Rosie saiu de casa diretamente para o Ministério, precisava avisá-los sobre o paradeiro dos Lestrange, afinal tinha que agir rápido caso quisesse vê-los presos, estavam apenas amarrados, não ficariam assim para sempre. Não havia como levá-los até lá sozinha. Ela entrou no saguão do Ministério e se dirigiu a uma moça de cabelos loiros e ar eficiente, que se encontrava atrás de uma mesa. Rosie notou que estava tudo muito calmo por ali, quase não havia ninguém, era cedo, porém devia ter mais gente andando pelos corredores.
– Arthur Weasley.
– Não se encontra - a outra falou segura. - Posso ajudá-la?
– A seção de Aurores? - Rosie sorriu.
– Vazia... no momento - a loira a fitou. - Algo mais?
– Sim. Alguém que possa realmente me atender - sua voz era ríspida. - Não há ninguém nesse maldito lugar?
– Só um segundo, por favor - e se retirou para uma porta adjacente.
Rosana estava começando a ficar irritada, como podia se deixar um lugar daquele abandonado. Algo estava muito errado, foi trazida à realidade pela entrada da loira com um rapaz ruivo.
– A senhorita gostaria de falar com Arthur Weasley? - falou pausado.
– Sim - disse Rosie. - Ou com alguém responsável por isso aqui.
– E o que desejava com ele? - sem dar atenção as suas palavras.
– Quem é você? - respondeu seca.
– Desculpe-me, sou Percy Weasley - estendendo-lhe a mão.
– Ah, entendo - ela o encarou. - Meu nome é Rosana Baker. Arthur deve ser seu pai?
– Bom, sim - Percy concordou constrangido.
– Preciso de ajuda, senhor Weasley - foi enfática.
– Do Ministério? - respondeu.
– Não há outro lugar para se reportar quando trata-se de Comensais, não é? - disse caustica.
– Comensais? - falava para si. - Qual o problema?
– Prisão. Tenho dois em minha casa - Rosie sorriu sarcástica. - Amarrados, mas se demorarmos demais não posso garantir nada.
– E quem seriam? - Percy disse curioso.
– Os Lestrange - manteve o sorriso. - Vai me ajudar a levá-los para Azkaban?
– Como posso confiar em você? - ele a fitou com interesse.
– Normalmente não seria prudente, mas me parece que não há alternativa para nós dois - completou irritada.
O rapaz, ainda meio atordoado, pareceu analisar sua situação. Não podia mandar ninguém, todos estavam com o Ministro, deveriam estar se confrontando com os outros Comensais, o Ministério fora avisado de que algo estava para acontecer, e agora aquela mulher entrava na sede dizendo ter aprisionado os Lestrange. Algo nela lhe pareceu familiar. Aquele brilho no olhar... já o vira antes. Ele foi até a mesa onde a loira se entretinha com alguns papéis, inclinou seu rosto, trocou meia dúzia de palavras e ela assentiu. Então se voltou para Rosie dizendo:
– Estou disposto a ajudá-la e aceitar o que diz como verdade - disse calmo -, contudo não tenho ninguém além de mim mesmo para efetuar a prisão, e...
– Você serve. Vamos! - Rosie interrompeu seu discurso, virou-se para a entrada da sede e saiu.
Percy a seguiu a passos largos, aparataram a duas quadras dali. Assim que sentiu o cheiro de maresia, Rosie abriu os seus olhos, odiava aparatar, e divisou a casa na beira do penhasco. Avançou rapidamente tendo Weasley ao seu encalço. O crepúsculo já caía sobre eles. Empunhou a varinha, Percy fez o mesmo, murmurou qualquer coisa e a porta se abriu. Ouviram um ruído de uma respiração fraca, Rosie seguia na direção das duas cadeiras onde os amarrara, ele a imitou. Só Rodolphus Lestrange foi encontrado, Bella sumira.
– Vou olhar lá encima - disse Rosie. - Tome cuidado.
Percy foi até o homem que estava inconsciente ainda e respirava com certa dificuldade. Teria que ser levado para o Saint Mungus antes de ir para a prisão. Enquanto isso, Rosana olhou os quartos da casa, nem sinal de Bellatrix. Suspirou e desceu para se juntar ao jovem Weasley.
– Estranho ela deixar o marido assim - disse Percy.
– Você não conhece Bella. A mulher venderia a mãe para ser a predileta do Lord - olhou detidamente para Rodolphus. - Eu vou achá-la! Vai levá-lo para o Mungus, não?
– Sim, senhorita. Fez um bom trabalho, mas parece que tem algum problema pessoal com Bellatrix, não?
– Felizmente não é da sua conta, senhor Weasley. - Foi até a porta. - Fique a vontade, tenho que ir atrás dela. Pode fazer isso sozinho, não?
– Claro - ele olhou para o homem. - Mas... - não havia mais ninguém junto a porta.
Rosana saiu sem olhar para trás. Foi até a beira do penhasco. "Onde Bella estaria?", pensou. Um súbito mal estar se apoderou dela, ficou zonza e tudo escureceu a sua volta. Então pôde ver: e o terror invadiu sua alma. Severus estava caído ao chão e uma risada fria chegou até seus ouvidos. "Não! Não!", Rosie gritou. Viu a ponta da varinha e o braço branco que a empunhava. Voldemort! Ela tentou se controlar, precisava agir. Tudo escureceu novamente. Viu Voldemort atacando um menino que se defendia muito bem. "Harry, mas então?", novamente um frio percorreu-lhe a espinha. Uma nova gargalhada, agora histérica, maligna. Bella! Abriu olhos e murmurou:
– Severus!
Tinha que chegar lá rapidamente, conhecia aquela sala, estivera ali com Lucius. "Ele está na Mansão Riddle! Bella, vou matá-la!". No mesmo instante aparatou.
