Capitulo 9

Descobertas

Quando eu acordei já estava na ala hospitalar. Dumbledore, Minerva, Snape, Aleny e Tonks estavam ao meu redor distraídos em uma conversa.

— Eu não tenho ideia do que aconteceu — falava Aleni — Oque aconteceu naquela floresta Tonks?

- Eu já fali. Eu a deixei sozinha para distrair os comensais da morte que estavam nos seguindo. Quando eu a encontrei, tinha um comensal apertando o pescoço dela – explicou Tonks.

- E o que você fez? – perguntou Snape.

- O que mais eu podia fazer? Ataquei.

- Não a culpem. Ela não tem nada a ver com isso – interrompi. Todos me olharam.

- Como se sente Samantha? – perguntou Dumbledore calmo.

- Melhor do que antes – respondi com um sorriso fraco – O que aconteceu comigo?

- Bom... Ainda não sabemos – disse Damby.

- Precisamos que diga o que aconteceu na floresta ontem – pediu Snape.

- Er... fui atacada com Cruciatus, depois fui estuporada por quatro comensais, aí eu bati minha cabeça quando tentei fugir de uma maldição da morte, aí um comensal ficou apertando minha garganta dizendo que eu podia me juntar a eles e foi quando Tonks chegou – respondi e todos ficaram me olhando em silêncio.

- De quantos Avada Kedavra você desviou? – perguntou Tonks quebrando o silêncio.

- Ar... Uns cinco ou seis, e você?

- Quatro.

- Que foi? – perguntei quando todos ainda me olhavam.

- Aconteceu tudo isso? – perguntou Minerva.

- Foi.

- Eles querem te matar – informou Aleni.

- Sério? Não me diga! – cortei sarcástica.

- Por que os comensais tentaram te matar? – perguntou ela.

- Eu não tenho certeza... mas pelo o que eu entendi eles pensam que que eu represento perigo ou algo parecido – respondi com a voz fraca.

- E estão certos – exclamou Aleni. Eu olhei para ela com cara de "como assim?" – quando você estiver realmente preparada e aguentar as consequências da mudança da história, será uma grande bruxa. E você já é dotada do "poder que o Lorde das trevas" desconhece, isso ajuda muito.

Eu a encarei. Ela sabia que tinha falado demais.

- Depois vamos ter uma conversinha, Aleni. Acho que você esqueceu de me contar algumas coisas – ela desviou o olhar. Até que seu olhar passou de constrangido para curioso.

- Espera um pouco... Como vocês chegaram aqui?

- Aparatando, é claro – eu respondi o obvio.

- Não se pode aparatar em Hogwarts.

- Alguns membros do conselho conseguem, lembra? – o que está acontecendo com ela?

- Só as sacerdotisas conselheiras e a alta sacerdotisa têm tanto poder para tal coisa.

- Sério? Deve ser por isso que fiquei tão cansada...

- Você nem devia conseguir aparatar aqui, muito menos acompanhada – explicou Aleni assustada.

Vi que o professor Snape olhava para os pés, ele crispou os lábios, se abaixou e quando tornou a se levantar tinha uma gata nos braços.

- Crissy! – chamei abrindo um largo sorriso.

- Por que ela sempre pede minha ajuda? – exclamou Snape me entregando Crissy que miava alegremente.

-É que ela gosta do senhor. E não reclama, foi o senhor quem me deu ela – defendi vendo Crissy se aninhar em meu braço.

- Eu vou comunicar o caso aos três senhores – informou Aleni num suspiro.

- O quê? Você... Você não vai fazer isso, vai? – perguntei sentando assustada

O que eu chamo de senhores "us" são os três senhores: Magnus, Caylus e jhanus (já viu porque eu os chamo de senhores "us"). Eles estão sempre ocupados e não gostam de ser interrompidos e bem... eles não são muitos simpáticos quanto a isso.

- Vou sim. Eles precisam ficar a par das situações quando se trata de você – insistiu Aleni. Ela estalou os dedos e seu vestido se tornou preto com uma capa até os tornozelos (eles gostam de capas).

- Preto? – perguntei arqueando uma sobrancelha

- Representa nosso respeito a eles, usamos essa cor à mais de 3.000anos.

- Ah. Eles são imortais, que ótimo. Precisamos mesmo ter uma conversa – resmunguei cruzando os braços.

- Conversamos mais tarde – respondeu Aleni e estalando os dedos novamente, sumiu em fumaça branca.

- Os comensais da morte são persistentes, naturalmente não vão descansar até encontrar você, aí terá duas escolhas: entrar para o grupo ou morrer – disse Snape mudando de assunto.

- Nem me fale! Mas acho que ainda pode piorar. Será um ano bastante agitado – confirmei pensando no torneio tribruxo e no retorno de Voldemort. – O torneio tribruxo vai movimentar vai movimentar muitas coisas.

Uma coruja entrou pela porta trazendo O Profeta Diário e uma carta. O profeta mostrava sobre o "terror na Copa Mundial" e uma carta

"Srtª Potter.

Soube que você conhece o futuro e sabe o que é certo, então deve saber quem eu sou. Queria conversar com você pra saber se isso é realmente verdade e conversar sobre Harry Potter. Por favor, me encontre em uma caverna próxima a Hogsmead."

Como assinatura tinha uma pata de um cachorro: com certeza era Sirius.

Meus amigos entraram na ala hospitalar resmungando horrores sobre mim: "Como você tem coragem de sair e nem avisa?" dizia Jenny e Elysabeth, Jon falava algo como: "o que houve com você?". Entre outras reclamações deles que não pararam quando viram os professores. Eu apenas olhei para eles em silêncio e séria, fiz sinal para que eles parassem, instantaneamente eles calaram a boca.

- Em primeiro lugar: eu não avisei vocês porque eu saí de madrugada e mal me aguentava em pé. E segundo: estou assim porque fui atacada por comensais da morte na Copa Mundial de Quadribol. – respondi rapidamente – Os detalhes eu explico mais tarde.

Olhei a carta. Tinha que ter autorização para ir a Hogsmead.

- Professor Dumbledore, será que o senhor pode me dar autorização para ir a Hogsmead? Por favor.

Ele me olhou por cima do oclinho-meia lua, e senti como se os olhos azuis enxergassem através de mim. Vamos lá professor, é pra ver Sirius, por favor deixa...

- Tudo bem, tem a minha autorização, mas leve um amigo.

Na hora eu puxei Lysa pela blusa.

- Certo. Já tenho companhia.

Depois madame Pomfrey disse que eu podia ir, mas sem esforço durante a semana. Fomos todos almoçar, Aleni chegou, mas não me disse nada sobre os três senhores e ficou conversando com Dumbledore. Eu estava sentada próximo dos professores. Snape e Minerva tentaram me convencer de que eu não deveria ir ver Sirius por três motivos: 1º o tempo estava fechando, e para alguém que não podia se esforçar, isso não era nada bom; 2º os comensais podiam me atacar durante o caminho; e 3º podia ser uma armadilha dos próprios comensais.

- Nada disso vai acontecer.

- Nunca se sabe o que pode acontecer – insistiu Minerva.

- Você nem devia confiar em Sirius, nem conhece ele. – insistiu Snape.

- Ora Sev, não seja tão chato. – retruquei.

Ele congelou e eu me dei conta do que falei e engoli em seco e olhei para Aleni, ela não podia ouvir isso. – Eu te chamei de Sev, não chamei? Não deixe Aleny saber disso - sussurrei para Snape e comecei a andar de fininho antes que Aleny descobrisse. Snape me seguiu com o olhar ainda assustado.

- Nem-pense-nisso – falou Aleny pausadamente e chamando a atenção de todos.

- Droga – eu me virei e encarei-a que vinha na minha direção.

- Você acha mesmo que não escutei aquilo? – perguntou cruzando os braços.

- Tenho esperanças – respondi dando um pequeno passo para trás.

- Dessa vez você não escapa – disse Aleny me puxando pelo pulso decidida. A minha sorte era que o salão estava quase vazio.

- Olha, não é só porque eu chamei o professor Snape pelo apelido. Não quer dizer nada. – me defendi.

- Quer dizer sim. – insistiu Aleny me sentando próximo de Dumbledore que acompanhava tudo junto com os outros em silêncio. – Faça o teste!

- Não! – respondi decidida.

- Por quê?

- Porque ser irmã de Harry Potter muda muito as coisas Aleny.

- Mas é a verdade. Finalmente vai descobrir a sua família. Pensa nisso Samantha – Implorou Aleni.

Levantei e fiquei andando de um lado para o outro. Segurei o meu medalhão, o que eu faço? Se eu for mesmo irmã de Harry e isso for provado, todo mundo vai saber, inclusive Voldemort e ele pode usar isso contra Harry. Por outro lado: ia ser legal ter uma família. Mesmo que isso se resuma em apenas uma pessoa.

SAMANTHA P.D.V OF

Samantha andava de um lado para o outro segurando seu medalhão, murmurava coisas para si mesma. Todos a olhavam em silêncio e não tinham a mínima ideia do que estava acontecendo. De repente ela parou e fitou o vazio, seus olhos se tornaram azuis e de repente seus joelhos cederam. Todos correram ao seu encontro, mas ela tentava se afastar de todos. Estava desorientada e sabia o que estava acontecendo e sabia que não podia fugir disso.

"A cena era a mesma: a casa dos Potter. Lilian sorria para duas crianças que estavam no berço e murmurava alguma coisa apontando a varinha para uma delas. Logo depois uma luz iluminou o quarto. Ela foi até a janela e sorriu ao ver alguém no jardim logo abaixo". A cena mudou: "Voldemort apontava a varinha para os dois bebês. Lilian suplicava para que a matasse no lugar deles, sem muito sucesso, foi para cima do Lorde deixando-o desorientado no chão, enquanto isso foi até a janela e já sem fôlego pediu:

- Salve-a por favor... por mim.".

Samantha conseguia andar pelo quarto mas não conseguiu chegar a tempo, a cena mudou novamente: "Uma luz verde muito forte iluminou toda a casa e segundos depois a casa era apenas ruínas. O choro de dois bebês ecoava pelo local. Um homem pareceu se materializar na escuridão, em passos leves foi até a origem do choro. Samantha o seguiu: o que aquele homem estaria fazendo ali? O homem se ajoelhou diante das crianças, haviam pedaços de madeira por cima delas e estavam meio sujas, o homem pegou um pano que ele mesmo conjurou e com a própria varinha umedeceu o pano e começou a limpar as crianças no rosto. As crianças não soltavam a mão do desconhecido, Harry tentava tocar o seu rosto e a menina brincava com a mão dele que conjurou mais dois pedaços de pano e embrulhou cada uma que aos poucos pararam de chorar. Ele pegou a menina e a aconchegou em seus braços, Samantha tentava ver o seu rosto por debaixo do capuz, mas ele se mantinha de cabeça baixa olhando para a criança em seus braços e com um sobressalto Samantha percebeu que a menina também tinha a cicatriz. Ele levantou a cabeça para verificar se havia alguém olhando e com horror, Samantha reconheceu, o homem era... Severo Snape."

- Impossível... – murmurou ela chocada.

- Sam o que é impossível? – perguntou Lysa.

Todos a olhavam assustados, incluindo os professores.

- Qual é a diferença entre imaginação e lembrança? – perguntou Samantha sem encarar ninguém.

- Na sua cabeça a imaginação é vista como um filme e você tem controle sobre ela, enquanto a lembrança não, você pode se locomover como se fizesse parte daquilo, e você não tem controle sobre ela, não pode muda-la ou tocá-la. Porque tá perguntando isso? – perguntou Aleni depois de explicar.

- Então o que eu vi foi uma lembrança – confirmou Samantha.

- O que você viu? – perguntou Jon.

Samantha encarou Snape que estava ao lado de Dumbledore, e sem avisar o puxou pelo pulso para fora do salão principal.

- O que pensa que está fazendo Potter? – guinchou ele assim que saíram do salão. Sam o encarou e soltou o seu pulso sem hesitar.

- Quem era a criança que você pegou?

- Do que está falando? – perguntou Snape sem entender.

- Na noite da morte dos Potter. Você estava lá, pegou uma criança, uma menina, quem era? – insistiu Sam, ele pareceu ficar nervoso.

- Eu não sei do que você está falando.

- Sabe sim – respondeu Sam impaciente – Vi o senhor lá. Lilian pediu para salvar alguém... quem era a menina?

- Eu nunca mais falei com Lilian. Desde a nossa briga. Você está vendo coisas sem sentido. – retrucou Snape sem encará-la.

- Se falavam sim. Você estava lá. Vocês ainda eram amigos, a casa dos Potter era escondida pelo feitiço Fidelius, era fiel do segredo, é obvio que ainda se falavam. Espera um pouco... Você falou para ela que Voldemort ia atacar naquela noite. Não falou?

- Falei. – entregou Snape num suspiro – mas já era tarde demais. Não havia como fugir. Naquela época o Conselho já tinha dito o que ia acontecer e que não podíamos interferir em nada, mas aquela garota nasceu e mudou tudo. Então eu, Lilian e James fizemos um plano: eu a levaria para morar com os amigos de Lilian. Aleny cuidou para que os amigos trouxas dela morassem em outro mundo com a criança. E é só.

- Aleny? Ela sabe de tudo isso?

- A memória de todos os membros do conselho foi alterada. Nem mesmo Dumbledore sabe da existência dessa criança.

- Então se eu for irmã de Harry não será uma grande surpresa. Mas eu não tenho nada em comum com eles, por isso ela não tem certeza. – concluiu Samantha.

- Tudo pode não passar de coincidências. Só valeria a pena fazer o teste se você morasse com os Miller – Samantha congelou.

- Os Miller?

- Sim – respondeu Snape indiferente – Sally e Robert Miller.

Samantha voltou para o salão seguida por Snape, todos estavam em silêncio, esperando que um dos dois dissessem alguma coisa.

- Tudo bem Aleny, eu faço o teste – confirmou Samantha. Snape parecia querer dizer alguma coisa mas desistiu.

- Sério? Ótimo. Logo saberemos a verdade. Vamos começar por isso aqui... – decidiu ela tirando o medalhão de Samantha que impediu.

- Por que precisa do medalhão?

- Preciso investigar as origens dele.

- Certo. Mas se acontecer alguma coisa com ele, vai se ver comigo. – ameaçou entregando o medalhão a Aleny que se encolheu.

- Lysa vamos – chamou Samantha.

- Aonde? – perguntou Lysa confusa.

- Ver Sirius – respondeu Sam como se fosse o obvio.

- Ah claro. Vamos.

Com um estalar de dedos Samantha vestia uma capa que ia até um pouco a abaixo do joelho e mangas até o pulso e em vez de calça uma saia e uma bota de cano longo e com um salto não muito grande. Lysa riu e estalou os dedos vestindo a mesma coisa.

- Nossa. Você aprende rápido – admirou-se Samantha.

Quando as duas já estavam nos portões da escola a chuva caiu.

- Como temos sorte, não? – ironizou Lysa colocando o capuz. Samantha fez o mesmo.

Elas atravessaram o povoado debaixo de chuva que ficava mais forte a cada minuto e com os cabelos cada vez mais molhados ou com frio.

Chegaram á caverna se esquivando do vento frio. A caverna estava aparentemente vazia.

- Almofadinhas – chamou Samantha com a voz suave.

- Quem você tá chamando? – perguntou Lysa abaixando o capuz.

- O Sirius. Almofadinhas era o apelido dele quando estava em Hogwarts.

- Já sei que me conhece – revelou uma oz rouca.

As duas se viraram e se depararam com Sirius sentado em uma rocha.

- Sirius. É um prazer conhece-lo pessoalmente, meu nome é Samantha Potter e essa é minha melhor amiga Elysabeth Hathway – apresentou Samantha abaixando o capuz.

Ele ficou alguns segundos chocado.

- V-você é uma Potter?

Sam e Lysa se entreolharam.

- Não sabia o meu nome? Como me encontrou?

- Eu sabia que se chamava Samantha, isso bastou... Finalmente eu conheci você Samantha... Faz tanto tempo. – saudou Sirius apertando a mão de Samantha.

- Como assim: "faz tanto tempo"? – perguntou ela.

- Logo vai descobrir. Prove que tudo o que ouvi é verdade...Conte-me um pouco da minha história. – pediu Sirius desconcertado.

- Ar... Seu nome é Sirius Black, era melhor amigo de Tiago Potter, é um dos fundadores do mapa do maroto, é o único da família Black que foi da Grifinória, você e Tiago chamavam Snape de "ranhoso", se me permite dizer: sua mãe é uma velha chata e resmungona – ele riu – você ficou preso em Azkaban por treze anos acusado de matar o rabicho que na verdade está vivo e era o rato de Rony, em outras palavras: você é inocente e você é padrinho do Harry – terminou Samantha, Sirius pareceu convencido.

- Se você não for a "garota do futuro" diria que vasculhou muito bem a minha mente com Legilimência – comentou Sirius rindo.

- Na verdade eu sou capaz de fazer isso, mas demoraria dias e daria muito trabalho – cortou Samantha.

- Sabe Legilimência? – perguntou surpreso.

- Ela sabe mais do que qualquer um com a nossa idade: aprendeu Legilimência com Snape, sabe produzir um patrono corporius, é a melhor em poções, conhece vários feitiços defensivos e sabe aparatar – respondeu Lysa fazendo Samantha corar e dizer – tenho que ser boa pra dar conta de tudo.

- Está brincando? Não me surpreenderia se os comensais tentassem te recrutar – disse Sirius surpreso.

- Já tentaram, eu disse umas coisinhas pra eles – lembrou Sam.

No dia seguinte Aleni chamou todos para uma reunião no salão principal com todos os quatro amigos já de malas prontas.

- Eu acabei de receber a notícia de que haverá outros Inter cambistas americanos. Irão conhecê-los somente no dia da seleção, e só para deixar claro, eles não são do conselho como vocês – informou Aleni quando todos já estavam reunidos no salão.

- Vocês quatro – ela apontou para Sam, Lysa, Jenni e Jon – vão ficar no conselho até que encontrem um dia livre para serem selecionados, provavelmente no início de setembro. Contudo, ainda temos um problema para resolver.

- Ele – respondeu o quarteto apontando para Snape que se fingiu de indignado, todos riram. – não estamos acostumados ao verdadeiro Snape e sim ao engraçado e que leva as coisas numa boa – respondeu Samantha rindo

- Exatamente – confirmou Aleni – e vamos precisar da sua ajuda para saber o que realmente sentir em relação a Snape – o sorriso de Sam sumiu.

- Como assim? – perguntou sem entender.

- Bom... você é a única que sabe realmente o que vai acontecer, quero que todos estejam prontos, que já sintam isso por ele mesmo que seja superficial. Então... esqueça que você sabe demais, que ele é um espião ou que ao menos confia nele, entendeu? – pediu Aleni. Samantha concordou fechando os olhos.

- Agora... me diga o que sente em relação ao Snape no ano que vem? No quarto ano – perguntou Aleni. Samantha abriu os olhos.

- Raiva.

- No quinto ano? – continuou Aleni.

- Só um pouco de raiva por ser um tão implicante, mas haverá alguém pior do que ele.

- No sexto ano.

O olhar de Samantha passou para triste, ela fitou o chão.

- Temos mesmo que falar nisso?

- Samantha... É preciso – incentivou Aleni.

- OK. Ar... certo... no início: desconfiança e... desentendimento e no final: ódio mortal. – terminou Samantha, sua voz indicava tristeza e raiva no final.

- Acho que fazê-la lembrar do sétimo ano será demais, certo? – perguntou Aleni se aproximando. Samantha concordou com a cabeça baixa.

- Certo. Agora vamos, temos que aparatar fora dos terrenos dessa escola – pediu Aleni.

- Tchau pra vocês e até a seleção daqui a alguns dias – despediu-se Jenni.

O mês de setembro ainda continuava chuvoso. Os alunos das outras escolas sentavam aonde dava, mas estranhamente, ainda havia vaga nas quatro mesas e de acordo com o Conselho e Dumbledore esse seria o melhor dia. Ele pediu silêncio.

- Eu tenho a alegria de avisar que Hogwarts terá seus primeiros inter cambistas – os murmúrios se espalharam – professora McGonagoal pode trazê-los.

Minerva saiu por alguns minutos e quando voltou veio acompanhada por oito alunos. O banquinho de três pernas e o chapéu seletor já estavam prontos.

- Quando eu chamar seus nomes, irei colocar o chapéu seletor em suas cabeças e serão selecionados para a sua casa – informou ela.

- Elysabeth Hathway.

Ela sentou hesitante no banquinho.

- Essa garota tem uma mente brilhante, a única casa em que não se daria bem era na Sonserina. É leal, tem coragem, é astuta e justa, uma perfeita amiga e se treinada corretamente será uma grande bruxa – disse o chapéu seletor.

- Devo te colocar na... Grifinória.

A mesa da Grifinória rompeu em aplausos.

- Albert Lorenzi.

- Lufa-lufa.

- Brin Davis.

- Grifinória.

- Jonathan McLister.

- Hum mm… Interessante… Grifinória.

- Jennifer McLister.

- Esperta, audaciosa, corajosa… Grifinória.

- Raymond Wilson.

- Lufa-lufa.

- Samantha Potter – todos se calaram e me fitaram.

- Nossa! A mente dessa garota me surpreende, o que não me surpreenderia é se um dia fosse comparada a você Dumbledore. – comentou o chapéu estuperfato. – você tem uma mente muito parecida com ade um garoto que eu selecionei a alguns anos, ele era forte e tinha uma mente brilhante, mas sofria muito, o coloquei na Sonserina, e você? Eu estou em dúvida, Grifinória ou Sonserina? – o chapéu pensou por alguns instantes, todos já estavam inquietos – hã...Diretor?

- Sim.

- Essa garota sabe o futuro.

- Tem certeza?

- Sim, ela sabe exatamente o que vai acontecer nos próximos três anos!

- Eu odeio fazer isso – pronunciou Sam – Mas o senhor está errado: eu não sei o futuro, eu apenas conheço ele, é diferente.

- Então é verdade?

"- É, mas fique de boca fechada.".

- Interessante... O torneio tribruxo, anos difíceis nos esperam.

- Certo! Agora se você não ficar calado vai ser o primeiro chapéu mágico a conhecer o fundo do lago negro. – sentenciou Sam. Alguns alunos riram junto com os professores.

- Grifinória. – os grifinórios inundaram o salão com aplausos.

Quando ela já caminhava para a mesa de sua casa, Dumbledore chamou sua atenção.

- Samantha - Ele fez um sinal para que ela se aproximasse – tudo será revelado hoje, será melhor. – sussurrou o diretor em seu ouvido.

- Eu não gostei muito disso – sussurrou ela em resposta. Ele riu e indicou uma mulher que tinha acabado de entrar pela porta lateral, ela tinha os cabelos soltos e vestia um longo vestido verde-esmeralda e sua tradicional capa da mesma cor. Ela estava acompanhada por mais quatro mulheres, as conselheiras.

Samantha estalou os dedos e agora vestia um longo vestido azul-celeste e uma capa da mesma cor que destacava seus olhos e cabelos, ela fez uma longa reverência ás cinco mulheres que responderam da mesma forma quando começaram a murmurar coisas como: "quem são elas?", " como entraram aqui?" ou " como ela fez aquilo?". Perguntavam se referindo ao jeito como Samantha trocou de roupas, elas não pareciam ligar. Mas as portas do salão se abriram revelando um Ministro tentando se explicar e uma Rita Sketer estressada.

- Perdoe-me o atraso Dumbledore, mas eu tive que resolver alguns problemas no ministério. – ele cumprimentou Dumbledore que indicou para que ele e Sketer se sentassem em duas cadeiras próximas.

- Atenção! Temos hoje visitas muito especiais na escola. Eles vieram explicar um assunto muito importante para todo o mundo bruxo. Então? Quem vai começar? – perguntou Dumbledore avertido. Sketer já tinha a pena preparada para escrever mas não parecia nada feliz.

- O que vou escrever mesmo? Ah! Lembrei... Ninguém me disse por quê estou aqui – reclamou ela com rispidez.

Uma conselheira ruiva que estava próxima a fitou no mesmo instante.

- Escuta aqui loira burra! Eu vou te dar duas opções: ou você cala a boca e espera ou eu mesma cuido para que você nunca mais escreva, já que quer tanto isso.

- E quem você pensa que é pra falar desse jeito?

- Só uma mulher que pode acabar com a sua raça sem mesmo sacar a varinha. – ameaçou.

Aleni suspirou, e quando percebeu que ninguém ia falar, começou a contar tudo: sobre a história, ficção, o mundo "real", o conselho, os membros, o grupo que veio do mundo "real" e finalmente sobre Samantha. A cada palavra os alunos se entreolhavam indignados.

- Agora, quem não acredita em nada do que falei? – perguntou Aleni.

A maioria dos alunos levantou a mão e estranharam porque os professores não levantaram.

- Tem alguém que acredita em alguma coisa?

Alguns levantaram a mão, mas somente uma Lufa-lufa falou:

- Para ser sincera, não é muito difícil de acreditar nesse mundo "real" que assenhora disse. Mas... acreditar que nesse mesmo mundo, tudo o que se passa aqui é uma história de um livro: é um pouco mais difícil de acreditar.

- O que podemos fazer para que vocês acreditem?

Todos começaram a falar ao mesmo tempo.

- Um de cada vez!

- Podiam dizer algo do futuro. – sugeriu uma Sonserina.

- Mas aí não daria certo: teríamos que esperar o fato acontecer e isso poderia demorar – corrigiu Hermione.

- O que sugere Srtª Granger? – perguntou Dumbledore.

- Bom... a senhora disse que Samantha é a única que sabe toda a história, certo? Então ela pode contar coisas que já aconteceram.

- Uma ótima ideia Srtª Granger – parabenizou Dumbledore.

- Tudo bem pra você Samantha? – verificou Aleni.

- Acho que não fará mal nenhum. Me ajudem, façam perguntas.

- Com quem o Harry mora? – perguntou Rony.

- Ah, essa é fácil. Com os chatos dos tios dele. Válter e Petúnia Dusley e com o porco do primo Duda – respondeu ela ficando no meio do salão.

- Você pode dizer o nome dos alunos que você conhece? – pediu Harry.

- Claro – respondeu Samantha. Ela começou a caminhar entre as mesas e apontar cada aluno dizendo seus nomes.

- Certo, você eu conheço, Hermione Granger, Ronald, Gina, Fred e Jorge Weasley, Neville Longbotton, Luna Lovegood é ótimo ver você, Lino Jordan adoro suas narrações, e Dino Thomas, Cedrico Digory, Draco Malfoy, Pansy Parkinson... esses só são alguns do que conheço... – citou ela parando próximo de Harry e sussurrou em seu ouvido – Sei que seu padrinho é Sirius Black e que ele é inocente...

Fiz o mesmo com Hermione:

- Sei que mora com os seus pais trouxas e que sempre recebe insultos de Malfoy.

Com Rony:

- Sei que é o sexto de sete filhos. E que no segundo ano vomitou lesmas por um bom tempo por causa do Malfoy e que seu rato perebas era na verdade Pedro Petigrew.

Com Gina:

- Sei que você foi possuída por Voldemort no segundo ano através de um diário.

E por ultimo com Neville:

- Sei que

Por causa de Belatriz Lestrange, hoje, seus pais estão no st. Mungus.

No final todos estavam ligeiramente pálidos.

- Então. Isso é o bastante? Vão descobrir mais com o tempo – terminou Samantha.

- E Harry! – chamou ela lembrando de uma coisa que faria Harry acreditar sem problemas. – Lembra disso: " O Lorde das trevas está sozinho e sem amigos, abandonado pelos seguidores. Seu servo esteve acorrentado nos últimos doze anos. Hoje a noite, antes da meia noite... O servo vai se libertar e se juntar ao seu mestre. O Lord das trevas vai ressurgir, com a ajuda do seu servo, maior e mais terrível do que nunca. Hoje à noite... o servo...vai se juntar... ao seu mestre..."

Assim como todos os alunos e professores, Harry parecia assustado e nervoso ao mesmo tempo.

- Como sabe disso?

Todos se assustaram ainda mais, Harry sabia de algo importante que ninguém mais sabia.

- Quer mais alguma prova?

- Não mesmo – respondeu ele nervoso.

- Creio que já devem saber os campeões do torneio, certo?

- Não, estávamos a sua espera – explicou Aleni.

Samantha a olhou indignada.

- Só pode ser brincadeira! Vocês adiaram todo esse tempo? Não é a toa que estou de mal humor – bradou Samantha aproximando-se dos professores – de quem foi a ideia?

Dumbledore apontou para Aleni que apontava para Dumbledore.

- Façam logo a escolha dos campeões. Estamos ficando sem tempo – alertou Samantha.

- Que tal daqui a uma semana? – sugeriu Minerva.

- Por mim tudo bem! Só não adiem mais.

Samantha estalou os dedos novamente e se sentou entre Hermione e Rony, já com o uniforme da escola.

- Então? Como vai a vida de vocês?

Todos riram do modo de como Samantha muda de assunto tão rápido.

- Sabe que vai ter que nos explicar tudo sobre isso, não sabe? – perguntou Harry em seu ouvido.

Samantha suspirou.

- Eu sei Harry.

Seria um longo ano.

Ela encarou Snape. Será que ele havia cumprido a aposta e tirado pontos da Sonserina?

"- Estava esperando você chegar – ouviu Samantha ao ler a mente do mestre das poções.

- Pois bem, eu cheguei e seu prazo começa amanhã..."