Título: A Soma de Todos os Medos
Capa: NOVA! http : / / i161 . photobucket . com / albums / t233 / DarkAngelSly / nsom (underline) capa . jpg (tirem os espaços)
Sinopse: Quando o inferno é a sua alma, seu inimigo é a sua salvação.
Ship: Harry Potter/Draco Malfoy
Orientação: Slash
Classificação: M
Gênero: Angst/Horror/Romance/Drama
Spoilers: 7 – mas SEM o Epílogo.
Formato: Longfic
Status: Incompleta
Idioma: Português
Disclaimer: nada me pertence e eu não ganho dinheiro com isso.
Meus muito obrigadas clássicos e cada vez mais entusiásticos para quem deixou review, AMO vcs. X)
Quanto a minha demora, pq eu havia prometido capítulo para quinta, cara, eu peguei uma gripe que me deixou dopada, sem condições. MIL desculpas, mas aqui está o capítulo e espero que gostem.
Beijos!
O Início
Era, de certa forma, fascinante.
Você observa a máscara branca, impassível, e entende que o nada existe de certa forma. E é um tanto assustador, porque faz com que você considere exatamente o que se passa dentro da alma em branco.
Se há uma alma naquele lugar vazio da transição.
Se há mais outras facetas de Harry e de Shadow e de tantos lados que você ainda não conhece ali.
E fascina, mas assusta, porque são infinitas as possibilidades do que pode nascer do nada.
E então o rosto perde os traços amenos, as linhas endurecem, e os olhos que se abrem o encaram frios. Verde-gelo.
E Draco descobriu que tinha que desviar o olhar porque o gelo de Shadow o machucava. Porque Shadow não tinha tempo para sentir e Shadow tinha uma guerra a construir e vencer, e um exército a conquistar. E Draco não podia nem ao menos sentir raiva de Shadow por estar ali, porque sabia, tão bem quanto qualquer um dos outros que já deveriam estar esperando naquela outra sala, que precisavam dele.
E como precisavam dele.
"O que tem acontecido na minha ausência?", perguntou Shadow em um tom irritado, como se a sua ausência àquele dia fosse uma fraqueza, da qual ele necessitaria se livrar. E Draco considerou o que ele faria se descobrisse que Harry havia ido ao psiquiatra. E decidiu não pensar sobre isso, porque pensar em Harry doía.
Em silêncio, colocou o jornal na frente dele e aguardou, impassível, enquanto o lia. Via as linhas de seu rosto endurecerem e algo semelhante a ódio aparecerem nelas.
"Eu não posso acreditar nisso. Eu simplesmente não acredito que King seja assim tão... obtuso!", suas duas últimas palavras foram pontuadas por socos na mesa, sobressaltando Draco, já que em seguida a porta da cozinha foi aberta com violência por uma Granger lívida de raiva.
"Vocês viram isso?!", ela perguntou, jogando o jornal com raiva sobre a mesa, os cabelos como que eletrificados pela raiva, "O tamanho ABSURDO disso! Eu não consigo acreditar que King seja assim tão estúpido a ponto de deixar essas leis passarem! O que é que ele está pensando?!"
"Isso é exatamente o que estávamos discutindo. À que horas será esta conferência no Ministério?", perguntou Shadow, também pálido pela raiva.
"Às sete horas. Já temos lugares reservados, Dan conseguiu alguns lugares, ao fundo, discretos, mas com certo acesso a visão geral e de um plano mais alto, assim, se precisarmos chamar a atenção não será difícil."
"Quem é Dan?", perguntou Draco, com um sorriso ligeiramente malicioso no rosto, e viu Granger ruborizar levemente.
"Daniel. Daniel Everlast, o jornalista da Nova Ordem.", Draco continuou a sorrir e Hermione comentou, desconfortável, "Os outros estão esperando na sala. Seu pai, Malfoy, e os Lestrange. E... bem, mais algumas pessoas que eu consegui convencer, ... Shadow. Eles parecem dispostos a ajudar depois dessa matéria.", a garota parecia ter hesitado antes de falar o nome de Shadow, e estava ainda mais insegura por ter trazido mais pessoas à casa, mas Shadow pareceu estar de bom humor com a notícia de mais seguidores.
"Qualquer um que quiser lutar será bem vindo. Vamos, então?", ele disse, já saindo para a sala, e Hermione viu Draco ir até um dos armários e se servir de água, como quem se demora de propósito e ficou para trás, para ver o que o loiro queria.
"Malfoy?", ela perguntou incerta, e o garoto lançou um feitiço de silêncio em volta deles. Ele começou a falar em um tom rápido, baixo e urgente, que chamou a atenção de Hermione.
"Harry estava aqui. Eu o levei ao psiquiatra hoje de manhã. Ele devia voltar lá em dois dias, mas eu não sei quando Harry volta e Shadow não pode saber de nada disso. Então, eu preciso que você vá até o médico e explique isso para ele. Em segredo, Granger, ninguém pode saber sobre essas idas ao médico, está bem?"
Hermione assentiu.
"Amanhã pela manhã eu farei isso. Acho que hoje vamos passar o resto do dia envolvidos nessa conferência, não?"
Draco concordou e se apressaram em sair da cozinha, antes que alguém desse pela sua falta.
X.X
Shadow entrou na sala e fez-se o silêncio.
Não o silêncio da surpresa ou da desatenção, mas o silêncio do respeito, e ele sorriu.
Gostava do poder. Gostava de comandar. E poderia fazer isso para melhorar seu mundo. E isso só fez com que sorrisse mais, mesmo não percebendo o efeito que seu sorriso tinha nos demais.
Seu sorriso era frio. Era despido de alegria, o máximo que ele expressava era apreciação.
Correu os olhos pela sala e se surpreendeu ao ver de quem Granger havia falado, quando mencionara novas pessoas ali.
Fred, Charlie e Bill Weasley sentavam-se nas cadeiras mais próximas à porta, o primeiro sem nenhum sinal da alegria que havia possuído; o segundo impassível, como Shadow nunca o havia visto e o terceiro com uma expressão séria, tornada quase assustadora pela grande quantidade de cicatrizes em seu rosto. Não foi até eles para cumprimentá-los, mas acenou para os três com a cabeça, que lhe responderam igualmente, uma mostra mútua de reconhecimento e entendimento.
Eles sabiam que ele lutava porque tinha de lutar, ele sabia que eles queriam vingança – alguma, qualquer uma – pelo irmão que haviam perdido.
Draco e Granger entraram silenciosamente atrás dele, e a porta foi fechada, um sinal de que a reunião havia começado.
"Essa lei que foi aprovada pelos trouxas, além de arbitrária, é um sinal tão absurdo de desrespeito para com o nosso povo que eu ainda não compreendo como King a deixou passar. Nossa missão hoje à noite não é causar caos, ou medo, ou incertezas. É mostrar um caminho. Uma opção. É mostrar que lutar é necessário, mas que a nossa luta será justa, será certa. É a nossa chance. E nós não vamos perdê-la."
O olhar verde alcançou cada um e todos naquela sala, que acenaram coletivamente, como que se comprometendo individualmente com aquela missão.
E Shadow sorriu de novo e eles partiram para as discussões técnicas de táticas e discursos, enquanto ele ouvia.
Ouvia, porque já sabia o que tinha de fazer, sabia como tinha de agir.
E seria fácil.
Porque Shadow havia nascido para comandar.
E eles estavam pedindo que ele comandasse.
Quem era ele para recusar?
X.X
Os olhos de Rabastan analisavam todos e um em especial.
Shadow tinha a força necessária para comandar exércitos, fraqueza nenhuma, incerteza nenhuma, e ainda assim não era cruel, ou ruim.
Shadow era... frio.
De uma frieza glacial e quase sobre-humana, porque, de alguma maneira, Shadow parecia ser simplesmente desprovido de emoções. Ele não sentia mera pena, ou divagava por estar considerando perdas mínimas quando um esquema maior precisava ser considerado. Ele apenas sabia o que fazer, e quando fazer, e tinha consciência do seu poder exato sem deixar-se levar pela soberba. Sabia das fraquezas de cada um dos seus planos e trabalhava neles até eliminá-las.
E o via sorrir agora, lento, a mão apoiada no braço da cadeira, um cigarro pendendo dela casualmente, uma xícara de café ao seu lado, os olhos brilhando gelados e intensos.
E o desejou. Com vontade, com calor, porque ele era calor perto de Shadow, desejou saber o que ele pensava enquanto sorria, enigmático, como quem observa crianças fazerem planos de guerra. E desejou provar o gosto da sua boca mais uma vez. E seus desejos misturavam-se entre si, criando uma fusão entre admiração pelo poder cru que ele representava e a fragilidade física que ele tinha.
Pois Shadow era... pequeno.
Não tinha força física com a qual se defender – não que precisasse – mas era baixo, e magro, de uma magreza nascida e cultivada do descaso, isso era claro. Os cabelos longos teriam lhe dado um ar quase delicado, não fosse a força de seu olhar, a firmeza de seus gestos e sua voz.
Era uma mistura, um enigma, uma fusão de todo o impossível.
O garoto que derrota o grande mago, a pessoa boa que deseja criar uma guerra, o homem que morre e volta.
E luta, quando parecia não haver mais motivos para lutar.
E domina, quando, claramente, todo os eu físico seria típico de ser dominado.
E então pensou nele, e no quão... fraco ele parecia em comparação a Shadow. Ele, que se deixara sempre ser o que o irmão desejara, pois Rodolphus era maior e mais forte e mais velho. E culpava a si mesmo pelas suas fraquezas, pois sabia que jamais poderia culpar alguém por exercer o poder que lhe é quase que oferecido em uma bandeja de prata.
Como o mundo estava se oferecendo a Shadow naquele momento, e há tanto tempo, desde que ele tivera onze anos.
E isso só reforçava ainda mais a sua admiração pelo garoto. Homem. Força. Um pouco de cada e todos misturados.
Shadow era uma força por si só e não havia definição para ele.
E quando se retiraram de Grimmauld Place àquela tarde, com o convite para voltarem antes da conferência, saiu com Rodolphus, mas seus pensamentos estavam e permaneceriam ali, naquela casa, com o mais novo enigma que ele desejava descobrir.
X.X
"Ele não é quem você pensa."
Rabastan voltou-se com certa irritação para o irmão, encarando-o de frente.
"E você sabe quem ele é?"
"Não. Mas tampouco você sabe."
O tom de Rodolphus era calmo, desprovido de emoção, neutro.
"Você está tão intrigado com ele quanto eu, Rodolphus."
"Mas eu sei quem eu sou, Rabastan. E essa é a diferença."
E Rodolphus saiu, sem dar maiores explicações, deixando Rabastan com raiva de tudo e todos, e frustrado, pois Rodolphus acabara de jogar na sua cara o que ele mesmo não conseguia identificar ou admitir.
Estava apenas trocando um guia por outro.
E concluiu que precisava era pensar por si mesmo.
O problema é que não sabia nem mesmo por onde começar.
X.X
Eram uma comitiva, muito mais do que um simples grupo.
Eram o início da Nova Ordem e cada um deles tinha plena consciência – e se sentiam orgulhosos – disso.
Shadow ia à frente, Draco e Rabastan à sua direita, Hermione e Rodolphus à sua esquerda. Lucius Malfoy, Charlie, Fred e Bill Weasley logo atrás, fechando uma linha de grupo definido e unido.
E seguiram a passos confiantes para dentro do salão de atos do plenário do Wizengamot, onde Daniel Everlast aguardava discretamente na porta, indicando-lhes os lugares reservados, à esquerda da mesa principal onde o Ministro faria sua declaração, no segundo andar de cadeiras, como um mezanino, observando tudo o que acontecia de cima, um lugar discreto pela pouca luz do ambiente, e de destaque se alguém chamasse a atenção para ele.
E Shadow congratulou Everlast mentalmente por ter a noção exata do que precisariam. Sentaram-se na mesma formação, em duas fileiras próximas.
O próprio jornalista sentava-se nas primeiras fileiras, logo em frente ao Ministro que escondia seu nervosismo remexendo em papéis à sua frente.
Às sete horas em ponto as portas se fecharam, e filas e filas de pessoas ficaram para fora, agora dependendo do que os jornalistas contariam na manhã seguinte para saber o é que estava acontecendo a seu mundo.
"Boa noite, sras e srs, eu agradeço a sua presença nesta conferência. Essa reunião seria fechada, apenas com a imprensa, mas certas insinuações,", e o olhar de Kingsley fixou-se em Everlast, - "de que isso poderia acarretar censura no que seria publicado, levou-nos a decidir por uma coletiva de imprensa aberta ao público. E como eu tenho certeza de que nenhum de nós tem tempo a perder, vamos direto ao assunto."
Ele fez uma pausa e percorreu a audiência com um olhar, o efeito que sua presença sempre trazia – calmante, segura – espalhando-se em ondas pelas pessoas presentes.
"Nosso mundo acaba de sair de uma guerra. Famílias inteiras foram devastadas, nós mal tivemos tempo de nos reorganizar. Nosso mundo precisa de paz. Os trouxas passaram leis que, segundo as leis bruxas, são inconstitucionais. Nenhum de vocês – nenhum de nós – tem a necessidade de segui-las. Tais leis foram aprovadas e não precisam ser seguidas. É simples. Suas vidas seguem, a vida deles seguem, e, a longo prazo, nós poderemos chegar a um acordo, mas antagonizar a comunidade não mágica agora trará perturbação, quando o que nós precisamos é paz.", ele fez mais uma pausa, enquanto o público o encarava em silêncio, "Alguma pergunta?"
E a seguir, a confusão beirava o caos.
Pessoas gritavam seu apoio e sua contrariedade às medidas, outras gritavam a favor do ministério, outras tantas contra ele. Não havia ordem, jornalistas disparavam perguntas que não podiam ser respondidas ou ao menos entendidas, e tudo estava beirando o caos.
E então Shadow fez luz surgir de sua varinha e iluminar sua posição privilegiada. E se levantou.
E o silêncio que acompanhava Shadow se fez, porque quem levantava para falar era o Salvador. Era que havia terminado com a guerra, era quem certamente teria uma solução para esta.
E os olhos do Ministro estavam fixos nele, e ele viu o restante dos Weasley nas cadeiras lá embaixo. E Shadow sorriu.
"Paz, Ministro? O senhor fala de paz?", sua voz não era alta, mas era ouvida, carregada no silêncio fácil que ele havia feito surgir, amplificada pelos ouvidos atentos que o escutavam, "Não é a nossa existência um preço alto demais a pagar pela sua suposta paz?"
Kingsley o encarou seriamente durante alguns segundos, e então falou calmamente, mas um toque de raiva reprimida permanecia em cada palavra.
"E não está o senhor, Sr Potter, sendo um tanto exagerado ao mencionar a nossa existência como contrária à paz? Ou talvez seus novos... companheiros tenham lhe falado de novos conceitos de paz?"
Os olhos negros estavam fixos nos Malfoy e Lestrange à volta de Shadow, que sorriu ainda mais, sua voz ainda mais baixa.
"Meus companheiros, sr Ministro? Quais deles? Minha melhor amiga desde os onze anos, uma nascida trouxa? Dos Weasley, a família que me acolheu como um deles, e que me fez sentir como se eu tivesse perdido também um irmão na guerra? Os Malfoy, que perderam tudo em nome da família? Os Lestrange, que reavaliaram suas crenças e souberam aprender com seus erros? Qual deles, Ministro?", ele riu, seco, rápido, cínico, "Não, Ministro, meus companheiros não me ensinaram nenhum novo conceito de paz, eles me ensinaram um novo conceito: união.", e então seus olhos deixaram o Ministro, pois não era mais com ele que falava: era com o povo, os bruxos e bruxas que acreditavam nele. Que precisavam dele.
E seguiriam o que ele dissesse.
"Meus companheiros me ensinaram a ver além dos rótulos. Além de Gryffindor, ou Slytherin. Ensinaram-me a ver paz como um conceito de união e, principalmente, igualdade. Não há paz, não a paz verdadeira, se o preço é nos escondermos. Se o preço é fingirmos que não existimos. É cômodo. É cômodo para nós, que não precisamos nos envolver com eles, com as guerras deles, as doenças deles, mas eles...", ele fez uma pausa e riu mais uma vez, "eles são nós. Eles são nossa origem, nosso começo. Eles são o que nos permite continuar existindo. Eles nos dão alguns dos bruxos mais brilhantes de todos os tempos. Mas eles são quem tem a capacidade plena e exata de nos destruir se sentirem-se ameaçados. Eles, se pensarem que têm o controle, vão tentar nos escravizar, nos estudar, e nos tratar como se não fôssemos humanos. Eles vão levar eras para nos encararem como iguais.", ele parou mais uma vez, percorrendo sua audiência como o olhar, "A menos que nós os façamos entender que nós não seremos derrotados, pois não haverá guerra para lutar. Mas deixar que eles pensem que têm o controle, mesmo que falsamente, os instigará a nos destruírem. Limitem falsamente o uso de nossas varinhas hoje e queimem-nos nas fogueiras amanhã. Eles não são mais humanos tolos, que se convencerão a nos queimar em fogueiras das quais nós escapamos com um feitiço que qualquer uma de nossas crianças aprende aos treze anos. Eles irão lutar para matar. E nós não podemos deixar que isso aconteça."
"E para isso você se alia a Comensais da Morte, Harry?", uma voz um tanto esganiçada perguntou da platéia, e Shadow encontrou os olhos castanhos zangados de Ginny Weasley o observando. A menina estava de pé, os punhos fechados, cabelos vermelhos soltos, como que brilhando de sua raiva reprimida, e Shadow sorriu para ela, fazendo-a se encolher um pouco, como que involuntariamente.
"E você se prende a rótulos, Ginny? O nome da rotulação é preconceito. Não importa se o preconceito contra o passado de alguém, ou seu comportamento excêntrico. Ou sua casa, a cor de suas vestes, ou quanto dinheiro ele pode gastar. Superar preconceitos é uma dádiva. E se Comensais da Morte podem fazê-lo, eles merecem minha admiração. E se seus irmãos podem fazê-lo, eles merecem minha admiração igual, exatamente como todos os outros. É sobre superar preconceitos. É sobre nos unir. É sobre mostrar que não somos tolos, que não somos fracos, para podermos viver em paz completamente, sem escondermos nossas crianças, sem que os futuros bruxos e bruxas que nascem no meio trouxa sejam discriminados, abusados, condenados por serem diferentes. Os trouxas criaram Hermione Grangers, brilhantes e seguras, mas eles também criaram Voldemort. E isso é um erro que nos não podemos mais nos dar o luxo de cometer. Mas divididos entre nós mesmos, jamais alcançaremos esta paz.", seus olhos percorreram o público mais uma vez, silêncio absoluto envolvia seu olhar, até mesmo Kingsley o escutava atentamente, "Um grande líder trouxa uma vez disse 'Dividir para Conquistar', eu digo Unir para Vencer. Pois somente unidos, não importa quem, não importa o passado, a casa, as crenças políticas, nós veremos nosso fim. E nenhum de nós quer isso."
E antes que alguém conseguisse esboçar alguma reação, Shadow deixou o plenário, seus companheiros o seguindo, e os que ficaram conseguiram ver, pela primeira vez, a distinção entre eles, mas, muito mais, o quão unidos eles pareciam.
E foi isso, mais do que qualquer coisa, que os fez pensar.
X.X
Grimmauld Place era um nicho de silêncio bem vindo, onde Draco e Shadow comemoravam em silêncio o sucesso do discurso de Shadow. Bebiam whisky e observavam o fogo na biblioteca e, estranhamente, Shadow não precisou pedir para que Draco ficasse, ele apenas ficou, porque sabia que isso era o certo a se fazer.
Depois de saírem do ministério, o grupo se dispersou, um encontro marcado para a manhã seguinte, e os rapazes seguiram juntos para a casa antiga que ambos estavam começando a ver como seu porto seguro.
A paz, no entanto, durou pouco, pois Kreacher apareceu em um estalido, torcendo as mãos nervosamente.
"Mestre Shadow tem visita."
Shadow e Draco encaram o elfo, intrigados.
"E quem é, Kreacher?"
Antes que o elfo pudesse responder, uma voz foi ouvida na porta.
"Eu, Harry. E nós precisamos conversar."
Agora, sejam amores e deixem review.
Quem será que está ali?? O.õ
E, em um momento Indicação, LEIAM SIN!
Cara, HD perfeita da Ágata Ridlle, mto boa mesmo!
Ok, agora, beijos e...
R E V I E W !
