Cap. 3 – Como tudo começou
Draco tinha o dia de folga hoje. Estava em casa pensando... Pensando nela, a única mulher que já mexera com ele na vida.
- Querido – disse a mulher de Draco – Vou sair.
- À vontade. Quer dinheiro?
- Sempre.
E Draco deu dinheiro a ela e ela saiu sem nem se dar ao trabalho de beijá-lo. Casamento de aparências não era realmente nada fácil. Draco pensara que seria moleza pra ele, que não era capaz de amar ninguém mesmo. Não era até descobrir em Gina a mulher maravilhosa que ela era. Deitou-se no sofá lembrando-se do dia em que descobrira que estava louco por ela. Eles estavam em Hogsmeade.
- Malfoy? – disse Gina reconhecendo o antigo colega de escola 2 anos após a morte de Voldemort.
- Oi Weasley, como vai?
- Muito bem, mas não que você se importe.
- É, eu sou um insensível mesmo.
Gina não pôde deixar de sorrir. Um sorriso tão lindo, tão puro. Como ela podia sorrir assim pra ele depois de tudo o que ele fizera?
- Escuta – Draco disse – será que você não quer... Sei lá, tomar um café?
- É... Claro. Estou livre hoje mesmo...
- Ótimo... Vamos?
Os dois foram parar em um bar calmo, um chalezinho bem bonitinho até.
- E aí? Ainda namorando Potter?
- É, ainda. E você? Como vai?
- Bom, processos do Ministério e tudo o mais... Mas no final vai dar tudo certo... Sabe, eu fui extremamente forçado a fazer tudo o que eu fiz... Do contrário... Ele mataria meus pais...
- Olha, eu acredito em você... Mas sabe, fico imaginando se vale mesmo à pena.
- Pensa se fossem os seus pais em jogo...
- Harry estava em jogo...
- Mas ele queria matar Potter de todo jeito... Não seria você virar comensal que o impediria não é mesmo? Além disso fiquei sabendo que ele se afastou de você depois da morte de Dumbledore por... Te amar demais...
- É o que ele diz...
- É... Deve ser bom ser capaz de sentir essas coisas...
- Ah, mas você ainda vai ser...
- Ah, duvido muito... Sabe, meu casamento já está arranjado e tudo o mais.
- Bom... Uma pena...
- Você é uma pessoa bem bacana, sabia? Depois do tanto que eu já humilhei você e sua família... Você ainda está sendo legal comigo?
- O Ministério está te dando outra chance... Quem sou eu para não dar? Você amadureceu pelo que eu estou percebendo...
- Bom, eu passei por poucas e boas...
- É eu sei... E agora? Você está morando por aqui?
- Estou sim... Quer conhecer minha casa? Desculpe... Muito inconveniente.
- Na verdade eu adoraria.
Na verdade Gina sentia muita simpatia por Malfoy nesse momento. Ele estava diferente. Maduro, sincero... Até mesmo bonito... Muito bonito...
- Bom, aqui estamos... É simples, mas é o que eu posso pagar agora com o dinheiro da minha família trancado em Gringotes passando por análise do Ministério...
- É linda... É do jeitinho que eu gosto... Tem cara de família... Você vai trazer sua esposa pra morar aqui quando casarem?
- Até lá eu espero que meu dinheiro esteja liberado pra eu me mudar pra Londres.
- Nossa, que espelho bonito – disse Gina arrumando os cabelos de frente para o espelho.
- Não se preocupe, você está linda – disse Draco ficando muito vermelho depois.
- Linda? Obrigada – disse Gina sorrindo. Por algum motivo não conseguia parar de sorrir.
Se virou e deu de cara com Draco. Ficaram assim, nariz com nariz por alguns segundos, até que Gina se desvencilhou.
- Bom, acho que preciso ir.
- Nos vemos de novo? – disse Draco quase que por impulso. Ele não queria deixá-la ir.
- Claro, por que não? Bom, tchauzinho – disse dando um beijo no rosto do homem e desaparatando em seguida.
- Tchauzinho – disse Draco pegando em seu rosto.
As roupas de Draco tinham ficado com o cheiro dela, um cheiro que o deixava louco. Ele mal via a hora de vê-la novamente. Ele sempre achara Gina bonita, apesar de nunca ter realmente se importado com ela, mas nesse dia ela estava especialmente maravilhosa. E era gentil com ele como ninguém nunca fora antes.
Draco acordou de seu devaneio com o retorno de sua mulher. Como ele a desprezava. Dera um filho a ele, um filho que ele amava na verdade, mas ela era insuportável.
- Bom, voltei. Vou tomar banho agora. Quer ir comigo?
- Por que não? – afinal, ele tinha suas necessidades de homem, e apesar de desprezível ela era uma mulher muito bonita.
