Cap 9. Exigência
- Filha – disse Molly – tudo bem? O que aconteceu? Você está com uma cara...
- Harry e eu vamos nos separar.
- O quê? – disse Molly quase gritando – Por quê?
- Mãe, eu vou contar tudo pra você, porque você é minha mãe e ninguém melhor que você pra eu desabafar tudo. Mas, por favor, não conte pra ninguém, porque eu ainda não sei como as coisas vão ficar a respeito de... bom, de Tiago.
- Tiago? Por que a preocupação com ele somente? E Alvo e Lílian?
- Mãe, é melhor nos sentarmos. Tem mais alguém aqui?
- Não – disse Molly sentando-se no sofá.
- Mãe – disse Gina começando a chorar – Eu sou a pior das mulheres. Eu fiz uma coisa horrível e que teve conseqüências.
- Filha... O que foi? – disse Molly abraçando a filha.
- Mãe – disse Gina – Tiago – ela disse entre soluços – não é filho do Harry...
- Como é que é? – disse Molly soltando Gina.
- Tiago... Ele é filho de outro homem. Um homem com quem eu tive um caso anos atrás.
- Gina, o que é que você está me dizendo filha?
- E agora Harry sabe de tudo e ele está acabado.
- É claro que ele está acabado... Como você pôde Gina?
- Mãe, por favor, não me torture mais. O pai biológico de Tiago é um homem que eu amo muito.
- Como assim ama muito? E Harry? Você não o ama?
- Amo Harry, amo sim. Mas não como homem entende? Eu o amo, mas não estou mais apaixonada por ele. Só que... Eu tinha prometido... que se ele sobrevivesse a Voldemort eu ficaria com ele a menos que ele não quisesse, entende?
- E isso te dava o direito de...?
- Não mãe, não me dava... Mas foi mais forte do que eu. Muito mais forte...
- E você ainda está com esse homem?
- Não... Eu o vejo sempre porque ele trabalha no Ministério, mas eu não tenho mais nada com ele.
- E ele sabe que Tiago é filho dele?
- Sabe... Sempre soube. Mas ele me ama muito e nunca contou nada a ninguém porque eu pedi.
- E... Quem é ele?
- Draco Malfoy.
Draco chegou em casa com o filho dormindo em seus braços. Colocou-o no berço e ficou olhando Escórpio dormir.
- Ah meu filho – ele disse baixinho – se você soubesse como eu queria que seu irmão tivesse aqui conosco. Eu tenho certeza que você ia adorar ter um irmão. E ia adorar ter Gina como madrasta. Ela é perfeita, sabia? – ele disse passando a mão na cabeça do filho – Durma bem meu filho.
Enquanto isso Gina não se conformava com o sofrimento que vira nos olhos de Draco e que era culpa dela. Ela sabia que não tinha o direito de privar Draco do que privava apenas para que ninguém soubesse o quanto ela fora incorreta no passado.
No dia seguinte, no Ministério, Gina se aproveitou que Harry saíra e resolveu ir falar com Draco.
- Draco... – ela disse com uma voz triste.
- Gina... – ele disse se levantando da cadeira e indo até ela – É um milagre você me procurar.
- Eu só... Ah Draco – ela disse abraçando-o – me perdoe... Me perdoa, por favor.
- Meu amor... O que foi? Por que me pede perdão?
- Eu sou horrível com você. Eu vi você ontem, seu olhar de tristeza para Tiago na hora em que você foi embora. Tudo isso por minha culpa.
- Gina... Olha, eu entendo você. Sofro, mas entendo você. Eu sei que arruinaria a sua vida se dissesse a verdade. Eu sei meu amor.
- Ah, Draco... – ela disse apertando mais o abraço.
- Eu sempre fui egoísta Gina, e ainda sou, admito... Mas com você... Com você é diferente, porque eu te amo.
- Eu também te amo Draco – ela disse olhando nos olhos dele.
Draco foi se aproximando dela. Se aproximou cada vez mais até ficar com os lábios muito próximos aos dela. Quando percebeu que ela não fugiria nem o xingaria dessa vez, ele a beijou desesperadamente, como se sua vida dependesse desse beijo. E Gina retribuía o beijo com a mesma paixão, algo que ela nunca sentira por Harry. Um tipo de beijo que Harry nunca dera nela. E ela sentia uma urgência naquilo de uma forma como Harry nunca a fizera sentir.
- Draco não – ela disse se afastando – eu não posso... Eu não posso fazer isso.
- Gina – ele disse transtornado – me mata ver você cedendo a mim dessa maneira e depois voltando pra ele.
- Eu sei... E é por isso que eu não vou mais fazer isso Draco. De agora em diante seremos apenas colegas de trabalho e não nos veremos mais que o estritamente necessário.
- Não, Gina, isso não...
- Vai ser melhor para nós dois. Vai nos poupar muito sofrimento.
Dizendo isso Gina saiu da sala de Draco e desde então eles não se tocaram mais.
- Draco Malfoy? – assustou-se Molly – O que você está me dizendo Gina?
- É isso mesmo mamãe... Tiago é filho de Draco Malfoy.
- Merlim... – disse Molly levantando-se e olhando para o horizonte por uma janela – você está me dizendo que você tem um caso com um Malfoy?
- Não mãe... Eu não tenho... Eu tive. E se você quer saber nós fomos pra cama apenas uma vez. Eu nunca mais pude fazer isso de novo tamanho o meu remorso.
- Como você pode achar que isso é um bom argumento? Uma vez já é mais do que suficiente – disse Molly gritando.
- Como eu pude constatar com louvor não é mesmo?
- Filha... Você tem convivido com Malfoy todos esse anos... Você jura que não tem estado com ele todo esse tempo?
- Mãe, depois do aniversário de um ano de Tiago eu prometi pra mim mesma que não cederia mais a ele. Nos beijamos nesse dia e depois eu disse pra ele que a partir de então seríamos apenas colegas de trabalho. E então eu o esqueci completamente, fui muito feliz no meu casamento durante todos esses anos. Mas de um mês pra cá ele vem me importunando muito, me pedindo pra contar a Harry. Ele chegou a me beijar e eu... Eu cedi a ele... De novo... É mais forte do que eu mamãe.
- Filha... eu sei o que é estar tão apaixonada assim... Mas é que... Harry é como um filho pra mim... Eu não consigo deixar de pensar nele.
- Eu sei mamãe... E acredite... Não tem um dia sequer que eu não me odeie por tê-lo feito sofrer assim...
Foi quando uma coruja entrou pela janela. A coruja de Draco, Gina reconheceu.
"Potter esteve aqui. Deixei ele dizer o que pensava, conversamos e digamos que temos uma espécie de acordo. Sinto muito por tudo o que você deve estar passando meu amor, mas acho que agora podemos realmente ser felizes juntos. Venha me ver.
Com amor,
Draco."
- Harry foi vê-lo...
- Você realmente esperava que ele não fosse?
- Gina... – disse uma voz masculina entrando na sala.
- Harry... Harry eu...
- Me deixa falar primeiro. Já estou cuidando de tudo para que você possa correr pros braços do seu amado o mais rápido possível. A papelada vai estar pronta amanhã cedo e você pode, por favor, passar na minha sala no Ministério e assinar. Mas quanto a Tiago... Ele é meu filho Gina, e eu nunca vou permitir que você conte a verdade a ele... Entendeu?
- Mas Harry... Draco...
- Malfoy já concordou com isso.
- Draco concordou? Mas ele sempre quis ouvir Tiago o chamando de pai.
- Mas acho que ele entende muito bem o que é perder um filho não é? Gina – Harry disse chegando perto dela – Ele já vai ter você – ele disse passando o dorso da mão no rosto de Gina – que é a mulher da MINHA vida. Eu não vou permitir que ele me tome meu filho também.
- Nem se ele quisesse. Tiago ama você, você é o pai dele.
- E quanto a Lílian, eu a quero morando comigo. Até o próximo ano, quando ela for pra Hogwarts.
