Cap12 Tiago Malfoy
- Gina, o que houve? – disse Draco ao vê-la aparatar na sala.
- Não é nada.
- Ele o beijou – disse Draco ao chegar perto dela e sentir o cheiro de outro homem – E você está... mexida.
- Não tenho dúvidas que é com você que eu quero ficar Draco... Mas... Ele me ama mais do que eu pensava...
- Como poderia não amar? Amor, você não tem que se sentir culpada pelo que ele sente por você. Nem por você não sentir o mesmo. Não podemos controlar essas coisas.
- Acho que você tem razão... Mas por enquanto é como me sinto.
- Eu entendo, e estou aqui pra você.
- Você cozinhou...
- Eu disse que iria esperá-la com um jantar. Mas entendo se preferir ir dormir... Se não estiver com fome.
- Prefiro sim.
Com um toque de varinha Draco limpou e guardou tudo e subiu com ela.
Os dias foram se passando. Os pergaminhos do divórcio foram assinados. A vida com Draco era fácil, mais fácil do que ela imaginava. Claro que ninguém a apoiava, mas ela sempre esquecia todos os problemas nos braços dele.
Harry estava cada vez mais infeliz, principalmente quando via Gina no Ministério. Ela sempre evitava muito contato com ele, e preferia ignorar completamente Draco quando sabia que Harry estava por perto. Mas algumas vezes Harry via os dois se beijando supostamente escondidos. Ele a via beijando Malfoy com uma paixão que ele nunca havia conseguido despertar nela.
Os meses se passaram e Gina tentava cada vez mais conseguir que sua família aceitasse Draco. Apenas Molly e Hermione sabiam da verdade sobre Tiago. Harry optou por não contar a mais ninguém, e Gina decidiu respeitar isso. Mas todos a condenavam muito por ter deixado Harry para ficar com um Malfoy. Todos achavam que o sofrimento de Harry se devia somente a isso. Gina pensava o que eles diriam se soubessem o verdadeiro motivo por trás da maior parte do sofrimento dele.
- Olha filha – disse Molly – Você pode trazê-lo para passar o Natal conosco, mas não posso obrigar seus irmãos nem seu pai e muito menos Harry a serem gentis com ele. E seus filhos? O que eles vão pensar?
- Eles não tem que pensar nada além de que os pais deles estão separados e a mãe deles está com um outro homem. E está feliz. Mamãe, Draco quer muito passar o Natal com o filho dele, mas a ex-mulher não deixa. E eu não quero ter que escolher entre passar o Natal aqui com a minha família ou com ele. Até porque, se eu não ficar com ele, ele ficará sozinho...
- Ai filha, está bem, traga-o. Mas não diga que não avisei sobre seus irmãos.
Draco aceitou com muito custo ir passar o natal com a família de Gina. Ele sabia que não seria bem aceito, e ele não queria ter que encarar Harry. Mas por outro lado ele teria a oportunidade de passar um tempo com seu filho.
- Ei, você não é o pai do Escórpio? – disse Tiago ao ver Draco entrar na sala da casa de seus avós.
- Sou sim. Você é amigo dele?
- Ah, ele é demais cara... Ele vai vir?
- Não, vai passar o Natal com a mãe dele.
- Mas calma... Por que você está aqui? Você não é amigo da família pelo que eu sei...
- Tiago, já deu meu filho, não seja indiscreto – disse Harry entrando na sala.
- Você é o novo namorado da mamãe?
- Tiago, eu não vou falar de novo – disse Harry.
Mas, pelo sorriso que Draco não conseguiu conter, Tiago entendeu que a resposta era sim.
- Legal, disse Tiago, agora o Escórpio é meio que meu irmão mesmo.
- Filho, vá brincar com seus tios e aquelas bugingangas da loja deles. – disse Gina.
- OK, to saindo.
A noite se passou tranqüila apesar da apreensão de algumas pessoas, principalmente de Harry, que tinha medo de Draco ter ido até lá para contar a verdade ao filho. Eles jantaram, comeram as deliciosas sobremesas de Molly e depois foram trocar presentes. Tiago ficou muito grato pelo presente de Draco, que tinha sido muito melhor que o do pai, o que deixou Harry ainda mais apreensivo.
O presente de Draco para Gina estava numa caixa bem pequena, e ele deixou para dar a ela quando estivessem sozinhos.
- Amor, vamos ali fora comigo um pouco, quero dar a você seu presente de Natal.
- O que é? – disse Gina abrindo o presente, e quando viu o que era não conseguiu mais falar nada.
- Você me faz mais feliz do que eu jamais achei que poderia ser Gina. Eu amo você, amo como nunca achei que poderia amar ninguém. Nada me faria mais feliz do que tê-la como minha mulher. Ah, minha Gina – ele disse fechando os olhos – Eu seria um homem completo se pudesse ter você pra sempre...
- Você já me tem pra sempre Draco... E nada vai me fazer mais feliz do que ser sua mulher... Gina Weasley Malfoy... Nunca achei que fosse ver esses sobrenomes juntos na vida.
Draco sorriu, colocou o anel em seu dedo e a beijou. Nesse beijo Gina sentiu o quanto ele realmente a amava. Não era o mesmo beijo apaixonado... Era um beijo doce, que passava muita felicidade.
De longe Harry assistiu a cena e voltou para a sala. "Eu a perdi para sempre" – pensou.
- Harry, você viu Tiago? – perguntou Molly.
- Não, ele não estava aqui?
- Estava há um minuto, e agora sumiu.
Vou lá fora procurá-lo.
Ao mesmo tempo Draco e Gina ainda conversavam lá fora.
- Sabe o que me faria ainda mais feliz? – disse Draco.
- Sei. Contar a Tiago que você é o verdadeiro pai dele.
- O quê? – gritou Tiago saindo de trás de um arbusto ao mesmo tempo em que Harry se aproximava – Mãe, o que foi que você acabou de falar?
- Obrigada Gina – disse Harry.
- Eu não podia saber que ele estava aqui... Harry...
- Pai... – disse Tiago quase que suplicando a Harry que lhe dissesse que aquilo não era verdade.
- Filho... Não dê ouvidos à isso...
- Pai, eu consigo ver nos seus olhos que é verdade... É por isso que vocês se separaram? É por isso que você ta sofrendo tanto? Eu sabia que você não poderia estar acabado desse jeito só por causa da mamãe... Eu sabia que tinha que ter mais alguma coisa – ele disse ainda gritando e atraindo a atenção de todos que estavam dentro da casa.
- Filho – disse Gina – eu suplico que fale baixo... Ninguém precisa saber disso.
- Claro, era a sua idéia desde o início não é? Que ninguém soubesse nunca?
- Tiago, não fale assim com a sua mãe – disse Draco.
- Você não é ninguém pra falar nada. Você não é nada meu... Claro, explica muita coisa sobre mim o fato de eu ser um Malfoy, e não um Potter, mas ainda assim... Pai – disse virando para Harry – meu pai é você.
- O que é que você está dizendo Tiago? – disse Rony se aproximando – Que raios você está dizendo? – disse pegando Draco pela gola da camisa.
- Rony, solte-o – disse Gina – Vamos todos pra dentro... Não tem mais jeito, então que seja tudo esclarecido de uma vez por todas. E que todos julguem apenas a mim, que sou a única culpada nessa história.
- Desculpa aí Gina, mas é preciso duas pessoas para fazer um filho – disse Rony.
- Chega Rony. Pra dentro, todo mundo – disse Molly.
