Capítulo quatro
-De cara com a serpente-
A primeira coisa que percebeu ao recobrar os sentidos foi uma dor lancinante por todo o seu corpo e uma dor de cabeça aguda. Ela se remexeu inquieta e logo ficou paralisada ao notar pelos olhos semicerrados uma penetrante mirada sobre o seu corpo. Esse reconhecimento enviou uma corrente de alarme por todo o seu sistema a lembrando momentaneamente do que havia vivido antes de acordar na enfermaria.
A garota reprimiu que as lágrimas teimosas escapassem para sua bochecha. Não precisava disso naquele momento. Na verdade, por mais que machucasse precisava relembrar de tudo o que "reviveu" através da poção. Hermione tentou se concentrar, porém se sentia doente e frágil.
-Como está Granger?
A voz fria e impessoal do professor de poções lhe deixou confusa. A última pessoa que ela esperava velando o seu sono era ele. Se bem que ele era o principal responsável pela sua presença ali. Apesar disso, não fazia sentido. Hermione pôs um olhar questionador sobre o homem de vestes negras. Seria de esperar uma ação dessas se ela fosse alguém que interessasse ao professor ou talvez ele se sentisse culpado. Hermione o examinou melhor e logo descartou as teorias. O único interesse de Snape nela era a repreender a cada oportunidade que houvesse e quanto a culpa... Simplesmente impossível.
-Onde estão Rony e Harry?- a voz da castanha saiu baixa e muito rouca. –O senhor não tem coisas mais importantes a fazer do que acompanhar uma aluna na enfermaria? –Hermione apertou os lábios surpresa com o que tinha falado. Ela não era do tipo de pessoa que falava antes de pensar.
-Tenha certeza que a minha presença aqui foi algo completamente imposto a mim. –Snape tinha os braços cruzados sobre o peito largo, encostado na parede em frente a cama de Hermione e seu rosto impassível acompanhava todas as ações da monitora. –Caius.
Um estampido forte fez Hermione franzi ligeiramente os lábios, entretanto a presença de um elfo doméstico a deixou curiosa.
-Chame o diretor. A Srtª Granger finalmente acordou.
O elfo assentiu frenético e desapareceu num piscar de olhos.
Hermione resmungou baixinho ao notar que Snape havia ignorado a sua pergunta sobre os seus amigos. Ela pensou em questioná-lo novamente mas desistiu rapidamente ao relembrar a dor que causava um simples sussurro seu. Então ambos ficaram em silêncio. A garota sentia-se nervosa, estar sozinha com o mestre de poções numa habitação vazia não era nada cômodo. Snape manteve os olhos negros sobre si e sem querer Hermione ficou vermelha de constrangimento.
-Fiquei quanto tempo inconsciente?
-Algumas horas. –contestou vagamente.
A castanha fugiu do olhar do professor. Diferente dos amigos, a menina confiava em Severo Snape pelo simples fato da confiança cega que o diretor o presenteava, mas isso não significava que se sentia tranqüila na presença dele. Não era medo que precisamente a obrigava a desviar a mirada do mestre de poções, porém o olhar dele em si a deixava nervosa. Tinha a sensação infantil que Snape poderia conhecer tudo sobre ela com um simples olhar...
-Como está se sentindo senhorita? –a voz calma do diretor de Hogwarts impediu que a grifinória continuasse a divagar.
Hermione deu de ombros com um leve resmungo de dor.
-Senhorita Granger eu preciso que você me conte tudo o que você viu assim que tomou a poção. –anunciou Dumbledore serenamente. Ele puxou uma cadeira e sentou-se próximo a Hermione.
(Flash-Back)
A poção tinha um gosto muito doce na sua boca e assim que engoliu o líquido pastoso se sentiu sedenta. Logo depois, deixou de ver a úmida masmorra e os rostos dos seus colegas de classe desapareceram e se encontrou num outro lugar. A fria sala de aula tinha dado lugar a um luxuoso e ostentoso aposento.
A garota observou a habitação apreensiva. Tratava-se de um quarto amplo, cheio de detalhes rebuscados e uma cama matrimonial enorme no centro. Nunca estivera naquele lugar, tinha certeza. De repente, o som de passos dentro do quarto obscuro a deixou nervosa. Ela respirou profundamente tentando se acalmar.
-A deixei esperando por muito tempo? –a voz fria e cortante fez a castanha se encolher perto da parede. A pergunta tinha sido formulada de um jeito que informava o descaso com uma possível resposta.
Hermione engoliu em seco. Havia algo muito errado. Ela devia estar revivendo algo doloroso e assustador que já houvesse presenciado, entretanto, aquela situação era inédita para ela. A única coisa que sabia naquele momento é que estava assustada, muito na verdade.
-Hum... –o sussurro masculino saiu próximo ao seu pescoço, o hálito acariciava sua pele e antes que Hermione se levantasse de um pulo do seu esconderijo foi segurada firmemente por mãos pálidas. –Olá Hermione Granger.
Hermione tentou se esquivar daqueles braços porém logo percebeu que era uma tarefa impossível. Era mais fraca fisicamente, estava sem varinha e o medo lhe deixava paralisada. Lágrimas e soluços foram sua única arma quando sentiu suas vestes sendo rasgadas.
-Por favor. –o pedido foi incoerente e a castanha perdeu todas as esperanças quando seu agressor começou a passear a língua pelo seu corpo, mordiscando sua pele com tanta força a ponto de sangrar.
-Sua pele é perfeitamente viciante e o sangue a deixa ainda mais atraente. –o homem murmurou um feitiço e sua carne começou a ser cortada agressivamente.
A garota gritou sufocando a risada sem se virou. Ela se virou encarando olhos incrivelmente vermelhos.
(Fim do Flash-back)
Assim que Alvo fez o pedido para que a castanha relatasse o que havia visto, ela contraiu os músculos. Snape não mudou de posição mas para um bom observador seria fácil constatar o interesse do mestre de poções naquela conversa.
-Tudo o que eu vi... –repetiu Hermione para si mesma tentando reorganizar os seus pensamentos. –Eu não vou dizer nada até que vocês me respondam o que está acontecendo.
A negação da monitora fez Dumbledore suspirar cansado. Na verdade ele entendia a apreensão da aluna mas não esperava nenhuma resistência da sua parte.
-Senhorita Granger... Por favor. –o diretor se aproximou ainda mais da garota tentando transmitir tranqüilidade. –Isso é muito importante.
-Por isso mesmo professor Dumbledore. Desde quando eu sou tão importante? O que está acontecendo? –Hermione respirou fundo para retirar a angústia da sua voz. –Tem haver com o que aconteceu em Grimmaul Place, não é? Qual a minha ligação com aquela mulher?
Severo Snape sorriu internamente diante da perspicácia da aluna. Era óbvio que havia algo estranho naquele interesse excessivo. Talvez ela até já tivesse deduzido tudo dependendo do que a poção lhe tinha mostrado.
-Granger, não se dê ares de grandeza. Já temos Harry Potter para preencher esse papel. –anunciou Snape ríspido.
Hermione ficou vermelha e seus olhos dourados cintilaram com raiva.
-Basta Severo. –Alvo levantou a mão em busca de paz. –Não posso responder suas dúvidas agora senhorita Granger. Ainda não chegou o momento.
Hermione desviou os olhos do rosto rugoso e bondoso do diretor e cruzou os braços derrotada. Agora entendia como Harry se sentia toda vez que Dumbledore se negava a lhe esclarecer o que estava acontecendo.
-Então eu devo lhe dar todas as respostas que o senhor pede, contudo devo permanecer com minhas próprias perguntas? –murmurou para si mesma sem esperar respostas. –Isso é injusto.
Snape sorriu irônico devido o comentário infantil da grifinória.
-Receio que sim Hermione. –Dumbledore sorriu divertido. –Se você deseja ajudar Harry me responda.
Hermione suspirou e recostou-se ao espaldar alta da cama e relatou tudo. Quando terminou baixou os olhos envergonhada.
-E você sabe quem era esse homem Srtª Granger?
Hermione olhou de esguelha para Snape e baixou os ombros desanimada. Era estranho ela ter tanta certeza de quem estivera presente consigo naquele quarto, afinal nunca o viu pessoalmente mas aquela presença escura e as feições ofídicas não deixavam duvidas.
-Voldemort.
2.-
Hermione sorriu forçadamente para seus amigos. Ela ficara alguns dias em repouso na enfermaria e sentira muita falta deles, mas agora,apesar de juntos, ela estava preocupada.
-Você está bem Mione?
Hermione olhou atentamente nos vivos olhos esmeralda em silêncio e ignorou o resmungo de Rony.
-Harry, você já fez essa pergunta dezenas de vezes. –Rony bufou exasperado.
Os amigos estavam no jardim perto do lago. Harry e Hermione estavam sentados apoiados numa árvore, os ombros se tocando levemente enquanto Rony estava deitado no chão com os olhos firmemente fechados.
Hermione olhou de lado para Harry e ao encontrar seu rosto contraído em preocupação resolveu ser sincera. Afinal, tentara aparentar normalidade e parecia não ter dado certo.
-Meu corpo ainda está dolorido...
-Você não está tomando nenhuma poção? Podemos ir à enfermaria. –Harry girou o corpo para observar melhor a amiga.
-Não tem nenhuma poção que possa melhorar isso Harry. –suspirou cansada e desviou os olhos para a água límpida do lago. –Tem uma coisa que eu não contei para vocês.
Rony abriu os olhos e levantou a parte posterior do corpo atento ao tom contido da castanha.
Hermione respirou fundo. Quando conversou com Dumbledore na enfermaria ele não esclareceu suas dúvidas, entretanto pediu para que ela mantivesse segredo sobre o que ela tinha relatado no aposento. Inicialmente, manter silêncio foi uma atitude relativamente fácil, Harry e Rony estavam tão aliviados por vê-la bem que mal ligaram para a visita do diretor ao seu leito enquanto esteve sob os cuidados de Pomfrey. Dias depois, porém, teve de fugir das perguntas dos amigos. Ela teria mantido a boca fechada se não estivesse tendo pesadelos relativos ao que a poção lhe mostrou. Eles eram assustadores e tinham contribuído para que estivesse sempre cansada pelas noites mal dormidas. Talvez se contasse para eles, as coisas melhorassem.
-Eu disse que não lembrava o que a poção tinha me feito recordar...
-Deve ter sido algo aterrador, os seus gritos davam calafrios. –interrompeu Rony pensativo.
Harry cutucou o ruivo nas costelas quando o rosto de Hermione se enegreceu pelo seu comentário.
-E você se lembra?-Harry prestou atenção no silêncio delatador da amiga. Ela apertou o lábio inferior nervosa e então assentiu.
-Porque você mentiu para nós?- Rony a recriminou.
-Foi um pedido do diretor.
Hermione recostou-se ainda mais na árvore e entrecerrou os olhos em busca de conforto. Não sabia se estava fazendo o correto.
-Dumbledore?
-E existe outro diretor Rony? –retorquiu Harry irritado pelas constantes interrupções. –Deixe-a falar. Por que Dumbledore pediu isso?
-Porque... –Hermione respirou profundamente. –Eu relembrei algo que de certo modo eu não vivenciei.
Hermione os deixou assimilar. O pesado silêncio a fez reordenar seus pensamentos e ficou ainda mais confiante na teoria que havia deduzido nos últimos dias.
-Isso é impossível. –disse Rony lentamente e em dúvida. –A poção só te faz reviver seus piores momentos, ela não os cria. Eu sei disso por causa da maldita tarefa de poções que aquele morcego velho nos passou.
-Não o chame assim Rony. –a castanha lançou um olhar intimidante para o ruivo. –E é exatamente aí que está o problema. Eu não deveria ter visto o que vi.
-E se foi algo que aconteceu com você Mione, mas ... –Harry apertou a ponte do nariz de modo cansado. –Mas que você se obrigou a esquecer? Você sabe... Do jeito que algumas pessoas fazem quando vivenciam uma experiência traumática. Elas entram em choque, não é? No mundo trouxa acontece.
-Não Harry.É impossível. –resmungou nervosamente e torceu o cabelo em um coque desarrumado. –Eu vi algo que não aconteceu comigo ainda e eu acho que isso tem tudo haver com aquela intrusa na ordem,lembram?
Harry e Rony assentiram, ambos com a testa levemente franzida.
-Cheguei a conclusão de que ela veio do futuro.
-O QUÊ?- Rony olhou surpreso para o amigo em busca de ajuda. Com certeza Hermione tinha finalmente surtado depois de ler tantos livros. Ele estivera esperando por uma teoria menos irreal.
-Deixem-me terminar.- pediu aflita ao ver a reação dos garotos. –Vocês lembram da reação de Sirius?Você lembra Harry? Ele sussurrou meu nome quando a mulher puxou a máscara e ele perguntou,logo depois, se eu precisava estar na reunião.
-E o qual a relação Hermione?-o ruivo observou alarmado quando Harry abriu os olhos,parecia que o apanhador havia compreendido algo que ele não.
-Você acha que era você Mione?-inquiriu o garoto que sobreviveu pensativo.
Hermione assentiu rapidamente.
-Eu não contei pra Dumbledore mas desde o Natal eu venho sofrendo de terríveis dores de cabeça e... –Hermione se interrompeu, ela estivera prestes a confidenciar o que a poção lhe mostrou. –E então? O que vocês acham?
-Bom...Desde que descobri a magia sei que nada é impossível.
Rony ficou em silêncio petrificado com a adesão de Harry à ideia da amiga.
-Tem algo bem errado na sua teoria Mi.- Rony ignorou a careta da castanha pelo apelido. –Você nunca viajaria tantos anos no tempo para ter uma reunião com a ordem da fênix. Você não quebraria as regras desse modo. Mexer com o tempo tem suas conseqüências,não é?
-A não ser que o futuro não seja o que esperamos.-sussurrou Harry com um tom grave na voz. – E Voldemort tenha vencido, apesar de tudo.
Hermione tentou negar veementemente, a ideia do Lord das trevas vencer e dominar o mundo mágico era algo muito terrível. Porém, ela concordava que esse deveria ser o único motivo. Ela não poderia arriscar tantas coisas viajando tantos anos no passado por algo trivial.
Rony abriu a boca questionador mas nenhuma palavra foi emitida. Os três ficaram em silêncio durante alguns minutos até a aparição de Gina, ela tinha corrido até eles, a capa tremulava ao sabor do vento.A ruiva respirou profundamente tentando recuperar o fôlego.
-Oi! –Gina se jogou pesadamente no chão, o rosto ainda avermelhado do pequeno exercício. –Daqui a pouco vai começar o treino, porque vocês não estão no campo?
-Que treino?-Rony resmungou emburrado. Gina parecia adivinhar quando eles estavam tendo uma conversa interessante e sempre aparecia para interrompê-los. –Do que você ta falando?
-Do treino de quadribol que Harry marcou.-a ruiva olhou curiosa para o semblante do trio. Podia entender o pouco caso de Hermione com o jogo mas Rony e principalmente Harry, levavam o esporte muito a sério para terem esquecido. –O que há com vocês?
-Nada Gina.-Harry levantou-se com o rosto fechado. –Já estávamos indo para o campo.-comentou sob o olhar duvidoso da menina. –Você vem Mione?
Hermione negou lentamente com a cabeça.
-Preciso conversar com você depois.
Hermione assentiu preocupada com o tom sombrio de Harry. Ele levantou-se e foi para o vestiário acompanhado do amigo.
Gina olhou de relance para Hermione curiosa.
-Eu sempre estou aparecendo na hora errada ,não é?- a ruiva tentara parecer animada mas ela estava desapontada por não ser digna de confiança.
-Não é nada disso Gina! É só que... Tem coisas demais acontecendo e você não precisa se preocupar, nem se envolver.- a castanha sorriu amigavelmente.
-Mas eu quero me envolver.-bufou a artilheira arrancando a grama com frustração. –Vocês são meus amigos e eu quero ajudar! Você sabe que eu faria tudo por Harry!Você sabe que sou apaixonada por ele.- terminou num fiapinho de voz.
Hermione assentiu em silêncio e abraçou a amiga em um abraço consolador.
-Você não o esqueceu,não é?
-Eu nunca vou conseguir deixar de amá-lo.
-Sabe, Harry te ver apenas como uma amiga. Talvez você devesse te dar a oportunidade de gostar de outros garotos, quem sabe você não acaba o esquecendo?Além disso, Harry pode muito bem acabar percebendo que você não é só a irmãzinha de Rony. Quem sabe?- Hermione enxugou as lágrimas do rosto sardento de Virgínea Weasley. –Os garotos são uns idiotas, só se dão conta do valor das coisas quando as perdem.
Gina concordou entre soluços.
-Eu sei, você tem razão. Harry só tem olhos para Cho Chang.-Gina se levantou e enxugou o rosto com as costas das mãos. –Eu achei que se eu entrasse para a A.D e namorasse com Zacharias Smith Harry finalmente iria me notar mas eu acabei apenas magoando o Zach.
-Não está dando certo você dois Gina?Sinto muito.
A ruiva assentiu tristemente.
-Vou para o treino, talvez ele me anime. E você? Vai ficar aqui?
-Vou para a biblioteca.-Hermione sorriu imaginando as estantes cheias de livros e o silêncio reconfortante do aposento e ignorou a careta de Gina.
3.-
Snape resmungou quando a gata de Filch apareceu no corredor. Ele estava irritado já que acabava de sair da aula de legitmancia com Harry Potter. O garoto era um aluno terrível. As aulas já duravam semanas mas o garoto que sobreviveu tinha poucos avanços.Não era de se surpreender que no futuro ele tinha morrido nas mãos do Lord das Trevas.
O professor ignorou a gata e continuou seu caminho para as masmorras porém a felina bufou e voltou para a sua frente.
-Onde está o aluno?- sussurrou derrotado.A gata abanou o rabo feliz e se dirigiu para a biblioteca. Snape a seguiu inconscientemente.Não era o seu trabalho vasculhar os corredores do castelo, nem estava com ânimo para isso. Contudo, o zelador parecia ter sumido e a gata esquelética o seguiria até que ele castigasse o infrator.
Snape puxou a varinha e entrou silenciosamente no aposento repleto de livros. Imaginou que aluno sairia tão tarde para invadir a biblioteca. Talvez estivesse na seção proibida. Quando ele se dirigiu para o corredor proibido ouviu o miado da gata a sua esquerda. Madame Norra estava encima de uma mesa e olhava criteriosamente para uma garota que dormia placidamente. Snape se aproximou, só havia deduzido que era uma aluna porque a pouca luz emitida pela sua varinha criava reflexos dourados e vermelhos num longo cabelo encaracolado. Mas assim que apontou a luz para o rosto da garota não se surpreendeu ao encontrar a rosada face de Hermione Granger.
A monitora dormia tranqüila encima de alguns pergaminhos e com vários livros ao seu redor.O tinteiro havia virado e uma pequena quantidade tinha molhado algumas mechas de cabelo. Provavelmente a garota tinha cochilado enquanto estudava.
Snape ignorou um outro miado exasperado de Madame Norra. Tinha passado dias se perguntando se os sonhos eróticos seria um reflexo ou não de algo que ocorreria no futuro. Graças a Merlim eles haviam cessado. E Pelo jeito a garota não compartilhava esses tipos de sonho com ele. Isso era uma notícia tranqüilizadora. O homem jogou a capa para o lado e estava prestes a acordá-la mas um sussurro baixo o paralisou.
-Severo... –Hermione curvou um canto da boca entre sonhos.
Nota da autora: Desculpem a demora. Comecei minhas aulas no cursinho e fiquei sem tempo de atualizar a história. Além disso, me senti desmotivada com os poucos comentários que outro lado, agradeço muito os que continuam acompanhado o enredo da minha fic! Esse capítulo ia ser um pouco mais longo mais me contive um pouquinho. Eu nunca escrevi uma fic com esse casal e quero fazer a aproximação entre eles ser o mais realista possí não podem se apaixonarem perdidamente um pelo outro do nada. Não teria a cara de Hermione Granger e muito menos de Severo Snape.
MilyTiete : Bem... gostou do que a poção mostrou para Hermione?kkkkkkkkk! Bom...no próximo capítulo irei aproximar Hermione de Snape um pouquinho mais.Não quero que as coisas fiquem forçadas demais! Valeu pelo comentário!E espero que esse capítulo tenha mantido sua atenção! Beijos!
Jubs047 :kkkkkkkkkkkkkkk! Não importa o que diga, gostei do seu comentário! Tava desanimada achando que a fic estava uma droga devido os poucos comentários quando o seu chegou!Valeu por me animar!kkkkkkk! Eu sei que tem pessoas que não gostam de comentar, que até lêem e acompanham a fic mais não sabem o que escrever para o "passei por aqui" basta para !Ah! Fico emocionada por você ter dado uma oportunidade para a minha fic de Hermione e Severo! Também é a primeira vez que escrevo com esse casal. E pessoalmente li poucas fics deles. Um xerooo
Helena Malfoy: kkkkkkkkkkkkkk! Pronto! Para de se desesperar! O capítulo ficou pronto! E aí? Acalmou-se um pouco? Hihihi. Fiz até um pouquinho maior que os capítulo anteriores em sua homenagem.^^...Ah! Próximo capítulo vai ser mais dinâmico que esse. xeroooo
