» Fanfiction by Elizabeth Von Bathory – Die Vampyr
» Full Metal Alchemist
» Roy x Riza
PRISÃO DO DESEJO
"Como pudemos deixar isto acontecer e
Apenas manter nossos olhos fechados até o fim
Quando estivermos parados
Em frente ao portão dos céus
Será tarde demais…"
(Tradução do 4º verso da canção
"Consign To Oblivion" – Banda Epica)
.:: Capítulo VIII – Relegado Ao Esquecimento ::.
Enquanto Edward sai correndo pela porta, alarmando os outros ali presentes, Riza parecia estar numa espécie de transe, olhando aquele papel em suas mãos. A carta destinada a Roy escrita por Sander.
- Roy... O que é isso?!?!... – Riza questiona novamente, num tom baixo, deixando Roy sem ação.
Apenas um olhar do jovem Führer e todos em sua sala levantam-se e respeitosamente batem continência, retirando-se em seguida. Roy está a sós com Riza e ela ainda olhava atônita para aquela carta. Quando ela levanta a cabeça para fitá-lo, vê Roy com um olhar meio tenso... Estava na hora das explicações.
- Roy... Que carta é essa?!?... O que está acontecendo?!?... – Ela usa um tom mais alto agora.
- Meu amor... É uma coisa que eu deveria ter te falado há muito tempo... Há muitos anos, mas não... Não tive coragem... – Ele senta-se em uma cadeira ao lado dela e começa a explicar... – Eu era muito jovem ainda e tinha medo de perder você... Quer dizer, eu ainda tenho, mas... O que eu fiz naquela época, foi só porque eu não queria que ele levasse você de mim...
- "Ele"... Está se referindo ao... ... Sander... – Ela diz o nome do rival de Roy com extrema cautela.
- É... – Ele responde e, depois de retomar o ar, continua... – Eu fui até o Marechal Bradley e pedi a ele para eu ser o comandante das tropas que lutariam naquela revolta armada que aconteceu no Leste... É claro que ele achou estranho, e ainda me advertiu de que eu deveria deixar esta idéia de lado porque naquela época do ano no Leste chovia muito e o meu poder como Alquimista das Chamas não funcionaria por causa da água e...
-... E aí, o Marechal Bradley mandou você indicar um outro alquimista federal mais apropriado às condições daquele lugar e você escolheu o Sander, o Alquimista da Água... – Diz Riza cortando-o em sua fala, conseguindo deduzir tudo o que ele provavelmente iria falar em seguida.
- ...Foi... Isso mesmo... – Ele confirma cabisbaixo.
Riza continua olhando para a carta sem ter nenhuma noção do que dizer a Roy naquele momento. O egoísmo dele havia sido imenso. Ele agiu como um homem sem caráter, tudo para não perdê-la... Mas naquela época ele nem sequer olhava para ela com qualquer tipo de insinuação a ter algum relacionamento com ela além do de superior e subordinada. E, assim, o único apoio que Riza tinha era o seu namorado, Sander, a quem ela não amava de todo o coração, mas podia confiar nele. E Roy tirou este único apoio dela. Um erro... Por amor...
- Riza... Você... Me... Me... – Roy começa pausadamente a fazer a pergunta que sempre quis fazer à ela, mas ela novamente o corta.
- Se eu perdôo você?... ... – Ela volta seus olhos âmbar para ele sem qualquer expressão além da nulidade. Um pesado silêncio recai sobre eles naquele instante, e ela finalmente diz, depois de certo tempo que parecia mais uma eternidade... – O que eu passado pode me influenciar agora, não é mesmo?... – Ela fala amassando a carta... – As lágrimas que eu chorei não podem mais me causar nenhuma dor... A tristeza que eu passei não pode mais me afetar agora... Então eu acho que seria tolice minha não perdoar você.
- I-Isso significa que... Você me perdoa... Mesmo?
- É claro... Roy... – Ela responde caindo nos braços dele, abraçando-o com força. Mas, em seguida, ela diz... – É estranho pensar em como as pessoas agem de maneira desesperada quando vêem que vão perder algo que sempre tiveram... Mas nunca deram valor...
Roy não responde, não havia o que responder... Por mais uma vez, aquela mulher mais jovem do que ele, mas com mais sabedoria do que todos os generais daquele exército juntos, conseguira resumir em poucas palavras a situação pela qual eles passaram no passado e agora este mesmo passado voltava para assombrá-los. Ele apenas intensifica o abraço que dava nela e assim ficam por um longo tempo, até o jovem Marechal ordenar a volta dos outros militares à sua sala para que eles pudessem começar a traçar um possível contra-ataque caso Sander realmente estivesse pensando em começar uma guerra.
--- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- ---
Enquanto os planos de contra-ataque eram traçados no Quartel General, no hotel mais caro da Cidade Central os funcionários trabalhavam e tudo corria como num dia normal, alheios ao perigo.
Em seu quarto, depois de finalmente levantar-se da cama, Winry vai até a janela e observa a vista que seu quarto tinha da Cidade Central. Apesar da "selva de pedra" que aquela cidade era, a moça não pode negar que são belas construções. Winry sempre foi apaixonada pela Cidade Central e sempre quis morar lá, mas mesmo assim ela continuava vivendo com sua avó no interior. Contudo, agora que estava para se casar com Edward, havia alguma possibilidade de se mudarem para a Central tão logo as bodas acontecessem.
Winry retira suas roupas e segue para o banheiro a fim de tomar um demorado banho, para acalmar o calor que estava fazendo na Central. Assim que entra no chuveiro, porém, Winry escuta batidas na porta de seu quarto.
- Ahh, saco!!... Logo agora?!? – Diz a moça vestindo o roupão de banho e indo até a porta. Os cabelos molhados presos numa toalha.
Qual não é a surpresa de Winry ao abrir a porta e encontrar ninguém menos que o rapaz parecido com Edward, com quem ela teve um estranho diálogo no dia anterior.
- Senhor Mark Beckers?!?! – Estranha Winry... – Como... Como soube qual era meu quarto?!?...
- Senhorita Winry... – Ele dá um passo na direção dela, com um sorriso nos lábios... – Eu vim para lhe entregar a pulseira que a senhorita deixou cair e... Para saber como a senhorita está... – Diz entregando a pulseira dela.
- Eu estou bem, obrigada... – Ela responde meio seca, pegando sua jóia e, com uma mão na porta, mencionava em fechá-la logo... – Mas o senhor não veio numa hora boa... Eu estava tomando banho e...
- Isso não é um problema... – Continua sorrindo, enquanto avança na direção dela.
- Bom, se não é para o senhor, é para mim!! – Retruca Winry, meio aborrecida... – Eu gostaria que o senhor voltasse numa outra hora.
- Algum problema, senhorita Winry?... – Ele ignora os pedidos dela para que ele se vá... – Parece nervosa... Há algo que eu possa fazer para ajuda-la?
- A única coisa que você pode fazer é sumir daqui, almofadinha!! – Diz uma voz irritadiça atrás de Mark. Quando este se vira para ver quem era, qual não é sua surpresa ao ver Edward, bufando de raiva... – Pode sair de perto da minha noiva, por favor?... E não volte mais no nosso quarto!!
- Ed... – Diz Winry, suspirando aliviada... – Achei que estava no quartel...
- Eu tava... Mas voltei porque deixei algo muito importante aqui.
- O quê, Ed?...
- Você, Winry... – Ele responde à ela, mas sempre olhando com olhar mal-encarado na direção de Mark.
- Vejo que o senhor Edward é bastante prudente com suas coisas... Em seu lugar, eu não teria sequer me distanciado dela... – Responde Mark com um jeito totalmente irônico.
- Em primeiro lugar: A Winry não é uma "coisa" minha, e, em segundo lugar: Se você estivesse no meu lugar, eu pularia da janela!!... Agora faça o favor de sair, que eu quero conversar com a minha noiva!! – Antes que Mark pudesse responder, Edward bate a porta em sua cara.
Quando já se encontrava a sós com Winry, Edward puxa-a e lhe abraça, agradecendo intimamente por ela estar bem e por ele ter chegado a tempo.
- Ed, o que foi?!?... Por que tá agindo assim?... – Questiona Winry, sem entender.
- Winry... Temos que conversar... Este lugar não é seguro!!
Assim, Edward explica à ela tudo o que escutou enquanto esteve no exército, sobre a tal guerra que estava para eclodir, sobre os inimigos... Quem eram e onde estavam. Winry fica horrorizada com o fato de estar tão perto dos inimigos e por ter acabado de falar com um deles agora há pouco.
- Ed... E o que vocês estão pensando em fazer?!?... – Ela pergunta alarmada.
- Calma... Eu acho que, à essa altura, o Marechal foguinhojá deve estar tomando as medidas necessárias. Deve estar traçando algum plano estratégico ou algo assim... Mas quanto a gente, eu acho que a única solução prá eu poder ajudar nessa guerra, caso ela realmente aconteça, e te deixar em segurança, é se nós sairmos daqui e ficarmos hospedados em algum dos alojamentos do quartel... – Edward pondera a situação, passando a mão pela franja sempre desarrumada.
- Hum... Tudo bem... Isso não seria um problema prá mim... – Ela responde compreensiva... – Além disso, é sempre bom eu estar por perto caso aconteça alguma coisa com as suas próteses durante um possível combate entre vocês alquimistas e os inimigos, né?...
- Peraí, cê não tá pensando em vir comigo prá guerra, tá?!?!?! – Questiona Edward.
- Ué... Claro que sim!! Afinal, quem é que vai te consertar se você "quebrar"? – Ela fala com a maior naturalidade.
- Ahhhh... – Passa novamente as mãos pelos cabelos trançados... – Eu dou um jeito!! Uso alquimia!!
- Ed!! – Ela fala meio zangada... – Você não se lembra do que a sua professora te falou uma vez?... Não pode usar alquimia prá tudo!!
- Mas Winry, eu não quero te expor a nenhum tipo de perigo e... – Ele pára de falar ao ver que ela já ela já lhe dava de ombros e já ia à direção aos armários arrumar as coisas para eles partirem... – Droga... Já vi que é impossível fazer você desistir, não é?... – Pergunta Ed agora sorrindo.
- É não vai me fazer ficar mesmo, senhor Elric...
Quando Edward ia se aproximar de Winry para beijá-la demonstrando seu carinho por ela, já que ela nunca o abandonava mesmo nos momentos de maiores perigos, ambos escutam um burburinho do lado de fora o hotel, o que os atrai até a janela do quarto para ver o que estava acontecendo.
O que o casal vê ao chegar na janela é a rua ser tomada por carros não muito comuns naquele país, se parecendo muito com os automóveis usados nas nações cuja forma de governo ainda era a monarquia. Homens com roupas parecendo fazer parte de uma guarda armada de algum nobre saem destes carros, e uma mulher de aparência frágil, parecendo debilitada, desce de um dos carros devidamente acompanhada por uma empregada e um guarda, que a encaminha para o hotel.
- Ed... O que significa tudo isso?!? – Pergunta Winry sem entender nada do que viam.
- Olha... Não sei também, mas arrisco um palpite de que isso tem a ver com o tal Sander Von Gerven... – Responde Edward... – É melhor a gente se apressar e arrumar logo tudo prá sairmos daqui... Tá ficando muito esquisito...
Mal acaba de falar e Edward e Winry escutam um trovão precedido de um raio que cortara o céu da Cidade Central.
- Nossa... – comenta Winry... – Como as pessoas falam o clima aqui da Central é mesmo instável... Tá um calor danado e, mesmo assim, vai chover...
E, depois, não se demoram mais para ajeitar as coisas para sair daquele hotel.
--- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- ---
No andar acima, onde estava o quarto de Sander, o ex-alquimista federal recebia aquela mulher que Edward e Winry viram entrar no hotel, em companhia de toda aquela comitiva de pessoas. Tão logo a mulher entra no quarto, os seus acompanhantes se retiram. Sander, que estava sentado numa poltrona bem de frente para a porta do quarto sorri ao vê-la entrar... Porém o mesmo não se pode dizer dela.
- Ora... Eu achei que sai viajem não acabaria nunca, meu bem... – Diz Sander num tom sarcástico, como se estivesse pouco se importando com a demora dela em chegar... – É bom vê-la de novo, querida...
- Chega de sarcasmo, Sander... – Esbraveja a moça... – Eu só vim porque os seus capangas me trouxeram... Por mim, eu jamais sairia de Kantha!
- Nossa! Quanta agressividade... – Ele prossegue com seu sarcasmo... – Acho que a viagem fez bem a você... Te deu mais coragem para me enfrentar, Samantha.
O sorriso malvado nos lábios dele ao se levantar da poltrona e ir em direção à jovem mulher a fez tremer. Ela sabia bem das crueldades que ele era capaz de cometer... Mas jamais soube o porquê de tanto rancor no coração dele, que deveria amá-la, mas a tratava como uma marionete. Samantha é ainda jovem, mas tem a aparência de uma pessoa fraca, é demasiadamente magra e parece ser acometida de alguma doença há vários anos, pois seus olhos profundamente negros pareciam não ter descanso há tempos...
- Está bonita hoje, querida... – Ele volta a expressar sarcasmo.
- Páre de mentir!! A cada dia que se passa, eu fico mais feia... Mais acabada... E... Tudo isso piorou depois que nos casamos... – Ela rebate com menos firmeza na voz.
- Humpf... Depois você vem reclamar que "seu marido não lhe dá atenção, não te olha, não te elogia..."... Eu faço um simples elogio e você vem com quatro pedras na mão!! – Sander vai em direção ao pequeno bar que ficava no canto da parede, para se servir de alguma bebida.
Surpresa ao escutar tais palavras vindas dele, a moça vira-se para Sander com um olhar no mínimo irado, e rebate:
- Ora!! Não venha se fazer de vítima agora, Sander!!... – Ela passa as mãos pelos cabelos lisos e negros e, depois, cruza os braços... – Você causou todo o mal que abateu a minha família!! Não pense que eu não sei que foi você quem matou meu pai só para ter as vantagens que o título dele poderia conferir a você!! Mesmo depois de toda a hospitalidade do meu povo... Você... ... ... – Ela começa a falar num tom mais baixo, mas é interrompida.
Sander volta um olhar impaciente para ela e ela se cala. Não era a primeira vez que ela o acusava de ter matado seu pai. Na verdade, ele havia sido realmente o responsável pela morte do pai de Samantha. Tudo para obter poder dentro do país de Kantha.
Na época em que ainda era um Alquimista Federal e foi enviado pelo então Marechal King Bradley às fronteiras da Cidade do Leste a fim de conter uma revolta armada que certamente culminaria em uma guerra, Sander Von Gerven não imaginava que sua vida passaria por tantas mudanças em tão pouco tempo...
Naquele tempo o rapaz tinha de tudo: uma boa posição social, visto que era um militar de patente consideravelmente alta (pois os alquimistas federais têm posto equivalente ao de Major), tinha uma bela casa e namorava com a mulher que amava, Riza Hawkeye.
Mas ele, inexperiente no cargo de líder de tropas, quando foi enviado para aquela guerra no comando de tantos homens, estava claro que não voltaria vivo, ou, se voltasse, sua missão certamente teria sido um fiasco e ele cairia no ridículo.
Sander fez tudo que pôde para controlar aquela população revoltada, e até tinha vantagens do próprio clima local para que sua missão fosse bem sucedida, pois ele como sendo o Alquimista da Água não teria problemas em um lugar que chove a maior parte do ano, como aquele no qual estava. Mas a sua inexperiência com guerras o levou a falhar e, durante um confronto na segunda semana da ocupação militar naquele território, Sander acabou desaparecendo e, quando as tropas que ele comandava retornaram à Cidade Central, constatou-se que ele havia sumido sem deixar rastros, o que abriu a possibilidade de ele ter sido vítima do povo do Leste.
Depois de anunciado o seu desaparecimento, realizaram um enterro simbólico para ele. Nesta época, a inconsolável Riza começou uma busca por Sander, mas a busca fracassou, pois ele já não se encontrava mais no território de Amestris e o exército só tinha poder para efetuar operações como aquela em território nacional.
O que Riza e todos os que "enterraram" Sander simbolicamente não sabiam é que ele havia se ferido, mas não estava morto e tampouco era um cativo do povo revoltado do Leste. Como estava na fronteira com outro país, Sander, ferido, caminhou durante a noite até encontrar uma região que pudesse considerar segura para descansar. Este território já pertencia ao país de Kantha e, pela manhã, soldados da guarda real o encontraram e levaram-no ao rei. Apesar da proximidade dos países, não havia qualquer ligação entre um e outro e raras eram as vezes que um habitante de Kantha pisava em solo de Amestris e vice-versa.
A Cidade do Leste era a cidade de Amestris que fazia fronteira com o país de Kantha cuja forma de governo era totalmente diferente do seu vizinho Amestris: enquanto no país dos alquimistas federais a fora de governo era o Militarismo, em Kantha a Monarquia ainda fazia valer seu poder com títulos de nobreza e outras condições típicas de países assim.
Quando foi levado à presença do monarca daquele lugar, Sander não teve outra escolha senão mentir e dizer que fora deixado na fronteira por seus companheiros que o julgavam morto... Ele não contaria que era um comandante que falhou em sua missão. Ele esperava algum tipo de punição por ter entrado naquele país sem autorização, mas, ao contrário, teve uma recepção calorosa. As pessoas o trataram bem e ele percebeu o quão diferente de Amestris aquele lugar era. Tendo se recuperado, ganhou a confiança do rei e passou a ser guarda-costas de sua filha, a princesa Samantha, com quem se casou algum tempo depois, entrando, assim, para a família real. Ele já não tinha mais intenção alguma em voltar para Amestris... Exceto pela sua amada que havia deixado lá... Riza...
Foi nesta época que Sander conheceu Mark Beckers, primo da princesa Samantha, que freqüentemente viajava para Amestris e, por um acaso, acabou trazendo a informação de que Sander tanto se questionava: o motivo pelo qual foi enviado para aquela missão na Cidade do Leste. Sander havia sido indicado ao Marechal Bradley para a missão por um colega, também Alquimista Federal, chamado Roy Mustang...
Tal informação trazida pelo jovem Mark causou uma transformação em Sander. Ele passou do simpático jovem estrangeiro que teve a sorte de se casar com a princesa a um homem frio, que tirava vantagens do título de nobreza que conquistara com o casamento. Sander jurou vingança aquele ex-colega, Roy Mustang, e, tendo como aliado o próprio Mark, que por sua vez sempre foi muito ambicioso, passou a tramar contra o rei, até que conseguiu mata-lo e, quando assumiu a monarquia no lugar do pai de Samantha, suas perversidades tornaram-se ilimitadas. Há quem diga que, depois de Sander assumir o poder em Kantha, Amestris era um paraíso, mesmo com todo o militarismo existente!
Anos se passaram até que Sander obteve a informação de que Roy Mustang havia chegado ao poder máximo em Amestris... Exatamente o que ele esperava que acontecesse para começar sua vingança: destruir Roy por ter feito tê-lo feito passar por tudo que passou naquele campo de batalha e, principalmente, por tê-lo separado de Riza. Um líder de nação contra outro... Inimigos antigos que agora se confrontariam por uma razão: o amor de uma mulher.
E, naquele momento, enquanto tinha mais uma discussão com sua esposa, Sander lembrava-se de cada um dos momentos de seu passado até chegar aquele momento. Ao lançar um olhar ameaçador para ela, ele a fez se calar e parar as acusações contra ele, mesmo que ele sabendo que ela tinha conhecimento de tudo que ele havia feito, mas, devido as ameaças que ele lhe fazia, ela não contava nada do que sabia... Ao menos esta característica dos Alquimistas Federais de Amestris Sander havia mantido: usar a alquimia que deveria ser usada para o bem da população em prol de uma causa egoísta e abusando deste poder.
- Acho que você deve tomar seus remédios e descansar bastante, meu bem... Afinal, a viajem de Kantha até aqui deve ter sido longa, não?... – Ele mantém o semblante calmo depois de desfazer o olhar severo com o qual a olhava.
- S-Sim... ... Acho que estou um pouco cansada... – Ela responde com voz baixa e novamente submissa... Ela temia desobedecê-lo e sentir novamente o peso se sua mão, que ela já havia sentido tantas vezes depois que seu pai morreu.
Sander sorri satisfeito. Sua esposa vai se deitar e ele se arruma para sair. Em pouco tempo, reúne-se com Mark e seus principais aliados, os quais possuíam também títulos de nobreza como Condes e Barões, no salão de sua suíte, a maior do hotel, e preparam-se para ir ao Quartel General da Cidade Central...
--- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- ---
Carregando as suas malas e também as de Winry, Edward sentia-se um burro de carga passando pelo corredor dos alojamentos do quartel.
- Puxa, Winry... Pra que tanta mala assim?!?!... Que exagero!! – Ele reclama.
- Pára de reclamar que são coisas necessárias... – Ela fala, carregando apenas uma maletinha com objetos pessoais.
- Necessárias?!?!? Um monte de ferramentas!! Você trouxe a oficina inteira com você?!!?... Se bobear até a vovó Pinako deve tá aqui dentro!!
- Ai, Ed, pára de ser chato... Você não é o Alquimista de Aço?... Cadê a força desse aço todo?...
- Winry!!!!... – Ele chama-a daquela maneira clássica de reclamar com ela, quando ela faz alguma coisa errada.
Os soldados que passavam por eles riam, achando graça do casal que, apesar de brigarem, eram adoráveis. Quando Edward acaba de reclamar mais uma vez, todos vêem o céu se cortar em um raio e, depois de um trovão, uma pesada chuva começa a cair.
- Tá vendo só?... – Retruca Winry... – Chegamos antes de a chuva cair... Pára de reclamar o tempo todo e vamos logo pro quarto que o Coronel Armstrong falou prá gente ficar...
Finalmente eles encontram o seu alojamento e, nem bem entram e Edward coloca as malas sobre a cama, um soldado bate à porta para chamar o alquimista a pedido do Marechal. Tão logo o ordenança tenha se retirado, Winry exclama:
- Puxa, mas é só você pisar nesse quartel que todo mundo te chama!! Assim o nosso noivado vai por água abaixo... – Ela diz meio emburrada enquanto Edward olha pela janela e vê a chuva caindo pesada.
- Literalmente por água abaixo... Mas não se preocupe, Winry... Isso vai acabar logo e a gente vai ter a nossa festa com aliança e tudo!! – Sorri.
- Então vou escolher uma aliança muito linda e muuuuuuuuuito cara também!! – Ela se levanta da cama feliz, abraçando-o.
- Não pode dar um dedo que você quer o braço todo, né... – Edward retruca.
- Ei!! Se eu quiser, tiro seu braço todo!!
- Engraçadinha... Vamos ver o que o Marechal foguinho quer comigo...
Em sua sala, Roy já havia se recomposto daquele momento no qual ele contou à Riza o que havia acontecido no passado e, agora que estava tudo bem entre eles, o Führer pede que os soldados na entrada de sua sala deixem Edward entrar. Riza havia ido ao toalete se recompor também enquanto o Alquimista de Aço entra na sala em companhia de Winry. E não é nem preciso dizer que Roy não se sentiu muito à vontade na presença da mecânica, afinal, ele havia sido o responsável pela morte dos pais dela. Winry também não estava exatamente à vontade, contudo, fica ao lado de Edward sem falar nada.
- Seu temperamento impulsivo ainda vai te dar muita dor de cabeça, Do Aço... – Roy fala em seu tom habitualmente metódico... – Sair correndo da sala do seu superior no meio de uma reunião não é exatamente o comportamento adequado de um Alquimista Federal.
- Ahhhhh... Não enche, palito de fósforo!! Tá falando demais... Se fosse pela sua Tenente você faria o mesmo. Eu só fui buscar a minha noiva... – Edward replica sem qualquer cerimônia, sentando-se displicentemente em uma cadeira de frente para a mesa do Marechal.
- Humpf... Ao menos a sua noiva está bem... – Roy evita olhar para Winry e ela para ele.
- Noiva?!?... Então, vocês estão noivos, é?... Parece que não somos só eu e o Roy... – Pergunta Riza, acabando de voltar do toalete. Winry a vê e sorri indo abraçar a amiga.
- Riza!! – Abraçam-se... – Puxa, vocês também?!?.. Fico feliz por você... É, finalmente consegui fazer esse milagre... Convenci o Ed e viemos para a Cidade Central comprar uma aliança e as coisas para a festa, mas... Parece que encontramos uma guerra...
- Não precisa se preocupar... Acredito que tudo vai ser controlado pelos Alquimistas Federais... – Riza explica.
- Mas a gente não sabe do que aqueles caras são capazes... – Diz Edward... – Riza, eu conheci um deles pessoalmente, um tal de Mark Beckers... Se eles forem tão poderosos quanto são chatos, pode ter certeza de que será um problema bem grande...
- Não liga prá ele, Riza... – Winry revira os olhos com o comentário de Ed... – É que ele ficou com ciúmes do tal cara que ele falou... Ele andou tendo umas conversas bem estranhas comigo, esse tal de Mark... Ele está com o Sander, não é?... O que quer começar uma guerra... Eles são nossos inimigos?
- É, parece que sim... – Responde Riza... – Mas nenhum ataque começou...
- Ainda... A gente deveria atacar logo... – Retruca Edward.
- Não seja pessimista, Do Aço... – Diz Roy... – Eles não fizeram nada... Se estão usando aquele hotel como centro de comando, logo saberemos e, além disso, enquanto eles não atacarem, não podemos sequer invadir o local... Eles são como turistas normais, temos de esperar...
- Putz, que lerdeza... Vão esperar até que alguém morra prá começar a agir?!?...
- Não, Do Aço... Mas também não podemos fazer nada a eles enquanto eles não fizerem nada a nós...
- E aquela carta de ameaça não é suficiente prá gente atacar aquele bando de conde, barão e rei que vieram prá Amestris?... – Pergunta Edward... – E pára de ficar me chamando de "Do Aço", cacete!!
- Edward, controle-se, estamos na presença de mulheres... – Roy chama a sua atenção sério, mas logo sorri seu sorriso mais sarcástico... – Então, se não gosta do seu título, terei de arrumar outras maneiras de me referir a você... Piloto de Ferrorama...
Edward fica furioso e quase sobe na mesa.
- DO QUE VOCÊ ME CHAMOU, MARECHAL ESQUENTADINHO?!?!?!
- Você ouviu, não preciso ficar me repetindo... – Responde Roy, com indiferença.
- Ahhhhhhhhhhhhhh!!!
Edward e Roy se levantam e encaram-se, quase partindo para a agressão física sob os olhos atônitos de Riza e Winry que assistiam a tudo pasmas em como eles se detestavam. Riza estava a ponto de sacar sua arma e Winry a sua inseparável chave-de-fenda para acalmar os ânimos dos seus respectivos futuros maridos.
Contudo, elas não precisam intervir, pois os quatro ouvem pesadas batidas na porta da sala do Marechal. Em seguida, sem se anunciar, a pessoa que batia abre a porta. Depois de estranhar ver Edward e Roy quase em uma cena de luta - livre, o Coronel Armstrong bate continência e diz, com sua voz grave e forte:
- Senhor Marechal, estão a caminho deste Quartel General cerca de cinqüenta homens. Todos eles vêm a pé, em uma espécie de marcha, sob o comando de um homem que se identificou apenas como 'Alquimista da Água'.
- Sander! – Alarma-se Riza, arregalando os olhos... – Eles chegaram.
- Ah, o que eu disse, o que eu disse?!?!? – berra Edward... – Agora eles estão aqui!! O que você vai fazer, Excelentíssimo Senhor Marechal palito de fósforo?!?!
- O que você acha que eu vou fazer?... Vou até lá enfrenta-los!! – Responde Roy, num tom no mínimo heróico... – E você vem comigo, pouca sombra... – Zomba mais uma vez e ordena que Edward vá com ele.
O lourinho começaria uma nova discussão com Roy, não fosse a gravidade da situação. Quando chegam do lado de fora da sala do Marechal, Roy olha para as janelas que estavam ao longo do corredor e vê que a chuva já caía pesada há algum tempo.
- Ah, que maravilha... – Ele esbraveja com ironia... – Isso não é nada bom!!
- Calma... Talvez não seja nem necessário usar qualquer tipo de alquimia nesse "confronto"... – Riza pondera, caminhando ao lado de Roy, como uma verdadeira Primeira Dama... – A chuva não será um empecilho e, se acontecer alguma coisa, o Ed está aqui... Ele saberá o que fazer...
- O Ed quer entrar de férias, isso sim!! – Retruca Edward, praticamente sendo arrastado por Winry ao longo do corredor, já que ele não queria ir a este conflito.
Já próximos do enorme pátio do quartel, Roy, Riza, Winry, Edward e o Coronel Armstrong encontram-se com os outros amigos de armas, Breda, Fury, Falman, Havoc, Maria Ross e Danny Bloch. Todos juntos com uma frente de guerra, seguem até o pátio, onde todos os Alquimistas Federais que puderam ser reunidos até aquele momento estavam, e tomam a linha de frente.
Mustang coloca suas luvas, mesmo que a chuva caísse implacável sobre a Cidade Central, e toma a frente de todos, tendo Riza bem atrás dele, todos numa seriedade e imponência que já é classicamente reconhecida nos militares. Nem de longe Roy lembrava o brigão que estava encarando Edward por causa dos problemas de estatura do alquimista de aço... Aliás, o próprio Edward, que é bom lembrar, havia ficado bem mais alto (mas claro que as brincadeiras com sua estatura jamais cessariam), estava igualmente imponente e sério, em seu uniforme militar.
Rostos sérios, armas preparadas. Logo o grupo liderado por Sander chega ao portão do quartel general. O portão não estava trancado, o que mostrava que Roy tinha confiança em seus Alquimistas e em seu próprio poder. Logo estavam todos ali, os representantes do exército de Amestris com seu líder Mustang e os representantes do exército de Kantha com seu líder Von Gerven.
Ficam todos um tempo parados, entreolhando-se, com a atmosfera de animosidade presente tão forte quanto a chuva que não dava tréguas. A cena dos dois exércitos entreolhando-se era tão dramática que poderia ser comparada à cena de alguma batalha épica de alguma ópera famosa. Os uniformes azuis de Amestris eram um oposto perfeito em relação às vestimentas pomposas dos nobres que acompanhavam Sander naquele encontro.
De repente, no meio de tantos rostos, Sander reconhece Riza, que estava bem ao lado de Roy, como se o Alquimista das Chamas a estivesse protegendo... Naquele instante, a presença de Roy ou de qualquer outro ali presente pouco importava à Sander, pois ele viu aquela que queria rever a tanto tempo...
Riza, e ela estava linda, pensa ele, tão diferente de quando ele a viu pela última vez... Os cabelos mais compridos, o semblante de uma jovem mulher decidida e não mais aquela garotinha que precisava dele para desafogar suas tristezas e frustrações, e os olhos, ah, sim, os olhos dela... Pareciam mais vivos, mais brilhantes e nem mesmo aquela chuva que caía forte e tornava as vistas turvas o impedira de ver que sua amada estava linda.
Riza, por sua vez, mantinha-se firme ao lado do seu noivo, sempre séria, mas por dentro algo dizia à ela que aquele encontro dos dois exércitos seria o começo de um fim trágico... E Riza sempre acertava quando "algo" lhe dizia uma espécie de previsão nas situações.
Apesar de todos saberem que não era nada necessário usar qualquer palavra, pois somente os olhares diziam tudo que era necessário saber – todos ali já sabiam em que aquele confronto iria terminar – eis que Sander decide dar a primeira palavra.
- Não vai dar as boas-vindas ao seu amigo, Excelentíssimo Senhor Marechal Roy Mustang?...
- Não tenho amigos e nem alianças com um país monárquico como Kantha, Sua Majestade Sander Von Gerven. – Roy rebate com igual ironia.
Mais um momento de silêncio e Sander começa a se dirigir exclusivamente à Riza, embora fique olhando para Roy.
- Você, Mustang, que por egoísmo me separou daquela que eu amava, agora vai pagar pelo que fez! Você e o seu país!... Você me indicou para aquela missão, mas não esperava que aquele alquimistazinho inexperiente que saiu daqui com medo de chefiar as tropas fosse voltar anos depois como um verdadeiro rei, não é mesmo?... Para falar a verdade, eu também não esperava vê-lo como o senhor da nação, mas assim é melhor...
- Já acabou o seu discurso, Von Gerven?... – Pergunta Roy sem se mover um centímetro.
- Nem ao menos comecei, Mustang... – Ele diz, dando largos passos na direção de Roy.
Todos os Alquimistas Federais, incluindo Edward que estava na linha de frente, mencionam em usar sua alquimia para proteger Roy. Até mesmo Riza, que saca sua arma e já se preparava para se colocar na frente dele como sempre fazia... Mas a voz firme de Roy os impede.
- NÃO SE MOVAM!! – Todos param onde estão, olhando atônitos para Roy... – ISTO É UMA VINGANÇA PESSOAL... EU ERREI E VOU PAGAR PELO MEU ERRO!! VOU PAGAR DUELANDO COM ESTE REI!! – Roy fala bem alto para que todos possam escuta-lo, apesar da chuva. Roy segue para encontrar Sander no meio do pátio.
- Ele é louco!! Vai tentar usar alquimia no meio dessa chuva!! – Exclama Edward, pronto para fazer sua entrada naquela batalha, mas a mão de Riza o segura.
- Não, Edward... Se alguém deve se intrometer nessa luta... Esse alguém sou eu... Porque eu sou a razão dela... ... ... – Ela diz cabisbaixa como quem sente o peso do mundo em suas costas acreditando-se ser culpada de tudo aquilo.
Edward não diz mais nada, apenas compreende o que o olhar de Roy lhe passava quando ele se voltou para trás e fitou Edward conversando com Riza. "Pode deixar que eu vou ficar cuidando dela..." Edward pensou, fazendo com que seu olhar expressasse o mesmo.
Seria impossível para qualquer pessoa dita 'comum' ficar calmo em tal situação, mas tanto Roy quanto Sander mantinham-se quase que indiferentes, com suas expressões faciais sérias, o olhar sempre tentando ser superior ao do outro...
- Este país já guerreou por causa de uma pedra filosofal... Acho que eu trouxe um motivo bem interessante para uma nova guerra acontecer, não acha, Marechal Mustang?... – Sander diz a Roy, enquanto desvia o olhar para fitar Riza por um segundo.
- Não haverá guerra alguma, Sander... – Rebate o Marechal das Chamas... – Apenas você e eu resolveremos um conflito que há muito tempo deveria ter sido resolvido!!
- É... Mas graças ao seu egoísmo e à sua covardia esta situação chegou às raias de uma guerra... Se estamos neste ponto, a culpa é sua!!
- Então, se acredita que eu sou o culpado, páre de falar e faça o que veio fazer!! – Exclama Roy, enquanto a chuva parecia ficar mais pesada.
- Mas quanta confiança, Marechal!! Acha mesmo que só o seu país conhece alquimia?!?!... O meu exército também conhece!!
- Não estou me garantindo no poder dos meus alquimistas... Estou me garantindo em mim mesmo!!
- Háh... Arrogante como sempre... Este é o verdadeiro Roy Mustang!!... Pois, se é assim, saiba que você está em desvantagem, afinal... – Estende a mão para cima... – A chuva parece me favorecer hoje... Alquimista das Chamas... – Sander enfatiza o elemento que Roy domina... O fogo... E com aquela chuva, a desvantagem estava clara.
- Como eu disse, faça o que veio fazer e páre de ficar enrolando!! – Roy entoa sua voz firmemente.
- Está bem... – Sander se prepara para usar sua alquimia da água enquanto olha para Riza... – Mustang, Você vai aprender a deixar sua arrogância em casa... Você vai aprender a respeitar aquele que você fez ser relegado ao esquecimento!!
Sander avança da direção de Roy, que só então reage armando uma posição de guarda no combate... A água da chuva era tudo que Sander precisava para vencer aquela luta e ele não hesita em usa-la a seu favor... Uma enorme parede de água começava a se formar em volta de Roy e, definitivamente, aquele duelo havia começado. Ao ver Roy ser envolto na água de Sander, Riza grita seu nome, tentando ir até ele, mas agora ela é quem acaba sendo impedida por Edward.
- ROY!!!!!!!!!!!!!! – Riza exclama estendendo a mão na direção dele.
(Continua)
----------------------------------------xXx----------------------------------------
Extras do Capítulo... (Início)
----------------------------------------xXx----------------------------------------
EDWARD: Peraí, pára tudo!!... Deixa ver se eu entendi: Agora, além de fazer capítulos grandes pra cacete, de demorar pra atualizar, a senhorita Vampyr ainda vai inventar de fazer esses "Extras da Fanfiction" infames?!?!?...
E. V. BATHORY: Ô, pouca sombra, não me provoca não, que essa fanfic é minha e nela eu faço o que eu quero!!! ò.ó
EDWARD:Humpf...Vampira marrenta... ¬¬
E. V. BATHORY: E não reclama, não, que quem te ajudou a voltar pro seu mundo fui eu!!!
Edward bate as mãos e ia fazer alguma besteira, quando o maravilhoso, o lindo, o gostoso, o cheio de vigor, o formoso, o... Tá bom, parei... Roy Mustang, chega...
ROY: Mas que angu de caroço é esse aqui?... Eu sou o Marechal, senhor absoluto da nação e posso mandar prender os dois por perturbação da Paz!!
E. V. BATHORY: Oi, Roy... babando, olhinhos brilhando.
ROY: Olá, senhorita Von Bathory...
EDWARD: Hey!! Eu tava falando com ela antes e... Roy dá um peteleco e Edward entra em órbita... ...Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhh...
ROY: Posso fazer alguma coisa pela senhorita?...
E. V. BATHORY: Bem, na verdade... Um tiro acerta a parede atrás dela...O.O... Pelo amor de Drácula, que isso?!?!?!
RIZA: Roy Mustang, tem três segundos prá se afastar dessa vagabunda de dentes pontudos aí!!! Apontando a pistola.
E. V. BATHORY: Calma, Rizinha!!! Eu sou sua fã!! Sou sua amiga!! Eu quero ser igual a você quando eu crescer!!
RIZA: Mas você é uma vampira de 500 anos!!! O.O'...E NÃO ME CHAME DE RIZINHA!!!!
E. V. BATHORY: Bom... Você entendeu o que eu quis dizer...
RIZA: A única coisa que eu entendi foi que esse canalha aí tá dando em cima do primeiro rabo de saia que passa pela frente quando eu não tô presente!!
ROY: Ahhh... Mas o que é isso, amor!! Eu te amo, eu só estava oferecendo uma ajudinha pra senhorita Vampyr aqui e...
RIZA: JÁ PRÁ CASA, MUSTANG!!! Vai atirando na direção dos pés dele até enquanto seguem caminho pra casa deles com Roy "dançando" enquanto ela atira...
E. V. BATHORY: ...Nossa, como ela é temperamental...
WINRY:Aparece do nada. Oi, dona vampira. A senhora não viu por aí o Ed, meu quase-marido?...
E. V. BATHORY: ...o.O... O alquimista baixinho em que o Mustang deu um peteleco e entrou em órbita?!
WINRY: O.o Como é que é?!?! o.O
E. V. BATHORY: Olha ele aí... Ed vem descendo de volta pra Terra.
EDWARD: CADÊ?!?! CADÊ AQUELE PALITO DE FÓSFORO AMBULANTE?!?! EU MATO!!!! Ò.Ó
WINRY: Ed, querido... Que bom que voltou!!! Trouxe as nossas alianças... Eu tava aqui falando com a senhorita vampira que me falou que "o alquimista baixinho tinha entrado em órbita"...
EDWARD: QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE PIRATA DE AQUÁRIO?!?! Ia atacar a vampira com uma alquimia, mas ela dá um novo peteleco nele e ele volta a entrar em órbita.
WINRY:Saca a chave de fenda. GHRRRRRRRR... O que você fez com o meu Ed?! Ò.Ó...
E. V. BATHORY: ...Errrm... hehehehehe ... Vou dar uma voltinha... Aliáááááás... Retira um papel do bolso ... Tenho alguns agradecimentos a fazer... O celular da vampira toca... Droga!! Tenho que voltar agora prá Transilvânia!! Mas tenho que fazer os agradecimentos... . ... Ahh, já sei!!! Tenente Havoc!!! Chega aí!! Me dá um help... Faz os agradecimentos pra mim que eu tenho que voar pra Romênia!! FUI!!! Se transforma em morceguinha e sai voando.
HAVOC: o.o'... Err... Oi, pessoal!! Bem, já que eu perdi mesmo a Tenente Hawkeye pro Marechal Mustang, vou ver se eu me arrumo com umas dessas gracinhas que mandam Reviews nessa fanfic... Quem sabe, né?... Lê o papel e depois, dá uma tossida para limpar a garganta.... Agora os agradecimentos referentes ao "Capítulo VII - Trenodia Tortuosa": PARA "Yuuki"; "ZEZIN"; "Lady Rosier "; "Integra Hellsing Tepes "; "Carol Elric "; "Mizinha Cristopher"; "Elbinha"; "tais"; "Dafne"; "Mael Asakura" ; "Babi"; "P. Wings"... Obrigado pelos Reviews!!! DANKE SHÖN!!! MUITO OBRIGADO!!... Aliás, para as meninas, o meu telefone é 3451 65... Edward volta da órbita e cai em cima do Tenente Havoc antes de ele dizer o número todo....
EDWARD:Levanta a cabeça, todo descabelado. É isso aí!! Por hoje é só, pessoal... o/
----------------------------------------xXx----------------------------------------
Extras do Capítulo... (Fim)
----------------------------------------xXx----------------------------------------
Acho que gastei toda a minha veia cômica com esse final de capítulo infame que eu bolei... he-he-he... Enfim... Espero que tenham gostado, mas não vou mais perturba-los com esse finaizinhos infames!!
Devo desculpas pela demora na atualização, não farei isso novamente... Eu sei que é um saco ter de esperar para ler a continuação de uma fic que se esteja acompanhando...
Ah, visitem o meu novo álbum Online com FanArts que eu fiz há algum tempo!! O Link está no Profile.
Até o próximo capítulo.
E. V. Bathory
