Capítulo 29 – Convescote produtivo

Tema: reunião

Hermione olhou para ele com expectativa:

– Você pode dizer não, é claro. Mas isso iria não só magoá-la como também poderia levantar suspeitas. No fundo, só o que ela quer é ter certeza de que estamos nos alimentando bem, e que tudo está em ordem.

– Eu sei, mas essa idéia da mãe do Ron parece ser estranha – disse Harry. – Fazer um jantar da Ordem aqui, de repente...

– Hermione pode ter razão, Harry. Você conhece a minha mãe. Ela quer saber o que nós temos feito, fica curiosa porque estamos aqui. Se dissermos não, ela vai ficar ainda mais curiosa.

– E nós não queremos chamar atenção, queremos? Além do mais, a Ordem pode querer verificar se você está bem, se está protegido, essas coisas.

Harry olhou para os dois, pálido:

– Se eles fizerem isso hoje à noite... não poderei avisar Severus. Ele pode vir hoje à noite para... as lições de Oclumência. – Ron revirou os olhos, e Hermione enrubesceu. – Tá, tá, para a gente fazer o outro treinamento! De qualquer forma, metade da Ordem vai estar aqui, e se ele aparecer...

– Ah, sim, se isso acontecer, ele vai parar em Azkaban, com certeza. Você tem que avisá-lo, Harry.

– Não posso mandar Hedwig. Ela é muito óbvia! Ron, você pode me emprestar Pig?

– Harry! – ralhou Hermione. – Ele é muito pequenininho para uma missão tão perigosa. Além disso, o que é que você está pensando? Use o seu Patrono!

Harry poderia dar-se um tapa por sua estupidez. Claro, o Patrono!

Sem perder tempo, ele puxou a varinha, lembrou-se da quarentena na ala hospitalar e sentiu seu coração se inundar de um sentimento tão grande que ele sequer parou para identificar. Simplesmente apontou a varinha para o hall de entrada:

Expecto Patronum!

Da ponta da varinha, emergiu um veado luminoso, e Harry ordenou:

– Leve a Severus o recado que ele não deverá vir para cá esta noite e que, se puder, ele confirme que recebeu a mensagem. Por favor, rápido!

O animal assentiu e saiu galopando num risco prateado.

– Bom, gente. – Harry bateu palmas. – Temos uma festa para preparar. Dobby! Você vai gostar disso!

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A idéia não tinha agradado Harry desde o início, e o jovem cada vez mais se dispunha a concordar com essa primeira impressão. Até Hedwig, geralmente tão cordata, estava de mau humor com a chegada de uma coruja estranha, na verdade um bufo-real, com a resposta de Severus. Ron, Hermione e Harry se entreolharam ao ver a ave, e Dobby apenas confirmou: aquela era a coruja usada pela família Malfoy.

O que estaria Severus fazendo perto daquela gente? E Voldemort não estava meio irritado com os Malfoy?

Mas assim que Molly Weasley chegou, com o clã e os convidados, essas preocupações ficaram na parte mais remota da mente de Harry. De repente, ele se sentiu mentindo para toda aquela gente, e aquilo o fez se sentir mal. Afinal, eram seus amigos.

– Vocês parecem estar ótimos! – sorriu Molly. – E estão se alimentando direitinho?

– Mãe! – Ron ficou vermelho.

– E o que têm feito? As férias estão para terminar!

– Sim – disse Hermione. – Por isso mesmo estamos fazendo os deveres antes de as aulas retornarem.

– Sra. Weasley – indagou Harry –, sabe se a escola vai reabrir em setembro?

Molly deu um sorriso triste:

– Ainda não sabemos, Harry querido. Mas a Profª McGonagall tem ido a muitas reuniões para resolver isso.

– Mas se a escola não reabrir, o que vai acontecer?

– Ainda não sabemos. Vocês têm sabido das notícias?

– Hermione assina o Profeta Diário – informou Harry. – Mas acho que vou pedir uma assinatura do Quibbler também.

– Não precisa, Harry. O Profeta tem relatado fatos direitinho ultimamente – garantiu Tonks. – As coisas parecem ter se acalmado um pouco, principalmente depois do reboliço com a morte da Sra. Malfoy.

– Sra. Weasley – disse Harry –, eu queria pedir sua permissão.

– Harry, você já tem idade. Não precisa pedir permissão para nada.

– É que eu queria viajar e Ron e Hermione também quiseram ir. Sei que a senhora se preocupa por nós, mas... eu gostaria de visitar o túmulo de meus pais essa semana. No caso de termos que voltar a Hogwarts, eu queria ir lá antes. Eu nunca estive lá.

– Claro que entendo. Mas acho que vocês deveriam ir com alguém. Por proteção. Assim como podemos pensar em uma escolta para Diagon Alley se Hogwarts for reaberta e vocês precisarem comprar material escolar.

– Então acha que precisamos de escolta para Godric's Hollow?

– Ah, mas é claro, Harry. Deixe-me falar com Arthur. Ele está ali com Kingsley.

Terminou decidido que Tonks iria acompanhá-los até Godric's Hollow. Para Harry, foi uma boa solução. Fez o jantar descer bem mais tranqüilo.

Aliás, ele estava até tendo idéias.

– Oi, Sr.Weasley! Posso lhe pedir um favor?

– Claro, Harry. O que posso fazer por você?

– É que... bom, não sei se o senhor sabe. Eu tenho esperanças de me tornar um Auror algum dia.

– Sim, sim, Ron tinha me dito. É muito trabalho, Harry. Espero que se dedique bastante.

– Sim, senhor. Mas eu gostaria de ir ao Ministério, um dia, fazer uma visita para acompanhar o trabalho de Auror.

– Bela idéia, meu rapaz, bela idéia! – O Sr. Weasley se entusiasmou. – Meu filho fez a mesma coisa no seu sétimo ano. Muito bem, muito bem. Acho que podemos arranjar tudo com Kingsley. Ele trabalha na Divisão de Aurores.

– Tudo bem se Ron e Hermione forem junto?

– Não vejo por que não. Mas Hermione também quer ser auror?

– Ela ainda não sabe – confessou Harry. – Mas Ron está pensando em entrar para o Ministério, e essa visita pode ajudá-la a decidir. Aí, quando a gente voltar para a escola, já vamos saber que matéria estudar para os NEWTs.

– Excelente! Vamos combinar isso já! Afinal, vocês voltam para a escola em pouco tempo.

O jantar logo foi servido, e Molly não escondeu sua alegria pela ajuda de um elfo doméstico. Para Harry, o maior desconforto foi Ginny, que não escondia os olhares cheios de ódio para ele. Ron e Hermione também perceberam o clima.

Harry não agüentou. Depois do jantar, ele foi falar com a moça.

– Oi, Ginny.

– Oi, Harry.

A voz era glacial. Harry não desistiu:

– Você ainda está brava comigo?

– Estou. Você não quer me dizer quem é o seu suposto namorado, então eu estou achando que você está me enganando!

– Ginny, eu juro que não tenho namorado! Eu falei isso antes.

– Eu não acredito, Harry. Sabe por quê? Ninguém acorda gay de um dia pro outro. Tem que ter tido alguém que despertou isso.

– Mas eu não disse que ninguém despertou isso! – Harry ficou vermelho, mas por razões que Ginny não sabia. – Nunca falei que ninguém tinha despertado.

– Quem é ele?

– Ginny... Eu nunca falei nem para ele, tá?

– O babaca do meu irmão não me disse nada. Hermione também não falou. Tô começando a achar que esse teu namoradinho não existe.

– Bom, se você não acredita em mim...

A moça adquiriu alguma doçura no olhar, mas havia também muita dor.

– Desculpe, Harry. Eu acho que ainda estou muito machucada.

– Você é minha amiga, Ginny. Gosto muito de você e não queria que deixássemos de ser amigos.

– Eu também não queria deixar de ser sua amiga, Harry. Como eu disse no seu aniversário, vai demorar ainda um tempo. Quem sabe quando a gente voltar para a escola...

– Tá bom, Ginny. – Ele sorriu para ela. – Quando a gente voltar para escola, quem sabe.

Próximo capítulo: Pé na estrada, Kerouac

Capítulo 30 – On the road

Tema: Road trip

Nas charnecas da região norte da Inglaterra, não faltam charmosas cidadezinhas medievais e cheias de histórias. Algumas das maiores propriedades rurais foram transformadas nos chamados "holiday cottages", pousadas e estalagens cujos preços e acomodações variam de acordo com o gosto do freguês. A paisagem é dominada pelas charnecas (chamadas em inglês de "moors"), que formam o conhecido North York Moors National Park. Naquela região, a cidade de Scarborough, à beira-mar, foi imortalizada na música sobre sua feira medieval abundante de ervas. Mais ao norte, o litoral também abriga a Baía de Robin Hood, já que ao sul a cidade de Nottingham é margeada pela famosa Floresta de Sherwood.

Mas naquele dia quente de verão, quatro turistas ganhavam o rumo para a cidade de Helmsley, no norte de Yorkshire, bem dentro do Parque Nacional, tentando fazer de tudo para não serem notados. Para o cidadão inglês comum, Helmsley, com menos de 2 mil habitantes, era uma dessas cidadezinhas medievais, uma vila que parecia ter parado no tempo, famosa por sua feira de produtos artesanais e caseiros. Para o bruxo comum, porém, Helmsley era conhecida por seu nome de Godric's Hollow.

Com mochilas e jeans, quatro jovens se dirigiram ao escritório de atendimento ao turista, buscando informações sobre algum albergue ou pousada de preços acessíveis onde pudessem passar uma noite. O povo da cidade era amável com esse tipo de turista: ingleses como eles, brancos, dispostos apenas a aproveitar suas férias de verão conhecendo o país. Diferente dos americanos e japoneses endinheirados que não respeitavam sequer tradições de civilidade, como hora certa para o chá ou o retrato da rainha.

Os quatro turistas saíram do escritório com folhetos e circularam pelo centro da localidade, procurando a taverna O Cisne e o Cervo, que também funcionava como pub e estalagem há muitos séculos. Era no cair da tarde quando o grupo entrou no local. O barman, de uns 30 anos, franziu o cenho:

– Vocês não são muito jovens para beber?

– Procuramos acomodações.

– Oh, então está tudo bem. Podem se sentar aí que vou chamar meu pai. Ele é que trata da estalagem.

Ele voltou em seguida com um senhor alto, de uns 60 anos, que os recebeu no balcão com um sorriso:

– São vocês que querem quartos?

– Dois quartos, por favor – pediu Nymphadora Tonks, que exibia um longo cabelo castanho, um contraste com suas roupas coloridas.

– Claro. Advirto, porém, que esta estalagem não hospeda casais menores num quarto sem a presença de um adulto. Então, um quarto será para as moças e o outro para os rapazes. Concordam?

– Sim, senhor.

– Ótimo – O velhinho sorriu para Harry. – Por que não vêm comigo para o escritório, fazer o registro de entrada? Podem vir todos, não há problema.

Eles foram conduzidos a um aposento dentro da estalagem, e o velho sentou-se atrás de uma escrivaninha antiga, com um sorriso:

– Oh, que dia feliz. Eu sabia que chegaria o dia em que o filho de James Potter apareceria dentro da minha estalagem. Eu sabia que você viria, rapazinho.

Todos o olharam, apavorados. O homem abriu um livro antigo de registros e continuou:

– Oh, não se preocupem. O disfarce de vocês está bom, eu acho. Parecem mesmo turistas em férias. Mas esse rapaz é muito parecido com o pai dele. Eu o reconheceria numa multidão.

– Então conheceu meus pais?

– Sim, sim. Um casal adorável. Por Merlin, meu rapaz, você tem os olhos de sua mãe.

– Pode nos dizer onde eles moravam?

– Posso fazer mais do que isso. Posso levá-los até lá. Prazer em conhecê-los. Meu nome é Athanaeus Mechanicus, mas todos me chamam de Mac.

Harry fez as apresentações, ainda temeroso. O tal Mac não parecia ser uma ameaça, mas ele não podia descartar a possibilidade de o simpático sessentão ser um Death Eater disfarçado à espera de Harry. Ele olhou para Tonks e ela parecia pensar algo nas mesmas linhas, pois a mão da moça estava no bolso onde sua varinha estava escondida. Aparentemente, a movimentação não passou despercebida por Mac, que assegurou:

– Sei o que vocês devem estar pensando, mas garanto que não tenho motivos para ameaçar vocês. Esta é uma comunidade bruxa muito pequena. Aquele bruxo do mal não tem seguidores aqui em Godric's Hollow. Qualquer estranho rapidamente seria detectado. – Ele pegou duas chaves no quadro da estalagem e as entregou, dizendo: – Recomendo para as moças o quarto do fundo do corredor. É mais próximo ao banheiro e tem uma bela vista da praça e da estátua do benfeitor da cidade, Lord Feversham.

– Obrigado – disse Harry.

– Depois que tiverem se refrescado, poderei levá-los ao campo santo onde os restos de Lily e James descansam. Eu mesmo ajudei no enterro, ao qual compareceu um grande número de Muggles. Mas eu poderei falar mais sobre isso mais tarde. Agora vão, vão, descansem um pouco.

Harry foi, mas estava relutante. Ele gostaria de ficar e ouvir Mac falar de seus pais.

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– Bem-vindo, meu Lord. – O tom era jocoso, a voz irônica. – Espero que Sua Majestade não se incomode com minha humilde presença em seu mui suntuoso palácio.

A risada odiosa ecoou no grande salão. Ele tremeu de ódio por dentro. Por fora, porém, limitou-se a soltar um sarcástico:

– Em primeiro lugar, o pronome de tratamento está errado. Em segundo lugar, o tratamento para um príncipe é Alteza, não Majestade.

– Severus, você sempre foi um metido – rosnou Macnair, deixando de lado a ironia. – Agora está simplesmente insuportável. Acha que ele vai lhe dar isto? – Com um gesto, indicou o ambiente onde estavam. – Mesmo que você ganhe essa casa, você nunca vai sair daquele buraco de onde rastejou, seu mestiço.

– Cuidado, Macnair. Não preciso lembrá-lo das origens do nosso Lord.

– Não me venha com essa. Agora quer fazer favores a Lucius? Basta o Lord dar a ordem e ele será morto em Azkaban. Você sabe disso.

– Sei apenas que ele não deu a ordem ainda. Até lá, Lucius é um dos nossos. E nós cuidamos dos nossos.

– Claro que cuidamos. Até que nossos preciosos traseiros estejam ameaçados, você quer dizer. Porque, então, é cada um por si.

– Interessante que você me refresque sobre nossos valores, Macnair, mas se me der licença, eu gostaria de ir às masmorras agora.

Macnair queria continuar sua torrente de vitupérios, mas Severus tomou o caminho das masmorras dentro da imensa Mansão Malfoy. Desde a morte de Narcissa, ele tinha obtido permissão de seu Lord para freqüentar a casa, onde estava seu verdadeiro objetivo.

Passar por todos aqueles corredores, adentrar os segredos do castelo, entrar na barriga da besta. Ele passava por tudo aquilo sem temer, pois estava mantendo a promessa que fizera a Dumbledore.

Ao olhar o rapaz acorrentado à parede, Severus sentiu o peito se apertar. Draco Malfoy era uma sombra do seu passado, que parecia cada vez mais distante. As roupas estavam em farrapos; o cabelo, sujo e comprido; a pele alva, coberta de imundícies, como denunciavam as unhas compridas e negras.

Mas os olhos cinza estavam vivos, e brilharam de ódio ao ver Severus.

– Draco.

– O que você quer aqui?

– Oferecer ajuda.

– Como você pretende me ajudar, Severus? Pode me tirar daqui?

– Se eu o fizer – e eu ainda não disse que posso –, para onde você iria?

– Está louco se acha que eu lhe diria algo assim.

Severus expandiu seus poderes Koboldine recém-ampliados e notou que Macnair estava por perto, fazendo o máximo para não ser notado. Portanto, ele fez algo inédito. Abaixou seus escudos mentais e pediu:

– Olhe para mim, Draco.

O rapaz franziu o cenho. Sabia que Severus era excelente na Legilimência e Oclumência, e percebeu o que o outro estava tentando fazer. Draco tentou esconder o espanto ao ver Severus oferecer sua mente para que ele lesse.

– O que... está fazendo?

– Como disse antes, oferecendo ajuda.

Draco lançou o feitiço de Legilimência, sem varinha e sem enunciação. Ele não tinha certeza se funcionaria, pois sua tia Bellatrix não o treinara durante muito tempo. Ainda assim, não tinha alternativa a não ser tentar. E ouviu seu ex-professor, em sua mente:

"Não faça barulho, pois Macnair está aqui perto, procurando escutar a nossa conversa. Eu gostaria de lhe oferecer uma opção, Draco, mas preciso saber onde você está e onde se encontram as suas lealdades."

O garoto se esforçou para responder mentalmente. "O Lord das Trevas matou a minha mãe. Acho que ele não pretende me deixar vivo."

"Eu diria que essa é uma avaliação correta."

"Pode me ajudar?"

"Posso tentar. Mas precisa me dar a combinação da sala de desenho da mansão."

O rapaz franziu o cenho. "Sala de desenho?"

"Confie em mim. Isso pode preservar sua vida mais do que pensa."

Mesmo relutante, Draco forneceu a Severus as informações solicitadas. Em retorno, o rapaz recebeu a informação de que o ex-professor tinha matado Dumbledore a pedido do diretor.

"Você é um espião."

"Tecnicamente, eu era. Mas isso não quer dizer que eu tenha passado para o lado do Lord das Trevas."

"Não está tentando me fazer trair nosso Lord? Fazer-me confessar uma traição que eu não sinto?"

"Draco, essa é uma escolha sua. Se quiser manter sua lealdade ao nosso Lord, não há muito que eu possa fazer. Melhor dizendo, posso fazer mais por você estando do outro lado."

Severus notou um sentimento do outro lado. Desespero.

"Severus... por favor."

Ele engoliu seco e pediu. "Agüente firme. Por favor, Draco. Apenas sobreviva."

Nesse momento, a marca em seu braço ardeu. Era ele. Chamando. Severus ergueu seus escudos mentais e, em voz alta, disse:

– Estou lhe dando uma chance, Sr. Malfoy. Precisa se redimir junto ao Lord.

– Eu sou leal, Snape – cuspiu Draco. – Meu pai vai sair de Azkaban, e eu garanto que ele saberá de tudo que você andou fazendo!

– Eu me entendo com Lucius. E é por ele que estou tentando ajudar você. Vou lhe dar mais algum tempo para... meditar.

Draco não respondeu, os olhos cinza brilhando tanto que parecia um pedaço de prata polida. Severus se virou, as capas esvoaçando, mas em sua mente, um chamado mental irrompeu.

"Severus, por favor!"

Próximo capítulo: Caminhando num dia quente de verão no Norte da Inglaterra