Saint Seiya não me pertence, pertence à Masami Kurumada e à Bandai, infelizmente...uso apenas seus personagens pois...são legais 8DD

Um caminho para se seguir

Uma nova vida, um novo mundo, era como se tivessem sido levados novamente para aquele dia, anos atrás quando Camus tirou Milo da casa de banhos, temendo seu suicídio e a destruição de sua alma por parte de um conde sádico e cruel.

Às noites frias do rigoroso inverno não os impedia de sair todas as noites pela incansável busca por sangue e vida.

Kardia e Degél logo passaram suas primeiras lições.

Havia uma sociedade entre eles, os vampiros antigos, e ambos eram apenas dois dos membros do grupo. Mas toda a história havia sido contada a eles sem nenhuma palavra. Atena, seus filhos e os filhos de seus filhos. As regras deveriam ser obedecidas, regras essas que seriam ensinadas mais tarde por aqueles dois monstros que eram como pais de Camus e Milo agora.

Não deveriam matar aqueles de sangue puro, aqueles que não conheceram a maldade ou aqueles que faziam parte do culto à Deusa. Jamais atacar nenhum filho da Deusa. E a fidelidade para com ela e suas vontades, deveriam ser eternas.

Camus e Milo conheceram o Santuário, uma imensa e maravilhosamente grande estrutura de mármore onde, sob a terra, governaram um dia a Deusa e seus filhos. Agora eram formados por apenas alguns deles e poucos descendentes.

Havia um grande salão principal com uma alta abóboda e pinturas antigas feitas belíssimamente por mãos sobrenaturais contando a história da Deusa e seu reinado. Haviam quatorze cadeiras em uma enorme mesa aredondada de mármore.

Muitas pessoas iam e vinham servindo aos outros monstros bebedores de sangue.

Haviam pequenos templos de moradia para cada um dos treze e a deusa, a de Kardia era simples, não havia nada entalhado na porta pesada. Seu quarto de apenas um cômodo estava praticamente vazio a não ser por uma enorme cama de palha e a banheira gigante em seu banheiro.

De Dégel era coberta por estantes e mais estantes de livros, um enorme sofá de veludo que deveria ser novo, uma lareira, uma cama grande de palha com pilastras feita em madeira escura e cortinas. Havia também uma escrivaninha com penas e tintas, e vários desenhos e projetos em papéis comprido. Tudo bem organizado e limpo.

-Kardia é desorganizado de natureza, mas à pouco ele se livrou de tudo esperando que partíssemos logo- disse Degél à Camus- ele madou fazer uma porta nova para subistituir aquela simples de seu quarto, com um entalho do escorpião de Àrtemis, creio que seja à gosto de Milo. Ele cultuava essa deusa quando era criança.

-Mestre- decidiu por chamá-lo assim- por que ele faz tudo isso por Milo? Digo, durante dias ele pertubou seu sono durante dias, por que nos atacou com tamanha violência?

Degél continuou com sua expressão impassiva, agora Camus o via com outros olhos, era bonito, muito bonito, como os antigos livros anunciavam a perfeição de Ganimedes. Sim, o homem que fizera Zeus se apaixonar por ele. Sua pele era pálida, de porcelana, como a de todos os outros no santuário, seus dedos longos tinham alguns anéis de ouro grandes e com pedras preciosas, vestia uma túnica clara o que fazia com que parecsse ainda mais como uma pintura antiga.

Na porta do quarto havia uma jarra esculpida, talvez isso fosse o que significava Degél para os outros vampiros. O homem que servia aos deuses.

-Milo é como um gato selvagem preso durante muitos anos- disse com a voz calma- ele o ama, Camus, mas não suportará ficar aqui por muitos anos. A eternidade é um pesar. Sei que será para ele, Kardia sabe também, por isso tentou conter esse lado aterrorizado de Milo invadindo sua mente e fazendo-o se submeter à si.

-Entenda, Camus, nós devemos nossa vida à Deusa e temos que ser fiéis, sei que Milo não será fiel à causa simplesmente sem motivos. O que Kardia fez foi a tentativa de fazer com que Milo amasse a Deusa, amasse o que somos e o que temos que fazer nesse mundo, entender suas obrigações.

Camus estremeceu, estava horrorizado, sabia que era um mero fantoche de Kardia, sabia que eram escolhidos para serem seus espelhos. Mas foram manipulados para isso.

-Se ele não tivesse feito isso, assim que nós os transformamos, os dois, Milo partiria para sempre.

-Por que acha isso? Acha que Milo não seria fiel à mim?

O vampiro mais velho suspirou com um certo pesar.

-Há muito mais dos como nós que você não entende, Camus, é jovem apesar de sua vida humana ter sido para seu crescimento interno, mas já vi e estudei muitos, assim como Kárdia, já vi muitos outros jovens, recém-criados que enlouqueceram com o tempo, já vi muitos que tivemos que eliminar para nossa própria segurança. Já vi outros que se fecharam em seu próprio mundo, obcecados por algo como música, por exemplo até que chorasse como uma criança sem pais e se jogasse ao sol.

Degél segurou a mão de Camus e levou seus dedos até os lábios, beijando-os de leve.

-Meu filho, não pense que o que ele fez foi apenas por ele, mas sim também foi um pedido meu.

-O que você tem a ver com isso?

-Sei que se você o perder para a loucura, irá abandonar esse mundo com ele, e Kardia e eu escolhemos vocês pois são como nós. Sei que eu mesmo não viveria sem Kardia, se um dia ele chegasse a abandonar esse mundo, eu abandonaria com ele.

Degél, diferente do que Camus imaginava, não era fechado, falava abertamente sobre seus sentimentos. Talvez falasse isso apenas para Camus, mesmo com seu rosto impassível, suas palavras eram verdadeiras.

De repente, Camus estava sozinho novamente, era macabro como Kardia já não era humano, nem ao menos tentava finjir em seus movimentos. Apesar de ter lhe ensinado a se mover com calma e cuidado para não gerar desconfiança dos outros, Kardia, quando estava apenas entre vampiros, fazia questão de simplesmente desaparecer.

Camus olhou em volta, estava no quarto de Degel no Santuário. Os livros e pergaminhos estavam por todas as partes, línguas que Camus conhecia e outras que, apesar de não conseguir lê-los Camus sabia que eram muito antigas.

Sentou-se na escrivaninha e pegou um pergaminho vazio e começou a escrever. A pena afiada correu em uma velocidade que ele mesmo não sabia ter, e passou a escrever os detalhes de sua infância. Surpreendentemente lembrou-se de fatos que não se lembrava à muito.

Quando se mudou com Milo para seu antigo castelo, lembrara-se de pequenas coisas simples, mas agora, as lembranças passavam vividamente em sua mente como se tudo estivesse acontecendo novamente diante de seus olhos.

Sua linda mãe de cabelos dourados longos, era rechonchuda e engravidara muitas vezes, lembrou-se de seus irmãos mais velhos e mais novos, e seu pai, seu doce e cavalheiro pai que jamais quiz nada além de paz para sua família.

Lembrou-se de quando aprendeu que a sua família era bem mais provida de que todas as outras que já conhecera, e lembrou-se de como admirava seus irmãos, ainda sabia seus nomes, Olavo, o mais velho, estudava para ser padre, ele tinha os cabelos castanhos, uma mistura de cores entre os cabelos de seu pai e de sua mãe. Era gorducho também, mas dono de uma bondade igual à de seu pai. Melissa, a segunda, uma linda moça de cabelos dourados e olhos azuis da cor do céu iria se casar com um conde de outras terras e se preparava para uma grande viagem, Victor um estudioso ruivo alto, o mais alto de todos seria um professor, seria o mestre de sua casa. Maria era ruiva como Camus, seus cabelos pareciam ter a cor do fogo, assim como a sua personalidade, forte, encrenqueira, mas estudava dedicadamente à ser uma boa esposa, admirava sua mãe mais que tudo. Os gêmeos, Ricardo e Larissa, lindos bebês.

Como ele os amava, todos eles, até o filho que estava na barriga de sua mãe. E lembrou-se também dos detalhes do dia em que fora tirado de seus, toda a violência, o sangue, os gritos, o sofrimento. Enquanto escrevia sentiu sua mente viajar até o passado e voltar em um piscar de olhos e notou gotas de sangue no pergaminho em que escrevia.

-Camus?- a voz doce e gentil que tanto amava de Milo vinha da porta- pela Deusa, Camus, o que houve?

Tocou o próprio rosto e notou, as gotas de sangue caíam de seu próprio rosto, escorrera de seus olhos e manchavam o que escrevia.

Com movimentos de um cavalheiro , tirou um lenço de linho de tecido fino de seu bolso e limpou seus olhos, a macha vermelha-viva ficara no tecido branco.

-Estava apenas lembrando, Milo, coisas que achei que havia esquecido, mas acho que os poderes que ganhamos trazem muito mais do que apenas força ou imortalidade.

Os braços fortes de Milo enlaçaram seu pescoço e Camus foi puxado para perto de Milo.

-Esse sangue todo, saindo de seus olhos, acho que isso me assustou um pouco- confidenciou, beijando seu rosto onde haviam marcas da trilha vermelha.

-Nós somos isso agora, Milo, filho de Dégel e Kardia, filhos do sangue, tudo em nós, suor, lágrimas, tudo é sangue.

Milo o abraçou novamente, respirando fundo para sentir seu perfume.

-É estranho estar vivo- disse- é como seu eu acordasse de um pesadelo. Eu estava pronto, sabe? A deixar esse mundo, havia aceitado a minha morte, e agora...- balançou a cabeça como se tentasse acordar- isso tudo, o que eu deveria pensar?

Camus em silêncio deixou-se ser apertado, a pele de Milo não era dura ou fria como a de seus mestres, era macia ainda, tinha um brilho sobrenatural tão discreto quanto ao dele próprio.

Poucos meses se passaram até a repentina partida de Kardia e Degel. Um dia, ao levantarem de suas camas, Camus e Milo estavam sozinhos. Sem levarem nada, apenas, desapareceram do santuário como se suas existências tivessem sidos substituídas pela deles.

Camus sentiu-se abandonado, como um filho que se perdera do pai. Por mais que haviam se conhecidos à pouco, se sentiu completamente miserável com a falta de seu mestre.

Milo, por outro lado, não deu muita importância. Se preocupou mais com o estado de Camus à si próprio, não se importava com seu criador, muito menos com criador de Camus.

Apesar da amargura e da solidão, Camus aprendeu a lidar com os outros vampiros do Santuário. Ficara amigo de muitos, Shaka, um recém chegado como ele, muito sério e estudioso, Mu, que fora criado diretamente por um dos imortais mais próximos e respeitados da Deusa.

Agora ele passava muito tempo nas grandes bibliotecas, lendo, estudando, percebera que com seu sangue forte, podia ler em uma velocidade acima do normal. Podia passar noites e noites se alimentando uma vez por dia, e passando o resto lendo ou discutindo com Saga, um dos mais antigos.

E, após alguns anos de convivência, se sentia natural, como se tivesse nascido e crescido naquele lugar.

Mas nem tudo era paz no santuário, haviam conflitos com o irmão gêmeo de Saga, Kanon. Aquele que vivera nas sombras, aquele que amava seu irmão mais do que qualquer outra coisa no mundo e exigia que Saga fosse o novo líder, que o poder de Saga se sobressaísse perante a Deusa e que formassem um motin contra os antigos.

Louco, completamente louco, lutava com unhas e dentes para suas teorias alucinadas de libertação dos vampiros, queria dominar o santuário e os humanos fora dele.

Muitas vezes até mesmo Milo entrava na briga ao lado dos outros.

Então, Kanon foi preso em um lugar em que não poderia sair sozinho, em uma caverna à beira do oceano. Saga, desolado com a sua própria atitude desapareceu. Alguns dos moradores do Santuário deixaram o lugar e o último antigo, Dohko, deixara o posto de sub líder para morar em algum lugar na China.

Durante anos viveram assim, os que sobraram, os que se mantinham fiéis aguardando sua própria hora. Os que simplesmente não podiam abandonar seu posto de Deus.

...oooOOOooo...

Camus foi levado para fora do Santuário, o céu estava muito limpo, podiam-se ver todas as estrelas, brilhantes e algumas nuvens.

A Lua sorria para eles, e Milo o carregou com sua velocidade vampírica para o topo do morro mais alto da região, e sentaram-se na árvore mais alta.

-Irei partir- disse- sair desse lugar, viajar pelo mundo, não estou mais doente, não tenho mais o que temer, e agora que os dois não estão mais por perto, estou livre.

-Milo...

As costas de Milo eram largas, o couro de sua roupa tinha um cheiro característico da pessoa que o vestira antes de Milo levá-la para si. Ele não usava os trajes gregos do Santuário. Preferia trazer os objetos que mantinha em seu quarto, seus móveis, roupas e algumas pinturas.

-Não preciso ficar aqui, Camus, e, para dizer a verdade, não quero, não tenho intenção de seguir as ordens de ninguém. A única coisa que me prende aqui, Camus é você, não gosto de estar entre essas criaturas, não gosto de viver aqui apenas por viver. Agora estou livre, como estive quando estava com você.

Os cabelos dourados caíam em cascatas até a sua cintura definida. Como era belo, como ainda parecia aquele ser tentador que Camus encontrara à anos atrás.

-Não suporto conviver com mais ninguém além de você, Camus, meu amor, meu salvador, meu príncipe de cabelos flamejantes- de repente suas mãos estavam entrelaçadas em seus cabelos, e Camus conseguiu sentir a respiração de Milo tão próxima que umidecia seus lábios.

-Eu o amo..-disse em um sussurro.

-Eu sei- respondeu Camus, sua voz saiu levemente trêmula. Não que ele não soubesse, assim que botaram os pés no santuário, Camus sabia que ali não era o lugar de Milo.

-Não vou pedir para você vir comigo, Camus, sei que você ama esse lugar agora, ama a Deusa, sem mesmo tê-la visto uma única vez. Sei que ama Mu e Shaka, Aioria e os outros. Mas todas essas pessoas não signficam nada para mim.

Silêncio, Camus nada respondeu. Amava Milo, sim, como a própria vida, durante o tempo que morou com ele em seu castelo, ou talvez até antes, sabia que era por Milo que havia nascido.

Mas agora, não era mais assim, havia nascido novamente a partir do momento em que sentira as presas de Degel em sua garganta.

Amava Milo sim- repetia sempre para si, mas amava outros também. Milo jamais precisara de outros além de Camus, mas Camus precisava de todos à sua volta.

-Jamais direi adeus à você, meu príncipe- disse entre um beijo e outro- jamais está me ouvindo? Apenas partirei para que possa recomeçar a minha mente e a minha alma. Preciso desse tempo, preciso estar sozinho um pouco. E você, você precisa ficar. Esse lugar à você pertence, estavam esperando por você, sei que você também irá partir, eventualmente, mas por hora, meu amor, por hora, preciso partir e você ficar.

-Não, Milo, está enganado, isso tudo, o santuário não significa mais para mim que você, eu o amo, mais do que já amei qualquer um nesse mundo, entende? Não, não posso partir, mas vê-lo pelas costas seria o fim para mim.

Os lábios de Milo tocaram os seus, beijando-o com a força da paixão aterradora que sentia por Camus. Mas nada disso era o suficiente, e ambos sabiam.

-Não, Camus, se você vier comigo, meu amado, irá me odiar para sempre.

-Por que acha isso? Milo, não entende, eu o amo, preciso de você comigo, apenas a idéia de estar sem você é insuportável para mim, não parta, não sem mim, Milo.

Mais um beijo quente, agora Milo mordera sua própria língua, enchendo a boca de Camus com o sabor metálico, delicioso de sangue fresco, o sabor de Milo.

Era a primeira vez que bebia o sangue de um outro vampiro desde que havia sido transformado. Camus mordeu a língua de Milo quando a ferida se fechou, com suas pequenas e quase impercepitíveis presas, sugando com força.

Seu coração e o coração de Milo bateram com força, juntos, ele devia ter gemido alto quando fechou os olhos. Não enxergava nada, não haviam mais corpos ou almas separadas, Camus e Milo se tornaram um.

Sentiu-se evaporar e flutuar como as nuvens brancas nos céus do verão. Sua alma incendiara-se a cada gole que bebia.

Viu-se na pele de Milo, deitado sob as estrelas, era apenas um menino, ao seu lado havia Hewke, deitado, cochilando, e Milo sussurrava o nome de Camus baixinho, apenas para si.

Quanto amor ele sentia por si. Era Milo que fazia essas visões maravilhosas? Uma floresta de flores coloridas e um vento com perfume de jasmim.

Tudo havia acabado como um chacoalhão brusco. De repente Camus estava lá entre os braços de Milo novamente, sendo agarrado pela cintura para não cair, seus dedos longos enroscados no pescoço fino e pálido de Milo, o perfume de seus cabelos.

-Eu o amo Milo, eu lhe imploro...

-Se eu o deixar vir comigo, meu amado, você irá me odiar, não suportaria isso- aquela voz grossa e forte em seu ouvido era hipnótica- não suportaria- repetiu- eu não me perdoaria por isso, enlouqueceria. Eu o amo tanto, Camus, que as vezes sinto que minha alma já deixou esse corpo quando o conheceu.

-Juro, por tudo que eu acredito, Camus que nos veremos, muitas e muitas vezes mais, mas não posso mais ficar, um dia, nos reuniremos novamente, para sempre, como Kardia e Degel fizeram, mas para isso preciso deixá-lo agora meu amor. Lembre-se, jamais deixarei de amá-lo, jamais entendeu?

Milo afundou seu rosto no pescoço de Camus, e as finas agulhas penetraram em sua artéria.

Agora Camus soube que gemeu, sua voz soou rouca e baixa, incontrolada.

As mãos fortes de Milo haviam entrelaçado as suas, seus corpos novamente haviam se fundido com aquela conexão nova e misteriosa. O som alto dos tambores havia se dissipado em um segundo.

O êxtase, era tão poderosa a força de Milo sobre si que Camus prendeu os dedos nas vestes de couro, rasgando sua gola e gritando de excitação.

De repente, estavam no quarto de Milo, deitados em sua grande cama, o calor um do outro se completando e os olhos azuis de Milo o encarava.

Estavam nus, se movendo juntos, freneticamente, descontrolados, gritando sem conter as vozes agitadas.

Então Camus não fez nada, não disse nada, apenas deixou-se envolver no sono matinal dos vampiros.

Ao anoitecer, estava sozinho, e Camus se agarrou nos lençóis que ainda levavam o cheiro que ele tanto amava.

Não, Camus e Milo não se separaram para sempre, muitas noites, em muitos anos eles se encontraram novamente. Cantavam, dançavam, caçavam e choraram juntos.

Eventualmente, Camus deixou o santuário. Mas não foi atrás de Milo. Se isolou no extremo norte congelante do mundo em busca de respostas pelos quais ele não sabia as perguntas.

Camus criara as duas crianças humanas, Isaac e Hyoga, criou-os enganando-os. Como se fossem filhos de sua própria carne, mas sem dar-lhes o sangue maldido, alimentou-os , deu-lhes um teto e aqueceu-os. Sua via agora mudara completamente. Era obrigado a finjir-se o tempo todo como humano. Eventualmente Milo aparecia, mas não ficava muito, Milo não suportava nem ao menos crianças humanas.

Camus não podia, não ainda, ficar apenas com Milo. E até que ele estivesse pronto Milo partiria, viajaria, esperaria. Cresceria sem Camus, mas para Camus, nem que isso durasse toda a eternidade.

fim...por enquanto..

...oooOOOooo...

Olá queridas leitoras, como tem passado?

Então né, esse seria o fim dessa fict XD esse capitulo está pronto já faz um tempo, mas estava tão encucada em terminar ou não a fict por aqui que fiquei muito tempo a pensar.

Quem leu o Love&Blood entendeu que essa fict (santuário)acontece antes da outra (love) mas, como eu disse antes, não é necessário ler uma para ler a outra. A santuário só surgiu no meio da primeira pois achei justo o Camyuu lindo e fofo ter uma história só dele.

Eu fiz desse o último capítulo pois acho que, pelo menos essa fase da vida dos dois, acabava por aqui.

Quero muito fazer uma terceira fict contando mais sobre o santuário, os outros moradores, Kanon e o futuro dos personagens.

Há muito ainda o que contar e espero realmente conseguir minha inspiração para escrever de volta. Ultimamente ando tão frustrada que não consigo nem escrever shortficts T_T sério, passando por uma crise de abstinência e estou ficando agoniada, tudo por culpa do bendito estresse que todas temos, certo?

Creio que através das ficts dá para perceber que sou uma grande fã de Anne Rice não é? XD ela é minha musa, seus livros são meu mundo (ui, dramática) e fiquei imensamente triste em saber que ela foi ao Brasil e EU NAO ESTAVA LAH T_T.

Meninas que leram até aqui, muitíssima obrigada, vocês me animam MUITO( não fazem idéia de como as leitoras e leitores são importantes para um fictwriter)

Pandora L.C, Eric J, Pure petit-cat, muito obrigada por todas as reviews, espero que continuem acompanhando minhas ficts.

Obrigada por lerem até aqui, e agradeceria muitíssimo reviews

Bjs