De: Alis R. Clow (aka Reila no Amigo Oculto)
Para: Dany
Classificação: NC 17
Personagens: Draco x Remus, traços de Draco X Harry, Harry x Remus e mais um que eu não vou contar ;P
Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criadas e pertencidas a J.K. Rowling, várias editoras e Warner Bros. Não há nenhum lucro, nem violação de direitos autorais ou marca registrada.
Avisos: Agradecimentos a, Yuukale Narmo, que me ajudou quando bateu crise de falta de criatividade e de tempo. ;;
Aviso 2: Sem betagem
Capítulo Três – Unforgettable
Draco pode finalmente sair do quarto dois dias depois de conversar com Lupin. Estava mais magro, abatido e um pouco fraco ainda, mas vivo. Bem vivo. Lupin e Draco continuaram a manter uma relação estritamente formal: Draco porque dizia a si mesmo que "Harry e Lupin" era inconcebível, e Lupin porque Draco era, como o próprio garoto dissera, um perigo em potencial.
Draco estava sentado no parapeito da janela, olhando para o jardim, o Magisfern seguro em uma das mãos. Adquirira o hábito de ficar segurando o objeto quando sentia a solidão abater-se sobre ele. Agora fazia quase um mês que Harry tinha morrido. O luto e a alegria, por ter se libertado de seu maior inimigo e perdido seu maior herói no Mundo Mágico começava a se dissipar e as pessoas seguiam suas vidas da melhor maneira possível, livres, afinal. E Draco ainda se recusava a sair e encarar o mundo. Ainda tinha suas marcas. Não pedira desculpas a Harry e isso somado ao seu orgulho o consumiam. Queria sua vida de volta. Sua família, nome, reputação. Queria ver sua mãe e visitar o túmulo do pai. Queria rever os companheiros da Sonserina. Quanta coisa tinha perdido ao querer Harry? E no fim, o que ganhara? Afinal, do que valera tanto sacrifício?
Estava tão absorto em seus próprios pensamentos que não percebeu quando Lupin se aproximou dele.
-- Está tudo bem, Draco?
Ele se assustou.
-- Ótimo. – respondeu sem emoção.
Lupin suspirou.
-- Eu entendo que você não tenha muita simpatia por mim depois de tudo, mas...
--- Me diz uma coisa: se você faz algo de errado e se arrepende, mesmo que você não tenha a chance de se desculpar com quem você errou, você acha que... – Draco passou a mão nos olhos. – Eu perdi tudo.
-- O que?
Draco encarou Lupin com o rosto impassível.
-- Nada. Pensando alto...
Lupin ficou confuso. Aquilo era tão... Diferente de Draco. Do garoto arrogante que passava pelos corredores com o nariz empinado. Ele estava tão... Entregue. Talvez, afinal, ele estivesse se quebrando. Mesmo depois de saber da morte de Harry, do pai e todos os outros acontecimentos trágicos, Draco não demonstrara qualquer reação senão raiva. Nenhuma lágrima. Nada.
-- Eu não sei Draco.
-- Eu queria ter pedido desculpas...
-- A Harry?
-- Nós discutimos dias antes dele... De ele morrer.Eu disse a ele que não abriria mão de quem eu era para segui-lo. Que não desistiria da minha vida, das minhas alianças e crenças por ele. Que ele era um tolo em achar que podia me mudar... Mas... Eu me arrependi. Porque eu não conseguia me ver seguindo um louco... Eu não suportaria no final. Minha força estava em Harry e sem ele... Eu poderia viver, entende? – olhou para lupin em busca de compreensão. – Mas eu não seria... Feliz.
-- Eu entendo, Draco, eu...
-- Ele me disse naquela noite que eu devia fazer a coisa certa. E eu perguntei o que eu ganhava com isso. Sabe o que ele disse?
-- O que?
-- Nada. Absolutamente nada se eu estivesse pensando em riqueza e poder. Mas que fazer o certo, por ser o certo, já mudaria muita coisa. E que eu olharia em volta e veria tudo diferente.
-- E você vê?
Draco voltou seus olhos para Remus. O azul claro reluzindo com lágrimas contidas, mesmo que todo o seu rosto fosse uma máscara de indiferenças, os olhos... Tão diferente de Harry, mas tão próximo dele.
Lupin abraçou Draco mais uma vez, ignorando sua racionalidade, ignorando seu medo, seu pudor. Ele precisava daquele contata tanto quanto Draco.
-- Eu sinto tanta falta dele. – murmurou as lágrimas molhando a frente das vestes de Lupin.
Os olhos de Lupin queimaram. Também sentia muita falta de Harry. Todos sentiam. Todos, no fundo, não podiam sorrir da mesma forma sem ele. Seus amigos não exibiam mais o mesmo brilho e mesmo que seguissem suas vidas... Algo estava faltando. Harry estava faltando.
Draco soluçava, a mão agarrada com força à manga da camisa de Lupin. O homem mais velho acariciava a cabeça de Draco ternamente com uma mão, enquanto a outra alisava as costas dele. Aquele calor... Tão reconfortante, tão próximo... O loiro levantou o rosto, centímetros dos de Lupin, os olhos embaçados pelas lágrimas, o rosto manchado pela dor. Estendeu a mãe e segurou a nuca de Lupin.
E o beijou.
De início Lupin tentou empurrá-lo, mas Draco não o soltou.
O loiro descolou os lábios de Lupin, mas só deu espaço suficiente para se mover para o pescoço do homem mais velho. Lupin ofegou com o contato súbito da língua morna de Draco num ponto tão sensível.
Draco mordeu a ponta da orelha de Lupin, enquanto sua mão entrava suavemente por debaixo da camisa de Lupin, arranhando o seu peito, explorando cada centímetro de pele.
Lupin segurou a mão de Draco e se afastou.
-- Não...
-- Não? Eu digo não. Não se afaste. Eu preciso disso tanto quanto você, não seja hipócrita. – respondeu, a mão tremendo levemente ao tirar os cabelos dos olhos.
-- Você está louco, se Harry...
Draco empurrou Lupin até a parede com violência. Sorte de Lupin ser mais forte que as pessoas normais, ou teria se machucado.
-- Harry? Não me venha falar de Harry! Eu... Não posso suportar isso sozinho.
Lupin fechou os olhos. Se tivesse que se arrepender, então se arrependeria de não ter sido mais forte, e não de não ter tentado.
Remus inverteu as posições recostando Draco na parede. O loiro aceitou, parecendo subitamente exausto. Fitava o chão.
O ex-professor ergueu a cabeça dele com uma mão.
-- Eu também não posso. E não quero também.
Beijou Draco, lentamente, os lábios apenas se unindo a princípio. As mãos de Draco automaticamente envolveram a cintura de Lupin, trazendo-o mais para perto, colando seu peito no dele. O lobisomem delicadamente se inclinou mais para frente, e passou a língua com ternura nos lábios de Draco, um pedido para aprofundar o beijo. O jovem Malfoy sorriu. E aceitou o pedido.
No início, os toques eram ternos, quase temerosos. Mas logo se tornaram mais ávidos e exigentes. As mãos de Draco percorriam toda a extensão do tórax de Lupin, como se ele quisesse decorar como o corpo de Remus era. Lupin tentou, de verdade, manter suas mãos no rosto de Draco, mas quando ele sentiu os dedos longos e finos do garoto passearem pelo cós de sua calça, e ele sorrir marotamente sob o beijo, foi impelido a revidar.
Pressionou Draco com mais força contra a parede, agora seus corpos se tocando totalmente, as mãos de Lupin, percorrendo as costas de Draco, enquanto o garoto beijava seu pescoço e descia para seu colo, os dedos ainda acariciando o peito do lobisomem, dedos tão ágeis e delicados que era surpreendente que fossem dedos de um adolescente tão jovem. Bem, jovem nunca significou necessariamente inexperiência.
Remus puxou o rosto de Draco mais uma vez, tomando a boca dele com avidez, os corações batendo tão rápidos que eles podiam senti-los bater tamanha a proximidade. Lupin desviou o rosto e murmurou no ouvido de Draco.
-- Isso é totalmente errado.
Draco riu.
-- Dizem que sonserinos tem uma queda pelo que é errado.
Dessa vez, Lupin riu. Draco tomou a boca de Lupin novamente, as línguas se tocando, explorando sensualmente um ao outro. Draco só conseguia pensar que os lábio de Lupin era macios e exigentes, e Lupin só conseguia pensar que Draco era extremamente habilidoso com os dedos, o que o fez pensar mais a frente, se aquela habilidade se estendia a outros aspectos.
Pensar naquilo fez o desejo de Remus aumentar consideravelmente.
Draco notou.
-- Hey, Lupin...
-- Remus.
Draco sorriu, mas não disse mais nada. Encarou Lupin numa pergunta muda e muito clara.
Remus J. Lupin não era conhecido por ser o homem mais impulsivo da Terra, mas ele realmente não tinha caído na Grifinória apenas por sua coragem.
Lupin tomou a boca de Draco mais uma vez, agora com mais calma, e mais profundamente o garoto aceitou tranqüilo, e foi empurrando Lupin lentamente para trás, até que o lobisomem bateu com a perna no lado do sofá.
-- Aqui? – perguntou Lupin meio rouco.
Draco não se deu ao trabalho de responder. Apenas empurrou Remus com um pouco mais de força e ele caiu meio sentado, meio deitado no sofá. Draco deitou por cima dele.
Eles continuaram a sessão de toques e beijos, cada vez mais intensos e sensuais. Inverteram as posições em determinado momento. Não havia, Draco se pegou pensando enquanto Lupin beijava seu abdômen e descia, aquela carga de emoção que havia com Potter. Mas de alguma forma, aquilo não era desagradável. Havia algum sentimento ali, e mesmo que não pudesse definir ao certo qual era, sem dúvida, esse sentimento era suficiente para fazê-lo se sentir muito bem.
Draco, enquanto estava perdido em pensamentos hipotéticos sobre Potter, começou a sentir Lupin descer mais e mais, ouvir sua calça ser rasgada pelo que lhe pareciam ser garras, e logo não tinha mais forças para pensar em ninguém mais além daquele que estava ali, percorrendo sua língua pelas coxas enquanto as mãos terminavam de despi-lo.
Um toque suave e quente, porém imensamente prazeroso, foi o que Draco sentiu ao estar totalmente dentro da boca de seu amante, que com imensa volúpia e muito prazer em fazê-lo lambia e chupava-o com voracidade.
Enquanto Lupin tinha a boca ocupava, as mãos passeavam e brincavam pelo corpo de Draco que agora já se soltara e entregara completamente às carícias, até que sentiu uma leve pressão, a do dedo de Lupin forçando passagem, logo cedida por Draco que relaxou sua musculatura, se entregando àquela sensação enlouquecedora, aonde seu professor e amante o proporcionava um prazer indescritível em meio a lambidas e torturantes penetrações com seu dedo.
Draco tentou se virar para melhor facilitar o trabalho do seu querido, quando o vê tirando a calça. O garoto sorri maliciosamente e vira-se por completo, passando sensualmente a língua em seus lábios e olhando para Lupin. Ele por sua vez apenas faz um "não" com o dedo e pegar varinha junto às vestes. Murmurou um rápido feitiço lubrificante e logo se deitou por cima dele, Draco virou seu rosto e o encara com uma súplica visível, mas seu amante é irredutível, e logo o garoto já sente o quão excitado seu professor está e, sobretudo, impaciente.
Draco pouco tempo tem de relaxar e já sente o membro rasgando-lhe por dentro, mas logo que ele sente-se totalmente preenchido, e com a dose certa de sussurros, palavras de amor e mordidas pela orelha e nuca, o garoto começa a ceder e seu coração acelerar mais ainda. Ele agarrou firme aonde pôde no braço do sofá, enquanto Lupin ergueu-se e começou vagarosamente a sair e então entrar novamente. Draco ainda sente pontadas de dor e ardência, mas o prazer começa a inundá-lo conforme seu amante acelera as estocadas, segurando nos ombros do garoto, volta e meia parando para arranhar-lhe as costas nuas e vê-lo arrepiar-se e contrair-se.
Nenhum dos dois conseguia articular qualquer palavra coerente conforme o ritmo das estocadas de intensificava. Draco arfava ruidosamente, os olhos fechados, mordendo os lábios com força, sentido estar a cada momento mais próximo do ápice...
Draco foi o primeiro a atingir o orgasmo, um grito estrangulado antes de começar a perder as forças. Lupin o seguiu poucos momentos depois, tendo o cuidado de sair de dentro do adolescente antes de desabar sobre ele, a respiração ainda irregular, o suor escorrendo dos dois corpos exaustos.
Draco tentou se mexer depois de algum tempo e Lupin deu espaço para que ele se virasse. Os dois se encararam.
-- Eu devo ser louco. – murmurou Lupin, tirando uma mecha grudada pelo suor da testa de Draco.
Draco riu.
-- Nós somos, nesse caso.
Lupin encarou Draco mais seriamente.
-- Você o que é isso, não sabe? – disse gesticulando com o dedo apontando pra si e pra Draco.
-- Duas pessoas que acabaram de fazer sexo, por sinal, muito bom? – perguntou Draco rindo. Lupin não retribuiu o sorriso.
-- Falo sério. Estamos nos envolvendo por carência pela falta que Har- - Draco tampou a boca de Lupin com a mão, sem vestígios do sorriso no rosto.
-- Você se importa com isso? Você realmente acha que esse é um ponto tão importante? Eu sei que é por carência, e eu sei que nós estamos procurando por Harry nisso, mas... Será que isso impede de ser bom ou de haver uma chance de se tornar... Melhor?
Remus refletiu. Bem, os dois sabiam os termos daquela aproximação. Com uma boa dose de cautela e sorte nenhum dos dois sairia ferido do relacionamento.
Lupin deu de ombros e beijou Draco.
Do lado de fora da sala, Snape observava.
Ele coçou os olhos e saiu pisando duro. Chegando perto das escadas virou para a parede e murmurou.
-- Você acha que isso vai funcionar? Acha que vai dar mesmo certo?
-- Você viu. Já está dando certo. – respondeu o vazio, num tom risonho. – Aliás, excelente trabalho com Draco. Tem que me ensinar a dar um Obliviate daquele.
Snape ignorou.
-- Se eles souberem, você pode se considerar morto.
-- Eu já estou morto, esqueceu, Severus?
No suposto vazio uma pessoa se materializou. Passou a mão pelo rosto de Severus e desceu as escadas, a capa de invisibilidade nas mãos.
Esses olhos, pensou Severus, são realmente inesquecíveis.
FIM
Notas e um pouquinho de falação
Acabo-ouuu! Último capítulo de Loveless. Mas... Será que acabou mesmo? A figura misteriosa... Será que é quem estamos pensando? Tcham tcham tcham... Revelações só quando eu reescrever Loveless. Até lá, ficaram curiosos mesmo (tá, convenhamos, nem é taaaanto mistério assim. Sejam criativos. XD)
Thx s-u-p-e-r especial a Yuukale Narmo que praticamente escreveu a ceninha NC! Sem ele a cena não teria saído! Thx, dear.
Obrigada a todos que deixaram reviews. E aguardem Loveless
Kisses
Ja nee
Alis R. Clow
