Torneio Tribruxo 1977-78

Capítulo 7 – A Terceira Tarefa

James POV

-Hey Lils! Quer que te deixemos sozinha com o James para vocês dois darem uns amassos?

Todos riram da piada de Sirius, que estava sentado no sofá com um braço em volta de Lene. Até eu esbocei um sorriso quando deixei o olhar de minha vassoura para ver a cara vermelha de raiva e vergonha da minha Ruiva. Lily olhou irritada para Sirius com o rosto da cor de seus cabelos e os olhos verdes cintilando de raiva:

-Não precisam se incomodar – ela disse se levantando – Já estou de saída mesmo

Ouvimos seus pés batendo furiosamente na escada enquanto subia até o dormitório feminino, o livro em suas mãos. Sirius ainda ria divertido com tudo isso, então é obvio que ele se virou para mim:

-Ei Prongs – ele disse sussurrando alto e me olhando por cima da cabeça de Lene que estava encostada em seu ombro – Acho que isso quer dizer: "Me segue e vamos até um lugar silencioso e com poucas pessoas. Será que o seu dormitório serve?"

Agora todos riam ainda mais, até quem não estava em nossa rodinha em volta da lareira. Mas então ouvimos um estampido e Sirius se jogou para frente com uma mão na nuca, fazendo Lene se sentar reta novamente:

-Porra Lily! – ele gritou para as escadas e ouvimos a porta do dormitório feminino bater.

Voltei a minha atenção para a vassoura, mas é obvio que minha mente continuava voando. Lily agora estava ainda pior. Esse foi o primeiro dia em que ela ficou mais de dez minutos na mesma sala em que eu estava, e ela parecia nunca mais querer olhar em minha cara desde a segunda tarefa, desde o beijo.

Eu não podia estar louco! Ela retribuiu o beijo! Eu senti isso! Mas... depois ela me mordeu! Meu lábio já curou e tal, mas isso só me fez ficar confuso. Muito confuso.

Agora faltava alguns poucos dias para a última tarefa, e isso estava me apavorando um pouco por causa do suspense de não saber o que vai ser essa prova, mas também sentia alivio por esse inferno estar acabando. Na real não posso chamar tudo isso de inferno, pois eu meio que me diverti durante esses meses. Teve a Lily, a Eloise, o Baile, a Lily de novo...

Passei a mão em meus cabelos exasperado. Aquele beijo não devia ter acabado, estava tudo maravilhoso. Eu não pensava o que iria acontecer comigo depois que nos separássemos, não, isso nem passou em minha cabeça! Eu só conseguia pensar em Lily e o quanto aquela sensação era a melhor sensação que eu alguma vez experimentei. Sua boca era macia, suas mãos seguravam a minha camiseta com força e seus cabelos eram macios em minhas mãos, assim como seu rosto delicado

Meu Merlin! Por que eu estou apaixonado? Ser apaixonado é se tornar um gosmento poeta! Se Sirius me ouvisse falando isso... Ah, ele já ouviu mesmo:

-O que foi Prongsie? – ouvi Doe me perguntar

Levantei a minha cabeça e vejo os Marauders e as meninas me olhando. Senti que meu rosto relaxava. Eu devia realmente estar com uma cara de desespero, essa geralmente é a cara que eu tenho quando tento entender a Lily. Doe estava sentada na poltrona em minha frente junto com Moony, uma mão mexendo no cabelo de meu amigo. Lene estava encostada de novo no peito de Padfoot, brincando com os dedos deste, mas o olhar concentrado em meu rosto. Estava me sentindo tão sozinho! Até Peter tinha companhia com seus Feijões de todos os sabores!

Doe se levantou rapidamente e se sentou no braço de minha poltrona, colocando minha cabeça em seus joelhos. Por que me deu uma vontade de chorar?

-É por causa da Lily, James? – ela me perguntou acariciando meu cabelo

Ah que merda! Doe eu te amo, mas para de fazer isso! Eu não vou chorar! Aliás, por que eu quero chorar? Eu não choro há uns três anos!

Suspirei e me desvencilhei de Doe e seus mágicos dedos. Subi as escadas até o dormitório masculino devagar e com a cabeça baixa, a depressão batendo sobre mim. Me deitei em minha cama e tentei adormecer. Eu consegui, mas não foi o melhor de meus sonos.

Sonhei com meus pais, e Lily estava lá. Mas então o sonho mudou de repente. Eu estava com Lily em uma casa que eu nunca havia visto. Era muito bonita. Eu estava sentado no chão, com a varinha em minha mão, esta fazendo fumaças coloridas voarem. Ouvi o riso de uma criança e a vi em minha frente. Era um menino muito parecido com aqueles que tinha nas fotos de meus pais. Ele era parecido comigo. Mas os olhos... eram verdes. Os mesmos que os de Lily. Ele ria divertido tentando pegar as fumaças com suas mãozinhas. Senti que aquele som me deixava muito feliz. Então ela apareceu.

Estava tão linda e com um sorriso no rosto. Ela pegou o bebe no colo e disse que o ia colocar para dormir. Mas então a porta de entrada se abre e eu vejo alguém em uma capa preta, o capuz cobrindo o seu rosto por completo, vi uma mão branca segurando uma varinha e eu soube quem era. Gritei para Lily fugir com o bebe, eu sentia que tinha que os proteger, mas eu não sabia por que! Então uma luz verde me faz acordar de um pulo.

Ofegava em minha cama. Os lençóis estavam bagunçados embaixo de mim, meus cabelos grudavam suados em minha nuca. E um grito ressonava em meus ouvidos no escuro:

"Não! Por favor! Mate a mim ao invés dele! Não! O Harry não!"

Me levantei passando a mão em meus cabelos nervoso. Estava escuro, vi que todos os outros Marauders já estavam dormindo. Ouvia os roncos de Peter e de Sirius e os suspiros de Remus. Sabia que não conseguiria voltar a dormir, o sonho estava nítido em minha mente, assim como o grito. Aquele grito me apavorava. Então peguei minha Capa de Invisibilidade no malão e desci até a Sala Comunal. Meu plano era dar uma chegadinha até a cozinha e conseguir algo como um chocolate quente para ver se me acalmava. Não sou só eu que acho isso bom! Um dia já peguei Dumbledore fazendo isso. Mas os planos mudaram.

Quando cheguei nos últimos degraus da escada que leva aos dormitórios, consegui perceber que a lareira ainda estava acesa e que tinha gente ainda acordada lá embaixo. Mas o melhor! Descobri que quem estava acordada, era ninguém mais, ninguém menos que o meu Lirio e suas amigas. Vesti minha capa tentando não fazer barulho e cheguei mais perto delas. As três estavam sentadas no sofá perto da lareira. Lily no meio de Doe e Lene. Ela parecia bem chateada. As três estavam ainda de pijamas e robes:

-Com o que você sonhou Lils? – Lene perguntou colocando um fio de cabelo de Lily atrás da sua orelha

-Foi horrível! – meu Lirio fugou. Fiquei morrendo de vontade de abraçá-la, mas não poderia fazer isso com nossas circunstâncias atuais – Eu... Eu estava fugindo, correndo para um quarto. Tinha um bebe no colo, e eu tinha que protegê-lo! Mas eu não consegui! E eu morri, possivelmente o bebe também! E Potter...

-Potter? O James estava em seu sonho? – Doe perguntou chegando mais perto de Lily

Me sobressaltei quando ouvi meu nome. Ela havia sonhado comigo! E aquele sonho... estava muito parecido com uma continuação do meu:

-Sim. O Potter – Lily disse firme e secando seus olhos com uma das mãos – Ele também estava naquela casa! E ele havia gritado para eu correr e salvar a mim e a criança. Ele disse que dava um jeito. Mas então, quando cheguei ao topo da escada, vi um raio verde vindo da sala, e ouvi o som de um corpo caindo inerte no chão. Ele... O Potter... Ele...

Então ela começou a chorar. Eu ouvia seus soluços secos, enquanto lutava com a vontade de ir até ela. Ela havia tido o mesmo sonho que eu. E ela estava chorando porque eu havia morrido:

-Lily... Calma – Doe disse acariciando os cabelos acajus de minha Ruiva – Foi só um sonho...

-Lily, realmente, não é a toa que James está ficando maluco! Eu também estou, na real! – Lene exclamou indignada

Eu, assim como Doe e Lily, olhei Lene com os olhos confusos. Eu estava ficando maluco?

-O que? – Lily perguntou

-Você ainda me pergunta "o que"! – Lene disse exasperada – Lily! De dia você não da à mínima para o James! Você o ignora e briga com ele mais do que você fazia antes do Torneio começar! Mas então, à noite você sonha que ele morre por tentar te proteger e se mata chorando!

-Mas é claro que eu choro! – Lily disse – Choraria por qualquer um que desse a vida por mim!

-Ora Lily! Não minta para si mesma! – Lene disse depois de bufar ainda muito exasperada – Você está morrendo por dentro para ficar com James! Mas o seu ego, a sua teimosia, não deixa você fazer isso! E James... Bem, ele está realmente mal! Você está conseguindo machucar o James e você mesma!

-Lils – Doe perguntou mais calma que Lene – Só quero saber uma coisa: Você gostou do beijo de James?

-É claro que gostei – ela suspirou. Meu coração deu um pulo ao ouvir isso – Foi... Espetacular. Eu... Você tem razão Marlene. Eu realmente... eu gosto muito de James! Sempre gostei, mas não queria admitir a ninguém nem a mim mesma que sentia isso, pois eu poderia ficar vulnerável e ele ia quebrar meu coração em pedacinhos depois de um fim de semana em Hogsmeade! E eu queria algo para sempre. Ainda quero na real...

-Então... Por que você não da uma chance a ele? – Lene perguntou agora mais calma

-Porque falta coragem – minha Ruiva respondeu

...

Lily POV

Eu sou ou não sou Gryffindor? É claro que sou! Mas então, onde está a minha coragem? Estou parecendo mais uma Hufflepuff! Não que eu tenha algo contra essa casa de Hogwarts, mas... Por que eu não consigo fazer algo para ficar com James? Desde quando eu não consigo superar meus medos?

Agora eu estava ainda pior. Desde a minha conversa no meio da noite com Lene e Doe, eu tenho tentado evitar o Potter a qualquer custo. E ele parece estar cada vez mais de bom humor. Não sei se é por causa da última tarefa que está chegando, ou... Não sei a causa desse bom humor dele.

Sai correndo da biblioteca, o lugar em que eu ia esses dias para fugir do Potter. Eu estava parecendo uma Slytherin. Durante os intervalos de cada tarefa, nós ainda tínhamos aulas, e eu tinha que me puxar, até porque estou no ano dos NIEM's. Eu tinha Runas Antigas naquele momento e eu tinha que correr, afinal, a sala de aula era do outro lado do castelo. Mas é obvio que eu tinha que cair:

-Ai! Que ótimo Lily! Vai se atrasar ainda mais – eu murmurei para mim mesma enquanto tentava alcançar todos os meus livros que haviam caído

-Está tudo bem, Lils? – escuto uma voz muito conhecida atrás de mim. A voz que eu estava tentando evitar

Ah. Meu. Merlin:

-Não – eu disse me levantando com os livros quase caindo de meus braços. Meu rosto esquentava e eu tentava ao máximo não olhar para o Potter. Sabia que se olhasse perderia o controle. E Lily Evans nunca perde o controle – Está tudo bem. Aliás... Eu tenho que ir... Mas, o que você está fazendo aqui?

-Tenho tempo livre e preciso pesquisar algumas coisas – ele disse e isso me fez olhá-lo. Ele estava com sua mochila pendendo em um ombro, as mãos no bolso e a gravata frouxa – O que você tem agora?

-Tenho Runas – eu disse e olhei meu relógio – Aliás, eu estou atrasada...

-Deixa que eu te acompanho... – ele começou e estendeu uma mão para pegar meus livros, mas eu me afastei

-Não... Eu sei achar o caminho sozinha... –eu disse andando de costas

-Lily... O que está acontecendo? – ele perguntou agora com a testa franzida – O que você quer de mim?

-Eu quero você longe de mim, Potter! – eu berrei sem nem saber o porquê de estar fazendo aquilo. Eu só não queria que ele chegasse mais perto. Eu estava com medo – Por que você não consegue entender isso? Me esquece!

E sai correndo em direção a sala de Runas. Eu estava com tanto medo de magoá-lo que me fez magoá-lo para não deixar ele ainda mais magoado. Não faz sentido certo? Na real, eu não queria me magoar... Ah meu Merlin! O que eu estou dizendo? O que eu estou fazendo?

Talvez eu tenha que deixar as coisas acontecer... ah que se foda! Eu tenho que parar de pensar tanto!

...

E o dia da última tarefa chega. E estou realmente nervosa. Eu realmente magoara James dessa vez. Ele não fala comigo e muito menos olha para mim. Não posso dizer que Lene faz algo diferente disso desde que lhe contei a história do dia do atraso à Runas Antigas:

-Vou ficar ainda mais braba com você, Lily – ela me disse hoje mais cedo. Na hora do café para ser mais exata – Se você não fizer algo para você e James ficarem juntos até o fim do dia. Se você não fizer isso, juro que além de ficar braba, eu faço ele ficar com aquela francesinha esnobe!

Então, a conversa de hoje com Marlene só me fez decidir as coisas mais rápido. Eu iria acabar ficando com James. E eu estava indo fazer isso agora!

Deixei os Marauders e minhas amigas na entrada para o estádio que fizeram e fui procurar o lugar onde os campeões estavam. Mas não foi tão fácil assim. Abri a primeira porta que vi em minha frente e dei de cara com um labirinto de espelhos. Paro com a testa enrugada ainda olhando todos aqueles espelhos. A terceira tarefa era um labirinto de espelhos?

-O que está fazendo aqui, Srta. Evans?

Me viro assustada e a porta se fecha atrás de mim. Profa. McGonagal está olhando para mim com uma sobrancelha levantada e uma mão no quadril. Olho novamente para a porta e volto para a professora:

-Am... Me desculpa, professora, é que... – eu gaguejei tentando me explicar – Eu estava tentando achar as tendas dos campeões. Preciso falar uma coisa com o Potter e daí achei essa porta e pensei que...

-Srta. Evans – McGonagal falou mais alto me fazendo parar de falar em um súbito. Nunca fui muito boa justificando algo errado – As tendas dos campeões são logo mais à frente dobrando a direita. Você achara três tendas, cada uma com o símbolo de sua escola na porta. Na porta que tiver o símbolo de Hogwarts, você entra.

Certo. Ela não precisava dizer essa última frase. Mas, mesmo assim, agradeci à professora e sai correndo em direção ao caminho que ela havia me explicado. Dobrei a direita e achei as três tendas que ela havia descrito. Parei em frente à de Hogwarts:

-Potter? – eu disse enquanto abria a porta lentamente.

Então eu o vi. Ele estava lá, sentado na maca com a cabeça baixa, os cabelos caindo no rosto, os cotovelos apoiados nos joelhos. E ele estava sem camisa! Quando ouviu minha voz, James ergueu a cabeça e se levantou rapidamente assim que me viu. Parei segurando a respiração quando vi a imagem de seu tanquinho definido... Tanquinho! Aquilo era um tanque de melhor qualidade! Não acredito que acabei de falar isso!

-Lily... Quer dizer, Evans – ele disse rapidamente. O som de meu sobrenome saindo de sua boca quase me fez desistir – O que você está fazendo aqui? Pensei que não me queria perto de você.

Ai. Essa doeu. Mas tentei esquecer o que ele disse enquanto caminhava até ele. Mas então, um pensamento começou a vir em minha cabeça e o medo e a insegurança me dominaram.

Eu não devia estar fazendo isso. Eu não devia estar fazendo isso. Cala a boca Lily! Para um pouco de pensar e faça algo que lhe de um prazer infinito uma vez na vida! Seja uma mulher corajosa! Pelo amor de Merlin!

-Lily – Potter disse quando parei a poucos centímetros de nossos corpos se tocarem. Tive que levantar a cabeça para conseguir olhar nos olhos castanhos amendoados dele – Eu realmente não estou a fim de ter uma briga depois, então, como estou sentindo que meu autocontrole não está tão bom hoje, eu vou pedir para você se afastar um pouquinho...

-Shh – eu disse pondo um dedo em sua boca e o fazendo parar de falar. Tirei o meu dedo e tomei fôlego – James, eu só queria...

Mas minha frase se perdeu pelo caminho. James colou sua boca na minha ansiosamente, colando uma mão em minhas costas, me fazendo colar em seu peito nu, e enroscando os dedos da outra mão em meus cabelos, não me deixando me distanciar. Mas quem disse que eu queria isso? Eu estava muito feliz passando minhas mãos pelos seus cabelos e também, meu Merlin, não acredito que eu realmente fiz isso, pelos seus ombros largos. Isso sim era prazer infinito.

Por mim, nós ficávamos daquele jeito para sempre. Sinceramente. Mas o corpo humano não foi feito para isso, nem os dos bruxos. Então chegou uma hora que nós dois ficamos sem fôlego e tivemos que nos separar. James colou sua testa na minha enquanto respirávamos ofegantes, nossos corpos ainda colados:

-James – eu disse depois de recobrar o fôlego e me separando dele – você tem uma tarefa daqui a alguns minutos

Ele olhou para mim com os olhos brilhando por trás dos óculos tortos. Os cabelos ainda mais bagunçados, obviamente por minha culpa, e um sorriso radiante nos lábios. Vi três linhas vermelhas em seu peito, da forma de um arranhão. Será que fui eu? James acariciou de leve meu rosto e deixou seu braço cair ao lado de seu corpo, o sorriso se apagando:

-Você tem razão – ele me disse – E me odeio por falar isso, mas acho melhor você ir para as arquibancadas.

Concordei com a cabeça e dei um beijo delicado em sua boca, minhas mãos em cada lado de seu rosto. Me separei novamente dele. Um sentimento de perda crescendo em mim enquanto eu saia da tenda e corria em direção às arquibancadas.

Sentei-me ao lado de Lene quando as arquibancadas já estavam praticamente lotadas. Lene olhou para mim com as sobrancelhas erguidas enquanto os Marauders e Doe faziam o mesmo:

-Que sorrisinho é esse? E esses cabelos bagunçado, hein Lils? – Sirius perguntou com aquele sorriso malicioso que parece estar costurado em sua cara de tanto que ele o usa

-E então? – Lene pressionou quando não respondi à pergunta de Sirius

-Peter – eu disse me virando para Peter e seus Sapos de chocolate – Pode me dar um? Estou morrendo de ansiedade. E ansiedade me dá fome!

...

James POV

Eu encarava a porta por onde Lily havia saído ainda ofegante. Não acreditava realmente que tudo aquilo acontecera. Com certeza deve ter sido um sonho. Um minutinho, vou beliscar meu braço...

Ai! Certo, eu definitivamente estou acordado (não devia ter me beliscado tão forte. Agora está vermelho) e tudo o que acabou de acontecer, realmente aconteceu! Nossa!

Eu disse a ela que meu autocontrole hoje não estava bom. Eu avisei! Mas assim que ela me chamou de "James" eu definitivamente perdi meu controle, e a beijei como sempre quis beijá-la, como se não houvesse nada, nem ninguém mais, no mundo. Apenas nós dois. E eu consegui! Eu senti uma felicidade que eu nunca havia sentido antes! E tenho certeza que ela sentiu isso também, porque ela se empolgou bastante. Sabe, nunca pensei que Lily fosse daquelas que te arranhava. Não estou dizendo que doeu! Foi até bom! Mas... só fui pego de surpresa.

Prof. Dumbledore entrou em minha tenda me tirando de meus devaneios. Seguido de perto por Mimi, Chloe, Madame Maxime, Terver e o diretor Atanasoff. Os outros dois campeões se colocaram um em cada lado meu, e atrás deles seus diretores e atrás de mim, Mimi:

-Certo campeões – Dumbledore começou – Estamos na terceira e última tarefa. Essa tarefa não será como as outras, não será de conhecimento de magia, mas sim de não perder a cabeça com miragens. A primeira fase vai ser um labirinto de espelhos, onde vocês precisarão ser espertos para não ficarem presos em um dos espelhos. Assim que vocês acharem uma porta, essa porta lhes levará até a última fase. Um labirinto de máscaras de cristais, que tomarão as formas daqueles que vocês mais amam, e tentarão lhes confundir. No fim do labirinto de máscaras, estará a Taça Tribruxo, que levará o vencedor diretamente a mim e aos outros diretores. Lembrem-se, qualquer problema no meio da tarefa, apenas lancem labaredas douradas que um de nós irá diretamente a vocês.

Ótimo. Dois labirintos. Vai ser moleza. Sempre fui bom nessas coisas, pelo menos era o que meu pai sempre me disse.

Dumbledore nos conduziu até o local onde a tarefa começaria. Vimos as arquibancadas cheias. Com pessoas gritando coisas em várias línguas. Tentei achar os Marauders e as meninas, mas no meio daquela multidão, nem conseguia ver os cabelos da minha Ruiva. Parei em frente a porta de Hogwarts e esperei o canhão soar para ela se abrir.

O canhão soou. A porta se abre.

É agora que a terceira tarefa começa.

Entrei devagar naquela escuridão. A porta se fechou atrás de mim, me forçando a diz "Lumus" e acender a ponta de minha varinha. Não adiantou muita coisa:

-Lumus Maximus – eu disse e a luz em minha varinha ficou mais forte. Agora sim eu enxergava...

Eu enxergava um monte de "eus"! Isso mesmo! Um monte de James Potters com suas varinhas acesas! Aquilo era realmente estranho, pois confundia muito o caminho. Nunca vou conseguir achar essa porta.

Eu juro que aquilo era extremamente difícil. Vez ou outra eu via Chloe ou Terver, mas eles logo desapareciam. Uma vez cheguei até a ver uma porta, mas esta logo desapareceu quando fui em sua direção. Uma hora ouvi um barulho de vidro se quebrando e alguém gemendo de dor. Provavelmente por causa da mão que socou o vidro. Logo depois, labaredas douradas saíram de cima de algum canto do labirinto. Provavelmente fora o Terver, então continuei andando como se não tivesse visto nada.

Então eu achei a bendita porta e entrei imediatamente antes que ela desaparecesse. Assim que fechei a porta, luzes se acenderam e eu pude ver milhares de máscaras de cristais por todos os cantos. Tinha até no teto!

Me movi rapidamente e não olhei muito para elas. Como disse Dumbledore, elas podiam me confundir. Mas eu tive que parar assim que vi o rosto de minha mãe. Eu não devia, mas tive...

-Mãe? – eu pergunto indo até ela

-Eu te amo, meu filho – ela disse em resposta e continuou repetindo isso

Dei um passo para trás, mas acabei esbarrando em outra. Agora era meu pai. Ele me olhava com um olhar meio desapontado. Eu sempre odiei esse olhar:

-Recebi mais uma carta de Dumbledore pelo seu comportamento. Por que você não pode ser como eu?

-James! Eu não acredito que você me ganhou mais uma vez! Por que você nunca me deixa ganhar?

Essa era a Lene. Ela sempre ficava furiosa quando eu ganhava dela no Quadribol nas férias. Eu estava começando a ficar maluco! Eles não calavam a boca! Eu não conseguia me mexer!

-Eu disse para vocês não se transformarem em animagos! Serão expulsos! – Esse era o Remus

-Tem mais chocolate? – Peter

-Cuidado com a escada, James – Doe

-Por que você teve que se apaixonar? Eu perdi meu melhor amigo! Não me abandona James! – Sirius

Agora só faltava...

-Me esquece! – Lily

O grito ecoou por toda a sala. Foi mais alto que todas as outras máscaras. Foi o que mais doeu. Eu estava enlouquecido:

-Agora já chega! – eu disse entre dentes tentando não ouvir o que estavam berrando em meus ouvidos – Estupefy!

A mascara com a cara de Lily explodiu. Aquilo realmente doe, mas foi uma voz a menos em minha cabeça. Fui assim o caminho inteiro. Elas berrando sempre a mesma coisa até eu explodi-las. Ouvi um grito distante. Parecia ser de Chloe, mas naquela hora não dei importância, apenas continuei correndo e explodindo as mascaras até que eu paro.

Lá estava ela. A taça. Azul, de cristal com prata e brilhante! Brilhava em cima de um pedestal. Corri ainda mais rápido. Recuperando todas as minhas forças. E a peguei. Senti um fisgar no umbigo, a mesma sensação que você sente quando aparata, e assim que abri os olhos, estava na algazarra do pessoal de Hogwarts. Dumbledore e Mimi vinha me abraçar. Vi Terver com a mão enfaixada, bem feito para esse imbecil, e vi Chloe tomando alguma poção, provavelmente um calmante. E depois, não vi mais nada.

...

Oi pessoas! Sentiram a minha falta? Desculpa a demora, é que para terminar a tarefa eu precisava de um livro e só hoje que eu consegui ele.

Ahl Vez: Brigada pelo parabéns!Fiquei feliz com o seu rewiew. Espero que você tenha gostado deste. Beijos

Dudi's akara: Não vou abandonar! Calma! Hahahahha. Que bom que gostou tanto. Espero que tenha gostado do cap.

Bem pessoal. Deixem seus rewiews que vou amar ler qualquer coisa! Até sobre o tempo!

Beijos

Victoria Black Herondale