Capítulo 11 – Leão
É tão necessário assim?
É uma lei?
Uma regra?
Provavelmente não, leis ou regras não existem para James Potter.
Tanto que ele riscou-as do minidicionário bruxo do Remus.
E fez o mesmo com o da sala de história da magia.
Então qual é a explicação?
Por que ele sorri o tempo todo?
Como ele faz isso?
Ninguém pode ser feliz 24 horas por dia.
É impossível.
Não o conheço tão bem. Mas ele sempre está lá, radiante.
Em 7 anos eu só o vi triste uma vez.
Semana passada.
Naquela quinta-feira ele faltou todas as aulas de manhã, não foi almoçar no Salão Principal e cancelou os treinos de quadribol.
Na hora do jantar, dei uma desculpa qualquer as minhas amigas, esperei a Sala Comunal ficar vazia e subi para o dormitório masculino.
Lá estava ele, deitado na cama e olhando vidrado para o teto. Seu pomo voava insistentemente ao redor de sua cabeça, mas ele parecia nem perceber.
Não sei o que estava pensando, mas tenho certeza que ele não estava admirando as fissuras do telhado.
- James? – perguntei meio receosa –
- Não.
Vi que ele não queria conversar.
- Ok, eu vou sair...
- Lily? – ele perguntou quando eu já estava girando a maçaneta – Fica.
Caminhei lentamente e sentei do seu lado.
- O que aconteceu? – perguntei cautelosa –
Ele indicou um jornal em cima do criado-mudo com a cabeça.
Peguei-o e dei uma olhada na matéria principal. Era basicamente uma lista de mortos no último ataque de Voldemort.
- Eu sei, eu li hoje de manh... – parei de falar quando vi o sobrenome Potter no jornal – Sã-são os seus pais?
Ele não respondeu, nem precisava.
Cheguei mais perto e o abracei de leve.
Ele era mais forte do que eu pensava.
Se isso tivesse acontecido comigo eu já estaria chorando o mundo.
Encostei as costas na cabeceira da cama e coloquei sua cabeça no meu colo.
Comecei a acariciar seus cabelos bagunçados.
Não sei dizer quanto tempo ficamos assim.
Mas deve ter sido bastante.
Ouvimos um barulho da porta sendo aberta.
James imediatamente levantou a cabeça.
Seu cabelo formava uma "aura" de quase 10 centímetros envolta do rosto.
Tentei inutilmente disfarçar os risos.
- E eu achando que os comentários maliciosos eram apenas imaginação fértil das pessoas... – disse Sirius apoiado no batente da porta –
- O-o que? –só eu consigo gaguejar nas horas importantes –
- Me mandaram aqui para avisar o Pontas que ele não pode usar a desculpa que está deprimido para abusar da Lily.
- Mas nós não estamos fazendo nada!
- Como explica o estado do meu amigo e a sua cara quando eu entrei sabidona? – ele levantou uma sobrancelha –
Olhei para James. O cabelo dele parecia mais uma juba.
Dava a entender que alguém tinha ficado com a mão muito tempo ali.
E eu fiz isso. Mas não com os propósitos que o Sirius acha.
- Mas-mas eu, nós, não-não. – terminei minha incrível frase com uma cara de mongol –
- Sei, sei...
- Vá encher o saco de outro Almofadinhas. – falou James –
- Tá, vou começar a espalhar o que vi aqui para o castelo inteiro.
- Sirius... – nem adianta Lily, ele já foi embora –
De longe se ouviu uma voz gritando – Adivinha o que eles estão fazendo lá em cima gente!
James fechou a porta com um aceno da varinha, eu bati minha testa contra a parede.
- Não se preocupa Lily, ele não vai falar nada muito ruim. – ele disse sem muita convicção –
Bye bye cargo de monitora-chefe.
OBS: Não é como se o Sirius não ligasse pra morte dos pais do amigo ok? Ele só queria animar o melhor amigo.
Para mim,
Leões são radiantes, fortes e corajosos.
Sem contar a juba.
Esse era originalmente o capítulo 11, mas como eu não queria deixar vocês esperando e adiantei mesmo.
Respostas a reviews no próximo capítulo porque eu não tive tempo de colocar nesse.
