Snape voltou a Hogwarts, era um homem livre! Livre de promessas, livre de culpas, livre do passado. Ele era apenas Severus Snape, um homem que tinha uma linda família e futuro a construir. Ao entrar em seu aposento viu Rosie sentada conversando com Minerva. As duas se viraram ao mesmo tempo para a porta, mas só Rosana correu para os braços dele. Severus apertou-a contra o peito, beijando-lhe a testa, o rosto, os lábios, enquanto Rosie enterrava seus dedos nos cabelos negros dele. A diretora sorriu, se levantou e deixou o quartos sem ser notada.
A fome era tanta que seus lábios se encontraram várias vezes, os dedos deslizavam pelas roupas, procurando por uma brecha para saciar seus desejos. Ele a beijou no pescoço, abaixou as alças do lingerie, que escorregou até chão. Mordeu o ombro dela e percorreu com a língua o caminho até seus seios. Excitou-a com carícias profundas, sugando-a, lambendo-a. Rosie continuava segurando-lhe os cabelos e guiou-o de volta aos seus lábios. Por segundos se encaram, ela sugou de leve seu lábio inferior, soltando-o num estalo. Arrancou então a blusa dele, percorreu o tórax mordiscando-o, enquanto suas mãos o estimulavam por cima do tecido de sua calça. Snape jogou a cabeça para trás, soltou um gemido rouco e Rosie sorriu, desabotoou a calça e levou aos lábios o pênis rijo. Chupou, lambeu e acariciou-o com vontade. Seus lábios estavam rubros e Severus a olhou com um sorriso malicioso. Ele coordenava os movimentos com suas mãos nos cabelos dela. Rosana percebeu que ele latejava de desejo, não faltava muito, então parou.
Severus a trouxe para seus lábios mais uma vez, deslizou suas mãos pelas coxas dela, rasgou sua calcinha com uma das mãos e ergueu-a do chão, penetrando-a. Ela prendeu suas pernas em volta dos quadris dele. Beijaram-se ferozmente e ele os conduziu até a cama. Deitou-a sobre os lençóis, sem sair de dentro dela. Snape aumentou a velocidade dos movimentos e, debruçando seu corpo sobre o de Rosie, sugou-lhe os seios. Pulsos alterados, respirações aceleradas, corpos suados e gemidos abafados... arquearam juntos... Ele deitou suavemente sobre ela, as ondas de espasmos sacudiam seus corpos, e a fitou. Ambos sorriram. Ficaram abraçados, entregues ao calor de seus corpos. Rosie deitou-se sobre o tórax dele, enquanto, Severus percorria as costas dela com as pontas dos dedos, num leve carinho.
– Agora sou só seu, senhora Snape - murmurou sorrindo.
– Todinho meu?! - ela sorriu maliciosa, enquanto sentava e o encarava. - Pense no que está dizendo.
– Não pretendo usar mais a razão - trouxe-a abraçada para seu corpo e beijou-lhe o pescoço -, espero que me perdoe por isso - mordiscou sua orelha num apelo mudo. Novamente estavam entregues as longas carícias e beijos intensos. Não havia preocupações, medo nem barreiras. Não iriam se magoar. Não iriam se perder de si mesmos.
A luz do sol morria no horizonte quando Rosie e Severus pisaram no tapete da sala de tio Ali, dois pares de olhos brilhantes encontraram os deles. Albus e Alan deram passos inseguros até eles, Rosie se abaixou para abraçar os filhos, Snape fez o mesmo. Uma mulher loira entrou na sala abraçada ao rapaz com a mesma cor de cabelos, um ar cansado pairava em seu semblante, mas ela se permitiu sorrir. Narcissa era realmente muito bonita, ela se aproximou deles, com Draco ao seu lado e estendeu-lhes a mão clara e fina.
– Obrigada por tudo o que fizeram pelo meu filho - seus olhos azuis brilharam, apesar da profunda tristeza encerrada neles. - Tenho certeza de que Lucius também gostaria de agradecer - virou-se para o filho. - Vamos, Draco, já nos demoramos demais.
O rapaz a seguiu até a lareira, mas Rosie deteve-a pelo braço.
– Narcissa - elas se encararam -, não hesite em nos procurar para qualquer coisa. Dê lembranças a Lucius por nós.
A loira assentiu e entrou na lareira, desaparecendo com o filho nas chamas verdes da lareira. Foi a vez de tio Ali abraçá-los com seu largo e afetuosos sorriso nos lábios.
Lá fora o sol se pôs de vez, Rosie se preparava para dormir, Snape brincava com Alan sentado na cama, ela os fitou com ternura. Foi até a sacada, a luz da lua derramava seu brilho sobre as águas do Nilo, a brisa tocou seu rosto e ela pensou em Dumbledore.
Desert Rose
Sting And Aswad
I dream of rain,
I dream of gardens in the desert sand.
I wake in pain,
I dream of love as time runs through my hand.
I dream of fire,
Those dreams are tied to a horse that will never tire.
And in the flames her shadows play in the shape of a man's desire
This desert rose, each of her veils, a secret promise
This desert flower, no sweet perfume ever tortured me more than this
And as she turns this way she moves in the logic of all my dreams
This fire burns,
I realize that nothing's as it seems!
I dream of rain,
I dream of gardens in the desert sand.
I wake in pain,
I dream of love as time runs through my hand.
I dream of rain,
I lift my gaze to empty skies above.
I close my eyes, this rare perfume iIs the sweet intoxication of her love
I dream of rain,
I dream of gardens in the desert sand.
I wake in pain,
I dream of love as time runs through my hand.
Sweet desert rose, each of her veils, a secret promise
This desert flower, no sweet perfume ever tortured me more than this
Sweet desert rose!
This memory of Eden haunts us all,
This desert flower, this rare perfume,
Is the sweet intoxication of the fall!
xxxxxxxxxxxxxxxxxx FIM xxxxxxxxxxxxxxxxxxx