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PRISÃO DO DESEJO

AVISO: Este capítulo contém cenas fortes (Lime Hentai). Quem se sentir ofendido com tal conteúdo, pode evitar a leitura desta parte do capítulo e pular para a parte final deste, pois haverá fatos que mudarão os futuros acontecimentos da fic e, quem não ler, ficará perdido.

"...Eles te disseram para não ceder à tentação

...Tire suas próprias conclusões...

Caos interminável em minha cabeça

Por que não há lugar para eu me esconder?

Deixe eu me libertar..."

(Tradução de trecho da canção "Yield To Temptation" –

Banda After Forever)

.:: Capítulo VI – Ceder À Tentação ::.

Os olhos cor do céu da noite de Roy se abrem... E ele ainda está sonolento. Ao começar a acordar, o alquimista vê Riza ainda dormindo, enroscada em seu corpo. O jovem Marechal sorri, feliz por mais um sonho seu estar sendo concretizado: acordar ao lado da única mulher que sempre amou. Ao olhar na direção da janela, Roy nota que ainda está de tarde, pois os últimos raios de sol ainda entravam pelas brechas da pesada cortina sobre a janela.

Roy não se move, nem mesmo se espreguiça, limitando-se a apenas bocejar, afim de que ela não acorde, para poder ficar observando mais de perto, como sempre quis fazer, o rosto dela, a beleza dela. Tão imponente e forte quando está empunhando sua pistola, mas não indefesa e bela quando está dormindo... Com uma expressão apaixonada, ele toca a pele de pêssego do rosto dela, e acaba por fazê-la acordar. Ele sorri, como se a recepcionasse de volta do sono.

- Puxa... que sono... – Riza fala baixo, meio entorpecida... – Dormiu bem, Roy?... – E sorri por fim.

- Ao seu lado... Mesmo com os piores pesadelos, eu dormiria bem... – Responde sorrindo, ainda passeando com as costas da mão suavemente pela face dela.

- Hum... Sabe... Romantismo não combina com você... – Ela fala, enquanto vai se espreguiçando de maneira adorável... E até mesmo sensual.

- Ora... E o que combina comigo, então?... – Replica Roy com um ar malvado.

- Muitas coisas... – Ela fala absolutamente enigmática, enquanto esfrega os olhos de um tom âmbar perfeito.

- Por exemplo...?... – Fica aguardando uma resposta dela, mas como ela nada diz, ele retorna... – Será que aquelas coisas que você ficou gemendo enquanto dormia combinam?...

- Eu?!?!?... Gemendo?!?!? – Surpreende-se Riza e sua voz fica mais firme. Ela acredita que ele estava brincando maldosamente com ela... E isso porque mal acabaram de acordar.

- Gemendo sim, senhora... – Ele torna a respondê-la com seu sorriso metódico nos lábios... E prossegue... – E eu ouvi bem o meu nome no meio dos seus delírios...

- Okay... Vou fingir que acredito... – Ela replica, sorrindo adorávelmente sensual, enquanto vai se esgueirando pela cama até deitar a cabeça no peito dele novamente... – E... O que exatamente eu estava falando?... – Ela pergunta, fazendo-se de desentendida. Claro que não se lembraria com precisão, mas Riza já se conhecia, e sabia que, vez ou outra, tinha certos tipos de sonhos com ele...

- Você fala que... – Ele pára. Fica acariciando os cabelos cor de ouro dela e, depois, com o mesmo tom metódico, diz... – Quer que eu fale ou que eu faça?...

Riza não se contém, precisa levantar. E levanta. Olha para Roy de maneira surpresa... Tudo bem, estavam noivos, mas ele estava começando a se tornar "atrevido". Aliás, pensa Riza, não era exatamente ele quem era o atrevido ali, pois ela mesma já se pegou várias e várias vezes sonhando acordada com ele fazendo coisas "impróprias"... Impóprias, mas extremamente deliciosas!! E essas mesmas coisas impróprias se passam por sua cabeça nesse exato momento.

- O que foi?... – Pergunta Roy, retirando uma mecha de cabelo da testa dela.

- Não foi nada... Eu só... Queria entender como você pode ser tão... ... ... – Ela não diz nada depois, o que provoca curiosidade em Roy.

- Tão o quê?...

- Tão impertinente e malvado... – Ela responde, enquanto ele pega uma das mãos dela, pousa-a sobre seu peito e começa a fazê-la deslizar, afim de que ela sentisse a pele dele... – Isto é uma provocação?...

- Você gosta de ser provocada...

- Tem razão... – Ela replica, com um olhar sensual e começando a se revelar pouco inocente.

- Riza... O que você sentiu de verdade quando soube que eu seguia você?... Quando soube que eu fotografava você só para ficar vendo depois?... – Pergunta Roy segurando o pulso dela delicadamente enquanto a mão dela fica parada bem no meio do tórax dele.

- ...Eu... Acho que gostei... – Responde depois de algum tempo pensando.

- "Acha"?...

- Não... – Ela começa a se debruçar sobre ele, ficando com o queixo apoiado onde antes estava sua mão e torna a olhar para o rosto dele... – Eu gostei de verdade... Gostei de saber que você ficava me espionando... Só prá saber o que eu fazia quando não estava na sua presença...

- Que bom...

Roy sorri. Era exatamente esta a resposta que ele queria escutar. Contudo, Riza parecia estranha, pensa Roy, ela estava começando a ficar mais receptiva do que antes... Mais "solta"... Nem parecia com a menina assustada que ele "seqüestrou" há dois dias atrás. Imediatamente, Roy levanta-se da cama e pede um segundo à Riza, indo em direção à porta que dava para uma outra sala dentro do quarto dele. Ela aproveita-se deste momento para ir ao banheiro, pois disto precisava, e, depois penteia-se.

Logo que ela retorna ao quarto, vê Roy sentado na cama, enchendo duas taças grandes de um vinho tinto muito apetitoso. Ela não se contém e pergunta:

- O que é isso, senhor Marechal?... Pretende me dar um porre para que eu fique obediente às suas ordens?... – Diz encostando-se em uma das quatro pilastras que circundavam a grande cama, as quais prendiam o toldo.

- Não... Só que eu quero que você continue se "soltando" e isso aqui vai te dar uma ajudinha nisso... – Ele então, estende a taça à ela. Riza pega-a e toma um gole rápido, olha para ele e replica:

- É uma boa tática... Mas eu pensei melhor e acho que é bom que paremos por aqui...

- Como assim "paremos por aqui"...?...

- Roy... Eu tenho uma coisa para contar a você... – Ela fala com um semblante preocupado, enquanto se aproxima dele e senta-se ao seu lado na cama, segurando a taça apoiada agora nos joelhos.

- É muito sério?... – Pergunta Roy também preocupado. Se ela queria lhe contar algo a ponto de cortar aquele momento sensual que viviam, deveria ser importante mesmo.

- É uma coisa sobre mim... – Ela fala e Roy olha para ela como quem diz "continue...". Ela prossegue balançando um pouco a taça com o vinho... – Talvez a imagem que eu sempre passei de mim mesma fôsse de uma mulher forte e independente, dona si e que não deve nada a ninguém... De certa forma isto é verdade... Desde que meus pais faleceram, eu nunca dependi de ninguém... Sempre me discipplinei e me sustentei sozinha... Contudo... Este tipo de imagem pode passar um outro tipo se interpretação de mim... De que eu sou... Como é que posso falar sem parecer vulgar?... De que eu sou sexualmente emancipada... – Ela diz tudo tomando imenso cuidado na escolha das palavras... – Só que... Acho que vou surpreender você com uma coisa... – Ela olha para ele finalmente e faz uma breve pausa. Quando Riza pensa em continuar, é Roy quem diz:

- Que você é... ... ...Virgem?...

Riza não consegue conter o olhar de espanto e arregala os olhos em surpresa. Está certo que ele conhecia a vida dela, mas tão intimamente?, pensa Riza.

- Co-Como sabia disso ?!?!?!?... Até nisso você me observava ?!?!?!– Ela pergunta mudando, inclusive, o tom de voz.

- Bom... – Começa Roy em seu tom calmo e metódico... – Na verdade, quanto a isto, eu não te espionava, se é que é correto dizer assim... Eu apenas usei um pouco de lógica... Você nunca teve um namorado... Nunca a vi sair com nenhum homem... E você já está comigo, digo, trabalhando comigo, desde a guerra de Ishbar... E você era bem mais nova, quase adolescente... Então, não acho que tenha feito nada de lá para cá... – Sorri, como quem acaba de ganhar um prêmio... – Isso significa que eu sou mesmo o primeiro homem da sua vida...

- Ora!! – Riza levanta-se quase derrubando o vinho na taça. Era como se ele a tivesse dado uma bofetada no rosto com aquele comentário... Desde quando ele ser o primeiro homem da vida dela era algo fútil a ponto de ele pensar assim?... Além disto, pensa Riza, ele não era o primeiro de todos... Ela já havia tido uma paixão... O tal rapaz chamado Sander, que foi para a guerra e nunca mais retornou... Riza prossegue... – ...Roy... Prá você, então, é como se isso fosse um prêmio?!?

- Acalme-se, Riza... – Ele fala, levantando-se e colocando a mão sobre o ombro dela... – Eu não disse isso... Só me senti feliz por saber que a mulher que eu amo nunca foi tocada por nenhum outro além de mim...

- E... Se tivesse sido... Você acharia ruim?... – Ela pergunta, contrariada.

- Também não disse isso... – Responde calmo... – Mas... Se tivesse sido, apenas mudaria minha forma de pensar... Mas o fato real é que não aconteceu... E eu estou feliz por isso. Acho que tenho direito de me sentir assim...

- É claro... – Ela replica meio sussurrante, enquanto bebe de uma vez um grande gole, quase esvaziando a taça... – Bom... Mas, talvez eu deva fazer jus à minha fama de "jovem mulher independente" e mude a minha postura... Se você merecer...

- Está querendo dizer que só vai deixar eu te tocar quando nós nos casarmos?...

- Agora é você quem está supondo coisas... – Ela termina de falar bebendo o todo o resto do vinho de uma vez só e coloca a taça em cima da mesinha que havia ali, num gesto preciso... – Mas não vou ser tão boazinha assim...

- Já imaginava que não... – Roy responde sorrindo. Era possível ver, desde já, uma certa exitação à cada palavra dele... – Então... O que vai fazer, minha bela rainha?...

Riza volta o olhar para ele sorridente. "Minha bela rainha", ele a chamou. E ela gosta do apelido. Passaria, portanto, a ser o tratamento entre eles: "rei" e "rainha"...

- Acaba de me dar uma ótima idéia, meu querido rei... – Ela começa a caminhar na direção de uma cômoda ao lado da penteadeira, que tinha em cima um tabuleiro de xadrez com as peças dispostas ainda sem um jogo começado...

- Do que está falando?... – Pergunta, curioso.

- Ora, é bastante simples: Uma partida estratégica de xadrez... Se você vencer... Faço o que o meu querido rei quiser esta noite... Se eu te vencer, terá que esperar até a nossa lua-de-mel de verdade, depois do casamento, para tocar na sua bela rainha...

Um jogo. Roy fica mais exitado e sorridente. Ele não se contém em sua urgênca por vencer logo aquela partida e diz:

- Fará o que eu quiser esta noite?... "Esta noite"?... Mas ainda está de tarde... Veja, o dia ainda está um pouco claro...

- Mas quem foi que disse que você vai me vencer tão logo?... Além disso, talvez a noite caia e você não consiga me vencer... – Ela fala de uma maneira especialmente sexy, passando um dedo por cima do lábio dele... Ele pensa em avançar na direção dela, mas é ela quem o contém... – Ãh, Ãh, Ãh... – Balança negativamente a cabeça... – Antes o senhor tem que me vencer, querido rei...

Não esperam nem mais um minuto. Começam a partida. Ora, Roy era um excelente jogador de xadrez, estrategista de máxima capacidade, portanto, não seria difícil para ele vencer uma partida de xadrez. Contudo, há que se lembrar que ele havia aprendido grande parte das táticas daquele milenar jogo com o próprio pai de Riza, logo, ela também possuía os mesmos conhecimentos que ele, depreendidos de seu pai. Não seria fácil, pensa ele agora...

Aquela partida, realmente, não estava fácil. O vinho que voltaram a beber só ajudava a incendiar a exitação que, a cada minuto que se passava, aumentava... Não apenas nele, mas nela também...

Riza era muito inteligente, e agora ele vê que ela é tão boa estrategista quanto ele. Ainda mais quando ela se utilizava de sua sensualidade para fazê-lo se perder na imagem dela e parar de pensar um pouco na estratégia do jogo, como no momento em que ela, de propósito, deixou uma gota do vinho escorrer do quixo e pingar no colo e ele desviou sua atenção para esta cena, e ela lhe "comeu" duas peças, um Peão e uma Torre.

Apesar da visível desvantagem, Roy sabia que precisava fazer alguma coisa, afinal, o trato entre eles era que, só se ele ganhasse, a teria da maneira que quisesse... Tinha que ganhar! E, quem além de Roy Mustang seria capaz de virar um jogo como aquele?... Ninguém além de ele mesmo. E ele vira! Consegue transformar aquele jogo a seu favor como Riza nunca viu ninguém fazer. E, no final, vence a loura lhe tirando a última peça, a rainha. Talvez, apenas talvez, ela tenha dado uma certa "ajudinha" para ele ganhar aquele jogo. Talvez, e apenas talvez, ela quisesse mesmo que ele ganhasse...

- Cheque mate, rainha... – Diz, sorridente o jovem Marechal, se enclinando para trás na poltrona, de frente para Riza. Contrariada, porém sorridente de uma maneira que ele adorava ver, ela responde:

- Okay, aceito a derrota, senhor rei... – E ela inclina-se para trás também em sua poltrona, cruzando os braços.

Ficam, então, ambos se entreolhando um longo tempo. Riza olha para o lado ja janela e nota que, àquela hora, já estava de noite, e comenta:

- Não falei que não me venceria tão logo?...

- É... Mas eu venci... E quero meu prêmio... – Cruza ele também os braços e fica olhando para ela com aquele sorriso adorável de eterno sedutor.

Riza se levanta. Roy a acompanha com os olhos... O que ela faria?, pensa ele. Por que ela estava a retirar a única peça de roupa que vestia de maneira sensual para ele?... Sim, ela ainda estava vestida com a camisa dele até aquele momento, que colocou para dormirem juntos na manhã daquele dia, e agora, afora as roupas de baixo – calcinha e sutiãn – sua camisa era a única roupa que ela usava. Contudo, ela causa uma surpresa extrema nele quando toma uma atitude que ele jamais esperaria por parte dela: joga para o lado a camisa e também as roupas de baixo, dando a ele novamente a visão de seu corpo nú e, finalmente, ela se senta no colo dele, pondo uma perda de cada lado, como quem vai andar a cavalo.

Surpreso ao extremo, Roy não contém o olhar arregalado para ela. Riza, sorrindo malvada (e agora a situação voltava a se inverter: ele assutado, e ela controladora...), diz a ele, chegando perto de seu ouvido:

- O que foi?... Não gosta de como a sua virgenzinha se comporta?... – Nem é preciso citar que o tom de voz dela foi tão baixo e sensual que o deixou exitado instantâneamente.

- É... É que n-nunca esperei ver você agindo assim... Riza... Se comportando desta maneira... – Diz, afastando-a um pouco para poder olhá-la nos olhos.

- Decepcionado?... – Pergunta sem desfazer o sorriso.

- Nem um pouco... Só fiquei assustado... Mas o susto já passou... – Começa a a acriciar os cabelos dela, tão mais longos agora.

- Então... Já que o susto já passou... – Ela põe as mãos no peito dele, deslizando-as como se quisesse passear pelo corpo dele. Mas ele a interrompe um segundo, segurando seus pulsos.

- Riza... Eu quero te dizer uma coisa... – Ela o olha como se quisesse dizer "O que é?", e ele diz... – Se vai fazer isto, quero que seja só comigo... Pode me chamar de egoísta, ciumento, mas... Eu não me importo... Contanto que seja só minha... – Ela sorri e diz:

- Não era nem preciso dizer isso... – Encosta a cabeça no pescoço dele, ficando ali recebendo um afago dele. E ele fala, carinhoso:

- Meu amor... Se não quiser fazer... – Mas ela o cala com um beijo. E um beijo bem ardente, longo, molhado, que a faz sentir alguma coisa pulsar em baixo de onde estava sentada.

Continuam se beijando e ela percebe que, se continuasse, talvez a calça dele se rasgaria. Ela afasta seus lábios do dele, interrompendo o beijo, e ele a olha sem saber o que ela pretendia fazer... Àquela altura dos acontecimentos, ele já não tinha mais a menor idéia do que ela era capaz...

- Agora, quero mostrar como se serve bem a um rei... – Ela diz agora tão metódica quanto ele, descendo do seu colo e se pondo sentada no tapete ao chão, ficando com a cabeça entre as pernas dele... Molha os lábios com a língua... E fecha os olhos...

Roy estava exitadíssimo. Como calcular quantas vezes sonhou com aquilo?... Impossível! Desde que a conheceu, pensava nisso. Nos pensamentos sórdidos de Roy, quem sabe até quando ela ainda era uma criança que brincava de acertá-lo com estilingue quando ele estava entre uma seção de treinamento e outra – E ela já sabia mirar bem um alvo – ele pensasse em fazer tais coisas com ela... Mas aquilo era sórdido demais para se pensar num momento daqueles e... Um minuto?... Sórdido?... Quem estava sendo sórdido ali?... Quando olha para baixo, Roy não pode se conter e, descontrolado, aperta com força os braços da poltrona, quase retirando o estofamento de veludo vermelho.

O que ela está fazendo com ele, afinal?, pensa Roy. Está tirando sua energia, isto sim, pois ele já não sentia as pernas direito, apenas uma tremedeira como se fosse um adolescente tendo sua primeira relação sexual. Relação sexual própriamente dita ainda não, pois aquilo ainda era uma "preliminar"... E como estava bom!! Afinal, ele então tinha certa razão: há muito tempo que ela pensava muito nele e, provávelmente, estava agora se inspirando nas coisas que faziam nos sonhos dela para fazer aquilo com ele... E que maestria para fazer ela tinha!! Roy estava espantado e exitado.

"De fato, fazer isto com quem se ama é infindávelmente melhor e mais exitante do que fazer com qualquer outra pessoa!", É o que ele pensava naquele momento, com as mãos sobre os cabelos louros dela, como se segurasse a cabeça dela ali para que ela não parasse nunca!!... Não parasse?... Tinha que parar! Afinal, ele também queria "experimentá-la"... E ele, então, diz, com a voz trêmula:

- M-Meu amor... P-Páre um pouco... Por favor... T-Tem que parar... S-Se não eu... – Tarde demais, ele não consegue chegar ao final da frase...

Riza abre os olhos e o vê com uma expressão de prazer imenso no rosto. Se afasta um pouco e, ao olhar para o chão, vê aquela pequena poça formada... Está satisfeita. Conseguiu fazê-lo gemer alto e ainda ter aquele "resultado"... Estranho notar que, quem fica constrangido ali é o próprio Roy, por estar vendo seu corpo perder o controle quando ela o toca.

- Isso foi... muito malvado... de sua parte... Riza... – Ele fala visívelmente ofegante.

- Eu só estava dando o seu prêmio por ter vencido o jogo, meu amor... – Ela fala se levantando e sentando-se na mesa, derrubando as peças de xadrez no chão.

- Mas o trato foi que EU faria o que quisesse com você... E não o contrário... – Ele replica agora com a respiração mais calma e, recuperando o seu tom de superior, ele diz... – Então, vejo que me desobedeceu e também infringiu às regras do nosso jogo... Portanto, merece uma punição... – Sorri e a segura pela cintura, voltando a beijá-la por um longo tempo.

Depois, pega-a como um noivo que carrega a noiva até o leito nupcial e a deita na cama. Como ele havia feito no primeiro dia, quando a atacou descontrolado, ele volta a puxá-la pelas pernas, para se encaixar entre elas. Mas, desta vez, ela não fica histérica para ele parar, mas sim está gostando... Está exitada. Tanto quanto ele.

Quando ele se deita delicadamente sobre ela, sente as pernas dela abraçarem sua cintura. Naquele momento mais do que qualquer outro, Roy percebe o quanto é apaixonado, o quanto é obcecado por aquela mulher e que, de fato, não poderia jamais suportar vê-la com outro além dele. Ficam se beijando com ardor, mas de uma maneira bem adolecente, até que ela começa a sentir as mãos viris dele deslizarem por suas pernas e apertar cada parte da pele, desde as coxas até os seios, como se ele quisesse sentí-la toda com as mãos.

Riza sente, ao mesmo tempo, a língua dele começando a invadir sua boca de uma maneira mais indescente do que antes, mas...O que era indescente ali?... Podiam se dar ao luxo de fazer tudo o que quisesse... E estavam fazendo... Ou melhor, começando a fazer. Ela também começa a explorar o corpo dele com as mãos, arranhando-lhe as costas e deixando marcas de apertão nos barços dele, marcas estas que ele não se importava em receber, ao contrário: queria mais.

Ela e ele ardiam por dentro e por fora, numa urgência louca de se sentirem ao mesmo tempo. E não fazem por menos. Entregam-se de verdade, embora Riza estivesse começando a perceber a grande malícia dele. Mas ela sabia que ele a amava acima de qualquer coisa. Talvez o desejo incontido de se tornar Marechal fosse, em parte, para que ele pudesse pedí-la logo em casamento e pudesse dar à ela a vida de uma verdadeira rainha... E era assim que ela estava sendo amada agora: como uma rainha.

Trocam a todo momento a frase que mais gostavam de escutar um do outro, "eu te amo", com tremor da voz, com as respirações ofegantes, com vontade de serem um do outro. Riza não se continha mais... Aquilo era a preliminar de fazer amor?... Então, devia ser mesmo maravilhoso como ela escutava dizer...

E Rou seguia apenas explorando as curvas do corpo de Riza com sua língua, depois de muito beijá-la. Pescoço, seios, ventre, abaixo do ventre... ... As mãos dele acariciando sua pele macia, com firmeza e quase violência. Ela sentia-se indefesa, entregue... Mas estava adorando. Gemidos já são presentes há muito tempo ali... tanto dela, quando dele.

- Roy... Eu não agüênto mais esperar, meu amor...

Ele limitou-se a sorrir de forma extremamente malvada, descendo pelo corpo dela. O toque da boca dele parecia queimar quando Roy alcançou todos os seus pontos mais vulneráveis, arrancando-lhe um gemido inesperado, quase um gritinho. A sensação foi tão forte que Riza, por momentos, teve a consciência de que talvez Roy estivesse realmente fora de si, obcecado por ela, e um medo estúpido invadiu-a, e fez um movimento brusco para se libertar, como uma presa assustada.

- E-Espera, meu amor... E-Eu... Eu não... – Mas Roy não lhe deu chance alguma de resposta e, agarrou-lhe os cabelos louros com uma delicada violência, puxando a cabeça dela para trás afim de deixar o pescoço de pele branca e macia exposto para ele lamber.

E aquele obcecado Roy segurou os pulsos dela para cima, como havia feito dias antes, descontrolado. Ele parecia o mesmo descontrolado agora, mas ela estava inegávelmente exitada... Tinha que ceder à tentação de qualquer maneira.

- Daqui você não sai mais... – Ele diz pondo um fim à qualquer tentativa dela de sair daquela confusão a qual se metera... Mas quem disse que era queria realmente sair?...

Riza se sente dominar pela vontade dele, pela virilidade dele. Roy sabia mesmo mandar e dominar como ninguém. E ela gostava disso, gostava de saber que, como era apaixonadamente obcecado por ela, ela o teria para sempre daquele jeito. "Prá que adiar o inevitável... Afinal, isso tinha que acontecer mais cedo ou mais tarde...", ela pensa rápidamente, num último pensamento lógico e lúcido antes de começar a se entregar de corpo e alma naquela relação.

Roy começa a acariciá-la em sua parte mais íntima, daquela forma que só ele sabia fazer. Nada que ela nunca tivesse feito sozinha antes, pensando nele, mas isto era algo de muito melhor, agora não tinha mais que pensar, ele está ali, fazendo de verdade. Instintivamente, ela introduz os dedos dele dentro de si, sentindo o seu rosto aquecer e corar. Ele aperta seu corpo contra o dela. Ela sente, então, a ereção dele, e se assusta, mas tem que continuar... Quer continuar... Roy começa a mexer aquela mão dele que ela segura em si própria, e ela diz:

- Mmmm... R-Roy... Com cuidado, amor...

- Calma, minha rainha... Não vou te machucar. – Ele diz firme, e ela sente segurança nas palavras dele, sem mais medo algum agora.

Depois de sentir Riza passar a língua sem nenhum pudor pelo seu rosto, Roy entende que era um sinal dela de que estava tudo bem para ele começar o que, de fato, sempre quis fazer... Naquele momento o desejo é muito maior que o medo. Riza ergue o quadril para facilitar o esforço dele, roçando-as contra aquela pele dele que apetecia morder, beijar, apertar... Roy entrelaça sua mão com a dela e avisa que, mesmo que fosse carinhoso, poderia doer... Mas ela se diz forte e confiante nele...

Depois, Roy a beija-a de novo e, pegando-a de surpresa, penetra completamente em Riza, de uma estocada só. Ela sente uma dor que subia do ventre para todo o corpo, que parecia rasgá-la em mil pedaços, como se tivesse sendo mergulhada em óleo a ferver. Era de tal forma intolerável que julga estar perdendo os sentidos, mas isso não era o que acontecia, porque aquela sensação horrível permanecia, impossível de suportar. Roy não dava qualquer sinal de que pararia por causa da dor dela, e ela teria que se acostumar, mas aquela sensação de dor termina em alguns minutos, pois tal sensação começa a ser substituída por uma onda de prazer imensamente maior do que a dor que sentiu minutos antes.

É claro que ele se preocupava com o bem-estar dela e não a queria machucar, por tanto, depois de muitos minutos naquela posição onde ele parecia ser o dominante, ele dá uma chanse à ela de conduzir o ato.

- Fica por cima, meu amor... – Ele fala de maneira extremante carinhosa, dando um beijo leve nela.

Riza obedece, e fica por cima dele, se mexendo enquanto as mãos dele lhe seguravam pela cintura. Então ela não estava, de fato, conduzindo o ato, mas estava sendo guiada por ele... Mas era bom que assim o fosse, afinal, ela não sabia bem como fazer aquilo, apesar do instinto natural que todos têm para isto. Só que ela não se agüenta muito tempo naquela posição, pois suas pernas tremiam – afinal, é esta a sua primeira vez – e, mais uma vez, ele toma as rédeas do ato, indo para cima dela...

Voltaram a se abraçar, se beijar, ele a pedir que ela arranhasse suas costas, pois isto o excitava, e desta maneira seguem mais longos e prazerosos minutos, trocando carícias indecentes e malvadas, mas, ao mesmo tempo, carregadas de paixão que só mesmo os casais que se amam de verdade – como eles – poderiam fazer.

Uma explosão de um clímax contínuo põe fim a tanta intensidade dos corpos deles. Riza reconheceu que chegara ao seu primeiro orgasmo, e pouco depois Roy desfalece sobre ela, a prova da excitação máxima dele escorrendo entre as suas pernas, e ficaram abraçados, colados e imóveis. Ela, então, beija-o na cabeça, repousada entre os seus seios. Uma dorzinha incômoda reaparece agora. Leva a mão ao interior das coxas. Um rio de sangue. Com imensa doçura, ela mostrou-lhe a sua mão, com as pontas dos dedos tingidas de vermelho vivo.

- E agora?... Vai ficar comigo?... – Ela pergunta sussurrando, para não estragar aquele momento.

- Só se for pela eternidade... E nem ouse dizer que vai me deixar antes disso... – Ele responde, apertando forte a mão dela que continha o sangue.

Depois, ele sai de cima dela, para deixá-la respirar, mas logo a puxa de volta para cima de si, para que ela não fique apartada dele. Os dois juntos cobrem-se, deixando que o lençol cobrisse a nudez dos seus corpos cansados de tanto amar, e, por fim, adormecem felizes e satisfeitos. Eram um do outro e ninguém poderia tirar isto deles... Ninguém... A madrugada finalmente chega, com seu frio habitual e os dois, que não comeram e nem beberam nada desde a manhã do dia anterior, nem se quer se importavam com a fome, ou o frio ou nada além do fato estarem juntos. Teriam muito tempo para isso depois... Por hora, apenas dormem...

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Longe, muito longe da casa do Marechal Roy Mustang e da Cidade Central, mais precisamente em um palacete com aspecto medieval, num país vizinho às terras de Amestris, um homem de pele clara, cabelos negros e curtos e olhos da mesma cor dos cabelos, e que tinha uma expressão bastante parecida com a do próprio Roy, olha atentamente para uma fotografia nas mãos. Na fotografia, ele e uma jovem moça, de cabelos curtos e louros, ambos trajando uniformes do exército de Amestris, esavam lado a lado, numa pose formal, mas de mãos dadas e pareciam felizes... E estavam mesmo felizes, na ocasião em que tiraram aquela fotografia.

Aquele homem tinha um olhar de nostalgia ao olhar para a imagem da foto, como se quisesse resgatar apenas com o olhar um passado que se foi. Contudo, um certo brilho de determinação mantinha-se em meio àquela tristeza.

- Senhor Sander?... Senhor Sander?!? – Pergunta por duas vezes um rapaz de aparentemente uns dezoito anos de idade, de cabelos louro- escuros, segurando uma prancheta e uma caneta nas mãos. Uma de suas mãos não era natural humana, e, sim, um auto-mail, um braço metálico... Parece que não somente em Amestris as pessoas tinham problemas deste tipo...

- Ãhn?... – diz, distraído o homem com a foto na mão... – Ah sim, diga, Mark... Já escreveu a carta conforme eu mandei?... À tinta vermelha e com todas as ameaças?...

- Sim, senhor... Exatamente como mandou... – Responde o rapaz, entregando a prancheta a ele... – Mas... Eu tenho uma pequena curiosidade, senhor...

- Ora, Mark, novidade seria se não tivesse nenhuma curiosidade... Fale... O que é?... – Diz o homem, analisando a carta escrita pelo rapaz.

- É que... O senhor já tem tudo... Ou melhor... Quase tudo, pois, como o senhor mesmo diz, não se pode ter "tudo"... Então... Pra quê o senhor quer invadir as terras daquele país Amestris?... Já sabemos que lá tudo é controlado pelo exército... Então, isto fica claro que o quer uma guerra contra aquele país, não é senhor Sander?...

- Mark, Mark... Meu caro amigo... – Diz o homem chamado Sander, levantando-se de sua cadeira ricamente adornada com pedras preciosas, como se fosse um trono... – Mas é claro que eu quero uma guerra contra aquele país maldito!!

- Não entendo... O senhor não nasceu lá?... Vai guerrear contra a sua terra natal?...

- Sim, meu rapaz!! Vou!! – Responde, determinado. – Eu vou até Amestris para me vingar de uma pessoa e para resgatar outra... Um inimigo que quero matar... E um amor que quero recuperar...

- O senhor vai começar uma guerra por causa de um amor?...

- E há neste ou em qualquer outro mundo razão melhor para se começar uma guerra?... Dizem que lá em Amestris já guerrearam por anos a fio apenas para criarem uma Pedra Filosofal... Uma guerra por amor é algo muito mais nobre, não concorda?... – Pergunta Sander com um ar que lhe enunciava uma educação de nobres.

- De fato, senhor... Não há mesmo... – Responde o rapaz, se retirando de forma respeitosa da sala onde sander se encontrava.

Quando já se encontrava só, Sander olha bem para a foto que deixou sobre a cadeira encrustada de pedras preciosas e, com os olhos negros lacrimejando de raiva e amor, ele diz:

- Marechal Roy Mustang... O governante supremo de Amestris... Você vai me pagar por tudo, seu desgraçado!! Eu vou tê-la de volta prá mim... E você vai ser queimado pelas suas próprias chamas!! – Diz fechando o punho da mão esquerda, enquanto uma sombra vertiginosa como se fosse a água sendo retirada do oxigênio e materializada à bel-vontade dele, e continua... – E você, meu amor... Vai se livrar do domínio infeliz desse Alquimista das Chamas... Riza... Eu estou indo te buscar, meu amor...

(Continua...)

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Olá!!!

Bom, antes de qualquer coisa, eu gostaria de me desculpar sinceramente com os meus queridos que estão acompanhando fielmente a fic pela demora na postagem deste capítulo.

Como eu havia dito nas notas finas do capítulo 4, estaria entrando em semana de provas e de entrega de trabalhos na faculdade, portanto, meu tempo para escrever acabou. Mesmo assim, cheguei a postar rapidamente o capítulo 5, e, finalmente agora, o 6º saiu!! Ufa!! Aliás, até agora (ainda no meio da semana de provas e trabalhos), minhas notas têm sido boas!! Quero acreditar que isso se deve em parte pelo apoio moral que recebi de vocês!! Obrigada!!! Danke!!!

Agora, gostaria de dizer uma coisa sobre este capítulo: NÃO FOI NADA FÁCIL ESCREVER UM "LIME HENTAI" DAQUELES!! Mas, como eu sabia que era (mais ou menos) isso que os meus queridos queriam ler, assim o fiz!! Espero não ter ofendido ninguém com as palavras escolhidas para as descrições das cenas ditas Hentai.

A tendência agora é ficar mais adulto o conteúdo dos capítulos e, desta forma, a linguagem e as cenas também ficarão mais fortes... Espero que a temática continue agradando. Ah sim, e não poderia deixar de citar os personagens novos que foram introduzidos no final do capítulo. Bom, melhor deixar os detalhes para os próximos capítulos...

Obrigada a todos os Reviews que recebi nos capítulos passados e aguardo mais para este e os próximos!!

»»Agradecimentos referentes ao "Capítulo V - Efêmero" : ««

PARA: "Babi Kinomoto Malfoy Black" ; "Shakinha" ; "Shinku Mitsuki" ; "ZEZIN" ; "tais" ; "naomi" ; "Mael Asakura" ; "P. Wings" ; "Integra Hellsing Tepes"... MUITO OBRIGADA PELOS REVIEWS!! Todos são MUITO importantes!! Obrigada!! Danke Shön!!!

Até o capítulo VII !!

E. V. Bathory