Torneio Tribruxo 1977-78
Capítulo 2 – Recém chegados e o Cálice
James POV
O dia em que todas as pessoas em Hogwarts estavam esperando: O dia da chegada de nossos visitantes. Posso dizer que estou bem interessado em saber como nossos queridos visitantes são. Aliás, eu e Sirius estamos super interessados em ver como são nossas visitantes da Escola de Magia de Beauxbatons. Afinal, nós fizemos uma pequena pesquisadinha e descobrimos que a maioria das meninas que estudam lá (leia-se 85%) são Veelas ou descendentes de Veelas. O que é uma maravilha, pois elas são maravilhosas! Espero que isso não tenha mudado de uns 100 anos para cá:
-Pela primeira vez em todos os meus anos em Hogwarts eu não estou interessado na comida – Sirius disse olhando apreensivo para as portas – Quero mais que o jantar acabe!
-Isso não é coisa que Sirius Black diga – Remus disse erguendo uma sobrancelha – Você está legal?
-Melhor impossível – ele disse ainda olhando para a porta – Na real, é possível sim, quando é que aquelas Veelas chegam hein?
Mas não pensei muita atenção depois daí, virei meu olhar para um canto mais afastado da mesa, onde o lirio mais lindo estava. Ela estava ali, linda, rindo com Doe e Lene como se ninguém mais existisse, o riso mais lindo que já vi. Por que não sou eu fazendo ela rir daquele jeito? Devia ser eu, e não Lene ou Doe, mesmo que eu as adore demais. Os cabelos acaju brilhavam com as velas, e os olhos se semi cerravam com cada risada. Melin! Ainda não entendo como não consigo parar de pensar nessa menina! Ela não me quer! E a sensação quando ela diz isso é parecida com um crucio, mas, como eu sou um teimoso, tenho certeza que farei ela gostar de mim. Ela já gosta, tenho certeza, mas é mais teimosa que eu para demonstrar isso:
-E agora que todos vocês já encheram suas barrigas com essa maravilhosa comida – Dumbledore me tirando de meus pensamentos. Eu estava tão absorto que nem o vi se levantar – Mas está na hora de todos darmos boas vindas a nossas adoráveis convidadas: As meninas da Escola de Magia de Beauxbatons e sua diretora, Madame Maxime.
Sirius deu um sorriso malicioso para mim e me cutucou com o cotovelo, e as portas se abriram. Deusas gregas entraram por aquelas portas. Sem brincadeira mesmo! Todos os queixos masculinos de Hogwarts caíram ao verem aquelas meninas passarem por nós. Até mesmo o de Remus, o todo certinho dos Marauders não resistiu àquela visão. Era cabelos brilhantes para cá, bundas redondinhas pra lá! Era o paraíso! Enquanto elas davam umas corridinhas, elas paravam em alguns momentos e deixavam borboletas de tecido voarem de suas mão, e em um desses momentos, elas fizeram viradas para a mesa de Gryffindor, ou seja, em frente a mim e Sirius. E uma delas, uma de cabelos castanhos e olhos azuis claros, sorriu para mim, assoprando a borboleta de tecido em minha direção. Peguei-a com um sorriso maroto nos lábios, essa já era minha.
Atrás de todas as meninas, vinha uma mulher muita alta, com uns dois metros e meio de altura. Tenho certeza que ela era parte gigante, e até maior que nosso amigo, Hagrid. Essa devia ser a diretora, realmente, ela parecia àquelas francesas de nariz empinado que minha mãe tanto odeia. Quando todas as meninas de Beauxbatons pararam em uma fila organizada em frente ao Salão Principal, e Prof. Dumbledore beijou a mão de Madame Maxime, dei uma rápida olhada ao redor do salão. Todos os meninos ainda encaravam de queixo caído as nossas convidadas, enquanto as meninas pareciam fuzilá-los com os olhos. Dei uma olhada para o canto onde meu pequeno Lirio e suas amigas estavam. Lene encarava Padfoot com um olhar assassino que eu, particularmente, dei graças a deus que não era dirigido para mim, e Doe, a delicada Doe, olhava Moony com um olhar meio magoado. Mas a minha Lily não olhava para mim com ciúmes, ela olhava para onde as convidadas estavam e eu não consegui ver a expressão de seu rosto:
-E agora, demos boas vindas aos meninos do Instituto Durmstrang e seu diretor Ivan Atanasoff – Dumbledore disse apontando para as portas de entrada
E aí, as expressões nos rostos dos alunos de Hogwarts mudou completamente. Agora eram as meninas de queixo caído e olhar perdido, e os meninos com olhares de ciúmes e curiosidade para nossos visitantes. Devia realmente fazer frio na Bulgária, pois todos estavam usando casacões e botas, mas, tudo que as francesas têm de delicadas, os búlgaros tem de corpo. Cara, eles eram grandes! E não só altos, porque alto eu e Sirius também somos, mas fortes com uns braços dos tamanhos de Trolls! Sem brincadeira! E a sua apresentação era com fogo, bem legal. Atrás dos alunos vinha o diretor, mas ao invés de Madame Maxime, Ivan Atanasoff não estava sozinho, estava acompanhado de um outro aluno. Não consegui ver como ele era por causa daquele casacão e a toquinha ridícula de pele, só consegui detectar que ele tinha olhos castanhos. E que quando passou pelo lugar onde Lily e as meninas estavam, piscou para ela. ELE PISCOU PARA A MINHA LILY! Ela ficou com um leve tom rosado nas bochechas, e era esse tom rosado que eu queria ganhar, o tom rosado da vergonha fofinha, e não o Vermelho de Raiva Contra o Potter (não me entenda mal, eu continuo amando aquele vermelhinho de raiva dela, mas o de vergonha fofa é melhor, arrecada mais ponto). O coitado não sabe que acabou de ser terrivelmente amaldiçoado por mim. Se ele for participar dessa porcaria de torneio, eu também iria. Para mostrar a ele uma ou duas coisinhas:
-Agora que estamos juntos, vou explicar como esse torneio ocorrerá – Dumbledore disse com um sorriso, mas esse logo apagou e o diretor ficou sério – Esse torneio não é um torneio como o Campeonato de Quadribol. Os campeões de cada escola serão escolhidos por um juiz muito determinado, e que não aceitará um não quando o nome do campeão for sorteado. O campeão terá que saber fazer magia de níveis avançados, e saber que terá que estar pronto para qualquer surpresa. E agora, apresento-lhe a vocês o nosso juiz: O cálice de fogo.
Era um cálice grande, um pouco maior que uma penseira antiga que eu vira na casa de minha falecida Vó Potter, e em cima dele, um fogo azul saia. Majestoso flutuava e dançava a luz das velas:
-Por isso lhes aviso – Dumbledore disse mais uma vez sério – Quem colocar seu nome no cálice de fogo, não deverá colocar levianamente, porque uma vez escolhido seu nome, não irá ter volta.
Lily POV
-Eu acho que devíamos colocar nossos nomes – Lene falou pensativa
Estávamos na Sala Comunal de Gryffindor, depois do jantar, eu sentada no sofá perto da lareira com Dorcas e Lene estava sentada na poltrona perto do sofá. Olhei para ela com a testa enrugada e um olhar exasperado. O que ela estava pensando? Dorcas também levantou a cabeça de meus pés (ela estava fazendo minhas unhas. Ela realmente leva jeito para isso), mas, ao contrário de mim, ela estava curiosa:
-Você só pode estar brincando, certo Marlene? – eu perguntei um pouco surpresa
-Claro que não! – Lene disse sorrindo cinicamente. Eu odeio esse sorriso dela – Imagina! Ganhar toda a atenção! Correr riscos...
-E no Baile! – Dorcas exclamou sonhadora – Ser uma das primeiras a dançar! Ter prioridade!
-Mas vocês estão esquecendo que... – eu tentei começar a falar, mas é claro que algum Marauder tinha que interromper
-E ai meninas! Vão colocar seus lindos nomezinhos no Cálice? – ouvimos a voz de Sirius Black
Nós três olhamos para o lado e vimos os quatro Marauders chegando. Sirius logo a frente, os cabelos bagunçados, a gravata já desatada e as mãos nos bolsos. Remus e Peter vinham atrás do cachorro, os dois ainda com as gravatas atadas, a de Remus mais perfeitinha, e este com um livro na mão. E por último vinha Potter, com seus cabelos bagunçados naturalmente, os óculos tortos, a gravata desleixada e os braços cruzados em frente ao peito. Logo que chegou perto do sofá onde eu e Doe estávamos sentadas, Sirius se largou no meio de nós duas, fazendo eu puxar meu pé irritada:
-Black! – eu exclamei irritada segurando meus pé perto de meu corpo e encarando aquele imbecil com sorrisinho malicioso no rosto – eu estava fazendo meus pés!
-Correção – Doe falou com um sorriso – EU estava fazendo seus pés
-Cuidado Lils – Black disse com as sobrancelhas levantadas gozando da minha cara. Há essa hora, Remus e Peter estavam sentados no sofá em nossa frente e Potter continuava em pé. Por que ele não senta? Está me dando nos nervos – Daqui a pouco vai ficar com rugas nesse rostinho lindo com pele de pêssego.
-Desencosta Black! – eu disse irritada tirando sua mão de cima de meu joelho
-Vocês vão colocar seus nomes? – Doe perguntou olhando de Remus para Peter
-Eu não! Não quero saber que surpresas aquelas provas têm para nós – Peter disse enrugando a testa
-Eu também não – Remus disse dando ombros – Afinal, dou valor demais para minha vida para vê-la se despedaçar por causa de alguma prova imbecil
-É por isso que eu te amo Remus! – eu exclamei tentando me levantar para dar um abraço no Marauder loiro. Sem sucesso, o peso de Sirius fazia tudo ficar diferente e difícil
Naquele momento houve um silêncio estranho na Sala Comunal. Percebi que Doe tinha cruzado os braços em seu peito e me olhava emburrada, na real, acho que com raiva. Algo estranho para Doe. E Potter, que já estava com os braços cruzados no peito, me olhou com a cara fechada e uma sobrancelha levanta. Qual era o problema dele hoje?
-Ama quem, Evans? – Potter me perguntou com a voz fria
-Com certeza não você, Potter – eu respondi e depois me virei para Dorcas – Ai Doe! Eu não amo Remus desse jeito! Eu sei que ele é teu e tu dele, mas eu amo ele porque ele parece ser o único com bom senso aqui!
Então, Potter descruzou os braços e saiu pisando pé para a escada. Ouvimos algum tempo depois a porta do dormitório masculino bater. Olhei confusa para a escada:
-O único que vai colocar é o James – Sirius falou com um risinho – O único com o complexo imbecil de herói
-E você Sirius? – Doe perguntou o olhando – Não vai colocar seu nome no Cálice?
-Claro que não! – Sirius exclamou com um sorriso maroto nos lábios – Eu consigo a atenção que eu quiser sem arriscar o meu rostinho lindo. Sem falar do corpo, não é?
-É impressão minha – Lene falou pela primeira vez desde que Potter saiu da Sala Comunal – ou o James acabou de chamar a Lily de Evans?
...
Hoje era o último dia para colocar os nomes no Cálice de fogo. Graças a Merlin, Lene e Doe tiraram a ridícula idéia de colocar nossos nomes no Cálice. Elas achavam que Dumbledore impediria qualquer coisa de ruim acontecer, mas ele não pode intervir na competição, é contra as regras. E além do mais, muitas pessoas já morreram nesse torneio. Por que as pessoas continuam com vontade de participar?
Mas não consegui fazer Potter perder a vontade de colocar seu nome na porcaria do Cálice. Nem Remus ou Black conseguiram. Ele parecia decidido a colocar. Aliás, ele já se "inscreveu". Logo no outro dia de manhã, Potter colocou seu nome no Cálice com o rosto sério e decidido, isso me deu um pouco de medo. Mas por que ele quer se arriscar?
-Acho que tem haver com certo búlgaro – Sirius disse e piscou para mim
Ah não é possível! Não acredito que o Potter vai fazer isso porque o búlgaro, mais conhecido como Lazar Terver, piscou para mim na janta de Boas Vindas! Tudo bem que depois ele não ficou só no piscar, ele até me deu uma flor! Mas isso não é motivo para Potter se arriscar!
-Preocupada com James, Lils? – Lene riu
Claro que estou preocupada com o Potter! Ele é amigo das minhas amigas, e além do mais, é um aluno de Hogwarts! Um colega desde meus 11 anos!
-Mas você não está preocupada assim com Amus Diggory, por exemplo – Doe disse sorrindo. As duas estão contra mim hoje? – E ele também é nosso colega desde os onze anos!
Argh! Pronto! Deram para pegar no meu pé hoje! E aliás, por que elas não estão preocupadas com James? Aliás, Potter! Ele é tão amigo delas quanto meu!
-Por que sabemos que se James for escolhido – Lene me respondeu – ele vai saber se virar
Saber se virar? As duas só podem estar malucas! Saber se virar contra o que? A morte iminente?
-Ai para de drama Lily! – Lene exclamou revirando os olhos
Então aqui estávamos nós na mesa de Gryffindor, no dia da escolha dos campeões. Todos pareciam apreensivos para ver quem eram os escolhidos, e só eu parecia preocupada e nervosa. Lene e Doe conversavam animadamente sobre alguma coisa que eu não estava prestando atenção. Remus estava lendo calmamente, Peter comia e Black estava dando em cima de alguma menina que eu não fiquei preocupada de reconhecer. Enquanto a Potter, este parecia estar tranquilo, considerando que ela havia colocado seu nome no Cálice de Fogo e podia muito bem ser escolhido.
Aliás, o Potter anda realmente diferente esses dias. Ele até está me chamando de Evans! E não "Ruiva", "Minha Ruivinha", "Meu Lírio". Não. Era Evans:
-Não era isso que você queria? – ele me perguntou depois de eu indagar sobre aquela mudança estranha
Era. Era o que eu queria. Mas ao mesmo tempo... Não. O que estava acontecendo comigo? Eu sou Lily Evans! Nunca poderia sentir algo ou ficar confusa com Potter. Ou me preocupar com ele!
-Acho que já deixamos o suspense por muito tempo – Prof. Dumbledore disse sorrindo e caminhando lentamente até o Cálice – Está na hora de acabarmos com esse suspense e descobrimos de uma vez por todas quem serão os três campeões. Lembrando-lhes que quem for sorteado não terá como voltar atrás, apenas aceitar sua posição de campeão, ou campeã, e participar do Torneio
Ele levantou a mão até esta ficar perto da chama azul do Cálice de Fogo. Nessa hora todos estavam em um silencioso nervoso e olhavam para o diretor. Então a chama ficou vermelha e jogou, literalmente jogou, um papel azul dobrado delicadamente:
-E a campeã da Escola de Magia de Beauxbatons é – Dumbledore disse abrindo o papelzinho. Só podia ser de franceses – Chloe Garret!
Uma menina linda, loira obviamente, não ruiva como eu, se levantou da mesa da Ravenclaw e caminhou graciosamente até o Diretor. Este apertou a mão delicada da menina e lhe indicou uma porta atrás da mesa dos professores, onde a menina, Chloe, entrou e desapareceu. Dumbledore colocou a mão perto do fogo azul. Este novamente se transformou em um fogo vermelho e jogou outro papel para a mão de Dumbledore. Agora era um pergaminho mais normal, de cor normal, mas parecia mais duro que os nossos:
-O campeão do Instituto Durmstrang é – Dumbledore abriu o pergaminho – Lazar Terver!
O búlgaro que piscou para mim e me cortejou tantas vezes essa última semana, se levantou da mesa de Slytherin e caminhou com sério até Dumbledore, apertou a mão do nosso diretor e foi até a porta onde Chloe havia desaparecido, e desapareceu também. Agora faltava apenas nosso campeão.
Dumbledore levou a mão pela terceira vez até o fogo azul, e pela terceira vez o fogo se tornou vermelho e jogou um papel para a mão estendida de Dumbledore. Agora era um pergaminho parecido com os nossos. Eram os nossos pergaminhos. O silêncio nervoso ficou ainda mais nervoso mais apreensivo. Meu coração batia rápido:
-E o campeão de Hogwarts é – Dumbledore disse abrindo o pergaminho
Ai meu Merlin! Fala logo seu velho! Eu chamei meu diretor de velho? Eu devo estar mais nervosa do que eu pensava.
...
Oi para todos! Gostaram do capitulo? Hahaha! Primeira vez que deixo no suspense alguma coisa. Espero que tenham gostado!
Kaahl: ai está o próximo capitulo! E o seu Review me fez ganhar o dia! Nem sabia que alguém algum dia pediria um livro meu. Hahahahah
Thaty: Que bom que você gostou! Aqui está a continuação
Bem, continuem mandando Reviews, eu amo eles!
Beijos
