Os raios de sol inundaram o aposento, fazendo Luna abrir preguiçosamente seus olhos, sentindo os braços fortes ao seu redor, aninhando-a de encontro ao corpo de Snape. Não havia sido um sonho. Sorriu. Cuidadosamente virou-se para fitá-lo e ao fazê-lo ouviu Snape murmurar qualquer coisa e enterrar o rosto no seu pescoço. Luna passou suavemente os dedos sobre os cabelos pretos, vendo um sorriso crispar os lábios ao seu lado, e foi puxada em direção a eles. Ele começou beijando-lhe a nuca, depois passou a língua sensualmente em sua orelha, Luna tremeu, e por fim, deslizou sua boca de encontro à dela, possuindo-a com carinho. Luna entrelaçou seus braços no pescoço dele, agarrando seus cabelos, prendendo-o àquele toque, tornando-o intenso e apaixonado.
Snape a afastou um pouco de si, fitando-a intensamente, adorava ver os lábios de Luna inchados por seus beijos, mas a visão que tinha dela nesse exato momento era a de um anjo. Os cabelos loiros caíam por sobre os ombros indo de encontro aos seios, escondendo-os, e os olhos azuis brincavam dentro dos dele, fazendo-o desejá-la intensamente. Debruçou-se sobre ela, cobrindo-a de beijos, e minutos depois rolavam sobre os lençóis da cama, abraçados como se fossem um só. Quando Luna deitou sua cabeça sobre o tórax dele, Snape passou os longos dedos por entre as mechas de cabelo dela, abaixando o rosto até sorver o doce perfume de alfazema, e murmurou:
― Não quero que nada lhe aconteça – continuou –, vou colocá-la num lugar seguro.
― Nada vai acontecer, Severo – disse enquanto depositava um beijo no tórax dele –, e como assim "me colocar num lugar seguro"? – protestou e ergueu seus olhos até encontrar os dele, fazendo aquela ruga de preocupação surgir em sua testa. – Eu já lhe disse que não vou a lugar algum.
― E não se importa nenhum um pouco comigo? – zombou dela.
― Bom... – Luna o fitou, marota -, se você vai usar isso como chantagem... Não, não me importo.
― Sinceramente, srta. Lovegood – disse com escárnio -, vai precisar ser mais persuasiva quando quiser me convencer de algo.
Luna ergueu seu corpo, deslizando-o por cima dele, Severo crispou os lábios, e ela roçou os seus no dele. Ele abriu os lábios para recebê-la, mas Luna desviou, deixando-o sem resposta ao seu apelo. Num gesto rápido, ele a prendeu nos braços e puxou-a de encontro a eles, beijando-a ardorosamente. Afastou-a com ar de provocativo e disse:
― Não brinque comigo.
― Se me beijar sempre assim quando eu o provocar... – ela mordeu o lábio inferior antes de prosseguir –, é realmente tentador – sorriu. – Você fica lindo emburrado, sabia? - disse enquanto enrolava os fios pretos de cabelo dele ao seu dedo.
― Pare com isso, Luna – bufou.
― Não – rebateu cínica. – Vai me beijar de novo?
― Não, sua pestinha – riu.
― É uma pena, então vamos falar sobre suas intenções – suspirou deixando o cachinho armado no cabelo dele. – Você pretendia me mandar para onde mesmo?
― Não só pretendo, como vou – respondeu categórico. – Não pense que seus beijos e seu sorriso, por mais sedutores que sejam, irão me demover da idéia de afastá-la daqui.
― E, supostamente, como isso seria feito? – disse cruzando seus braços sobre o peito dele e fitando-o intensamente. – Vai me trancar na torre mais alta que encontrar?
― Não seja tola – rosnou, completando com falsa doçura: - Não sou um príncipe encantado para depois ir salvá-la num lindo alazão branco, Srta. Lovegood.
― Ahh... Pretende me salvar depois? – encarou-o marota. – É um bom sinal...
― Você é decididamente uma peste – bufou, rolando para fora de cama, e deixando-a de bruços sob os lençóis. – Eu não tenho idade para ser tão irresponsável assim.
― Está bem, Sr. Matusalém – brincou, lançando-lhe um olhar malicioso ao vê-lo fechar a blusa sobre a pele clara –, diga logo o que pretende fazer com seu bebê - riu.
Snape bufou, sentou-se na cama ao lado dela e disse baixo:
― Você não leva a sério o risco que está correndo, não é, mocinha? – seu tom era calmo, muito diferente do que usava normalmente para situações estressantes como aquela, mas Luna tinha esse dom de tirá-lo do sério e não sofrer nada com isso. Não conseguia brigar com ela como faria com o resto de seus alunos.
― Gostei do mocinha – rebateu, antes de adquirir uma expressão séria que a deixava mais linda ainda, na opinião de Severo. – Não quero me afastar de você de novo, não sabemos como vai terminar essa maldita guerra. E se...
― Shhhhhh... – ele a fez calar tomando a palavra. – Não vai acontecer nada além do que deveria.
― E isso significa que posso perdê-lo. – Azuis se tornaram tristes e baixaram até suas mãos.
― Não, Luna. Isso significa que eu vou fazer de tudo para voltar e buscá-la na torre – crispou os lábios ao encontrar os olhos dela, ainda nebulosos, e completou: - Prometo.
Luna o abraçou forte, deixando que as lágrimas escorressem por seu rosto e molhassem a camisa dele. Snape afagou seus cabelos com a mão e depois lhe beijou, fazendo-a olhar para ele e sorrir.
― Lupin deve estar chegando com seu pai – disse enquanto enxugava as lágrimas dela. - E, a menos que queira dar à ele a impressão correta do que realmente aconteceu aqui entre nós dois, eu sugeriria que se vestisse.
Luna se levantou da cama num pulo, deixando que o lençol escorregasse até o chão, revelando suas formas femininas. Snape desviou o olhar e ajudou-a a recolher suas roupas. Enquanto Luna se vestia, ele apontou a varinha para a cama e arrumou-a.
― Meu pai? – indagou ao passar a cabeça pela gola da veste. – O que quer com ele? – bufou ao deslizar o braço pela manga. – Não pense que ele irá me coagir, Severo.
― Eu preciso que ele assine uma transferência – explicou.
― Transferência? – perguntou. – O que pretende fazer comigo?
― É uma pergunta deveras interessante e para qual eu teria muitas respostas, mas nenhuma apropriada para o momento – disse cínico.
― Você às vezes parece um adolescente. – Luna estreitou os olhos sobre ele, numa falsa contrariedade.
― É um elogio? – perguntou arqueando a sobrancelha.
― Eu diria que com a sua idade – ela abriu um sorriso ao vê-lo revirar os olhos, e se aproximou dele -, e sua fama, sim – completou encarando-o e brincando com os botões de sua veste.
― Você me faz perder a cabeça – sussurrou ao abraçá-la, acariciando seus cabelos.
Uma batida na porta os tirou daquele momento íntimo. Snape soltou-a e tomou a direção do vestíbulo. Voltou de lá com um envelope nas mãos, encontrando Luna com um olhar inquisidor. Passou a ela o envelope, dizendo:
― Agora só falta seu pai chegar – concluiu Snape enquanto a via romper o lacre e correr os olhos sobre a folha de pergaminho.
― Isso é convite para ingressar em Beauxbatons – Luna o fitou surpresa. – Então é nessa torre que pretende me trancar?
― Sim – confirmou. – Eu mesmo poderia assinar caso fosse necessário, mas gostaria da aprovação de seu pai.
― Poderia? – foi a vez dela arquear a sobrancelha.
― É uma das prerrogativas que disponho como seu marido – respondeu retirando um anel de platina com brilhantes do bolso das vestes e tomando a mão fina dela entre as suas.
― Você está delirando? – balbuciou incrédula no que ouvia. – Há algumas semanas atrás me queria a léguas de distância, agora me quer como esposa? É a pessoa mais inconstante que conheço.
― Eu achei que iria gostar – a resposta dela o pegara de jeito, Snape se sentia ridículo com as mãos dela entre as suas e o anel rolando entre seus dedos, e completou mordaz: – Só estava pretendendo mantê-la segura. E essa me pareceu a melhor forma caso seu pai não consentisse em sua ida para a França.
― É claro que gostei, mas você não está fazendo isso só para me afastar, não é? – perguntou.
― Não – respondeu seco.
― Não acha que haveria outra maneira de me manter longe e segura? – falou com calma. – Quero dizer...
― Entendo... – fechou uma mão sobre o anel, enquanto a outra segurava a mão dela. – É claro que não precisa ser realmente um casamento verdadeiro... se não quiser...
― Oh, não... – ela quase não conseguia articular as palavras -, eu estou muito feliz com seu pedido, não imaginava que fosse fazer algo assim nunca, não depois do que me disse. Só não quero que se sinta obrigado a nada, nem mesmo a fazer isso para me proteger.
― Eu cometi um erro Luna, achei que somente o fato de afastá-la de mim seria o suficiente para mantê-la a salvo, só que não foi... – passou os dedos pela superfície das mãos dela em sinal de carinho. – Quando eu a vi exposta ao perigo no Beco, onde nem mesmo minha presença a salvaria se eles a reconhecessem, eu percebi o quanto estava sendo tolo. Não era o fato de estar ao seu lado que faria diferença, mas, sim, o de conseguir protegê-la, e isso eu não poderia fazer mantendo essa distância entre nós – ele a fitou com carinho -, muito pelo contrário, eu precisava estar próximo. – Snape passou a mãos pelo rosto dela, e completou quase num sussurro: - E o mais próximo que eu posso chegar de você nesse momento é desta forma. Não faria isso por obrigação, nunca, e se por acaso seu pai não concordar em enviá-la para Beauxbatons, eu o farei por direito.
― Severo, eu creio que só o casamento lhe daria esse direito – retrucou Luna –, e para isso ainda teremos que contar com a autorização de meu pai.
― Não se alegarmos que existem outros motivos pelos quais eu poderia pleitear essa união tão cedo, Luna – Snape disse com calma.
― Você está sugerindo um engodo? – azuis estavam surpresos sobre ele. – Você seria capaz de mentir? – sorriu. – E de querer um filho tão facilmente?
― Se isso a mantivesse longe e viva, sim – foi categórico. – No entanto, não se anime tanto – disse malicioso -, só abrirei mão dessas prerrogativas caso seja necessário, para deixá-la segura. Caso contrário, estaremos apenas formalizando uma situação que já sacramentamos em todos os sentidos – completou desviando o olhar para a cama.
― Devo presumir que este "em todos os sentidos" inclua também o campo sentimental? – ponderou Luna, e lançando um olhar furtivo para Snape, acrescentou: - Está querendo dizer em outras palavras que me ama, professor?
― Não sou mais seu professor, Srta. Lovegood – contestou. - Devo entender que aceita meu pedido?
― Sim, Severo – sorriu –, e a propósito, não sou mais Srta. Lovegood, me chame de futura Sra. Snape.
Ele ia protestar, mas a boca de Luna colou na sua, impedindo-o.
― Comporte-se – rosnou baixinho, fazendo o anel deslizar pelo dedo dela suavemente. – Seu pai deve chegar a qualquer momento e não quero que ele tenha uma noção errada do que acontece aqui.
― Acha mesmo que ele vai acreditar que ficamos só nos beijos? – perguntou Luna. – Ele não é um tolo, e você não é um adolescente, portanto não será fácil convencê-lo de nada.
― Eu sei que não será fácil convencer seu pai de minhas boas intenções – bufou -, e gostaria que existisse outra forma de fazê-lo.
Uma nova batida seca na porta soou, fazendo Severo e Luna se dirigirem ao vestíbulo. Ele destrancou a porta dando passagem para Lupin e o Sr. Lovegood. Lupin cumprimentou-os com um gesto de cabeça enquanto o pai de Luna os observava intrigado. O homem a frente dele não passava dos cinqüenta anos, tinha cabelos loiros e olhos de um verde intenso, com uma leve nota de desligamento semelhante à Luna. Ao ver a filha, abraçou-a ternamente e foi retribuído com igual carinho. Algum tempo depois pai e filha se afastaram, e Luna se colocou ao lado de Snape. Vendo que os dois homens se analisavam, Lupin quebrou o silêncio.
― Eu já expliquei ao Sr. Lovegood todos os detalhes do porque o estava trazendo a sua presença, Severo, e também o tranqüilizei sobre sua situação no assassinato de Dumbledore, afirmando que confiamos em você e que no devido tempo, esta será esclarecida – finalizou, vendo Snape assentir de leve com a cabeça em sua direção.
― Sr. Lovegood, eu pedi a Lupin que lhe expusesse esses fatos para que compreendesse o risco que sua filha está correndo – Snape fitou o homem a sua frente que não se moveu, apenas fitava a filha atentamente. – Luna pertence ao grupo de jovens que tem ajudado o Sr. Potter a combater o Lorde das Trevas, só que há duas semanas, infelizmente, a aventura se tornou arriscada demais para sua filha. Ela escapou por pouco, da morte, nas mãos do próprio Lorde.
Os olhos verdes estavam sobre Snape.
― Não seria justo eu presumir que o senhor tenha alguma relação com o ocorrido, ou seria? – interpelou o Sr. Lovegood.
― Seria muito justo, senhor – afirmou Snape num tom impassível. – Como Lupin deve ter lhe relatado, eu forneci todos os detalhes da missão na qual Luna foi bem sucedida.
― Você chama de bem sucedido quase levá-la a morte? – rebateu o loiro.
― Não, senhor, eu chamo de bem sucedido o fato de Luna ter enfrentado sozinha um grupo de Comensais, recuperado o que estávamos procurando e ainda sair viva de tudo isso – esbravejou Snape. – Eu chamo de coragem o que sua filha teve naquele dia quando ninguém confiou nela, e ela confiou em mim, arriscando-se pelo bem todos. – E completou: – Eu, Sr. Lovegood, sentiria muito orgulho de minha filha, e prestaria muita atenção no que vou lhe dizer pelo bem dela.
Snape conseguira, ganhara a atenção do pai de Luna.
― Imagino que seja difícil para o senhor confiar em minha palavra, assim como é fazê-lo acreditar que quero o bem de sua filha – disse Snape calmamente. – Ontem houve um ataque ao Beco Diagonal, e Luna estava lá, por sorte eu a encontrei e consegui mantê-la a salvo. Só que sua filha tem um dom peculiar em não obedecer a ordens, ou menosprezá-las. Por isso, gostaria de sugerir que a afaste de Londres. Tire-a do centro dos acontecimentos porque se o Lorde a descobrir, nem mesmo minha vida será capaz de evitar a morte dela.
― Para alguém que é um assassino frio, Sr. Snape, tem pouco apego pela própria vida! – E fitando Luna, completou: - E muito pela da minha filha. Eu presumo que há algo mais aqui do que uma simples relação de professor-aluno.
― Eu tenho uma grande afeição por sua filha, Sr. Lovegood – disse firme. – Daria minha vida por ela se isso a mantivesse viva, mas acredito que em breve minha vida não valha muita coisa. Eu ficaria mais tranqüilo sabendo que ela está longe daqui e segura, por mais que isso vá de encontro ao que sinto.
― Sua declaração me parece sincera, mesmo que um tanto quanto inusitada por tudo que já ouvi relatarem ao seu respeito. – disse clamo encarando Snape - Eu não vou jugá-lo pelo que fez, sr. Snape. Dumbledore era um grande amigo, e ele confiava no senhor, devia ter seus motivos para isso. Não acredito que depois do que vi e ouvi aqui dentro, tenha matado sordidamente um amigo. – Estreitou seus olhos verdes sobre Snape. – Acho que a maior prova de sua sinceridade está no fato de querer bem a minha filha. Sabe, Sr. Snape – a voz embargou - , não vejo o brilho de felicidade naqueles olhos azuis há muito tempo, e se é você o responsável por ele, então, Merlin permita que sejam felizes juntos.
Ele estendeu a mão para Snape que a recebeu num aperto cordial, e depois abriu os braços recebendo Luna num abraço afetuoso.
― Para onde pretende mandar minha menina, Sr. Snape? – ele deu um sorriso igual ao de Luna, e acrescentou: - Os pais sempre tendem a ver os filhos como eternas crianças. Perdoe-me.
― Beauxbatons – respondeu, estendendo-lhe o envelope contendo o convite e a transferência.
― Creio que deseja minha assinatura para a transferência – disse retirando uma caneta trouxa das vestes -, mas sabe que se quisesse você mesmo poderia fazê-lo, já que tomou a liberdade de colocar esse anel no dedo de Luna.
― Peço perdão pela impertinência de tomar essa decisão sem consultá-lo – colocou sua mão na de Luna -, mas eu não a deixaria partir sem ter a certeza de que a terei de volta.
― Não posso recriminá-lo – sorriu abertamente -, eu faria a mesma coisa. – Abraçou mais uma vez Luna e virando-se para Snape, falou: - Se precisar de mim, tanto o Sr. Lupin quanto a srta. Weasley, sabem onde me achar. Cuide bem dela ou eu irei atrás de você – deu um tapinha nos ombros de Severo e foi até a porta seguido por Lupin, que também se despedira com um aceno breve de cabeça dos dois.
Algum tempo depois, já com a certeza de estarem plenamente sozinhos, Luna o fitou, dizendo:
― Quer dizer que me ama?
― Eu não vou lhe dizer nada – retrucou.
Snape estava sentado na beira da cama, Luna se ajoelhou ao seu lado sobre os lençóis e sussurrou ao seu ouvido:
― Então deixa que eu digo – e mordiscou-lhe a orelha. – Te amo – e beijou-lhe o pescoço. – Te amo – beijou-lhe o rosto. – Te amo!
Snape a puxou, fazendo-a cair sentada no seu colo, e fitando azuis radiantes, beijou-a ardorosamente.
Meu pai me disse para ficar longe de encrenca
"Quando você tiver encontrado seu homem,
tenha certeza de que ele é real!"
Aprendi que nada realmente dura para sempre.
Eu durmo com as cicatrizes
Eu tenho as que não irão sarar
Elas não irão sarar
Pois toda vez que pareço me apaixonar,
Crash! Boom! Bang!
Eu encontro o coração, mas então bato com a cara na parede,
Crash! Boom! Bang!
Esse é o chamado, esse é o jogo
E a dor continua a mesma.
Estou descendo esta estrada vazia para nenhum lugar
Eu passo pelas casas e quarteirões que uma vez conheci
Minha mãe me disse para não envolver com a tristeza,
Mas eu sempre me envolvi, e Deus, ainda me envolvo
Ainda estou quebrando as regras
Eu chuto para cima, eu chuto para baixo
Pois toda vez que pareço me apaixonar,
Crash! Boom! Bang!
Eu encontro o coração, mas então bato com a cara na parede,
Crash! Boom! Bang!
Esse é o meu verdadeiro nome do meio,
E sempre foi assim
Esse é o chamado, esse é o jogo
E a dor continua a mesma
Eu ainda sinto o calor
(Vagarozamente caindo do céu)
e o sabor do beijo
Destruída pela chuva
(desmoronando por trás)
e pela selvagem guerra santa.
Eu chuto para cima, eu chuto para baixo
E toda vez que pareço me apaixonar,
Crash! Boom! Bang!
Encontro as rosas morrendo no chão,
Crash! Boom! Bang!
Esse é o chamado, esse é o jogo
E a dor continua a mesma.
Esse é o meu verdadeiro nome do meio,
E sempre foi assim
Oh yea, oh yea,
Sempre foi assim
( Crash! Boom! Bang! – Roxette )
