parece ser mal, mas com certeza também não posso chamar de bom.

Ela respirou fundo e sentou-se em um pequeno sofá roxo. Depois voltou a falar casualmente, como se não estivesse diante do ser que queria levar sua amada filha para sempre.

Jakotsu:- Você não gosta muito de falar, não é mesmo? Tem porte de ser um grande general, quem sabe até um imperador... Eu a criei com todo amor que pude. Ensinei-lhe tudo que sabia... Eu a protegi do mundo exterior por causa do preconceito... – ela mudou de assunto repentinamente. Sesshoumaru não via hora de que ela parasse de falar tanto e entregasse a Ninfa. – Mas no fim, fui a pior mãe do mundo. Entregando minha filha de bandeja para um estranho... Com certeza ela vai me odiar para o resto da vida. – ela suspirou agoniada. – Vou deixá-la em suas mãos, por favor, seja gentil.

Jakotsu levantou-se lentamente e foi até um pequeno corredor. Alguns minutos se passaram. Sesshoumaru estava ansioso. Mesmo que não demonstrasse isso em seu rosto simétrico esculpido pelo melhor artista grego que existiu. Ele quase sentia o poder em suas mãos, depois desta Ninfa faltariam apenas três, e as três estavam sobre o poder de uma velha maga nas Terras dos Humanos e Youkais. Não podia estar mais fácil. Tenshi já havia sido mandado lá, com certeza teve algum avanço. Por mais que fosse idiota, era forte.

Jakotsu voltou à sala, seguida de uma jovem moça com longos cabelos negros e ondulados, olhos cor de mel, pele clara e maquilagem extravagante. Pela primeira vez na história do mundo, o atual Imperador das Terras dos Elfos do Oeste arregalou os olhos e deixou a boca entreaberta com o susto. Sesshoumaru fora surpreendido, sua mente era aberta para todas as possibilidades, mas aquela estava simplesmente fora de cogitação.

Sesshoumaru:- Masaka...* - ele ainda não havia saído do estado de choque.

Jakotsu:- Yuki-sama eu quero que conheça minha filha. – ela voltou a usar a voz aguda. – Himitsu Naraku.

Sesshoumaru:- Otoko...*

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_.--._.--._.—Terras dos lobos do Sul, Castelo Ashura--._.--._--._

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Kikyou e Kagome conversavam preocupadas no corredor que ligava os quartos ao jardim no Castelo Ashura. Hora uma falava e a outra movia a cabeça negativamente, hora a outra fazia o mesmo. Estavam quase arrancando os cabelos. Uma situação engraçada para quem estava de fora, como um belo homem que passava ali no momento. Ele usava sua costumeira capa branca, e sua roupa de pele com armadura.

Kouga:- Domo*... – ele disse às garotas, descendo do corredor e ficando no jardim diante delas rapidamente. As garotas tiveram um sobressalto ao ver quem era.

Kikyou:- Kouga-sama? Yo. – a garota de longos cabelos negros falou surpreendida, logo quando elas estavam pensando em algo para livrar a Kagome de noivado, ele aparece.

Kagome:- Domo... – falou nervosamente, já estavam praticamente na metade do dia e elas ainda não haviam conseguido nada.

Kouga:- Do que vocês estão falando? – perguntou sorridente. – Kagome você não me parece muito bem... – ele disse com um tom mais preocupado. Ela não estava bem mesmo, a garota suava frio, quase havia sido pego em flagrante.

Kagome:- Nan demo nai... – ela sorriu sem graça. Kikyou arregalou os olhos de repente e quase foi possível ver uma lâmpada ascendendo acima de sua cabeça.

Kikyou:- O que é isso Kagome... Não guarde isso só para você... – disse parecendo entristecida. – O Kouga-sama é de confiança.

Kagome:- D-demo... Eu não estou guardando nada! – ela jurou. Do que a amiga estava falando?

Kikyou:- Gomen nasai, Kagome. Mas eu vou contar tudo! – ela falou desolada. E Kagome finalmente entendeu, ou pelo menos achou que entendeu, do que ela falava.

Kagome:- Não conte! Você está desvairada? Ele não pode saber! – Kagome não percebeu, mas ele ainda estava ali diante delas.

Kouga:- Do que eu não posso saber? Tooi-san, por favor, me diga. – ele falou severamente. Tudo ocorrendo exatamente como a Ninfa do ar queria. Kagome tinha uma expressão de desespero.

Kikyou:- Hai, Kouga-sama. É que no nosso mundo uma bruxa poderosíssima amaldiçoou a Kagome. A maldição diz que quando ela se casar adoecerá e morrerá imediatamente. – ela suspirou. – E agora a ela está se sentindo muitíssimo mal. Mas ela não quer me dizer se aceitou o pedido que casamento de alguém. Estávamos discutindo isso pouco antes de você chegar. – o imperador tinha um olhar vazio. Ele estava completamente estarrecido.

Kagome estava radiante por dentro, Kikyou havia sido genial, mas a Ninfa da terra não se sentia bem vendo o Kouga daquele modo. O imperador estava tão extasiado quando Kagome aceitou seu pedido que agora estava quase irreconhecível.

Kouga:- Kagome-san, você deveria desfazer qualquer noivado, se é que realmente fez algum. A Tooi-san está preocupada com você, deveria escutá-la. – ela saiu de lá lentamente e ai ver aquela tristeza nele, ela sentiu uma tristeza no peito, não saiba por que, mas era horrível.

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_.--._.--._.—Konan no Shima--._.--._--._

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Hakudoushi e o elfo ancião chegaram pela janela de trás, e ficaram surpresos ao ver o Sesshoumaru estático e Jakotsu deprimida apertando a mão de uma bela jovem humana. Os dois elfos olharam para as pedras que tinham em mãos e ficaram felizes ao ver que brilhavam em amarelo vivo, assim como a que o primo do Imperador havia dado ao Tenshi.

Elfo ancião:- Yatta!* O que está esperando Sesshoumaru-sama. Pegue-a, e vamos. – ele disse enquanto Hakudoushi observava a cena, perplexo. Aquela garota não era exatamente uma garota.

Jakotsu:- Seus amiginhos chegaram, Yuki-sama. Acho que já podem partir. – ela disse inexpressiva.

Hakudoushi:- As Ninfas... São apenas mulheres, certo? A pedra está com defeito? – ele olhou para o Sesshoumaru, mas este nada disse.

Jakotsu:- Também não sabemos o que houve. Mas isso não importa, não é mesmo? Vocês não querem a Naa-chan? Levem-na.

Naraku:- Hahaue.* O que está dizendo? Aonde eles vão me levar? – seu olhar era apavorado e desesperado. Como o de uma criança largada na rua.

Jakotsu:- Não se preocupe meu amor. – ela afagou o rosto de Naraku com a mão. As lágrimas embaçavam sua visão. – São amigos da hahaue, vai ficar tudo bem. Gomen ne... – disse com uma voz esganiçada. Ela soltou a mão de Naraku e a empurrou para frente.

Sesshoumaru:- Pequem-na. – ele pronunciou-se pela primeira vez em muito tempo. Hakudoushi aproximou-se dela ainda surpreso.

Elfo ancião:- Mais um travesti? – ele perguntou desorientado. – Mas como? Ninfas são mulheres. Têm que ser mulheres!

Hakudoushi:- Vamos? – ele perguntou sorrindo. O elfo não gostava de maltratar as pessoas desnecessariamente. Ela olhou para a mãe e esta assentiu.

Naraku:- Hai. – concordou cabisbaixa. O elfo ancião descobriu uma porta dos fundos e indicou o caminho para os demais. Todos se foram e então Jakotsu desabou no sofá, deprimida.

Meia hora depois, InuYasha e seus amigos desembarcaram na Ilha, maravilhados. Um verdadeiro paraíso tropical estava ali, praticamente intocado pela civilização. Um lugar escondido onde poucos chegaram.

Miroku:- Ai, ai... – ele foi o último a pisar em terra. – Agora só faltam as garotas... – ele sentiu algo pesado atingir sua cabeça.

InuYasha:- Será que você só pensa nisso? A gente 'tá no meio de uma missão. Concentre-se. – repreendeu o rapaz de cabelos prateados.

Miroku:- Wari, wari... Inu, você vai ocupar o lugar da Sango agora é? – ele perguntou irritado.

InuYasha:- Báh!

Bankotsu:- Parem de brigar garotos! – ela pegou a mão de cada um. – Vamos procurar a Ninfa juntos! – ela sorria como de costume.

Nobunaga:- Vocês vão ficar aí até quando? – o homem gritou já na floresta.

InuYasha:- Féh! Não vamos deixar a diversão só 'pra vocês! – ele disse em voz alta e correu em seguida. Iruga vinha mais atrás carregando duas grandes bolsas de pano, e uma menor, que era a sua. As outras duas eram da serva que os indicara o caminho a Konan.

Pouco depois, todos estavam reunidos sentados atrás de um arbusto, observando várias mulheres fazendo coisas diferentes. Nobunaga lançou um olhar para a youkai-lobo que estava com eles e esta entendeu e pegou as bolsas que estavam com certo elfo de olhos lilases.

Youkai-lobo:- Como devem ter reparado, Konan no Shima só tem mulheres. – ela abriu as bolsas. – Então terão de agir como tais.

InuYasha e Miroku:- QUÊEE---? – suas bocas foram tapadas pelas mãos da Bankotsu, que mais uma vez usou força demais e deixou marcas vermelhas nos amigos.

Iruga:- Vestir-nos de mulher? Fala sério... – ele levou uma mão à têmpora. – Porque não nos contaram antes?

Nobunaga:- Provavelmente criariam resistência, e agora que viajamos quinze horas e meia duvido que desistam. – disse confiante.

InuYasha:- Kuso! Eu me recuso mesmo assim! – disse veemente.

Miroku:- Pelo menos eu vou poder ficar perto de um monte de mulheres sem que elas desconfiem... Até que não é uma má idéia. – ele começou a rir maniacamente.

Bankotsu:- Houshi-chan, menos onegai... *=.=* - ela falou tentando controlar o amigo. – Inu-chan, você não tem escolha! – ela pegou uma conchinha com um creme rosado dentro e passou nos lábios dele. – Vai ficar linda!

InuYasha:- Pare com isso! – ele tentou tirar o batom esfregando com as mãos, mas de nada adiantou. – Kuso... É vinte e quatro horas? – ela assentiu.

Youkai-lobo:- Bankotsu-san... Vamos nos divertir! – ela disse radiante e alas arrumaram os garotos mesmo sob protesto.

Algum tempo depois, elas saíram de trás do arbusto, aos poucos. Primeiro Iruga e Nobunaga. O elfo usava pequenas tacas roxas no cabelo e uma maquiagem clara e discreta junto com um kimono rosa claro estampado com nuvens lilases. Já Nobunaga, vestia um kimono azul-claro com uma estampa branca que parecia uma trepadeira, seu cabelo estava solto e quase batia nos ombros.

InuYasha e Miroku apareceram logo em seguida. Miroku usava uma peruca negra e muito longa, com um pequeno coque ornamentado que só pegava uma parte do cabelo. Usava um Kimono verde-escuro cintilante e uma maquiagem pesada. InuYasha usava um conjunto de saia e top de pele branca com armadura, seus cabelos presos com duas tranças laterais e nem toda sua maquiagem conseguia esconder seu constrangimento.

A Bankotsu e sua nova amiga surgiram do mesmo modo que estavam e todos seguiram em dupla a procura de informações sobre a Ninfa, mas nada. Até que InuYasha e Miroku encontraram Iruga e seu mestre conversando com uma garotinha elfa.

Iruga:- Então sua mãe desapareceu? Você sabe quem fez isso? – a menina agitou a cabeça negativamente.

Garota elfa:- Ela 'tava visitando a Jaa-onee-chan e 'Puff'! - ela fez um gesto com as mãos que provavelmente indicava: Ela desapareceu sendo sugada por um pequeno buraco negro que se propagou subitamente na sala de estar da Jaa-onee-chan. Estava sentada bem ao meu lado, e, poucos instantes depois, não estava mais.

Nobunaga:- Onde a "Jaa-onee-chan" mora? – a garota apontou para uma casa incomum com paredes de rocha aparentemente sem acabamento, mas impressionantemente de pé. Havia muita grama ao redor e um pequeno, mas belo jardim. No centro do telhado tinha uma torre inacabada, e aquele era de madeira.

Miroku:- Temos que encontrar a Ban... – ele concluiu.

InuYasha:- Não podemos perder tempo. Você vai atrás dela e nós invadimos a casa.

Iruga:- Acho que não há necessidade de invasão alguma, InuYasha. – ele suspirou. Por que aquele cara tinha que ser tão afobado?

Nobunaga:- O orelhudo tem razão, InuYasha. Vamos bater na porta normalmente. Se ela demonstrar alguma resistência, atacaremos.

InuYasha:- Que saco, eu só quero quebrar alguns braços. *U.ú* - bradou o jovem humano.

Miroku:- Maa, maa Inu... Prometo que antes de encontrarmos todas as Ninfas você quebrará tantos braços que vai ficar enjoado! – ele batia amigavelmente no ombro do amigo.

InuYasha:- Yoshi!* - ele disse correndo para a casa, seguido por Iruga e Nobunaga, deixando Miroku e a garotinha para trás.

Bankotsu e a serva do Kouga estava conversando com duas senhoras em uma pequena ponte. Um Miroku exasperado chegou lá puxando as duas pelo pulso sem nem cumprimentar as velhas, aquele mal educado...

Miroku:- Ban... Onde você se meteu? 'Tô te procurando há meia hora, já fui até picado por uma cobra! – ele mostrou a ferida na perna. – Vem comigo. – ele puxou a amiga até a casa que a garotinha indicara e bateu na porta. – Parece que a Ninfa está aqui. – ele informou as duas. A porta foi aberta lentamente e Bankotsu arregalou os olhos com o que viu.

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Fim do capítulo 6.



E aí, foi engraçado não foi ? xD

Bom, até abril ou quem sabe depois... (esperamos sinceramente que não, abril já é bom o suficiente. =.=)

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Personagens do mês:

|-- Kumo Bankotsu--| Mora em Ningen no Mura (Kaze no Hana), tem 16 anos. Ele morava com sua irmã, Tsuyo, mas a garota foi capturada por alguém que ele desconhece e pouco tempo depois ele sentiu tanta falta dela que passou a agir como tal, para tentar substituir a irmã. Ele tem o dom da super força e atualmente treina magia. Ele tem uma queda por homens de cabelos longos e tenta sempre de ser o mais animado entre os protetores para não revelar como se sente verdadeiramente. Ele é apaixonado pelo Kouga.

Aparência: Cabelos preto-azulados que batem na bunda. Olhos castanho-mel. É alto, magro e forte.

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|-- Taijia Sango --| Mora em Hone no Mura (Kaze no Hana), tem 16 anos. Tinha uma vida normal, uma garota que ajudava a mãe no campo, amava o pai incondicionalmente e era muito feliz. À ela foi concedido o dom da cura. Aos 16 anos, foi amaldiçoada por Tsubaki, uma feiticeira youkai, por que se negou a fazer parte de uma porção que a bruxa queria fazer e teve que fugir de casa para garantir a segurança dos seus pais, pois todos que ela amassem morreriam. Desde esse dia passou a ser fria para não correr o risco de amar ninguém, ela tinha medo de ferir as pessoas com seu amor fatal..

Aparência: Um pouco mais alta que a média, cabelos longos e castanho médio, assim como os olhos, pele mais morena que a maioria dos japoneses e corpo perfeito.

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Vocabulário:

*Matta ne: Até mais/Tchau.

*Gaki: Jovem/Pessoa imatura/Pirallho.

*Uso: Mentira.

*Zettai: Definitivamente/Absolutamente.

*Yokatta: Expressão de alívio (Que bom/Ainda bem/Graças a Deus.)

*Masaka: Não pode ser/Impossível.

*Otoko: Homem.

*Domo: Oi.

*Yatta: Consegui/Conseguimos/Conseguiu...

*Hahaue: Mãe.

*Yoshi: Lá vou eu!/Legal!