A Noiva Sangrenta
Assim como Daenerys havia dito, na manhã seguinte Arya recebeu o chá da lua, do qual se livrou rapidamente. As damas de companhia não diriam nada, até porque nenhuma delas falava o idioma comum, ou qualquer idioma que Arya entendesse.
Ela passou a esconder a barriga com muito cuidado, para não levantar suspeitas. Para seu alívio, Aegon não voltou ao quarto dela durante aquele mês, fosse pelo bem de seu orgulho ou pela necessidade de provar que era um homem de honra. Sor Baristan guardava a porta de Arya a maior parte do tempo e isso lhe dava uma vaga sensação de segurança.
Estava ansiosa. Já fazia quase um mês. Costureiras já estavam preparando o vestido que ela deveria usar e Arya precisava de toda força que tinha para não perder a cabeça e arrancar o olho de uma daquelas mulheres irritantes.
O vestido era branco, bordado com madre pérola, fios de prata e detalhes em cetim cinza. Se Aegon conseguisse tomá-la por esposa, Arya estava determinada a se jogar do alto da Torre da Mão, assim como Ashara Dayne havia feito durante a rebelião de Robert.
Faltavam apenas três dias e ela se perguntava o que diabos Asha Greyjoy e Gendry estavam fazendo que até aquele momento não haviam atacado.
Daenerys entrou nos aposentos dela como um vendaval. Ela encarou Arya como se estivesse diante de uma assombração ou diante do fantasma de Robert Baratheon em pessoa. Ela dispensou todas as costureiras e encarou a noiva de Aegon sem saber o que dizer por um momento.
- O que você fez? – Daenerys perguntou incrédula – Aegon está furioso!
- Nunca o vi diferente, então não acho que isso diga muita coisa. – Arya respondeu encarando o próprio reflexo no espelho – Diga, Daenerys, o que eu fiz para deixá-la tão pálida?
- Gendry Baratheon está a um dia de marcha de Porto Real. Todo exército de Ponta Tempestade batendo as portas da capital na véspera do casamento!
- Eu esperaria por reforços do Tridente e talvez uma ajuda do Vale. – Arya disse calma e controlada – Mas isso não deve ser problema para três dragões.
- Usar os dragões seria o mesmo que atear fogo à cidade inteira. Aegon sabe que só poderá vencê-los em campo aberto! Você trouxe os exércitos pra cidade! Há quanto tempo sabia disso?
- Eu tinha tudo planejado antes de levarem Jon pras masmorras. – ela respondeu se virando para encarar Daenerys – Seu irmão me toma por uma mulher tola, indefesas e desprovida de conhecimentos bélicos. Isso vai ensiná-lo que eu mesma teria comandado o Norte em batalha, se Jon tivesse me dado a chance.
- Ele vai tomá-la amanhã. Ao meio dia estarão casados numa cerimônia restrita na Sala do Trono. – Dany disse com urgência – Aegon colocará uma coroa na sua cabeça e isso forçará os excercitos a baixarem as espadas.
- Acho que não lhe contei esta história. – Arya disse com um sorriso discreto – Eu conheci Gendry Baratheon quando ele ainda era um bastardo. Sabe porque ele tendou derrotar Jon em batalha? Para me deixar viúva e se casar comigo. Você e Aegon só pouparam a ele o esforço de ter que matar Jon e guerrear contra toda minha família. Acho que ele está ansioso para ter sua chance comigo. Vamos esperar que ele seja tão bom com o martelo quanto Robert foi.
Daenerys estava certa. Aegon estava transtornado com o ataque de Gendry e quando a mensagem avisando da movimentação da esquadra chegou os gritos dele podiam ser ouvidos em toda Fortaleza Vermelha.
Arya rezou em silêncio para que Gendry chegasse a tempo e que conseguisse reduzir os números do exército bárbaro tanto quanto possível. Aegon não teria como utiliza-los ao máximo em razão dos civis. Dothreakys só eram úteis em campo aberto, as vielas de Porto Real reduziriam os números e tudo o que era preciso era que o caminho até o palácio fosse limpo e o ataque de Asha os distrairia o bastante para que eles não conseguissem se organizar.
Na manhã seguinte as criadas a tiraram da cama, banharam, perfumaram e vestiram como uma noiva do Norte. Arya se olhou no espelho e lembrou-se do dia em que engoliu todos os seus medos e aceitou Jon como esposo. Lembrou-se de como ele estava bonito e como seu rosto denunciava sua ansiedade.
Um mês e ela sentia a falta dele todos os dias. Do som de sua voz e do toque de suas mãos. Seu rosto nortenho, seu sorriso discreto, da cicatriz sobre o olho. Ele nem mesmo sabia que ela estava esperando outro filho. Se tudo desse certo, ela esperava que fosse uma menina. Jon ficaria feliz com uma menininha para mimar até que ela se tornasse um pequeno monstrinho incontrolável.
Sor Baristan abriu a porta do quarto e caminhou até ela oferecendo-lhe o braço para escoltá-la até a Sala do Trono.
- A senhora conseguiu causar uma bela comoção. – o velho cavaleiro disse – Se tivesse nascido homem, seu pai teria tido muito orgulho em dizer que um de seus filhos era o mais astuto general dos Sete Reinos.
- Meu pai sempre se orgulhou disso, senhor. Do contrário eu não teria aprendido a empunhar uma espada aos nove anos. – ela respondeu – Por favor, diga-me como estão as coisas do lado de fora do palácio.
- Um banho de sangue. – ele respondeu – Dothrakys e mercenários perdidos pela cidade, sendo encurralados em vielas por soldados experientes que conhecem Porto Real como a palma da mão.
- Seja sincero. – ela pediu – Gendry Baratheon tem condições de chegar à Fortaleza Vermelha? – Sor Baristan lançou a ela um olhar cuidadoso.
- Se ele não fizer isso, Asha Greyjoy fará. – ele respondeu – É possível ver os navios extrangeiros queimando, se respirar fundo vai sentir o cheiro. A única coisa que mudaria o rumo deste ataque seria um sopro de Drogon, mas fazer isso seria o mesmo que condenar a cidade inteira. É suicídio.
- Então acredito que serei viúva em tempo recorde. Nem mesmo Margaery Tyrell conseguiria ser mais rápida. – ela disse satisfeita.
- Por favor, minha senhora. Não provoque a ira do rei. – Sor Baristan implorou – Falo isso como um homem que tem idade para ser seu avô. Seu ia querer que ficasse segura. Seja submissa e aguarde a chegada do exército.
- Agradeço a preocupação, meu senhor. – ela respondeu sorrindo mais confiante – Mas foi o rei quem provocou a minha ira e não o contrário. Quando a Fortaleza cair, não se coloque entre o rei e o martelo de Gendry. Eu não gostaria de ver um bom homem como o senhor ser abatido.
Sor Baristan não respondeu. As portas da Sala do Trono foram abertas e Arya se deparou com um bom número de magisters, cortesãos e nobres de Dorne. O Alto Septão estava ao lado de Aegon.
O rei vestia armadura completa com um dragão dourado no peito e Blackfire em sua cintura. Um casamento no meio da guerra, só mesmo o sangue do rei louco justificaria um absurdo como aquele. Mesmo assim ele estava bonito e havia algo que feroz na expressão dele que o tornava ainda mais atraente, mas ela se pego procurando o sorriso gentil de Jon.
A capa negra com o dragão vermelho de três cabeças estava presa sobre seus ombros. Havia música quando a noiva entrou na Sala do Trono, mas o som dos gritos e das lâminas conseguia abafar o som dos instrumentos.
Ela se ajoelhou ao lado dele. O septão recitou as canções e preces, mal conseguindo conter o medo e o tremor de suas mãos. O som das espadas ficava cada vez mais alto e Arya sentia o coração acelerar.
"Rápido, Gendry!" Arya pensava no momento em que os votos deveriam ser proferidos. Aegon recitou a parte que lhe cabia, mas no momento em que Arya devia fazer o mesmo ela não conseguiu encontrar voz para tanto.
- Repita os votos, minha senhora. – Aegon sussurrou venenoso. Arya travou a mandíbula e respirou fundo.
- Eu me recuso. – ela disse teimosa – Eu já sou casada, Vossa Graça.
- Não, não é. – Aegon retrucou – Diga logo os malditos votos!
- Eu não direi! – ela retrucou – Vai fazer o que? Me matar? Se fizer isso perde qualquer chance de apoio e mesmo que eu diga os votos isso não vai impedir Gendry de me tornar uma feliz viúva em questão de horas.
- Septão, prossiga com a cerimônia! – Aegon ordenou.
- Mas Vossa Graça, Lady Stark precisa proferir os votos. – o velho Septão disse com sua voz trêmula. Aegon desembainhou a espada e apontou para ele.
- Eu disse para prosseguir. – o rei disse determinado – Veja quantas testemunhas comprovam que nunca uma noiva recitou seus votos com tanto fervor quanto Lady Stark.
- É claro, Vossa Graça. – o septão respondeu – As capas, por favor.
Aegon desabotoou a capa com o emblema dos Stark que Arya levava sobre os ombros e rapidamente a substituiu pela capa negra e vermelha dos Targaryen. Ela sentiu o peso do mundo sobre seus ombros. O barulho das espadas e os gritos estavam cada vez mais próximos, próximos de mais para serem ignorados.
Todos aqueles que portavam espadas dentro da Sala do Trono estavam a postos. O septão os declarou marido e mulher e instantes depois a porta foi aberta com um estrondo. Trinta homens armados e cobertos de aço invadiram a sala e o banho de sangue começou.
No meio da confusão, Arya conseguiu por as mãos em uma espada longa que estava caída no chão. Gendry irrompeu pela Sala como um vendaval. Armadura completa com o emblema dos Baratheon estampado no peito e o martelo de batalha em mãos. Ele soltou um rugido feroz e acertou um dos homens da guarda real no tórax, matando-o imediatamente.
Forte como um touro. Aegon o encarou com Blackfire em mãos. Uma cobrança de dívidas pela Batalha do Tridente. Gendry retirou o elmo em forma de cabeça de touro e o jogou no chão. Apontou o martelo na direção de Aegon e sorriu.
- Você não sai por ai roubando a mulher dos outros e fica impune. Devia ter aprendido isso com seu pai. – Gendry disse com a voz imponente.
- Ela não é sua mulher, bastardo. Assim como você não é seu pai. – Aegon retrucou.
- Tem razão. Sou mais bonito e menos bêbado que ele, mas eu a vi primeiro e já esperava a minha chance com ela bem antes de você, então seja educado e vá para o fim da fila. Eu e Lady Stark temos momentos preciosos a recuperar. – Gendry brincou – Está bem, Doninha?
- Perfeitamente bem, seu touro estúpido. Acabe logo com isso! – ela gritou.
- Essa é minha garota. Irritante e desbocada como sempre. – Gendry riu – Vamos resolver isso entre nós dois, está bem?
Aegon partiu para cima dele num ataque superior que foi imediatamente bloqueado pelo martelo. Uma sucessão de golpes de Blackfire testou a velocidade do bloqueio de Gendry, que era surpreendentemente eficaz para alguém tão grande e com uma arma tão pesada. O Touro permitiu que Aegon desferisse quantos golpes quisesse e Arya tinha que admitir que Aegon lutava muito bem, mas tanto esforço o estava deixando cansado.
Era isso o que Gendry queria. Aegon ofegante e cansado, um minuto com a guarda abaixada e um golpe no centro da placa de peito. Arya viu pelo canto dos olhos Daenerys com uma espada em mãos, pronta para ajudar o sobrinho. Arya não pensou duas vezes antes de se colocar no meio do caminho.
O aço das duas rainhas formava uma bela melodia, mas Daenerys não sabia usar armas e Arya era rápida e não demorou muito para que a Mãe de Dragões fosse desarmada.
- Sor Baristan! – Arya gritou e logo o velho cavaleiro abateu um dos homens que o atacava, correndo em direção às rainhas.
- Que maldita confusão! – o cavaleiro exclamou – Ao seu serviço, Vossa Graça.
- Proteja a princesa Daenerys a qualquer custo! – Arya ordenou e então se virou para Dany – Eu não a quero morta, ou ferida. Jon é sua família tanto quanto Aegon.
Dany acenou a cabeça em entendimento e então um som ensurdecedor cortou o ar. O som do impacto e das costelas quebradas. O som de um corpo caindo no chão e o aço da armadura ressoando. Arya viu o martelo erguido no ar, ouviu o rugido animalesco, viu a espada cair no chão, seguida pelo corpo inerte de Aegon Targaryen, o Sexto de Seu Nome.
E tudo aconteceu numa fração de segundos assim que todos perceberam que o rei estava inanimado. Arya rapidamente pegou a coroa que era destinada a ela e colocou sobre a cabeça. Com uma espada em mãos ela correu para o Trono de Ferro e sentou-se.
- PAREM! – ela gritou tão alto que logo o som das espadas parou e todos olharam em direção ao trono.
Um silêncio se apoderou do lugar no momento em que todos entenderam o que estava acontecendo. Haviam feito dela rainha novamente. A guarda real se ajoelhou imediatamente, depositando suas espadas diante dela. Em seguida, os demais nobres presentes começaram a fazer o mesmo.
- Eu, Arya Targaryen, esposa de Aegon Targaryen, o Sexto de Seu Nome, Rainha Regente e Defensora dos Sete Reinos declaro a rendição. – ela disse firme – Não será derramado mais sangue nesta Sala e eu ordeno que a Paz do Rei seja restaurada. Aqueles que lutaram por Aegon devem abaixar as espadas, dobrar os joelhos e jurar lealdade ao novo rei!
- E aonde está este rei, Vossa Graça? – Gendry perguntou sorrindo satisfeito e exausto.
- Jon Targaryen logo estará aqui. – ela respondeu – E até que o novo rei esteja presente na Sala do Trono eu agirei como Regente. Sor Baristan, por favor, seja gentil e providencie para que o Rei seja adequadamente vestido e alimentado, antes de trazê-lo até o Trono. – Sor Baristan a encarou dividido entre a admiração e o choque.
- Imediatamente, Vossa Graça. – o velho cavaleiro deixou a Sala tão rápido quanto suas pernas permitiam.
- O restante da guarda real e Lorde Baratheon devem permanecer na Sala do Trono, juntamente com o Alto Septão. Os homens de lorde Baratheon devem conduzir os demais para fora para que eles aguardem uma audiência com o Rei. – Arya disse por fim – Providenciem também para que os corpos sejam retirados daqui.
Aos poucos as ordens dela foram sendo obedecidas. Arya se sentou no Trono de Ferro respirando com dificuldade e sentindo a vertigem tomar conta de seus sentidos.
- Sente-se bem, Vossa Graça? – Gendry perguntou indo até ela.
- Tanto quanto possível. – ela respondeu – Uma vertigem, nada mais. Envie ordens aos seus homens para manter a Paz do Rei nas ruas da cidade, qualquer um que se atrever a saquear um estabelecimento, assassinar crianças, mulheres, idosos ou estuprar alguém deve ser executado. Envie um corvo para o Vale e avise Brienne e Sansa que é seguro trazer Aemon para a corte.
- É claro. – ele disse – E você é a viúva mais satisfeita que eu já vi.
- Obrigada por ter vindo. – ela disse aliviada.
- Eu prometi aquele corvo maldito e ao Senhor da Luz que seria leal a ele e ao filho de vocês. – Gendry disse – Mas acho que até mesmo os deuses entenderiam se eu lhe perguntasse. Você ainda é uma rainha viúva solitária e eu um prospero Lorde e regicída. Por que não aproveitar a presença do Alto Septão e celebrar a união das casas Stark e Baratheon que já devia ter acontecido há tanto tempo atrás? Eu asseguro que seria um marido extremamente dedicado e amoroso. – Arya riu levando a mão à testa.
- Eu sei que está falando sério, mas vamos admitir que esta é a ocasião mais esdrúxula possível. – ela disse rindo – Oh, Gendry. Em outros tempos, em outra situação, num mundo em que você seria apenas um bastardo aprendiz de armeiro e eu uma camponesa órfã, eu aceitaria. Mas as coisas são mais complexas que isso.
- Não pode culpar um homem por tentar. – ele disse dando de ombros – Eu não sei o que aquele corvo tem, mas você realmente gosta dele. Bem, ao menos eu sei que você chegou a pensar em mim algumas vezes. Se tivesse me dado a chance eu teria feito você esquecer o nome dele em uma noite.
A porta foi aberta de uma vez e tanto Arya quanto Gendry se viraram para encarar Jon, vestindo o negro e o vermelho da Casa Targaryen, caminhando em direção ao Trono de Ferro. Arya se levantou do Trono.
- Gendry Baratheon de Ponta Tempesta, achei que tivesse ficado claro que qualquer tentativa de flerte com Lady Stark seria punida com morte. – Jon disse encarando-o de forma severa, levando a mão ao cabo de Longclaw.
- Que eu saiba você não é mais o marido dela e a senhora está viúva. Um trágico infortúnio eu diria. – Gendry disse em tom jocoso – Eu estava apenas aproveitando a oportunidade.
Arya correu até Jon imediatamente e o abraçou como se sua vida dependesse disso. Jon se assustou num primeiro momento, mas retribuiu o abraço com força, sentindo-se absurdamente feliz por tê-la novamente.
- Parem os dois. – ela pediu – Chega de guerras, chega de batalhas.
- Vai me contar tudo o que aconteceu na minha ausência. – Jon disse enquanto acariciava o cabelo dela – Eu devo ouvir os juramentos de lealdade e entregar a Justiça do Rei aos traidores.
- Sim, sim, mas primeiro temos de fazer uma coisa. – ela disse se afastando dele – Alto Septão, venha aqui. – Arya ordenou e o septão caminhou lentamente até ela.
- Ao seu dispor, Vossa Graça. – ele disse.
- Acredito que o ritual de casamento ainda está bem fresco em sua memória, por tanto, eu gostaria que celebrasse o meu casamento com este homem. – Arya disse determinada.
- Mas...Mas...Minha senhora acaba de ficar viúva de um rei...- o homem gaguejava nervosamente.
- O casamento não foi consumado e por tanto é inválido. Agora, por favor, não me faça apontar uma espada pra sua garganta. – Arya disse severa e então se virou para Jon – Há uma capa Targaryen e uma capa Stark, acho que isso basta para resolver o problema da anulação do nosso casamento, o que me diz?
- Você é a rainha regente, eu sou um mero servo, Vossa Graça. – Jon brincou. Arya podia ver nitidamente as olheiras dele e o quanto estava magro e abatido. Ela cuidaria dele em breve.
- Então que comece o casamento. – ela declarou, pegando a capa da Casa Stark e colocando sobre os ombros – Não vou ter nosso filho chamado de bastardo.
- Aemon nunca foi um bastardo. – Jon respondeu pegando a capa dos Targaryen e repetindo gesto dela.
- Eu não estou falando de Aemon. Estou falando do nosso segundo filho. – Jon arregalou os olhos e então encarou o abdômen dela.
- Tem certeza? – ele perguntou.
- Absoluta, agora podemos nos casar de novo antes de você me dizer o quanto esta notícia é maravilhosa? – ela disse rindo.
E mais uma vez Jon colocou uma capa negra e vermelha sobre os ombros dela, tomando-a por esposa. Mais uma vez ele a beijou diante dos olhos de homens e deuses, mas com muito mais fervor do que se julgava capaz. Agora estavam juntos e seria para a vida toda.
Nota da autora: A pedidos, os dois capítulos vão ao ar hj, mas isso não exime vc's, garotas maravilhosas (e eventuais garotos que leem a fic tmbm) de deixar reviews em ambos os capítulos. Então...Este foi o final cabalístico e, que triste, não foi o Jon quem salvou a pátria, afinal não se pode vencer todas as guerras sozinho. Participação mais do que especial do Gendry (que não perde a chance de tirar uma casquinha). E como não poderia deixar de ser, houve o repeteco da Batalha do Tridente e mais uma vez o martelo derruba os dragões.
Próximo capítulo: O que se deu da Família Real alguns anos depois, ou A Creche de Porto Real.
Bjux
Bee
