CAPÍTULO XXVIII

No mesmo instante, Severus se virou com a varinha em punho para receber o corpo de Rosie nos braços e executar um Avada Quedavra no outro comensal que ainda se mantinha de pé. O corpo do homem rolou por cima do que Rosana acertara. O horror tomou conta de sua alma, Snape segurava-a de encontro ao seu peito, podia sentir sua respiração fraca. "Não! Não vou deixá-la ir!", as lágrimas rolaram pelo seu rosto. Ele jogou a cabeça para trás e fitou o céu, ainda mantendo-a junto de seu corpo, enquanto os soluços faziam-no tremer.

– Ah! - o grito ecoou pelo cemitério. Seus olhos negros a fitaram, enquanto ele levava seus lábios aos dela, tocando-os ternamente. "Fique comigo, por favor, Rosie!", beijou-lhe o rosto e ergueu-a nos braços. "Eu vou salvá-la!", e juntando todas as suas forças aparatou. O tempo era essencial.

Não importava se o prendessem, o matassem ou qualquer outra coisa. Hogwarts! Snape precisava entrar em seu antigo laboratório, e foi exatamente o que fez. Ninguém ousou impedi-lo de avançar pelos jardins com a mulher nos braços, os passos firmes e o semblante mais duro do que nunca.

Entrou em seus aposentos deitou-a na cama, retirou sua capa, atirando-a em um canto e dobrou as mangas da camisa. O pulso dela continuava fraco, ele foi ao laboratório e voltou ao quarto com um frasco entre os dedos. O líquido escorreu para dentro dos lábios de Rosie, Snape fechou os olhos. "Se Merlin permitisse eu trocaria de lugar com você!" A porta se abriu dando passagem à diretora de Hogwarts, Minerva McGonagall.

– O que significa isso, professor? - ela o encarou por trás dos óculos quadrados.

– Estou tentando salvar uma vida, não vê? - ele não desviou o olhar do rosto de Rosie.

– Sim, é claro que todos percebemos isso - sua voz era firme. - Não me tome como sua inimiga, Severus. Você sabe que acredito em sua inocência, já me deu provas disso - foi como se ele não a tivesse ouvido. - Quem é ela, professor?

Snape baixou a cabeça e voltou seus olhos para a figura da bruxa vestida de verde esmeralda ao seu lado.

– Minha esposa - passou as mãos pelos cabelos lisos e se levantou.

– Lamento muito, Severus - e vendo o desespero do homem a sua frente, disse: - Não é melhor chamar Madame Pomfrey?

– Não. Não há mais nada a fazer - e fitou Rosie. - Temos que esperar ela reagir.

– Posso ajudar em alguma coisa? - Minerva falou em tom maternal.

Ele balançou negativamente a cabeça e voltou a sentar tomando as mãos de Rosie entre as suas. Minerva se retirou sem falar mais nada ou se despedir, nunca vira o professor de Poções tão descontrolado, no entanto, tudo se explicara. Deixou o quarto fitando a figura do homem debruçado sobre a cama. Snape beijou as mãos da esposa, sussurrou ao seu ouvido com a voz mais aveludada e melodiosa do que nunca:

– Eu a amo. Não sei viver sem você, Rosie.

As lágrimas escorreram. Ele esqueceu de seu próprio sofrimento, de sua dor física, todos os motivos que tinha para permanecer são estava deitado em sua cama. Severus lembrou do sorriso de Rosie andando com ele pela Cairo, o jeito como só ela sabia de tirá-lo do sério, a forma selvagem como eles gostavam de se possuir, os filhos. Dumbledore pedira para ele tomar conta dela e Severus tinha falhado!

Deitou ao lado de Rosie, acariciou seus cabelos... ela estava tão serena. Snape teria a noite mais longa da sua vida, teria que esperar o efeito da poção, esperar Rosie voltar. Envolto em tanto desespero, ele adormeceu ao lado dela.

Angel Of Mine (tradução)

Evanescence

Você é tudo que preciso ver.

Seu sorriso e a luz do sol fazem a luz do sol para mim.

Ria e venha e olhe dentro de mim!

Gotas da lua não me atingem.

Posso te mostrar o que você quer de mim.

Meu anjo, posso te agradecer, Você me salvou muitas e muitas vezes!

Anjo, devo confessar, é você que sempre me dá força,

E não sei onde estaria sem você!

Após todos esse anos, uma coisa é verdade

A força constante em meu coração é você.

Você me toca, me sinto preso a você.

Valorizo cada dia que passo com você.

Todas as coisas que sou, sou por sua causa!

Meu anjo, posso te agradecer, Você me salvou muitas e muitas vezes.

Anjo, devo confessar, é você que sempre me dá força!

E não sei onde estaria sem você!

De volta aos braços do meu anjo!

De volta a paz que tanto amo!

De volta aos braços do meu anjo, posso finalmente descansar.

Dando-te um presente que você possa lembrar de mim.

Meu anjo, posso te agradecer,

Você me salvou muitas e muitas e muitas e muitas vezes!

Anjo, devo confessar, é você que sempre me dá força!

E não sei onde estaria sem você.