Ela senta-se no seu carro, espantada. O que raio acabou de acontecer? Será que foi imaginação sua? Será que ela tinha mesmo sido beijada apaixonadamente e depois deixada para trás pelo seu parceiro? Já alguma vez ela tinha permitido que alguém a deixasse para trás assim?

Ela estava tão chateada. Tão…magoada? O facto de ele não a beijar aborreceu-a mais do que devia e ela não faz a mínima ideia da razão pela qual isso aconteceu. Sim, foi estúpido e acriançado. Ele não devia ter dado tanta importância ao assunto e devia ter aceitado fazê-lo, nem que fosse só para os calar. O facto de ele não o fazer e de ela sentir como se ele a estivesse a rejeitar magoava um bocado. É algo que ela não consegue explicar mas que a deixa chateada.

Agora, apercebendo-se de como isso deve ter parecido patético para ele, fica um tanto ou quanto embaraçada. Ela agradece a Deus que está sozinha e que ninguém consegue ver como começa a corar. Ela volta para a breve conversa que teve com ele, esquecendo as palavras e indo directamente para o beijo. E que beijo…Ela já tinha pensado nisso. Ao olhar para os seus incríveis olhos azuis, o seu sorriso patético e simpático ao mesmo tempo, as insinuações entre os dois...Claro que já tinha pensado nisso. E agora ela sabe. Ele beija incrivelmente bem.

Esta informação não a ajuda. Nem um bocadinho. Porque ela tem a certeza que a próxima vez que o vir, Segunda-feira de manhã, ela não vai conseguir pensar em mais nada. Ela tenta convencer-se que ele estava a fingir e mais nada, que nada naquele beijo foi real. Ele tinha-o feito apenas para provar um ponto, tal como ele tinha dito, para que ela não tivesse que se preocupar com o assunto. Bem, agora ela não consegue tirar o assunto da cabeça. Será que ele teria usado a sua língua se estivesse apenas a fingir? Bem, Sam usa e ela sabe que ele está a fingir portanto talvez seja uma possibilidade. Mas com Deeks pareceu real. Tão real…

Pior que isso é o que ele disse depois. É algo que a persegue agora, enquanto conduz para casa. Ele sabe o que sentiria ao parar. O que é que isso é suposto querer dizer? Que ele sabia que não quereria? Que mais poderia significar? Ela está completamente perdida nos seus próprios pensamentos. Ela deseja que, por melhor que o beijo tenha sido, que nunca tivesse acontecido, que ninguém tivesse tocado nesse assunto. Porque agora as coisas estão complicadas num nível completamente novo e ela não consegue esquecer o que se passou.

Ela vai para casa e toma um duche, tentando pensar noutra coisa qualquer. Tudo menos aquela frase. E eu sabia o que sentiria ao parar. Depois de uma hora ela desiste. Ela não aguenta, tem que saber. Ela entra no seu SRX outra vez e conduz até ao seu apartamento. Ao bater á porta ela quase que deseja que ele não abra, que esteja num bar qualquer algures na cidade.

Quando ele abre a porta, é ele que parece surpreendido. "Kensi, o que estás a fazer aqui? Está tudo bem?"

Ela não perde tempo com conversa que não importa. "O que querias dizer á bocado?"

"O quê?"

"O que querias dizer com sabia o que sentiria ao parar?"

Ele parece embaraçado, como se não soubesse o que dizer. Claramente, esta é a última coisa que ele esperava esta noite. "Kens…"

Ela entra e olha para ele. "Eu tenho que saber, Deeks. Está a deixar-me louca, okay? O que querias dizer com aquilo?"

Ele olha para ela com aqueles lindos olhos azuis. "Eu queria dizer exactamente o que disse."

O seu coração dispara e ela não sabe se isto é uma boa ideia ou não. Ela mal consegue fazer a sua voz sair. "Pareceu real porque foi real."

"Sim, muito real."

"Foi por isso que lutaste contra isto. Tu…"

"Sim."

Ela sorri um bocadinho. "Eu também."

"A sério? Porque eu pensei que era repulsivo para ti," ele diz, com aquele sorriso que dá cabo dela.

"Nem por isso, não."

"E agora?"

Ela encolhe os ombros. "Podias beijar-me outra vez."

Ele chega-se mais perto dela. "E se eu não quiser parar?"

"Então não pares."

Ele move-se para mais peto dela e olha-a nos olhos.

Ele é lindo. Ela finalmente pensa nisso sem problemas e sorri.

"O que foi?" Ele pergunta, nervoso.

Ela abana a cabeça. "Nada."

"Tens a certeza?"

"Sim, tenho."

Ele passa os seus dedos pela sua cara e ela fecha os olhos com o seu toque. Ela sente a sua respiração nos seus lábios e o seu coração acelera. Ela abre a boca e ele está lá, o seu beijo acende-a. O primeiro toque da sua língua na dela arranca um pequeno gemido e ela sente a respiração dele tornar-se ofegante ao ouvir o som que ela emitiu. Ele puxa-a para os seus braços e pressiona o seu corpo contra o dela. Ela deixa-se afogar no seu perfume, no seu calor, no seu beijo e perde-se completamente nele.

Ela entrelaça os seus dedos nos cabelos dele, algo que queria fazer desde que o viu pela primeira vez. Aqueles caracóis dourados parecem seda nos seus dedos.

Ele afasta-se uns centímetros e sorri para ela. "Admite, sempre quiseste fazer isso."

"Sim, sempre."

Ele une os seus lábios aos dela e sussurra junto deles. "Eu sempre quis fazer isto." Ele beija-a com tanta paixão que a deixa ofegante. A sua língua brinca com a dela e os seus dedos entrelaça-se nos cabelos dela.

Quando ele pressiona o seu corpo contra o dela, Kensi sente-o. Ela fecha os olhos, agarrando-se a ele. Ela quere-lo. É demasiado. É muito cedo. Ela afasta-se, a sua respiração ainda ofegante, e olha para os seus olhos azuis, mais escuros com a paixão que sente. "Temos que parar."

"Eu disse-te, não quero parar," ele diz, beijando o seu pescoço.

Ele está a fazer-lhe coisas que ela nunca se tinha permitido a imaginar. Coisas que ela nunca sentiu antes, nem mesmo com Jack. "Temos que parar. Agora!"

"Ou então o quê?" Ele pergunta, nem um bocadinho dissuadido, enquanto continua a beijar e mordiscar o pescoço dela.

Ela solta um pequeno gemido. "Ou então eu não vou conseguir."

"Ainda bem."

"Não, isto não é bom. Temos que abrandar, certo?" Até ela percebe como isto soa desesperado.

"Porque é que quereríamos isso?"

"Eu…eu não sei," ela responde, o seu coração a bater mais forte. Todos os seus pensamentos lógicos começam a deixar o seu cérebro quando ele beija a sua garganta, a sua mão deslizando para debaixo da sua camisola para acariciar a pele das costas dela.

Os dedos de uma mão vão até ao fecho do soutien dela enquanto a outra se embaraça no cabelo dela para a beijar apaixonadamente. Quando ele se afasta ligeiramente para morder o lábio inferior dela, Kensi sorri. "És mesmo bom nisto."

"Pensavas que eu não seria? Obrigada, Fern," ele diz, prestando atenção ao espaço por baixo da orelha dela.

"Não importa. És."

Ele sorri contra o pescoço dela. "Ainda não viste nada."

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Bem, aqui está o segundo capítulo. O próximo será M portanto aviso desde já que quem não gostar desse tipo de conteúdos não deve ler.

Reviews são bastante apreciadas,

Andrew (porque a Sarah está fora numa competição de voleibol)