ALERTA DE SPOILER EM LEVEL ÉPICO DE DANCE WITH DRAGONS!

Um assento desconfortável

I did my best to notice
When the call came down the line
Up to the platform of surrender
I was brought but I was kind
And sometimes I get nervous
When I see an open door
Close your eyes
Clear your heart...
Cut the cord

7 meses depois...

Jon encarou o trono pela primeira vez e toda sua trajetória passou diante de seus olhos numa fração de segundos. Ele respirou fundo. Havia chegado até ali e mesmo assim ele e sua família não estavam seguros, tão pouco ele sabia o que faria agora.

Se proclamar rei era uma coisa, ser rei de fato era algo totalmente diferente. Diziam que dragões haviam levantado voo no oeste e vinham em direção a Westeros. Um reino enfraquecido por anos de guerra e três dragões para demolir o que havia restado. E ele que achava que Catelyn Tully era o máximo de problema que alguém poderia ter na família.

Sua tia e seu...meio irmão. Uma ideia adorável, não fosse o fato de que ambos estavam ansiosos para se sentarem naquela mesma cadeira. Jon sabia o que aconteceria caso Daenarys Targaryen e Aegon Targaryen botassem os pés naquela sala e tomassem o poder.

O primeiro saque a Porto Real ainda era uma cicatriz aberta e Aegon não tinha qualquer razão para apreciar a ideia de um meio irmão. Elia Martell havia morrido naquela fortaleza, em consequência da loucura de Rhaegar e Lyanna. Jon era o único pretendente que possuía um herdeiro próprio e estava casado. Isso colocava Arya e Aemon em perigo direto.

Seria o corpo de Aemon, esmagado e envolto em uma bandeira ao final daquele confronto? Ou Arya, assassinada a sangue frio. Ou ele mesmo, golpeado por um martelo de batalha, decapitado, ou queimado vivo pelas chamas de três dragões.

Ele não fazia ideia de como pararia três dragões e um exército composto por bárbaros e mercenários. Não queria mais uma guerra, ou ter de equilibrar as tensões existentes entre as várias casas para ter qualquer chance de evitar um ataque.

Tyrion insistia que o melhor era apelar para uma solução diplomática, mas e se não houvesse uma? Eram muitos os fatores a serem considerados e ele se sentia cada vez mais perdido. Ele não era um rei, era apenas um bastardo presunçoso, e malditos fossem Tyrion e Bran por terem convencido ele do contrário.

Havia tomado a capital. Ao fim do dia Cersei seria executada e depois disso Aemon seria apresentado aos súditos como o primeiro herdeiro dele. Não fosse por Daenerys Targaryen e Aegon, tudo estaria perfeito, ou o mais próximo que se pode ficar disso, já que o reino ainda estava soterrado por dívidas.

Não era uma vitória, era um truque com espelhos e fumaça.

- Parece um assento bem desconfortável. – a voz feminina soou atrás dele e Jon se virou para encarar a esposa, que trazia o filho nos braços. Ele não conteve o sorriso – Eu nunca parei para admirá-lo de verdade. Nem mesmo quando meu pai estava vivo. Tenho que admitir que impõe algum respeito. – Jon se ofereceu para pegar a criança e Arya entregou o bebê.

- Um dia será nosso filho quem se sentará nele. Com um pouco de sorte, talvez ele aprenda a se sentir mais confortável com essa posição do que eu. – ele disse enquanto admirava o filho. Sete meses e Aemon era uma criança forte e saudável, com um olhar sempre curioso. O cabelo escuro começava a ondular nas pontas e os olhos eram de um tom incomum de violeta.

- Não pode ficar confortável de mais. – Arya respondeu segura – O poder nunca deve ser confortável.

- Tem razão. – ele respondeu – Fico feliz que tenham chegado em segurança. Deuses, como ele cresceu! Como foram estes últimos meses? Está bem? Espero que não tenha ignorado o maester e se excedido durante o resguardo.

- Eu estou perfeitamente bem, Jon. – ela disse imediatamente – Noites mal dormidas por causa de um certo príncipe guloso, mas só isso. – ela respondeu, mas a verdade é que ela parecia cansada – A estrada foi mais difícil. Aemon ficava irritadiço por causa de toda movimentação e acalmá-lo era uma tarefa traiçoeira.

- Devia descansar. – ele disse acariciando o rosto dela – O dia será turbulento hoje e você terá de estar linda hoje. Afinal, todos os grandes lordes vão se aglomerar para ver nosso filho.

- Soube que Sansa também virá. – ela comentou num tom inseguro – Não sei o que esperar, Jon. Não depois de tanto tempo.

- Boas maneiras. Sansa sempre foi boa nisso. E vocês ainda são irmãs e ela estará aqui para ver o sobrinho pela primeira vez. Isso é para ser um evento feliz. – ele disse de forma carinhosa.

- Teria aceitado o acordo caso Bran tivesse insistido que Sansa era a melhor opção? – ela perguntou por fim. Era a primeira vez que ela demonstrava alguma insegurança em relação ao casamento. Sansa teria sido a escolha óbvia, se o casamento com Tyrion não tivesse dado lugar a um casamento com Henry, o herdeiro de Lorde Arryn.

- Não. – a resposta era segura – Talvez acabasse me casando por que esse era o meu dever, mas duvido que essa fosse a escolha certa. Sansa viveria escondida num castelo qualquer durante toda guerra, enquanto eu teria de liderar o exército. Não teria com quem discutir minhas estratégias, ou tecer conversas sem importância para passar o tempo. Ela viveria cercada por septãs e damas de companhia, costurando e ouvindo música...Eu não acho que isso atenderia as necessidades do reino e sem dúvida não atenderia as minhas.

Silêncio. Enquanto eles observavam o trono de ferro.

- Sansa sempre foi uma estranha pra mim. Uma cópia cruel de Lady Catelyn. – ele respondeu por fim – Você não. Nunca se encaixou em Winterfell mais do que eu me encaixava. Isso nos tornou tão próximos que eu nunca consegui parar de pensar em você. Ainda que este casamento tivesse tudo para dar errado, eu sempre soube que ainda teria uma amiga e uma pessoa confiável do meu lado. Isso é mais do que um rei pode desejar.

Are we human?
Or are we dancer?
My sign is vital
My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer
Are we human?
Or are we dancer?

O dia foi turbulento, tomado por boas maneiras e protocolo. Tyrion estava se tornando impaciente com tantos lordes e ladys que chegavam para prestar sua lealdade aos novos governantes e Arya não estava nem um pouco melhor.

Mesmo tendo se retirado para descansar por duas horas, ela ainda parecia cansada, mas não deixou seu lugar em momento algum. Aemon por sua vez passou o dia com uma babá, para dar a mãe liberdade para desempenhar seus deveres reais.

O sol estava se pondo no horizonte quando todos se dirigiram para as escadarias do Grande Septo de Baelor, onde um palanque havia sido montado para a execução. Arya vestia o cinza dos Stark e levava sua coroa na cabeça, enquanto Jon usava o negro e o vermelho dos Targaryen. A multidão gritava agitada. Tyrion estava inquieto.

Trouxeram Cersei em uma carroça, usando apenas um vestido grosseiro. Pés descalços e mãos atadas. Seu longo cabelo loiro havia sido cortado e ela não parecia nem mesmo a sombra da rainha que havia sido.

Ela foi conduzida ao cadafalso pelos homens da Guarda Real. Arya assistia a tudo do alto do pequeno camarote montado para a família real. Foi com espanto que ela avistou a cabeleira ruiva e brilhante. Sansa estava apenas dois níveis abaixo dela e lançava a irmã olhares furtivos ocasionalmente. Arya concedeu a ela um aceno de cabeça, quando notou que os olhos de Sansa estavam úmidos.

Cersei foi anunciada e as acusações que pesavam sobre ela foram ditas em alto e bom som para que todos ouvissem. Jon se levantou e deixou o camarote, em direção aonde a acusada se encontrava.

A antiga rainha o encarou e cuspiu em suas botas. Sua expressão outrora bonita agora era apenas uma máscara de loucura.

- Você não é nada além de um bastardo. – ela disse – Não importa o que faça, nunca será um rei.

Jon ignorou as palavras dela e fez sinal para que ela fosse colocada de joelhos perante ele. Ele tomou Longclaw em suas mãos e respirou fundo.

No Norte se fazia do modo antigo. A mão que assina a sentença deve brandir a espada. Um dever que nunca trouxe qualquer prazer aos Stark. Jon respirou fundo e ergueu a espada no ar.

Arya não desviou os olhos. Ela nem mesmo respirou. Num outro tempo, fora aquela mulher que levou seu pai a posição de traidor e o filho odioso dela que pediu pela cabeça de Ned Stark. O vermelho do sangue se misturava ao dourado dos fios curtos do cabelo dela. Era como sentir uma parte da raiva se esvair, uma parte do ódio ser drenada de seu corpo a medida que o sangue pingava. Aquilo não traria seu pai de volta, não faria Arya se sentir mais humana ou menos solitária, mas dava a ela a sensação de que agora seu pai poderia descansar em paz.

Sansa também não desviou os olhos.

Após a execução todos os nobres presentes se dirigiram a Fortaleza Vermelha. Arya e Jon seguiram na frente, junto com a Guarda Real. Não conversaram durante o percurso. Nenhum dos dois tinha o que dizer. Era um momento para repensar o passado, para se lembrar de Eddard Stark e a razão pela qual ele havia morrido.

Uma vez dentro da Fortaleza Vermelha, Arya foi até o berçário onde Aemon estava brincando junto com sua babá.

Arya pegou o bebê e o apertou contra o peito e beijou-lhe a testa. Ela se sentia a beira de um colapso. Aemon era tudo o que a mantinha inteira. Tinha de ser forte pelo filho e por Jon.

- Nunca imaginei me deparar com essa visão. – uma voz familiar disse. Arya ergueu o rosto de se deparou com Sansa. Linda e elegante como sempre, educada como uma verdadeira lady – É um prazer revê-la, Vossa Graça.

- Não seja idiota. Não tem que me chamar de "Vossa Graça" quando estamos sozinhas. – Arya resmungou.

- É uma rainha agora. – Sansa argumentou – É parte do protocolo.

- Você deveria ser rainha, não eu. – Arya insistiu – Mas por alguma brincadeira sádica dos deuses, cá estou.

- Casada com Jon Snow e com um filho nos braços. – Sansa completou – Tudo isso é...

- Assustador? Ridículo? Confuso, no mínimo. – Arya retrucou – E você é a Senhora do Vale. Está feliz? Seu marido é bom pra você? – pela primeira vez em anos Sansa sorriu para ela.

- Harry é mais do que eu mereço. Demorei para entender que a vida não era uma canção. Harry foi minha salvação de várias maneiras. – Sansa respondeu – Nós temos uma filha. Cat vai fazer um ano na próxima lua.

- Como eu nunca soube que tinha uma sobrinha? – Arya a encarou chocada – Um ano. Catelyn...É um ótimo nome.

- Aemon também, apesar de que eu preferiria Eddar, ou Robb, ou Brandon. – Sansa disse enquanto acariciava o rosto do sobrinho.

- Ainda há tempo para outros príncipes e outros nomes. Eles virão. Eddar e Brandon virão no devido tempo, mas acho que Jon quer meninas também.

- Ele é lindo, Arya. Um príncipe charmoso, como os das canções. – Sansa disse – E Jon, como estão se dando?

- Como sempre nos demos. Bem, eu acho. – Arya respondeu – Ele não mudou muito, não posso dizer o mesmo de mim. A única diferença é...Bem, dividimos a mesma cama e pessoas esperam que eu esteja redonda de tempos em tempos.

- Você o ama? – Sansa pergunto.

- Eu...Não sei. – Arya abraçou o filho – Sempre o amei por que ele era meu irmão, era meu melhor amigo, a única pessoa que me entendia, mas...Uma casa, filhos... Isso nunca foi o meu sonho. Era o sonho dele, de certo modo. – ela passou a mão pelo cabelo escuro de Aemon, que estava distraído chupando o dedão – Não quer dizer que eu não ame tudo o que ele me deu. Não fosse por ele eu não seria nem humana e Aemon é a melhor coisa que poderia ter acontecido.

- Eu nunca entendi a relação de vocês. – Sansa disse por fim – Com Robb, Bran e Rickon você brincava, ria, e você os amava muito, mas...Jon era diferente. Você sempre correu pra ele quando tinha medo, ou quando estava triste e quando éramos crianças e falávamos com quem gostaríamos de casar você sempre falava o nome dele. Eu te repreendia, é claro. Mas eu não fazia ideia de que você poderia acabar aqui, casada com ele e rainha.

- Não nasci pra ser rainha, não levo jeito pra nada disso, mas...Só estou aqui porque ele disse que precisava de mim. Eu teria me tornado até mesmo uma boa lady, educada e gentil se ele tivesse me pedido. – ela respondeu.

- Teria feito qualquer coisa por ele. – Sansa completou – Estou feliz por você, Arya.

Não haveria um pedido de desculpas, ou qualquer grande demonstração de afeto, mas elas finalmente haviam se perdoado e entendido. A vida nunca foi uma canção para as meninas Stark. A melodia delas era composta com soluços, choros e o soar das espadas que se chocam.

Pay my respects to grace and virtue
Send my condolences to good
Give my regards to soul and romance,
They always did the best they could
And so long to devotion
You taught me everything I know
Wave goodbye
Wish me well..
You've gotta let me go

Naquela noite Aemon foi apresentado aos grandes lordes e houve um grande banquete em comemoração. Todos os grandes senhores, que haviam prestado juramentos de lealdade a Jon Targaryen, se aglomeraram na sala do Trono de Ferro para ter uma visão do pequeno príncipe.

Jon podia ver pelo canto dos olhos a forma distinta como Arya segurava a criança nos braços. Protetora e amorosa, como uma loba que defende sua cria. O queixo erguido, orgulhosa e feroz. Ela podia alegar que não tinha qualquer talento para a vida da realeza, mas lá estava ela, uma verdadeira rainha.

Foram meses longe dela e do filho por causa das batalhas. Meses separados, sem ouvir a voz da esposa, ou ter o conforto de sua presença. Agora ela estava tão próxima, tão bonita e poderosa como ele nunca havia visto. Aemon já estava com sete meses...Jon não queria que ele crescesse sem irmãos para brincar. Talvez...

O banquete acabou e Jon a tomou pela mão. Caminharam juntos até o berçário e colocaram Aemon no berço com um beijo de boa noite. Arya segurava a borda do berço com força, como se não quisesse deixar o filho sozinho, como se a ideia fosse dolorosa.

Deixaram o berçário e Jon a conduziu até os aposentos reais. Havia uma sala de estudos, uma antessala para audiências privadas. As janelas eram amplas e a vista para o mar era linda.

- É uma vista linda. – ela disse admirando o mar noturno, enquanto ele a observada de costas – Espero que a vista dos meus aposentos também seja tão bonita.

Ele levou a mão até a cintura dela, puxando-a cuidadosamente para junto de si até que seus corpos estiverem colados. Seus dedos subiram cuidadosamente até chegarem ao decote dela, sentindo a textura dos seios dela e sentindo o coração dela acelerar, enquanto a respiração ficava pesada.

- Não foram preparados aposentos para você. – ele disse com a voz rouca colada ao ouvido dela.

- Achei...- ela respirou fundo ao sentir o beijo na base do pescoço – Achei que rainhas tivessem aposentos separados...Por questão de privacidade e...Para manter as crianças por perto.

Jon pegou a própria adaga e cortou todas as amarras do vestido dela, deixando-a nua da cintura para cima. As mãos dele se fecharam ao redor dos seios dela, ainda inchados e cheios de leite, e sentindo a textura aveludada da pele contra suas mãos.

- Nós só temos uma criança. – ele disse ainda beijando o pescoço dela – E eu não me lembro de ouvi-la reclamar de falta de privacidade quando éramos pequenos, ou quando nos reencontramos em Winterfell, nem mesmo nos acampamentos de guerra.

Ela estava trêmula entre os braços dele. Estranhamente vulnerável e frágil, como se aquela fosse a primeira vez que ele a tocava de forma provocante.

- Eu estou com sono, Jon. – ela sussurrou e ele apertou os seios dela com mais força, fazendo-a gemer.

- Mais de sete meses, Arya. – ele respondeu com a voz obscurecida – Não encosto um dedo em você desde o seu sexto mês de gravidez. Aemon nasceu e eu marchei para a capital, para longe de você. Senti sua falta. – ele confessou sem um pingo de remorso na voz – Esta noite, eu vou ter você. – Jon a pegou nos braços como se ela não fosse mais do que uma boneca de pano.

Sentou-a na beirada da cama, separou suas pernas e suspendeu a saia do vestido. Arya parecia resistente a ideia, um tanto arredia.

- Por que está me evitando, Arya? – ele perguntou enquanto introduzia dois dedos dentro dela, sentindo o calor a umidade dela. Ela prendeu a respiração por uma fração de segundos.

- Já temos um filho, Jon. – ela respondeu com dificuldade – Um herdeiro para o trono. Não... – a linha de raciocino era cada vez mais difícil – Precisamos fazer isso tantas vezes agora...- ele esfregou o clitóris dela com seu dedão e Arya mordeu o lábio inferior em resposta.

- Tendo crises de consciência agora? – ele perguntou enquanto aumentava a velocidade de seus dedos. Arya se agarrou as colchas da cama e fechou os olhos – Marido e mulher, Arya. Para todo sempre, como dissemos a mais de um ano atrás. Uma vida, um coração, uma alma. Já devíamos ter superado essa faze de noites de núpcias adiadas. Não é uma noiva virgem e tímida. Eu mesmo tirei isso de você, lembra?

Are we human?
Or are we dancer?
My sign is vital
My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer
Are we human?
Or are we dancer?

Will your system be alright
When you dream of home tonight?
There is no message we're receiving
Let me know is your heart still beating

Ela soltou um longo gemido e Jon sentiu o líquido lhe escorrer pelos dedos, denunciando que o prazer dela.

Ele se afastou dela, retirando suas roupas apressadamente e voltando para onde Arya estava. Jogou para longe o vestido dela. Empurrou-a para a cama com pouco cuidado e muito desejo. Sua mão alcançou a face dela, acariciou o rosto afogueado e se perdeu nos olhos cinzentos.

Estava sedento por ela,como não se julgava capaz. Era pior do que a necessidade que tinha de ter Ygritte gemendo em seus ouvidos e implorando pelo corpo dele. Era pior do que as noites em que se deitava sozinho e ansioso por contato físico e paixão, não que alguma vez Arya tivesse sido uma grande entusiasta quando dividiam a cama.

Jon se pegou desejando que ela demonstrasse um pouco mais do que aceitação e aquele prazer envolto em dever. Queria os beijos espontâneos que ela lhe dava quando criança e a malícia de uma mulher que agora tinha o mundo nas mãos.

Ele levou a mão até uma das coxas dela, suspendendo-a e colocando-a ao redor do quadril dele. Beijou-a como se dependesse do ar nos pulmões dela para viver. Ela arranhou as costas dele, retribuiu ao beijo a altura, ainda obediente, não apaixonada.

- Beije como se quisesse isso. – ele disse entre os lábios dela – Me beije como se me quisesse. – Jon a agarrou pelos cabelos e foi ainda mais enfático no beijo.

- Jon... – ela gemeu entre os lábios dele em resposta – O que...?

Entrou dentro dela de uma vez e Arya o agarrou em resposta, fechando os olhos com força. Ele perdeu o fôlego por um momento, antes de começar a se movimentar, buscando os lábios dela e seus olhos.

Aos poucos ela passou a jogar aquele jogo e aceitar o que ele oferecia. Chegou a pedir por velocidade e arranhá-lo em resposta aos carinhos dele, mas não era o bastante para ele. Jon a agarrou pela cintura com força e num movimento rápido inverteu as posições.

Arya usou as mãos para se apoiar sobre o tórax dele. Jon a puxou pelo quadril até que estivesse totalmente enterrado dentro dela. Agarrou-a pelo traseiro, incentivando-a a encontrar um ritmo adequado, observando seus seios subirem e descerem.

Ela tinha coxas fortes e sempre foi uma excelente amazona. Ele havia se esquecido disso. Ela o cavalgou até encontrar seu caminho para um prazer quente e branco, gemendo e arfando sobre Jon, caindo exausta sobre o tórax dele, para então sentir os braços dele ao seu redor e a boca dele sobre a testa dela.

- Minha rainha...- ele tinha dificuldade para falar – Vai dividir estes aposentos comigo. Não me obrigue a tornar isso uma ordem.

- Como quiser, Jon. – ela respondeu ainda arfando, deitada sobre ele. Estava exausta de mais para se afastar agora.

Não demorou para que ele percebesse que Arya havia caído no sono. Ressentiu-se com a relutância dela e teve ódio daquele senso de dever que pairava sobre o leito deles. Abraçou-a com mais força e beijou a testa dela mais uma vez, enquanto se perguntava quando tudo havia mudado tão drasticamente entre eles.

Quando foi que comecei a sentir isso? Quando ela deixou de ser a irmã que eu adorava para se tornar a mulher que eu amo?

Are we human?
Or are we dancer?
My sign is vital
My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer

You've gotta let me know

Are we human?
Or are we dancer?
My sign is vital
My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer
Are we human
Or are we dancer?

Are we human?
Or are we dancer?

Are we human
Or are we dancer?

Nota da autora: Gente, eu to tão feliz com a recepção dessa fic pelas leitoras! Sério, vc's são de mais. Pois é, o resto da família está chegando. Arya agora é uma mãe coruja que está morrendo de medo pelo filho, o Jon é um pai pra lá de fofo que tem como objetivo de vida transformar King's Landing em uma grande creche XD. Então, sobre o spoiler máximo...Pois é, o Aegon tá vivo, pois é, ele quer o trono. Stress a vista. É claro que a aparição dele não é igual a do Dance With Dragons. E quanto a parte da Arya estar distante do Jon, bem...A coisa entre eles está realmente séria. Antes eles eram amigos brincando de casinha e guerra, agora eles são rei e rainha, com obrigações e deveres, é a hora que cai a ficha de que esse negócio é pra sempre e não dá pra simplesmente voltar ao passado, quando eles eram meio irmãos e melhores amigos.

Um obrigada do tamanho dos Sete Reinos pra todas as meninas que comentaram até agora.

Filisbela, querida! Pois é, eu acho legal pensar em novos meios de explorar a relação dos dois e as maiores mudanças sempre serão da Arya, principalmente pq nos livros ela ainda é uma criança e agora ela foi forçada a passar pra faze adulta de uma vez. Ela saiu do patamar de criança rebelde pra se tornar esposa, rainha e mãe, coisas que ela nunca quis e também nunca se imaginou sendo. Ela tem algo em comum com a Cat na parte de defender a família dela, assim como todos os Stark tem um pouco disso, mas eu acho que a Arya tem mais talento pro Jogo dos Tronos do que a mãe dela tinha. E eu sou totalmente a favor de vc escrever muitas Jon e Arya! XD

Bjus

Bee

P.S.: Música do capítulo é Human, do The Killers.