LEIAM!
REALMENTE MUITO IMPORTANTE!
Pessoas, é o seguinte: estou postando capítulo novo da Soma porque é proibido colocar apenas uma NA como capítulo e também porque eu queria provar o que eu vou dizer.
A Soma não está e JAMAIS será abandonada. Ela está sem atualizações há tanto tempo, porque eu decidi terminar de escrever ela TODA antes de voltar a postar. Como o plot tem as linhas definidas, mas detalhes que mudam, eu prefiro deixar os capítulos com possibilidades de mudanças, que não seria possível se eu estivesse postando toda semana.
Mas eu JURO que ela está sendo escrita.
E a prova está aqui: capítulo novo, que está comigo já há MESES, mas que agora eu tenho a certeza que não vai mais ser mudado.
Fiquem ligados nos alerts, em breve a história volta certinha e aí, sem interrupções (provavelmente quando o semestre no inferno, digo, faculdade acabar).
Beijos, e MUITO obrigada pela paciência.
Atenciosamente,
Jã (Dark K.)
Título: A Soma de Todos os Medos
Capa: no profile
Sinopse: Quando o inferno é a sua alma, seu inimigo é a sua salvação.
Ship: Harry Potter/Draco Malfoy
Orientação: Slash
Classificação: M
Gênero: Angst/Horror/Romance/Drama
Spoilers: 7 – mas SEM o Epílogo.
Formato: Longfic
Status: Incompleta
Idioma: Português
Disclaimer: nada me pertence e eu não ganho dinheiro com isso.
Ministros
Não compreendia. Não compreendia nada, na verdade, não tinha os meios para compreender pelo simples fato de que não era seu lugarcompreender coisa alguma.
E ele havia se conformado com isso, e ele havia decidido não se importar com isso, e ele sabia que não poderia querer saber de nada ou compreender o que não devia, porque isso só causaria mais problemas, mas a mão gelada em seu rosto, a discussão sobre ele mesmo, sobre onde dormiam Lestranges ou Malfoys... era simplesmente demais.
Não agüentava mais.
Não agüentava mais.
Levantou e saiu da cozinha, sua mente simplesmente fervilhando de dúvidas. Por quê?
Por que Rabastan havia acariciado seu rosto, por que Draco estava discutindo com ele, por que Lestrange estava bebendo na sua cozinha, por que se sentia no direito de falar com ele com tanta intimidade?
Por quê?
Por que era que ele não se sentia capaz de reagir, por que era que Shadow não havia escrito uma única palavra sobre estar tendo um caso com algum dos Lestrange, pelo amor de Godric e Merlin!
Sua respiração saía curta, rasa, rápida, agoniada e conseguia ver o olhar de Draco transbordando preocupação e talvez ciúme? Medo?
De quem? Dele? Medo de que Shadow se apegasse mais a Rabastan do que ele, Harry, se apegara a ele? Medo do que, Merlin, o que é que estava acontecendo?
"Harry?", Draco o chamou, mas Harry não quis olhá-lo nos olhos, "Harry, você está bem?"
Era a pergunta mais descabida que já ouvira. Ah, sim, ele estava ótimo.
Ótimo.
Apenas balançou a cabeça em negação, e se sentiu ser consumido pela impotência. Seu desespero o levara a afundar as mãos nos próprios cabelos, com força, parado no meio do quarto, finalmente olhando para Draco.
"O que é que está acontecendo?", ele sussurrou e viu medo estampado em cada linha do rosto do outro. E não conseguia parar de chorar. Não conseguia mais lidar com aquilo, não conseguia mais.
"O que Rabastan fez, Harry?"
Mas Harry já não ouvia.
E Shadow, pela primeira vez desde que voltava a si, viu no rosto de Draco algo que não era um leve desapontamento por não ser mais Harry: viu medo.
Claro e simples, e tão transparente que sentiu medo ele mesmo do que pudesse ter acontecido.
E não queria saber.
E o silêncio denso que se abateu entre eles lhe disse que ele não saberia, não a menos que perguntasse, e ele jamais perguntaria.
Só ouviu o silêncio de Draco por um longo tempo, vendo o loiro fechar os olhos, após longos minutos, e deixar sair uma respiração trêmula, como se estivesse chorando, mas sem lágrimas.
"Nós devíamos descer. Em pouco tempo vai haver mais gente aqui."
Shadow apenas concordou com um aceno o saiu pela porta, sendo seguido por Draco, fazendo o máximo para não notar como as mãos do outro tremiam, ou como ele ainda parecia abalado.
Ele não queria e não ia saber.
Porque era o melhor para todos eles.
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Hermione considerou por alguns minutos que, na verdade, sua vida nunca fora tão descabida quanto estava neste exato momento. Nunca tanta coisa deixara de fazer sentido e, o mais importante de tudo, nunca tantas coisas simplesmente não eram compreendidas e ela decidia que não queria compreender.
Parecia ser um mal que estava assomando mais e mais habitantes daquela casa se a conversa com os dois Lestrange fosse qualquer parâmetro.
Havia chegado ali alguns minutos antes e visto Rabastan sozinho, encarando a porta da cozinha como quem espera que ela saísse de sua moldura e começasse a dançar o can-can ou algo assim. Ao vê-la, ele riu – riu – e então lhe ofereceu whisky. Às nem nove horas da manhã de um dia de semana. Ela recusara educadamente e perguntara por Shadow. E foi exatamente ali que as estranhezas começaram.
"Onde está Shadow, minha cara nascida trouxa, era exatamente o que eu me perguntava."
"Aqui.", disse a voz fria a que já estavam acostumados e Hermione notou o ar zombeteiro que Rabastan tinha no rosto, levantando o copo como que em saudação ao ver Shadow e Malfoy parados à porta.
"O retorno do filho pródigo.", ele disse e a garota viu Draco começar a puxar a varinha das vestes, sendo parado por Shadow, que apenas sorriu de volta, cínico.
"Onde está seu irmão, Rabastan?"
O sorriso do outro se desfez tão rápido que trouxe um sorriso satisfeito aos lábios de Draco.
"Sozinho.", foi a resposta enigmática do Lestrange mais novo, deixando Hermione perdida na conversa silenciosa que os três homens presentes pareciam estar tendo.
"Ahn... Eu tenho notícias. Daniel tentou falar com vocês, mas o Floo estava bloqueado...", ela parou, hesitante, e Shadow fez um gesto para que continuasse, sentando-se o mais longe de Rabastan o possível, com Draco sentando-se ao seu lado. Hermione suspirou, ficando em pé e apoiando as mãos na ponta da mesa, "King vai se encontrar com o Ministro trouxa hoje à tarde. Aparentemente, ele decidiu que já havia posto o 'outro Ministro', como ele se refere, à espera por tempo demais. Daniel mencionou que King quer que você vá ao encontro, Shadow, mas está encontrando resistência da parte mais conservadora do Ministério. Quer você consiga ir ou não, é agora o ponto mais crítico de toda a situação. Essa reunião pode ser o fim da nossa causa. Se o Ministro trouxa decidir fazer um acordo com King..."
"Ele não vai.", declarou uma nova voz, pertencente ao outro Lestrange, escorado na sombra da porta, "Eles nos temem. Ninguém faz acordos com algo que eles temem."
"Nós não sabemos disso com certeza, Sr Lestrange.", declarou Hermione, vendo o homem sorrir e entrar na cozinha de vez, sentando-se do outro lado de Shadow.
"Vocês tentaram fazer um acordo de paz com o Dark Lord, srta Granger?"
"Não é a mesma situação! Nós não..."
"É claro que não.", interrompeu Rabastan, parecendo subitamente sóbrio, "Nós não queremos matar ninguém, torturar ninguém, dominar ninguém, mas eles não sabem. E de onde eles estão vendo, nós somos tão perigosos quanto o Dark Lord foi. Pense em Hitler, srta Granger. Pense na reação do mundo à Alemanha pós-segunda Grande Guerra. Pense que eles ouvem rumores de uma grande guerra entre nós, de tentativa de genocídio, de destruição em massa, de morte indiscriminada, de tortura às pessoas que vieram deles. E então pense que isso é o que eles conhecem de nós. Você consegue julgá-los, por nos considerar sob a rótulo de assassinos?"
Hermione apenas balançou a cabeça em negação.
"Então aí está a sua resposta.", concluiu Rodolphus, calmamente, "Eles não farão acordo algum."
Seguiu-se um silêncio tenso, em que cada um dos presentes parecia perdido em suas próprias considerações. Os olhares de Rodolphus e Rabastan se cruzaram algumas vezes, mas nenhum deles estava pronto para pensar no que aconteceria entre eles daquele ponto em diante – não depois da noite que haviam tido.
"Não há nada que possamos fazer.", declarou Shadow simplesmente, aceitando a xícara de café que Kreacher havia feito e estava distribuindo aos presentes, "Agora, nós esperamos e vemos se o Ministro Shacklebolt chama o Salvador para o encontro ou não."
Hermione passou as mãos pelo rosto, em um gesto de claro nervosismo, aceitando a xícara que o elfo oferecia com um agradecimento baixo, sentando finalmente.
"Nós devíamos... preparar alguma coisa.", ela disse, em uma voz que denotava stress e cansaço, e Shadow riu baixo em resposta.
"Planejar nunca foi nosso forte, Hermione. Se fosse, nos não teríamos fugido de um banco nas costas de um dragão.", ele disse, fazendo a garota sorrir em resposta. Era a primeira vez que Shadow falava com ela com algo mais que fria aceitação.
Suspirando, por fim, a cozinha caiu novamente em silêncio, onde os cinco ocupantes e um elfo puseram-se à mais torturante das tarefas: esperar.
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A espera, no entanto, não foi longa. Pouco antes do almoço, o ministro em pessoa apareceu em Grimmauld Place, parecendo alguém que não dormia há muitas noites, avisando a Shadow – Harry, como ele chamava o garoto – que ele estava convidado a fazer parte do comitê que se reuniria com o Ministro trouxa àquela tarde. Shadow concordou em ir, desde que Draco e Hermione pudessem ir com ele, e King concordou com um certo alívio: era visível que o Ministro imaginava que ele tentaria levar um dos Lestrange no encontro.
Os três jovens saíram com o Ministro, deixando os dois Lestrange encarregados de avisar a qualquer membro da Nova Ordem a respeito do que estava acontecendo.
O silêncio entre os dois irmãos era tão grande que Rodolphus podia jurar que o ouvia respirar. Rabastan, depois de vinte minutos de silêncio excruciante, levantou-se e foi até a biblioteca, até onde Rodolphus o seguiu, preocupado e culpado ao ver o rosto cansado do seu irmão.
"Rabastan...", ele chamou, com uma voz baixa, e viu o outro fechar os olhos com força.
"Não agora, Rodolphus."
"Quando, então?", o mais velho indagou, sem se mover para mais perto dele, parado à porta.
"Quando eu terminar."
"De quê?"
"De descobrir o que eu quero."
Rodolphus saiu em silêncio, fingindo não sentir a dor que sentia em seu peito. Rabastan acabara de dar mais um passo para longe dele.
Ele só esperava que ao menos aquela fosse a direção certa.
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Um grupo de burocratas aguardava no Ministério, e King indicou a Shadow, Draco e Hermione que aguardassem alguns minutos, selecionando mais dois aurores para que os acompanhassem até o outro Ministro.
Os dois homens inclinaram a cabeça em direção aos jovens, demonstrando uma certa dose de respeito por eles, o que agradou a Shadow imensamente. Antes de partirem, no entanto, enquanto King revisava algumas anotações que tirara do bolso, Shadow decidiu intervir.
"E qual nosso plano, se algo der errado?"
"Não há o que dar errado.", respondeu King, "É apenas um primeiro encontro."
"O Ministro foi claro no que ele queria, então?", indagou Hermione e King franziu o cenho.
"Não exatamente, mas ele não pode tomar nenhuma atitude que nos pusesse em perigo."
Shadow sorriu cinicamente para o homem mais alto.
"Certo. Hipoteticamente, então, Ministro. Digamos que algo saia errado, mesmo não podendo sair errado. Qual o plano?"
"Retornamos ao Ministério. Nada lá nos impede de aparatar, ao menos não hoje. A rede de segurança foi retirada pela duração do encontro."
Shadow concordou com a cabeça, olhando para Draco que concordou de volta, e eles foram por Floo até o outro Ministério.
A primeira impressão de Draco foi de que o Ministro trouxa tinha bom gosto, mesmo que parecesse um pouco com Fudge. Ele estava sentado atrás de uma mesa larga de madeira, dois seguranças postados em cada lado da porta.
Um por um os bruxos saíram da lareira, os dois aurores espelhando as ações dos seguranças, postando-se em cada lado da lareira, enquanto King, Draco, Shadow e Hermione aguardavam o Ministro ir até eles. O homem parecia um tanto perplexo pela escolha de acompanhantes que o novo outro ministro havia trazido.
"Ministro.", cumprimentou King, polidamente, enquanto o outro homem indicava algumas cadeiras estofadas postas na forma de um círculo, no canto afastado da porta e da lareira.
"Ministro.", devolveu o trouxa, a voz um tanto estrangulada, atraindo o olhar de Shadow e Draco. Era claro que o homem estava com medo.
"Gostariam de algo? Chá, café, água?", os bruxos declinaram educadamente e o ministro trouxa cruzou os dedos das mãos, mexendo-se nervosamente na cadeira, como quem não sabe muito bem por onde começar.
"Antes de começarmos, Ministro, gostaria de apresentar meus acompanhantes.", disse King, "Draco Malfoy, representante dos Sangue-Puro; Hermione Granger, uma nascida-trouxa e Harry Potter. Sr Potter e Srta Granger foram responsáveis de maneira direta pelo fim da guerra."
"Tão jovens?", o homem indagou, surpreso. Ouvira Fudge mencionar Harry Potter antes, mas imaginava um homem, um soldado ou comandante de alguma forma de exército que os bruxos talvez tivessem, não aquele... garoto, pequeno e magro e, de certa forma, frágil. O sorriso que recebeu do garoto, no entanto, o fez repensar seus conceitos, mas foi o rapaz loiro quem falou.
"Nunca julgue um livro pela capa, Ministro."
O homem olhou para o loiro alguns instantes, recebendo mais um sorriso sinistro de volta e voltou a olhar para o alto Ministro Bruxo que, de repente, parecia a pessoa menos ameaçadora da sala.
"Er... Bem, Ministro, a razão para este encontro foi definir o nosso posicionamento em relação à situação bruxa. Depois de muito pensarmos, o senado e eu chegamos a um consenso."
"Que seria?", indagou King, não gostando do tom do homem.
"A abertura da Comunidade Mágica e sua junção com a sociedade normal."
"Normal?", repetiu Hermione, sua voz ligeiramente mais alta, fagulhas vermelhas e douradas saindo da ponta da varinha que ela segurava na mão direita, olhando para o homem com uma dose óbvia de nojo, "Defina 'normal', ministro."
O homem, tomado de surpresa, levantou as mãos em um gesto de rendição.
"Talvez eu não tenha me expressado corretamente. Entendam a nossa posição. Nós não podemos mais viver sob o temor constante de toda uma sociedade escondida literalmente embaixo dos nossos narizes! Não quando tal comunidade prejudica a nossa. As duas comunidades já estão entrelaçadas, e por isso nós exigimos o registro dos bruxos junto às autoridades não-mágicas e também a submissão do Ministério bruxo ao Ministério."
A única resposta de King foi um arquear de sobrancelha e sua voz continuava calma quando ele decidiu falar.
"Os outros governos trouxas também lidarão com as suas comunidades bruxas assim?"
"Cada país tem seus métodos, Shacklebolt. A parte da minha comunidade britânica a que você tem mais acesso precisa ser registrada."
Shadow apenas sorria, ao ver King realmente surpreso com as palavras do homem.
"Nós não somos parte da sua comunidade, Ministro. E os seus atos e da sua comunidade também têm interferido conosco por anos e nem uma única vez nós exigimos a sua submissão a nós, exigimos?"
"Mas você tem que ver, Shacklebolt, que a comunidade mágica é incrivelmente menor do que a não-mágica. Vocês não teriam poder para nos fazer submeter.", o homem declarou, uma ameaça velada em seu tom. Uma risada de escárnio atraiu o olhar do trouxa para Shadow, que o encarou diretamente nos olhos, a voz baixa e fria.
"Eu e mais dois adolescentes acabamos com uma guerra, ministro. Um bruxo adulto treinado, dominou todo o país. Eu, sozinho, acabei com toda uma batalha. Isso é o que um de nós pode fazer. O senhor realmente quer descobrir o que nos faríamos para defender a nossa não-submissão?"
"Escute aqui, rapazinho..."
"Não, senhor Ministro, o senhor escute. Nós não vamos nos submeter a um registro ou às suas leis. Nós somos uma Comunidade separada, com leis próprias, que exige ser reconhecida como tal, e não como uma parte – uma minoria – da sua. O Mundo Mágico já sofreu por tempo demais sob o anonimato, mas nós não vamos pagar o preço que você está pedindo para sairmos dele."
O homem encarou o rapaz durante longos momentos, antes de voltar-se para King.
"Eu pensei que você fosse o Ministro, Shacklebolt?"
"Eu não discordo de Potter, Ministro. Um acordo racional..."
"Nós não estamos aqui para negociar, Shacklebolt. Este encontro foi feito para anunciarmos nossas medidas, que já foram aprovadas pelo Congresso, e têm ordens para entrar em vigor em vinte e quatro horas. A sua presença aqui se deve unicamente ao fato de que precisamos que você avise aos bruxos que nós esperamos os registros para serem efetuados o mais cedo possível. Não há nenhuma parte negociável nesta conversa."
"Então eu creio que já não temos mais o que conversar, Ministro.", concluiu King, levantando-se, sendo seguido pelos outros três.
"Tenho a sua palavra, Shacklebolt?"
King sorriu de uma maneira cansada, estendendo a mão para o outro ministro, que a pegou lentamente, entendendo o gesto como uma rendição.
"Não, Ministro. Não tem."
"PRENDAM ESSAS PESSOAS!", gritou o trouxa, antes de ser atingido por um leve feitiço estuporante, seguido por cinco estalidos altos de desaparatação.
"E agora?", indagou Hermione a ninguém em particular, quando se viram mais uma vez no Ministério.
"Agora começa a nossa parte.", respondeu Shadow sorrindo amplamente.
ELA ESTÁ VIVA!!!!
WEEEE!!!!!!
Sim, a Soma sobrevive! Fiquem felizes, soltem rojões, desfaçam os planos de caça e morte à autora!
E, principalmente, sejam amores, colabore com nosso retorno em breve e
R E V I E W !
