OS MEDALHÕES DE ZETA

por Nina Neviani

Capítulo VII – Os medalhões de Zeta – Parte II

– E está certa. Eu não me casei. A prometida de Ian era a sua mãe, Hilda.

Hilda, que depois de ouvir tudo o que o pai já contara até aquele momento, pensava que não seria possível ficar mais chocada do que já estava. No entanto... Estava completamente chocada. O assassino dos pais de Siegfried era seu avô! Não se lembrava dele, mas ainda assim ele era seu sangue. E pensar que quando escutara a história de Siegfried tinha prometido para si mesma que se o assassino não tivesse sido punido, ela faria questão que fosse. E estavam falando do seu avô!

– Hilda?

Era Siegfried quem estava a chamando. Seu pai o olhava preocupado também.

– Papai, o meu avô matou os pais de Siegfried! – Era óbvio que o rei também sabia. Aliás, nas atuais circunstâncias duvidava que houvesse alago que seu pai não soubesse. Porém, sentira necessidade de expressar aquilo que tanto a impressionara.

– Sim. Perdoe-me, mas gostaria de falar dele apenas no final da nossa conversa. Porque creio que seja esse o ponto mais crítico e existem outras coisas sobre as quais desejo que conversemos antes.

– Como o quê? – Foi Siegfried quem perguntou.

– Que tal falarmos um pouco de você?

Siegfried sorriu, e Hilda perguntou se ele tinha entendido o que ela falara antes. Fora o avô dela que matara os pais dele. Talvez ele a deixasse de amá-la por isso. Hilda se entristeceu só em pensar em tal possibilidade.

– Eu ia visitar seus pais a cada três meses, aproximadamente. Quase um ano depois que seus pais se casaram você nasceu. Lembro-me como se fosse hoje! Seu pai quando foi até a Phecda para chamar a parteira, mandou uma mensagem para mim e outra para seu tio. Chegamos lá quase ao mesmo tempo. Seu tio chegou antes.

– Como foi o encontro de vocês?

Curiosidade era palavra com a qual se poderia definir Siegfried.

– Não chegamos a sacar as espadas, assim como também não nos abraçamos. – Riu. – Nos tratamos civilizadamente. – Depois de escolher as palavras, César Polaris, disse. – Eu admirava o seu tio. Ele foi inteligente o bastante para não colocar Arkor em guerras desnecessárias como os governantes anteriores vinham fazendo. Bem, o fato é que nós dois estávamos lá, e você só podia ter um padrinho.

Siegfried ficou feliz pelo fato do rei César admirar seu tio, e estava a cada instante mais interessado em sua própria história.

– Até onde eu sei, meu tio é o meu padrinho. Ou não?

– Oh, sim. Par ou ímpar.

– Como? – Hilda achava que estava entendendo errado. Ou seu César Polaris e Isaac Megrez, os reis de Mizar e Arkor, respectivamente, tinham realmente disputado um "par ou ímpar" para decidir quem seria o padrinho de um recém-nascido?

– E eu perdi.

Fora isso mesmo! Hilda e Siegfried não conseguiram não rir ao imaginar a cena.

– É horrível perder para Arkor! – Revelou. – Mas, pelo menos eu pude escolher o seu nome.

– Você escolheu o meu nome?

– Sim, Siegfried, a meu ver, seria o nome ideal de um guerreiro forte. O que obviamente você seria, já que seus pais eram guerreiros excepcionais. Só que, mais que isso, você tinha que ser forte o bastante por ser filho de Arkor e Mizar. Não sei se a escolha desse nome ajudou, mas antes que me esqueça, quero dizer que estou muito orgulhoso em ver o homem que você se tornou. E tenho certeza de que seu pai e sua mãe ficariam também muito orgulhosos de você.

Siegfried sentiu um nó se formar na garganta. Não sabia o que dizer. Para sua sorte, o monarca logo voltou a falar.

– Lembro-me também que aproximadamente um ano depois, eu estava indo avisar seus pais de que Hilda tinha vindo ao mundo. Fui avisá-los uma semana depois do nascimento dela. Ana ficou muito aborrecida comigo por eu deixá-la pouco tempo depois de ela dar à luz.

– Como eram essas suas visitas, papai?

– Ah, era ótimo reencontrar Ian e Sarah depois de alguns meses. Tínhamos tanto para conversar! Falávamos de Mizar, de Arkor, de Ana, falávamos dela como minha esposa apenas.

– E como meu pai viu o fato de o senhor se casar com a prometida dele?

O rei de Mizar pareceu pensar por um instante, para então dizer.

– Primeiro, nós discutimos. Ele falou que aquela não era minha obrigação, e outras coisas que eu já esperava. Nesse momento, eu apenas tinha tomado a decisão e comunicado os pais de Ana. Mas ainda não a tinha visto. Meus filhos, vocês conseguem imaginar o meu choque quando eu soube que Ana seria mulher com quem eu me casaria? Eu a tinha visto somente uma vez antes, e tinha sido o suficiente para me encantar por ela.

– O que o senhor pensou, papai?

Ele riu.

– Antes de tudo, agradeci aos céus por Sarah existir!

Eles também riram.

– Depois desse dia eu comecei a acreditar em destino. Quando contei ao seu pai, ele, a princípio, não acreditou que a prometida dela e a garota por quem eu era apaixonado fossem a mesma pessoa. Mas quando ele finalmente se convenceu, ficou feliz por mim.

– E a minha mãe? – Hilda perguntou.

– Ana levou tempo para acreditar que eu era realmente apaixonado por ela e que aquele que seria um casamento por honra, poderia ser um casamento de verdade. Por isso que você é um ano mais nova que Siegfried, querida.

Hilda ficou um pouco vermelha, mas sorriu.

– Nas visitas aos Duhbe, eu também conversava com sua mãe, Siegfried, sobre Alberich. Ela sempre me dizia que Isaac se referia algumas vezes ao comportamento maldoso do menino. – E se referindo a um passado mais próximo, perguntou – Diga–me, Siegfried, a morte do seu tio nada teve de natural, não? Foi Alberich que o matou, não foi?

A expressão de Siegfried imediatamente deixou de ser a alegre de antes, para uma raivosa, quando ele assentiu.

E Hilda passou a pensar se seu pai realmente não sabia de tudo!

– Papai, como o senhor sabe?

– Era apenas uma suspeita. Liguei um fato ao outro. Obviamente, Alberich descobriu que Megrez pretendia passar o reino para você, não?

– Então, era verdade?

– Sim, era. Isaac dias antes de morrer tinha me enviado uma carta falando sobre isso.

– Alberich, não suportava a idéia de que Arkor fosse governado por um mestiço.

– A idéia não me agradou a princípio, também. Mas entendia as razões de seu tio. Antes Arkor ser governado por um mestiço do que por alguém que nem arkoriano era.

– Alberich não é arkoriano?

– Não. Nem é um Megrez. Lembra-se de que eu disse que você era um único Megrez vivo? Alberich não era filho de Isaac. O pouco que eu sei, é que seu tio foi apaixonado por uma estrangeira. E antes que vocês comecem a imaginar, não, ela não era mizariana. Essa mulher estava grávida e abandonada quando seu tio a conheceu. Foi pouco depois que ele foi coroado rei de Arkor. Ele, então, se casou com ela e assumiu a criança como dele. Poucas pessoas sabiam que Alberich era adotado, além do próprio Isaac. Apenas sua mãe, seu pai e eu. Nem Alberich sabe a verdade.

– O que aconteceu com a mulher? – Hilda perguntou – Não existia uma rainha em Arkor.

– Ela fugiu cerca de um ano depois. Infelizmente, Megrez não foi correspondido em seu amor. Mas para todos os arkorianos, ela estava morta. Siegfried, você entende agora o porquê da preocupação de seu tio em ver você casado com um arkoriana pura, e que ele julgasse que não trairia o reino?

Siegfried, agora, conseguia entender. Seu tio escolhera Lorina para ele e não para Alberich, porque sabia que quem teria que assumir o trono seria ele.

– Agora eu entendo. O que o senhor sabe sobre Lorina?

Ao ouvir o nome daquela que por direito se casaria com Siegfried, Hilda sentiu-se mal.

– Algumas coisas. Eu e seu tio nos falávamos por carta umas duas vezes por ano para me contar como você estava. Afinal, eu representava o lado do seu pai. Ele apenas não me deixava vê-lo e nem ajudá-lo financeiramente. Mas os fatos mais importantes da sua vida, eu sei. E Lorina, bem ou mal, foi, e talvez ainda seja, um fato importante na sua vida. Eu sempre soube que prometer uma mulher a você, fosse ela de qual reino fosse, seria uma demonstração de pouca inteligência.

– Por causa dos medalhões?

– Não, não por isso. Até porque não sabia que os medalhões realmente funcionavam realmente. Mas, o passado mostrava que casamentos arranjados não eram tão eficazes assim. Veja o exemplo dos seus pais. Ainda mais que seu tio fez uma escolha impulsiva. Na carta que ele me enviou ele descreveu Lorina como "uma bela arkoriana que guerreava como pouquíssimos homens". – O rei gesticulou procurando mostrar o seu descontentamento. – Como se isso fosse suficiente para se arranjar um casamento!

Depois de um período silencioso. O rei voltou a falar. Dessa vez estava sério.

– Já que os outros pontos foram esclarecidos, creio que chegamos a parte mais importante.

Respirou fundo e continuou por interpretar o silêncio dos dois como um mudo consentimento.

– Freya tinha acabado de completar um ano. E eu tinha ido visitar seus pais, eu não iria me demorar, pois Ana já começava a demonstrar os primeiros sintomas da doença e eu não queria ficar muito tempo longe dela. Eu não fui tão cuidadoso como eu tinha sido em todas as outras viagens até a casa dos Duhbe.

– E meu avô o seguiu.

– Sim. Acho que ele pensava que eu tinha uma outra mulher, ou algo assim. Ele por ser o Chefe da Guarda Real tinha autoridade para fazer o que quisesse na minha ausência. E ele saiu sem dar satisfações a ninguém. Eu passei os últimos dezessete anos me punindo por ter sido tão descuidado. Eu fui de noite para lá, passei algumas horas, e pela manhã já estava aqui. Dormi, e quando acordei, próximo ao meio-dia, soube que a notícia que corria por Mizar, e Arkor também, era que o Chefe da Guarda Real de Mizar, enfim, tinha feito justiça a honra da sua filha.

A voz do rei estava um pouco embargada, uma parte pela tristeza e outra pela raiva.

– Aquele foi um dos dois piores dias da minha vida. – Era óbvio que o outro dia foi o dia em que a rainha Ana Polaris morreu, Siegfried pensou – Recordo-me que durante o curto tempo que eu levei para encontrá-lo, eu fui pedindo aos céus que fosse uma mentira. Porque não existia lógica! Ninguém mais se lembrava do que tinha acontecido! Ana era rainha de Mizar! Rainha! Tinha duas filhas. Sinceramente, estava muito melhor comigo que a amava e que era um rei do que estaria com Ian. – Depois de uma longa pausa. – Mas... era verdade. Eu o encontrei na casa dele. Sua avó, Hilda, já tinha falecido. Ele estava sozinho e confesso que não pensei muito depois que ele disse "eu os matei". Foi tão rápido que quando eu vi a minha espada já tinha o sangue dele.

Hilda não imaginava que poderia não sentir raiva de alguém que matasse um familiar seu. No entanto, não sentia nenhum sentimento ruim com relação ao seu pai por ele ter matado o seu avô. Provavelmente, ela no lugar dele teria feito o mesmo. Ainda assim perguntou.

– O senhor se arrependeu? Ou se arrepende.

A resposta de César Polaris veio rápida e sem hesitação alguma.

– Não. Nem um pouco. E faria de novo. Mesmo isso tendo custado o meu casamento.

Hilda até então não tinha pensado na reação da mãe ao ter seu pai morto pelo genro.

– Como ela reagiu?

– Não sei qual reação dela no exato momento em que ela soube. Porque depois... de matá-lo, eu fui para a casa de Ian e Sarah. Eu tinha que ver com os meus olhos. Dei uma ordem aos primeiro guardas que vi pelo caminho, e que por sorte eram de confiança, que enterrassem o meu sogro sem as honras que ele por ser Chefe da Guarda Real naturalmente viria a ter. Sem mais explicar, disse apenas que ele tinha assassinado uma família.

– Uma família? – Siegfried questionou. – O senhor pensou...

– Sim, filho. Eu pensei que ele tivesse te matado, também.

Os olhos do rei agora estavam cheios de lágrimas.

– Ver Ian morto naquela cama é algo que eu nunca vou esquecer. O meu melhor amigo. Morto por culpa minha.

– Não foi culpa sua! – Siegfried se apressou em dizer.

– Diga-me, Siegfried: se eu tivesse tomado mais cuidado, ele não teria me seguido e teria chegado até casa dos seus pais, que não estariam mortos. É um raciocínio simples.

– Mas...

– Essa é uma culpa que eu vou carregar por toda a minha vida, não importa o que seja dito. Siegfried decidiu não argumentar, mas sabia que o homem a sua frente não tinha culpa pela morte dos seus pais. Pelo contrário, os poucos momentos de felicidade que seus pais tinham passado juntos se deviam, em grande parte, a ele.

O rei continuou.

– Seu tio soube antes do que eu e já tinha levado o corpo de sua mãe e você. Quando eu fui até o seu quarto e não vi nenhuma mancha de sangue foi como se algo tivesse nascido novamente em mim. Eu trouxe o corpo do seu pai e iria a Arkor se fosse preciso para falar com seu tio, para ver se você estava bem realmente. Não foi preciso, porém. Porque quando eu cheguei aqui Megrez já tinha mandando um bilhete que dizia. "S.M.D. está bem. Espero que as providências sejam tomadas rapidamente. Se o assassino da minha irmã não estiver morto ao amanhecer eu mesmo o farei". – Mesmo com os olhos úmidos, e ele sorriu – Quando eu li S.M.D. está bem, foi algo indescritível. Eu sabia que você estava realmente bem, sem nenhum arranhão. Porque se você tivesse um mínimo sinal de agressão, Isaac Megrez não hesitaria em vir matar o culpado.

Hilda pareceu confusa, e perguntou para Siegfried:

– Mas seu nome não é apenas Siegfried Duhbe?

– Sim. Não é? – perguntou para o rei. Pelo tanto que descobrira naquelas horas estava começando a achar que talvez nem o seu nome estivesse correto.

– Sim, minha filha, mas desde o dia em que Siegfried nasceu, Megrez disse que ele jamais o chamaria apenas de Siegfried Duhbe. Seria Siegfried, apenas. Ou Siegfried Megrez Duhbe. E Sarah para ele seria sempre Sarah Megrez, nada mais. Voltando ao fatídico dia. Eu avisei que o assassino tinha sido morto por mim mesmo e me ofereci para criar você. Claro, que ele não aceitou. Disse que naquele dia fora provado o quanto os mizarianos não eram confiáveis, e que além do mais, ele era o padrinho. Vendo você hoje, Siegfried, percebo que seu tio te educou muito bem. Melhor provavelmente do que se você tivesse vivido aqui agüentando por alguns anos o rancor de Ana. Ah, respondendo a última questão que faltava ser resolvida. Junto com essa carta do seu tio, veio o seu medalhão.

– Ele devolveu o medalhão?

– Sim. Ele não sabia do que se tratava. Na realidade, só quem sabia da história era eu e seu pai. Nem sua mãe sabia. Seu pai tinha um certo receio de que sua mãe o achasse louco por acreditar nessa história. Megrez achou que o medalhão tinha sido de seu pai, por isso, mandou para mim. Eu jurei a mim mesmo que você, um dia, teria o seu medalhão. Para que se lembrasse sempre do seu pai. Tinha planejado entrega-lo para você meses atrás quando você completou vinte e um anos. Mas, minha querida Hilda há mais de dez anos me poupou esse trabalho. É isso, meus jovens. Sei que talvez seja pedir muito, mas gostaria que vocês não odiassem por eu ter matado o seu avô, Hilda, e por ter culpa na morte dos seus pais, Siegfried.

– Eu jamais o culparia por algo que não teve culpa, rei César.

– E eu jamais o culparia por agir de forma que eu provavelmente teria agido da mesma maneira, papai.

O rei César sorria entre lágrimas, quando a porta da biblioteca foi aberta repentinamente. Freya entrou e correu para os braços da irmã.

– Hilda, minha irmã, nem acredito que está tudo bem com você!

Atrás dela, Hagen também adentrou no cômodo e desculpou-se com o rei.

– Perdoe-me pela intromissão, Alteza. Mas Freya não me escutou quando pedi que...

– Claro! Fazia horas que vocês estavam trancados aqui dentro.

– Está tudo bem, Hagen.

– Se me permite, vou deixá-los...

– Hagen. Antes gostaria que conhecesse Siegfried Duhbe. Siegfried, este é Hagen Merak, o homem que salvou a minha vida e provou ser merecedor de ocupar um posto que estava por quinze anos vazio.

Os homens se cumprimentaram e Siegfried disse:

– Os arkorianos notaram o quanto a Guarda Real evoluiu desde que você a assumiu, Merak.

Ele assentiu.

– E duvido que uma só pessoa em Mizar desconheça a sua fama, Duhbe. Sinto muito por ter trazido você daquela forma...

– Tudo bem. Eu já esperava. Na verdade, eu esperava por algo pior.

– Ainda assim gostaria de me desculpar.

– Tudo bem, Hagen. – Foi o rei César quem falou. – Você estava cumprindo ordens.

O rapaz assentiu e pedindo licença, deixou a biblioteca.

– Hilda, minha filha, porque você não mata as saudades de Freya e explica para ela o que você descobriu há pouco?

– Sim, papai. Vamos, Freya.

A princesa mais nova ainda estava impressionada por ter descoberto que aquele rapaz a sua frente era o famoso Siegfried Duhbe. Antes de elas deixarem totalmente o cômodo, os dois homens ainda puderam escutar Freya perguntando para Hilda.

– Você vai ter que me dizer de onde conhece o Duhbe...

César Polaris e Siegfried Duhbe trocaram um sorriso cúmplice.

– Filho, gostaria de visitar o túmulo de Ian?

– Onde meu pai está enterrado?

– Aqui mesmo. No mesmo cemitério onde estão os membros da Família Real que já faleceram.

Siegfried informou que gostaria de conhecer o túmulo do seu pai, e novamente se surpreendeu com a amizade que existiu, e parecia ainda existir de certa forma, entre Ian Duhbe e César Polaris. Afinal, mesmo César sendo o rei, muitos mizarianos não devem ter visto com bons olhos um mizariano que tinha preferido uma arkoriana a uma mizariana ser enterrado no cemitério da realeza.

No cemitério, percebeu que o túmulo de seu pai era tão grande e opulento quanto os demais, que pertenciam aqueles que tinham sido membros da Família Real.

Siegfried conhecia César Polaris há pouco tempo, mas já o admirava da mesma forma que admirava seu tio. Sorriu para si mesmo, gostava de quando ele o chamava de "filho". Era estranho, muito estranho, mas estava se sentindo quase em casa ali. Justo no reino de Mizar. Sabia que muitas coisas ainda viriam pela frente. Logo teria que se reencontrar com Alberich, e sabia que nesse dia teria que escolher entre Mizar ou Arkor. Ou entre nenhum dos dois reinos.

Continua...

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N/A: Ah... Todos os mistérios resolvidos!

Mas não vão abandonar a fic, hein?

O passado está esclarecido, mas o futuro...

Agradeço as reviews...

Vocês já sabem... reviews me empolgam!

Beijos!

Nina Neviani