Capítulo 1 -Someone Like You. ( Parte I )
Os últimos raios de sol do entardecer se derramavam sobre os vinhedos californianos quando Bella deixou de trabalhar por esse dia. Cansada, sacudiu o pó das calças enquanto contemplava o trabalho realizado.
Era uma mulher esbelta, de vinte e dois anos, com o cabelo comprido e Castanho avermelhado. Sua delicada e feminina aparência contrastava absolutamente com sua roupa de trabalho, blusa quadriculada, calça Jeans velha, bota de cano alto, os cabelos presos em um coque mal feito com sua franja solta e a pesada caixa de ferramentas que tinha utilizado.
http: / www. polyvore. com/ bella_trabalhando_nos_vinhedos / set?id=23211281 [N/A: vejam o look da Bella, não mata.]
Não era muito boa nessas coisas, mas apesar disso tinha conseguido instalar a cerca. O único problema era que tinha demorado muito.
O mesmo tinha acontecido com o resto das tarefas que tinha se proposto a fazer durante aquele dia. Tinha começado a trabalhar às seis horas da manhã e não tinha parado. Ainda tinham ficado vários trabalhos pendentes em sua lista de afazeres para aquela jornada. Suspirou. A luz estava desaparecendo tão rápido que não teria mais remédio a não ser deixar tudo para o dia seguinte. Além disso, estava muito cansada para continuar. Já estava sonhando com um relaxante e prolongado banho quente.
Animada por tal perspectiva, apressou-se a guardar as ferramentas. Já estava a ponto de terminar quando escutou o som de cascos de cavalos no pedregoso e poeirento caminho da propriedade. Quando se voltou, o coração encolheu no peito ao ver seu vizinho, Edward Cullen, cavalgando em direção a ela.
Tinha estado esperando-o até esse instante. Sabia o que iria lhe dizer. Um nó de apreensão lhe apertou o estômago.
- Boa tarde, Bella. - Disse Edward puxando as rédeas do magnífico cavalo negro, quando já estava muito perto dela.
- Boa tarde. - teve que fazer um esforço supremo para aparentar indiferença.
- Como vão as coisas? - Perguntou ele.
- Não muito mal... Tendo em conta as circunstâncias. - murmurou ela.
Edward esperou até que ela tivesse terminado de fechar a caixa. Sua montaria pisoteava o chão, impaciente por aquele atraso.
- Se me tivesse pedido, teria enviado alguém para que te ajudasse com a cerca. - Disse ele.
Os brilhantes olhos castanhos de Bella refletiram um profundo desprezo.
- Ei, Bella, és uma mulher muito teimosa. - acrescentou Edward, com uma nota de impaciência na voz.
Ela o ignorou e se agachou para levantar a caixa de ferramentas, de maneira que o longo e castanho cabelo se derramasse sobre seu rosto, como uma cortina de seda. A caixa pesava muito, mas fez um decidido esforço para que Edward não o notasse. Seu esbelto corpo se resistiu do peso, e se viu obrigada a utilizar ambas as mãos.
Ouviu o rangido da sela quando Edward desmontou. Levantou o olhar para vê-lo se dirigir a ela, com sua silhueta recortada contra o sol vermelho do entardecer. Era alto, devia medir mais de um e oitenta, cabelo espesso e acobreado, mandíbula quadrada, com olhos de um verde intenso. Tinha trinta e dois anos, e com aquela roupa jeans que usava parecia realmente uma estrela de Western. [N/A; O chamado cinema western, também popularizado sob os termos "filmes de cowboys"]
Bella se sentia incomodada. Sempre tinha achado Edward extremamente atraente. Desde que o viu pela primeira vez quando só tinha treze anos, tinha se apaixonado por ele. Em segredo, tinha sonhado com o dia em que Edward a notaria e corresponderia a seus sentimentos.
Isso nunca tinha chegado a acontecer. Mas havia outra coisa, recordo Bella com energia. Edward Cullen não era o homem que ela havia imaginado.
Fazia somente uns meses que tinha descoberto como era na realidade, e todas suas ilusões a seu respeito, tinham desaparecido.
Edward se inclinou para ajudá-la com a caixa de ferramentas e fechou uma mão sobre a dela. O contato de sua pele a fez sobressaltar.
- Suponho que tenha vindo para me dá um ultimato: que te pague o dinheiro que te devo ou me jogará daqui. - para desgosto de Bella, sua voz não saiu tão firme. Não queria que soubesse que não tinha todas as forças consigo quando estava perto dele.
- Eu não sou seu inimigo, Bella. - repôs Edward com frieza - Eu só queria te ajudar.
- Só queria se apoderar desta terra. - corrigiu ela - Desculpa por ser tão brusca, Edward, mas já não me impressiona seu papel de vizinho solícito e preocupado. Sei quais são suas verdadeiras motivações. É um abutre, e ao fim, depois de ter estado planejando sobre mim durante meses, está a ponto de cair sobre sua presa. Levo semanas esperando.
- Sei que ainda esta muito afetada pela morte de seu pai - repôs Edward sacudindo a cabeça - Ainda não pode ver claramente muitas coisas, mas...
- O problema é que posso ver as coisas com muita clareza. - interrompeu ela. - Agora, se me desculpar, teve uma longa e exaustiva jornada de trabalho e quero voltar para minha casa para relaxar. - enquanto possa conservá-la, acrescentou para si mesma, preocupada.
Mas em vez de partir, como ela tinha esperado, Edward a acompanhou a caminho de casa.
- Se me culpar te ajuda em algo, vá em frente. - disse ele em um tom baixo - Mas cedo ou tarde terá que confrontar-se com a verdade. Já se passaram dois meses desde que seu pai faleceu. Não pode seguir vivendo sozinha aqui durante muito mais tempo. Os vinhedos estão vindo abaixo, Bella. Vai te custar muito dinheiro se quer salvá-los, e não o tem. Além disso, está endividada.
Bella não desejava que Edward lhe lembrasse os problemas que tinha. Seu orgulho se rebelava como uma fera, mas não disse nada porque sabia que no fundo tinha razão.
- Olhe Bella, não vim te ver com a intenção de te aborrecer. Vim para te oferecer ajuda prática. Se quiser, te darei uma mão... - Disse Edward calmamente.
Bella pôs-se a rir.
- Para que possa se informar melhor da quantidade de vinhedos que pode me roubar? Não, obrigado. - Respondeu ela friamente.
Edward deixou a caixa de ferramentas no chão da varanda que rodeava a casa.
- Apesar do que possa pensar, estou sinceramente preocupado contigo. - Disse ele com tom seco.
- Está preocupado porque tiveste que esperar mais tempo de que tinha previsto para se apoderar desta propriedade. Quão seu único desejo é ampliar seus vinhedos para tirar mais benefícios.
Edward a pegou pelo braço quando ela já estava a lhe dar as costas.
- Eu não fui o culpado dos problemas econômicos de seu pai. - Disse ele com raiva.
- Possivelmente não - murmurou ela tensa - Mas sim acelerou sua queda.
- Lhe emprestando dinheiro quando mais o necessitava? - Perguntou Edward com sarcástico.
- Lhe exigindo que te devolvesse em um prazo impossível de cumprir. Pode ser que não seja à causa dos problemas de meu pai, mas certamente você contribuiu. - olhou para ele com olhos brilhantes - Vem aqui para me dizer que não é um inimigo, mas para mim é... E sempre será. Podia ter oferecido a meu pai um prazo maior para que te pagasse a dívida, mas não o fez. Você contribuiu para sua morte, e por isso te odeio.
- Isso que diz não tem nenhum sentido, Bella - replicou Edward com voz baixa de fúria contida - Sim, de acordo, poderia ter oferecido um prazo maior, mas isso não teria tido nenhum sentido. Seu pai não era um homem... - vacilou e Bella terminou a frase por ele.
- Não era um homem tão desumano nos negócios como deveria ter sido? Ao menos era honesto. - Completou ela.
- E pensa que eu não sou? - Perguntou Edward a olhando seriamente.
- Sei o que você é. Durante os últimos meses vi como é na realidade. - Bella baixou o olhar para mão com que Edward ainda mantinha preso seu braço - E agora me solte.
- Bella, precisamos falar e solucionar isto. - repôs ele com voz áspera.
- Não há nada do que falar. - Disse ela com fúria.
- Está errada. - aproximou ela para si, e a temperatura de Bella subiu ainda mais - Durante anos fomos vizinhos e amigos. Não quero que nossa amizade termine tão bruscamente... Desta forma. Você estava fora, estudando na universidade, quando os problemas econômicos de seu pai se aprofundaram, e ele foi me ver para me pedir que lhe prorrogasse o prazo de devolução do empréstimo. Você não sabe o que ocorreu na realidade.
- Sei o que meu pai me disse. - espetou ela furiosa - Sei que quando voltei para casa e fui te ver para te pedir em nome de meu pai que prorrogasse o prazo do empréstimo, mais ou menos você riu na minha cara. Ou vai dizer que imaginei tudo isso?
- Já te expliquei as razões pelas quais não estendi o prazo limite. - repôs Edward com tom tranqüilo.
- Sim, fez... Como era que...? Ah, sim. Disse que fazia para seu próprio bem. - exclamou ela com tom sarcástico - Muita consideração da sua parte.
- Charlie tinha problemas muito sérios. Você não o compreende... - Explicou Edward.
- Não me trate como idiota, Edward... – replicou ela.
- Não era minha intenção. O que pretendia te dizer é que você estava fora, na universidade, e não pôde se dar conta do que estava acontecendo aqui... - Continuou Edward.
- E agora está tentando me dizer que foi tudo minha culpa, porque estive fora de casa durante uns poucos anos. - Bella sacudiu a cabeça. [N/A: Pensa na mulher dramática, quem disse isso Bellinha? AFF]
- Realmente, deve estar desesperado para ficar com esta propriedade. Qual é o problema, Edward? É que sua incursão no mundo da política está te custando mais dinheiro do que esperava? Está pensando em ampliar suas margens de lucro roubando minhas terras? - Provocou-o ela.
- Minha candidatura a prefeito nada tem nada haver com isto. Exceto pelo fato de que preferiria não ter que suportar o aborrecimento de te ver zangada comigo durante todo o tempo.
- As pessoas votariam em você se soubessem como tratou a meu pai? - espetou ela de repente. - Não me surpreenderia que estivesse preocupado com isso. A verdade é que não seria um grande benefício para a imagem que você gostaria de projetar de si mesmo, não? Essa frase de "só estou fazendo isto pelo bem da comunidade". Soa muito vazia ao lado da maneira em que tratou seu vizinho. - Completou ela com desdém.
- Não posso acreditar que esteja deturpando tanto os fatos. - Disse Edward com tom seco.
- É a verdade Edward, e você sabe. - Disse ela.
- A verdade tal como você a vê. Com seu olhar estreito e destorcido. - Disse ele furioso.
- Sei que a única razão pela qual emprestou dinheiro a meu pai foi porque tinha a esperança de que ao não lhe poder devolver o dinheiro te capacitasse para lhe arrebatar a propriedade. Estou certa de que uma vez que ponha esta terra a venda, te lançará sobre ela.
- Está pensando em vender? - Perguntou Edward.
- Cuidado, Edward, estou notando a sede de sangue que tens... [N/A: não Bella nessa fic não..kkkk] - Bella esboçou uma careta, como se sua fúria se estivesse apagando - E sim, é obvio que vou vender. Na semana que vem colocarei no mercado esta propriedade. Aconselharam-me que um leilão é o melhor que posso fazer. Depois partirei daqui para começar uma nova vida.
Edward franziu o cenho.
- Oh, não se preocupe. Saldarei minhas dívidas contigo antes de partir da Califórnia - Lhe assegurou ela.
- Aonde irás? - Perguntou Edward ainda com o cenho franzido.
- Depende do dinheiro que possa conseguir pela propriedade. Sei que quem quer que a compre, vai adquirir-la por um bom preço. Não se encontra precisamente em muito boas condições. - Respondeu ela.
- Isso também será minha culpa, suponho... - murmurou ele com tom seco.
- Isso é você diz não eu - Bella desviou o olhar para onde se encontrava o cavalo, pastando na zona de grama que separava o jardim dos vinhedos - E, certamente, seu semental [N/A: raça do cavalo] não está ajudando muito.
- Trata-se de uma conspiração, sem dúvida. - disse Edward enquanto se aproximava do animal para segurar-lo pela brida. - Estou disposto a te arruinar e ordenei a Daros [N/A: Nome do cavalo do Ed.] que se encarregue de destroçar o jardim - havia um brilho de humor nos olhos de Edward quando se voltou para olhá-la.
Por um segundo Bella sentiu desejos de lhe devolver o sorriso. A lembrança do quanto estava acostumada a se sentir bem em sua companhia, da facilidade com que sempre a tinha feito rir, estava muito intensa e poderosa.
- Estávamos acostumados a ser amigos, Bella. - comentou Edward enquanto ela continuava olhando-o.
- Ah, sim? - o coração dela deu um tombo no peito, e sacudiu a cabeça - Eu não me recordo.
De repente deu meia volta e se apressou a entrar em casa, batendo a porta. Não acendeu em seguida as luzes da casa, mas permaneceu com as costas apoiada na porta, em meio à escuridão, respirando rapidamente.
"Estávamos acostumados a sermos amigos"... As palavras de Edward ainda passava em sua cabeça, e as acompanhando, lembranças assaltaram sua mente em uma sucessão de imagens.
Quando era somente uma menina tinha admirado Edward, tinha-o respeitado... E amado. Pelo menos ele nunca tinha adivinhado aqueles sentimentos. Isso teria sido muito humilhante.
Recordava quando era uma adolescente, Edward sempre zombava dela sem piedade. Sempre a fazia rir... E derreter-se com um simples olhar de seus incríveis olhos verdes.
Tinha ansiado ser o suficientemente velha para sair com ele, e havia sentido um enorme ciúmes das espetaculares mulheres que tinham passado por sua vida.
A mãe de Edward tinha adivinhado a verdade, entretanto. Ao lembrar de Elisabeth, lhe fez um nó na garganta.
Bella não se lembrava de sua verdadeira mãe, mas Elisabeth tinha sido uma espécie de mãe adotiva para ela. Era uma mulher amável, sincera, encantadora... Bella havia se sentido capaz de falar com ela... Tinha desfrutado realmente de sua companhia.
Tinha sido a mãe de Edward quem lhe ensinou a montar a cavalo, tinha lhe contado muitas coisas sobre os cultivos, sobre as vinhas.
Tinha sido Elisabeth, mais que seu próprio pai, quem lhe tinha irradiado o amor por aquela terra.
Já transcorria um ano e meio desde que Elisabeth faleceu, e Bella seguia sentindo sua falta. Fechou os punhos ao lado do corpo. Só Deus sabia o que poderia fazer agora, na situação em que se encontrava...
Com atitude enérgica, pôs-se a andar pela escura sala. Não queria pensar no passado. Se sentia muito cansada e muito triste. Subiria ao andar de cima, tomaria um bom banho e se esqueceria de tudo.
De repente seus pensamentos se interromperam quando tropeçou em um objeto duro, muito sólido. Gritou instintivamente de dor e se ajoelhou no chão para esfregar o pé ferido, chorando de fúria e de frustração. [N/A: sempre desastrada não importa a fic, uma vez Bella sempre Bella... kkk]
- Ai, que droga , maldita seja. - murmurava entre dentes. Tinha esquecido de que nesse mesmo dia, pela manhã, tinha baixado uns caixotes do apartamento da cobertura e os tinha deixado no centro da sala.
- Bella, você está bem?
Era a voz de Edward, no outro lado da porta principal da casa.
- Sim. Vá embora - gritou ela, desejando que a sozinha.
CONTINUA...
Oi xuxus
ae esta a primeira parte do primeiro cap
espero que gostem
e não se esqueçam de deixarem seus reviews
dizendo o que acharam do cap ok?
a opinião de vcs é MUITO importante.
E seus reviews me motiva a continuar.
Bjinhos e Ótima semana pra vcs.
fui-mee
