Capítulo sete

-Delicado gesto-

1-.

Uma dor terrível foi a responsável por acordá-lo repentinamente. Snape manteve os olhos cerrados tentando relembrar como havia conseguido cuidar das coisas na noite anterior mas as lembranças eram nebulosas e não faziam muito sentido. O Homem ignorou as pontadas de dores nos músculos do tórax, em outra época teria resmungado, porém anos servindo o Lord das Trevas e recebendo diversas maldições serviram para aumentar sua tenacidade para suportar dor. E não estava tão ruim, as pontadas eram esparsas e de pouca intensidade. O homem inspirou profundamente e estava prestes a se levantar para tomar um banho e cuidar das prováveis feridas quando um suave aroma de cereja e baunilha inundou seu olfato. Sua garganta ficou repentinamente seca, o cheiro era agradável, mas não era algo que ele já houvesse sentido dentro do seu aposento. Seu corpo ficou tenso, a mente de espião tomando conta e então ele começou a perceber detalhes que até então havia ignorado. Havia um peso no seu peito e o toque suave de uma leve respiração na curva do seu pescoço o deixou alerta e confuso. Snape se preparou mentalmente para qualquer situação de alerta e abriu os olhos. Contudo, apesar de anos de treinamento e de batalhas, nunca imaginou o que seus olhos encontraram. O inconfundível rosto rosado de Hermione Granger estava pousado no seu ombro, o seu pequeno nariz era o responsável por mandar uma corrente de sentidos na sua nuca.

O que havia acontecido?

Snape notou uma mão da castanha pousada parte no seu peito nu e parte numa faixa branca de um curativo que cobria quase metade do seu torso. Ele franziu a testa e se conteve para ignorar seus sentidos. Afinal, apesar de controlado e impassível não podia negar que aquela pele suave na sua não lhe causava nada. Durante algum tempo havia tido diversos sonhos eróticos com a aluna e embora não conhecesse a origem de nenhum deles era óbvio que a aproximação da castanha provocava mais do que uma simples irritação no seu corpo e sua mente.

Severo pegou na mão da garota e retirou do seu peito e cuidadosamente afastou o seu corpo do dela. O espaço lhe deixou mais coerente. Lembrou o que havia ocorrido até ter apagado. A grifinória havia invadido seus aposentos e ignorando sua ordem para ir embora ela se aproximou e cuidou dele. O moreno passou a mão nos sedosos cabelos negros e os afastou do rosto. Ao menos ela não havia lhe enviando para a enfermaria, não queria ser motivo de pena para a enfermeira do castelo nem para ninguém. Ele sempre fora responsável por cuidar de si mesmo. Talvez fosse por isso que existiam muitas cicatrizes no seu corpo, marcas que um medibruxo nunca teria deixado... Mas ele não se importava com elas, na verdade, elas serviam para lhe lembrar dos seus erros e o impulsionava a tentar consertá-los. Enfim, as marcas faziam parte do que ele era.

Snape olhou de relance para a aluna. Podia facilmente intuir o que havia acontecido. Ela agora estava adormecida, sentada no chão e o rosto e o braço direito estavam pousados onde antes ele estivera... A garota provavelmente tinha decidido que velaria e observaria os avanços da cicatrização e invariavelmente acabou dormindo em algum momento da madrugada. Snape crispou a testa casmurro. Podia não ter recebido os cuidados de Pomfrey, mas agora estava em dívida com a melhor amiga de Potter. É verdade que ele estava com raiva pelo fato da aluna ter ignorado a sua ordem de se manter distante dele, porém o que poderia ser feito agora? Ela lhe havia ajudado, embora ele ainda não admitisse que aquele auxílio houvesse indiscutivelmente salvado a sua vida. Não, discutiu consigo mesmo. Poderia ter sobrevivido independente da monitora, já havia passado por situações mais alarmantes anteriormente e havia sobrevivido. Ele fechou os olhos pesadamente e relembrou o encontro com Voldemort.

(Flashback)

O tamborilar ressonante na mesa serviu para acalmar o professor de poções. Ele relanceou os olhos para a porta do escritório, resmungou baixinho para si mesmo e tentou voltar a atenção para o livro que estivera lendo. Entretanto, por mais que tentasse não conseguiu absorver o que estava escrito, as letras embaralhavam e por fim não faziam sentido. O homem amaldiçoou Hermione Granger novamente. O transcurso da semana havia sido interminável, a presença da grifinória nas suas aulas lhe lembrava constantemente do seu pequeno lapso do fim de semana. Ele realmente a havia ajudado?

Snape fechou o livro bruscamente. Lembrava-se perfeitamente de ter bufado irritado com a falta de atenção da monitora... Então, ao invés de ter zombado dela, simplesmente lhe administrou uma poção e lhe fez um curativo. Ele negou levemente com a cabeça e tentou afastar Hermione Granger e sua estranha reação da mente. Mas era impossível, coincidentemente logo ela entraria por aquela porta. Em poucas horas a perfeita monitora invadiria o seu escritório para cumprir uma detenção. Ao menos, ela ficaria poucos minutos.

O último pensamento o animou um pouco. Snape abandonou o livro e se levantou com o objetivo de inspecionar o seu depósito de poções mas ele não tinha dado nem cinco passos quando uma dor lancinante no seu antebraço esquerdo o paralisou. A marca de comensal queimava insistentemente. Ele pegou a máscara prateada e se dirigiu para a lareira da sua sala privada. Ele era um dos poucos professores que tinha esse tipo de regalia, as únicas lareiras com capacidade para se conectar com a rede flú eram a do diretor e da vice diretora.

-Mansão Lestrange. –sussurrou.

Em poucos segundos ele se deparou com uma sala velha e empoeirada. Os Lestrange haviam sido, por séculos, uma rica família do mundo bruxo ,porém a sua adesão a causa de Voldemort havia subtraído alguns desses privilégios financeiros. Por quase quinze anos o último casal da dita família ficou preso em Azkaban ,até que a poucos meses atrás todos os antigos comensais foram soltos. Snape não demorou muito tempo observando o decrépito estado do lugar, sua marca latejava indicando a impaciência do Lord das trevas.

O lugar parecia um labirinto mas Severo sabia caminhar tranquilamente por ele e chegou facilmente na habitação onde todos estavam reunidos. Voldemort estava sentado majestosamente na cadeira mais alta e central da elegante mesa. Esse lugar, normalmente, pertencia aos anfitriões mas Bellatrix Lestrange parecia não se incomodar com esse detalhe, o seu marido havia morrido a alguns dias depois da fuga e ela estava encantada em ver o seu Lord ocupar o lugar que antes pertencera ao seu esposo.

-Imaginei que não viria Severo.

O comentário seco e com um tom irônico saiu dos lábios finos do Senhor das trevas. Ele mantinha uma feição hermética enquanto os olhos vermelhos como brasas o examinavam criteriosamente.

-Perdoe-me, meu Lord.

Snape fez uma elegante reverência e sentou-se , assim que foi permitido, na única cadeira vazia. O homem começou a tomar controle de todos os seus movimentos, ele era antes de qualquer coisa um espião e agora precisava atuar. Tudo e que fazia e até pensava deveria ser estrategicamente analisado, Voldemort não era facilmente manipulado. Além disso, havia os outros comensais. Qualquer um ali não pensaria duas vezes se tivesse em suas mãos alguma maneira de arruiná-lo, afinal, diferente de muitos, passara anos confortáveis e livre da prisão de bruxos, ao lado de Dumbledore. E agora era recebido com honra por Voldemort. Isso era motivo suficiente para acumular o ódio dos seus companheiros comensais.

-Imagino que seu atraso tenha haver com alguma encomenda de Alvo? – Voldemort sorriu friamente com o canto da boca.

-Ele tem se mantido ocupado com o Ministério da Magia. –informou serenamente. – Desde o ano passado ele tenta convencer a comunidade da sua presença, mas como o meu amo já sabe, o Ministro acredita piamente que Dumbledore e Potter estão enganados.

Voldemort cruzou as mãos. Para qualquer um, aquele era um gesto usual e de pouco significado, mas Snape soube ler que Voldemort estava irritado e contrariado.

-Verdade Severo?

Snape confirmou sem nenhum vacilo. Mostrar fraqueza era o mesmo que assinar um atestado de mentiroso e ele não podia se dar ao luxo de demonstrar as suas mentiras por isso sempre que precisava soltar algum comentário que beneficiaria a Ordem da Fênix iniciava com a verdade. Uma mentira era suficiente boa quando partia de algum dado verídico.

-O Ministério desconfia dos argumentos de Dumbledore. Fudge acha que o diretor pretende roubar o seu cargo. –Snape deu de ombros. –Contudo, em algum momento perderemos essa vantagem. O ataque a Arthur Weasley serviu para que Dumbledore ganhasse alguns adeptos... Aquele ataque foi fracamente planejado e ficou fadado ao fracasso desde o início.

Alguns comensais prenderam a respiração com a audácia e olharam temerosos para a reação de Voldemort.

-O que você quer dizer Severo? –replicou Bellatrix raivosamente. A mulher apontou a varinha para o professor de poções.

-Apenas a verdade. Você formulou um péssimo plano Bellatrix. Ficamos sem a profecia e o Weasley sobreviveu. –murmurou brandamente ignorando a postura ameaçante da comensal.

-Calma, minha Bella. –Voldemort abaixou a varinha de Bellatrix sem lhe lançar nenhum olhar, sua atenção estava toda em Severo Snape. –Gosto de ouvir os comentários de Severo, ele sempre me surpreende com a sua... Astúcia.

-Claro, meu amado Lord. –Bellatrix assentiu imediatamente e olhou embelezada para o perfil do seu amo. Ela podia ser um dos membros mais ameaçadores e maléficos ali presente mas se tornava a criatura mais dócil ao toque de Voldemort.

-Então você contraria as decisões de Bellatrix? –argumentou Tom Riddle com uma falsa calma. –Eu preciso daquela profecia, preciso saber o final.E quero acabar com Dumbledore e Potter. –os olhos vermelhos brilharam de antecipação. –A morte deles culminará com o meu reinado.

Os comensais assentiram instantaneamente empolgados com a afirmação. Eles seriam os mais recompensados com essa vitória.

-Mas antes disso eu quero destruir lentamente e vagarosamente o pequeno Potter... Matar todos que o cercam e o amam até que ele fique sozinho e desprotegido. Ele não será nada quando eu matar todos a quem ele ama. –Voldemort sorriu largamente deliciado. –Quem você acha de deve ser o primeiro a partir Severo? Eu formulei um novo plano para conseguir a profecia. Dará certo. –o Lord acariciou Nagine, a cobra estava repousada na mesa. – O atrairei para o Ministério da Magia e farei com que ele me entregue a profecia.

-Como fará isso, meu Lord? –questionou Nott. O servo estava mais próximo de Voldemort do que Snape e detinha um relativo prestígio naquele grupo.

-Farei uma troca. Iremos capturar alguém que ele ama e em troca da sua vida ele terá que entregar a profecia... Quem Severo? Quem é muito importante para Potter? Seus amiguinhos grifinórios? Como se chamam mesmo?

Snape bufou baixinho. As coisas não estavam indo na direção certa. Voldemort deveria utilizar oclumência em Potter e o induzir a acreditar que estava com Sirius Black em suas mãos. Granger e Weasley não deveriam atrair a atenção dele.

-De fato o afeto do garoto Potter é bem previsível. –comentou sarcasticamente. – Ele se preocupa com seus amigos, principalmente o caçula Weasley. Contudo, desculpe minha opinião, mas não seria nada fácil seqüestrar um deles estando baixo as asas protetoras de Dumbledore. Se fosse, teríamos Potter em nossas mãos há muito tempo.

-Não seja estúpido Snape! –grunhiu Bella cuspindo seu nome. –Nada é impossível pra o Lord das Trevas!

-E os amigos de Potter não devem ser tão vigiados quanto ele, não? –Nott buscou a afirmação do mestre de poções. Um leve assentimento fez os olhos maliciosos de Nott se estreitarem ansiosos. – E seria relativamente fácil quando temos um membro nosso infiltrado no castelo... Um membro leal e confiável...

Snape não pestanejou. Tinha percebido rapidamente para que direção estava sendo levado. Em muitas ocasiões sua fidelidade havia sido contestada e durante muito tempo conseguira convencer Voldemort de que sua presença era importante no castelo, que Dumbledore não devia desconfiar dele... Mas seus argumentos começavam a enfraquecer.

-Sim. Definitivamente. –Snape concordou claramente apagando o sorriso de Nott. –Se eu tiver tempo formularei um bom plano e o executarei com êxito. Porém, perderei a confiança do velho Dumbledore. –deu de ombros levemente e sorriu de lado. – Não é algo que me importe de qualquer maneira. Estou no castelo a serviço do meu amo. Posso abandoná-lo se assim for o seu desejo. –os olhos negros encararam os vermelhos sangue de Tom Riddle.

-Severo... Meu bom e leal seguidor. –apesar das palavras o sussurro era ameaçador. –Infelizmente ainda necessito do seu serviço em Hogwarts. Quem é tão importante para Potter mas que esteja fora do castelo?

-Talvez... Pudéssemos esperar as férias meu Lord.-Malfoy quebrou o silêncio. –E ao invés de atraímos o Weasley pegaríamos a garota sangue-ruim. A namoradinha do Potter. –terminou com ironia.

- Hum... Harry Potter tem uma namorada? –a boca de Voldemort se torceu. –Que interessante. Eu acreditava que os interesses dele estavam em outra área.

Bellatrix riu ruidosamente.

-Por que não me contou Severo? – o humor saiu repentinamente do tom de voz.

-Não tenho interesse na vida romântica de Potter. –Snape se concentrou para que todos os seus gestos transmitissem o que você-sabe-quem queria ver. –Além disso, esse romance não passou de um boato. O garoto parece mais interessado no melhor amigo do que na amiga.

Os olhos abrasadores se estreitaram em finos traços e antes que qualquer um se desse conta, Voldemort já havia lançado a maldição imperdoável, um crucio, em Severo Snape. Bellatrix se inclinou para frente quando os minutos se seguiram e Snape caiu ruidosamente no chão. Ela passou a língua no lábio superior excitada apesar do homem no chão não ter soltado nenhum grito.

-E quem disse que o seu interesse importa Severo?-rosnou Voldemort aumentando a potência do feitiço. –O que importa é o meu interesse! O meu! E eu quero saber tudo sobre Potter! Tudo o que ele ama tem que ser destruído, entendeu? Tudo!

Os minutos se passaram como se fossem horas mas Snape se recusou a demonstrar a dor que sentia. Seus músculos se retorciam em movimentos impossíveis e ele podia ouvir o barulho suave e lento quando a carne se estirava até o limite e então se rompia.

-Levante-se. –ordenou você-sabe-quem quando sentiu que todos tinha entendido a mensagem. Não queria ninguém pensando por si mesmo, a não ser quando esses pensamentos tendiam aos seus interesses. Ele observou quando Severo retomou o seu lugar na mesa. –Não importa Malfoy. –continuou como se aquela meia hora nunca tivesse acontecido. –As férias ainda vão demorar alguns meses e não quero esperar. Preciso da profecia o mais cedo.

-Sirius Black é o padrinho de Harry Potter e ele o considera a sua única família. –informou Snape com a voz mais áspera que o normal. Ele podia sentir um líquido quente aderir na sua pele onde o feitiço a rasgara. –o empecilho é que Black está em algum esconderijo de Dumbledore...

Bellatrix bufou.

-Isso não ajuda em nada Snape. Todas as nossas presas estão sob a guarda do velho.

-Mas poderíamos fazer com que Potter acredite que temos o seu padrinho em nossas mãos.- Snape guardou silêncio ciente do olhar ansioso de todos a sua volta. – Oclumência. –disse e sorriu internamente quando os olhos de Voldemort cintilaram.

(fim do flash-back)

Snape saiu repentinamente dos seus pensamentos e massageou a têmpora. Precisava marcar um encontro com Dumbledore para mantê-lo ciente de tudo o que havia sido discutido na reunião de comensais. Olhou de esguelha para a grifinória e acrescentou a sua lista de afazeres a expulsão dela da sua sala pessoal. Mas antes precisava de uma rápida ducha quente a fim de relaxar os músculos tensos do corpo.

Já fazia um considerável tempo que Severo tomava banho, quando Hermione finalmente acordou. Inicialmente ela ficou confusa com o estranho ambiente até que imagens nítidas da noite anterior voltaram a sua lembrança. A garota se levantou apressada e estirou os braços e o pescoço. O som do chuveiro lhe deu a indicação de que o mestre de poções devia estar bem o bastante para andar sozinho e cuidar da sua higiene.

-Lógico que ele está bem o suficiente para se cuidar sozinho. –murmurou para si mesma. –O que você esperava?Dar banho nele e trocar suas roupas?. –Seu rosto se cobriu de um tom carmim ao imaginar a cena. Na noite anterior estava tão preocupada e fora de si que mal havia prestado atenção ao corpo do professor. Lembrava-se de que ele era mais musculoso do que poderia imaginar. Na verdade, aquela noite havia sido irreal. Havia cuidado zelosamente do homem que durante muito tempo havia feito a sua vida e de seus amigos um inferno e sabia que não receberia um agradecimento por isso; provavelmente teria sorte de não ser expulsa.

Ela se sentou rigidamente no sofá mordendo nervosamente o lábio inferior.

Quando Snape saiu do banheiro, Hermione apertou a mão ansiosa. A aparência do professor a surpreendeu. Sempre o tinha visto com vestes negras e sóbrias, na verdade, nunca imaginou que ele pudesse ter outros estilos de roupas mas pelo jeito estava completamente enganada. Ele estava com uma calça social marrom e uma blusa azul pálido meio desabotoada o que permitia que algumas travessas gotas do recente banho fossem vistas.

-Isso são roupas trouxas? –soltou repentinamente e se arrependeu instantaneamente quando os escuros olhos se agarraram aos seus.

-Muito observadora Granger.- Snape se aproximou com a expressão dura até ficar a uns cinco passos de distância. –Eu pensei que tinha lhe dito para ir embora.

Hermione desviou o olhou irritada.

-Sei muito bem o que Senhor disse mas não podia simplesmente ir embora quando o senhor desmaiou, podia? –ela respirou fundo, não havia sido sua intenção ser brusca mas toda aquela situação a estava deixando agitada, além disso estava exausta com a noite mal dormida. A última coisa que precisava era de uma repreensão.

-A meu ver, poderia sim. –Snape levantou as sobrancelhas.

-Talvez pudesse ser algo de que o senhor fosse capaz, contudo, eu não.

Hermione se levantou e saiu da posição intimidada em que se encontrava.

-Pode não me agradecer mas ambos sabemos que o senhor não podia ter resolvido aquilo sozinho. –Hermione fechou os punhos. –E afinal porque a negação de ir até Pomfrey?Ela deveria estar ciente toda vez que houvesse uma reunião sua com os comensais. Ela poderia estar a postos para quando retornasse ao castelo e ...

-Isso não é do seu interesse Granger. –Snape interrompeu a garota. Ele ignorou os seus punhos cerrados e a palidez. –Isso é algo que acomete apenas a mim.Não vou lhe agradecer por ser tão intrometida quanto seu amigo Potter e por invadir os meus aposentos. Agora o melhor que a senhorita tem a fazer é sair daqui em quanto os corredores estejam vazios.

Hermione olhou para suas vestes amarrotadas, e imaginou o desastre que deveria estar seu cabelo. Se alguém a encontrasse nos corredores daquela maneira iria imaginar que não dormira no seu dormitório. Sem falar que estava sem o uniforme. Ela olhou o homem ressentida e já iria se virar quando uma macha vermelha de sangue na límpida blusa chamou sua atenção.

-Não me diga que o senhor retirou o curativo? –interrogou exasperada e antes que o homem impedisse, ela desabotôo o resto da camisa com maestria e inspecionou a ferida. O corte tinha se fechado até deixar uma larga fenda da espessura do seu dedo mínimo entretanto a água quente tinha deixado a pele ,ao redor da ferida, esbranquiçada. –Sente-se. –ordenou.

Snape obedeceu como autômato diante da reação da garota.

- Nunca ouviu falar que não deve deixar nenhuma ferida descoberta? –resmungou sem esperar resposta. –Não é a toa que tem essas cicatrizes no corpo...

A garota continuou a murmurar para si mesma ignorando o mestre de poções.

Snape levantou a sobrancelha esquerda enquanto observava à castanha mexer nas poções que havia na mesinha de centro e que ela deveria ter usado na noite anterior. Pensou em protestar por estar sendo tratado como uma criança e não um homem adulto porém esse pensamento desapareceu da sua mente quando as mãos pequenas e delicadas entraram em contato com a sua pele. O toque era tão ligeiro quanto asas de borboletas e o deixou nervoso. Ele olhou com uma centelha de curiosidade para a garota. Ela passava a poção com uma maestria própria de alguém que vivia disso. Assim que terminou com poção, ela enfaixou novamente e analisou seu trabalho.

Snape não soube o que exatamente a fez voltar o rosto para ele. Talvez a falta de seus protestos chamou sua atenção mas ,enfim, depois de poucos segundos ,ela levantou os grandes olhos dourados para ele e um leve rubor coloriu sua face. Os seus rostos ficaram a pouco centímetros de distância.

-Tem alguma coisa que não saiba fazer Granger? –a pergunta foi formulada com um leve toque de ironia mas a garota não se afastou, nem ele.

Ela abriu a boca, talvez para responder ou apenas para se desculpar e depois ir embora, entretanto, quando ela entreabriu os lábios e a atenção do homem se voltou para eles o resto foi inevitável. Seguindo a uma ordem irracional do seu corpo, Snape separou a distância entre eles e tomou para si a delicada boca.

Nata da autora: hihihi! Será que eu sou ruim por ter terminada aqui?kkkkk! Olha, antes de qualquer coisa, desculpa pela demora! Eu não passei ( só no Ceará e meus pais barraram minha ida para lá) e bom... Eu tava super deprimida. Começar cursinho novamente é muito ruim. Enfim... Tenho de começar a encarar a realidade e bola pra frente, né?Mas Obrigada pela torcida, ta? Então... Voltando para fic... O que acharam?Primeiro beijo deles. ... Esse capítulo tava muito macabro então resolvi dar um toque doce. E o cheiro de Hermione? Por que toda fic diz que ela tem cheiro de canela e baunilha, heim? Senti-me quebrando um tabu ao colocar cereja. kkkkk!

FlashButterfly:Oi! Obrigada pelo comentário! Que bom que você ta gostando! Eu seu que eu sou muito tosca na hora de colocar o título do capítulo mas não liga não, ta? Continua lendo! E aí... Que pressão esse final, heim?beijooo

Dama Layla: hihihi! Desculpa, o capítulo continua curto, eu sei. Vou tentar melhorar, prometo. Kkkkkk! Também não gosto do Rony e tenho minhas desconfianças com Dumbledore mas o acho uma figura! Ele é muito hilário. Devia ser parente da Luna. Bom... Mostrei a esfera de Voldemort e seu grupinho de seguidores... O que achou? Xeroooo

Morgana Dark: hehehe, eu acho que me empolguei um pouquinho!kkkkkkk! Bom... Você imaginava que iria acontecer justamente isso?Um beijo?xeroooo

jessica-semnadaprafaze123: kkkk! Realmente, é um saco fazer niver perto do natal. Eu também concordo que a tia Jô tinha fumado maconha estragada na hora de formar casais. Achava que Rony e Hermione tinham uma queda um pelo outro, mas juro que pensei que Rony terminaria com Luna. A loirinha, no livro, parecia louquinha por ele. Enfim... kkkk! Que bom que era Hermione de enfermeira e não vc, né? O coitado do Snape ia ser literalmente atacado por você. O que achou do fim do capítulo?hihihi

Pathy Potter: Olá!Obrigada! Infelizmente não passei, mas valeu assim mesmo. Aqui está outro capítulo e acho que coloquei o que todos esperavam desde o inicio, né? Detalhe: Vc viu o nada haver do título do capítulo? Kkkkk! Mil beijos!

Julia P. Muniz: Oiiiii! Que bom que você ta se interessando, ao menos um pouquinho, pelo Snape! Kkkk! Sei lá, concordo que Snape e Hermione é um casal muito surreal, mas dependendo dos fatores até que seria natural uma relação entre eles, já que ambos têm muita coisa em comum: a inteligência e embora Hermione negue acho que ela se sente um pouco superior as outras ! O que vc acha que vai acontecer no próximo capítulo? Xerooooo

Nicole Prince: E aí? Que bom que vc está amando!Espero que tenha gostado desse capítulo também e que continue amando a fic,certo? xeroooo