Capítulo 55 – Na casa de cura
Tema: hospital
Quando Hermione chegou ao St. Mungo's, seu coração se acelerou ao ver Molly Weasley e Ron na porta do quarto de Harry.
– Aconteceu algo? Por que não tem ninguém no quarto com Harry? Onde estão Remus e Sirius?
– Calma, Hermione – sorriu a Sra.Weasley. – As enfermeiras estão dando um banho em Harry. Sirius e Remus foram tratar de outros assuntos.
Ron a abraçou:
– Como foi?
– Acho que as coisas estão melhorando. Eu estive no Ministério para levar as exigências do Prof. Snape. Eles parecem estar inclinados a aceitar.
Molly indagou:
– Exigências?
– Na verdade, são garantias – esclareceu Hermione. – O Prof. Snape acha que não será tratado com justiça, apesar de tudo que fez pelo mundo bruxo.
– Severus é muito lúcido sobre isso – opinou Molly. – Como Remus, ele é vítima de muito preconceito. Será difícil fazer o público mudar de opinião.
Ron riu-se:
– Livrar o Snape deve ser tão difícil quanto a reconciliação de Lupin e Sirius.
– Eles estão brigando?
– Bom, na verdade, não. Foi exagero. Mas Sirius não gostou de ver a Tonks se jogando para cima do Prof. Lupin. Ouvi dizer que ele rosnou e tudo para ela!
– Isso é injusto. Como ela ia saber que ele um dia voltaria do Véu?
– E o Prof. Lupin ficou com pena de magoar a Tonks. Ela é bem legal, claro, mas não é o que ele queria...
Molly confessou:
– Sinto-me um pouco culpada. Eu encorajei o namoro dos dois. Espero que Sirius não fique chateado comigo.
– Acho que ele não faria isso – disse Hermione. – Aqueles dois parecem tão felizes juntos que não vão olhar para mais ninguém por um bom tempo.
– Exceto Harry, querida. Eles têm vindo ao hospital todos os dias. E agora vamos parar com a fofoca e falar de coisas sérias. Fale mais sobre essas condições do Prof. Snape.
– Oh, bem, ele disse que poderia tentar uma poção para ajudar Harry. Na verdade, um tratamento. Ele só poderia fazer isso num local muito especial. Em troca, ele quer o perdão do Ministério.
– Severus Snape sempre foi muito esperto – comentou Molly sabiamente. – Ele sabe muito bem o que o espera.
– Mas ele não estava do nosso lado? – indagou Ron. – Eles não viram as memórias? O Ministério não sabe disso?
– Oh, eles adorariam dizer que não sabem – comentou Hermione, com um suspiro. – Graças ao Prof. Snape, conseguimos os aliados que ajudaram Harry na batalha final.
– Aliados?
– Elementais. Eles detiveram os gigantes e criaram tempestades e ventos, essas coisas. São meio reclusos, mas muito boa gente. Eles também se ofereceram para ajudar o Prof. Snape a tratar de Harry lá na terra deles.
– Lá na terra deles? – indagou Ron. – Onde fica isso? Para onde querem levar Harry?
Hermione deu de ombros.
– A terra dos elementais, seja lá onde fica.
Molly parecia assombrada:
– Tir Na Nog... Ablach. É o nome que consta nas lendas, mas sempre pensei que fossem apenas lendas. – Ela se virou, cenho franzido. – E esses elementais são de confiança?
– Oh, total confiança – garantiu Hermione. – Conheci alguns deles.
– E você conseguiu falar com alguém no Ministério?
– O Ministro me recebeu. E Shacklebolt. E Moody também.
– Puxa!
– Não fique tão impressionado, Ron. Ninguém me deu garantia alguma. Eu estou preocupada com a saúde de Harry. – Então ela se lembrou de que Molly também estava ali por outra razão. – E Ginny?
– Está melhor. Os medibruxos finalmente chegaram à conclusão de que ela sofreu uma combinação de feitiços. Há também uma chance de que ela esteja passando pelo que Muggles chamam de estresse pós-traumático. Mas ela me reconheceu, perguntou por Arthur, por Ron. Não se lembra ainda do que aconteceu.
– Vai ficar tudo bem, Sra. Weasley. – Hermione abriu um sorriso triste. – Ginny vai se recuperar.
Nesse momento, a porta do quarto de Harry se abriu e duas enfermeiras saíram. Uma sorriu para Hermione e Molly, dizendo:
– Vocês podem entrar agora.
Hermione foi a primeira a entrar. Após o banho, Harry estava ainda mais pálido, a pele parecendo encerada, o cabelo rebelde penteado diligentemente pelas enfermeiras. Hermione chegou perto da cama e acariciou o rosto do amigo, dizendo suavemente:
– Vai dar tudo certo, Harry. Estamos quase lá. Se tudo correr bem, logo o Prof. Snape estará fora de Azkaban e vai levar você para junto de Berenkor.
Hermione esperava surpresas, mas não podia imaginar o que viria adiante. Mais tarde, Remus e Sirius apareceram. Molly estava com Ginny quando ela e Ron foram com Sirius e Remus almoçar numa lanchonete Muggle ali perto e conversar sobre os novos desdobramentos. Sirius comentou:
– Snivellus é audacioso em fazer todas aquelas exigências. Ele pensa mesmo que o Ministério vai se dobrar tão fácil assim?
– Ele não fez exigência alguma. Inventei tudo para o Ministro. O Prof. Snape só poderá ajudar Harry no Reino dos elementais. Vocês sabem, os dois sendo o que são, e essas coisas.
Sirius não estava convencido.
– Tem certeza de que isso é uma boa idéia? Harry me parece tão fraco para viajar.
– Os elementais dizem ter certeza de que Harry vai se recuperar lá. Mas o Prof. Snape precisa ir junto, e ele não quer fugir de Azkaban.
– Ele pode fugir de Azkaban? – Remus se impressionou.
– Esses dois juntos podem fazer muito, Prof. Lupin – disse Hermione, com sinceridade. – Fugir é o de menos. Vocês viram.
– Só espero que Harry fique bem – confessou Sirius. – Vamos, vamos voltar para o hospital. Quero vê-lo.
– Isso – disse Ron. – Eu queria ver Ginny também.
Mas assim que eles voltaram ao hospital, usando a entrada especial, longe dos fãs e da imprensa, encontraram diversos homens com sisudas vestes bruxas e todo o ar de autoridade. Hermione reconheceu Shacklebolt e o ministro Scrimgeour. Este último foi quem a saudou:
– Ah, Srta. Granger, aí está.
– Sr. Ministro, eu não esperava vê-lo tão cedo.
– Um assunto como a saúde do jovem Sr. Potter não pode ser tratado com morosidade – garantiu Scrimgeour. – Por isso o Bruxo-Chefe Ogden requereu essa verificação in loco
Um dos mais sisudos, um velhinho de aspecto curioso, fez um meneio de cabeça. Hermione o encarou, respondendo ao cumprimento. Ele era o chefe do Wizengamot, o homem a quem teriam que convencer para libertar Severus Snape. E havia mais sobre esse nome... Ogden. Hermione já ouvira esse nome antes. Quando?
Ron indagou, desconfiado:
– Como assim, verificação?
O Ministro o olhou de cima a baixo:
– Oh, sim, mais um Weasley. Na verdade, é uma confirmação das palavras de sua colega de turma. O Wizengamot pretende estar muito bem embasado antes de tomar uma decisão a respeito da... intercessão requerida pela Srta. Granger. Por isso o Bruxo-Chefe fez questão de vir pessoalmente acompanhar os trabalhos.
Hermione arregalou os olhos, lembrando-se de onde ouvira o nome. Tiberius Ogden era um membro do Wizengamot que renunciara ao cargo em protesto à nomeação de Dolores Umbridge como Alta Inquisidora de Hogwarts. Muito provavelmente era um aliado de Dumbledore.
E qualquer aliado de Dumbledore era um aliado deles.
Sirius indagou, desconfiado:
– E o que isso quer dizer exatamente?
O Ministro esclareceu:
– Acabamos de entrevistar os medibruxos que atendem Harry. Todos confirmaram que pouco ou nada podem fazer por ele além de deixá-lo confortável. A senhorita tem mesmo certeza de que esse tratamento proposto por Snape poderá ajudá-lo?
– Disseram-me que não há dúvidas sobre a recuperação de Harry, senhor – respondeu Hermione.
– Quem disse?
Ela pareceu constrangida ao revelar:
– As pessoas que contataram com o Prof. Snape e garantiram que cuidarão de Harry.
Ron arregalou os olhos para ela:
– Hermione!... Isso é segredo!
– Ron, Harry vai morrer se não for tratado! Dumbledore ia querer assim!
Foi o suficiente para Scrimgeour apertar os olhos e o bruxo Ogden a encarar:
– O que Dumbledore tem a ver com isso?
– É um segredo – disse Hermione. – E eu só posso contar para ele – apontou para o Bruxo-Chefe.
– Para Ogden? – Scrimgeour ficou vermelho. – Mas eu sou o ministro!
– O Prof. Dumbledore confiava muito nele – Hermione deu de ombros. – Desculpe, senhor.
O Bruxo-Chefe aproximou-se da moça:
– Muito bem, então, mocinha. Vamos conversar ali no corredor?
– Pode ser numa outra sala?
Próximo capítulo: Percy faz uma aparição-relâmpago
Capítulo 56 – Convencer um bruxo ou dois
Tema: política em ação
– O que tem de tão misterioso que queira me dizer?
– Bom, senhor, como eu disse, talvez Harry não quisesse que o segredo fosse divulgado. Mas o fato é que ele teve ajuda para derrotar Voldemort.
– Pode explicar melhor?
– Com a ajuda do Prof. Snape, Harry conseguiu aliados para a Batalha. Elementais que há muito tempo estavam descontentes com o avanço de Voldemort.
– Elementais?
– Sim, senhor. Criaturas muito leais a Harry e ao Prof. Snape. Eles nos ajudaram na batalha, criando tempestades, vendavais, terremotos. Foram eles que garantiram serem capazes de curar Harry. Mas para isso, eles precisam do Prof. Snape com Harry lá na terra deles. Tir na Nog.
O bruxo estava abismado:
– Na terra deles? Mas... eu pensei que tal lugar não existisse!
– Por isso queríamos manter tudo em segredo! O Prof. Dumbledore disse que era essencial para termos sucesso.
Ele concordou:
– Dumbledore era um grande homem. Quando ele morreu, fiquei muito decepcionado com Snape. Sabe, Albus deu garantias pessoais sobre esse homem, e ele parecia tê-lo traído de maneira tão abjeta.
– O senhor teve acesso às memórias, não? Agora viu que o Prof. Snape é inocente?
– Sim, mas ainda assim achei difícil acreditar. Contudo, se ele conseguiu um acordo com elementais... Sabe, essas criaturas podem ver o interior das pessoas. Se a pessoa não é pura, eles não se deixam enganar.
– Eles têm verdadeira adoração por Harry e confiam muito no Prof. Snape. – Hermione foi adiante. – Talvez tenha a ver com a família dele, os Prince. Sabe, eles vivem chamando o Professor de Príncipe, tratando-o como se fosse realeza.
O bruxo parecia relutante:
– Ainda assim, uma anistia para Snape... Isso é muito grave. Os elementais garantem por ele?
A moça sugeriu:
– O senhor gostaria de ver por si mesmo?
– Como assim?
– Eu não devia lhe dizer isso, mas posso falar com eles. Mas isso tem que ser segredo total. Nem o Ministro pode saber. Sabe, eles são criaturas muito primitivas e sinceras. Pouco sabem sobre política. Provavelmente o Ministro os assustaria.
– Pode mesmo chamar um deles? Eu adoraria ver um desses.
– Sim, senhor, venha.
Ela o levou ao quarto de Harry, para curiosidade dos demais do grupo. Lá, ela chamou:
– Plonk! Plonk, você está aqui?
O ser acinzentado apareceu:
– Chamou, Srta?
– Obrigada por vir, Plonk. Quero que conheça o Sr. Ogden. Ele quer lhe fazer algumas perguntas sobre Harry e o Prof. Snape.
– Podemos levá-los agora, senhorita? – indagou Plonk, de olho em Harry. – O Príncipe deve estar angustiado por estar longe de Meu Rei.
Tiberius Ogden indagou:
– Então conhece o Prof. Snape?
– Sim, ele é o Príncipe.
– E como ele é? Pode me dizer?
– O Príncipe é um herói. Ele é corajoso, inteligente, bondoso, nobre, esperto e ferozmente leal ao Meu Rei. Ele pode curar o Rei. Espero que possamos ir logo para o Reino, Srta.
O bruxo continuou a indagar:
– Você diz que Snape é bondoso e nobre? Por isso vocês o ajudaram contra Voldemort?
– A Ameaça Sem Alma só poderia ser derrotada pelo Casal Celestial. Mizrahi Arati e Sharanan, como há muitos séculos o Reino não via!
Ogden se virou para Hermione:
– Do que ele está falando?
Ela tentou disfarçar:
– Aparentemente, são mitologias do Reino deles, senhor. Eu não entendo muito.
– O Príncipe precisa ajudar a curar o Rei – insistiu Plonk. – O Reino está preparado para receber os dois.
Ogden indagou:
– Você entende que Harry é muito importante para nós? Garante que podem curá-lo?
O ser arregalou os olhos para ele, quase censurando:
– O Rei é muito mais importante para nós! Nós entendemos que vocês humanos queiram adorá-lo, mas ele é nosso Rei.
O Bruxo-Chefe do Wizengamot pareceu achar aquela criatura muito exótica e sincera.
– Sim, você tem razão. Nós gostaríamos de adorá-lo, porque ele fez uma coisa muito admirável. Mas ele vai para a terra de vocês. Eu garanto.
– Com o Príncipe, não é? Ele precisa do Príncipe!
Tiberius Ogden sorriu:
– Claro. Como ele ficaria sem o Príncipe?
Hermione sorriu:
– Obrigada, Plonk. Depois, quando tudo estiver pronto para a viagem, posso chamá-lo?
– Sim, pode chamar! Eu terei a honra de ajudar o Rei e o Príncipe!
E sumiu do quarto. O bruxo-chefe do Wizengamot virou-se para Hermione, com um olhar clínico:
– Muito bem, senhorita. Muito embora eu tenha a nítida impressão de que nem tudo foi dito agora, vou levar todas essas informações ao resto do Wizengamot para deliberação. A senhorita foi muito sábia em pedir sigilo para o envolvimento de criaturas como elementais no que aconteceu. Posso garantir que o Conselho vai honrar essa circunstância.
– Obrigada, senhor.
– Afinal, todos nós queremos o que é melhor para o jovem Potter. Não é verdade?
Hermione teve que concordar.
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– Severus?
– Sim?
– Estou ficando preocupado.
– Com o quê?
– Tem alguma coisa errada, não tem? Nós deveríamos estar em casa, descansando, saboreando a vitória.
– E o que estamos fazendo?
– Não, eu quero dizer no mundo real. Mundo de verdade. Droga, você sabe o que eu quero dizer.
– Sei, mas você está exagerando. Vamos ficar bem, eu e você.
Harry suspirou e sorriu, aninhando-se a seu dominante:
– Severus, eu te amo.
– Eu sei.
– Você deveria dizer que me ama também!
– Você sabe o que eu sinto.
– Mas talvez eu precise ouvir.
– Está bem, seu pirralho irritante.
– Então?
– Eu... amo você.
– Pronto. Foi tão difícil?
– Não. Será melhor ainda se isso fizer você fechar a boca e me deixar descansar.
– Eu preferiria fazer outras coisas, Sev...
– Não me chame assim.
– Severus. – Harry se enroscou no seu dominante como se tivesse quinze braços. – Eu queria usar minha boca para outras coisas.
– Mesmo? Como o quê?
– Você sabe. Coisas que fazemos dentro de um corpo sólido, no mundo real...
– Vamos ser claros: você quer me molestar, é isso?
– Isso mesmo. Vamos acordar?
Neste instante, Severus deixou o local de poder e deu um pulo do local desconfortável que passava por uma cama em Azkaban, a visão de um Harry sorridente ainda em suas retinas. O choque para a dura realidade foi ainda mais abrupto porque um guarda abriu a porta neste momento, ordenando:
– De pé, Snape!
Quando ele se ergueu, pelo menos três pessoas entraram no local. A presença do ministro da Magia em pessoa fez Severus erguer uma sobrancelha. A segunda era Kingsley Shacklebolt. A última era Percy Weasley, que abriu um extenso pergaminho e pediu:
– Ouçam todos!
Em seguida, pôs-se a proclamar, em tom solene:
– "Considerando as evidências deixadas em Pensieve por Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore no concernente à sua morte,
"Considerando os apelos feitos em nome de Harry James Potter, o Escolhido, o Conquistador,
"Considerando sua habilidade e excelência em Poções Curativas e Restauradoras,
"Considerando testemunhos de caráter colhidos por diversas fontes,
"Considerando o estado de saúde preocupante de Harry James Potter, o Escolhido, o Conquistador,
"a Corte Suprema dos Bruxos e o Ministério da Magia decidem, de comum acordo, conceder anistia ampla, geral e irrestrita a Severus Snape. Com isso, o denunciado fica exonerado de suas prévias acusações e está livre para exercer as atividades que porventura pretenda exercer, sem qualquer restrição de liberdade ou de cidadania perante este Ministério e esta Corte Bruxa. O referido acima é verdade e dou fé. Escrivão: Percival Ignatius Weasley. Assinatura conjunta de Tiberius Ogden, Bruxo-Chefe do Wizengamot, e Rufus Leonard Scrimgeour, Ministro da Magia."
Percy Weasley fechou o pergaminho, e Scrimegour deu um passo à frente e pegou em seu braço:
– Vamos, Snape, não há tempo a perder. Abri uma janela especial de Aparatação. Vamos aparatar direto para St. Mungo's.
Severus não teve tempo sequer de protestar. Quando piscou, já estava num quarto de hospital. Ele não viu nenhuma das pessoas naquele local, pois seus olhos focalizaram apenas na figura que jazia no leito. Ele se aproximou, o coração apertado.
Harry parecia tão branco quanto o lençol sobre o qual estava deitado. Severus se aproximou, o rosto franzido ao ver a textura da pele que tanto amava. Ele podia sentir dentro de si que Harry estava por um fio. Pegou a mão de seu submisso: ele não oferecia resistência.
Severus se aproximou ainda mais, vendo-o bem limpinho, os cabelos rebeldes desembaraçados. Podia-se perceber que haviam lhe dado um banho caprichado.
O olfato apurado do ex-mestre de Poções percebeu vestígios do aroma do sabonete do hospital. Severus identificou o aroma e sorriu.
Pêssegos.
Próximo capítulo: Rei e Príncipe vão ao Reino, com propósitos medicinais
