Disclaimer: Os personagens de Inu-Yasha, os direitos do mangá/anime são de Rumiko Takahashi!!!!
Música de inspiração do capítulo:
Um Amor, Um Lugar – Fernanda Abreu e Herbert Vianna.
CAPÍTULO 1 – O COMEÇO DE TUDO
- Kagome, Kikyou! Estou saindo, se vocês quiserem carona se apressem, Abi estará aqui em poucos minutos!!!! – ouvia-se um berro pela casa.
- Calma Midoriko, precisa gritar desse jeito???? - reclamava sua prima mais nova, Kagome.
- Hunf, eu nem sei porque você se incomodam com essa calourada. É uma perda de tempo. – dizia Kikyou, séria, conciliando sua pasta de documentos em um braço e a pasta com o notebook no outro, além de tentar se equilibrar em seus saltos recém-comprados.
- Isso se chama so-cia-li-zar, querida irmã, coisa que você vem fazendo cada vez menos. – Midoriko chamava a atenção da irmã mais nova.
- Eu preciso me preocupar com o meu futuro, algum problema nisso? – Kikyou se defendia. – "Não é possível que ninguém me entenda aqui dentro!!"
- Muito certo isso, mas acho que para uma estagiária você está se tornando uma workaholic demasiadamente cedo.
- Midoriko, deixa a Kikyou, é o que ela gosta de fazer. E além do mais, ela conhece os próprios limites, não é, prima? – Kagome sorriu para a moça.
Kikyou apenas sorriu. Ali, Kagome sempre tomava seu partido, era sua prima, mas na verdade eram como irmãs. Andavam juntas desde crianças, todas criadas nos domínios do templo Higurashi, propriedade da família há séculos.
Ouve-se uma buzina no pátio externo, em frente à casa principal. A família Higurashi vivia como um clã em uma parte relativamente afastada do prédio principal do terreno, o templo xintoísta que era local de reuniões, passeios, cursos e outros. Midoriko se apressa para pegar a bolsa e grita para o lado de fora:
- Estamos indo, Abi, segure as pontas aí!!!!! Vamos minna, eu ainda tenho que voltar para cá no fim da tarde para trabalhar!!!
Kagome apanhou a bolsa e ajudou Kikyou com suas coisas, para que andassem mais rápido. Chegaram ao carro conversível vermelho-vinho, onde uma figura imponente, de cabelos soltos ao vento e óculos escuros as esperava. Abi deu um meio-sorriso ao ver as outras duas meninas Higurashi, e se surpreendeu ao ver Kikyou pronta para o trabalho:
- Não me diga que sua irmã não vai comparecer à calourada que nós organizamos, Midoriko!!!! – disse Abi, indignada.
- Pois é, disse a ela para não perder a última calourada que organizamos, mas ela insiste que fará falta nas empresas Taishou. Isso porque até Sesshoumaru disse que apareceria sem falta na calourada.
- E Inu-Yasha também. – Abi deu um sorriso malicioso. – Vai deixar seu namorado livre desse jeito, Kikyou? Pode aparecer alguém no caminho dele. – Virou-se lentamente para Kagome. – Tudo bem com você, Kagome-chan?
Kagome deu um pulo, surpresa. Deu um sorriso meio sem-graça para Abi e concordou com a cabeça. A moça acelerou com tudo, deixou Kikyou em frente ao prédio da matriz das empresas Taishou; antes de entrar, a moça virou para as outras e disse:
- Cuidem de Inu-Yasha para mim, principalmente você, Midoriko, já que provavelmente Kagome estará acompanhada e Inu-Yasha com certeza não vai querer segurar vela. E me contem tudo depois.
- Tchau, Kikyou, não morra de tanto stress! – riu Midoriko.
- Seu namorado estará em boas mãos – disse Abi – não é Kagome-chan? – A morena sorria divertidamente. Sabia que estava deixando Kagome envergonhada, mas essa era a principal diversão de Sasaki Abi. Deixar bem claro para os outros que ela sempre sabia de tudo, e que por isso mesmo, era bom que tivessem boas relações com ela.
- Podemos ir, por favor? Houjo-kun deve estar me esperando, disse que voltaria mais cedo para organizar as coisas dele na república. – disse Kagome, como forma de defesa. – "Eu já tenho um namorado, o que a Abi está pensando???"
- Vamos lá!!!! Algo me diz que essa calourada será inesquecível!!!! – dizia Midoriko.
"E como..." – pensava uma ardilosa Abi.
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Ela estava ali parada, emocionada com o fato de estar ali, na Universidade de Tokyo, ela havia conseguido!!!! Depois de tanto esforço e privações, ela estava ali. Sentiu uma lágrima rolando pela bochecha direita, e deu um sorriso bem aberto, sincero.
- Bonito, não é mesmo? – foi abordada por uma moça que não aparentava ser mais velha que ela, principalmente pelo fato dela usar o cabelo ruivo e brilhante em duas maria-chiquinhas. – Muito prazer, sou Yamaguchi Ayame, e você?
- Hayashi Rin. – ela retribuiu o cumprimento reverenciando a moça educadamente. – Você também é nova por aqui?
- Sim, estou inscrita no curso de Dança, estou empolgada para que as aulas comecem logo. – sorriu a garota.
- Eu também estou inscrita no curso de Dança! Sala 125? Período da tarde? – Rin tinha esperanças de enturmar-se logo, apesar de ser um pouco tímida.
- Sim, puxa, seremos colegas de turma! Espero que possamos ser amigas, você parece ser de fora daqui, não é?
- É tão óbvio assim? - riu a garota.
- Bem, você em jeito de quem não conhece a cidade. Sei disso porque estou na mesma condição que você, não sou daqui.
As duas continuaram conversando e resolveram andar, verificar se conseguiram vagas em um dos dormitórios femininos do campus; de fato, ambas conseguiram, no mesmo bloco, mas em quartos diferentes.
- Poxa, por pouco, hein, Rin? Quando será que poderemos visitar os nossos quartos? Estou cansada de ficar carregando essas malas!
Rin reparou na bagagem de Ayame, e sugeriu que seguisse seus passos e deixasse suas coisas no guarda-volumes do prédio de entrada, a secretaria estaria encaminhando alguém para as visitas dentro de meia hora. As garotas se foram, conversando sem parar. Começava aí uma grande amizade?
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- Mas que merda de trânsito!!!! – resmungava Inu-Yasha, revoltado. – Isso é sua culpa, Miroku!!!!
- Eu? Poxa Inu-Yasha, se eu soubesse que você ficaria me enchendo assim, não viesse me ajudar! Inventasse uma desculpa quando te liguei!
- Para depois você ficar falando que sou um amigo desnaturado e coisas desse tipo? Não, obrigado!!!! Cansei de você me pintar como o amigo mal-encarado para as garotas da faculdade!
- Que culpa tenho se elas não resistem a mim? – Miroku deu um sorriso maroto e apoiou a cabeça nas duas mãos, tombando-a para trás no banco, e fazendo uma cara de sonhador.
Sesshoumaru resolveu interferir:
- Escutem, meu humor já está péssimo com esse trânsito, com o fato de nos atrasar para resgatar você, Miroku, daquela lanchonete; então as madames podem ficar quietas?
- Qual é, Sesshoumaru, você também? – resmungou Miroku.
- Feh! Se fosse por Sesshoumaru você ainda estaria na lanchonete apanhando da nova garçonete e de todos os outros funcionários, por assediar a moça desde o primeiro dia que ela apareceu por lá. Ou no pior dos casos, estaria preso. – ironizou Inu-Yasha.
- Hum, nesse caso, ou poderia contratar a Kikyou como minha advogada, não é, Inu-Yasha? - provocou Miroku.
- Depende de quão jovem você quer morrer, Miyamoto Miroku. – Inu-Yasha virou-se no banco da frente para encarar o amigo; sabia que ele estava brincando, mas não podia deixar que seu orgulho fosse ferido.
Sesshoumaru riu:
- E desde quando você se importa? Hoje, quando fui acordá-lo bem cedo, quem estava suspirando o nome de outra durante o sono? – Sesshoumaru frisou bem o "outra".
Miroku ficou pasmo. Inu-Yasha era imbecil de deixar tão na cara?
- Meu, nem brinca com isso? E se fosse a Kikyou te acordando? – o moreno endireitou-se no banco.
- Não me fale isso, estaria perdido. Ainda mais porque era o nome da prima dela.
Nisso, a conversa é interrompida pelo toque do celular de Sesshoumaru. O mais velho dos três se ajeita para colocar o aparelho no viva-voz, logo após sua saudação um timbre feminino atinge os ouvidos dos passageiros do carro:
- E aí Sesshy-kun, tá demorando demais, cadê você?
- Caramba, Midoriko, já disse para você parar de me chamar assim, pow. Não estamos mais no colegial, muito pelo contrário, estamos para nos formar na faculdade.
Inu-Yasha e Miroku tentavam segurar o riso a qualquer custo, de seus lugares. Isso não passou despercebido, mas Sesshoumaru teria sua chance de vingança.
- Ei, não precisa se estressar, estão quase todos aqui, o Haku-kun que pediu para telefonar. Só faltam você e Bankotsu, a Kanna já está usando os dons de relações-públicas dela com os calouros, você precisava ver os meninos babando por ela.
Ao ver a feição de Miroku mudando para um misto de "abestalhado" com "ecchi", ao se lembrar da figura de Uchida Kanna, Sesshoumaru afirmou:
- Não preciso, tenho um exemplo vivo aqui no banco de trás do meu carro.
- Ah é? Se for Inu-Yasha, diga que Kikyou pediu que eu ficasse de olho nele!!!
- Recado entendido, Midoriko!!! – intrometeu-se Inu-Yasha – A propósito, ela está por aí?
- Não, ela foi para a empresa de vocês trabalhar, ela não falou?
- Feh, ela havia comentado, mas pensei que mudaria de idéia, visto que o velho nos liberou para o dia de hoje. Que pena! Alguém conhecido, da minha turma, por aí?
- Kagome e os irmãos Takeda, que acabaram de chegar. Ela e Sango estão fazendo um escândalo aqui, matando as saudades com abraços.
- Diga à Sangozinha que mando um abraço também! – intrometeu-se Miroku.
- Certo! Te esperamos Sesshoumaru! Ja ne!
- Ja ne!
Sesshoumaru continuou de olho no trânsito, Inu-Yasha suspirou e trocou um olhar cúmplice com Miroku, que entendeu. A ausência de Kikyou só pioraria as coisas, pelo menos assim pensava o mais novo dos Taishou.
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- Ah, ah...assim, Bankotsu! Mais forte!
- Ah...eu ainda tenho uma calourada para ir, mulher...se você não estivesse tão provocante hoje...ah! – o rapaz gemia, movimentando-se sobre a moça estendida em sua mesa de trabalho.
- Mais, mais! – ela implorava pelo alívio que ela sabia que ele poderia lhe proporcionar tão bem.
O rapaz acelera o ritmo de seus movimentos, pressionando mais o corpo da moça sobre a mesa, fazendo com que ela entrelaçasse suas pernas na cintura dele, fortemente. Em poucos minutos, ela atingia seu êxtase, apertando o membro dele entre suas pernas, o que fez com que ele chegasse ao clímax logo em seguida.
Ambos arfavam, ele levantou-se, foi ao banheiro se recompor, enquanto ela tomava ar e aproveitava para se ajeitar. Sakai Bankotsu era isso, pura perdição. Ela era a gerente de marketing da empresa do pai dele, a fabricante e distribuidora do melhor sake produzido no Japão. Ele, o herdeiro de tudo; infelizmente, o que era casual ficou sério para ela, e ela resolveu abrir o jogo com ele de uma vez por todas.
Assim que ele voltou, passou a expor a situação – e seus sentimentos – a ele; ele não parecia surpreso, mas sim um pouco decepcionado:
- Lamento, Keiko, mas vou dizer o que você deve saber muito bem. Não estou apaixonado por você. Aliás, faz muito tempo desde a última vez que me apaixonei por alguém. Desde o início deixei clara qual a nossa relação. Disso você não pode reclamar, né?
Keiko prendeu a respiração, esperava por algo assim, mas ver acontecendo era pior; sentia-se usada, mas fora por seu próprio consentimento, pela sedução daquele homem. Baixou os olhos para não encará-lo, sentiu as lágrimas chegando, levantou-se e saiu da presença dele, quieta.
Nisso, o toque do celular do rapaz quebrou o silêncio. Suspirou ao ver quem era.
- Moshi moshi! O quê você quer, tampinha? Já vai me atazanar a vida? – ele riu, irônico.
- Oras, cale a boca, Bankotsu, onde você está? – Midoriko respondeu à altura. Não era segredo a picuinha entre eles, viviam se desafiando em acordo mútuo, e não ficavam um dia sem se irritarem um com o outro.
- Saindo da empresa. Logo estarei aí. Pode segurar as pontas sem mim, Higurashi? – ele riu.
- Posso muito mais que isso, seu grosso. Se quiser deixar seu traseiro por aí, nem se incomode em vir para cá me "atazanar", como você sempre coloca tão bem.
- Anda pensando muito nisso, não?
- Nas suas infantilidades? Nem pensar, tenho mais o que fazer.
- Não, Higurashi. Falava do meu traseiro. Pensando muito nisso, ahn? – provocou ele, rindo alto, ao perceber que ela desligara o telefone na cara dele.
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- Incrível como o dia está propício para essa calourada, Kagome-chan!!! – dizia Sango, com um sorriso imenso no rosto.
Kagome apenas sorriu, gostava de ver a disposição e bom-humor da amiga, que, em circunstâncias normais, sempre se manifestavam. No entanto, sabia que Sango andava meio preocupada.
- Sabe, Kagome-chan, estou preocupada com Kohaku. Desde que terminou com a Shiori, se afunda cada vez mais no trabalho. Certo que ele gostava muito dela, e ela pisou feio na bola, mas já era para a fossa ter passado, não?
- Sei lá, Sango-chan. Essas coisas são complicadas. Pelo menos ele anda saindo com os amigos, não? Houjo-kun sempre o chama para sair que eu sei!
- Ele e Kouga vêm sendo ótimos com Kohaku. Seu namorado é muito legal, Kagome. Ih, aí vêm eles!
O grupo de três rapazes se aproximava, eram inseparáveis em suas aventuras pelo campus – e fora dele – Wada Houjo, namorado de Kagome; Takeda Kohaku, irmão de Sango, e Nakayama Kouga. Vinham todos com cervejas na mão e rindo bastante.
- Mas não trouxeram uma cerveja para nós? – reclamou Sango.
- Hum, o cara que está distribuindo as bebidas, um tal de Kimura, ficou sabendo da sua fama de super acrobata e quer que você vá fazer uma performance particular para ele! – zoava Kouga.
- Kouga...mais respeito com a minha irmã – alertou Kohaku – ou senão vai sofrer o mesmo destino do rapaz das bebidas.
- Que você fez, Kohaku? – Sango ficou em alerta.
- Nada, mas podemos dizer que ele esfriou bem os ânimos dele...ninguém fala assim da minha aneue... nem o ex –namorado dela! – Kohaku encarava Kouga.
Os três ficaram conversando amenidades, enquanto Kagome e Houjo conversavam, abraçados. Ele comentava:
- O neto de um amigo de meu pai estará ingressando na universidade esse ano, espero encontrá-lo logo para apresentá-lo a vocês, e fazer com que ele se enturme. É sempre melhor quando alguém pode nos guiar, não é, Ka-chan? – ele dava um suave beijo na bochecha dela.
- Sim, claro. Pode contar comigo também, Houjo-kun. Ano passado passei por isso também, sorte que tinha a Midoriko e os amigos dela para ajudar a mim e à Kikyou. Certo que tudo é feito para minimizar a violência e quaisquer problemas, mas sempre alguém passa dos limites.
- Pois é. Como bons veteranos, devemos receber bem os calouros, ajudá-los, e não criar situações de constrangimento. Achei muito legal a campanha de conscientização que a turma da sua prima colocou.
- Sim, e caso haja algo errado, denúncias podem ser feitas a qualquer um dos responsáveis pela calourada! Ei, qual o nome do rapaz que você vai receber?
- Yoshida Shippou, parece que ele é novo no curso de Medicina.
- Muito bem. Espero que os novatos desse ano sejam legais. É tão bom estar como veterana, esse ano, dá até um certo orgulho! – riu a moça.
Nisso, passa um rapaz correndo com toalhas na mão, e uma garota loira com uma bolsa de água quente. Há uma turma aglomerada em frente ao estande de bebidas, e um rapaz está sendo atendido por ali. A loira afasta a todos e pede para que um dos homens a ajude. Logo o rapaz sai carregado, rumo ao hospital universitário, com uma bolsa de água quente enrolada em uma toalha, presa a suas partes baixas. A garota cutuca o ombro de Kohaku:
- Ei, ele disse que foi você quem fez aquilo com ele. Ele podia morrer com hipotermia ou choque térmico, você sabia, não? – ela dizia, séria.
- Hum, pensasse nisso antes de ofender minha irmã. E quem é você?
- Shimizu Kirara, caloura da Medicina. Vi aquele rapaz daquele jeito e tive que ajudar. Você realmente quis vê-lo sofrer. Não se faz isso nem com o pior dos inimigos.
- Como disse, ele desrespeitou minha irmã. Tinha que aprender a respeitar melhor as mulheres. Vocês não são objeto de ninguém, e ele não parecia entender isso. Resolvi ajudá-lo.
Ela se surpreendeu, arregalou os bonitos olhos castanhos, não esperava uma resposta daquelas. Ele agira mal, mas não fora de má-fé. "Ele sabia exatamente o que estava fazendo." – pensava. Mas logo foi interrompida:
- A propósito, eu sabia que logo alguém o ajudaria, afinal, ele estava no estande de bebidas. Não ia ficar muito tempo preso daquele jeito. E foi o que aconteceu, você foi bem rápida, ahn?
- Obrigada. – ela enrubesceu suavemente.
Nisso, Kouga e Sango faziam gestos por trás de Kirara, para que Kohaku se apresentasse a ela e continuasse com o papo. Ele não era muito dado a conhecer pessoas, mas poderia ser essa uma boa oportunidade. Resolveu arriscar.
- Espero não ter causado má impressão. Sou Takeda Kohaku, prazer.
Eles se cumprimentaram com reverências. A garota sorriu, Sango comemorou e Kouga levantou o polegar em aprovação. Kohaku deu um riso envergonhado. Kirara voltou a puxar conversa.
- Foi uma impressão curiosa. Afinal, quem teria escrúpulos de amarrar um sujeito em uma cadeira, com um saco de gelo razoavelmente grande a cobrir suas partes íntimas? Isso foi muito surreal.
Kohaku deu um meio sorriso e deu uma piscadinha que, além de se dirigir à Kirara, era também destinada a sua irmã gêmea, Sango, a qual o fitava, surpresa. Ninguém mexia com os irmãos Takeda e saía impune.
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Hakudoushi recolhia o estande do clube de kendô da universidade, do qual ele participava com louvor, e foi ajudar seus colegas com o som para a festa no campus. Ele deixaria a universidade ao final daquele ano, então resolvera aproveitar ao máximo enquanto podia, a despeito da sua natureza racional. Comprometera-se a pedir uma folga no emprego para ajudar com a calourada, e com a ajuda de Abi, fora mais fácil ainda conseguir o dia livre.
Agora estava ali, com seus amigos e mais um bando de gente que não conhecia direito, fora os inúmeros colegas e conhecidos, para confraternizar. Bankotsu havia chegado e estava cuidando do fornecimento de bebidas. Midoriko punha ordem na bagunça, advertindo a todos para não exagerarem; Kanna, Kagura e Abi cuidavam da música, e de reunir as pessoas, além de ajudá-las a se localizar pelo campus. Era engraçado ver Kagura se esforçando para ser simpática. Ele nem tentava. Acreditava que era melhor ficar na sua que causar a impressão errada.
Ajudou com as caixas de som e a aparelhagem eletrônica; logo Sesshoumaru, recém-chegado, veio acudí-lo:
- Por que a demora, Sesshoumaru?
- Ah, depois lhe conto...aquele Miyamoto, se não fosse tão bom no emprego, eu o teria matado. Alguma novidade? Perdi algo importante?
- Hum, só o Kimura do terceiro ano de Engenharia que foi para o hospital. O encontraram amarrado com um saco de gelo... a esfriar outro tipo de saco, entende? – riu Hakudoushi.
Sesshoumaru ficou atônito, e em seguida riu. Logo se recompôs:
- Mas ele estava bem? Isso pode causar problemas com o reitor, o responsável deve ser punido, ao menos advertido por nós.
- O Takeda Kohaku assumiu a culpa, parece que o Kimura pegou pesado em brincar sobre o segundo emprego da Sango, lá no seu estabelecimento. – Hakudoushi alfinetou.
- Hunf, nesse caso, vamos dar um aviso ao Kohaku, mas ele fez bem. A Sango é a melhor lá dentro. E não merece ser ofendida. Meu negócio é um lugar de respeito!
- Tudo bem, o Kimura saiu vivo e sem seqüelas, a Kanna e eu já falamos com ele e o Kohaku. Tudo em ordem.
- Muito bem, então. Alguma gatinha por aí? – sorriso malicioso do mais velho dos Taishou.
- Muitas, mas a Kagura estava te procurando. Acho que ela está a fim de você. Vai encarar?
- Ainda não sei. Veremos. Ainda tenho coisas a preservar.
Ishida Hakudoushi encarou o amigo, eles se olharam de modo cúmplice. Aquela festa no campus prometia, assim como aquele começo de ano.
