Cap. 5 – Concebendo Tiago Potter.
Gina se livrara dos olhos inchados com um toque de sua varinha e fora trabalhar. Harry já saíra há alguns minutos atrás. Ia direto para a rua resolver o problema das privadas.
- Gina...
- Draco, que susto. Pelo amor de Deus, saia da minha sala. Vai embora daqui.
- É tão perturbadora assim a minha presença?
- Draco, por favor...
- Gina, eu não agüento mais isso... Você precisa contar a Potter...
- Eu ia Draco – disse ela novamente começando a chorar – Eu ia contar a ele hoje no café... Mas ele começou a falar um monte de coisas e começou a falar que temos três filhos maravilhosos e eu não tive coragem...
- Mas vocês têm dois filhos maravilhosos Gina... Dois...
- Não Draco... Harry é pai dos meus três filhos... Foi ele quem deu amor, educação, carinho...
- Porque você não me deixou dar tudo isso ao MEU filho... Você simplesmente me afastou de Tiago... Gina... Eu amo meu filho, você pode não acreditar, mas eu daria o mundo pra ouvir ele me chamar de pai.
- Draco, isso não vai acontecer ok?
- Você nunca vai contar a Potter?
- Não sei Draco... Não sei...
Gina nunca mais vira Draco depois daquele dia em Hogsmeade. Ouvira falar dele e lera no Profeta Diário quando ele foi absolvido pelo Ministério e conseguiu, por concurso, um cargo administrativo no conselho ministerial. Ela estava um pouco aflita de ter que trabalhar no mesmo lugar que ele, afinal, era sua formatura de auror e ela já estava empregada no Ministério. Mas depois de dois anos sem se ver com certeza ele não sentia mais nada por ela.
- Eu não poderia deixar de vir te dar os parabéns pelo seu novo emprego, traidora do sangue.
- Malfoy... Draco... Oi... – ela disse ficando um pouco vermelha.
- Eu sabia que você ainda não tinha me esquecido...
- Não sei do que está falando.
- Ficou vermelha ao me ver... Como pôde se casar com um homem amando outro?
- Eu amo meu marido.
- Tudo bem... Mas lembre-se que você vai ter que conviver comigo aqui diariamente... Até quando você vai não se... Como foi que você disse em Hogsmeade? Ah, é... Se deixar levar pelos meus encantos?
- Ai, eu não sei onde eu tava com a cabeça quando tentei ser sua amiga, você é o mesmo prepotente de sempre.
- O.K. To saindo.
Quando Draco fechou a porta Gina jogou um porta-penas na porta.
- Idiota – ela Gritou.
- Ela ainda me ama – Draco disse para si mesmo do lado de fora com um sorriso nos lábios.
Gina chegou em casa após seu primeiro dia de trabalho e encontrou o marido de malas prontas, só esperando por ela.
- Vai a algum lugar meu amor?
- Vou à França querida. Tava esperando você chegar pra te dar um beijo antes de sair. Parece que tem um inglês causando baderna lá... Sabe, pequenas artes das Trevas...
- É... Desde Você-Sabe-Quem ninguém nunca mais teve coragem de fazer algo grande. Hoje mesmo meu dia foi super emocionante... Tive que ir à Londres trouxa resolver o caso de um banco que estava flutuando numa praça.
- É... Ser auror hoje em dia não tem mais tantas emoções. Bom, tenho que ir amor, senão vou me atrasar.
- Vai de flu?
- Vou.
- Bom, boa viagem... Volta quando?
- Em uns 15 dias.
- Ai meu lindo, tudo isso? Vou morrer de saudade.
- Eu muito mais... – ele disse beijando a esposa – Te amo – ele disse jogando flu na lareira.
- Também te amo.
No dia seguinte Gina saíra novamente para trabalhar, e, ao chegar em sua sala deu de cara com...
- Malfoy – ela disse fechando a porta – O que está fazendo aqui?
- Fiquei sabendo que seu marido viajou.
- É, e daí?
- Talvez seja uma boa oportunidade para...
- Para nada Malfoy. Vai embora.
- Você se lembra... – ele disse chegando perto dela – Em Hogsmeade, aquele lugar que eu te levei quando nos encontramos lá pela última vez... Se lembra das coisas que eu te falei – ele disse chegando mais perto dela, ficando nariz com nariz. Gina fechou os olhos, não sabia porque, simplesmente os fechara – Eu ainda sinto...
- Draco – ela disse quase que num suspiro.
- Eu te amo Gina... Eu vou te esperar hoje, lá naquele lugar às 6 da tarde. Eu sei que você irá... Eu sei que irá...
- Eu não posso... Eu...
- Você quer ir Gina – ele disse dando um beijo breve nos lábios da ruiva – Eu vou te esperar – ele disse saindo da sala.
Gina afundou na cadeira. O que era aquilo que ele fazia com ela? Não era amor o que ela sentia. Não, ela sabia que não era, mas era algo bom, excitante. Será que era a emoção do proibido? Ela sempre gostara de coisas proibidas.
Às 6 e 10 da tarde Gina avistara Draco assentado em um tronco de árvore olhando para o horizonte. O que ela estava fazendo ali? Só podia estar louca. Virou para trás para desaparatar, mas pisara em uma folha seca.
- Eu sabia que você viria – ele disse despertando de seu devaneio com o barulho da folha.
- Na verdade eu estava de saída eu preciso...
- Precisa o quê? – ele disse chegando bem perto dela.
- Preciso ir... – mas ela não conseguiu terminar sua frase. Draco a beijou e ela não resistiu a ele. O beijo dele era desesperado, apaixonado, excitante... Muito excitante.
Quando Gina abriu os olhos eles não estavam mais no topo do morro. Estavam na antiga casa de Draco, em Hogsmeade. Ela se sentia suja, uma traidora, mas não conseguia parar de beijar Draco.
Ele a deitou em sua cama. Passou as mãos por todo o corpo da ruiva, sentindo suas curvas enquanto a beijava vorazmente. Gina tirou a camisa de Draco, expondo seu peito bem definido e cheio de músculos. Ela não sabia o que aquele homem fazia com ela, mas era algo que Harry jamais conseguira.
