Capítulo VI: As Cartas que Eu não Mando.

John chegou ao seu quarto e se deitou na cama, afundando seu rosto no travesseiro. Ele não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Como Cameron podia ter ido embora, assim, diante de seus olhos?

John estava odiando Sarah e Derek nesse momento; ele sabia que a atitude dos dois tinha sido a mais correta e racional possível, mas quem está vendo o amor de sua vida ir embora para sempre não quer ser coerente e racional! Não quer saber se está arriscando sua vida e botando a perder a existência da humanidade: tudo que se quer é ir ao encontro daquela pessoa que ameaça sua amada e morrer tentando protegê-la, se preciso. Assim como Cameron tinha escolhido a missão de proteger John, ele também havia escolhido a missão de proteger Cameron e morreria por ela com um sorriso no rosto.

O travesseiro já estava encharcado com as lágrimas que caiam do rosto de John. Ele nunca havia sentido uma tristeza tão profunda, nem mesmo quando Tio Bob havia se sacrificado. Ele não sabia o que fazer, estava inconsolável. Nada mais fazia sentido para ele, como tudo podia ter mudado tão depressa?

De manhã ele havia dito que a amava, que tudo estava bem e nada iria os separar, nem mesmo o tempo; mas agora ela não estava aqui, ele estava totalmente só e a solidão iria deixá-lo louco. John não sabia como continuar essa luta insana, como prosseguir se Cameron não vai estar lá; esta iria ser sua pior jornada, a imagem do rosto de Cameron iria segui-lo em todo lugar. Se ela não estivesse aqui, ao seu lado, ela não conseguiria segurar as lagrimas que agora ele tentava esconder; John achava que não iria agüentar, ele sabia que não iria conseguir viver sem Cameron. Era só o amor de Cameron que o mantinha vivo, não havia motivos para sonhar, sua vida não tinha significado se ela não estivesse ali.

Como ele pôde simplesmente deixá-la ir embora, simplesmente partir sem deixar nenhum rastro? Como ele pôde deixá-la ir se em toda respiração que ele dava ela estava com ele? Se ela é a única que realmente o conhece? Como ela pôde se afastar dele e tudo que ele pôde fazer foi vê-la partir? Eles compartilharam a dor, os risos e até mesmo as lágrimas; ela é a única que realmente a conhece. Quem olhasse para John, agora, veria tão-só um espaço vazio, pois não havia nada para ele recordar de Cameron, só uma imagem dela em sua mente, e ela voltar para John estava contra todas as previsões, mas ele tinha que encarar isso. Ele gostaria que Cameron voltasse e pudesse ver como ele estava chorando por ela. Há tantas coisas que ele precisava dizer para ela, tantas razões e "porquês" ela era a única que realmente o conhecia. Mas esperar por ela era a única coisa que ele podia fazer e era isso que ele teria de enfrentar.

John levantou a cabeça do travesseiro, olhou para o lado e encontrou o retrato que havia tirado com Cameron há alguns dias. Isso aumentou ainda mais a sua dor: ele pôde ver o quanto estava feliz ao lado de Cameron, e ao comparar o seu estado quando tirou aquele retrato com o atual não o ajudava a melhorar. Ele sentia falta de tudo em Cameron: de sua voz, de seu cheiro, de sua pele, de sua boca, do seu corpo, sua mente, sua inocência e ingenuidade, seu sorriso, das respostas inconvenientes, sua falta de tino para sentir o momento de se fazer um comentário, até mesmo do bico que ela fazia com a boca nesse foto.

Quando o céu incendeia e acende uma estrela no coração; quando a lua passeia e a vida acontece numa canção, é lá que imagino te ver, que eu começo a sonhar; que eu me lembro demais e me vejo beijando você. Mesmo de brincadeira eu sigo o que fala o coração, faço à minha maneira, faço da vida nascer uma canção. Que vontade de te ver, de querer te abraçar, de correr pela areia, eu preciso te achar! Que vontade de te ver, de querer te abraçar, de correr pela areia, que vontade de amar... você.

Dentro de John existia um silêncio que gritava e não havia como explicar como a vida desmoronava em um segundo. Ele tirou os olhos do retrato por alguns segundos e se lembrou do que havia dito a Cameron uma vez, quando a menina do colégio onde eles estudavam se matou: às vezes, quando a dor de uma pessoa é muito grande e chorar não é o suficiente, elas escrevem bilhetes para outras pessoas, mesmo sabendo que ela não vai lê-las.

Era isso que John iria fazer agora: escrever um bilhete para Cameron. Uma carta que dissesse tudo que John estava sentindo agora, a saudade e tristeza que tomava conta de seu coração. Ele pegou uma caneta, um de seus cadernos e pôs-se a escrever, sem pensar muito nas palavras que colocava no papel: não é preciso ser poeta para falar de amor! As palavras vinham a sua cabeça e ele as escrevia da forma que apareciam em seu cérebro.

John ficou escrevendo por horas a fio, sem parar ou largar a caneta por um segundo sequer. A pilha de papel já não cabia nos armários, tomava todo seu espaço, faziam montes pela mesa. E agora essas pilhas de papéis eram seu quarto, sua cama seus lençóis, e ele cada vez mais se enchia de saudade, não era mais possível desatar todos esses nós.

De todas as coisas que John tinha escrito, uma delas lhe chamou a atenção: um soneto que expressa bem o que se passava em sua alma:

Este soneto meu nasceu de uma saudade,

Existe em cada verso a gota do meu pranto,

Em cada estrofe existe o ardor duma lealdade,

De quem sofre na vida e de quem ama tanto.

Viver longe de ti sentindo a iniqüidade

De uma ausência ferina. É triste este meu canto.

Eu fico a te esperar na maior ansiedade,

Para gozar de nosso o teu amor tão santo.

Quero rever a luz do teu olhar brilhante,

E o riso teu, sereno, a vida me encantando.

Quero-te junto a mim, ao menos um instante.

Não me deixes sofrer desta saudade a dor,

Até mesmo dormindo, até mesmo sonhando,

Quero escutar-te a voz proclamando amor.

Essa poesia era a mais exata expressão do que se passava no interior de John agora, e ele iria lembrar-se sempre destas palavras. Pois iria dizê-las quando encontrasse Cameron de novo. E ao olhar para seu poema e o retrato que estava na estante e lembrar o que havia dito para Cameron, John não teve dúvidas: ele havia prometido que nada iria separá-los e não estava mentindo. Ele ira encontrá-la, ele iria atrás dela. Não sabia como, ainda, mas John daria um jeito. Ele era John Connor, encontrar soluções que pareciam impossíveis para todos era o que ele fazia diariamente no futuro; e se ele fazia isso pelas pessoas no futuro, ele faria isso por ele e por Cameron agora!

A decisão estava tomada, mas John não tinha a menor idéia de como iria atrás de Cameron: máquina do tempo não é o tipo de produto que se encontra em uma loja de conveniência ou em qualquer esquina. Mesmo no futuro, eles só possuíam uma, que encontraram quando tomaram um prédio da Skynet.

A dificuldade era grande, mas John não iria desistir: ele havia prometido da Cameron que a encontraria e ele não estava disposto a quebrar esta promessa. Ele havia falhado com Cameron por muitas vezes no passado e até mesmo no futuro, mas agora, no presente, ele nunca falharia com ela!

Enquanto John pensava em um modo de ir atrás de Cameron, sentado em sua cama e segurando o retrato que havia tirado com ela – sem tirar os olhos dele – Derek bateu na porta do quarto.

"Quem é?".

"Não se preocupe, John, não é a sua mãe.".

"O que você quer, Derek?".

"Eu posso entrar?".

"Se eu disse não, você iria embora?".

"Não, mas você dando a permissão seria mais educado.".

John rolou os olhos e expirou com um ar de desaprovação pela presença de Derek. Ele não estava com disposição para conversar no momento, ainda mais com Derek, que sempre desprezou Cameron.

Derek observou as pilhas de papel espalhadas e pôde imaginar o que John ficou fazendo em todas essas horas que esteve dentro do quarto. Ele retirou alguns papéis que estavam em cima de uma cadeira e sentou-se, olhando para John por alguns segundos antes que o garoto quebrasse o silêncio:

"Então... Você vai falar alguma coisa ou vai ficar só me olhando?".

"John, eu entendo como você...".

"Não, Derek, você não entende! Você não tem como entender, portanto, não me venha com essa conversa fiada de que você sabe como eu me sinto, mas que eu preciso superar! Você não sabe como eu me sinto e eu não preciso superar! Eu não quero superar!".

"Eu entendo mais do que você pensa, John! Ou você se esqueceu que eu tive de agüentar Kyle ter partido?". Ok, John não esperava por isso! Ele nunca havia pensado nisso, em como Derek ficou ao saber que Kyle havia partido e não mais voltaria.

"Você deve estar soltando fogos de artifício por dentro, não é?! Agora que Cameron foi embora! Era isso que você queria todo esse tempo. Que eu ficasse longe dela! Bem você conseguiu o que queria, não foi?!".

"Acredite, John, tudo que eu menos quero é você assim. Você é meu General, eu sigo você, as suas ordens. Você não nos é útil nesse estado, John! Você não tem condições de liderar ninguém assim. Você é meu sobrinho, John... eu não gosto de ver você sofrendo.". Derek tomou fôlego antes de continuar: "Você me lembra seu pai quando tinha sua idade, chorando por causa da guerra. Eu me lembro do rosto de dor que ele fazia ao ver alguém morrer, o quanto ele sofria com isso. Eu vejo isso em seus olhos, John: a mesma dor, o mesmo sofrimento, a sensação de tristeza. Acredite, John, eu não quero ver você assim.".

"E como eu posso não ficar assim, Derek? Ela se foi... para sempre! Eles a levaram embora. Tiraram tudo de mim. O que sobrou para mim aqui, agora? Qual a razão para lutar?".

"Nós, John! Sua mãe, eu, a raça humana. Nem tudo gira ao seu redor, nem todos os motivos têm de ser 'os seus motivos'. Essa não é só a sua guerra.", Derek disse com tom firme para John.

"E o que você quer que eu faça? A esqueça? Espere por 20 anos até encontrá-la de novo no futuro?".

"Eu quero que você faça uma escolha, John. A mais difícil que você já teve de fazer até hoje; e a mais importante também. Isso vai afetar não só a sua vida, mas a de todos.".

"Eu não estou entendendo o que você quer dizer, Derek.".

"O que estou perguntando, John, é simples: você está pronto para ser um General e tomar a decisão que você crê ser a correta e lutar até a morte para defendê-la? Está pronto para abrir mão de tudo que você considera importante para se dedicar a uma missão? Você está pronto para tomar uma decisão e agüentar todas as conseqüências dela, mesmo que ela machuque as pessoas que você ama? Em poucas palavras: você está pronto para ser John Connor?".

"Se isso me ajudar a encontrar Cameron, sim!".

"Você tem certeza, John?".

"Olhe para mim, Derek. Eu nunca falei tão sério em minha vida! Eu já a escolhi sobre todos uma vez e farei isso de novo. Eu sempre a escolherei! Agora e sempre!".

"Muito bem, John! Se é o que você diz. Essa é a sua escolha. Espero que você tenha falado sério sobre agüentar as conseqüências dela.", Derek falou, abaixando o tom de voz na última frase.

"Essa é a minha decisão, Derek! Aceite!", ele respondeu com a firmeza que Derek não estava acostumado a ver neste John, mas que reconhecia sempre que falava com seu General. "Então, como isso vai me ajudar a encontrar Cameron?".

"Você lembra que sempre que me perguntavam qual era minha missão dada por você para este tempo eu dizia que você havia me mandado para cá para 'esperar', mas não sabia 'pelo quê'? Pois é, era mentira. Você me mandou de volta para cá com vários outros integrantes da Resistência. Você os viu mortos quando foi até nosso apartamento. Eles eram cientistas, John! Você me mandou com eles para protegê-los, eu era seu melhor soldado. Infelizmente, eu não cumpri esse papel muito bem, como você pôde perceber. Um desses cientistas era Andy Goode...".

"Espere... você quer dizer 'o' Andy Goode? Aquele com quem minha mãe saía? Quem inventou...".

"O 'Turco', sim. No futuro, ele usava o nome 'Billy Wisher'. Eu o conheci em um campo de concentração, nós escapamos juntos de lá e ele me falou que tinha inventado o 'Turco' e que foi essa sua invenção que deu origem a Skynet. Ele se sentia culpado por ter criado a origem da guerra que lutávamos. Quando você o convocou para nossa missão, ele não pensou duas vezes em aceitar.".

"Que missão era essa?".

"Você mandou nossos melhores cientistas para cá. Era o único jeito de criar o que você queria neste tempo.".

"E o que era isso, Derek?! Conte de uma vez!".

"Uma máquina do tempo, John! Isso que nós viemos fazer. Construir uma máquina do tempo aqui, no presente, exatamente em um local onde tínhamos uma base no futuro. Para o caso de todos os nossos esforços falhassem e Skynet conseguisse colocar as mãos em você ou algo assim. Para evitar o Dia do Julgamento, como sempre.".

"O quê? Espere... o quê? Você está me dizendo que nós temos uma máquina do tempo aqui? Agora?".

"Sim, Andy a construiu antes de morrer.".

"E como ele saberia como construir uma máquina do tempo?".

"Nós encontramos uma no futuro, em um prédio próximo a um campo de concentração que nós chamávamos de 'Caverna do Dragão'. Andy a estudou profundamente para ser capaz de criar uma, aqui no presente.".

"E por que você não me contou antes?".

"Porque eu não tinha certeza se você era John Connor ou John Baum. Agora eu tenho!", Derek respondeu com certo ar de admiração nas palavras. Afinal, era com o John Connor das lendas que ele falava no momento.

"Derek, você está ciente de que eu vou atrás de Cameron utilizando a máquina do tempo, não é?".

"Sim, eu sei. Por isso que te contei sobre ela. Eu queria ver se você faria a escolha que devia ser feita. A escolha que John Connor faria.".

"E eu... fiz a escolha certa?".

"Diga-me você... Você é John Connor.".

"Você me seguirá na minha escolha? Me ajudará a ir atrás de Cameron com a máquina do tempo que vocês construíram?".

"Sim. 'Viva por John e morra por Connor'!".

"Então... eu acho que fiz a escolha certa!". Passaram-se alguns segundos de silêncio, apenas com os dois examinando um ao outro.

"Você sabe que... isso pode arruinar suas chances com ela, não sabe? Ela não vai te perdoar por me ajudar a abandoná-la!", John perguntou a Derek; obviamente, Derek não precisou perguntar a quem John se referia quando disse "ela".

"Sim... eu sei.".

"Então... por que você está me ajudando? Você odiava a Cameron, sempre me quis longe dela e sabe que pode arruinar as chances com minha mãe. Por que você vai me ajudar?".

"Porque quando eu aceitei essa missão, John, eu sabia que haveria sacrifícios. Eu vim para cá para me certificar de que quando o General Connor precisasse de uma máquina do tempo ele a tivesse. Essa era minha missão e é isso que vou fazer. Não é só John Connor que tem de tomar decisões que não gostaria e arcar com o peso delas; todos nós, soldados da Resistência, temos de abrir mão do que queremos para cumprir nossa missão. Eu não vim para cá achando que ia conhecer alguém, ser feliz e me casar, construir uma vida. Eu vim para garantir que o meu 'eu' que ainda é criança não tenha que passar pelo que passei, para salvar a mim, Kyle e todos nós; ou ao menos garantir que você vença a guerra logo. Além do mais, já ficou bastante claro que você precisa de Cameron ao seu lado para nos levar a vitória. E por mais que eu odeie ter de pensar nisso, sem estar com ela você não é John Connor, não o nosso General, não o que nós precisamos. Você a ama e apesar de eu nunca falar isso de novo, ela o ama também. Vocês, juntos, nos farão ganhar essa guerra e para isso que estou aqui. Para garantir que nós vençamos. E para isso, você precisa buscá-la, esteja ela onde estiver. Foi para isso que construímos a máquina do tempo e é por isso que eu vou te ajudar, ainda que para isso eu tenha de abrir mão do que desejo... Ainda que estrague tudo com Sarah.". John ficou algum tempo assimilando aquilo que acabara de ouvir: ele não pensava que Derek o conhecesse tão bem.

"Certo. E então, quando nós vamos?".

"Sarah já está dormindo. Você já está pronto para ir?".

"Sim. Eu já nasci pronto!". Para John, isso não era só uma força de expressão.

Eles se levantaram e sorrateiramente saíram do quarto, descendo as escadas e entraram no carro. Derek estava dirigindo até o local onde haviam construído a máquina do tempo e eles não trocaram nenhuma palavra no meio do caminho: tudo que precisavam dizer já havia sido dito, nada mais era importante.

Eles entravam em uma parte mais pobre e deserta da cidade, repleta de casas mal conservadas e prédios abandonados. Foi justamente na frente de um galpão abandonado que Derek estacionou o carro. Ambos desceram e Derek guiou John para a porta. Ele, então, puxou um tijolo falso que revelou um aparelho parecido com aquele que Cameron usou no banco: uma tela com leitura de retina e um teclado. Derek colocou seus olhos de forma que a máquina pudesse lê-lo e em seguida digitou uma senha.

O portão se abriu e revelou um galpão vazio e uma máquina no centro, com cabos espalhados pelo chão e algumas peças jogadas ao acaso. Derek foi para perto da máquina e ergueu do chão um monitor e um teclado. Ele ligou a máquina e John pôde ver no monitor Derek digitar "2026", o ano para o qual Beatrix levou Cameron. O soldado confirmou a operação e apertou o botão para iniciar a seqüência. Não demorou para que os raios e clarões começassem a aparecer.

Derek se afastou da máquina até ficar a uma distância segura e John ficou bem a frente dela. À medida que a bolha ia tomando forma, Derek falou suas últimas palavras para John:

"Eu segui você até aqui, John. Agora é com você! Espero que você tenha tomado a decisão certa. Pelo seu bem. E pelo bem de todos nós.".

"Você foi um bom soldado; você foi um bom tio! Mas está na hora de eu começar a lutar minha própria guerra. Você me conhece no futuro: o que meu 'futuro eu' faria?".

"O seu 'futuro eu' não está aqui agora; você está! Não existe mais diferença entre ele e você: eu seguiria os dois até a morte. Ambos lutam com Cameron ao seu lado; e se John Connor luta ao lado dela, assim eu também o farei!".

"Cuide bem de minha mãe, Derek. Diga a ela que essa foi a minha escolha. Diga a ela que eu a amo".

"Eu direi.".

"Obrigado, Derek! Por tudo.".

"Obrigado, John!", Derek falou, batendo continência para seu General.

Enquanto John respondia a continência de Derek com outra, a bolha tomou todo o seu corpo e após um clarão ele havia sumido. Não a tempo de ver a lágrima que seu tio derramou por ele e pela guerra que ele havia começado a lutar.


Nota do Autor:

Esse capítulo não é um capítulo de ação; é um capítulo sentimental, uma espécie de preparação, transição das personagens e da história. Ele prepara a ida de John atrás de Cameron e tudo que isso implica.

Os abraços vão para as pessoas de sempre: aos que lêem e comentam (e aos que não comentam também), à comunidade do Jameron Orkut; à Veri (por insistir em me deixar escrever e não desanimar com o pífio resultado) e à Marina (pela persistente revisão de estilo e conteúdo).