Esta história é uma fan fiction sobre a obra de Charlaine Harris, Southern Vampire Mysteries. Algumas personagens e passagens têm direitos de autor pertencentes a CH.

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Para quem ficou mais preocupado com a ideia de que o Eric tinha ido contra a vontade de Catherine, aqui fica a forma como ela vê a noite passada.

CAPÍTULO 11

CPOV

Virei-me na cama. Senti um corpo gelado ao meu lado. Dei um salto e fiquei instantaneamente sentada na cama.

Credo!
Precisei de alguns minutos para perceber onde estava e o que tinha acontecido. Cristo! Todos os músculos do meu corpo me doem!

Não sei se hoje vou ser capaz sequer de andar. Não sei que horas são e a que horas eventualmente acabei por adormecer.

Eric estava a dormir ao meu lado. Era uma imagem assustadora. Um corpo nu, lindo, sem respirar, aparentemente morto.

Tentei caminhar. Parece que consigo equilibrar-me.

Não tenho nada para vestir. Todas as minhas roupas estão destruídas. Só me resta as botas. Não me lembro a que altura da noite ele as tirou. Comecei a rir baixinho com a ideia.

Sei que ele forçou sexo comigo mas, estaria a ser uma real hipócrita se dissesse que estava muito aborrecida com o facto. Verdade seja dita, eu desejava-o tanto quanto ele a mim.

Só de recordar o meu corpo reage de excitação.

Na noite passada eu estava apenas a lutar contra mim, não contra ele.

O meu lado racional gritava para não me envolver com ele. Ele é um vampiro. Uma espécie diferente. Um predador! Ele vive num mundo diferente, um mundo muito assustador e estranho.

Eu sabia que ele não queria magoar-me, mas estou muito ciente de que ele é um vampiro e eles não têm sentimentos por nós. Eles têm desejo por nós. Eles gostam de fazer sexo connosco e beber o nosso sangue.

Não tenho problemas em alinhar numa ''one-night-stand'' com um homem que ache interessante mas, ele é demasiado perfeito. É um animal-sexual, um sedutor e eu tenho medo de, eventualmente, querer mais do que ele pode dar-me.

Não me quero iludir.

Por isso, tentei e tentei resistir-lhe mas não tive sucesso. Nenhuma mulher pode resistir-lhe quando ele usa todo o seu poder de sedução e todo o conhecimento que adquiriu ao longo da sua existência.

Ele é um Deus do sexo e eu entreguei-me completamente a ele.

Foi o melhor sexo de sempre.

Ele realmente deu cabo de mim para o resto da minha vida. Como é que eu vou encontrar este tipo de sexo com um humano?

Consegui chegar à sala e comecei a procurar a minha mala. Retirei o meu telemóvel para ver as horas. Eram 19:00 horas. Estava a anoitecer e em breve o Eric iria acordar.

Não sei o que ele espera de mim.

Provavelmente espera que eu já tenha saído de sua casa. Tenho o meu carro, as minhas chaves, a minha mala mas, o que eu vou vestir?

Tinha algumas chamadas não atendidas da Portman. Oh, que inferno! Eles podem viver sem mim por um dia, não é?

Ryan disse-me que não esperava que eu fosse capaz de trabalhar se tivesse reuniões durante toda a noite. Na verdade começou como uma reunião. Eventualmente o trabalho parou e a diversão começou.

Tento pensar no que fazer a seguir. Se quiser sair rapidamente, preciso encontrar algo para comer, porque estou demasiado fraca e achar algo para vestir.
Fui à cozinha em busca da primeira.

Não encontrei nada. Apenas garrafas de True Blood. Que visão horrível!

Nem pão, nem carne, nem açúcar, nem café, nem uma bolacha.

Bem, posso pular a parte da alimentação. Preciso encontrar algo que sirva como roupa. Isto é ridículo. Completamente nua a bisbilhotar uma casa que desconheço. Preciso urgentemente dum banho. O meu cabelo e o meu corpo mostram bem a noite de sexo que vivi.

Eventualmente abri uma gaveta e encontrei algumas t-shirts. Escolhi uma ao acaso. Todas eram do Eric. Experimentei-a. Em mim parece um vestido. Um muito longo.

Encontrei um lápis da minha mala e envolvi-o nos cabelos para segura-lo numa espécie de penteado tipo chinês.

Era apenas uma questão de procurar as minhas botas e poderei sair de casa antes de ele acordar.

Estou realmente a fugir dele. Mais uma vez!

Não é o meu género, fugir assim. Até parece que não gostei da noite passada e na realidade adorei. Cada segundo. Mesmo quando estava a lutar com ele. Mesmo quando ele me amarrou à cama.

A imagem dele a arrancar a minha roupa interior com boca, veio à minha cabeça. O meu coração acelerou e fiquei quente e húmida!

- Fica-te bem!

O Eric estava encostado à porta, completamente nu, a olhar para mim

- Merda! Ainda me matas de susto!

Ok, má escolha de palavras, mas a criatura fode-me o cérebro da mesma forma que o fez com o meu corpo!

Ele ri-se às gargalhadas.

- Não queria assustar-te e certamente não estou a tentar matar-te!

Isso é bom, acho.

Ele aproximou-se sorrindo.

- Estavas a pensar em ir embora sem me dizer nada?

Sim!
- Não, quero dizer ... ...

Merda!

Ele estava à minha frente, a poucos centímetros do meu corpo. Não evitei tremer.

- Se bem me lembro, é isso que os humanos fazem quando odeiam a noite anterior.

Oh! Pelo amor de Deus! Ele não acredita nisso. Ele sabe muito bem quão capaz ele é na cama! Resolvo ser verdadeira com ele. Na noite passada tentei enganá-lo e olha onde terminei. A gritar por ele, implorando por mais e mais!

- Eric, não sei o que esperas de mim. Pensei que seria lógico sair antes de acordares!

Ele avançou, encostando-me à parede. Outra vez!

Provavelmente será melhor para nós dois se eu ficar contra a parede cada vez que nos encontrar-mos. Pouparemos tempo!

- E por que pensas isso?

Ele soprava cada palavra contra a minha pele com um sorriso sedutor. Oh Deus! Se ele pretende que eu vá, é melhor parar com isto. O meu corpo está prestes a entrar em combustão espontânea!

- Pelos padrões humanos, sexo não significa nada. As pessoas fazem sexo a toda a hora e nem sequer sabem os nomes uns dos outros. Desconheço quais são os padrões sociais dos vampiros para sexo. Só me posso basear nos padrões humanos.

Ele colocou as mãos na parede, uma em cada lado comigo no meio e mergulhou a cabeça no meu pescoço inalando. É muito difícil manter algum pensamento coerente desta forma.

- Eu tenho que te tratar como se fossemos iguais. Tenho feito isso desde a noite que nos conhecemos.

Ele riu, nunca retirando a cara do meu pescoço

- Acreditas realmente que somos iguais?

- Não, não somos mas, esta é a minha forma de ser. Não tenho referências anteriores sobre vampiros e em verdade não gosto de tratar as pessoas de maneiras diferentes. Mesmo quando a pessoa é um vampiro.

Ele olhou-me directamente nos olhos. Não tinha nenhuma expressão facial. Parecia pensar no que eu disse. Então sorriu para mim.

- Eu não espero que saias de casa a correr e escondida.

E? Ele não desenvolve e muda de assunto.

- Precisas de comer e beber. Precisas de roupas também. Eu não vou deixar-te sair de casa, com essa t-shirt vestida. O que os vizinhos iam pensar?

Rimos os dois. Um vampiro preocupado com o que os humanos vão pensar é ridículo ao extremo. Eles não estão minimamente interessados no que os humanos pensam.

- Então, se eu não devo sair à pressa, importas-te que eu tome um duche?

- Claro que não.

Encaminhei-me para o chuveiro enquanto ele fazia uma chamada no seu telemóvel.

A casa de banho era enorme e de cor clara. Entrei no chuveiro que é suficientemente grande para que duas pessoas tomem banho ao mesmo tempo.

Perdi a pressa. Lavei o meu cabelo e corpo lentamente. Deixei a minha mente abandonar-me enquanto sentia a água quente a escorrer pelo meu corpo. Sentia-me exausta. A água quente fazia sentir-me mais fraca. Estava com dificuldades em manter-me de pé. As minhas pernas estavam bambas.

Sai do chuveiro e enrolei-me numa enorme toalha fofinha.

Em cima da cama do Eric vi uma t-shirt, calças, roupa interior e um casaco. Todas as peças eram de marcas caras e todas combinavam. Uau! Como ele arranjou isto tão rapidamente? Tenho que perguntar-lhe se ele se importa de colocar alguma ordem no meu closet.

Vesti-me e procurei-o pela casa. Encontrei-o na cozinha.

Fiquei de boca aberta. Na mesa estavam agora todos os tipos de alimentos para um bom pequeno-almoço. Havia pão, sumo, bolos, frutas, manteiga, fiambre, queijo, café e ovos mexidos.

- De onde veio isto tudo?

Eu sei que procurei bem e não encontrei nada comestível.

- Telefonei à Pam. Ela trouxe esta comida e essas roupas que tens vestidas.

Olhou para mim com aprovação e os seus olhos mostraram muito bem que ele pensava já em arranca-las do meu corpo.

Sentei-me e ele sentou-se à minha frente.

- Os vampiros não podem comer alimentos?

-Não e na realidade parece horrível para nós.

- Mas todos vocês foram, em algum tempo seres humanos. Tu comeste quando eras humano.

- Sim, mas quando nos transformamos em vampiros não podemos mais comer e após algumas décadas já nem nos lembramos do gosto.

- Eric posso perguntar-te uma coisa mais pessoal?

Ele sorriu.

- Podes.

- Quantos anos tens?

- Mais de 1000 anos!

- Merda! A Sério?

- Sim.

- Bem, isso é muito estranho. Nem consigo alcançar o que significa viver tanto tempo. As coisas que já viste, as mudanças que ocorreram no mundo.

Falámos muito tempo. Ele disse-me que foi um príncipe Viking, quando era humano. Contou-me das batalhas em que lutou e os humanas que ele amou.

- O teu criador ainda está entre nós?

- Não, ele morreu há muitos séculos atrás. Um vampiro mais antigo matou-o e eventualmente, eu matei-o a ele e todas as suas crianças.

Estava estupefacta. A forma como ele fala sobre matar é como eu falo sobre o tempo.

- Porque mataste as crianças também?

- Se eu não os matasse, eventualmente, iriam tentar vingar a morte do seu criador.

Ele continua a falar como se estivesse a falar para si mesmo

- Apesar de que ele era mais antigo, preparei-lhe uma emboscada e ele não teve hipótese.

- Dizes muito isso. ''Antigo'' como uma espécie de elogio.

- Não sabes mesmo nada sobre nós, não é?

Abanei a cabeça e ele sorriu

- Ficamos mais fortes com a idade.

- Então, - Estava a tentar fazer algum sentido daquilo que ele me contava - agora és extremamente forte. Há vampiros mais antigos que tu?

- Alguns mas não muitos.

- Ok, agora sei porque és sempre tão seguro de ti mesmo. És assim uma espécie de grande chefe não és?

- Acho que sim – Disse ele a rir.

- Isto está errado de tantas formas!

Ele não entendeu e fez uma cara de curiosidade.

- Tu sabes. Eu e tu! Isto está errado. Tu és meu cliente, eu não deveria ter tido sexo contigo.

Ele voltou a sorrir. Um sorriso maroto.

- Quem quer saber o que está certo ou está errado?

Não respondi. Não sabia o que dizer-lhe.

Levantou-se e num piscar de olhos agarrou em mim, deitou-me em cima da mesa, varrendo tudo o que lá estava para o chão

Tirou-me a t-shirt com calma e mergulhou a cabeça no meu peito.

- Acho que não consigo viver sem te tocar! - Disse com voz lânguida.

Beijou-me. A sua língua fez-me sentir arrepios.

Desta vez despiu-me com cuidado e sem dizer uma palavra, entrou em mim

- Às vezes o errado parece tão certo!

Parei de ouvi-lo e abandonei-me ao prazer que ele me fazia sentir.