-Disclaimer-
Naruto e Little Pieces não me pertencem, sendo o último de autoria de O.o Kaoru-chan o.O
Restaração Divina
Sangue.
Sangue por todos os lados.
Corpos mutilados. Ninjas no chão.
Todos mortos.
O que havia começado como uma simples missão de ranking C terminou em uma dança de mortes, onde chovia sangre. Proteger a um senhor feudal era uma simples missão para um grupo de quatro integrantes - ainda mais quando todos haviam passado pelo exame chunnin – mas talvez fosse a participação de Uchiha Sasuke na tarefa que a tornasse tão simples.
Desde que o ex-traidor e atual ninja de Konoha, Sasuke Uchiha, havia voltado e havia sido perdoado, as esperanças de que a antiga equipe 7 renascesse chegaram com tepidez a vários integrantes do rockie nove.
Havia passado quatro anos desde sua primeira missão de ranking C, onde Tazuna-san havia mentido sobre o perigo do que se via envolvido. A quinta Hokage, talvez por compaixão, talvez pelo estado de embriaguez no qual se encontrava, designou à antiga equipe 7 uma missão de ranking C.
Parecia um círculo vicioso, porque, como daquela vez na qual Sasuke e o resto da equipe pensaram que o jovem portador do sharingan morreria, esta vez, novamente, uma morte se assomava como sombra silenciosa.
Tudo ocorreu igual. Foram assaltados por um grupo de ninjas repudiados.
Um excelente grupo de ninjas repudiados.
O sangre não havia demorado em fazer-se presente, enchendo o campo de luta com um clima pesado de sabor metálico.
Tanto Kakashi quanto Sasuke tiveram que invocar seus respectivos sharingan, Naruto irradiava um misterioso chakra vermelho para os atacantes, mas conhecido como Kyuubi, a raposa de nove caudas, para seus colegas e amigos. Sakura... Sakura havia sido deixada atrás, protegendo o senhor feudal. Sua equipe estava protegendo-a... como sempre. Sempre o haviam feito, sempre o fariam, isso não parecia mudar.
E isso a irritava.
A irritava porque não eram apenas Kakashi, Sasuke e Naruto. Desta vez eram Kakashi, Sasuke, Naruto, Pakkun, Gemba e Nakio, a invocação de serpente de Sasuke. Todos eles criando um círculo de proteção. Ninguém podia passar essa barreira porque os garotos não permitiriam e, se algum os escapava, sempre restavam as invocações para remediar. Aquelas duas barreiras não falhariam, ou seja, Sakura não lutaria.
Havia estado quatro anos estudando, treinando e atendendo a cursos intensivos e algumas vezes escutando às aulas dos futuros anbus (algo que nunca contaria aos garotos, sabia que a desafiariam).
Já não era a mesma pequena de antes. Já não era aquela Sakura com cabelo comprido que apenas se interessava por convencer Sasuke a sair com ela.
Está certo, continuava atrás do jovem Uchiha, mas já não o convidava para encontros.
Mas podia lutar. Tinha certeza.
Não era a discípula da quinta Hokage por nada.
Seu sentido se disparou quando sentiu a presença de um ninja escondido atrás dos arbustos, sorriu ao saber que o ninja não sabia que ela já o havia localizado.
'212 graus ao sul. 75 graus a oeste. 25 graus leste... Atacará por cima... Não, por baixo.'
Segurou com força a kunai que tinha entre suas mãos, preparada para atacar, quando a situação o necessitasse.
'Cinco segundos... quatro... três... dois...um-'
- ARRRGHHHHHH!!
Sakura olhou para trás, Nakio havia percebido a situação e se havia submergido sob a terra para surpreender o atacante e, assim, matá-lo com uma mordida no pescoço.
O corpo inerte caiu com um ruído seco. O sangue formou um charco, manchando as folhas dos arbustos. Quando Sakura voltou o olhar, Nakio já havia tomado sua antiga posição.
- Sakura-chan, estás bem? - gritou Naruto enquanto golpeava a mandíbula de um ninja que caiu a dez metros. Sasuke também distanciou seu adversário com um chute no estômago deixando-o no chão sem ar. Kakashi apenas observou a cena de esguelha, prestando atenção ao que Sakura responderia.
- Sakura-chan?
Sakura tremia de raiva, os nós dos dedos brancos pela pressão, a cabeça baixa em pura raiva, os olhos fechados, a respiração errática tentando controlar a emoção.
Mas, claro, o resto do time pensou que ela estava chorando por medo.
Awwww, pobre, inocente e pequena Sakura-chan.
- Não te preocupes, Sakura-chan, nós te protegeremos. Certo, Sasuke-teme, certo, Kakashi-sensei? – sorriu Naruto abertamente, enquanto golpeava o ninja em frente a ele.
- Fica atrás, Sakura – replicou Sasuke golpeando repetidamente o ninja que ele suspendia pelo pescoço.
- Sakura, só protege o senhor – havia dito Kakashi sorrindo.
'Te protegeremos'.
'Fica atrás'.
'Só protege'.
- Na-ru-to... Ka-ka-shi- sen-sei... Sa-su-ke-kun... – disse entrecortadamente. Aquela voz era aterradora e continha toda a fúria que segundos antes havia tentado esconder.
Levantou o rosto. Maravilhosos, vivazes e muito, mas muito irritados olhos verdes lhes devolveram o olhar. Ergueu o punho direito, concentrado todo o seu chakra, olhares de incredulidade se alçaram. Com o punho, fez contato com o solo, nenhum dos presentes duvidou em saltar em direção aos galhos das árvores.
O chão se dividiu em dois, criando um grande abismo que desembocava em um rio profundo: se alguém caísse ali, doeria.
Um ninja saiu voando naquela direção quando Sakura lhe deu um golpe certeiro na mandíbula. Aquele idiota havia acreditado que, diante de toda a distração, ninguém notaria se ele se aproximasse.
Oh, não, jamais subestimes a uma Haruno Sakura irritada.
- EU NÃO SOU FRACA – gritou a plenos pulmões. Seu cabelo estava despenteado, os ombros erguidos, os nós dos dedos apertados e suas pernas ligeiramente abertas. Para dizer a verdade, Sakura dava medo naquele momento.
Naruto havia corrido até Kakashi, escondendo-se atrás dele, ao ser sempre o alvo favorito para os golpes, acreditou ser mais conveniente afastar-se de seu alcance. Kakashi, por sua parte, tinha o sharingan desativado, mas por sobre a sua máscara era possível notar o contorno da sua boca aberta.
Choque? Óbvio.
Sasuke? Bom, Sasuke tinha sido o que melhor lidara com isso. Com sua pose descolada e com seu sharingan intacto, seu corpo estático e sem nenhum tremor ou outro sinal. O ataque de Sakura não o havia afetado em nada, absolutamente nad-... Whoa, Sasuke estava... pálido?
Antes que os três pudessem dizer algo Sakura gritou novamente.
- Pakkun, Gemba, Nakio! – os citados olharam a de cabelo rosa, expectantes. Sim, ela produzia medo – Protejam Takumi-san – as invocações formaram um escudo protetor em frente ao homem – era isso ou ser castigado por uma garota com um incrível mau-gênio.
Sakura, satisfeita com o resultado, deu dois passos à diante.
- Mas... Sakura-chan... seria mel- - Naruto calou-se quando o olhar frio e de puro, mas puro ódio caiu sobre ele. Oh, ele tremeu tanto. – Por que não nos ajudas, né? – mudou de pergunta sorrindo nervosamente.
Sakura observou ao seu redor. Ninjas demais de pé e poucos no chão. Sorriu. Que o jogo comece.
Estavam perdendo. Sentiam isso. Seus corpos pesados, seus movimentos débeis, suas reações lentas, suas respirações agitadas. Estavam sujos, feridos e com sangue seu ou de terceiros pela roupa, mas estavam cansados. Tão cansados.
Thud.
Sakura caiu sentada no chão. Seu chakra estava quase exaurido, havia usado demasiado usado curando as feridas de Sasuke e Naruto (sério, eles não sabiam que podiam sangrar até a morte?) e regenerando a energia de Kakashi que se cansava muito rápido ao usar o sharingan durante um longo período.
Ela também tinha feridas e muitas vezes teve de curar a si mesma senão não teria chegado onde estava agora, mas, agora, estava tão cansada. Queria estar em Konoha, deitada em sua cama depois de um bom banho, dormindo tranqüila e-
- SAKURA.
Sakura abriu os olhos rapidamente e encontrou-se perante uma mancha azul.
- Sasuke... kun? - perguntou. De pronto seus olhos se arregalaram. Sasuke na frente dela. Sasuke protegendo-a.
Sangue.
Sangue sobre o chão.
Sangue pingando.
Sangue na camiseta de Sasuke.
O sangue de Sasuke.
- SASUKE TEME.
- Sasuke-kun! – chamou desesperada ao ver o jovem Uchiha cair de joelhos. O ninja perante eles sorria com malícia, malícia essa que desapareceu no segundo em que o punho de Sakura fez contato com a sua cara.
Não se levantaria depois daquele golpe.
Sakura se apressou para tomar Sasuke pelos ombros, apenas para receber um gemido de dor. Ele segurava o próprio ombro esquerdo, uma kunai incrustada e sangue marcando sua camiseta e seus braços.
- Sasuk-e-kun, preci-so v-er es-sa fe-rida – tentou dizer Sakura, sem gaguejar, não o conseguiu. Pequenas lágrimas começaram a brotar dos seus olhos enquanto rasgava a roupa e tirava a kunai. Outro grunhido de Sasuke e Sakura sentiu uma dor no peito. O havia machucado.
Sasuke estava machucado por sua culpa.
Sasuke a havia protegido e se havia machucado. O haviam machucado.
O haviam machucado.
Protegendo-a.
O haviam machucado. PROTEGENDO-A.
- Sakura – chamou a voz de Sasuke.
Sakura ergueu o olhar. Os orbes profundos de Sasuke lhe devolveram o olhar, não havia reclamo neles. Com a sua mão direita, e muito cuidado, alcançou uma face para secar-lhe as lágrimas.
Aquele ato, sem palavras, conseguiu fazê-la chorar por angústia, sua uma dor no peito cada vez mais forte, a garganta parecia obstruída. Apoiou-se sobre o peito de Sasuke enquanto murmurava frases incoerentes e algum ou outro pedido de desculpas – Sinto muito... sinto muito...
Sasuke suspirou ao sentir o peso de Sakura em seu peito, talvez não se lembrasse mais de que estava ferido. Engoliu outro grunhido de dor e, relutante, acariciou os cabelos rosados, manchando-os com sangue no processo.
Sakura amassou a camiseta de Sasuke com os punhos, esta vez, ele não pode evitar grunhir de dor. Saakura, no instante, ergueu-se.
- Sinto muito!
Sasuke suspirou e fechou os olhos, a dor no braço o estava matando. Diabos! Não devia ter se superestimado tanto.
Mas a dor parecia desaparecer, algo cálido em seu ombro... Oooh, era tão bom.
Abriu os olhos ao reconhecer que aquele calor era Sakura... exatamente o chakra de Sakura.
Estava curando-o ou ao menos fechando um pouco o ferimento para parar a hemorragia; isso era o que fazia durante as missões: ela não os curava totalmente, para evitar a falta de chakra (tendo em conta que os garotos se machucavam gravemente em cada missão e treinamento. Com certeza eles levavam o treinamento a sério demais), era uma tática para conservar energia.
Seu ferimento estava quase todo fechado, sentia a mobilidade em seu braço esquerdo, não como antes, mas muito parecida. Sakura deveria parar... agora.
Bom... agora.
- Sakura. Pára – não ela não se deteve, continuou emanando chakra. Sasuke podia ver o suor escorrendo por sua testa – Sakura – esta vez sua voz soou mais potente. Tentou tomá-la pelo pulso, mas Sakura tocou outro ferimento em sua barriga. Sasuke maldisse entre os dentes e olhou-a com irritação, mas sua irritação desapareceu no instante em que a viu tossir.
Tossir sangue.
O mundo parou, já não escutava os gritos de luta, nem os choques de metal das shurikens lançadas. Apenas tinha olhos para ver o sangue de Sakura correr por sua boca, como seus olhos verdes mantinham aquele toque de perseverança, obrigação e determinação.
- Basta, Sakura! Pára! – gritou, esta vez desesperado, Sasuke, enquanto a tomava pelos ombros para afastá-la de si. A falta de chakra conseguiu que ela não se opusesse.
Sakura, débil, recostou seu peso sobre Sasuke, respirando com dificuldade.
- Que diabos estavas tentando fazer?! Podias ter morrido!
Sakura sorriu.
- Sinto muito.
Sasuke abraçou-a com força. Enterrando seu rosto em seus cabelos rosa. Estava exaurida de chakra.
- És tão... irritante.
Sentiu Sakura sorrir em seu pescoço.
- Sinto muito.
Logo, Sakura sentiu-se levantada e, gentilmente, depositada à base de uma árvore. Seus sentidos não haviam sido capazes de sentir o ninja que estava às suas costas.
- Fica aqui. Se alguém se aproximar, chama-me e eu virei.
Sakura esteve a ponto de levantar-se, com as poucas energias que tinha, e ajudar a lutar, mas o olhar de seriedade de Sasuke a deteve. Mas ela podia lutar. Negando com a cabeça, apoiou uma mão sobre o tronco da árvore. Devia lutar.
Seus esforços se viram interrompidos por um par de lábios cálidos sobre os seus. O simples contato a deixou estática. Abriu os olhos, surpresa.
Sasuke a estava beijando.
Não sabia se aquilo podia ser considerado um beijo, seus lábios apenas se uniram em um simples contato, o suficiente para cortar-lhe a respiração. Mas não havia movimento, apenas... encostavam-se.
- Fica aqui, Sakura – respondeu-lhe Sasuke em um tom baixo, antes de desaparecer.
Talvez tivesse sido sua imaginação, mas Sakura pensou ver uma mancha rosada sobre as bochechas de Sasuke.
Estavam perdendo. Sentiam isso. Seus corpos pesados, seus movimentos débeis, suas reações lentas, suas respirações agitadas. Estavam sujos, feridos e com sangue seu ou de terceiros pela roupa, mas estavam cansados. Tão cansados.
Thud
Esta vez, Naruto e Sasuke haviam caído no chão. Seus ferimentos não eram graves, mas a quantidade deles os havia debilitado o suficiente. Kakashi, a duras penas, podia ficar em pé, mesmo que ainda se mantivesse firme, Sakura sabia que não ia agüentar muito.
Não podia ser que aquele grupo fosse tão forte. Na verdade, sabia que não eram fortes, mas o simples feito de serem mais de 20 (muito mais que eles) os fazia fortes.
O time 7 não podia terminar assim. Recusava-se a acreditar nisso. Sakura olhou ao seu redor, Naruto e Sasuke tentavam levantar-se, suas respirações agitadas, podia sentir seu cansaço. Restavam 5 ninjas, eram poucos e, mesmo estando igualmente cansados, o número os superava.
Era inevitável saber o que aconteceria.
Sakura apoiou uma mão sobre a base da árvore, usando-a como respaldo para erguer-se. Os garotos ficariam bravos com ela. Sabia disso, mas era a única escapatória que via nesse momento.
Concentrando todo seu chakra, distribuiu-o em todo seu corpo, mantendo-se, assim, em pé. Todos haviam percebido seu chakra.
Sasuke, Naruto e Kakashi a observavam, pasmos. Certo olhar da de cabelos rosados os assustava um pouco. Naruto começou a gritar frases para que Sakura se afastasse, que não se aproximasse e que permanecesse com as invocações. Que todo ia ficar bem e que sairiam desta.
Kakashi, conhecendo a sua aluna, guardou silêncio, talvez um silêncio de respeito. Conhecia Sakura e sabia que por algo era a discípula da quinta Hokage.
Sasuke maldisse entre dentes e soube, quando viu o sorriso de Sakura, que as palpitações que teve seu coração nesse momento não eram por cansaço. Sentiu seu coração apertar-se quando viu os selos que Sakura fazia, não porque os reconhecia, mas pelo efeito que tinham eles sobre a situação. Seu estado não melhorou quando viu a expressão de Naruto, e muito menos quando o escutou vociferar para detê-la. Kakashi, que sempre mantinha suas emociones controladas, tinha um olhar de desespero.
'Que diabos está acontecendo?'
Aquela foi a única pergunta que conseguiu pensar em seu estado. Quis perguntá-la a Naruto, mas, quando viu como Sakura se havia recuperado de seus ferimentos e seu chakra havia voltado em enorme quantidade, qualquer pensamento coerente ficou em suspensão.
Havia escutado falar sobre esse selo com Orochimaru. Um selo que te fazia recuperar de qualquer ferimento e de escassez de chakra. Orochimaru havia dito que conhecia apenas uma pessoa capaz de fazê-lo, uma mulher com aparência enganosa, alguém com força descomunal que era capaz de ocultar isso.
Uma mulher cheia de surpresas.
Que estúpido havia sido! Tinha certeza de que Orochimaru estava falando de Tsunade. Uma mulher de aparência enganosa, de força descomunal, alguém inteligente, mas suficientemente estúpida.
Tentou lembrar-se das conseqüências desse selo e, lentamente, veio à tona.
A vida.
O preço a pagar era a vida.
- SAKURA.
Mas ela já não o escutava, avançava sobre os cinco ninjas, golpeando e atirando alguns. Sua especialidade no ramo de medicina fez com que soubesse pontos de imobilização, pontos débeis dos quais se aproveitou. Muitas kunais passavam roçando por seus braços e pernas, o suficientemente cerca para deixar-lhe marcas no corpo, mas os ferimentos pareciam recuperar-se num segundo.
Maldito selo efetivo.
Seu olhar não se afastava do inimigo, sua face não se contraía em outra além de determinação para chegar ao objetivo. Estava concentrada e não se permitia ver a seus companheiros, apenas se limitava a protegê-los.
THUD
O último ninja havia caído. Os ombros de Sakura se levantavam e baixavam acompanhando sua respiração agitada. Respirou profundamente e tentou tranqüilizar-se. O selo ainda funcionava, não havia chegado ao limite. Olhou a seus amigos, todos a olhavam com uma expressão emocionada. Kakashi se havia recuperado primeiro, a princípio seu olhar foi de pura censura para finalmente fechar os olhos e sorrir – mesmo que seus olhos ainda estivessem sem brilho. Naruto começou a gritar, criticando Sakura, dizendo-lhe que nada haveria acontecido e que não era necessário sacrificar-se dessa forma. Sakura sorriu-lhe ainda afastada dos outros. Sasuke esteve inquietamente calado. Não havia dito nada sobre a atuação de Sakura nem sobre sua escolha. Mostrava-se indiferente, mesmo que claramente estivesse irritado.
Sakura sorriu-lhe quando seus olhares se cruzaram, deixando uma mensagem mais profunda que um 'não me arrependo' Sasuke desviou o olhar, ainda bravo.
Nesse momento, tudo aconteceu muito rápido. Naruto continuava gaguejando sobre a péssima escolha de Sakura, quando gritou seu nome a todo pulmão. Os dois ninjas olharam para a citada. Já não se encontrava mais ao alcance de sua vista. Naruto se havia levantado e avançado até a beira do abismo. Sasuke e Kakashi não tardaram em alcançá-lo.
E ali estava ela, agarrada às pedras com as duas mãos. Um ninja, que havia caído, havia aproveitado a confiança dos três para avançar silenciosamente pelo abismo. Sentiu-se ainda mais afortunado quando a viu ainda à borda do mesmo. Tomou-a pelo tornozelo, tentando levá-la consigo.
E conseguiu.
Havia levado-a a uns metros de distância, as rochas lhe haviam provocado vários cortes no corpo, o sangue começou a desenhar formar aleatórias sobre a sua pele.
Já não se sentia tão confiante.
SAKURA-CHAN!
Escutou gritar Naruto. Olhou para cima, Naruto, Kakashi y Sasuke a olhavam. Viu como Sasuke estendia a mão. Sakura, usando sua força descomunal, ajustou parte de seu chakra em sua mão direita, agarrando-se fortemente às rochas e com a mão esquerda tentou fazer contato com a de Sasuke.
E voltou a acontecer.
O ninja pegou uma kunai e cortou-lhe parte da pele da perna. Sakura fechou os olhos e afogou um grito de dor. Em conseqüência, sua mão perdeu o rumo. Agarrou-se fortemente, enquanto o ninja saboreava o momento e voltava a tomar a kunai e acariciava a perna de Sakura, causando-lhe calafrios.
SAKURA!
Esta vez foi a voz de Sasuke. Sakura voltou a vista e dirigiu novamente sua mano. O olhar de Sasuke apenas podia lhe enviar confiança. Estavam tão perto.
Tão perto que podia sentir o colar de seus dedos.
Mas quando a kunai do ninja lhe fez um corte no lado esquerdo de sua cintura, Sakura soube que aquele era o final.
Sentiu-se flutuar por uns segundos. Suas mãos estavam suspendidas como o estava todo o seu corpo. Olhou para cima com desespero. Aquilo não podia estar acontecendo. Deu-se conta de que era realidade quando viu o mesmo desespero nos olhos de Sasuke.
A próxima coisa que viu foi uma gama de cores, desde o laranja e preto, cinza e azul. E escutou um grito desesperado, que bem parecia a voz de Sasuke.
SAKURA!
Então, tudo ficou escuro.
Quando soube que estava consciente, não sentiu dor. Sentia seu corpo leviano e suspenso, mas, ao mesmo tempo, não sentia seus membros. Era como boiar.
Tentou abrir os olhos, mas sentia que suas pálpebras pesavam muito. Não era como se estivesse débil, mas preferia mantê-los fechados, podia notar que havia muita luz.
Sentia-se bem assim. Podia respirar algo que a fazia sentir-se estranha. Era una fragrância desconhecida. Algo sumamente sobrenatural. Encantava-lhe. Queria senti-lo todo o dia. Também se sentia abrigada. Aninhada. Não sentia frio e muito menos calor. Sentia-se bem assim. Como agasalhada.
Estava sonhando ou aquilo era o céu?
Talvez sim.
Talvez não.
Mas se sentia muito bem assim, sorriu, deixaria as pálpebras fechadas ao menos um pouco mais.
Sasuke despertou quando a noite já havia entrado pela janela. A lua ainda podia iluminar bem a habitação, marcando bem os contornos dos objetos da habitação.
Continuava sentado na cadeira, sua posição firme e controlada havia sido quebrada essa noite. Havia querido manter-se acordado, mas ele também tinha ferimentos, silenciosamente havia fugido de seu quarto para aparecer nesse. Decepcionou-o muito ver vários cabos, mas suspirou aliviado ao escutar umas fortes e regulares palpitações.
Olhou a sua companheira.
Esta vez fora por pouco. Muito pouco, para o seu gosto. Franziu o cenho ao ver vários de seus ferimentos e não o agradava a idéia de que lhe haviam injetado morfina para que não sentisse dor. Lentamente afastou seus braços de seu pequeno corpo. Cortando o abraço. Desejava ver-lhe os olhos. Queria voltar a vê-los para apagar a imagem de um par de olhos verdes olhando-o desesperadamente, como si fosse a última vez. Reprimiu-se por pensar assim.
Com seus dedos torpes acariciou-lhe a bochecha e o cabelo. Parecia tão débil. Mas sorriu ao ver um pequeno sorriso na comissura de seus lábios. Ao menos, podia senti-lo.
Estava viva e isso era o que importava.
Outra vez sentiu sono, seus braços voltaram a acomodar-se ao redor de seu corpo. Abraçando-a com cuidado para não lastimá-la.
Esperava que despertasse na manhã seguinte e lhe sorrisse como sempre. Estava ansioso para ver este sorriso todos os dias.
Owari
-Notas da Tradutora-
Eu não esperava ter tão pouco tempo. Desculpem-me o tardar, vou demorar um pouco para me ajustar aos novos horários e, afinal, problemas sempre aparecem.
Feliz Páscoa, crianças! Comam chocolate, quando mais cacau melhor! Sim, eu estou cobiçando a barra de chocolate de laranja com oitenta por cento cacau u.u'
Ok, eu preciso perguntar isso: alguém tem uma dúvida estapafúrdia sobre Nutrição? Nada? Nadica?
Este capítulo deveria ter sido postado sexta, mas – eu sempre tenho um "mas" na manga – eu me senti culpada e resolvi fazer um presente de Páscoa, que será postado junto ainda hoje. Doce Rotina, deve estar nas atualizações - Gosh, eu jamais tinha feito auto-propaganda antes, que humilhante!
Então, crianças, comam, comam, comam chocolate! :D
Uchiha Harumi – Hey! Yep, fiquei com as cópias por uma semana, agora ando só com os documentos, o atestado e o comprovante de residência – nunca se sabe. Se acrescentares mais detalhes sobre a personagem é só me mandar um e-mail, ok? Cuida-te!
Kiyuii-chan – Nossa mais nova estudante de medicina, não?! Há quanto tempo! Que bom que gostaste! Espero que te divirtas lendo as demais também. Até!
Maá – Olá, aqui está mais um capítulo, ainda tem uns dez para serem traduzidos, não te preocupes xD Tchau.
Carol aka-neko – Carol! Exato, empolgação tripla! xD Ficou com cara de "10 coisas que eu odeio em você", não ficou?xD Sério? Se lembrares do nome do filme, me avisa, ok? Até!
Hyuuga Florine – Que bom que conseguiste chegar até o último capítulo da atualização! xD Espero que continues lendo!
Juliana-chan – Ok, eu sou um pouco neurótica com isso: eu só traduzo, a fic é da Kaoru-chan, ok? Mas eu aviso a ela que tu adoraste, que tal?xD Até!
Misaki Matsuya – Nada como uma pequena vingança da Sakura, não?xD Nem sabes! Esses dias eu estava andando pela rua quando passou uma borboleta e eu fui seguindo ela com os olhos até dar de cara com uma senhora que me olhava como se eu fosse doida! Eu morri de rir sozinha xD E esse eu demorei, desculpa u.u' Até!
Mari Santoro – Ela riu porque isso não é usual, acho que ela ficou feliz em ter alguém que, de fato, faça uma crítica construtiva xD E porque a Kaoru-chan ri de tudo xD Aproveita pra fazer coisa ilegais agora, enquanto ainda és menor de idade xD Hey, eu também chego aos dezoito em agosto :D Não, pior que não é isso! Eu, minha mãe e minha tia chegamos a essa conclusão! Eu não fico bem com coisas na minha cabeça! E olha que o sonho da minha tia era me fazer usar uma boina xD Já, entrei esse ano! A autora tem uns vinte anos! Eu lembro da tua amiga!! A Jô, não? A amiga dela que é minha amiga (duh! Que rolo) está na faculdade de Geografia xD Até!
Meninas, eu peço desculpas por esse capítulo, além de atrasado está mal corrigido, vou arrumá-lo assim que conseguir tempo, mas achei que prefeririam que eu postasse assim.
Até, crianças!
