CONVITE
à lareira
Obviamente não recebeu o convite do casamento. Ficou em casa, tomando uma garrafa inteira de firewhisky, em frente à lareira, chorando. Ela deveria estar linda… bom, o Profeta Diário traria fotos na primeira página, com certeza. Era o casamento do ano: Harry Potter e Ginny Weasley, o melhor auror e a brilhante jogadora. O casal perfeito, desde sempre.
Com sorte, ele seria derrubado pela bebida e cairia dentro da lareira. Era melhor morrer mesmo.
no banheiro
Não sabia se ria ou se chorava ao receber o convite logo cedo. Tão bonito, cinza, escrito em verde – típico. Ele tivera a cara de pau de mandar um convite para ela e Harry, sabendo que eles não se deram a esse trabalho. Talvez fosse mesmo para humilhar, ou apenas uma tentativa de mostrar que tinha superado o casinho deles.
Entregou para Harry como se nada fosse, como se aquele pedaço de papel não significasse nada. Trancou-se no banheiro e sentou no chão frio, com vontade de vomitar.
no bar de local duvidoso
Foi o melhor convite em anos. Um papel minúsculo, com caligrafia apertada, entregue por uma coruja desconhecida. Indicava um bar trouxa em local duvidoso, pedia discrição e dizia "saudades". Assim que se viram, se beijaram com raiva. As alianças reluziam à luz dos postes da cidade, os contratos pareciam estar ali personificados, as responsabilidades os puxavam para a vida normal e eles estavam distantes, exceto pelos lábios.
