O barman trouxe as bebidas, depositando-as na frente de ambos, e sem esperar por Snape, Luna virou o líquido em sua boca. A tequila escorregou pela garganta num suave ardor e ela sentiu uma estranha vontade de dançar. Lembrou-se de Snape e o encarou, ele estava mais sensual do que nunca; sorriu maliciosa, tinha certeza, naquele momento, que estava altamente atraente e sabia que tinha a atenção dele. Debruçou-se sobre o balcão, amparando a cabeça com a mão, e fazendo com que o decote revelasse um pouco mais do que devia.
― Vejo que não desistiu do álcool - Snape a interpelou sarcástico.
― A culpa é toda sua, Severo - disse com um sorriso maroto. - Se fosse menos rude e mais pontual teria evitado que isso acontecesse.
― Eu tenho coisas mais importantes para fazer do que servir de babá para uma mulher - rebateu.
― Uma mulher... - ela sorriu provocante -, é decididamente um interessante ponto de vista, ainda mais vindo de um ex-professor mal-humorado e carrancudo.
― Senhorita Lovegood... - ele disse seco, mas foi interrompido.
― Luna - ela corrigiu grogue.
― Luna - recomeçou a falar, mas o rosto dela estava próximo ao seu, com os lábios partidos, sensualmente, num convite. Snape desviou o olhar caindo sem querer no decote e, virando-se rapidamente para a saída, disse: - Acho melhor sairmos daqui, estamos começando a chamar atenção demais.
Ela assentiu levantando e colocando a capa sobre os ombros, enquanto Snape atirava uma nota ao balcão e a seguia. Dobraram duas esquinas e ele se aproximou, enlaçando a cintura dela para poder aparatar. As formas dela se encaixaram perfeitamente nas dele, Luna ergueu os olhos para fitá-lo e levou os lábios até os dele. Snape se viu prendendo-a mais forte entre seus braços, deslizando sua língua pela dela enquanto o zumbido ecoava no ouvido de ambos.
Os pesados portões de Hogwarts surgiram imponentes na frente deles retirando-os daquele momento. Snape tomou a frente dela, conjurando o encantamento para abri-lo e seguiu pela trilha tortuosa até o castelo. Luna ainda fitou-o andando algum tempo antes de tomar o mesmo caminho. Os corredores da escola foram percorridos em silêncio até as masmorras. Luna entrou nos aposentos dele, minutos depois, e o viu parado diante da janela. Com um pouco mais de controle sobre suas ações, ela resolveu romper o silêncio.
― Então... - a palavra saiu pesada, não era isso que queria dizer, queria perguntar se aquele beijo havia sido real, mas não teve coragem de fazê-lo, e continuou: - teve sucesso em sua empreitada? Conseguiu alguma informação?
Demorou segundos até Snape virar para ela, encará-la frio, e dizer:
― Por que fez aquilo?
― Aquilo o quê? - perguntou incerta com medo do que viria depois que respondesse.
― O beijo, senhorita - ele bufou, não precisava mais chamá-la de senhorita Lovegood, não queria mais chamá-la assim, e corrigiu: - Luna! - O nome saiu doce e ele teve vontade de beijá-la mais uma vez.
― Eu... - balbuciou, e as palavras morreram em seus lábios.
Seus olhos estavam presos aos dele, andou naquela direção e parou em frente ao homem que devia ter mais que o dobro de sua idade, mas que a fazia querer acalentá-lo como a um menino. Tentou procurar as palavras certas, mas nada lhe vinha à cabeça, a não ser a verdade. Os olhos dele ainda estavam ali, pretos e cintilantes sobre ela, e num impulso, Luna tocou-lhe o rosto com as mãos. Fechou os olhos, sentindo o doce contato da pele dele sob a sua, a barba por fazer, as feições endurecidas; desceu os dedos até os lábios, passando-os delicadamente sobre eles, sentindo-os quente. Ela ia prosseguir sua exploração, mas Snape a deteve, segurando sua mão entre as dele, fazendo-a abrir os olhos e encará-lo. Num gesto suave, trouxe a mão dela de volta aos lábios e a beijou intensamente. Luna riu.
Foi a vez de Snape trazê-la colada ao seu corpo e tomar-lhe os lábios, primeiro ternamente, depois ardorosamente. As mãos dele subiram para o nó da capa, desfazendo-o, e voltaram às costas dela, abrigando-a mais uma vez em seus braços. Luna levou suas mãos até os cabelos dele, acarinhando-os, depois desceu até a nuca, mantendo-o dentro de sua boca. As línguas passeando ávidas e livres. As mãos dele subiram até seus cabelos, prendendo-a naquele beijo; Luna sentiu suas pernas tremerem, o calor dele provocava-lhe uma onda de sensações que nunca sentira antes, era maravilhoso.
Ela enlaçou o pescoço de Snape ainda presa aos lábios dele. Ele a tomou nos braços sem deixar de beijá-la e a levou até a cama, deitando-a sobre os lençóis. O coração de Luna batia descompassadamente, nunca estivera na cama com um homem, o máximo a que chegara foram uns amassos com Simas, na escadaria. Aquilo era muito diferente, as sensações que Snape despertava nela não eram nada pueris.
Ele interrompeu os beijos, fitando-a com carinho e afastando uns poucos fios de cabelo que caíam sobre o rosto delicado. Os lábios estavam inchados de seus beijos, ele sorriu e passou a mão de leve sobre o rosto dela. Foi a vez de Luna sorrir, ainda com as mãos enlaçadas no pescoço dele, e sentiu mãos deslizarem sobre sua pele até o decote da blusa. Ela tremeu e seus olhos fixaram-se nos dele. Snape baixou o rosto até a pele clara do colo dela e beijou-a, sentindo o gosto doce dela. Luna subiu as mãos até os cabelos pretos, prendendo-o numa carícia mais íntima, sentindo seu corpo exigir que ele a tocasse em vários outros pontos que ela nem sabia que existiam.
Ele passou a língua quente pelo contorno dos seios dela, Luna arqueou. Com as mãos trêmulas, se sentindo um principiante, ele baixou as alças da camiseta, revelando o objeto de desejo de seus lábios. Os seios surgiram rijos e ansiosos por seu toque, ele atendeu levando sua língua gentilmente até a pele rosada da auréola, e viu Luna fechar os olhos e retesar o corpo, soltando seus cabelos e espalmando as mãos ao lado do corpo. Ele estava adorando vê-la entregue aos seus caprichos, ver a forma inocente como ela reagia a cada toque seu e como isso o inebriava. Ele fechou os olhos e interrompeu o toque, um pensamento cruzou sua mente como um raio, fazendo-o afastar seu corpo, deslizando-o para o lado dela. Luna abriu os dela, procurando por ele, e viu pretos fixados no teto.
― Severo... - disse incerta.
Ele não respondeu de imediato, estava escuro e frio. Luna sentou ao seu lado, colocando a camiseta e aproximando-se dele. Snape mais uma vez desviou do seu toque, e num tom frio e distante disse:
― É melhor você ir, senhorita Lovegood - ele não a fitou -, ou temo não responder por meus atos.
― Eu pensei que íamos... - deixou a frase incompleta, seus olhos turvaram.
― E íamos - completou rude -, mas não podemos.
― Por que não? - rebateu.
― Porque você é apenas uma menina - fechou os olhos ao dizer isso, tentando afastar a imagem da mulher que tinha acabado de ter em seus braços -, não sabe o que está fazendo.
Luna o fitou, indignada, e as palavras que saíram de seus lábios o acertaram em cheio.
― Eu posso nunca ter me deitado com um homem antes, mas isso não me faz menos mulher do que qualquer uma com quem já esteve - a voz dela era firme e ressentida. - Eu só queria que esse momento fosse especial, único! - ela continuou, sem se importar com o que ele pensaria. - Sabe, pode parecer ridículo, mas eu queria que fosse com você.
― Você não sabe o que está pedindo - ele rosnou enquanto se sentava na beira da cama.
― Estou pedindo que me ensine a tocá-lo da mesma forma que fez comigo - Luna se arrastou ajoelhada na cama até ele, começou a beijar-lhe o pescoço por sob os cabelos pretos, depois deslizou a língua úmida e quente até a orelha dele, e sussurrou: - fazê-lo sentir o que me fez sentir... Me ensina?
Snape fechou os olhos, absorvendo os insistentes toques dela sobre sua pele e, num gesto rápido, a puxou para seu colo. Luna o fitou com doçura enlaçando seu pescoço e Snape, encarando os olhos azuis, tomou-lhe os lábios avidamente, retirou-lhe a camiseta e a abraçou, passeando com sua língua na dela. Sentiu o leve toque dos seios contra seu tórax, escorregou as mãos pela lateral do corpo dela até tocá-los. O desejo pelo corpo dela tomava o seu numa rapidez assustadora, seu sangue fervia.
Deitou-a suavemente sobre o lençol, tocando-a, beijando-a com cuidado e carinho, fazendo-a sentir cada reação de seu corpo, ensinando-a como e onde tocá-lo. Ela pedia, ele atendia, e Luna se entregava totalmente a ele. Livrou-a da calça jeans e depois de sua própria roupa. Ela o fitava marota. As mãos dela deslizaram sobre seu tórax, ventre e depois em toda a extensão de seu desejo. Ela sorriu com a declaração explícita de que ele gostara daquilo, continuou a incitá-lo até que Snape não conseguia mais se controlar. Ele afastou gentilmente as pernas de Luna e, com um cuidado intenso, a penetrou devagar, forçando aos poucos sua passagem, deixando que o corpo dela se acostumasse a sua presença. Seus olhos estavam presos ao dela, vendo as feições jovens contraírem um pouco pelo desconforto da primeira vez. Sem perceber, Luna cravou as unhas nas costas dele quando finalmente recebeu-o todo dentro de si. Snape a abraçou carinhosamente, continuando a mover-se dentro dela, fazendo-a gemer baixinho, dando-lhe o máximo de prazer. Continuou a beijá-la ardentemente, até que a viu se contrair envolta, e sorriu por tê-la assim, só sua. Afundou seu rosto nos cabelos dela, enquanto Luna o prendia pelos quadris aumentando o movimento deles. A quentura que o abrigava era única, o cheiro dela, inebriante, e quando percebeu já tinha se derramado dentro de Luna.
Deixou-se cair para o lado do corpo dela e a trouxe abraçada ao dele. Luna brincou com alguns pêlos de deu tórax, ele se permitiu sorrir com a incursão carinhosa dos dedos dela. Ficaram assim durante algum tempo, até que Luna se ergueu, deitando sobre ele, com um sorriso maroto brincando nos lábios. Snape sorriu de volta, sentiu que seu corpo reagira a isso também e beijou-a com desejo. Depois, deixou-se ser beijado em várias partes do corpo, até que viu os lábios de Luna sobre sua ereção e desistiu de lutar contra sua vontade. Pelo que podia perceber, ela aprendera mais do que supunha e se saíra muito bem. Ela continuou sua carícia até que ele a deitou novamente nos lençóis, possuindo-a, desta vez sem medo. Snape a abraçou, aninhando-a em seus braços, adormecendo com o rosto nos cabelos dela.
― Doce Luna - murmurou
Meu amor, saia do frio e tire esse casaco.
Entre aqui, respire fundo e faça o que você faz melhor.
Tire os sapatos e deixe as ruas da cidade.
Eu acho que, o amor apareceu no nosso caminho
e que o destino fez com que nos encontrássemos.
Adoro quando você faz aquela magia comigo.
Seu modo de tocar, você tem o poder da cura.
Você me olha de um jeito que é quase irreal.
É quase irreal.
Não podemos parar a chuva, vamos achar um lugar,
perto do fogo. Às vezes sinto.
Por mais estranho que pareça que você esteve
nos meus sonhos por toda a minha vida.
É um mundo muito louco lá fora,
tomara que nossas preces estejam
( Almost Unreal – Roxette )
