Seu coração batia tão forte que ela quase conseguia ouví-lo.
Ele a deixou sozinha, presa em seus pensamentos e morrendo de medo de assumir o que desejava.
Ela havia hesitado durante quatro vezes, sentindo uma mistura de sensações que nunca havia sentido.
Primeiro foi o medo: do reencontro, do olhar nos olhos, da aproximação.
Então teve o medo de sentir, medo de amar.
Amou e teve medo do amor, depois deixou o medo de lado e por impulso assumiu o que sentia.
Agora era o medo da decisão.
Havia fugido do hospital, do jantar, do eu te amo e agora tinha sua última escolha, sua quarta escolha, ela sabia que esse intimato era definitivo.
Fechou seus olhos e decidiu deixar seu coração lhe guiar, então sorriu e soube naquele exato momento o que deveria fazer.
Parece que estive andando na direção errada, eu mal reconheço meu próprio reflexo.
Parecia que seu carro andava sozinho, duas ruas à esquerda, um café, uma farmácia, a primeira à direita, uma pequena curva e um prédio.
Uma moto estacionada e as luzes acesas, House tinha acabado de pegar uma cerveja quando ela tocou sua campainha.
"Por que demorou tanto?"
Ele olhou em seus olhos e seu coração finalmente se acalmou.
Assustada pelo amor, mas assustada por uma vida sozinha.
"Eu não demorei. Eu sempre estive aqui."
Seu sorriso se iluminou e ela se aproximou dele.
Parece que eu estive jogando do lado seguro baby, construindo paredes ao redor do meu coração para me salvar.
House fez um carinho em seu rosto, fazendo-a fechar seus olhos e sentir o quanto aquilo lhe fazia bem.
"Eu ainda tenho tanto medo…"
Ela encarou seus olhos com um medo sincero e House se sentiu culpado por faze-la temer tanto ser feliz.
"Cuddy.."
"Não.. Me ouve."
Ela colocou a mão em seus lábios e continuou. Ele devia aquele momento à ela.
"Eu sei que você não vai mudar.."
Mas é hora de deixar isso para tras…
"… E que a minha vida seria bem mais fácil sem você…"
Eu estou pronta para sentir agora, não estou mais assustada de cair.
"Mas existe alguma coisa muito forte dentro de mim que me puxa até você."
Ela era a melhor coisa do seu mundo e ele tinha cada vez mais certeza disso.
Tem de ser tempo de seguir em frente, sem o medo de como pode acabar.
"Eu não consigo mudar isso. Não consigo ficar brava, não consigo te odiar…"
Eu acho que estou pronta para amar de novo.
"Parece que é destino."
Você pensa que o amor nunca irá te encontrar.
Você foge, mas ele continua bem atras de você.
É apenas uma coisa que não podemos controlar.
House segurou em seus braços e delicadamente a encostou na parede.
"Não precisa dizer mais nada."
O 'eu te amo' que ele tanto precisava ouvir de repente pareceu pequeno.
Então venha e me encontre, eu estarei esperando por você.
Eu permanecerei por você essa noite.
Do lado de fora, um par de olhos negros os observava.
"Decepcionado?"
Melissa sorriu irônica, ela sabia que não podia desafiá-lo, mas agora ele estava em desvantagem.
"Você vai me pagar muito caro por isso."
Seus olhos estavam em chamas ao ver aquela cena de completo e genuíno amor.
Ela sorriu mais uma vez e caminhou para a direção contrária.
"Desculpa não ficar e ouvir o seu sermão, mas eu preciso me preparar pra nascer."
Melissa piscou o olho para ele e desapareceu, deixando-o ainda mais enfurecido.
Eu estou pronta para sentir agora, não estou mais assustada de cair.
House segurou em seu rosto e passou seus lábios delicadamente por todo o contorno dele.
Começou pelos olhos, que estavam fechados sentindo a delicadeza com que ele a tinha para si, beijou um, depois outro, passando para as bochechas, que já estavam rosadas de desejo. Cuddy sentia aquele recomeço como se fosse o maior momento de paixão de toda sua vida, ela estava entregue e com o coração aberto.
House passou seus lábios nos dela, devagar e apaixonadamente, deixando-a sem controle. Ela amava o modo com que ele a fazia se sentir única, amando-a sem pressa e explorando cada sensação que pudesse descobrir.
Cuddy abriu seus lábios e deixou que a língua dele passasse pela sua, se envolvendo em um beijo voraz e sensual.
House desceu suas mãos e acariciou seu corpo até sua cintura, onde a segurou firme entre a parede e começou a abrir os botões de sua blusa. Cuddy estremeceu quando sentiu o toque de suas mãos em sua barriga e abriu seus olhos para se fixar nos olhos azuis e repletos de desejo de House. Ele sorriu e beijou seu pescoço, enquanto a deixava apenas de sutiã e se preparava para soltar sua saia.
Cuddy sentiu suas mãos quentes em sua coxa e levantou seu joelho, por impulso, para puxá-lo para mais perto. House segurou sua coxa em sua cintura e com a outra mão soltou o fecho de seu sutiã, descendo seus beijos para seus seios.
Ela amava essa sensação e perdia a cabeça quando ele a beijava assim, com movimentos circulares e leves, quase fazendo cócegas. Cuddy mordia os lábios e apertava firme seus cabelos. House passou de um seio para outro e fez um caminho com sua língua até seu pescoço, enquanto ela o ajudava a se despir.
House a olhou nos olhos e Cuddy se envolveu em seus braços, sendo carregada por ele até seu quarto. Ela sentia uma sensação tão indescritível que não queria que acabasse nunca.
O sexo que eles faziam tinha gosto de amor e entrega e ela nunca conseguia sentir isso com mais ninguém.
Ele retirou sua calcinha e passou seus dedos por sua perna, parando em seus pés e retirando seu sapato. Cuddy estava linda e nua em sua cama, exatamente como tinha que ser.
"Você é minha."
Ele sussurrou e se deitou por cima dela, ainda de cueca, fazendo-a sentir o quanto ela era dele. Cuddy o encaixou em suas pernas e segurou em sua nuca, beijando-o e sentindo seu corpo inteiro se arrepiar.
Ele sorriu ao olhar para ela e vê-la derretida em seus braços. Passou as mãos por sua cintura e deixou que ela o ajudasse a retirar sua cueca.
Cuddy sentiu o órgão por sua coxa, cada vez mais perto e torturosamente lento. Ela o queria com cada terminação nervosa de seu corpo, tudo dava choque.
House sabia ser cruel e gostava de deixá-la louca, mas já não estava conseguindo restir, por mais que quisesse que a noite fosse longa, ele precisava senti-la.
Ele se aproximou mais e mais e a invadiu lentamente, com movimentos calmos de vai e vem. Cuddy soltava pequenos gemidos e procurava por ar, enquanto o deixava completamente grudado à ela e arqueava suas costas para intensificar o ritmo.
Eles ficaram nessa gostosa dança durante algum tempo, apenas sentindo, sussurrando, gemendo. House começou a aumentar o ritmo de acordo com a necessidade que tinham por mais. Segurou-a com força e lhe deu um beijo molhado, fazendo-a gemer seu nome e jogar seu pescoço para trás, sentindo-o cada vez mais fundo.
Ela o apertou contra si e arranhou suas costas, mantendo o ritmo acelerado até sentir que estava próxima de ter um orgasmo. House sabia o momento em que isso ia acontecer e a penetrou mais rápido e forte, sentindo os espasmos dela em seu corpo e continuando com o mesmo ritmo até sentir seu próprio espamo.
Eles chegaram ao clímax quase juntos e sem fôlego, Cuddy gemia tão alto que quase o enlouquecia. Ele havia esperando muito tempo para ter isso de volta e era incrivelmente lindo ver o que a fazia sentir.
Ela sentiu seu corpo relaxar e seu coração começar a voltar ao ritmo normal, sentindo o corpo quente ainda cima do seu.
House a soltou e deitou ao seu lado, dando um pequeno beijo em sua testa molhada e fechando os olhos para sentir o quanto seu coração batia forte ao ter aquele corpo junto do seu.
Talvez Cuddy nunca pudesse ter um bebê, ou já tivesse passado da idade para isso, mas naquela noite, alguma coisa mágica aconteceu.
Magia era tudo o que significava aquele amor.
FIM
