Rosie caminhou pelo cemitério, passou pela entrada e começou a subir vagarosamente a escada. A varinha em punho, pé diante pé, se esgueirando até o quarto onde tivera a entrevista com Voldemort. Entrou, não havia nada nem ninguém ali. Um leve farfalhar de vestes a fez virar e viu Bella surgir a sua frente.
– Nos encontramos de novo, Rosie - gargalhou. - Você não é boa em dar nós, sabia?
– Onde está Severus? - Rosie rosnou.
– Severus?! - fez uma cara pensativa. - Não posso te dizer - sorriu. - Ia ser fácil demais.
– Sua fil... - Rosie avançou na direção dela.
– Ora, ora - ela empunhou a varinha ameaçadoramente -, não vai me dizer que são amantes?
– Não vou lhe dizer nada, Bella - e a olhou com desprezo.
– Tenho que admitir que escolheu bem - sorriu sarcástica -, ele é ótimo de cama.
– Estamos perdendo tempo, querida - Rosie não lhe deu atenção. - Quer um duelo, não quer?
– Assim você me obriga a terminar isso rápido - abanou a cabeça negativamente. - Queria brincar um pouco... Crucius!
Rosie desviou do jato verde que veio em sua direção, encarou a rival e, com um leve sorriso nos lábios, fechou os olhos, empunhando a varinha na direção de Bella. A comensal foi jogada longe, batendo na parede. Rosana avançou até onde ela caíra e observou a outra se erguer cambaleante.
– Você não sabe o que é dor - sua expressão era dura e fria. - Mas vai saber. Vai sentir - deu um passo a frente e, antes que a Comensal fizesse qualquer outro movimento, ordenou: - Crucius!
Bellatrix foi ao chão se contorcendo, os olhos revirando nas órbitas, e Rosie sorriu. Andou envolta da mulher e continuou dizendo calmamente:
– Vamos! Fique de pé! - ergueu-a com um gesto de mão. - Muito bem, vou lhe perguntar de novo, Bella... Onde está Severus?
– Vai se danar! - respondeu com a respiração entrecortada.
– Resposta errada, minha cara! - olhou para ela e ainda mantendo-a erguida por sua mão, atirou-a novamente contra a parede.
Rosana foi à direção de Bella, um corte profundo na testa vertia muito sangue, o osso do braço estava exposto e havia várias escoriações por todo o corpo. Rosie a fitou, Bella parecia não conseguir levantar, ela se abaixou e levantou o cabelo da outra com a ponta da varinha.
– Sabe, você está péssima - abanou a cabeça. - Vai me dizer onde está meu marido? - os olhos de Bella brilharam ao ouvir isso e Rosie sorriu. - Não lhe contei? É uma pena que vá morrer sem poder contar a alguém. Diga onde ele está, Bella.
– Sua tola - ela gargalhou tossindo -, o Lord vai matá-los.
– Estou perdendo a paciência, Bella querida - a encarou -, essa sua conversa está chata. Deixe que eu mesma me entenda com Voldemort, pense em se salvar.
Bellatrix a olhou séria, seu rosto estava mais pálido e sua respiração fraca.
– Lá embaixo... no porão - abaixou a cabeça.
– Obrigada - Rosie se ergueu, caminhou em direção a porta e virou-se antes de sair para fitá-la, empunhando a varinha. - Uma pena que termine assim, Bella. AVADA QUEDAVRA!
Os olhos da Comensal vitrificaram e seu corpo tombou para frente sem vida. Rosie saiu para o corredor, seu corpo tremia e as lágrimas rolavam. "Isso é por meus tios, por mim e por todos os inocentes a quem você feriu!". Ela desceu as escadas, percorrendo um caminho estreito e escuro até o porão. Rosie avançou. "Lumus!", ordenou. Ouviu um ruído e uma respiração fraca à frente, correu na direção do som. Snape estava deitado no chão frio, amarrado e coberto de sangue. Os olhos de Rosie marejaram. Ela se abaixou ao lado dele, tomou seu rosto entre as mãos e conjurou um feitiço. De repente seus olhos se abriram e teve a certeza de que ele viveria. Rosie deitou seus lábios sobre os dele e beijou-o com suavidade.
– Eu estou aqui, anjo! - passou as mãos em seus cabelos. - Eu o amo!
– Eu sei - a voz saiu fraca e Severus sorriu.
– Vou tirá-lo daqui - ela o ajudou a se erguer.
Fizeram o trajeto de volta, Snape se arrastava amparado em Rosana, só no lado de fora poderiam aparatar. Ele estava muito machucado, mas havia algo que o tinha mantido vivo: seu amor por aquela mulher. Fechou os olhos. "Como a amo!". Chegaram ao cemitério e Rosana o fitou sorrindo.
– Vamos para casa - então ela estacou, olhava por cima do ombro de Snape incrédula em sua visão: dois Comensais estavam de pé atrás deles, Rosie se projetou colocando-se entre eles e Severus, a mão empunhando a varinha e gritou: - NÃO!
A escuridão se fez...
Tourniquet (tradução)
Evanescence
Eu tentei acabar com a dor, mas só me trouxe mais. Muito mais!
Eu caio morrendo e eu estou derramando remorso sanguinário e traição
Eu estou morrendo, orando, sangrando e gritando!
Estou perdida demais pra ser salva?
Estou perdida demais?
Meu Deus, meu protetor, retorne para a minha salvação!
Meu Deus, meu protetor, retorne para a minha salvação!
Você se lembra de mim?
Perdido a tanto tempo
Você vai ficar do outro lado?
Ou vai me esquecer?
Retorne para minha salvação!
Eu quero morrer!
Minhas feridas imploram por um túmulo.
Minha alma implora por libertação.
Eu vou ser negada?
Cristo!
Protetor!
Meu suicídio!
