Disclaimer: Atenção!!!! Inu-Yasha e seus personagens pertencem à Rumiko Takahashi!!!!
Olá, eu sumi, mas voltei! Esse capítulo é para iniciar bem o ano de 2009! São meus votos para quem lê e gosta dessa fic, e participa com suas reviews!!!! Obrigada a todo mundo! Bjs!!!
Música de inspiração do capítulo:
- Carry You Home, do James Blunt.
CAPÍTULO 5 – MAL-ESTAR
- Dr. Nakagawa, Dr. Nakagawa, favor dirigir-se ao setor de Pediatria imediatamente...
Ela estava sentada ali há quanto tempo? Não conseguia discernir. Seus ferimentos haviam sido limpos e seus joelhos estavam perfeitamente protegidos com gaze. Apesar disso, ainda sentia-se suja, contaminada. O som do alto-falante do hospital universitário parecia pertencer à uma outra dimensão. Será, pensou ela, que ela poderia ir embora?
- Dra. Horie, Dra. Horie, comparecer ao setor de Emergência para...
Ela queria tanto ir embora.
E não podia.
Começou a lembrar-se de como chegara ao hospital; ela vencera a vergonha e o medo e levara o rapaz inconsciente até a entrada, onde foi auxiliada pelos seguranças. Logo, um enfermeiro se apresentou, dando a ela uma ficha de atendimento.
- Mas espere, senhorita, está machucada também!!!
E entregara a ela outra ficha.
Não sabia responder às questões da ficha dele. Tipo sangüíneo? Substâncias às quais era alérgico? Aquilo não deveria ser um pronto-socorro? Sentia sua cabeça girar.
- Hayashi-san? Encaminhamos seu colega para o setor de radiologia. Queremos ver se algum dano mais sério foi causado ao braço dele. Aparentemente, está tudo bem. Preciso agora que a senhorita me diga quem ele é.
- Eu não o conheço...é irmão de um rapaz que praticamente acabei de conhecer...
O enfermeiro olhou para ela, desconfiada. Estaria ele pensando coisas absurdas a respeito dela?
- Ele foi esfaqueado. Nesses casos, temos que comunicar à polícia do campus o ocorrido...a senhorita poderia colaborar?
- Claro. – ela podia estar meio desorientada, mas não deixaria que duvidassem das boas intenções dela. E poderia denunciar os ladrões, também.
- Muito bem. Vamos cuidar dos seus ferimentos, agora?
- Eu gostaria de dar um telefonema antes, onegai.
- Certo. Siga-me, por favor.
E agora ela estava ali, esperando pela polícia...e pela ajuda. Mas em que se metera, logo no seu primeiro dia na universidade? Será que o ocorrido a prejudicaria? Ela poderia ser expulsa do alojamento do campus...não, não queria nem pensar nessa possibilidade.
- Por favor, senhor. Eu gostaria de falar com ela...
- Desculpe, senhorita, mas estamos esperando a polícia do campus chegar. Não seria adequado...
- O quê está acontecendo aqui, Kagome? Por que esse imbecil não quer deixá-la entrar?
- Calma, Inu-Yasha...ele vai nos ajudar, o senhor...senhor...?
- Saito. – disse o enfermeiro, mal-encarado.
- Saito-san, poderia nos ajudar? Aquela moça ali é nossa amiga... – Kagome apontou para Rin, sentada em uma maca - ...ela me telefonou há alguns minutos atrás, falando para encontrá-la aqui.
- Ninguém deveria falar com ela, ela chegou machucada e carregando um rapaz que foi esfaqueado...
- Como é? – cortou Inu-Yasha – Como é esse rapaz? E por que ninguém me comunicou esse fato?
Ao sentir o olhar de Inu-Yasha sobre si, o enfermeiro pareceu ponderar, hesitar. Percebendo que poderia sair mal daquela história, resolveu abrir o jogo:
- Ela chegou carregando um rapaz, segundo os seguranças, que a ajudaram. Ele chegou inconsciente, com vários ferimentos, e muito embriagado. Ela parece não conhecê-lo direito, mas temos que recolher o depoimento dela, pois seu companheiro teve o braço esfaqueado.
- Escute... – Inu-Yasha procurou se acalmar – esse rapaz, como ele é? O senhor pegou a identificação dele?
- Bem, eu...eu não devo comentar com os senhores!
- Imbecil... – Inu-Yasha pegou o enfermeiro pelo colarinho – eu exijo ver esse rapaz, ele é meu irmão! A garota nos telefonou avisando que o achara...ele havia sumido...
- Calma, Inu-Yasha! – interviu Kagome – Logo saberemos se é o Sesshoumaru... Saito-san, havia algum documento?
- Ela apresentou a identidade dele ao preencher a ficha...achei muito estranho ela portar a carteira dele...
- Podemos falar com ela, por favor? – pediu Kagome, enquanto segurava o braço de Inu-Yasha, evitando que ele partisse para cima do enfermeiro Saito.
O enfermeiro relutou.
- Feh!!! Esse inútil não pode nos ajudar em nada Kagome...terei que chamar o velho Inu-Taishou aqui...para resolver esse impasse...
- Taishou? O empresário? – o enfermeiro se assustou.
- Ele mesmo – disse Inu-Yasha, tirando o celular do bolso – é capaz até dele processar essa espelunca, ou a universidade inteira...por causa da sua inutilidade...
- Certo! Por favor, sigam-me...mas sem exaltações...
Inu-Yasha deu um sorriso maroto para Kagome, que rolou os olhos em indignação. Por que ele tinha que resolver as coisas desse jeito?
"Tão diferente de Houjo-kun...ele teria mantido a calma até agora, e teria convencido o enfermeiro sem precisar esbravejar tanto...Kagome, isso é hora de pensar nessas coisas? Fala sério!"
- Rin-san...tudo bem? – Kagome tocou gentilmente o ombro direito da garota, que assustou-se com o súbito contato.
- Ahn...Kagome-san...que bom que está aqui! - Rin deu um suspiro de alívio – Foi...horrível!
- Pode contar o que houve, Rin-san? – pediu Kagome.
- Ele foi atacado pos dois ladrões...eu estava passando e me escondi...vi tudo...ele reagiu ao roubo e bateram nele...bastante...ah... – Rin começava a chorar.
- Esse idiota do Sesshoumaru...- disse Inu-Yasha, pegando a carteira do irmão, a qual estava ao lado de Rin, na maca – Rin-san, disseram que ele foi esfaqueado...
- Hai, Inu-Yasha-san...a faca era de um dos ladrões, ameaçaram o Sesshoumaru-sama, mas foi ele quem esfaqueou um deles primeiro...cortaram o braço do seu irmão quando ele já estava no chão, todo zonzo da surra...
- Mesmo? Isso é uma pista para encontrar esses ladrões! Onde o Sesshoumaru acertou o cara? – perguntou Inu-Yasha.
- Na panturrilha...o homem saiu sangrando, amparado pelo outro ladrão...um deles levava uma mochila.
- E como você se machucou, Rin-san? – Kagome perguntou, olhando para os curativos de Rin.
- Ah...nada demais...foi tentando socorrer o Sesshoumaru-sama...só isso. – o rosto da Hayashi estava mais vermelho que um pimentão, e ela estava sem-graça.
- Bem, Inu-Yasha, Saito-san – disse a Higurashi – acho que as coisas estão esclarecidas. Vocês poderiam verificar o estado do Sesshoumaru...e seus pais terão que ser avisados, Inu-Yasha...
- Certo! Eu vou telefonar...Saito-san, poderia me levar até o meu irmão, por favor?
- Er... – o enfermeiro hesitou de novo.
- O que foi? – disse Inu-Yasha, controlando-se para não perder a paciência.
- T-Teria como o senhor provar que é irmão dele antes?
- Feh!!!! Eu não acredito!!!!
Com a saída do enfermeiro Saito e de Inu-Yasha, Kagome aproxinou-se de Rin, ajeitando-lhe o cabelo:
- Rin-san...tem mais alguma coisa, não tem?
Rin recomeçou a chorar, cobrindo o rosto de vergonha. Como iria contar o que acontecera à Kagome-san? Ela provavelmente não acreditaria, pois conhecia o irmão de Inu-Yasha há mais tempo. E ela, Rin, poderia ficar em uma situação muito, mas muito embaraçosa...
- Pode se abrir comigo. Eu não contarei para o Inu-Yasha. Pode confiar em mim. – a Higurashi sorriu.
- Bem, eu...eu fui ajudar o Sesshoumaru-sama...não sabia quem ele era...deixaram-no em um estado deplorável lá no chão...- Rin abaixou a cabeça.
- Deve ter sido difícil para você assistir a tudo isso. Mas se não fosse por você, Rin-san, Sesshoumaru poderia estar em condição muito pior.
- Ele...estava bêbado! Totalmente fora de si! Eu fui acudí-lo e ele me puxou para cima dele...começou a...fazer coisas comigo... – nisso Rin já chorava descontroladamente, e tinha a expressão desolada, de vergonha.
Kagome arregalou os olhos. Sesshoumaru, aquele poço de frieza e auto-controle, abusando de uma moça? Algo deveria estar muito errado.
- Rin-san...ele fez alguma coisa com você? – a voz da Higurashi denunciava preocupação.
- Não...eu usei o sonífero antes disso...esqueci o spray de pimenta no alojamento...mas fiquei com muito medo...ele falava sério! E o que estava fazendo...me sinto tão suja!
- Calma...Taishou Sesshoumaru, em condições normais de temperatura e pressão – riu – é mais frio e gelado que o Ártico...só perde para o melhor amigo dele, o Hakudoushi-san...hehehehe. Sério. Ele devia ter bebido muito para agir desse modo. É totalmente contra os princípios dele. Sei disso porque uma de minhas primas é a melhor amiga dele.
- Mesmo? Ele parecia fora de si...estava bravo...e me chamava de Sara...começou a falar que não queria minha ajuda porque eu sou mulher, e por isso iria traí-lo...
- Ah, Rin-san, agora tudo faz sentido...olhe, Inu-Yasha está vindo...depois lhe conto tudo, prometo! Mas não fique preocupada...Sesshoumaru fez isso por estar bêbado, e acredite, profundamente magoado com uma determinada pessoa.
Rin ficou olhando para a cara da Higurashi; tudo parecia claro para a moça à sua frente, mas para ela mesma, haviam muitas lacunas. Ela só queria ir embora. Trancar-se em seu quarto e chorar, depois de tomar um bom banho.
Junto com Inu-Yasha, vinha o enfermeiro Saito e os policiais do campus. Rin deu seu depoimento aos guardas, assinando formalmente uma queixa por agressão e tentativa de assalto, já que Sesshoumaru encontrava-se inconsciente, ainda, e ela presenciara tudo. Inu-Yasha assinou uma ficha que o colocava como responsável pelo irmão, enquanto o resto da família Taishou não chegava ao hospital.
- Kagome...meus pais chegam daqui a pouco, espero...otou-san disse que talvez demoraria, para acalmar a okaa-san...mas, o que deu no Sesshoumaru, afinal? Pensei que ficar bêbado e arrumar confusão era tarefa minha, não é coisa dele!
- Inu-Yasha! Eu sei o que foi, mas penso que não é o melhor momento para falar nisso. Como ele está?
- Bem. Injetaram soro alimentar, antibiótico e não sei mais o quê na veia dele. O baka está fora de perigo. Espero que isso não tenha a ver com a Sara.
Kagome encarou Inu-Yasha.
Inu-Yasha abriu a boca, perplexo.
- Feh!!!!
- Tadaima!!!!
- Bem-vinda, Kikyou! – disse a sra. Higurashi, retirando a mesa.
- Olá, tia...vocês já jantaram? – disse a moça, enquanto calçava suas pantufas para andar dentro de casa.
- Olá, Kikyou, chegou tarde hoje! O pessoal lá nas empresas Taishou não anda te explorando, não? – comentou Midoriko, descendo as escadas.
- Ahn – a moça ficou vermelha – não é bem assim, onee-san...eu tinha que analisar umas coisas...tem muita papelada para cuidar, sabe?
- Sei...afinal, eu faço Ciências Politicas e tenho noção de certas coisas em Direito...mas tente voltar prar casa mais cedo, você ainda é uma estagiária! Olha que eu reclamo com o Inu-Yasha, hein?
Kikyou apenas suspirou, enquanto foi buscar seu jantar. A irmã mais velha realmente não tinha a mínima noção das coisas...ela, Higurashi Kikyou, estava de fato sendo explorada, mas não pelos Taishou, e sim por...Ootsuka Naraku. Maldito.
"Nem mesmo eu lembro como isso tudo começou...pensei que ele queria ajudar ao Inu-Yasha, e comecei a ajudá-lo...até descobrir as verdadeiras intenções dele. Mas aí, já estava tarde demais...se pelo menos eu conseguisse denunciar as chantagens que ele me faz..."
- Kikyou, ei, acorda! – dizia Midoriko, chamando a atenção da irmã mais nova, enquanto esta beliscava o jantar.
- Hum, pois não, onee-san...
- Você escutou o que eu dizia? A calourada estava divertida, e Inu-Yasha estava lá...se comportou direitinho, ficou o tempo todo com a turminha dele...a Kagome-chan e o Houjo-kun estavam com ele, acho que nenhuma caloura deve ter se aproveitado, viu? – Midoriko deu um sorriso debochado, brincando.
- Heh, espero mesmo. Tinha muita gente lá então? Que desperdício de tempo... – ela resolveu desencanar de pensar em sua situação complicada.
Midoriko apenas sorriu. Cansara de chamar a atenção da irmã para pequenas coisas.
"Kikyou deveria se divertir mais...é tão nova, ainda! Desse jeito, vai lamentar tudo na velhice...ou, a curto prazo, não terá mais amigos e mesmo Inu-Yasha pode acabar se afastando dela, com aquele espírito meio selvagem dele. Ela que não tome cuidado!"
Mas então, uma pequena voz vinha sussurrar na mente da Higurashi mais velha:
"E quem é você para chamar a atenção dela, senhorita certinha? Quem largou todo mundo na festa para vir trabalhar e estudar? Quem é o exemplo de toda a sua turma? Huh?"
Lá vinha aquela voz atormentá-la de novo. E o pior é que ela lembrava alguém...
- ...Bankotsu...
- O que foi, onee-san? – Kikyou se aproximou – Você que parece desligada agora!
Diante do riso discreto da irmã, Midoriko voltou à Terra:
- Bem, deixa para lá! Kiki-chan, que horas são?
- Afff, não me chame assim!!! E são onze horas...por quê?
- A Kagome-chan não apareceu ainda, estou preocupada. Acho que vou ligar para o celular dela...
- Nossa, é mesmo. Espera, era para a calourada ter acabado já, não, onee-san?
Midoriko apenas assentiu com a cabeça, enquanto discava o número da prima. Depois de algum tempo, não obteve resposta.
- Caixa postal! Será que acabou a bateria dela?
- Onee-san, quer tentar com o meu celular? O seu vive dando chilique...vai ver é isso...
- Não, Kikyou!!! E agora? Se aconteceu algo com a Kagome-chan, como vamos explicar à titia?
Kikyou ponderou. A prima não era de fazer essas coisas, a não ser que estivesse acompanhada. Será que...
- Tente ligar para o Houjo-kun – disse à Midoriko – ela deve estar com ele agora.
Midoriko acatou a sugestão da irmã, mas mesmo assim, algo não se encaixava...Houjo nunca deixara Kagome perder o horário, ele era tão certinho...
- Moshi moshi! Houjo-kun, aqui é Higurashi Midoriko! Sim, sim, a prima da Kagome-chan! Ela está com você?
Kikyou levantou-se para retirar seu prato, calmamente:
"Francamente, é claro que a Kagome está com o namorado dela...nada mais normal do que isso..."
- Kikyou, estou saindo! – disse Midoriko, pegando as chaves do carro de Abi.
- O quê? Como assim? Onde você vai? – perguntou a moça, dirigindo-se à cozinha.
- Vou buscar a Kagome – e virando-se para a irmã – ela está lá no campus, no hospital universitário...
- Hahahahahaha...a Kagome-chan se metendo em confusão??? Quem diria...acho que o Houjo-kun está se tornando má companhia para ela! – cortou Kikyou, enquanto lavava sua louça.
- Bem, se ela estivesse com Houjo-kun...na verdade, no momento, ela está com...Inu-Yasha.
Ouviu-se um grito vindo da cozinha:
- Como é que é????
Ela resolveu levantar-se. Ouvia ao longe as vozes de Kagome e Inu-Yasha, ora quando conversavam entre si, ora com o enfermeiro Saito. Ela estava cansada de estar ali, queria ir embora, mas sabia que não teria condições de fazer isso sozinha. Por que esquecera de pegar o telefone de Ayame? Teria que comprar um celular o mais rápido possível...
Com passos vagos e compassados, Rin vagou pelo corredor, buscando pelo menos por um pouco d'água, mas foi impossível. Oh, que situação! De repente, avistou uma pessoa conhecida.
Ele estava deitado, com soro na veia. Seu rosto havia sido limpo e ele tinha uma expressão serena. Os longos cabelos negros se esparramavam pelo travesseiro, e ele estava com o braço enfaixado.
"Parece tão calmo...tão bem...nem parece a pessoa que vi há algum tempos atrás...Sesshoumaru-sama."
Reparou nas mãos que estavam ao longo do corpo masculino; eram mãos quase delicadas, mas haviam calos – muito trabalho? E apesar da aparência suave, sabia que aquelas mãos eram fortes, muito fortes.
"E pensar que fez tudo aquilo comigo...eu gostaria, mas não irei perdoá-lo pelo que fez... Sesshoumaru-sama pode ser uma boa pessoa, mas...despertou em mim algo do qual...não gosto..."
Rin podia sentir as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, discretas, mas quentes.
- Não poderei perdoá-lo... – sussurou.
"Não poderei esquecer o que me fez, Sesshoumaru-sama...mas provavelmente, não nos veremos mais..."
- Essa é a minha esperança...não poderia encará-lo de novo...
Com isso, tocou uma mecha do cabelo de Sesshoumaru, e sentiu a textura. Macio, sedoso. Deveria ser bom afundar os dedos naquela cabeleira.
"Mas não deveria tocá-lo. Não farei com ele o mesmo que ele fez comigo. Não vou tocá-lo sem permissão..."
Assim, Rin resolveu voltar para onde estava. Ele fora medicado e estava bem. Conseguira cumprir o que fora fazer ao socorrê-lo.
- Adeus, Sesshoumaru-sama. – Rin sorriu, da porta.
Voltou para o local onde estava anteriormente. Uma sensação de solidão a invadiu, ela sentia-se tão mal...
- Rin-chan, você está bem???
Ela acordou com a voz melodiosa:
- Ayame-chan!!!! – Rin arregalou os olhos, surpresa.
- Você estava viajando? Te deram tantos remédios assim? – riu a ruiva.
- Ahn...eu me sinto meio perdida ainda.
- Eu vim te buscar...claro, se você puder sair daqui. Shippou-kun está vindo com Houjo-kun, eles tiveram um problema com o carro de Houjo-kun. Eu peguei uma carona com umas garotas, hehehehehe. Fiquei preocupada com você.
Rin sentiu-se encabulada.
- Vou falar com seu enfermeiro de novo. Se ele lhe der alta, tiro você daqui logo. Você parece louca para sair daqui. - assim, com um sorriso, Ayame saiu.
Rin apenas sorriu. Seu desejo fora atendido. Se desse tudo certo, ela sairia dali logo.
- Bem, Hayashi-san, a senhorita pode ir embora se quiser...está tudo certo, apenas continue fazendo os curativos nos joelhos, sim? Aqui está uma receita do meu médico supervisor para a senhorita. Tome cuidado, hein??? – disse o enfermeiro Saito, com uma cara mais amena.
- Domo arigatou, Saito-san. Boa noite, e desculpe pelo incômodo. – ela fez uma pequena reverência.
- Imagine, apenas cumpri o meu dever. – o enfermeiro ajudou-a a se encaminhar para o saguão.
- Ayame-chan – disse Rin – onde estão Kagome-san e Inu-Yasha-san?
- Ah, eles iam dar uma checada no irmão do Inu-Yasha-san. Eu vi a foto na carteira dele, ele é bonitão, hein, Rin-chan? – Ayame deu uma risadinha.
- Ahn...deixe-os então...é rude não me despedir, mas não quero incomodar. Vamos, Ayame, onegai???
Ayame observou bem a feição desesperada de Rin; ela realmente queria sair dali, parecia não estar bem naquele ambiente. Resolveu concordar:
- Vamos sim, Rin-chan! Eu vou ser legal e ainda pagarei um táxi para nos levar, tá???
- Ayame...
- Vamos lá!!! – e saiu puxando a amiga pelo corredor. Nisso, as duas passaram por um casal esbaforido, e preocupado.
- Inu-Yasha! Onde está seu irmão? Como está o Sesshoumaru??? – perguntou Inu-Taishou, ao encontrar o filho mais novo no quarto onde Sesshoumaru convalescia.
- Otou-san...calma! Ele está bem, só exagerou um pouco. Calma!
- Mas você nos disse que ele foi atacado! Assaltado!!! Como ficar calmos nessa hora??? – disse Izayoi, a mãe, quase em prantos.
- Okaa-san, ele sofreu uma tentativa de assalto. Felizmente, nada mais grave ocorreu, só o braço dele foi machucado. Ele está recebendo soro alimentar e antibiótico. Eu cuidei dele direitinho, viu? – uma gota descia pela testa de Inu-Yasha.
- Sei! Kagome-chan – Izayoi foi falar com a moça – diga-me, quem trouxe o Sesshoumaru para cá???
- Izayoi-san, foi uma moça que conhcemos hoje, ela é caloura na universidade. O nome dela é Hayashi Rin.
- Temos que agradecê-la! – disse Inu-Taishou. - Devemos muito à Hayashi-san!
- Eu posso levá-los à ela – dizia Kagome, enquanto seguia até onde Rin deveria estar, seguida pelos outros três – nossa, ela sumiu!
- Higurashi-san, posso ajudar? – perguntou o enfermeiro Saito.
- Saito-san, onde está a Rin-san??? – perguntou a moça.
- Ela foi embora agora há pouco, com uma senhorita ruiva. Algum problema???
- Ah não! Desculpe, Inu-Taishou-san, Izayoi-san... – desculpou-se Kagome.
- Não tem problema, querida – disse Izayoi – mas gostaríamos muito de conhecer essa moça. Está bem?
- Muito mesmo – enfatizou o patriarca da família Taishou, firmemente.
Kagome e Inu-Yasha se entreolharam.
