Título: A Soma de Todos os Medos
Capa: no profile
Sinopse: Quando o inferno é a sua alma, seu inimigo é a sua salvação.
Ship: Harry Potter/Draco Malfoy
Orientação: Slash
Classificação: M
Gênero: Angst/Horror/Romance/Drama
Spoilers: 7 – mas SEM o Epílogo.
Formato: Longfic
Status: Incompleta
Idioma: Português
Disclaimer: nada me pertence e eu não ganho dinheiro com isso.
AVISO! Mudei o dia de atualização, galera, para sábado. Dia de semana é complicado, meu úncio dia livre é quinta, e quinta é dia de Silent Lucidity. Então, A Soma de Todos os Medos, sempre aos sábados.
JU! HOLY! TSUKI! O capítulo é pra ti. Hehehehee. Beijos.
Nothing Else Matters
Shadow entrou no quarto de Draco, encontrando o lugar às escuras, embora algumas réstias de luz entrassem pelas dobras das cortinas grossas postas às janelas. Parando por alguns segundos à porta do quarto, refletiu que era um tanto quanto prematura chamar aquele cômodo de 'quarto do Draco'. Draco não tinha um quarto na sua casa, tampouco um lugar permanente na sua vida.
Draco era – deveria ser – apenas uma âncora, uma ponte, entre ele e Harry, nada mais.
Fechando a porta atrás de si, aproximou-se em absoluto silêncio das janelas, do lado mais afastado da cama, e observou o perfil do homem que dormia.
O que Draco era, de fato?
Se havia uma característica que ele sabia que possuía era a objetividade, e nunca em sua vida – ou talvez existência como Shadow – ele precisara ser tão objetivo como precisava ser agora. E exatamente por analisar a situação com uma certa frieza, desprezando a leve pressão em sua fronte, a maneira como seu crânio parecia encolher, com a dor tão conhecida que precedia uma aparição de Harry, ele sabia que Draco era mais. Mais do que deveria ser.
E isso não poderia ficar assim.
Ele existia – ele se livrara de Harry – por um motivo, e esse motivo era simples: ele não podia se permitir sentir enquanto não estivesse em paz. Ser mais para Draco do que um companheiro político, significar mais para Draco do que um amigo distante, permitir que Draco fosse qualquer coisa mais era o maior erro que ele poderia cometer. Draco era uma ponte de cordas ao lado de um braseiro. Quando Shadow estivesse pronto para cruzar a ponte, ele não precisaria mais de Draco. E se aproximar de seu antigo rival de escola era fazer exatamente o que não podia: aproximar-se de Harry.
Não ainda. Não enquanto não vencesse. Simplesmente não.
Não.
Correndo as mãos pelos cabelos, Shadow suspirou pesadamente, irritado com a dor fraca e insistente que acompanhava um aperto em seu peito, Harry tentando ressurgir.
Ele se aproximara de Draco porque precisava de um aliado que o compreendesse, que soubesse e pudesse guardar seu segredo. E àquele momento, Draco era único.
Mas essa já não era mais a verdade. Draco tinha substitutos. Ele era substituível, intercambiável.
E se por acaso Draco realmente merecesse o que quer que Harry sentisse por ele, compreenderia que ele – Shadow - e Harry não eram a mesma pessoa, e não o seriam por muito tempo. Se Draco merecesse Harry, contentar-se-ia com os esparsos momentos em que tinha a companhia dele.
E se não merecesse tanto melhor que se afastasse agora.
Não quis mais falar com Draco àquela noite. Se o loiro soubesse de qualquer uma das informações que ele desejava, de qualquer maneira, deveria ter aprendido com seu pai, e era muito mais simples que fosse direto à fonte, e não ficasse recorrendo a Draco.
Draco era uma ponte, não um par de muletas.
Saindo do quarto ainda sem fazer barulho, escreveu rapidamente uma nota para Lucius Malfoy e retirou-se para o seu quarto.
Dormiu um sono sem pesadelos, ajudado por uma poção de seu estoque.
Ele mesmo era tudo de que precisava.
-x-
Draco podia sentir no ar que alguma coisa havia mudado dentro do equilíbrio delicado que mantinha Grimmauld Place em funcionamento. Sorvendo seu café, enquanto seus olhos estavam fixos em Shadow, ele não conseguia identificar com precisão o que havia mudado, mas havia algo entre eles, algo que estivera ali seis horas antes, que já não estava agora.
Sua desconfiança de que algo estava errado apenas aumentou quando Lucius Malfoy entrou no quartel-general da Nova Ordem alguns minutos depois que ele havia acordado, e a maneira como Shadow falou com Lucius, mas evitava olhar para Draco apenas serviu para lhe aquietar ainda mais.
Decidindo que um confronto direto ou interrogações sobre o que estava errado serviriam apenas para que Shadow se fechasse ainda mais, Draco decidiu deixar que o tempo e as ações de Shadow lhe mostrassem o que estava errado.
Ele seria paciente.
Quando terminaram o café da manhã frugal, Shadow pediu que Lucius o acompanhasse até a biblioteca, onde Rodolphus Lestrange já o esperava, conversando amenamente com Hermione Granger, Rabastan misteriosamente desaparecido desde a noite anterior.
Uma vez que estavam todos sentados, Lucius inclinou-se em sua poltrona, como Draco já havia visto seu pai fazer tantas vezes antes, e encarou Shadow com um ar de atenção polida.
"Pela sua nota ontem à noite, Shadow, entendi que o assunto de que queria tratar era urgente, e por isso vim tão cedo. Qual é a questão que requer atenção imediata?"
Draco olhou de canto para Shadow rapidamente, ainda fingindo afastamento. Não soubera de nenhuma nota para seu pai, nem tampouco de algum assunto de extrema urgência que tivesse surgido depois que se retirara.
Não precisava ser um gênio para entender que Shadow o estava afastando.
A grande questão era: por quê?
-x-
Shadow encarou Lucius de maneira calculista, antes de apoiar os cotovelos nos joelhos e inclinar para frente, encarando o homem com seriedade.
"Por duas vezes, Draco mencionou Avalon em algumas de nossas conversas. Eu conheço vagamente a lenda que os não-mágicos têm em torno desse Rei e dos magos que o cercavam, e principalmente do que se trataria a verdadeira Avalon. Eu suponho que tendo sido parte da nossa história como foi, haja alguma espécie de registro sobre o que verdadeiramente foi Avalon?"
Lucius franziu o cenho ponderando sobre o que lhe era perguntando.
"Certamente há, mas aonde você quer chegar com isso? O que Avalon ou Arthur tem a ver com a nossa guerra, que está cada segundo mais próxima?"
"Com a guerra, nada. Com a solução para ela... Bem, isso será respondido quando você responder minhas perguntas.", Shadow replicou em um tom de voz baixo, com um leve sorriso gelado.
Lucius arqueou uma sobrancelha, mas decidiu ver aonde o garoto iria chegar com isso.
"Como eu disse, há documentos que relatam a origem, na verdade, de nosso governo, e as bases mais profundas do que daria origem, alguns séculos mais tarde, ao Estatuto do Sigilo. Quanto você sabe dessa história?", Lucius indagou.
"Apenas o pouco que Draco comentou ontem, e lendas trouxas. Avalon perdida nas Brumas, Arthur sendo traído. Conte-me tudo desde o princípio.", Shadow respondeu, e Lucius mais uma vez teve de conter uma exclamação de irritação.
Ele não era um professor de História Bruxa. Era bom que Shadow fizesse sua manhã perdida valer a pena.
"Bem, Arthur era o filho bastardo de um Rei trouxa com uma das herdeiras da família bruxa inglesa mais proeminente daquela época. Esta mulher, Igraine, já tinha uma filha, Morgana, tão talentosa magicamente que foi enviada para um dos templos de ensino onde Merlin em pessoa ensinava. Hogwarts, na aquela época, ainda era praticamente desconhecida, e era mais aberta do que essa instituição. Apenas os alunos mais talentosos poderiam manter-se em dia com o que era exigido por Merlin. Por pedido de Uther, o Rei trouxa que comandava boa parte do que um dia se tornaria a Inglaterra, Merlin aceitou treinar Arthur em sua escola. Logo ficou claro que Arthur não herdara nenhum talento mágico de sua mãe e foi, de certa forma, repudiado por seu pai. Ao contrário do que as versões mais românticas da lenda contam, a razão para que Uther tivesse um filho com Igraine, e depois a desposasse, não foram amor à primeira vista, mas um desejo de unificação das comunidades mágicas e trouxas. Se Arthur tivesse nascido com um terço do poder da mãe, ou um décimo do poder da irmã, nossa história seria diferente.", Lucius fez uma pausa, esperando que Shadow dissesse se era isso que esperava ouvir, mas o rapaz não disse nada, apenas aguardando por mais. Lucius prosseguiu, "Crescer em um ambiente puramente mágico, vendo sua irmã ser prezada e respeitada pelo seu poder, e até mesmo seu primo e melhor amigo, Lancelot, ter poder mágico, mesmo que fosse pouco, fez com Arthur desgostasse imensamente de magia. Merlin, cego para as falhas de seu protegido, realmente acreditava que Arthur poderia um dia ser o líder que seu pai esperava que ele fosse, mas ele não contava com a amargura que ser deixado pelo pai criara em seu aluno. Arthur cresceu odiando mágica, mas mais do que ódio, ele sentia também inveja, principalmente de sua irmã. Com a morte de seu pai, ele assumiu o trono da então quase unificada Inglaterra, e casou-se com uma mulher trouxa, que não conhecia nenhuma magia, e havia sido criada em um reduto cristão, sendo profundamente devota. Arthur passou então a vilanizar Morgana, fazendo com que até mesmo Merlin desacreditasse nela. E aqui é onde eu acredito que a lenda trouxa e a História Bruxa diferem imensamente."
"Como?", indagou Hermione, que conhecia diversas versões da lenda do rei Arthur, mas nenhuma que o trouxesse como vilão de sua própria história. O que ela mesma reconhecia que fazia sentido: se Morgana que era mágica era heroína entre os bruxos, Arthur, por ser trouxa, seria o herói entre os não-mágicos.
"Bem, depois da morte de Merlin, traído por uma de suas pupilas, Morgana começou uma campanha política para que Arthur não conseguisse unificar os reinos da Inglaterra. Arthur, vendo o que a irmã tentava fazer, tornou-se oficialmente um rei católico, e renegou toda a forma de mágica, julgando-as malignas ou demoníacas. Morgana, cansada da batalha, decidiu então ser tão radical quanto seu irmão: não apenas ela queria que Artur perdesse o reino, como também desejava separar completamente o Mundo Mágico do Mundo Trouxa. Arthur, sentindo a ameaça real que sua irmã era, refugiou-se em Camelot, a lendária cidade protegida por muros tão altos que seria impossível escalá-los, cercada todas as horas do dia por guardas da Távola Redonda. Morgana, por sua vez, inicia então um reduto na antiga escola onde foi educada: Avalon. O lugar seria, em teoria, tão guardado em magias, e a mágica do lugar seria tão intensa que ninguém sem magia conseguiria entrar. Essa divisão temporária e precária é, na verdade, o princípio do extinto Congresso Bruxo."
"Por que isso não nos é ensinado na escola?", perguntou Hermione, indignadamente, quando Lucius fez uma pausa para que os ouvintes absorvessem o que ele havia contado, "É a base do nosso governo, o berço do nascimento do nosso mundo como o conhecemos!"
"Porque no currículo de Hogwarts não havia História Bruxa, Srta Granger, apenas História da Magia. Por isso as crianças aprendem sobre guerras com Duendes, e revolta dos gigantes: porque de uma forma ou outra elas afetaram a maneira como nossa magia é conduzida e vista. Já a História Bruxa, do nosso mundo político, não é do interesse de crianças. E se formos honestos, tampouco é do interesse dos governantes que crianças saibam muito de política. Os ignorantes são mais fáceis de serem governados, e a História Bruxa real é passada de geração para geração, dentro de uma família. Famílias constituídas de nascidos trouxas não sabem nossa história, e está aí mais uma das origens do preconceito contra nascidos-trouxas.", explicou Rodolphus, e Hermione deixou-se ficar em silêncio, remoendo o que havia sido dito.
Lucius, vendo a maneira como Shadow parecia sorrir sem realmente fazê-lo, encarou o rapaz, antes de continuar.
"Essa decisão não foi apoiada por todos, e alguns dos maiores opositores encontravam-se em Hogwarts. Foi exatamente nessa época que a Escola tornou-se a única da Inglaterra, já que Avalon estava fechada, e as outras instituições haviam se refugiado lá. Arthur obteve sucesso em algumas de suas campanhas, e convenceu boa parte da população de que bruxaria não existia verdadeiramente, um feito nada difícil depois do domínio romano. Morgana queria fazer com que o Mundo Bruxo crescesse e se fortalecesse dentro de Avalon, para então retornar ao Mundo Real, como ela mesma designa o reino do irmão, mais fortes e em maior número. Os diretores de Hogwarts na época, então descentes diretos dos fundadores, se opuseram a essa proposta. Poucas famílias realmente permaneceram em Avalon quando o Congresso bruxo foi constituído, julgando-se seguras já que agora havia uma forma de governo. Lancelot, depois de ver do que Arthur era realmente capaz por ódio aos seres com mágica, jurou encontrar Avalon e partiu de Camelot. Arthur então criou a lenda do Santo Graal, dizendo que Lancelot, seu quase irmão, estava buscando o cálice da Santa Ceia, e não o reduto de mágica que sua irmã fizera. De Avalon nos restou apenas a metáfora da divisão e a suspeita de que Morgana, uma vez tendo realizado sua falha, e vendo a morte do irmão - que acabou por definhar junto com seu reino quando mais e mais dos seus cavaleiros desertaram para buscar o Santo Graal, acreditando em sua história - tenha fechado todas as passagens para fora de Avalon, ao ponto de realmente perder contato com esse mundo."
"O que aconteceu politicamente nessa época?", Shadow perguntou, claramente interessado.
"Os descendentes dos Fundadores criaram as premissas de um Congresso Bruxo que funcionou durante alguns anos. Depois disso, o Wizengamot se estabeleceu como a força real da nossa política, sendo constituído como um conselho de anciões, o que logo acabou se tornando um conselho dos mais poderosos magicamente e, como todos sabemos, nas últimas décadas, um conselho dos mais corruptos, com algumas exceções. O Ministro da Magia decide para quem irão os lugares que ficam vagos por deposição ou morte. Os lugares já não são mais hereditários, como na época dos anciãos, nem tampouco votados, como na época do Congresso, mas sim indicados. Um Ministro corrupto corrompe todo o governo e livrar-se da corrupção é quase impossível, como nós todos sabemos muito bem. Talvez com a guerra isso mude."
"O que se sabe dos feitiços que Morgana usou?"
"Onde?", perguntou Lucius, claramente confuso. Ele havia imaginado que Shadow estava interessado nos aspectos políticos das raízes históricas do mundo bruxo, não em... bem, Avalon.
"Avalon."
"Pouco. Esse assunto é uma espécie de tabu entre os bruxos, muito pouco se fala desse período.", Rodolphus respondeu, fazendo Shadow balançar a cabeça contemplativamente.
"Eu recomendaria que todos fossem para casa e descansassem. Essas são, possivelmente, as últimas horas de paz que teremos em muito tempo.", ele terminou, suas palavras sombrias, mas seu sorriso iluminando seu rosto.
Hermione encarou seu antigo amigo, tentando desvendar o que ele estava pensando. Shadow encontrou seu olhar e sorriu, quase divertido.
"Pense Sionismo, Mione.", ele disse rapidamente, enquanto ela passava por ele para sair da biblioteca. Hermione lhe lançou um olhar especulativo, mas foi embora sem indagar mais nada.
Shadow tinha certeza de que ela descobriria tudo sozinha mais rápido do que todos os outros.
Draco parecia estar se demorando propositalmente na sala, mas Shadow não pediu que ele ficasse. Frustrado, e não querendo forçar uma situação da qual provavelmente não sairia satisfeito, o loiro foi embora com seu pai.
Quando a biblioteca parecia estar vazia, Shadow foi até a pequena estante perto da lareira e tirou de lá uma garrafa de whisky e dois copos, servindo-os e os levando até o único que não havia saído.
Entregando a bebida ao Lestrange que o encarava com óbvia curiosidade, Shadow se escorou no console da lareira enquanto acendia um cigarro, observando Rodolphus observá-lo.
"Por que o afastamento?", Rodolphus acabou perguntando, podendo não ter sido o único a notar a distância entre Shadow e Draco, mas sendo o único a mencioná-la.
"Por que não?", devolveu Shadow, levando o cigarro aos lábios e tragando lentamente.
"Eu pensei que o pequeno Malfoy estivesse mantendo você... seguro. Que ele era seu porto-seguro.", Rodolphus respondeu, colocando seu copo na mesinha ao lado da sua poltrona, vendo Shadow sorrir de canto, de leve, de maldade. Seus olhos verde-gelo brilhando de maneira decididamente maliciosa.
"Eu não preciso de um porto-seguro, Rodolphus. Eu não sou Rabastan."
Rodolphus observava o garoto à sua frente com a expressão impassível.
"Eu sei que não é."
Rodolphus decidiu que não conseguia lidar com aquilo naquele momento.
Ele tinha seus próprios demônios para caçar, não podia se dar ao luxo de se importar com os demônios de Shadow também.
Levantou-se e ia em direção à porta, quando uma mão muito menor e mais gelada que a sua o interrompeu.
"Fugindo, Rodolphus?", Shadow perguntou, seus olhos queimando os do homem mais velho com desdém e um certo toque de... desespero.
E foi o desespero que o fez ficar. Virar-se e encarar o adolescente com duas almas, nenhuma delas inteira, e ambas incompreensíveis. Porque era o desespero que ele já havia isto em Rabastan tantas vezes, e que ele acalmara tantas vezes, e que agora já não podia mais ajudar.
"Não.", ele respondeu, erguendo uma de suas mãos para o rosto de Shadow, traçando o contorno dos seus olhos, acariciando a sua face com uma delicadeza fria e distante, "Apenas tentando entender."
"Eu só não posso.", Shadow disse em tom baixo e seco.
E era uma demonstração clara do quanto Rodolphus estava quebrado que ele entendesse do que Shadow precisava apenas com aquela frase.
Shadow não podia se importar. Não podia querer, não podia sentir. Shadow precisava provar a si mesmo que podia ter quem quisesse, sem precisar sentir por aquela pessoa o que quer que fosse.
E por ser quem era, Shadow – Harry, Potter, quem quer que fosse – se permitiria sentir apenas o que sentiriam por ele. E Rodolphus, alma quebrada e dividida com seu irmão, preso como era nas garras da imensidão de Rabastan, poderia se comover, entender, dar e receber talvez apoio, talvez nada, mas sentir? ...Ele só sentiria por Rabastan.
Shadow não protestou quando Rodolphus puxou-o para mais perto, olhos abertos mesmo quando seus lábios se tocaram, em um beijo que não era um beijo, era toque, era nada, era necessidade de provar verdades que jamais existiriam.
E Shadow empurrou Rodolphus contra a poltrona onde ele estava sentado antes, suas mãos entrando pela frente de suas vestes, seus lábios beijando o pescoço do homem, enquanto Rodolphus o puxava para mais perto, pressionando-os juntos, fazendo com que Shadow respirasse mais rapidamente.
Movendo-se contra Rodolphus, Shadow finalmente fechou os olhos, sua testa pousada no ombro do homem embaixo dele, tentando não se importar com quem era, ou o que a pessoa movendo-se com ele sentiria.
Eram instintos sendo partilhados.
Não era nada. Não era sexo, não era íntimo, não era Draco.
Não era Rabastan.
E juntos, como se a ausência das verdades os fizesse mais próximos, atingiram um clímax superficial, manchando roupas, sujando calças, fazendo respirações trêmulas tornarem-se apenas respirações mais uma vez.
E antes que pudessem pensar em algo para dizer, um olhar atraiu sua atenção.
Cinza encarando marrom e verde, e naquela cor lia-se um único sentimento: decepção.
Ufa! Terminei!
Mais claro a coisa toda com Avalon? Quais as suas teorias para o que Harry-Shadow e Cia vão fazer? Quem acha que o Shadow vai se dividir de novo? O que vocês acham que o Draquenho vai fazer quando ver a situação dos dois ali? AHn? Ahn?
Sejam amores e
R E V I E W !
