» Fanfiction by Elizabeth Von Bathory – Die Vampyr

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AVISO: O final deste capítulo contém cenas fortes...

PRISÃO DO DESEJO

"(...)Quando a tempestade é mais violenta

e o horizonte parece estar longe

Você encontrará forças para continuar...

E destruirá o medo que lhe faz sentir-se Inferior..."

(Tradução do 3º verso da canção "Silence From Afar" –

banda After Forever)

.:: Capítulo III – Momento de Silêncio ::.

Depois de tomar um banho digno de uma princesa, tão longo havia sido, Riza sai do banheiro e vai para o quarto, vestindo um roupão de banho que, pelo tamanho, só poderia ser de Roy, e secando os cabelos com uma toalha. Somente quando ela se senta na cama, é que percebe que não tinha roupas para vestir, já que a única veste com a qual chegou ali havia sido sua camisola.

Então, ela senta-se na cama, olhando para baixo, tentando entender como as coisas mudam de um minuto para o outro. De manhã ela estava em sua casa, descansando para, quando acordar, ajeitar tudo para sua viagem, depois de obter a baixa no quartel, e, agora que já era quase noite, ela estava cativa na casa do homem que amava, mas não sabia até aonde ele poderia ir com essa "brincadeira" de seqüestrá-la.

Depois, volta ao banheiro, e penteia os cabelos, que ainda estavam úmidos. Quando acaba, vai andando pelo quarto até que a curiosidade em conhecer o resto da mansão de Roy fala mais alto. Como uma criança curiosa, ela abre a porta do quarto devagar e não vê ninguém no corredor. Depois de sair do quarto e começar a caminhar pelo corredor que levava às escadarias para chegar ao primeiro andar da mansão, ela começa a notar o quão rica aquela residência era. Realmente não combinava nada com Roy, mas era aonde ele morava agora por direito. Afinal, era o Marechal, não poderia morar em qualquer casa.

Descrever aqueles ambientes era quase o mesmo que estar em algum castelo medieval muito rico. No chão, tapetes vermelhos, decorados com frisos dourados, nas paredes, quadros de pintores famosos e, nos cantos, esculturas de mármore. Por um minuto, Riza crê que estivesse em algum museu ou coisa assim. Quando chega às escadas, ela olha para o andar de baixo e vê mais luxo e riqueza, mas não desce ainda, procurando com o olhar se Roy estaria ali em algum lugar. Não estava. Assim, ela desce cautelosamente, e chega ao primeiro andar.

Como ainda estava vestindo o roupão de banho dele, a preocupação dela era em encontrar algum empregado pela casa. Mas, aparentemente, a casa estava vazia, ou melhor, só havia eles dois ali dentro. Assim, ela continua andando e chega até o que ela imagina ser a sala de estar.

Lá, um imenso piano de cauda negro com a tampa fechada tinha em cima vários porta-retratos com fotografias de Roy de épocas passadas. Algumas Riza já conhecia, como as fotos que ele havia tirado com seu melhor amigo, Hughes, morto durante a investigação dos homúnculos há vários anos atrás. Ela própria sentiu um aperto no coração ao ver as fotos. Porém, a sensação de tristeza que sentia logo é tomada pela surpresa pelo que vê em meio à tantas fotos: uma foto dela própria, andando no centro comercial da Cidade Central.

- Ãh?!?... Não me lembro de ter tirado esta foto... – Riza fala para si mesma enquanto pega o porta-retrato na mão para olhar mais de perto.

- E nem poderia...Você não me viu tirá-la... – Diz Roy calmamente, chegando à sala naquele exato momento. É claro que Riza se assusta.

- ...Roy?... Onde você estava?... – Coloca o porta-retrato de volta na tampa fechada do piano.

- Eu estava no escritório, dando uns telefonemas, como eu disse... – Diz enquanto se aproximava dela... – Já você vejo que está bem à vontade, afinal, já até tomou banho... E então...O que achou da nossa casa?...

- É... Bonita e... – Fala meio distraída, mas então percebe o que ele falou... – O que disse?!?... "Nossa" casa?!?...

- Algum problema nisso?... Nossa, sim!... Ou você acha realmente que eu vou morar sozinho aqui pra sempre?... – Diz enquanto vai se sentando no sofá no outro canto da grande sala, calmo.

- Você disse que só ficaria comigo aqui por uma semana...

- Riza... Acha que depois disso, se você disser as três palavrinhas que eu quero ouvir, eu não vou me casar com você?... Aí então a casa será efetivamente "nossa"...

- Casar?!?!?

- Mas é claro... ...Riza, por que tanta surpresa a cada coisa que eu falo?... Eu pensei que você já soubesse de tudo... – Começa novamente a se fazer o sorrisinho sarcástico nos lábios dele, enquanto ele cruza os braços e se põe numa postura à vontade no sofá... – Ou será que está se fazendo de inocente diante dos fatos?... Eu sempre soube que seu poder de dedução era grande... Mas você está me mostrando o contrário agora...

- Não é isso...Roy... – Ela começa a falar depois um tempo bolando frases em sua mente. Ele estava mais sarcástico do que de costume, ou talvez fosse um jogo dele para fazê-la falar logo o que ele queria ouvir... – Eu só não consigo acreditar em tudo que está acontecendo... As coisas estão indo muito rápido...

- Pois eu acho que estão devagar até demais... – Ele fala, enquanto levanta-se do sofá e vai andando até perto dela... – Acho que você já deveria ter falado e nós já deveríamos estar nos "conhecendo" melhor... – Fala, enfatizando o "conhecendo" com uma expressão de segundas, terceiras e quartas intenções.

- Eu não acho!!... – Ela faz uma pausa depois de dizer isto. Então... – Mas eu sei que você está se comportando até demais... E eu acho que estou sendo dura demais...

Por um instante os olhos de Roy se enchem de um brilho especial. Ele acredita que ela vai falar, finalmente, as palavras que ele quer tanto ouvir. Riza se aproxima um pouco na direção dele, mas pára, de cabeça baixa. Então diz:

- Roy... Me... Me desculpe se eu estou sendo muito... Impertinente com você...

- "Impertinente"?!?!... Eu acho que você está sendo muito dura, isso sim... E não só comigo, mas também com você, meu anjo... Pra quê se privar de algo que eu sei que você também quer... – Ele fala e causa novo espanto nela. Ele vai se aproximando dela ainda mais.

- Não... Não foi isso que eu quis dizer!!... Eu... – Era impressionante. Por mais uma vez, ela não achou palavras para responder à altura para ele.

- Riza... Sabe que você fica ainda mais linda quando está com os cabelos soltos?... Ah, eu já devo ter falado isso um milhão de vezes... É que... Assim... Com eles molhados... Você fica mais... Mais sexy – E novamente a voz dele estava carregada de malícia. E ele prossegue... – Deve estar querendo saber o que vai vestir, já que veio apenas de camisola, não é?... – Riza apenas assente. Era isso mesmo... – Então, é só voltar lá no quarto e abrir o armário... Como eu te disse, eu arrumei tudo para que você pudesse ficar aqui sem problemas... Então tomei a liberdade de passar na sua casa e ir buscar suas roupas e outros objetos pessoais... E, claro, seu amiguinho...

Quando Roy acaba de falar, vai até a porta lateral da sala, que levava à ala dos empregados na mansão e abre-a. Black Hayate, o cachorrinho de Riza, entra na sala latindo e vai até ela, que imediatamente se abaixa para afagá-lo.

- Black Hayate... – Ela fala enquanto acaricia a cabeça do animal, feliz por ver sua dona... – Roy... ... – Ela levanta a cabeça, mencionando em dizer algo para ele, mas para em sua fala e levanta-se do chão... – Eu vou ao quarto vestir alguma coisa... Com licensa...

Roy fica olhando para a bela Tenente subir as escadas em direção ao seu quarto. Depois, olha para Black Hayate e comenta com o cão.

- Ela é sempre tão durona assim?... Nem imagino o que ela deve te obrigar a fazer antes de te alimentar todo dia... – Diz, enquanto se agacha no chão, afagando a cabeça do cão.

Novamente no quarto, Riza não sabe bem de qual armário ele havia falado que estavam as roupas dela: havia ali vários armários, todos móveis imensos, com portas decoradas, que iam do chão ao teto. Com isso, ela começa a abrir as portas para ver em qual deles estavam suas coisas. A loura vê as coisas que pertenciam a ele, tudo muito bem arrumado. As roupas impecávelmente dispostas de acordo com as cores, os uniformes militares dele. Tudo um primor. Mas é claro que não seria obra dele aquela arrumação.

Finalmente, quando ela encontra em qual armário estavam suas coisas, ela nota com que precisão ele escolheu as roupas dela que iria levar para esta "temporada" na casa dele. Seu perfume, escova de dentes, escova de cabelos e até suas presilhas estavam ali. As roupas de que ela mais gostava também estavam ali, prova cabal de que ele a observava quando ela estava em dias de folga, em casa, durante as compras. Durante as compras?... É mesmo, lembra-se Riza, ela continuava intrigada com a tal fotografia que ele havia tirado dela e que estava no porta-retrato sobre o piano.

Curiosa, Riza volta em uma das portas do armário em que viu vários álbuns de fotografias empilhados uns nos outros e cuidadosamente – para não desfazer a arrumação – retira alguns. Ela vê muitas fotografias da época em que Roy era jovem, quando ainda era de um posto bem inferior no quartel, depois, mais velho um pouco. Fotografias de festas em que ele esteve com Hughes e os outros rapazes do quartel; Havoc, Breda, Fury e Falman. Até mesmo fotos de Edward e Alphonse Elric estavam ali. E, claro, fotos que ele havia tirado com ela. Muitas fotos. Nas quais eles estavam sérios, mantendo o protocolo de militares exemplares, um ao lado do outro, de braços retos para baixo e sem expressar nem um único sorriso. Quanta diferença da situação que estavam passando agora...

Riza resolve deixar as fotos para depois e vai logo se vestir, porém, quando está colocando os álbuns que havia pego de volta à pilha, ela vê uma caixa escondida no fundo do armário, semi-aberta, e nota que ali também havia fotografias. Mais uma vez a curiosidade fala mais alto e ela pega a caixa, sentando-se no tapete para ver o que havia ali. Os seus olhos âmbar não poderiam ter outra surpresa senão ver a si própria naquelas fotos. As fotografias que Roy tirava dela quando não estava trabalhando.

Riza se vê em várias ocasiões: no setor de treinamento de tiros do quartel, em festas formais dos militares, quando estava fazendo compras, quando estava passeando no parque com Black Hayate... É claro que ela começa a se perguntar quando e como ele tirou tantas fotos sem que ela soubesse... Ele a teria seguido tantas vezes?... Mas... E as velhas histórias de que, nos tempos vagos, Roy ficava "dando em cima" da primeira mulher que aparecia?... Pelo visto era uma mera desculpa para ele seguí-la sem levantar suspeitas. Riza não pôde deixar de sentir-se feliz por saber que ele tinha tanto interesse nela. Mas nem tudo era tanta felicidade...

Uma das fotos lhe tira completamente a calma: Uma fotografia dela dormindo, isso mesmo, dormindo em sua cama, em seu quarto, em sua casa!! Aquilo era demais. Como e com que direito ele havia entrado em uma noite na casa dela para fotografá-la sem que ela ao menos o tivesse visto entrar?... E logo ela, sempre tão alerta, que praticamente dormia com sua pistola debaixo do travesseiro, não ter percebido nada!!

Riza faz uma expressão de indignação com aquela fotografia em mãos, quando Roy entra no quarto. Imediatamente, ela levanta o olhar para ele, que parece não esboçar nenhuma reação adversa ao vê-la com as fotografias que ele tirou dela nas mãos.

- Como... COMO VOCÊ FEZ ISSO?!?!? – Ela questiona, alterando o tom de voz... – Isso é invasão de privacidade, Roy!! Você me seguia!!! – Diz, perplexa.

- Como eu fiz?... Bem... Fazendo!! – Diz sarcástico até a alma... – Calma, querida... Não tem que ficar assim só por causa de umas fotos... Eu queria ter uma recordação sua quando você não estivesse comigo... E encontrei nas fotos uma maneira de ter sua imagem perto de mim... – Fala agora num tom mais ameno... – ... Eu fiz isso porque eu... Porque eu sou um covarde... E não conseguia me declarar à você...

- E agora que não agüentou mais apenas fotografar, resolveu me trazer para perto de você pessoalmente... – Ela completa o raciocínio dele.

- É... Será que eu fiz algo tão errado assim?... – Ele pergunta, mas Riza não responde, apenas encolhe os ombros como quem diz "não sei...", e ele, então, prossegue mudando de assunto... – Por que não troca logo de roupa e vamos dar uma volta no jardim?...

Riza não diz nada, como que aguardando que ele saísse para ela se trocar. Roy percebe que era isso e diz, metódico:

- Quer que eu saia?...

- Se for possível...

- Mas... Qual o problema se eu ficar?...

- Como qual o problema?!?!... Você vai me ver...

- ...Nua?... E qual o problema nisso?... Você sabe muito bem que, se eu quisesse, já teria feito muita coisa com você, Riza... – Ao dizer isto, Roy a vê engolindo a seco. Era como se estivesse dando uma bofetada nela... – Por todas as situações... Eu estive na sua casa com você dormindo... Você esteve desmaiada aqui desde de manhã... Acha que eu não teria tempo suficiente para fazer o que eu quisesse?...

Desta vez ele passou dos limites, falou o que não deveria ter falado. Definitivamente o orgulho da loura foi atingido, e ela não teve outra reação senão fechar a cara e avançar a passos largos na direção dele, abrindo a caixa que continha suas fotos e pegando algumas delas na mão. Quando já se encontrava diante dele, Riza, olhando-o com olhos cheios de raiva, rasga as fotografias e joga os pedaços nele.

- Pois faça o que quiser com as Rizas dessas imagens aqui!! Guarde todas elas numa caixa e tranque, exatamente como você quer fazer comigo!! E agora eu não vou mais a lugar algum com você!!

A calma metódica de Roy começa a se perder. Quando ele vê as fotografias que guardava com tanto esmero rasgadas, e pela própria Riza, e ainda mais somando aquele comportamento agressivo dela em reação às palavras dele, Roy se descontrola. Agarra um dos pulsos dela e diz, depois de puxá-la para ele:

- Tudo bem... Rasgue todas as fotos, se quiser... Eu já tenho a original!!

E, dito isto, ele permite-se descontrolar e joga Riza na cama. A jovem Tenente cai de costas na cama e, antes que pudesse se levantar, sente suas pernas serem puxadas por ele. Rápido, ele se encaixa entre as pernas dela e prende seus pulsos com as mãos. Riza já demonstrava um olhar de medo, e, quando encontra a expressão de descontrole dele, fica com mais medo ainda, percebendo o quão vulnerável ela estava agora à vontade dele.

- O que vai fazer comigo, Roy?!?! – Pergunta num tom entre o medo e o desespero.

- Nada que você também não queira!! – Diz em um tom de pura lascívia.

- Não!! Eu não quero!! ME SOLTA!! – Começa a exclamar, tentando debater-se inutilmente enquanto ele desfazia-se em carícias à força no pescoço dela, beijando e lambendo enquanto ela gritava para ele parar.

Depois disto, sob os gritos e protestos dela, ele segura com apenas uma das mãos os dois pulsos dela e, com a mão livre, desce até a cintura dela, acariciando por cima do roupão de banho. Riza não era tão forte agora... Sua imagem de imponência diante dos inimigos não condizia em nada com a imagem dela agora: subjulgada pela força dele. Mas ele não era um inimigo... Contudo, ela também não queria fazer daquele jeito.

E ainda havia um pequeno segredo que ela guardava. Não era um "segredo" própriamente dito, mas era algo bastante pessoal. Quem via a imagem de Riza Hawkeye séria, a militar exemplar, senhora de si, de sua vida, que assustava até o bandido mais perigoso num interrogatório, não poderia sequer imaginar que aquela Tenente ainda guardava o que, geralmente, apenas as adolescentes ainda mantinham: a virgindade.

Sim, por mais difícil de se acreditar, era uma verdade que aquela jovem mulher ainda se mantinha intocada, prova cabal de que ela nunca havia estado com um homem antes. Claro que já havia namorado, mas esta era a razão pela qual seus relacionamentos nunca chegavam ao terceiro mês: ela se recusava a ir para a cama, e todos se afastavam. E então ela voltava novamente a se enterrar no trabalho e na imagem dele, de Roy, o único homem que sempre recheou seus pensamentos e desejos. Mas é óbvio que ela não queria que ele soubesse disto... E passar por mais uma humilhação?...

Mas agora este mesmo homem estava fazendo algo sujo demais para ela aceitar: tentando possuí-la à força por puro orgulho ferido já que ela se recusava a fazê-lo. Ele continua a beijá-la, alisar as pernas dela, e é quando ele percebe algo que, até então, não tinha percebido: ela estava sem roupas íntimas. Isto foi uma espécie de combustível para ele ficar mais descontrolado do que já estava e, perdendo qualquer noção do que poderia fazer ou não com ela, se afasta um pouco do corpo dela e puxa a faixa do roupão.

É lógico que agora, com os braços livres, Riza começa a empurrá-lo e tenta se levantar, porém a força que ele emprega em mantê-la em baixo de si era maior. Depois de puxar a faixa, Roy não pensa duas vezes antes de abrir o roupão. Sua primeira reação é de ficar parado alguns segundos, admirando a beleza dela. A própria Riza fica um tempo parada, sem reação, temendo o que ele estava para fazer e sem acreditar que ele havia mesmo feito aquilo. Ela estava nua e em baixo dele...

O momento de silêncio que se formou entre eles poderia até ser o prelúdio de um beijo apaixonado entre eles, porém, o que de fato acontece é que Riza começa a chorar... Primeiro uma lágrima, depois duas, três e logo os cantos de seus olhos âmbar estavam inundados de lágrimas e ela já não podia mais se controlar. Tal atitude dela irrita ainda mais Roy, que volta a prender os braços dela como fêz antes.

- QUAL É O PROBLEMA, RIZA?!?!... ACHA QUE EU SOU DOENTE?!?!... TEM NOJO DE MIM?!?! – Pergunta ele, gritando bem perto do rosto dela, irritado por ela chorar e demonstrar medo dele, quando ele queria que ela demonstrasse outra coisa.

- N-Não... – Ela responde com os olhos fixados nele, com receio do que deve responder... – N-Não é nada disso... ...Eu só... Estou com medo...

- Pois se quer tanto sentir medo, vou te dar motivos de verdade!! – Ele fala pela última vez antes de voltar a avançar contra o corpo dela com um condenado faminto diante de um banquete.

Depois disto, ele vai além, retirando a camisa que usava e arremessando-a longe, ficando apenas de calças e volta a acariciar com força o corpo dela, enquanto ela gritava a plenos pulmões que não queria aquilo... Não daquele jeito... Porém, descontrolado como estava, Roy não dá ouvidos à sua amada e começa a acariciar com mãos fortes os seios dela, cuja pele frágil se arrepia ao toque dele. Ela reclama, protesta, arranha as costas dele na tentativa de fazê-lo parar, contudo, parecia que cada negação dela era um motivo a mais para ele se descontrolar mais ainda.

Como já não controla mais o que faz, e deixa apenas o seu corpo agir com os instintos de um animal selvagem, Roy não controla também o que fala, e, mesmo que suas palavras magoassem Riza, ele não se contém e diz:

- Riza... Eu tentei ser gentil com você, mas você me despreza como se eu fosse um cão imundo!! Mas agora você vai ver como um cão pode virar lobo se for maltratado!! – E, dito isto, ele a puxa pelo pescoço, sem machucá-la, mas forçando-a a encará-lo e diz, olhando nos olhos dela... – Você é minha subordinada no quartel... Vai ser minha subordinada aqui também!!

Antes que ela pudesse fazer tentar qualquer outra tentativa de escapar, ele se levanta e a puxa pela cintura, obrigando-a a se virar de costas para ele. Não... Naquela posição, não!! Seria humilhação demais, mas o que ela poderia fazer?... Ele é mais forte e ela tinha que se acostumar com esse fato... Porém, quando ela se sente ser virada de costas, ela não escuta nada além das respirações ofegantes deles dois... Roy parou de atacá-la...

Não podendo agüentar a curiosidade, Riza vira o rosto lentamente para trás e vê o rosto de Roy paralizado... Sim, ele viu... Aquela imagem nas costas dela... Aquela imagem que ela guardou como um segredo à sete chaves... Uma tatuagem em suas costas contendo o desenho de um grande círculo de transmutação do fogo: a última alquimia das chamas... A mais poderosa de todas.

O segredo que Riza prometeu ao seu próprio pai que guardaria em seu corpo estava revelado... E logo para ele, para Roy!!

Com o rosto em uma expressão que era um misto de total surpresa, curiosidade, Roy pergunta à Riza, com seu tom superior ainda mais acentuado pela circusntância:

- Riza... O que é isto?!?... Explique... O que é esta tatuagem?!?!...

Toda a exitação que ele sentia até um segundo atrás começa a se desfazer quando ele vê aquela imagem... Ele já havia visto aquilo antes, mas apenas em livros de alquimia das chamas muito antigos... Como poderia ver uma imagem daquelas, tão importante e significativa para a prática alquímica da qual ele era adepto – as chamas – tatuada logo no corpo dela?...

- R-Roy... ... Você nunca deveria ter visto... Isso... – Ela fala enquanto se vira lentamente de volta, para olhá-lo nos olhos... – I-Isso é... O Legado de Fogo... – Ela fala num tom não mais alto que um sussurro...

Roy estava confuso... Havia muito o que ser explicado ali...

(Continua...)

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Olá!! Mais uma vez gostaria de agradecer pelos Reviews e agradecer pelo fato de saber que ainda tem gente que gosta de ler fics grandes, do jeito que eu escrevo... É um alívio, assim, eu sei que não perdi meu tempo ao expôr esta história para vocês!!

Para os meus queridos que estão acompanhando a fic, gostaria de pedir desculpas caso as cenas finais deste capítulo tenham sido fortes demais... Tenho de avisar que, os próximos ficarão mais "adultos" (entendam como quiserem...), mas prometo não deixar a qualidade cair!! Até o próximo capítulo!!

»» Agradecimentos referentes ao "Capítulo II – Semblante de Confusão ««

Para: "Mystical Higurashi"; "luciana"; "Ghata Granger"; "Mael Asakura" (meine Liebe) ; "naomi"; "ZEIN"; "tais"; "Priscilla e Ricardo"; "Amande Hiromu-Chan"; "Shinku Mitsuki"... MUITO OBRIGADA NOVAMENTE PELOS REVIEWS E OBRIGADA POR ACOMPANHAREM A HISTÓRIA!! Agradeço profundamente!!! DANKE SHÖN!!!

(Lúúúúú – "Mystical Higurashi" –, e "Mael Asakura" : Obrigada pela ajuda na revisão do capítulo!! .)

E. V. Bathory