Um ano depois..
"House?"
Wilson arregalou os olhos assustado, House não havia avisado que estava voltando pra Nova Jersey.
"Surpresa!"
House adentrou o escritório dele se divertindo com sua expressão, ele sabia que seria bem mais divertido chegar sem avisar.
"O que você está fazendo aqui?"
Wilson ainda estava nervoso em vê-lo ali.
"Eu voltei. Eu disse que voltaria em um ano."
"Eu sei, mas.. Você podia ter me avisado."
House riu para ele.
"E qual seria a graça?"
Wilson respirou fundo.
"Nenhuma, não é? Me matar do coração é mais engraçado."
"Com certeza é. Você iria se divertir muito se visse a sua cara."
Wilson revirou os olhos.
"Você não vai se sentar?"
"Não agora. Eu volto em dez minutos, antes preciso passar na Cuddy pra ver a cara dela."
Wilson ficou agitado de repente, mas House não percebeu.
"House…É melhor você não ir.."
"Eu já volto."
Ele cortou Wilson e seguiu para a sala dela, queria fazer a mesma surpresa.
"Olá, Lílian."
Ele passou por Lílian fazendo o coração dela acelerar, ela era outra pessoa que estava surpresa ao vê-lo ali, depois de tanto tempo. A falta de House só fez sua paixão platônica aumentar e ele estar de volta a deixava sem reação.
"Olá, doutor House, quanto tempo."
"Eu estou entrando."
Ele a avisou e abriu a porta da sala da Cuddy, sem que Lílian pudesse avisá-lo que ela estava acompanhada.
"Cuddy?"
Os olhos de House perderam o brilho repentino e seu coração começou a bater mais forte. Um nervosimos tomou conta de seu corpo e ele se sentiu decepcionado ao ver aquela cena.
Era tarde demais para reconquistá-la.
"Eu não sabia que vocês estavam juntos."
Cuddy olhou para Lucas e eles ficaram desconcertados ao verem House chegar.
"Lucas, você pode nos dar licença? Eu preciso conversar com o House."
"Claro, meu amor."
Ele deu um selinho em Cuddy e saiu sem olhar para os olhos de House.
"Eu imaginei que fosse te fazer uma surpresa, mas quem está surpreendido sou eu."
"Você não quer se sentar?"
"Claro, meu amor."
House falou irônico, imitando o jeito com que Lucas tinha falado com ela.
Vê-la com ele foi um choque, ele imaginava que ela pudesse estar em algum relacionamento, mas nunca com uma das poucas pessoas que ele considerava amigo.
"Como você está?"
Ela tentou iniciar uma conversa naturalmente, por mais que ainda estivesse magoada por ele tê-la deixado.
"Estou bem, mas vejo que não tanto quanto você."
"House.."
"Há quanto tempo vocês estão juntos?"
Cuddy respirou fundo, ele estava agressivo demais para tentarem ser amigos. A machucada foi ela e não ele, ele não devia agir assim.
"Não sei, uns 6 meses."
"Hum, você não perdeu tempo."
O jeito que ele falou isso fez com que o sangue dela fervesse, ela tentou ser adulta o suficiente, mas ele sabia como irritá-la, sempre tirando o corpo fora e culpando outra pessoa por seus erros.
Ela aumentou o tom de voz, assuntando-o com essa mudança drástica e repentina.
"Você me deixou com menos de três meses de relacionamento, não venha me falar de tempo."
"Um coisa não tem nada a ver com a outra."
Ele tentou se justificar e ela deu uma risada irônica.
"Claro que não. Eu devia ficar sozinha, esperando por você."
"Não foi isso que eu falei."
Ele respondia calmo demais e isso a tirava cada vez mais do eixo.
"Eu precisava de alguém pra cuidar de mim e ser um pai pra minha filha."
"É essa a questão agora? Você nunca pediu que eu fosse um pai pra sua filha."
"Porque você nunca quis."
Os olhos dela estavam vermelhos, mostrando uma profunda decepção.
"Não ponha palavras na minha boca."
Ele se levantou e foi até a porta, se sentindo ofendido e a deixando ainda mais nervosa.
"Você vai fugir de novo, não é? Você não aguenta ouvir verdade nenhuma."
Cuddy não deixava que suas lágrimas caíssem, estava tentando ser o mais forte que conseguia, até ele ir embora e ela poder desabar sozinha.
House a olhou nos olhos e suspirou.
"Eu pensei que você fosse diferente."
Ele saiu e bateu a porta.
"E eu achava que você não fosse covarde."
Ela gritou e ele e Lílian ouviram do lado de fora.
"Você está bem, doutor House?"
Ela se levantou e se aproximou dele que a afastou.
"Estou bem, eu vou pra casa descansar um pouco."
Lílian deu meia volta e foi até a sala de Cuddy, que estava ainda um pouco descontrolada.
"Maldito."
"Doutora Cuddy? Você precisa de alguma coisa?"
"Não. Obrigada."
"Ele pensou o quê? Que eu fosse esperar a vontade dele pra voltar? Que era só chegar perto de mim que eu caía de quatro por ele de novo? Que filho da puta, egocêntrico.."
Cuddy falava consigo mesmo e Lílian insistiu um pouco, percebendo que ela não estava bem.
"Você tem certeza?"
"Tenho."
Ela falou tão alto que quase gritou, deixando Lílian assustada. Ela nunca teve uma reação assim, sempre foi tão doce e paciente.
"Tudo bem. Com licença."
Quando ela foi embora, Cuddy se sentiu um pouco culpada por ter descontado sua raiva nela, mas sabia que Lílian não estava interessada se ela realmente estava bem, seu interesse sempre foi em House.
House chegou em casa horas depois, levemente bêbado. Ele tinha uma boa resitência à álcool, mas tinha realmente exagerado. Sua perna doía mais do que nunca e ele tentou se anestesiar, misturando Vicodin e Whisky, mas não adiantou muito, a cura pra isso era justamente a mulher por quem ele estava mantendo uma mágoa enorme a partir de agora.
Ele sabia que foi o único responsável por tê-la perdido, mas era mais fácil culpar ela ou Lucas do que encarar seu erro e frustração por não ter conseguido encarar os problemas há um ano atrás.
Fugir era fácil, era tirar o problema de seus olhos e fingir que estava tudo bem, difícil era ser homem e resistir ao medo do lado dela, vivendo um dia de cada vez, respeitando o tempo de Cuddy com sua filha e segurando seus impulsos infantis.
Ele foi até sua banheira e a encheu, se preparando para mergulhar em uma água morna e fingir esquecer seus problemas, pelo menos por uma noite.
Já tinha passado da hora de Cuddy ir embora, mas ela ainda estava em seu escritório, perdida em pensamentos onde ela amava e odiava House ao mesmo tempo.
Wilson bateu na porta e se aproximou devagar, sorrindo delicadamente.
"Como foi?"
Ela saiu de seus pensamentos e encarou os olhos apreensivos dele.
"Do jeito House de ser."
Ele balançou a cabeça como se esperasse, porém não quisesse acreditar.
"Vocês estão bem? Digo, dá pra ter uma relação boa?"
"Nunca."
Ela deu um sorriso triste e continuou.
"Nós nunca seremos amigos, Wilson, tem sentimento demais envolvido."
"E você acha certo deixar esses sentimentos não resolvidos?"
"Esses sentimentos nunca vão se resolver. Eu estou bem com o Lucas, nós somos quase uma família, está tudo bem."
"Mas não tem amor."
"Isso não é tudo. O que nós temos é cumplicidade, eu nunca terei isso com o House."
Wilson fez um carinho em sua mão e eles ouviram uma batida na porta.
"Pode entrar."
Cuddy falou em um tom cansado, aquele dia a deixou totalmente sem forças.
"Eu estou indo embora, você precisa de mais alguma coisa?"
"Não Lílian, pode ir, está tudo bem."
Lílian deu um meio sorriso e foi embora, deixando Cuddy e Wilson sozinhos para continuarem a conversa.
"Eu acho que você deveria reconsiderar."
"Reconsiderar o quê? Você acha que eu devo jogar a minha vida pro alto e cair nos braços dele só porque ele voltou?"
"Eu acho que você deve seguir seu coração."
"Eu não posso fazer isso."
Cuddy falou com um olhar triste, House não merecia que ela jogasse tudo pro alto e fosse atrás dele.
"Ele é fraco, Cuddy. Nunca vai assumir isso, mas tudo o que ele quer é ser feliz com você. Tenho certeza que ele não ficará mais encanado com nada, a Rachel já está maior e ele vai entender que precisa crescer também."
"Eu não sei, Wilson... Eu não sei."
Tudo que seu coração dizia era pra ela sair correndo e ir atrás dele, mas seu cérebro a alertava dos problemas. Ele era um problema, estar com ele era um problema, ela precisava ter muita certeza antes de tomar qualquer atitude e deixar uma vida encaminhada para seguir um desejo.
House tinha adormecido quando escutou batidas na porta. Ele se levantou meio sem jeito, colocou o roupão e foi atender.
Seus olhos brilharam quando ele a viu.
"Eu vim ver se você está bem."
Ela deu seu sorriso mais encantador e de repente toda a raiva que ele estava sentindo dela desapareceu.
"Não fala nada."
Ela a puxou e impediu que ela dissesse qualquer coisa, calando a boca dela em um beijo lento e cheio de vontade.
Ela segurou em sua nuca e aumentou a intensidade do beijo, mordendo de leve seu lábio inferior e o empurrando para seu quarto.
Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Why are we here? And where do we go? And how come it's so hard?
It's not always easy and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing, it's always better when we're together
O amor é a resposta ao menos para maioria das perguntas no meu coração
Por que estamos aqui? Aonde nós vamos? E por que é tão difícil?
Nem sempre é fácil e às vezes a vida pode ser decepcionante.
Vou te dizer uma coisa, é sempre melhor quando estamos juntos.
Eles estavam envolvidos de um jeito tão quente que seus corpos já estavam prontos e excitados o suficiente. Estar perto dela era como fogo, e ele adorava se queimar.
Sentir o calor da pele dele aquecia seu coração, ela não conseguia ficar longe disso por muito tempo, era um sentimento tão forte que a fazia se sentir viva, mais viva do que jamais esteve, ela só sentia isso com ele.
House soltou o zíper da saia dela e retirou sua blusa, a deixando apenas de calcinha e sutiã, deitada em sua cama. Ele se aproximou beijando seu pescoço, enquanto pressionava seu corpo por cima do corpo dela.
Ela gemia baixinho e puxava seus cabelos, delicadamente, não deixando que os lábios dele saíssem de seu pescoço.
Yeah it's always better when we're together
Hum we're somewhere in between together
Well it's always better when we're together
É sempre melhor quando nós estamos juntos
Nós estamos juntos em algum lugar
Bem, é sempre melhor quando estamos juntos
"Me perdoa."
Ele sussurrou em seu ouvido e ela o empurrou, ficando por cima dele. House sorriu para ela e segurou em sua cintura, ajudando-a a tirar sua calcinha enquanto ela soltava seu roupão.
Ele fechou seus olhos e sentiu os lábios quentes em seu pescoço, descendo por seu peito, com ela segurando firme em seus braços.
"Você não faz idéia do que me faz sentir."
Ele disse à ela, ainda de olhos fechados e deixou que ela se encaixasse nele, fazendo-o soltar uma respiração pesada.
Ela fazia movimentos de vai em vem e ele observava sua expressão de desejo, ela ficava linda quando fechava os olhos e mordia seus lábios.
House a puxou para ele e a beijou calorosamente, passando as mãos por suas costas e descendo para suas pernas, sem deixar que ela mudasse o ritmo.
E assim, ela se movimentou até que ambos explodissem em êxtase, caindo ao lado dele e enchendo seu rosto de beijos.
"Eu te amo."
Ele disse à ela, enquanto a segurava perto de si.
I believe in memories they look so, so pretty when I sleep
And now when, when I wake up you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together
Eu acredito em memórias, elas parecem tão bonitas quando eu durmo
E quando eu acordo você parece tão bonita dormindo perto de mim
Mas não há tempo o suficiente
E não há nenhuma música que eu poderia cantar
E não há uma combinação de palavras que eu poderia dizer
Mas eu ainda vou te falar uma coisa
Somos melhores juntos.
